por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


Stan Getz



Stan Getz, de seu nome Stanley Gayetsky (Filadélfia, 2 de fevereiro de 1927 — Malibu, Califórnia, 6 de junho de 1991) foi um saxofonista norte-americano de jazz. Fez parcerias com João Gilberto e Antonio Carlos Jobim, tornando-se um dos principais responsáveis em difundir o movimento musical brasileiro conhecido como bossa nova pelo mundo.

Festa de Iemanjá



No ano de 1923 houve uma diminuição no pescado da vila de pescadores do Rio Vermelho. Tentando buscar ajuda na Mãe D'Água, Iemanjá, saíram a dois de fevereiro para ofertar presentes à deusa. Ano após ano os pescadores repetiram essa cerimônia. A princípio era feita em conjunto com a Paróquia do Rio Vermelho, devido ao sincretismo entre a rainha do mar e Nossa Senhora da Conceição. Nos anos 60 houve uma reação da Igreja Católica contra o culto pagão, fazendo com que a festa perdesse, oficialmente, a devoção à santa católica. A Igreja de Santana, localizada no mesmo local da festa, sempre mantem as portas fechadas no dia 2 de fevereiro. Hoje em dia as homenagens a essa orixá começam de madrugada, com devotos do candomblé, da umbanda e do catolicismo colocam as ofertas e bilhetes com pedidos em balaios que serão atirados ao mar. Esses balaios são levados por cerca de 300 embarcações, com o saveiro levando a oferenda dos pescadores sempre a frente do cortejo. Essa festa é comemorada somente por catolicos.As pessoas comemoram do mesmo jeito,mas tem gente que nunca ouviu falar da lenda da Iemanjá.


wikipédia

A tênue fibra do desejo- por José Flávio


Deve ter sido aquela vocação evangelizadora tão própria das mulheres. Sabia que o noivo gostava de uma farra, apreciava um carteado e aquela conversa interminável com os amigos. Imaginou, no entanto, que com a força do amor alinharia aquela árvore torta. Terminaria por domesticar aquele animal selvagem com a ração diária, com os agrados de fêmea, com a hipnose cotidiana. Imaginou que o lar com seus pesados atributos : filhos, contas e o magnetismo da TV apreenderiam aquele ave inconstante, sem que ao menos ela percebesse as tariscas da gaiola. O tempo, no entanto, acabou por mostrar a D. Gertrudes que não existe coisa mais difícil de moldar neste mundo que a delicada fibra óptica do desejo. Ludugero mostrou-se sempre um pai carinhoso e um marido exemplar. Trabalhava duro numa pequena panificadora que adquirira. Ofício árduo de despertar madrugadino , onde diariamente rivalizava com o alvorescente canto dos galos e com a sangria dos primeiros raios do sol.Entre uma bolacha e um pão de ló, entre um passa-raiva e um manzape, ia Ludugero tocando a vida. Os arraigados hábitos antigos, no entanto, permaneceram indeléveis, imunes às pregações de D. Gertrudes. Nas sextas e sábados saía para um barzinho com os amigos e viravam a noite num carteado interminável regado a cerveja , a reminiscências e fofocas. A última válvula de escape de Ludugero, uma espécie de prozac natural que usava para escapar da doideira do dia a dia. Gertrudes, no entanto não se conformava: vivia a implicar com a vida noturna do marido. Fazia-o insidiosamente, uma vez que entendia : os antecedentes criminais do marido precediam ao matrimônio. Ludugero já por mais de uma vez lhe havia jogado na cara: --Meu bem, você sabia que eu gostava de um joguinho, por que diabos casou comigo, não procurou um cardeal , um monge, um santo... ? Havia , no entanto, uma outra razão para a implicância da mulher: ela temia que, varando as noites entre uma birita e outra, em meio aos ases, aos valetes, terminaria por aparecer algumas damas ou uma rainha de paus. Por trás de tudo, sobrenadava o ciúme e a desconfiança de D. Gertrudes.
A água mole bateu na pedra dura, mas não a furou. Todo final de semana , para o crescente desespero da esposa, Ludugero escapava lépido para o jogo. Um dia, por fim, encheu-se até a tampa da caçarola da paciência D. Gertrudes. Antes de ver o marido vestir-se, numa sexta-feira, para as funções lúdico-etílicas do final de semana, articulou o plano meticulosamente preparado durante o mês. Deixou os filhos na casa da sogra e arrumou-se toda, com um vestido tubinho preto. Quando o marido pensou em despedir-se, como de costume, ela saltou de lá e o surpreendeu:
--- Amor, hoje eu vou com você. Estou doidinha para ver um jogo de cartas!
Gertrudes disse isto, sem tirar os olhos do semblante do marido, esperando o protesto, a popa. Ludugero, no entanto, para sua surpresa, não se alterou, apenas lembrou que o programa podia ser chato e cansativo para ela, mas que ficava feliz, não tinha nenhum problema.
Como era de se esperar, a programação não podia ser mais pesada. A esposa sentou a um canto, numa cadeira desconfortável, no Bar do Giba. A conversa varou a noite, regada a cerveja e baralho. Futebol, política, fofocas . À medida que as horas se iam escorrendo, para o terror de Gertrudes, os circunstantes iam ficando mais animados, falando mais alto , discutindo com muito mais fervor. Lá pras cinco horas da manhã a esposa compreendeu que eles tinham ainda fogo na caldeira para mais uns dois dias. Estava já escornada, cansada, com todos os músculos doendo. Chamou então Ludugero e o suplicou:
--- Pelo amor de Deus, me leve para casa que eu já não agüento mais, estou morta de cansada e já não consigo nem ficar em pé...
Ludugero, então, solícito, pediu um tempinho aos amigos , tomou a mulher pelo braço e a levou para o aconchego do lar. Não sem antes lembrar:
--- Ta vendo, mulher, você vem uma veizinha e fica assim parecendo que caiu de um avião. Isto é para você ter uma idéia do meu sofrimento que passo por este suplício todo fim de semana...

