por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"TUCANOS" preparem-se: em 2018 tem mais (ou, como vencemos, apesar do jogo sujo) - José Nilton Mariano Saraiva

Apesar da inadmissível ajuda do “segmento podre” da Polícia Federal (Delegado Aldo Moro-PR, que vazou um áudio comprometedor de um desqualificado e sem que houvesse nenhuma prova); apesar da tal VEJA/ÓIA (que antecipou sua última edição três dias antes da eleição e com uma chamada de capa desonesta e inconsistente, transformada em autênticos outdoors-ambulantes no dia D); apesar da Rede Globo ter feito o possível e o impossível para influir na votação (durante todo o processo eleitoral e na noite anterior à eleição, quando repercutiu com destaque tudo o que a VEJA/ÓIA publicou); apesar da violência do candidato-concorrente ante as oponentes-mulheres Luciana Genro (no debate do primeiro turno) e Dilma Roussef (nos debates do segundo turno); apesar das afirmações preconceituosas do “gagá” Fernando Henrique Cardoso, que lá atrás oficializou e institucionalizou a “corrupção” ao “comprar” a emenda da reeleição ao “módico” preço de R$ 200 mil per capita (e que agora acusou os nordestinos de ignorantes); enfim, apesar de toda a “sujeirada” patrocinada pelo PSDB, a Presidenta Dilma Roussef logrou reeleger-se, numa disputa desigual e acirrada.

Alguns fatos que acreditamos mereçam ser citados:

01) a terceira derrota consecutiva, numa mesma eleição (e para o PT), do candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, em sua Minas Gerais: é que o candidato que escolheu pessoalmente para Governador do Estado perdeu feio e ele mesmo naufragou no primeiro turno ante a Presidenta Dilma Roussef, assim como fracassou agora no segundo turno, o que nos leva a concluir seja verdadeiro aquele slogan de que “Aécio - Quem conhece não vota”; 
02) a resposta dos nordestinos ao “gagá” FHC, materializada na monumental votação da candidata Dilma Roussef em todos os estados da região, mostrando que vota conscientemente e sem se deixar influenciar por manobras desonestas e de última hora (VEJA/ÓIA e TV GLOBO); 
03) não esquecer de agradecer ao senhor Armínio Fraga que, nomeado antecipadamente pelo candidato tucano para o Ministério da Fazenda,  garantiu “detonar” os bancos públicos a fim de entregar o segmento aos gringos; em conseqüência, findou sendo “detonado” antes; 
04) a votação estupenda do candidato do PSDB em São Paulo, onde obteve uma maioria folgada, apesar do descalabro administrativo da administração tucana no Estado, onde a população literalmente “chafurda na lama” (não tem água pra beber, cozinhar e tomar banho) em razão da falta de providências no tocante à tomada de medidas preventivas - o governo do Estado foi informado, lá atrás, da iminência do que acontece hoje e nenhuma providencia tomou porque tinha uma reeleição à frente. (a propósito, convém não esquecer que esse mesmo eleitorado “culto” de São Paulo elegeu o palhaço-cearense Tiririca para Deputado Federal com quase três milhões de votos). Consciência ou alienação ???

Pra finalizar, um lembrete: despreocupem-se os tucanos, já que após um governo muito melhor que o primeiro, em 2018 Dilma Roussef repassará-entregará de volta o bastão a Lula da Silva, para mais oito (08) anos de progresso e bem-estar. Vida que segue, só lamentamos que o nosso estoque de lenços tenha acabado, daí não podermos socorrer os chorões que perambulam por aí.   

domingo, 26 de outubro de 2014

Por Everardo Norões

José de Alencar, imprensa, corrupção (uma leitura para o dia)
Cioso da plena liberdade do cronista, Alencar pareceu esquecido de que, neste mundo de negócios, o Correio Mercantil tinha os seus amigos, sendo Moniz Barreto, um dos proprietários do jornal, o concessionário da construção da estrada de ferro da Bahia para o São Francisco. Alencar continuou a sua luta contra os impunes especuladores: “Dantes os homens tinham as suas ações na alma e no coração; agora têm-nas no bols...o ou carteira.” Foi a gota d’água. Datado de 8 de julho de 1855, o artigo de Alencar saiu “inteiramente estropiado”, conforme a reclamação que fez à redação, responsável pela velada censura.
Voluntarioso, sensibilidade à flor da pele, Alencar não admitiu qualquer limitação à liberdade do cronista. Entre a conveniência do Correio Mercantil, infenso a que continuasse “a hostilizar os seus amigos”, e a sua independência, ele não pensou um minuto – no mesmo dia encerrou o ‘Correr da pena’, e deixou o jornal. (in A vida de José de Alencar, de Luís Viana Filho).

AÉCIO NEVES REVELOU SUA ESTRATÉGIA PARA MELHORAR A VIDA DO POVO BRASILEIRO. - José do Vale Pinheiro Feitosa

Aécio Neves não é um beócio. Tem formação acadêmica. Ocupou altos cargos na República e no Estado de Minas Gerais. O que ele quis dizer com a frase: “...gastar menos com o governo para investir na população”?

Esclarecer o que disse com “gastar menos...” é desnecessário. A frase se auto explica. Será aplicado menos dinheiro. É isso e pronto.

Se fosse dado um pulo na frase e chegássemos a “para investir na população”, teríamos a junção de “gastar menos...para investir na população” o que é uma frase incoerente ou tem coerência interna. Se você gasta menos investe menos na população, Aécio não diria isso nas vésperas das eleições. A coerência interna seria ele vai tirar dinheiro de algum lugar para investir na população.

Ai vem o “xiiizzii do pobema meurmão” Aécio vai gastar menos com o GOVERNO. Mas o que é o governo mesmo? Sem Noberto Bobbio, Max Weber e outras mumunhas mais, apenas o velho dicionário do Houaiss.

Tomando todas as acepções da palavra GOVERNO excluiremos as derivações por metonímia e o termo de marinha. E restaram estas:

a)  1. ação ou efeito de governar(-se); governação, governança, 2. ato ou efeito de dirigir; administração, chefia, direção
b) 3. o poder executivo; o presidente junto com seu ministério
E o termo jurídico: complexo de órgãos responsáveis pela realização da administração pública, através do exercício dos poderes delegados pelo povo, sem perder de vista a soberania deste.

Aécio Neves pretende, portanto, investir menos no substantivo: ação e efeito de governar, dirigir, administrar, chefiar e oferecer direção. Por consequência gastará menos com poder executivo, incluindo aí a administração pública com o exercício dos poderes delegados pelo povo, sem perder de vista a soberania deste.

Teremos o seguinte quadro: Aécio vai gastar menos na administração pública e vai transferir estes recursos para o povo, não é isso que ele quis dizer? Então vamos ao gastar menos: demitir funcionários públicos, achatar salários dos funcionários públicos, solapar aposentadorias dos funcionários públicos, acabar órgãos públicos, reduzir funções do Estado, diminuir fiscalização, controle e avaliação.

