por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cazuza



Cazuza, nome artístico de Agenor de Miranda Araújo Neto, (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1958 — Rio de Janeiro, 7 de julho de 1990) foi um cantor e compositor brasileiro que ganhou fama como vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho. Sua parceria com Roberto Frejat foi criticamente aclamada. Dentre as composições famosas junto ao Barão Vermelho estão "Todo Amor que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul".

Cazuza é considerado um dos melhores compositores da música brasileira. Dentre seus sucessos musicais em carreira solo, destacam-se "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz Parte do meu Show", "O Tempo não Pára" e "O Nosso Amor a Gente Inventa".

Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual. Em 1989 declarou ser soropositivo e sucumbiu à doença em 1990, no Rio de Janeiro.

por socorro moreira


Chove a vontade de ficar na cama
Molhado passado , verde na lembrança
Tudo novo , com seus resfriados...
Um portal aberto nessa longa estrada

Paixões nascentes não apagam o amor
Amor presente é um fruto em flor

Vazante de medos...

Daqui a pouco
Secam as minhas roupas
Sonhos pendurados
Pesam, encharcados

Mas o sol não tarda...
Halo encantado !

por João Nicodemos

por socorro moreira



Tristeza inexplicável
Alegria medrosa
Sem vitórias.

Energia minada
Canto silencioso
Samba sem batucada

Pôr-do-sol abrindo
a cortina
Janelas mirantes
colhem a cor-da-rosa
que o céu derrama

Lembro o tempo de colar de estrelas
quando estrelas sobravam
e viravam brincos...

Eu preciso de coragem
para ser feliz , sem morrer de açúcar !

Os dias me enchem de ideias
No entardecer, elas adormecem
E eu vivo o sonho
Guardado pela madrugada
Na espera serena
Que o dia amanheça

Não corro atrás dos desejos
Eles são ofensivos
Cheiram a vícios ...

Espero o prazer em gotas
Que  pinguem nos meus olhos
E se espalhem no meu corpo.

socorro moreira

Nonato Luiz - Emerson Monteiro


Nestes próximos dias 20 e 21 de abril, sexta-feira e sábado, no Auditório da Rádio Educadora, em Crato, e no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, respectivamente, às 20h, dar-se-ão shows comemorativos aos 35 anos de carreira do artista cearense Nonato Luiz, consagrado no mundo inteiro, e que agora vem ao Cariri para reencontrar seu público em noitadas musicais do mais alto nível, como avaliaram noutros lugares os melhores críticos.

Um dos onze filhos de Pedro Luiz, agricultor, violeiro e repentista, Raimundo Nonato de Oliveira nasceu em 1953, no vilarejo de Aroeiras, município de Lavras da Mangabeira, sul do Ceará. Ainda na infância, ganharia um cavaquinho e descobriria a música através do rádio e das apresentações dos tocadores do sertão, músicos que marcariam sua vida, sanfoneiros que animavam as festas do lugar onde vivia. Aos 11 anos mudou-se com a fimília para Fortaleza. Dois anos depois, começaria estudos de violino junto ao Conservatório Alberto Nepomuceno, da Universidade Federal do Ceará, quando se desenvolveu na técnica, sendo, então, convidado pelo maestro Orlando Leite para a Orquestra Sinfônica Henrique Jorge, na qual permaneceria por dois anos. Observou, nesta fase, sua indentificação instrumental com o violão. Aprofundou conhecimentos musicais por meio dos autores clássicos, dentre eles, com destaque, Mozart e Beethoven, distinguindo sua intuição voltada também para as origens populares da nossa música, escutando Valdir Azevedo, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Luiz Gonzaga e outros intérpretes.

- Numa fase mais madura, interessei-me pelo trabalho de Baden Powell, no campo do violão popular, e Andrés Segóvia, na área erudita. Também foi importante meu convívio com o violonista clássico Darcy Villaverde, amigo e parceiro carioca, com quem percorri grande parte do Brasil, em inesquecível turnê – afirma Nonato Luiz.
No ano de 1977, iniciou o Curso de Licenciatura em Música, também na Universidade Federal cearense, que interrompeu dois anos depois, ao se transferir para o Rio de Janeiro e iniciar carreira profissional como violonista. Das aulas, no entanto, obteve muitas informações sobre teoria musical, harmonia, arranjos e sobre outros instrumentos. Como autodidata, estudou intensamente a obra dos compositores brasileiros.
- Assim os adaptei para o violão e executei, como o faço até hoje, as maravilhosas composições desses mestres. Ao mesmo tempo, recebi deles a influência que dá alicerce às minhas composições – assegura o artista.

