por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 19 de julho de 2011

Cícero Romão Batista



Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844 — Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934) foi um sacerdote católico brasileiro. Na devoção popular é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço.

Proprietário de terras, gado e dono de diversos imóveis, o Padre Cícero fazia parte da sociedade e política conservadora do sertão do Cariri. Tinha no médico Floro Bartolomeu seu braço direito e integrava o sistema político cearense que ficou sob o controle da família Accioli durante mais de duas décadas. Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará e da Região Nordeste do Brasil.

Em março de 2001, foi escolhido O Cearense do Século em votação promovida pela TV Verdes Mares em parceria com a Rede Globo de Televisão.

wikipédia

JAIR AMORIM- Norma Hauer


Foi no dia 18 de julho de 1915 que nasceu no Espírito Santo o locutor jornalista e e compositor Jair Pedrita de Carvalho Amorim, que ficou conhecido como JAIR AMORIM.
Começou a trabalhar muito cedo primeiro como jornalista em sua terra e em 1940 , recebeu convite para dirigir a Rádio Clube do Espírito Santo, onde produziu vários programas e lançou-se como locutor de noticiários.
Em 1941, já no Rio de Janeiro, passou a escrever nas revistas “Carioca” e “Vamos Ler”, sendo em seguida contratado pela Rádio Clube do Brasil como locutor, onde conheceu o pianista e compositor José Maria de Abreu. Este, havia perdido seu parceiro mais constante (Francisco Matoso) e estava desinteressado em fazer novas composições.
Jair Amorim ofereceu-se como letrista para fazer parceria com José Maria de Abreu que não estava muito interessado, mas acabou cedendo, quando viu Jair Amorim fazer a versão do bolero Maria Helena, que acabou sendo gravado por Arnaldo Amaral.
". Em 1945, teve a primeira composição com José Maria de Abreu gravada: o fox canção "Brigamos outra vez", na voz de Orlando Silva na Odeon.
A partir daí vários foram os sucessos da dupla.,
Em 1948, depois de sair da Rádio Clube do Brasil, foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Quatro anos depois, retornou à Rádio Clube, onde passou a apresentar o programa "Discos na Vitrina".
Em 1949, teve gravados os sambas "Ponto final", por Dick Farney,"Não me pergunte", por Sílvio Caldas, e "Um cantinho e você", por Radamés Gnatalli ao piano, todos parceria com José Maria de Abreu,
. Em 1951, teve outra de suas parcerias com José Maria de Abreu gravada por Dick Farney, o samba "Sonhar". Ainda em 1952, compôs a valsa canção "Se ela perguntar", com Dilermando Reis, gravada por Carlos Galhardo.

Em 1956, teve gravadas, entre outras composições, os sambas "Hino ao samba", parceria com José Maria de Abreu, por Francisco Carlos e, "Conceição", parceria com Valdemar de Abreu, o Dunga, pelo Conjunto Farroupilha. Este último samba receberia ainda regravações de Dircinha Batista e Cauby Peixoto.
E foi com Cauby Peixoto que “estourou” em todas as paradas, sendo até hoje o “carro-chefe” de Cauby..
CONCEIÇÃO

Conceição
Eu me lembro muito bem
Vivia no morro a sonhar
Com coisas que o morro não tem
Foi então
Que lá em cima apareceu
Alguém que lhe disse a sorrir
Que, descendo à cidade, ela iria subir

Se subiu
Ninguém sabe, ninguém viu
Pois hoje o seu nome mudou
E estranhos caminhos pisou
Só eu sei
Que tentando a subida, desceu
E agora daria um milhão
Para ser outra vez
Conceição .
Em 1958 conheceu Evaldo Gouveia, na sede da UBC. No mesmo dia compuseram a primeira composição, "Conversa" de uma série de parcerias. A música foi gravada por Alaíde Costa, pela RCA Victor naquele mesmo ano.
Em 1959, com o mesmo parceiro compôs o bolero "Só Deus", gravado por Maysa na RGE. Em 1960, compôs com Evaldo Gouveia o samba-canção "Cantiga de quem está só", gravada por Agostinho dos Santos. Em 1962, a dupla compôs "Poema do olhar", que o cantor Miltinho gravou.;
Daí foram muitos os sucessos com seu novo parceiro:Evaldo Gouveia.
Em 1975 uma música marcou a carreira de Ângela Maria, como um de seus grandes sucesso até hoje: “Tango p’ra Tereza”, da parceria com Evaldo Gouveia.
JAIR AMORIM faleceu em 15 de outubro de 1993, em São Paulo, aos 78 anos.