Então ele vai pegar o que economizou com “os funcionários públicos e a administração pública” e entregar ao povo. Isso pode ser de modo direto, assim como o Bolsa Família. O povo pega este dinheiro e vai para o mercado de saúde, educação, segurança, trânsito, abastecimento, saneamento básico, defesa nacional, etc. e tal e compra os “bens de serviço”.

A preço de mercado, pois os agentes econômicos operam na lógica do lucro. Haverá a formação de monopólios, ele, então, vai ao mercado estrangeiro e abre a concorrência nacional. Os preços sobem e daqui a uns dez ou doze anos de governos do PSDB os preços estarão tão altos quanto o mercado internacional.

Mas aí a questão é diferente. Se mexer no interesse americano os marines aportam. Se tentar enquadrar uma empresa da Comunidade Europeia a OTAN sobrevoa com algumas bombinhas de agrado. Isso sem contar com os chineses, japoneses e outros mais que não são besta e não vão deixar de investir no país com uma reserva de recursos estratégicos desta.

Agora pergunta ao Aécio se ele vai reduzir os gastos do governo com os juros que remuneram a elite nacional? Se fizer um acordo para lhes entregar o resto de empresas e infraestrutura estatal em troca de pagar-lhe menos grana é só uma questão de tempo após a bonança temporária que o povo vai viver.

Os capitais nunca dormem. E se articulam. Quando o Estado lhes entregar todo o butim, só restará o dinheiro do povo e sobre ele que avançarão sobre a forma de juros que avançarão para continuar ganhando sempre mais.

Isso é mais ou menos como o anúncio de Cine de Barbalha nos anos cinquenta: um filme cowboy bom de arromba, se não for eu cegue.    




sábado, 25 de outubro de 2014

O que pretendem fazer com essa gente? - José do Vale Pinheiro Feitosa

A pergunta do título acima foi feita por José Arthur Giannoti numa reunião do Instituto Fernando Henrique em agosto de 2011. Giannoti é filósofo, de Araraquara, conterrâneo e contemporâneo de Rute Cardoso, colega de FHC na USP. Foi um dos intelectuais destacados no apoio ideológico ao governo dos tucanos e por isso estava na referida reunião com, entre muitos, Persio Arida, Gustavo Franco, Pedro Malan, ou seja a nata neoliberal do governo FHC.

A discussão era exatamente sobre o projeto político do PSDB para as atuais eleições. E o que se propunha, não é nada diferente do que Aécio trouxe pela voz de Armínio Fraga. Quais propostas: redução do estado, dos gastos públicos, abandonar o estado de bem-estar-social, enxugar os gastos sociais etc. Pedro Malan, quando o que estar na reta não é o dele, diz: os que tinham a Europa como modelo terão que rever seus conceitos. 

Aí entra o Giannoti. Ele tem pleno conhecimento dos efeitos de uma sociedade sem qualquer solidariedade, sem apoio social, baseada no fetiche do mercado e no sucesso pessoal provoca. Ele sabe perfeitamente dos problemas da primeira e da segunda grande guerra mundial. Ele sabe que o povo pode até suportar anos de exploração, mas não levará ao futuro a sua morte e sofrimento extremos. Reage e com violência. 

Então o Giannoti faz a pergunta que não pode se calar: "Desde o último artigo que li de Gustavo Franco tive a impressão que vocês descreem da possibilidade de se prover o Welfare State. Mas o que pretendem fazer com essa gente?

O que fazer com essa gente? 

A RESPOSTA ESTÁ COM VOCÊ NA URNA. 
A presidenta Dilma Rousseff ganhou direito de resposta após “denúncia” da VEJA:

Forte nesses argumentos, CONCEDO a liminar para a veiculação do direito de resposta requestado e, assim, determinar à Editora Abril S.A. que insira, de imediato, independentemente de eventual recurso, no sítio eletrônico da Revista Veja na internet (www.veja.com.br), no mesmo lugar e tamanho em que exibida a capa do periódico, bem como com a utilização de caracteres que permitam a ocupação de todo o espaço indicado.

Com relação à resposta pretendida pelos Representantes, entendo que os textos apresentados não se ajustam ao exercício desse direito, porquanto impregnados de expressões impertinentes, e que assim merecem decotes para não render ensejo a novo pedido de direito de resposta.

Isso posto, determino a veiculação do seguinte texto:

DIREITO DE RESPOSTA

Veja veicula a resposta conferida à Dilma Rousseff, para o fim de serem reparadas as informações publicadas na edição nº 2397 – ano 47 – nº 44 – de 29 de outubro de 2014.

A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação “Com a Força do Povo” vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Yousseff foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor.

A Editora deverá ainda juntar aos autos comprovação do cumprimento desta decisão, na forma prevista no art. 58, § 3º, alínea e, da Lei nº 9.504/97.

Notifique-se a Representada para que se defenda, no prazo improrrogável de 24 (vinte e quatro) horas, nos precisos termos do art. 58, § 2º, da Lei nº 9.504/97 e do art. 8º, caput, parte final, da Res.-TSE nº 23.398/2013.

P.R.I.

Brasília – DF, em 25 de outubro de 2014.

Ministro Admar Gonzaga

Relato



UMA FRASE PARA REPRESENTAR AS DESCULPAS DA IMPRENSA DAS FAMÍLIAS OLIGARCAS DO BRASIL PARA FAZER O QUE FAZEM COM AS ESCOLHAS ELEITORAIS DO CIDADÃO LIVRE:

"Podemos perdoar os Árabes por matar as nossas crianças, mas nunca os perdoaremos por nos obrigar a matar as crianças deles" - Golda Meir - Presidente de Israel.

QUAL O SENTIDO NACIONAL DE UM JORNAL A SERVIÇO DE UM ÚNICO E IRREMOVÍVEL PROJETO POLÍTICO? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Fazer jornalismo como propaganda política é como criar uma caixa de proteção blindada para si e depois ficar prisioneiro dentro dela.

Edmond Safra, cabeça da família de banqueiros de cultura judaica e nascido no Líbano, foi naturalizado brasileiro e viveu o apogeu do “financismo” após a segunda guerra mundial.

O sobrenome origina-se do avô que carregava ouro pelos desertos durante o império otomano. Safra, não é a palavra portuguesa que conhecemos, mas de origem árabe que representa a cor do ouro. A família se tornou os mais ricos banqueiros do planeta. Riquezas individuais.

Edmond Safra casou-se com a herdeira bilionária de uma grande cadeia de lojas brasileiras. Para ficar mais próximo dos seus negócios e no território livre da “lavanderia de capitais”, aquelas das subterrâneas transações, foi morar em Mônaco. O glamour dourado do mediterrâneo.

Comprou uma cobertura duplex, com visão panorâmica do Mediterrâneo. Para ter uma ideia do valor a última negociação feita com esta cobertura envolveu o preço de R$ 526 milhões. Mas de meio bilhão da moeda brasileira.