Nonato Luiz é ocupante da cadeira n.º 18 da Academia Lavrense de Letras, possui mais de 500 composições musicais e de 30 discos gravados e viaja noutros países a propagar o tesouro musical brasileiro, a demonstrar a qualidade do talento por todos respeitado.

MEDO por Rosa Guerrera


É curioso esse sentimento
Que você me dá .
Doce esse olhar que acompanha meus gestos ...
Forte a essência que vem do seu coração.
Profundo o seu modo de falar .

Inesperado o nosso encontro!
Tantas coisas poderíamos dizer ...

Mas nos limitamos ao silêncio,
Participante único de algo diferente
Que estamos vivendo e que nos falta até agora
A coragem de desnudar !

20 de Abril às 20:00 até 21 de Abril às 21:00



Auditório da Rádio Educadora do Cariri (Crato) e Memorial Padre Cícero (Juazeiro)




O violonista Nonato Luiz está vindo ao Cariri comemorar os 35 anos de carreira de um trabalho bastante significativo para a música brasileira, e porque não mundial. O Cariri é a casa de Nonato e aqui ele não poderia deixar de nos dar a alegria deste brinde e desta comemoração tão marcante. Serão dois shows, um em Crato, no auditório da Rádio Educadora, no dia 20 de abril, sexta-feira, e o outro em Juazeiro do Norte, no Memorial Padre Cícero, no dia 21 de abril, sábado. Ambos os shows começarão as 20h e as entradas serão gratuitas. Quem quiser participar desta maravilhosa comemoração, deixe aqui o seu recado para separarmos os convites, inclusive dizendo em que cidade você quer ver o show. Vamos juntos abraçar o Nonato Luiz nesta noite de muita música de qualidade no nosso Cariri.

Jaquelina Rolim – Uma visão além dos olhos



Deficiente visual, massoterapeuta, fotografa e presidenta do Centro Educativo do Cariri de Apoio as Pessoas com Deficiência Visual - CEC, Jaquelina Rolim de Oliveira consegue enxergar além do seu umbigo e diz que qualquer deficiência só tem dificuldade quando não existe acessibilidade e acrescenta que não se admite a inclusão social sem o acesso à formação pessoal e profissional.

Alexandre Lucas – Quem é Jaquelina Rolim de Oliveira?

Jaquelina Rolim - Sonhadora com um mundo igualitário onde “ser diferente é normal”. Com baixa visão decorrente da perda gradual da visão na área central da retina, luto por uma sociedade justa e inclusiva, sem indiferença e com melhorias de vidas. Humilde serva de Deus com fé para enfrentar os desafios do dia a dia crendo na vitória.

Alexandre Lucas – Como teve inicio seu contato com a fotografia?

Jaquelina Rolim - Lendo alguns livros do fotógrafo cego EvgenBavcar despertou em mim o interesse pela fotografia.Espelhada no seu exemplo de superação decidi ir além dos meus limites e entrar no universo da arte.O primeiro contato foi no curso de fotografia ministrado pela professora Nívea Uchôa no SENAC Crato-CE.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Jaquelina Rolim - Comecei a fotografar a partir das experiências adquiridas no curso básico de Fotografia Digital, promovido pelo SENAC do Crato – CE e após fazer o curso de aperfeiçoamento, ministrado pelo renomado professor e profissional de fotografia, Dimang Kon Beu, radicado em Minas Gerais.

Alexandre Lucas - O que você gosta de fotografar?

Jaquelina Rolim - Prefiro registrar imagens do dia a dia que muitas vezes passam despercebidas para a maioria das pessoas. Imagens de lugares, pessoas e situações que nos remetem a sensações de tranquilidade, quietude e vida.