Norma

O AFOGADO




















     O afogado

O mar trouxe o corpo à praia.
Era um estrangeiro, jovem e belo.
A boca aberta deixava ouvir, como se viessem
do outro mundo,
as vagas do mar e os gritos brancos das gaivotas.
Eu lhe fechei os olhos, azuis como o céu
através das órbitas de uma caveira.
A sua nudez lhe tornava a pele mais pálida.
Sorria perplexo, como se reconhecesse num espelho
a nossa estranheza.
Olhando-o, nós sabíamos:
também temos, em vida, o céu nas órbitas
e a morte nas pálpebras.



Um primor da MPB! Aposto que Aloísio vai gostar...





Aula de Matemática
Marino Pinto e Tom Jobin


Pra que dividir sem raciocinar
Na vida é sempre bom multiplicar
E por A mais B
Eu quero demonstrar
Que gosto imensamente de você
Por uma fração infinitesimal,
Você criou um caso de cálculo integral
E para resolver este problema
Eu tenho um teorema banal
Quando dois meios se encontram desaparece a fração
E se achamos a unidade
Está resolvida a questão
Prá finalizar, vamos recordar
Que menos por menos dá mais amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto os corações a se integrar?
Se infinitamente, incomensuravelmente,
Eu estou perdidamente apaixonado por você.

MARINO PINTO- Por Norma Hauer


Foi aqui no Rio de Janeiro que ele nasceu em 18 de julho de 1916. Seu nome: MARINO PINTO, um compositor que obteve grandes sucessos em nosso cancioneiro.
Começou compondo em 1938 com Ataúlfo Alves, sendo que sua primeira gravação, na voz de Aracy de Almeida, já "estourou" . Foi o samba "Fale Mal, Mas Fale de Mim".

No ano seguinte,conheceu Wilson Batista e com ele compôs um dos sucessos, no ano seguinte, de Carlos Galhardo:"Deus no Céu e Ela na Terra".

Já um nome consagrado, passou a conhecer vários sucessos, com parceiros e cantores diversos.

Com Alberto Ribeiro, em 1941, compôs para Orlando Silva, o samba "Preconceito". Também com Alberto Ribeiro, um grande sucesso no carnaval de 1941, nas vozes dos "Anjos do Inferno":"Nós os Carecas"...

"Nós,nós os carecas,
Com as mulheres somos maiorais,
pois na hora do aperto
É dos carecas que elas gostam mais".

Foi um carnaval que os carecas ADORARAM.

No ano seguinte, em uma excursão pelo Norte e Nordeste, Orlando Silva lançou um samba de Zé da Zilda, com Marino Pinto, até hoje regravado por vários cantores:"Aos Pés da Cruz".

Luiz Vieira, quando comenta esse samba, gosta de dizer que a cruz não tem "pés"e sim um único pé.

Nesse mesmo ano, Isaurinha Garcia gravou "Teleco-Teco" e Carlos Galhardo, o samba "Largo da Lapa".

"Foi na Lapa, que eu nasci
Foi na Lapa que eu aprendi a ler.
Foi na Lapa que eu cresci
E na Lapa eu quero morrer".


Nos anos seguintes, novamente Carlos Galhardo gravava Marino Pinto, com "Seis Meses Depois" e "Desacordo", ambos Marino teve Waldemar Gomes como parceiro.

Mais uma vez com Wilson Batista, agora na voz de Déo "O Ditador de Sucessos", como foi designado por César Ladeira, gravou "A Morena que eu Gosto". Este samba projetou bem o nome de Déo.