A cobertura, de acordo com a origem “dourada” do nome, ficava em cima de duas agências bancárias, com muita segurança. Ela era imensa, mas com apenas três suítes quase iguais a uma mansão: dois banheiros, cinema etc.

Edmond, o dono de decisões a fomentar misérias e riquezas pelo mundo a fora, tinha um sistema de segurança perfeito. Tudo era blindado em seu apartamento. E a traição veio de seu cordão umbilical.
Um enfermeiro americano, a seu serviço, tentou um golpe de sequestro e Edmond, junto com sua enfermeira, blindou-se em seu sistema de segurança dentro do banheiro. Dentro daquela caixa forte ficou e morreu.

O enfermeiro pôs incêndio na cobertura e Edmond Safra morreu intoxicado por gases oriundos da combustão do seu rico mobiliário. Morreu prisioneiro da própria caixa forte.


Assim como a mídia brasileira usa e abusa da paciência do povo brasileiro em golpes sucessivos. Golpes que levam a nação para os extremos de guerras e conflitos. Misérias, desespero e intoxicações.   

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Por Everardo Norões

Tenho observado fotos de pichações e declarações a dizer que Marília Arraes é traidora. Desconheço as razões de quem a acusa. Não me sinto motivado a me envolver nessa querela. Talvez existam interesses não explícitos movendo essa campanha. Pergunto-me apenas se ter opinião é trair. Lembro que num certo passado Miguel Arraes rompeu com Cid Sampaio, seu concunhado, por motivos políticos, o que provocou uma ruptura familiar que nunca foi sanada. Naquele momento estava em jogo o destino da nação e candidatos contrários às reformas sociais eram apoiados pelo IBAD, organismo financiado pelos Estados Unidos. Miguel Arraes denunciou essa interferência norte-americana no Congresso Nacional, o que lhe custou caro. Cid Sampaio estava do outro lado. Na ótica da História teria sido Arraes o traidor? Por mais restrições que se possa fazer à sua atuação política, ele sempre colocou os interesses maiores da povo acima de querelas subalternas. Também é bom lembrar que não foi por acaso o boicote sistemático feito por conhecidos ‘democratas’ do PMDB quando da sua volta do exílio. É que percebiam na sua chegada uma ameaça ao futuro político dos que haviam negociado a anistia “ampla e irrestrita”, contemplando esbirros e torturadores. Quem traiu quem? Que fantasma shakespeareano vem agora no meio da noite dizer a áulicos e oportunistas em quem devemos votar ou quando devemos lançar às feras quem tem a coragem de opinar ou de divergir? Trair é mesmo ter opinião própria, independentemente de laços familiares ou opções de outra espécie? Se for assim, que péssimo sinal para a nossa pobre democracia. E se os que pensam assim se dizem socialistas, que mau augúrio para a nosso país, que corre o risco de ver Marx dando nome a shopping centers.
 
 
 

FAMIGLIA IMPERIALISTA TENTA DERRUBAR O PAÍS - José do Vale Pinheiro Feitosa

Em 27 de maio de 2007 o site da Forbes Magazine dava a seguinte notícia: “Bilionário brasileiro Roberto Civita, um dos mais notórios barões da mídia, faleceu neste sábado. Aliás a expressão inglesa para falecer é uma pérola de linguagem que lembra o papel da Famiglia Civita na América do Sul: “passed away”.

A família Civita, por dentro do miolo financista e da grande produção editorial e cultural, de criação de mitos e posturas, “passou longe” do povo brasileiro. Nunca aprendeu a falar português de modo convincente, era internacionalista e tinha nas cordas vocais, no coração e na mente uma distância imensa de eu, tu, nós e vós.

A família Civita tem origem entre judeus italianos que migraram para Nova York entre o final do século XIX e XX. Na cidade americana já moravam vários parentes entre eles a cantora de ópera Vittoria Capri e o homem de negócios Carlos Civita.

Com o desenvolvimento do mercado editorial a família Civita retorna à Itália e em Milão o mais velho dos irmãos Cesare Civita vai trabalhar numa grande editora. Eram editoras que já começavam a receber influência do grande mercado que fundiu cinema, publicação, revistas, música e diversão num mesmo pacote, como por exemplo Walter Disney. Os irmãos Civita, incluindo Victor, se tornaram representantes de Disney na Itália.

Em 1938 saem da Itália quando os fascistas dominaram as instituições do país. Vão para Nova York. Logo a seguir, 1941, Cesar Civita migra para Buenos Aires e funda a Editora Abril para dar suporte local à “invasão da cultura americana” na América do Sul, como representante da Disney e forte participação na produção e distribuição do filme Bambi.

Em 1949, o irmão mais moço de César, Victor Civita vem repetir a dose no Brasil. Funda a Editora Abril com seus negócios, representações, revistas em quadrinho, editora, parque gráfico uma potência temerária e acima da cultura nacional com dificuldade em pronunciar a língua local.

Victor Civita é o pai de Roberto Civita, que é pai de herdeiros do negócio, que tem Ceo, que tem editores e jornalistas como pistoleiros a manter a rede internacional de interesses e baldeações. Aí se tem a sistemática e panfletária escrita da Revista Veja. A rede no tempo e no espaço do mesmo negócio e do mesmo interesse de grandes grupos econômicos.

Quando a candidata Dilma Roussef, atacada de modo fora dos padrões mínimos de equilíbrio jornalístico, às vésperas das eleições, se manifestou a respeito, a nota da Revista Veja é puro cinismo. Faz parte das desculpas que justificaram todos os Golpes de Estado e de Direito efetuados no Brasil.
Eis os termos da nota da Revista Veja em outras palavras: a) fizemos isso a 48 horas das eleições, sem ouvir a outra parte, porque somos assim, sempre “antecipamos” nosso editorial panfletário para influenciar o pleito; b) a presidenta fez crítica ao mensageiro e não aos fatos, que são denúncias de um criminoso tentando reduzir suas penas atirando para todo lado (são denúncias que ainda serão investigadas quando só então serão fatos); c) não vamos esconder os “fatos” só para não influir nas eleições, porque os “fatos” são para influir mesmo; d) agora Presidenta a senhora entuba isso e defenda meu direito de jogar m* na sua dignidade.

No velho estilo dos golpes a mídia das grandes famílias brasileiras fez o coro do impeachment da Presidenta Dilma, aí com nítido efeito de retirar-lhe votos e já preparando uma campanha perigosa para caso seja eleita. Estão nesta linha Reinaldo Azevedo, Merval Pereira e outros.

Agora vamos que isso nos leve a Aécio Neves ao invés de Dilma? A situação será muito pior. Só um governo ditatorial, mas sem legitimidade, com a única política de bater no povo. Isso não vai dar certo e quem aposta nisso já deve ter uma segunda moradia no exterior para fugir após a desgraça social e política. 