Alexandre Lucas - Você acha que a fotografia é um instrumento político?

Jaquelina Rolim - Com certeza. A fotografia apresenta e denuncia situações de lugares e pessoas no seu cotidiano.

Alexandre Lucas – Você tem deficiência visual e é fotografa. Quais as dificuldades?

Jaquelina Rolim – Qualquer deficiência só tem dificuldade quando não existe acessibilidade. As melhores câmaras digitais ainda não oferecem acessibilidade completa, sendo a principal dificuldade encontrada.

Alexandre Lucas – Os deficientes visuais criaram o Centro Educativo do Cariri de Apoio as Pessoas com Deficiência Visual e você é a presidenta. Qual a função desse Centro?

Jaquelina Rolim - O CEC é uma Associação de Utilidade Pública, sem fins lucrativos.
Objetiva se estabelecer na região do Cariri, como referência na prestação de serviços de apoio para pessoas com deficiência visual. Através da educação, cultura e lazer oferece atendimentos de formação com reforço escolar, atendimentos psicológicos, oficinas de música, teatro, dança, gastronomia, esporte, cursos de braille, informática, esculturas em argila, fotografia entre outros.
Não se admite a inclusão social sem o acesso à formação pessoal e profissional. Esse é o caminho para alcançar o sucesso.

Alexandre Lucas – Quais as principais bandeiras de lutas dos deficientes visuais do Cariri?

Jaquelina Rolim - Inclusão no mercado de trabalho, acessibilidade na educação e em ambientes culturais com a presença de um profissional audiodescritor.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Jaquelina Rolim - Continuarei com a Exposição Fotográfica Olhar do Coração. Em parceria com o CEC lutando pela inclusão. Estaremos na Expocrato 2012 com stand mostrando nossa proposta e acolhendo os deficientes.

Contatos:

Jaquelina Caldas Rolim de Oliveira
E-mail: jmjkea1@gmail.com

Exposição Fotográfica Olhar do Coração
www.olhardocoracao.com
E-mail: olhardocoracao@gmail.com

CEC
www.cecariri.com
E-mail: ceccariri@gmail.com


SABER PARAR  - por Maria Lúcia Lee

http://diariodepraticascorporais.wordpress.com/


Tempo

Para flor

E ser      (Foto-haicai: Michela Brígida)



Ninguém mais tem tempo para olhar uma flor, como uma vez disse a artista plástica norte-americana Georgia O’Keefe.

A agitação que sinto nas pessoas hoje em dia me lembra muito um dito popular chinês que define como é fazer muitas coisas ao mesmo tempo: “contemplar flores galopando a cavalo”.

Eu agia assim quando comecei a me dedicar às artes corporais chinesas na década de 80. Queria aprender tudo o que me aparecia pela frente. Treinava o Tai Ji Quan, o Bagua Quan, a Espada Simples e Dupla, Os Oito Brocados de Seda, o Sentar na Calma, a Circulação do Circuito Microcósmico e, como se isso não fosse o suficiente, acompanhava os médicos chineses para aprender acupuntura e massagem, entre outras coisas.

Naquela época, confundia as práticas, não conseguia enxergá-las com uma clareza necessária e sequer tinha tempo para me aprofundar nelas. Era como alguém que galopa rapidamente sem conseguir distinguir as flores do caminho.

Quando me dei conta de que estava sendo gananciosa, limitei minhas atividades. Desde então, venho direcionando o foco do meu trabalho para a pesquisa e o ensino das artes corporais terapêuticas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que é o meu objetivo de vida.

É preciso ter foco. Hoje, em meu treinamento individual, não faço todas as práticas que sei. Escolho as que são mais adequadas de acordo com a minha necessidade. Quando ela muda, eu mudo também os exercícios.

E para treinar junto aos grupos que oriento nos parques, escolho dois ou três métodos corporais da MTC conforme a estação do ano. Nesse caso, o foco é fazer uma atividade em harmonia com a natureza, que mantenha o equilíbrio e a vitalidade dos praticantes.

Assim procuro orientar meu trabalho em meio à grande profusão de métodos e técnicas corporais que existem.