Um grande sucesso de Dalva de Oliveira, foi composto por Marino Pinto ( tendo Herivelto Martins como parceiro) de nome "Segredo". Este samba foi explorado por Dalva durante seu "affaire" com Herivelto, apesar deste ser co-autor da composição.

Nessa época da separação de Dalva e Herivelto, os compositores apoiaram um ou outro. David Nasser, por exemplo, apoiou Herivelto e foi cruel com Dalva, em uma coluna que escrevia no "Diário da Noite".

Já Marino Pinto ficou ao lado de Dalva e, com Paulo Soledade, compôs outro grande sucesso, que também marcou o "affaire" : "Calúnia".

Este foi "forte"..."deixe a calúnia de lado se de fato és poeta...". Mais outro, este com Mário Rossi: "Que Será?", que também foi sucesso na voz de Dalva.

Em 1951 Getúlio Vargas regressou ao poder eleito que fora no final de 50 e Marino Pinto, seguindo a onda, compôs para Francisco Alves gravar, o samba "O Retrato do Velho"

"Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar..."

Marino Pinto ainda fez parceria com Haroldo Lobo e Dalva gravou "Foi Bom"; com Tom Jobim "Aula de Matemática", gravação de Carlos José; outra com Paulo Soledade "Cidade de São Sebastião", gravação dos Anjos do Inferno e com Mário Rossi, gravação de Jorge Goulart, "Quem ainda não Pecou" e "Decisão".

Em 1959, João Gilberto "redescobriu" e regravou "Aos Pés da Cruz".

Encerrando, com chave de ouro, sua carreira, em 1965, Marino Pinto compôs uma obra-prima "Valsa de Uma Cidade", em mais uma parceria com Mário Rossi.

Nesse mesmo ano faleceu, no dia 28 de novembro, deixando uma grande bagagem musical. 

Norma

JECONIAS- por José do Vale Feitosa



- Quando nascer registro com o nome de Jeconias.

- Jeconias? De onde vem isso?

- De onde não tem Zé, Antonio, Manoel e Ananias.

- E isso é nome dos tempos de hoje?

- E interessa? Não quero é nome que todo mundo já tem.

- E sabes quem foi Jeconias?

- Nem quero saber. Eu quero é um nome diferente para meu filho.

- Mas poderia ser outro: Wolfgang, Setembrino, Giusepe, tudo isso é nome diferente.

- E daí? Eu quero é Jeconias e pronto. Está determinado.

- Mas Jeconias de que meu camarada? Qual o sobrenome?

- O meu e o da mãe dele!

- Jeconias Maria de Jesus?

- Ora se é o sobrenome dela e o meu!

- Mas é uma salada bíblica este nome.

- O quê?

- Uma mistura do velho e novo testamento.

- E daí. Não pode não?

- Pode, mas é esquisito para caralho.

- Então, vai ser Jeconias de Nada. Se for para agradar, vai ser assim.

- E o teu filho já começa com um nada de futuro?

- Ora porra e não é do nada que a vida de pobre começa mesmo?

- Mas o sujeito já levar um nome desse para cima e para baixo, isso já é demais. Aí as pessoas vão dizer "Qual é teu sobrenome?" Ele vai responder: "De Nada". Quem fez a pergunta fica confuso e diz "Não quero saber se teu sobrenome é importante ou não, eu só quero saber é como fica na tua certidão de nascimento". Escrito assim mesmo: "Jeconias de Nada". E então vão dizer " Ô fulano mando o de Nada para falar com beltrano".

- Esse argumento é fuga. Tu estás fugindo do que comecei falando. Eu disse que não quero é que o meu filho tenha nome comum: José Maria de Jesus, Antonio Maria de Jesus, Ananias Maria de Jesus. Eu quero um nome que se alguém chamar só tenha ele na sala em que estiver. Quando disserem: "Jeconias!". Será ele e pronto.