A palavra de DILMA

Meus amigos e minhas amigas,
Eu gostaria de encerrar minha campanha na TV de outra forma, mas não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos. Uma atitude que envergonha a imprensa e agride a nossa tradição democrática. Sem apresentar nenhuma prova concreta e mais uma vez baseando-se em supostas declarações de pessoas do submundo do crime, a revista tenta envolver diretamente a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras que estão sob investigação da justiça.

Todos os eleitores sabem da campanha sistemática que a revista move há anos contra Lula e contra mim, mas dessa vez a Veja excedeu todos os limites. Desde que começaram as investigações sobre as ações criminosas do Senhor Paulo Roberto Costa eu tenho dado total respaldo ao trabalho Policia Federal e ao Ministério Público.

Até a sua edição de hoje, às vésperas das eleições que em todas as pesquisas, apontam a minha nítida vantagem sobre meu adversário a maledicência da Veja tentava insinuar que eu poderia ter sido omissa na apuração dos fatos. Isso já era um absurdo, isso já era uma tremenda injustiça. Hoje a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética, pois insinua que eu teria conhecimento prévio dos maus feitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime, é mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições.

A começar pela antecipação da edição semanal para hoje sexta-feira, quando normalmente chega às bancas no domingo, mas como das outras vezes e nas outras eleições Veja vai fracassar no seu intento criminoso. A única  diferença é que dessa vez ela não ficará impune. A justiça livre desse país seguramente vai condená-la por esse crime. Ela e seus cúmplices tão pouco conseguirão sucesso no seu intento de confundir o eleitor.

O povo brasileiro tem maturidade suficiente para discernir entre a mentira e a verdade. O povo brasileiro sabe que não compactuo e nunca compactuei com a corrupção. A minha história é um testemunho disso, mostra isso. Farei o necessário doa a quem doer, de investigar e de punir quem mexe com o patrimônio do povo. Sou uma defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da nação não pode aceitar que mais uma vez se divulgue falsas denúncias no meio de um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil.

Os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas e eu darei minha resposta na justiça.

Tentativa de "G O L P E" - José Nilton Mariano Saraiva

A Revista VEJA, da decadente Editora Abril, detém uma “ficha-corrida” nada edificante. Não é de hoje que, através de reportagens desonestas e claramente tendenciosas, atenta contra a “Democracia” e o “Estado de Direito”. Só que agora, às vésperas da eleição para a Presidência da República, definitivamente perdeu o escrúpulo, jogou a ética na lata de lixo, desrespeitou toda a categoria jornalística e a própria população brasileira ao antecipar sua edição de fim-de-semana (de domingo para quinta-feira) rotulando-a de edição extra, e trazendo na capa o que seria uma bomba “teoricamente’ capaz de influir no resultado das eleições: mais uma denúncia do bandido Alberto Yossef, dessa vez anunciando que Lula da Silva e Dilma Rousseff sabiam de tudo que se passava na Petrobrás.

Isso é o que podemos chamar de “tentativa de golpe”.

Estapafúrdia e imoral, tal tentativa da Editora Abril (via VEJA), contra a democracia brasileira não durou um dia. É que menos de 24 horas após veiculado, o suposto “depoimento” do doleiro Alberto Youssef foi desmentido por ninguém menos que seu próprio advogado, o criminalista Antonio Figueiredo Basto, que se mostrou perplexo e surpreso com as denúncias envolvendo seu cliente.
Veja abaixo: 

ADVOGADO DE DOLEIRO: “VEJA” MENTIU SOBRE DILMA

O advogado Antonio Figueiredo Basto, que comanda a defesa do doleiro Alberto Youssef, afirma que desconhece o depoimento de seu cliente, que ancora a capa de Veja, publicada ontem, em edição extra; “Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso. Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação”, alertou o advogado. A tentativa de golpe contra a democracia é manobra da revista conduzida pelo jornalista Eurípedes Alcântara e pelo executivo Fábio Barbosa, que comanda a Abril, no lugar dos Civita: jornalismo brasileiro atinge seu momento mais torpe.

No mais, cabe agora, às autoridades competentes, ficar alerta e impedir que o “GOLPE” arquitetado pela VEJA não se concretize, sob pena de atingir a própria DEMOCRACIA.

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Post Scriptum:

A Presidenta Dilma Rousseff, ciente da gravidade do momento,  aproveitou todo o tempo da sua última aparição do horário eleitoral para denunciar tal tentativa, alertando a população e autoridades brasileira sobre, e garantindo na oportunidade que medidas judiciais contra a revista serão estudadas (deixar de veicular matérias do governo na revista, na perspectiva de um segundo mandato, bem como privilegiar outras editoras na compra milionária de livros didáticos, "deletando" de vez a Editora Abril das compras governamentais afigura-se-nos medidas das mais justas).




O tucano "trapalhão" - José Nilton Mariano Saraiva

Se o PT tem os "aloprados" da vida, que se lambuzam sem necessidade, o senhor Armínio Fraga tem-se revelado um autentico "trapalhão" na campanha do "playboy do Leblon" (Aécio Neves). Após "detonar" os bancos públicos, foi humilhantemente obrigado pela cúpula tucana a vir a público desdizer o que dissera e a mentir desbragadamente ao prometer exatamente o contrário do que houvera vaticinado.

Pra completar, convidado pela Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil para um debate sobre o papel do BB na atual conjuntura, mostrou total desconhecimento a respeito daquela importante instituição bancária. Bola preta para o Armínio. Confira abaixo: 

QUI, 23/10/2014 - 12:27
ATUALIZADO EM 23/10/2014 - 12:41
Em debate de cerca de 40 minutos promovido via teleconferência na sede da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) nesta segunda-feira (20), o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga demonstrou total desconhecimento sobre o papel do Banco do Brasil como agente de desenvolvimento econômico e social do país.
Tentando desfazer os estragos das declarações feitas ao Instituto Liberal no passado, quando afirmou que não saberia dizer o que sobraria dos bancos públicos num eventual governo tucano na presidência, Armínio abordou de forma genérica três pontos que vê como positivos na gestão do BB: competitividade, meritocracia e governança.
Ao longo de quase uma hora de debate, Armínio teve rompantes de desconhecimento que surpreendeu a todos, ao afirmar, por exemplo, que não sabia o número de funcionários, o de agências, carteira de crédito e o resultado do banco. 
Outro ponto das declarações de Armínio que chamou a atenção foi quando perguntado sobre os bancos que desempenham um papel regional, como o BANCO DA AMAZONIA (BASA) E BANCO DO NORDESTE (BNB). “Não parei para pensar nisso”, disparou.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

PENÚLTIMAS PESQUISAS (DATAFOLHA E IBOPE)

PESQUISAS DIVULGADAS HOJE:

DATA FOLHA:

VOTOS VÁLIDOS:
DILMA –  53
AÉCIO  - 47
VOTOS TOTAIS;
DILMA  -  48
AÉCIO  -   42

IBOPE:

VOTOS VÁLIDOS:
DILMA  -  54
AÉCIO  -  46
VOTOS TOTAIS:
DILMA   -  49
AÉCIO  -  41


CHEIRO DE ENXOFRE SE ESPALHA PELO AR - José do Vale Pinheiro Feitosa

Cheiro de enxofre no ar. As próximas eleições federais correm o risco de fraude. A lebre foi levantada hoje pelo jornalista Luiz Nassif e várias postagens em seu blog dão sustentação à suspeita. Na trilha da fraude se encontram atores empresariais que ficam na porta entre o público e o privado, tirando proveito desta situação, para atuarem em benefício próprio e de grupos. No blog do jornalista o assunto está bem analisado em algumas postagens.