No Ocidente, percebo uma tendência exagerada à criação desmedida de métodos e técnicas. Para mim, isso é motivado pela ganância de se querer mais e mais e provoca uma fragmentação das coisas em muitos nomes específicos.

A respeito disso, o capítulo 32 do Dao De Jing nos adverte que: “quando se começa a dar forma, surgem os nomes. Com os nomes, criam-se existências. Na plenitude da criação, deve-se saber parar. Saber parar evita o perigo”.

O perigo de não saber parar é chegar ao esgotamento e à desintegração, colocando em risco a saúde. Quanto mais coisas queremos fazer ou saber, mais acelerados ficamos internamente. Se não soubermos parar e limitar as nossas atividades, no que diz respeito à saúde, diversas doenças podem nos acometer.

A aceleração interna se caracteriza por um estado de excitação que provoca um aquecimento prejudicial ao organismo. Esse calor interno é chamado na MTC de “fogo falso” e é produzido pelo excesso de atividades, pensamentos e desejos.

Essa sobrecarga provoca uma disfunção do órgão Fígado (elemento madeira), que rege a vontade, e do órgão Coração (elemento Fogo), que rege os pensamentos.

O fogo falso provoca, principalmente, insônia e pesadelos, depressão, distúrbios de digestão, palpitação, ansiedade, entre outros sintomas. O prolongamento desses distúrbios pode gerar doenças mais graves.

O que fazer? Podemos escolher não participar dessa fragmentação vigente. Sair dela e saber parar. Limitar as nossas atividades, procurando ter foco e seletividade.

Além de se reduzir as atividades, devemos repousar, cuidar da alimentação e fazer exercícios apropriados.

Saber repousar não significa ficar muito tempo descansando. Dormir demais, por exemplo, pode desgastar o Qi (sopro vital) em vez de eliminar o cansaço. É importante saber, então, quais os momentos mais adequados do dia para repousar.

Pela MTC, a cada duas horas, a energia está passando por uma determinada víscera ou órgão. O horário da Vesícula Biliar, interligada ao Fígado, é das 23h à 1h da manhã. Para diminuir o excesso da função do Fígado (um dos causadores do “fogo falso”), portanto, é necessário procurar dormir antes das 23h.

O horário do Coração é entre 11h e 13h. Nesse período, para não sobrecarregar o Coração, é bom fechar os olhos e se recolher um pouco, nem que seja por alguns minutos. Podemos também tirar um rápido cochilo.

No horário das 17h às 19h, podemos fazer uma prática relaxante para fortalecer o Rim. Esse órgão, por ser do elemento água, pode auxiliar a refrescar o organismo.

Saber parar e retornar para si mesmo é seguir o Dao. Como diz o capítulo 32 do Dao De Jing, o Dao no mundo é igual às fontes dos vales que retornam para os rios e o mar.

Seguir o Dao é seguir a natureza. Acompanhar o ritmo dela, dormir quando se tem sono, comer quando se tem fome, como se diz também no zen budismo. Estando em sintonia com a natureza, fazemos o que tem de ser feito, nem a mais, nem a menos, apenas dentro de nossas possibilidades.

Isso parece simples, pequeno. Tão pequeno quanto uma flor. Ou como o Dao que, segundo o poema de número 32 “é simples e, embora pequeno, nada abaixo do Céu pode submetê-lo”.

Como disse Georgia O’Keeffe, que se dedicava a pintar pequenas flores, “se você pegar uma flor em sua mão e realmente olhar para ela, é seu mundo por um momento”.

Mantendo o Dao, seguindo a natureza sem ganância para com a vida, “o Céu e a Terra se unem para fazer cair um doce sereno”. E “o povo, sem que se dê ordens, por si mesmo se ordena”.

Para mim, isso quer dizer que somente dessa maneira o universo conspira a favor, ou seja, as coisas que a gente precisa chegam no tempo certo.

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Recebido por e-mail- Notícias de Luís Eduardo



Oi, Socorro,


Fico feliz de vocês estarem bem, que sua vida transcorra em paz e alegria! Aqui vamos naturalmente bem, muito trabalho, sem folgas, praticamente. Mas como sempre com perspectivas maravilhosas. Aquilo de perseguir o sonho...