- Mas isso é nome arcaico. Ninguém mais usa isso. Então faz como todo mundo por aqui, junta sílabas do teu nome com o da tua mulher que vai ficar diferente do mesmo modo.

- Aí é que te enganas. Os evangélicos vivem agarrados na leitura da bíblia e o que tem de nome retirado dela não é sopa. Está cheio por aí de: Izaías, Melquesedeque, Ageu, Baltasar, Jessé e vai de lista adiante.

- Não tarda a aparecer Jeconias. Então junta teu nome com o da tua mulher.

- Meu nome é Tobias e o da mulher Ana, isso é bom para juntar nome feminino, mas masculino não dar. Se fosse mulher poderia ser Tobiana, Biana, Asana, Anabias. Nome de homem só dava Anato e isso eu não quero para meu filho. Vai ser é Jeconias mesmo.

- Mas que visgo é esse com este nome?

- E o que tu tem contra ele afinal de conta. Tudo que tu atacou dele eu já respondi e tu não larga a situação.
- Mas Jeconias? Não dar.

por José do Vale Pinheiro Feitosa

Vladimir Maiakovski


Vladimir Vladimirovitch Mayakovsky (em russo: Влади́мир Влади́мирович Маяко́вский; Bagdadi, 7 de julho (calendário juliano) / 19 de julho (calendário gregoriano) de 1893 – Moscou, 14 de abril de 1930) foi um poeta, dramaturgo e teórico russo, frequentemente citado como um dos maiores poetas do século XX, ao lado de Ezra Pound e T.S. Eliot, bem como "o maior poeta do futurismo".

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Edgar Degas



Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) foi um gravurista, pintor e escultor francês. Embora seja muito conhecido pelas suas pinturas, majoritariamente de carisma impressionista, é igualmente relembrado como gravurista. Muitos dos seus trabalhos se conservam hoje no Museu de Orsay, na cidade de Paris, onde o artista nasceu e faleceu.

Archibald Joseph Cronin



Archibald Joseph Cronin (Cardross, 19 de Julho de 1896 — Montreux, 6 de Janeiro de 1981) foi um escritor escocês.

Era formado em Medicina. Escreveu romances idealistas de crítica social, traduzidos em vários idiomas, e alguns deles adptados ao cinema e à televisão, como The Citadel (1937) e The Minstrel Boy (1975)

Dercy Gonçalves


Dolores Gonçalves Costa, mais conhecida como Dercy Gonçalves (Santa Maria Madalena, 23 de junho de 1907 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 2008), foi uma atriz, humorista e cantora brasileira, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960.

Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma das maiores expoentes do teatro de improviso no Brasil

Clementina de Jesus


Clementina de Jesus da Silva (Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987) foi uma cantora brasileira de samba. Também era conhecida como Tina ou Quelé.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Uma boa notícia!

O livro saiu do forno, e eu já comecei a preparar as postagens dos autores distantes- aqueles que enviaram os seus endereços.
Os demais, entendo, que se farão presentes!
Tudo em cima para nosso evento: lançamento do livro "No Azul Sonhado" !
É um livro modesto, mas bem legal!

Grande e carinhoso abraço!

A Arte Segundo Picasso



Dia da trova!

Deixe a sua trova!

Blogger Aloísio disse...

Trova é sempre improviso
Por isso não tergiverso
Pra completar este verso
Buscar sonhos foi preciso


Blogger Liduina Belchior disse...

Cheguei correndo de viagem
Para no Cratinho chegar
Vim curtir nossa estiagem
Pois Recife estava de alagar.

Corujinha Baiana

Fazer trova é um desafio
Que exige muito talento
E sempre a qualquer momento
Estar disposto a fazer arte

 Socorro Moreira

O talismã construído
Fruto/arte dos poetas
Será bem  distribuído
- Azul de portas abertas !