Isso é possível?

Do ponto de vista político Nassif aponta o roteiro social e jornalístico da fraude (golpe) da vontade popular. A mídia opera uma grande “notícia”, muito negativa para Dilma ou extremamente positiva para Aécio, pesquisas eleitorais mostram fragilidade nos votos da Dilma e em seguida a fraude se justifica com uma boa camada de recursos por trás das urnas (fraudes nas urnas, no processo de transmissão dos dados ou na totalização dos votos).

A fraude no processo eletrônico se tornaria possível pelo histórico das contratações das duas únicas empresas que operaram com os sistemas de segurança da votação e apuração. Algumas evidências já estariam presentes quando do uso da informação digital se descobriu uma duplicidade de eleitores. Além do mais os empresários por trás das duas empresas têm histórico de maracutais no mercado e de terem crescido sob os auspícios do governo FHC e Aécio Neves. Gente muito perto de Aécio se encontra perto das referidas empresas.

Não se pode negar esta conspiração. Mesmo que não se tenha nenhuma prova de que esteja em curso. Não se pode negar por um precedente histórico. O caso da Proconsult que roubou as eleições de Pedro Simon no Rio Grande do Sul e tentou roubar a de Brizola no Rio. Não conseguiu pela bravura do Jornal do Brasil que se contrapôs ao Sistema Globo de Televisão. O jornalista Osvaldo Maneschy, à frente da Fundação Alberto Pasqualini Leonel Brizola, é uma fonte importantíssima destes fatos da Proconsult.

Agora toda esta grande mídia está a serviço da oposição.


Daí o cheiro de enxofre no ar. 

Por que me orgulho do Brasil de hoje! - Por Carlos Eduardo Esmerado

Somente muita miopia política daqueles que desejam que este pais retorne ao domínio dos tucanos neoliberais. Neoliberalismo, nada mais é do que um sistema político-econômico que acredita na autorregulamentação do mercado e no estado mínimo. Que significa isso? Para países em desenvolvimento ou emergentes, expressão que os neoliberais adotaram com eufemismo para substituir o que antes era denominado de países subdesenvolvidos, significa em primeiro lugar o desemprego em massa, arrocho salarial, privatização das empresas estatais, políticas voltadas prioritariamente para o capital; banqueiros, rentistas ou agiotas. Segundo sugeriu o Sr. Armínio Fraga, provável futuro ministro da Economia caso a maioria dos brasileiros prefira retornar ao passado que ninguém em sã consciência deseja revivê-lo, os bancos do Brasil, Caixa Econômica, e BNDES devem ser privatizados. Quem é esse cidadão? Armínio Fraga é um economista da mais alta confiança do governo americano, possuidor que é de dupla cidadania: brasileira e americana.
 
Somente quem não quer, ou por pura cegueira ou provavelmente paixão político-partidária não reconhece como nosso país melhorou nos últimos doze anos. Vivemos algo próximo do pleno emprego. Para o último mês de setembro a taxa de desemprego registrada foi de 4,9% menor do que a de muitos países da Europa. O salário médio do brasileiro em setembro foi de R$ 2067,10, conforme informações publicadas a muito contragosto pelo jornal fomentador de golpes "O Globo". E a inflação se encontra em queda, 6,5% bem distante dos 12% com os quais FHC nos premiou.

Acusar o Bolsa-Família como indutor de letargia do trabalhador faz parte da retórica de quem não deseja ver a fome do povo minorada. Como se uma pessoa possa viver sem trabalhar com a irrisória quantia de R$ 168,00 (cento e sessenta e oito reais) mensais, o equivalente R$5,60 diários (cinco reais e sessenta centavos). Quem assim pensa é aliado dos neoliberais que quando detêm o poder, combatem ferozmente "qualquer política voltada para extinção da pobreza", conforme constataram os bispos latino-americanos no documento de conclusão da Conferencia Episcopal Latino-americana (CELAM) realizada em Puebla.

O programa do Bolsa-Família não atende somente a Região Nordeste. Em São Paulo, o estado mais rico do país, existem 1,2 milhões de assistidos pelo programa, bem à frente do Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba e Maranhão.

Mas o nosso país nos últimos doze anos viu crescer consideravelmente o número de universidades, de Faculdades de Medicina, de Escolas Técnicas, do programa Universidade sem Fronteiras, onde nossos jovens têm oportunidades de complementarem seus estudos em universidades estrangeiras, além do Pro-Uni, em que estudantes da rede pública obtém acesso às vagas ociosas de faculdades particulares, com financiamento do programa Fiés, além de cursos de formação técnicas para capacitação das pessoas para o trabalho. Pessoalmente eu conheço muitas pessoas beneficiadas pelo programa Bolsa-Família que dão duro no trabalho diário do campo. Como também muitos universitários que estudaram parte de seu curso em universidades da França, Espanha, Estados Unidos, Portugal e Inglaterra, recebendo diploma das duas universidades estejam satisfeitos com o atual governo e reconhecem que o objetivo do programa não é eleitoreiro, mas o de solidificar a formação dos brasileiros. Todos esses programas são de cunho social. Somente muita paixão politica-partidária para não reconhece-los.
    
O Brasil atual enfrentou mais de seis anos de uma dura crise mundial, onde Estados Unidos e a Europa foram duramente atingidos por adotarem políticas neoliberais. É claro que o Brasil foi atingido em sua balança comercial. Ao contrário dos governos tucanos, ninguém alegou crise dos países chamados de "Tigres asiáticos". Pois não vivemos dentro de uma economia neo-liberal. Nossa política externa não ficou apenas atrelada ao Estados Unidos. Um leque de relações mútuas foi aberto para China, Rússia e países africanos.
  
Orgulho-me desse país, pois em quase setenta anos de existência jamais havia visto experiência governamental tão exitosa quanto essa.  Que Deus ilumine nosso povo, soberano em suas decisões para que não opte pelo retrocesso.  