A vida da nossa humanidade está muito complexa, vivemos em extremos, não é mesmo? Mas esperamos que vença a sanidade, que banamos a corrupção da sociedade, que a convertamos finalmente em comunidade, e que recuperemos assim a felicidade da pureza infantil, nossa alegre originalidade natural.


Graças à conformação da nossa gente brasileira, miscigenação e sincretismo extraordinários, parece que somos nós mesmos que organizaremos o planeta, que disseminaremos afabilidade a toda a gente da Terra. Você não acha? Nossa boa vontade é quem nos credencia, nossa “cordialidade”.


Espero finalmente organizar meu trabalho com a nossa Língua Portuguesa Brasileira, na expectativa de participar da grande transformação que se avizinha, certamente, em que nos habilitamos para colaborar melhor para os melhores destinos mundiais.


Vivo problemas também, mas que vou administrando, em que espero chegar a boas conclusões. Felizmente nós a cada momento podemos começar de novo, e não mais errar. Errei muito, atrás claro de mim mesmo, mas as coisas como dizemos se vão definindo, esclarecendo.


Continuo lendo os textos publicados no luzdegaia.org, em que as dimensões evoluídas nos alertam para as mudanças em curso na nossa vida comum. Acredito que viveremos a grande transformação dimensional, e que a Terra será habitada por nós em boa vontade, cooperação, fraternidade.


Fico feliz de receber notícias suas, seus filhos, principalmente, mas também dos amigos que conheci aí com você, Gabriela, Abidoral, Ulisses, Cristina. Não me lembro agora de outros nomes, foi muito rápido o nosso contato, mas gostei de ter conhecido tantas pessoas boas e simpáticas aí.


Estejam bem! Tomara que o mais rápido nos reencontramos.

Superdias!

Luís Eduardo

Correio Musical


Considerações femininas...- socorro moreira


Alguns homens destratam (por sadismo) a mulher amada.
Destratam (por masoquismo). Por amá-la em demasia.

Alguns homens são delicados... - Estes são raros!

Outros homens são gentis, e desapaixonados.
Expressam o carinho e o respeito abençoados.

Não fiquem tristes mulheres... Recebam o agrado e desagrado.

Em qualquer idade o amor se arvora, na expressão do desejo.

Amores latentes que retornam ao leito
Afloram, escorrem e refletem  idade nova.

- A verdade é que somos as mesmas  de outrora.
- Bobas, babamos,no amor ilógico!



Pecado- socorro moreira



É pecado sorrir desse jeito
É pecado olhar sem ter medo?
Voz em sussurro é pecado...
È pecado amar sem ter jeito!
-Santo é o pecado de amar.

socorro moreira

Nélson Gonçalves



Nélson Gonçalves (nome artístico de Antônio Gonçalves Sobral, Santana do Livramento, 21 de junho de 1919 — Rio de Janeiro, 18 de abril de 1998) foi um cantor brasileiro. Terceiro vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 75 milhões de copias vendidas, fica atrás apenas de Roberto Carlos, com mais de 120 milhões e Tonico & Tinoco com aproximadamente 150 milhões. Seu maior sucesso foi a canção A volta do boêmio.

wikipédia

terça-feira, 17 de abril de 2012

Hélio Pinheiro Teles !



Roberto Jamacaru de Aquino
Hélio Teles Pinheiro. Filho de Gilberto Duma (do programa Juca e Jeremias) e Dona Ester. Cria do Parque Municipal. Funcionário aposentado do Banco do Brasill. Advogado. Amante da noite e da vida... Um cara comum, mas cheio de bondades e qualidades incomuns. Nós, da Turma do Parque, choramos a tua morte, porém, confiantes, te entregamos a Deus porque, lá em cima, Ele precisava de ti e tinha algo melhor para te oferecer. Obrigado por tudo, amigo. VALEU, Hélio!

Lamento muitíssimo. Hélio foi meu aluno, no Colégio São João Bosco, e depois meu colega de Banco.
Achei linda sua referência, Roberto. Disse muito !
A cada partida de uma pessoa estimada um pouco da gente vira companheiro de viagem.
Nosso abraço solidário a todos da família. 