TUDO É MAIS SIMPLES DO QUE PARECE-José do Vale Pinheiro Feitosa



VERDADE E CIÊNCIA
Frente ao inevitável, a lição se conformava. Se o que estiver para acontecer fosse imponderável, a lição era de fé. As rochas tão sólidas e indestrutíveis contam a história de poderosas transformações. As águas tão incertas e tempestuosas: brotam a agricultura, abundam a pescaria e saciam os rebanhos.
Ao contrário do que muitos imaginam ainda hoje, a ciência nunca foi a voz da verdade. A verdade última das coisas. Isso é um atributo das religiões. Elas não precisam provar o que dizem, foram anunciadas pelas entidades superiores de sua crença. Só para as religiões, ideologias, ferramentas ou outros instrumentos para os quais se pretendam usos permanentes é possível anunciar a verdade última. Não para a ciência.
O discurso da ciência é no condicional É como um futuro condicional que não existe na língua portuguesa. Se isso e aquilo acontecer, é bem provável que o enunciado seja assim. Essa é a linguagem da ciência. Sempre poderá existir uma observação futura em que a verdade de hoje se colocará em questão.
Mas se o domínio de si e do mundo dependia das verdades de si mesmo e deste mundo, o que aconteceu para que a ciência, que não busca verdades definitivas, promovesse tantos impactos reais sobre a humanidade? A verdade congela a realidade de um mundo em transformação. Durante algum tempo determinada verdade é até válida para a sociedade, mas logo a seguir começa a desmilingüir-se. A condicionante para que determinada coisa seja válida é a matriz que nos permitiu reequilibrar o enunciado das coisas inevitáveis, imponderáveis ou contraditórias.
REPUTAÇÕES: CRIAÇÃO E DESTRUIÇÃO
O conceito que gozamos entre os outros humanos passou por enormes transformações. Primeiramente com a queda dos sistemas monárquicos e hierarquizados, a reputação se democratizou. Antes a reputação das pessoas de modo geral atingia sua vila, sua rua, a família e a parentela. Enquanto a reputação de reis, imperadores, papas, cardeais e bispos tinha por base milhares ou milhões de pessoas.
Com o advento da sociedade de consumo, das grandes nações modernas, dos meios de comunicação a reputação atingiu artistas, políticos burgueses, operários, esportistas, empresários, gente em geral da cultura. Aí a equação da reputação também mudou de patamar, deixou de ser o conceito da própria pessoa e passou a ser o conceito de uma super pessoa.
Nisso os conhecimentos científicos da psicologia social passaram a ter grande importância. A reputação não sendo mais das próprias pessoas, passou a ser propriedade dos meios que usam a psicologia social para criar a própria. Nisso a chamada mídia tem grande importância. Ela cria e destrói reputações.
Independe da pessoa. Elas até continua como zumbis em vida, pois a reputação pública nos tempos atuais transforma as pessoas em sombras da reputação. Em sombra de um enredo que pretendia ser a própria pessoa, mas que está muito além delas mesmas e costuma ser reflexiva como purpurina.

por José do Vale Pinheiro Feitosa

Nas águas do Cariri - socorro moreira

foto de Pachelly

São pássaros que aqui pousam
No verde de folhagens rosa
Vale serrano
Das imagens
Poesia da luz.
De Bel chiar,
Lima, graúna.
Ali mais terra
Severamente há

Ardo,
Num sentimento múltiplo.
Lupas e Demos
Iluminando o mundo
Bradam
No monteiro sacro

No melaço dos nossos nós
Uma flauta em dó menor
Maga sorte
Esmeralda estrela
Nos olhos
Do menestrel
- Irmão de tantos nossos

Imaginem o Cariri,
Se não fossem os nós,
Entre o doce da cana...!

Isso ainda é pouco ...
Se faltam tantos
É porque são muitos!

BARBOSA LIMA SOBRINHO - por Norma Hauer



No dia 18 de julho de 2000 faleceu um grande jornalista: BARBOSA LIMA SOBRINHO,
cabeça MARAVILHOSA, aos 102 anos.

No dia em que faleceu saiu seu último trabalho no Jornal do Brasil.

Ele escrevia as matérias às 5ªs feiras e as publicava aos domingos.

Mas, nessa 5ª, ele passou mal, foi internado e no domingo faleceu.