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

"PÁGINA 14" DO RELATÓRIO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS - José Nilton Mariano Saraiva

"IPSIS LITTERIS", para que não pairem dúvidas, abaixo a PÁGINA 14 do Relatório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Atentem para o voto do CONSELHEIRO-RELATOR SYLO COSTA, que além de denunciar a compra-inclusão de VACINA PARA CAVALO como um dos itens contabilizados como despesa de Saúde, chama ainda a atenção para o "desvio" dos recolhimentos feitos pelo Instituto de Previdência dos Funcionários, que também estariam sendo contabilizados como despesa da saúde, objetivando atingir o percentual de 12% para aquela rubrica - Saúde (IMPORTANTE: na versão original, em cada uma das 37 páginas do Relatório consta o "timbre" do Tribunal, que não é possível copiar). Se deliciem. 
( PLENO – SESSÃO EXTRAORDINÁRIA: 30/06/05 - RELATOR: CONSELHEIRO SYLO COSTA - REVISOR: CONSELHEIRO ELMO BRAZ - BALANÇO GERAL Nº 696135 ). 

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Embora a priori vislumbrem-se despesas que poderiam não estar vinculadas diretamente às ações e serviços públicos de Saúde, não se pode afirmar, com segurança, dentro do amplo conceito estabelecido pela Constituição, que seria vedada a inclusão das mesmas no cômputo para o cálculo constitucional. Somente a aprovação da já citada Lei Complementar é que trará a elucidação necessária, posto que a mesma define, com mais precisão, as ações e serviços públicos que podem e que não podem ser computados como gastos com Saúde para fins de atendimento ao limite estabelecido.
 O certo é que a aprovação pode não ser breve, mas ela virá e, quanto mais distante estiver o Estado do modelo federal, mais dificuldade terá em se adaptar e cumprir o que será exigido pela Lei Complementar. Nesse sentido, é recomendável que o Estado vá reduzindo o percentual de participação das despesas que vêm sendo destacadas nos relatórios técnicos desta Corte (tais como investimentos em saneamento executados pela COPASA, despesas com assistência à saúde destinada à clientela fechada – IPSEMG, IPSM, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros – e outras), como forma não só de cumprir as disposições legais mas, também, para que a aplicação esteja mais próxima dos anseios da população, carente de melhores condições de atendimento na Rede Pública de Saúde.  
CONSELHEIRO SYLO COSTA:
Tenho de confessar que é duro engolir que vacina para cavalo seja contabilizada como despesa com Saúde. Entendo que despesa com Saúde tem de ser aquilo que é gasto com o SUS – Sistema Único de Saúde.
Por outro lado, a Previdência está entrando nisso aqui! A assistência que o Instituto de Previdência não dá e que os funcionários pagam – porque é essa a verdade – está sendo também contabilizada como despesa, para atingir o percentual de 12% referente à Saúde. Estou chamando a atenção para essa questão.  
SECRETÁRIO GLADYSTON LOPES DISCACIATI:
 Necessário também que se dê atenção especial aos Restos a Pagar relativos às despesas da Saúde. Percentuais de inscrições elevados vêm sendo



balanco/696135– VN/F/SO/MG/PA/KT/KA/CA/LI/LH/SL/mf/ahw  - 14                                                  

O blefe sobre a "paternidade tucana" (Luciana Oliveira)


Em meio à disputa presidencial, o candidato Aécio Neves (PSDB) crava: no Programa Bolsa Família, criado pelo ex-presidente Lula em 2003, há DNA tucano. Para sustentar o dito, Aécio afirma que o Bolsa Família é uma junção de programas criados na gestão de FHC, como o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Gás. Mas Luciana de Oliveira, funcionária do governo federal há 13 anos, explica, em carta aberta a Aécio, a diferença entre o Bolsa Escola e o Bolsa Família do PT. Segundo ela, não há nenhuma semelhança entre a concepção dos projetos, os objetivos, sua execução e muito menos nas contrapartidas cobradas. Segundo Luciana, Aécio e o PSDB reivindicam paternidade agora, na eleição, porque o projeto é popular e reconhecido internacionalmente. Mas não demonstram, enquanto partido que conduziu o país, conhecimento sobre programas sociais de massa ou mesmo "preocupação" com o público alvo. Daí a carta aberta que escreveu ao candidato Aécio Neves, onde cabe destacar:
Candidato, com todo humilde conhecimento que tenho sobre o assunto, afirmo que o Bolsa Família não é, nem de longe, a continuidade de nada dos programas anteriores. Eles são completamente diferentes desde a sua concepção e, principalmente, da sua intenção para com o povo brasileiro. O Bolsa Família atende hoje mais de 14 milhões de famílias e 52 milhões de pessoas! Ele é o Programa de Transferência de Renda Condicionado mais respeitado, estudado, reverenciado, copiado no mundo todo. Constantemente recebemos aqui no Ministério corpos técnicos de alto escalão do mundo inteiro para “conhecer e aprender o que fazemos”. O Brasil, por intermédio do Bolsa Família e do que podemos hoje chamar de Cadastro Único, criou e exporta tecnologia social. O Bolsa Família possibilitou ao Brasil cumprir a meta de Objetivos do Milênio, da ONU, para erradicação da fome e da miséria muito antes da meta estabelecida para o resto do mundo, que seria 2015. O BOLSA FAMÍLIA TIROU O BRASIL DO MAPA DA FOME PELA PRIMEIRA VEZ DESDE SEU DESCOBRIMENTO, EM 1500. E principalmente, o Bolsa Família, que já foi pra muitos fonte exclusiva de “renda”, a diferença entre ter ou não o que comer no prato, hoje é renda complementar de milhões de famílias. E ainda assim, caso o senhor insista muito em fazer qualquer relação com o que tinha no Brasil e o que temos hoje, e em requerer a paternidade do Bolsa Família – para o PSDB, que aqui eu personifico na sua pessoa para fins, com sua licença, didáticos do restante do parágrafo – eu tenho a dizer que: tome muito cuidado. Porque se fosse declarado mesmo o pai da criança, que tipo de pai o senhor acredita que teria sido para o seu filho? Um pai que “bate” no filho no Congresso Nacional, chamando-o de fomentador de vagabundo, de gente preguiçosa? Um filho que até dias atrás era “esmola” pra quem não quisesse trabalhar? Seria um pai que nutre tamanho desconhecimento sobre seu filho ao ponto de propor pra ele regras que já existem há mais de 10 anos?
Onde o senhor esteve todo esse tempo? Onde o Senhor esteve quando precisamos aprovar modificações necessárias para o seu pleno desenvolvimento, a cada vez que precisamos apoiá-lo em seu crescimento natural e o senhor como representante do povo no Congresso Nacional tinha todas as ferramentas para apoiá-lo e não o fez ???


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Letícia Sabatella e o modus operandi tucano (transcrição)

‘‘Acabo de assistir, com muita indignação, um vídeo de propaganda política pró candidato Aécio Neves, utilizando imagens de vários atores que haviam sido feitas pra campanha do Gota D’água, contra a realização da Usina de Belo Monte, em defesa das populações e das áreas atingidas, naquela região. Eu quero deixar bem claro, que isto é um roubo, um desrespeito. EU NÃO VOU VOTAR EM AÉCIO NEVES ! Nenhum daqueles atores deram sua autorização para constar suas imagens e depoimentos, descontextualizados, naquele vídeo de propaganda pró PSDB! Trata-se de uma enorme MENTIRA!  Quem puder,  por gentileza, compartilhe. Grata.