Socorro Moreira

A música de Noel Rosa!




Meu Barracão
Noel Rosa

Faz hoje quase um ano
Que eu não vou visitar
Meu barracão lá da Penha
Que me faz sofrer
E até mesmo chorar
Por lembrar a alegria
Com que eu sentia
Um forte laço de amor
Que nos unia

Não há quem tenha
Mais saudades lá da Penha
Do que eu, juro que não
Não há quem possa
Me fazer perder a bossa
Só saudade do barracão

Mas veio lá da Penha
Hoje uma pessoa
Que trouxe uma notícia
Do meu barracão
Que não foi nada boa
Já cansado de esperar
Saiu do lugar
Eu desconfio que ele
Foi me procurar

Não há quem tenha
Mais saudades lá da Penha
Do que eu, juro que não
Não há quem possa
Me fazer perder a bossa
Só saudade do barracão

Pra Nicodemos, Ulisses e Abidoral

Essa é pra Germano!

foto by Nívia Uchôa
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Peixoto- a voz de veludo do nosso Crato- Adoro!

foto by Nívia
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Festa de Hugo- foto do acervo de Nilo Sérgio

casal Luis Carlos e Aline- Aíde Luna e Nilo

Feliz Aniversário, Geraldo Ananias!




Com os nossos melhores votos de Felicidades!
Desejos, no Azul Sonhado. 

foto by Nívia

foto by Nívia



Leninha Sobreira, quando interpretou "Tenderly".

Foto de Nívia Uchôa


"Feliz por nada" - Eurípedes Reis




Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

 Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.

Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo?

Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

Ser feliz por nada talvez seja isso.

Eurípedes Reis

Texto de Luis Fernando Veríssimo - Colaboração de Caio Marcelo


Alô? Quem tá falando?
— Aqui é o ladrão.

— Desculpe, a telefonista deve ter se enganado, eu não queria falar com o dono do banco. Tem algum funcionário aí?
— Não, os funcionário tá tudo refém.
— Há, eu entendo. Afinal, eles trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, né? Vida difícil... mas será que eu não poderia dar uma palavrinha com um deles?
— Impossível. Eles tá tudo amordaçado.
— Foi o que pensei. Gestão moderna, né? Se fizerem qualquer crítica, vão pro olho da rua. Não haverá, então, algum chefe por aí?
— Claro que não mermão. Quanta inguinorânça! O chefe tá na cadeia, que é o lugar mais seguro pra se comandar assalto!
— Bom... Sabe o que que é? Eu tenho uma conta...
— Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero!
— Não, isso eu já sabia. Eu sou professor! O que eu queria mesmo era uma informação sobre juro.
— Companheiro, eu sou um ladrão pé-de-chinelo. Meu negócio é pequeno. Assalto a banco, vez ou outra um seqüestro. Pra saber de juro é melhor tu ligá pra Brasília.
— Sei, sei. O senhor ta na informalidade, né? Também, com o preço que tão cobrando por um voto hoje em dia... mas, será que não podia fazer um favor pra mim? É que eu atrasei o pagamento do cartão e queria saber quanto vou pagar de taxa.
— Tu tá pensando que eu tô brincando? Isso é um assalto!
— Longe de mim pensar que o senhor está de brincadeira! Que é um assalto eu sei perfeitamente; ninguém no mundo cobra os juros que cobram no Brasil. Mas queria saber o número preciso: seis por cento, sete por cento?
— Eu acho que tu não tá entendendo, ô mané. Sou assaltante. Trabalho na base da intimidação e da chantagem, saca?
— Ah, já tava esperando. Você vai querer vender um seguro de vida ou um título de capitalização, né?
— Não...já falei...eu sou... Peraí bacana... hoje eu tô bonzinho e vou quebrar o teu galho.