J. Flávio Vieira

A poesia de João Nicodemos


Vício

Sua fraqueza
É mais forte
Que você ?

" esqueça o silêncio das plantinhas na varanda ..."
As minhas são conversadeiras,
espiadeiras
pegam carona no vento
pra falar o que não vejo,
e até explicar o que sinto
e nem percebo !
.
Socorro Moreira




Boca no copo

Água na fonte

Amor corrente

Flor de laranja

Madrugada chuvosa

Quarta solitária

Liberdade na tela

Escritos no ar

Portal da saudade !


 por socorro moreira

Por Socorro Moreira



As meninas do meu tempo usavam

saias plissadas e mini-saias.

Faziam touca no cabelo,

e revelavam ao "diário" os seus segredos.

Cursavam o normal, e viviam no essencial.

Morriam de todas as curiosidades.

Esperavam o namorado no portão .

Choravam  tristezas, no travesseiro.

Escancaravam as janelas do coração...

O tempo de amar chegou

O tempo de casar passou

O tempo de viver ainda corre,

num ritual de buscas,

entre o amor e a saudade.


Por Socorro Moreira

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012




Versos Madrugados- Socorro Moreira


Abro aquela janela tantas vezes

E as laranjas olham pra mim agradecidas ...

Não as desejo !
.

Olho a minha calçada

Imóvel e receptiva

Descansa ,

no silêncio da madrugada.


Acordo de sonhos do passado

" ...and i love her..."

- Teus olhos azul-piscina

E a gente dançava Elvis !


Faço do-in nas minhas pernas

Sinto as fisgadas do tempo

Sinto a falta das lágrimas

Minha dor é seca,

cheia de calos.

Espero o amanhecer

aqui por esses lados

Preciso da rotina,

que me escapa ...

Mais uma vez acendo,

apago a luz ...

E viajo nas minhas serenatas.


por socorro moreira



Amor antigo
querendo ganhar cores
querendo viver
a matura tranquilidade
de um amor legítimo !

Amor antigo, recauchutado,
mudo, desesperado ...
Disperso no desejo novo
Lacrimoso na tristeza doce
de saber que o amor não foi.

Esteve no estio romântico das horas
Nas madrugadas vazias ,
quando buscou o esquecimento
No clarão das estrelas que se acendiam
No dia ensolarado da consciência tardia...
Amor bandido, antigo, e ainda vivo !

socorro moreira




JouJoux e Balangandãs
Marchinhas de Carnaval

.
Joujoux, joujoux? Que é meu balagandã?
Aqui estou eu Aí estás tu
Minha joujoux Meu balagandã
Nós dois Depois
O sol do amor que manhãs
De braços dados Dois namorados
Já sei Joujoux Balagandãs

Seja em Paris Ou nos Brasis
Mesmo distantes Somos constantes
Tudo nos une Que coisa rara
No amor nada nos separa

Por Socorro Moreira



Nos embebedamos no branco da paz.

No meu juízo,

risos, vinhos e rios,

se harmonizam.

Hoje nos declaramos passarinhos ...

É assim o amor mais lindo:

livre, (e)ternamente !

O que dói é a posse.

Se ela inexiste ,

os encontros

amiudados ou não,

são gritos de carnaval !













Por Marcos Barreto de Melo

ACABA FESTA





eu ontem fui convidado

pra festa de casamento

da filha de Chico Bento

com o Zeca de Conrado



festa boa e animada

de tudo na mesa tinha

pato, peru e galinha

sarapatel e buchada



numa quadra de latada

a sanfoninha chorava

e a moçada animada

ao som do fole dançava



foi quando chegou Mororó

e mandou parar o rojão

com o tacho cheio de goró

vazando pelo ladrão



falou bem alto e zangado

e o povo ouviu assustado

quando ele disse, hoje eu mato

furo, sangro e tiro o fato



chamo o doutor de safado

xingo a mãe do delegado

dou tapa até em soldado

mas, não vou ficar parado



eu deixo o noivo amarrado

pra brincar mais sossegado

e com a mulher dele abraçado

vou dançar esse xaxado

grudado sem farrapar

até o dia clarear

Marcos Barreto de Melo


Glenn Miller


Alton Glenn Miller (Clarinda, 1 de Março de 1904 — 15 de Dezembro de 1944) foi um músico de jazz estadunidense e bandleader na era do swing. Ele foi um dos artistas de mais vendas entre 1939 e 1942, liderando uma das mais famosas big bands.

COSTA CONCORDIA

 


                                                                Foto Gregorio Borgia - AP

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                
Vada a bordo, cazzo!

(Não preciso de nenhuma palavra mais
Para o meu poema.)
 
                       J. C. M. Brandão