Leticia Sabatella’’.

AÉCIO CUNHA NEVES NOS STATES - José do Vale Pinheiro Feitosa

Até os jundiás do Rio Batateira sabem que menino-mimado e filhinho-do-papai costumam ficar violentos quando a chupeta lhes faz falta. Aécio Neves, estava naquela idade linda: menino bem apoiado, na borda de uma praia linda e nos embalos-de-sábado-à-noite foi fazer intercâmbio nos “states”.

O jornalista Paulo Moreira Leite descobriu um rastro dos dias do atual candidato ao achar um jornal em que revela como pensava o “garotão” de então.

Chegou por lá. Foi visitar um amigo numa região onde se esquia. Virou atração. Aquele ser exótico dos trópicos. Resultado foi entrevistado para um jornal da “comunidade”. E o que diz o menino-mimado sobre o seu país e seu povo?

Aécio disse que as mulheres tinham vida fácil no Brasil. Segundo o Aécio de então: as mulheres brasileiras não têm necessidade financeira de trabalhar, e podem passar a maior parte de seu tempo na praia ou fazendo compras.

E falando sobre a vida doméstica o jovem Aécio da Cunha Neves disse: “todo mundo tem uma empregada ou duas; uma para cozinhar e outra para limpar”. Assim falando de sua rotina em casa diz: “Eu nunca fiz a minha própria cama”.

Agora vamos aos ajustes. Estamos falando de um garotão, se achando por ser entrevistado e revelando a realidade de sua classe no seu país. E ele não mentiu. Fora assim mesmo. Inclusive ao realçar coisas como “nunca fiz a minha própria cama”, certamente refletia o que havia encontrado nos EUA, quer seja, todo menino de classe média fazia a própria cama porque não tinha uma ou duas empregadas.  
   
A diferença é que além de se afiançar no “American Way of Life”, o candidato Aécio não passou por nenhum processo evolutivo. Não cresceu por mérito. Não tomou consciência que por trás daquela posição de classe social havia uma imensa população de mulheres jovens semi-escravizadas às famílias mais ricas, sem poderem estudar e sem evoluir socialmente e culturalmente, em nada.  

E agora vem com um especulador de mentalidade híbrida, prometendo o programa econômico de duas alternativas. Uma primeira, arrocha salário, aposentadorias, desemprega e aumenta os juros para quem ganha nas tetas do orçamento público e vende as estatais que restam (Petrobrás e Bancos Públicos). Nas sobras investe alguma coisa no país nesta altura atrelado a uma única via estrangeira: os EUA.


Na segunda hipótese combina com a elite baixar os juros, vende as estatais e com isso sobra dinheiro para investir nos programas sociais e mantendo um pouco os salários. Porém nunca se pode contar com a cessação da ganância de quem tem dinheiro e tudo retorna à origem. Afinal é mais fácil ganhar aplicando nos juros sobre o orçamento público. 

terça-feira, 21 de outubro de 2014


Esta charge é do Laerte e foi publicada na Folha de São Paulo de hoje. Recuperei no blog do jornalista Mário Magalhães. Ela espelha, do ponto de vista da história destas eleições, um tipo de eleitor, mais precisamente da direita paulista (mas tem alguns com simpatia no Ceará e uns jundiás escondidos nas pedras do rio Batateira), que criou exatamente este tipo de discurso. E veio FHC e piorou a situação atacando os sem informação. Tem uns médicos em epilepsia ética e outros mais na periferia odiosa como bem demonstrou Gregório Duvivier.

Por falar em Mário Magalhães e seu blog ele trás um fato importante. O outro avô do Aécio Neves Cunha, era Tristão Cunha foi secretário em Minas, deputado federal defendendo os latifundiários, apoiou o golpe de 64 e recebeu de Castelo Branco um emprego no CADE que só deixou quando morreu em 1974. O filho Aécio Cunha foi deputado pelo ARENA depois transformado em PDS. Da base do regime militar. 

O ex-Ministro da Saúde de João Goulart, Wilson Fadul, ao se referir à situação social e econômica de Mato Grosso do Sul onde foi prefeito de Campo Grande e deputado federal, dizia que a elite sempre trabalha em benefício próprio. E por isso povo não progride, ficando à margem das decisões políticas. 
   

UM MUNDO DE CONTRADIÇÕES EM QUE O BEM E O MAL NÃO SÃO COISAS ABSOLUTAS E ONDE É PRECISO TRAÇAR CAMINHOS HUMANITÁRIOS (humanitas como conhecimento). - José do Vale Pinheiro Feitosa

Aviso ao leitor. A partir de agora continue a leitura tendo em vista que este texto não será bem absorvido por quem está impregnado pelos termos da Guerra Fria. A impregnação que, raivosamente, deseja fuzilar “comunista” e, enquanto o faz, os acusando de assassino. Que tem horror a Hugo Chavez, Fidel Castro, Che Guevara e todos aqueles que, na América Latina, ousaram desafiar as grandes pilastras do imperialismo americano. Pare por aqui até porque se já ainda continua lendo só vai ter mais raiva.

Agora começando. A África terminava a década de 50 do século passado com uma herança esgotada do velho colonialismo europeu. Já havia passado mais de 15 anos do fim da 2ª Guerra Mundial e do nascimento da ONU e o que restava aos africanos era a guerra de libertação do velho e anacrônico sistema. Olhe que neste meio havia o apartheid da África do Sul.

Neste movimento que envolvia toda a África se incluíam as colônias portuguesas. E ao longo da década de 60 uma colônia a após a outra foi se libertando. Angola finalmente conseguiu formar um governo nacional. Mas os EUA financiaram uma dissidência armada, os Russos deram uma ajuda insuficiente pelo outro lado e o equilíbrio angolano era tão instável que rachava até mesmo dentro das forças hegemônicas.

A situação angolana piorou quando, de repente, o regime do apartheid partiu para cima da antiga Namíbia e invadiu o sul de Angola e rapidamente avançou para destruir as forças nacionais. Um médico brasileiro exilado em angola, acho que tinha o sobrenome Lerner, atendia no campo aos soldados feridos e um dia chegou para o jornalista Neiva Moreira, então vivendo em Angola e contou que estavam aparecendo feridos estranhos falando espanhol.

Enfim eram os soldados cubanos (Operação Carlota) que mudou o rumo da guerra angolana, derrotou os sul-africanos que de tão humilhados passou-se a se atribuir ao fim do regime esta quebra de invencibilidade deles. Um pouco mais de dois anos depois a Somália invade rapidamente o deserto do Ogaden e já tomara cidades importantes, como Jijica e se lança em cima das principais: Harar e Dire Dawa.