(um minuto depois)
— Alô? O sujeito aqui tá dizendo que é oito por cento ao mês.
— Puxa, que incrível!
— Incrive por que? Tu achava que era menos?
— Não, achava que era mais ou menos isso mesmo. Tô impressionado é que, pela primeira vez na vida, eu consegui obter uma informação de uma empresa prestadora de serviço pelo telefone em menos de meia hora e sem ouvir 'Pour Elise'.
— Quer saber? Fui com a tua cara. Acabei de dar umas bordoadas no gerente e ele falou que vai te dar um desconto. Só vai te cobrar quatro por cento, tá ligado?
— Não acredito! E eu não vou ter que comprar nenhum produto do banco?
— Nadica de nada, já ta tudo acertado!
— Muito obrigado, meu senhor. Nunca fui tratado dessa...


(De repente, ouvem-se tiros, gritos)

— Ih, sujou! Puliça!
— Polícia? Que polícia? Alô? Alô?


(sinal de ocupado)

— Droga! Maldito Estado: quando o negócio começa a funcionar, entra o Governo e estraga tudo!

(Luís Fernando Veríssimo)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Fotos de Nívia Uchôa

queridos!
Entre Verônica e Zélia Moreira

Foto de Nilo Sérgio


Jorge Veiga- Por Norma Hauer



Foi no bairro do Engenho de Dentro, aqui no Rio de Janeiro, que ele nasceu no dia 14 de abril de 1910. Recebeu o nome de Jorge de Oliveira Veiga, mas ficou conhecido JORGE VEIGA e venceu como cantor e compositor , ficando com um nome famoso durante vários anos , sendo hoje uma grande saudade, que marcou nossa música popular.

Como todo menino pobre, exerceu profissões modestas e, na de pintor de paredes, enquanto pintava, cantava o repertório de Sílvio Caldas..Assim, o dono de uma loja onde ele estava trabalhando, ouviu-o e o levou para se apresentar na Rádio Educadora do Brasil.

Daí para fazer sua primeira gravação não foi difícil; gravou seu primeiro disco com Antenógenes Silva e. da autoria deste. o samba “Adeus João”, que não fez sucesso, mas abriu-lhe as portas para ingressar definitivamente na vida artística.

Em 1942 ingressou na Rádio Guanabara, onde conheceu Paulo Gracindo, que lhe deu apoio , ajudando-o a cantar frente a um microfone. Foi Paulo que lhe deu o título de “Caricaturista do Samba”.

Em 1944 conheceu seu primeiro grande sucesso: o samba “Iracema”, de Raul Marques.

“Oh Iracema, logo vamos ao cinema,.

Por sua causa, hoje não fui trabalhar

Não me dê o bolo.

Oh Iracema, você é o meu consolo...

Estamos combinados,

Nós nos vamos encontrar

Naquele ponto de bonde

Na Praça Mauá

Não quero perder a primeira sessão.

Vamos ver aquele filme

“Sempre no meu coração”

Aqui, mais uma vez, o bonde “entrou” em nossa música popular e um grande filme estava fazendo sucesso:”Sempre no meu Coração”.


Com as portas abertas, vieram outras gravações para receber outros sucessos, como “”Rosalina”; “Fui um Louco”; ou “Cabo Laurindo”,

Cabo Laurindo ficou um personagem fictício, como o herói da 2ª Guerra, logo que esta terminou.

No carnaval de 1947 ele gravou um samba de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira de nome “Eu Quero é Rosetá”. Não é que a censura cismou com esse samba, proibiu-o, mas depois o libertou ?

Afinal o que queriam dizer com a palavra “rosetá”? Até hoje é um enigma, mas o samba afinal foi libertado e obteve grande sucesso.

Em 1951, Jorge Veiga realizou o sonho de todos os artistas de sua época: foi contratado pela Rádio Nacional e, ao microfone dessa rádio lançou um recado para os aviadores:

“Alô, alô, senhores aviadores que cruzam os céus do Brasil:”aqui fala Jorge Veiga da Rádio Nacional . Estações do interior, queiram dar seus prefixos para guia de nossas aeronaves”..

Será que isso ajudava ou atrapalhava?

Em 1953 gravou sua primeira composição, o samba “Boêmia”.

Torcedor do Flamengo, gravou o samba “Flamengo” e o “Hino da Torcida do Flamengo”.

Em 1959 gravou um samba de breque que. anos antes, fora sucesso com Moreira da Silva: “Acertei no Milhar”, de Wilson Batista e Geraldo Pereira. O samba voltou a ser sucesso.


Em 1964 gravou, de Miguel Gustavo, uma crítica aos então cronistas sociais: “Café Soçaite”, onde cita o nome de Ibraim Sued, então em grande evidência.

CAFÉ SOÇAITE

Doutor de anedota e de chapanhota

Estou acontecendo no Café Soçaite

Só digo enchanté, muito merci, all right

Troquei a luz do dia pela luz da Ligh.

t

Agora estou somente contra a dama de preto

Nos dez mais elegantes, eu estou também

Adoro "aniverside", só pesco em Cabo Frio

Decididamente eu sou gente bem.

Enquanto a plebe rude na cidade dorme

Eu ando com Jacinto, que é também de Thormes

Terezas e Dolores, falam bem de mim

Eu sou até citado na coluna do Ibrahim.

E quando alguém pergunta "como é que pode?"

Papai de Black-tie, jantando com Didu

Eu peço outro Whisky

Embora esteja pronto

Como é que pode?

Depois eu conto...

. Nesse mesmo ano, obteve outro êxito:”Bogorrilho”, de Paquito e Romeu Gentil.

Em 1979 foi lançado um LP de nome “O Eterno Jorge Veiga”, com os maiores sucessos de sua carreia, que nesse mesmo ano terminaria com seu falecimento no dia 29 de junho, aos 69 anos.


Norma

GILBERTO ALVES- por Norma Hauer




DE LANTERNA NA MÃO



Foi no dia 15 de abril de 1915 que ele nasceu aqui no Rio de Janeiro, recebendo o nome de Gilberto Alves Martins, mas ficou conhecido apenas como GILBERTO ALVES.

Foi cantor e radialista, sendo seu último trabalho realizado na Rádio Globo onde, primeiro com programa de reminiscências, depois com carnaval “enfeitava” as noites cariocas.

Cedo saiu de casa à procura de emprego, tendo exercido algumas profissões modestas, até que o destino o colocou frente a Jacó do Bandolim.
Depois se relacionou com Silvio Caldas, sendo que Almirante foi quem o incentivou a cantar, a gravar e a atuar no rádio.
Começou na Rádio Clube do Brasil, cantando, ainda, em outras emissoras cariocas, ficando por mais tempo na Tupi.
Nunca foi contratado pela Rádio Nacional.

Sua primeira gravação foi de um samba de Ataúlfo Alves, de nome "Mulher,Toma Juízo", que não fez muito sucesso, mas abriu-lhe as portas para a vida artística.

Somente quando gravou de Roberto Martins e Mário Rossi a valsa “Trá-lá-lá...conheceu seu primeiro sucesso.

Depois gravou com vários outros compositores, tendo conhecido sucessos com "Natureza Bela" (de Felisberto Martins) que se transformou em enredo de uma Escola de Samba, na época em que as escolas desfilavam apenas na Praça 11.
Depois vieram, "Pombo Correio" ;"Adeus"; "Duas Sombras"; "Rosa Maria", "De Lanterna na Mão"; "Um Sonho Para Dois"; “Sinfonia dos Tamancos”; “Santa Terezinha”....
No carnaval obteve grande sucesso com “Cecília”.

Em seus últimos anos de vida, retirou-se para a cidade de Jacareí, em São Paulo e anualmente vinha ao Rio, no período pré carnavalesco para apresentar músicas dos carnavais antigos na Rádio Globo.

Seu último trabalho realizado na Rádio Globo onde, primeiro com programa de reminiscências, depois com carnaval “enfeitava” as noites cariocas.

Da última vez que aqui esteve, pediu-me que escrevesse sua biografia, como fizera com a de Carlos Galhardo.
Disse-lhe para mandar-me material para pesquisa, que o faria com prazer.

Não deu tempo; naquele mesmo ano (1992), no dia 4 de abril, faleceu lá mesmo em Jacareí, em seu “inferno zodiacal” .

Norma

Hermógenes Teixeira de Holanda- nosso  eterno professor!

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Amanhã abriremos uma página especial... Existem muitas fotos para postagem. Aguardem!



 
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