Aí Fidel Castro desencadeou uma ação militar, que comprometeu a União Soviética, até aquele instante indecisa, a criar uma ponte de abastecimento da Etiópia e em poucos dias, sob o comando do General cubano Ochoa, a Somália perdeu a ofensiva. A etiópia reconquistou o território. Pronto chegamos a este ponto da capacidade cubana de ir em auxílio dos povos africanos mesmo que em guerras.

Acontece que este norte do povo cubano não mudou. A diferença entre os médicos brasileiros e os cubanos não são de preparação e nem de capacidade. É idiotice pensar nisso. Cuba tem boas escolas médicas e seus profissionais estão acostumados a situações críticas ou adversas. Parte dos médicos brasileiros vive num mundo de especialidades, num corre-corre de plantões, operando equipamentos e tentando extrair o “sucesso profissional e econômico” nos grandes centros urbanos. Os médicos interioranos, longe da parafernália tecnológica, lutando contra adversidade e sendo vistos como inferiores, estão lá e são muito especiais. Mas estes estão se tornando uma minoria.

Os médicos urbanos não querem ir para outras realidades que não as grandes edificações hospitalares. Não têm condições de agir fora destas megaestruturas. Por isso jamais iriam, como muitos médicos foram para Amazônia, vieram aos sertões, andaram de um lado para outro deste país, no mais ermo e desolado mundo e toparam a missão. Inclusive não gostam de trabalhar em comunidades faveladas.
E por isso a medicina cubana é efetiva e tem uma tradição tão importante. Isso foi refletido num longo editorial do New York Time desta semana ao falar da ajuda cubana ao combate do Ebola na África. Já foram enviados mais de 300 médicos. Leiam para entenderem que neste mundo de contradições, onde o bem e o mal não são absolutos, é preciso nele construir caminhos. Não precisamos adorar e nem condenar absolutamente nada. Mas precisamos entender o momento da história.
Eis a reprodução do editorial, com a tradução portuguesa extraído do site Diário do Centro do Mundo:  

“Cuba é uma ilha pobre que permanece em grande parte isolada do mundo e encontra-se a cerca de 4 500 quilômetros das nações do Oeste Africano, onde o ebola está se espalhando a uma velocidade alarmante. Ainda assim, comprometida a enviar centenas de profissionais médicos para as linhas de frente da pandemia, Cuba desempenha o papel mais robusto entre as nações que buscam conter o vírus.

A contribuição cubana sem dúvidas indica a intenção de, pelo menos em parte, reforçar a sua já sitiada posição internacional. No entanto, ela deve ser elogiada e imitada.

O pânico global com o ebola não ainda não trouxe uma resposta adequada das nações que têm mais a oferecer. Enquanto os Estados Unidos e vários outros países ricos ficaram felizes em somente prometer fundos, apenas Cuba e algumas organizações não-governamentais estão oferecendo o que é mais necessário: profissionais de saúde no campo da epidemia.
Médicos na África Ocidental precisam desesperadamente de apoio para estabelecer instalações de isolamento e mecanismos para detectar casos mais agilmente. Mais de 400 profissionais de saúde foram infectados, e cerca de 4.500 pacientes morreram até o momento. O vírus já chegou aos Estados Unidos e à Europa, aumentando os temores de que a epidemia poderá em breve tornar-se uma ameaça global.

É uma pena que Washington, o principal doador na luta contra o Ebola, seja diplomaticamente afastado de Havana, justamente o contribuinte mais ousado. Neste caso, o cisma tem consequências de vida ou morte, porque as autoridades americanas e cubanas não estão equipadas para coordenar os esforços globais em alto nível. Isso deve servir como um lembrete urgente ao governo Obama de que os benefícios de se restabelecer rapidamente as relações diplomáticas com Cuba de longe superam as desvantagens.

Os profissionais de saúde cubanos estarão entre os estrangeiros mais expostos, e alguns poderiam muito bem contrair o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) está orientando a equipe de médicos, mas ainda não está claro como a instituição iria tratar e evacuar os cubanos que adoecerem. O transporte de pacientes em quarentena requer equipes sofisticadas e aeronaves especialmente adaptadas para tal fim. Mas a maioria das companhias de seguros que oferecem serviços de evacuação médica disse que não fará voos de pacientes com ebola.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, elogiou na última sexta-feira “a coragem de qualquer profissional de saúde que encara este desafio”, e fez um breve reconhecimento da iniciativa de Cuba. Por uma questão de bom senso e compaixão, os militares dos Estados Unidos, que agora tem cerca de 550 tropas na África Ocidental, devem comprometer-se a oferecer a qualquer cubano doente o acesso ao centro de tratamento do Pentágono construído em Monrovia e a auxiliar com a evacuação do paciente.

O trabalho destes médicos cubanos beneficia todo o esforço global e deve ser reconhecido por isso. Mas as autoridades do governo Obama têm insensivelmente se recusado a dizer se lhes oferecerão alguma ajuda.

O setor de saúde cubano está ciente dos riscos em missões perigosas. Médicos cubanos assumiram o papel principal no tratamento de doentes de cólera no rescaldo do terremoto do Haiti em 2010. Alguns voltaram para casa doente, fazendo então a ilha ter seu primeiro surto de cólera em um século. Uma epidemia de ebola em Cuba seria um risco muito mais perigoso e aumentaria as chances de uma rápida propagação do vírus no hemisfério ocidental.

Cuba tem uma longa tradição de envio de médicos e enfermeiros para áreas de desastre no exterior. Nos dias seguintes ao furacão Katrina, em 2005, o governo cubano criou um corpo médico de reação rápida e se ofereceu para enviar médicos para New Orleans. Os Estados Unidos, sem surpresa, não aceitaram o bom gesto de Havana. No entanto, autoridades em Washington pareciam sensibilizadas ao saberem nas últimas semanas que Cuba havia preparado equipes médicas para missões em Serra Leoa, Libéria e Guiné.

Com o apoio técnico da OMS, o governo cubano treinou 460 médicos e enfermeiros sobre as precauções rigorosas que devem ser tomadas para tratar pacientes com o vírus altamente contagioso. O primeiro grupo de 165 profissionais chegou a Serra Leoa nos últimos dias. José Luis Di Fabio, representante da OMS em Havana, disse que os médicos cubanos já estavam especialmente preparados para a missão, pois muitos tinha trabalhado na África.

- Cuba tem profissionais médicos muito competentes – disse Di Fabio, que é uruguaio.
Di Fabio afirmou ainda que os esforços de Cuba para ajudar em situações de emergência de saúde no exterior são frustrados pelo embargo dos Estados Unidos impõe na ilha, que luta para adquirir equipamentos modernos e manter as prateleiras médicas adequadamente abastecidas.


Em uma coluna publicada no fim de semana no jornal estatal de Cuba, Granma, Fidel Castro argumentou que os Estados Unidos e Cuba deveriam colocar de lado suas diferenças, mesmo que apenas temporariamente, para combater o flagelo mortal. Ele está absolutamente certo.”