Enquanto líamos seu último trabalho (que arquivamos,como alguns outros) tivemos notícia de seu falecimento.
Foi ele o primeiro a pedir o "impeachment" de Collor.

Velado na Academia Brasileira de Letras, seu corpo foi levado à ABI para a última homenagem de seus colegas jornalistas.

É claro que lá estava um bando de puxa-sacos.

Homem igual a esse ainda está para nascer.

Para ele, meu preito de saudade.

MINHA APOSENTADORIA - por Rosa Guerrera



Dei entrada hoje na documentação para a minha aposentadoria , pendurei chuteiras ! Parece no entanto que foi ontem que iniciei minha carreira jornalística Fui uma grande vibradora , não nego , dentro da profissão que escolhi para amar. São tantas as lembranças das reportagens que fiz não apenas em jornais , mas em noticiários de tv , e em várias rádios da capital.Foi uma longa jornada é verdade , mas apaixonante para mim. Amei todos os instantes em que fui uma atuante “ repórter de rua “. Tive contato com personagens marcantes da política , astros de novelas , cantores famosos , e percorri muitas noites reportando nas delegacias os dramas terríveis que a vida também nos oferece .Muitos colegas de outrora chegavam mesmo a me considerar uma pessoa “fria” quando meu rosto mantinha a expressão serena ao levar para o publico uma noticia chocante , fosse um latrocínio , um homicídio , um desastre com óbitos, um incêndio que ceifara vidas ,ou um relato sobre crianças alegres num circo ou num parque de diversões . Sempre tive em mente que era minha missão levar para o leitor, o ouvinte ou espectador a noticia , e como porta voz dela ,no momento em que eu a enviava , o importante era o meu relato , e não a emoção que mesmo existindo dentro de mim , não se fazia necessário ser transparecida ...

Pendurei chuteiras, é verdade ! Para todos nós existe realmente o momento do ‘basta”.
Mas são tantas as emoções que vivi , tantas as histórias que participei , tantas as alegrias sentidas que relembra-las me parece vive-las hoje . E com que carinho irei guardar esses 35 anos de profissão ! É como se tivesse escrito um grande livro, preenchido página por página , cada minuto , cada instante vivido nesse imenso mundo jornalístico.
Esse será o meu livro de cabeceira a partir de agora ... E quando a saudade apertar, abrirei uma página qualquer , e dentro das lembranças irei saborear e reviver com o mesmo amor todo o meu trilhar nessa missão que um dia escolhi para ser a maior parte da minha vida .

Ros@

domingo, 17 de julho de 2011

O Livro "No Azul Sonhado !"




Está chegando a hora... Faltam apenas três dias. Este livro foi como a construção de um talismã. Pensado e construído, dia a dia. O resultado é um presente para todos os envolvidos.



Eu diria que é fácil materializar um livro...
Tínhamos o material humano, prontinho, e a nossa  boa vontade.
Tínhamos voluntários com Stela Siebra e Luiz Pereira.
Sobretudo,tínhamos o incentivo de muitos, como Tiago Araripe ( responsável pela dedicatória à Patativa e J.de Figueiredo Filho); o prefácio de Zé Flávio; a orelha de José do Vale Feitosa; contracapa de Emerson Monteiro, e a cumplicidade de 42 escritores : Carlos Esmeraldo, Magali, Leonel, Aloísio, Lupeu, Marcos Barreto, Tetê Barreto, Telma Brilhante, Roberto Jamacaru, João Marni, Nilo,  Geraldo Ananias, Assis Lima, Everardo Norões,  Joaquim Pinheiro,Isabela,Chagas,Wilton Dedê, Bernardo, Corujinha, Edmar, Rejane, Mara, Liduína, Domingos, Rosa, Severo, Cristina, Brandão, Pedro, Mariano, (músicos, cronistas, poetas...) sem contar com o apoio artístico de figuras como Salatiel Alencar, João do Crato, Nicodemos,Ulisses, Abidoral,Pachelly, Nívia Uchôa... 
É fácil fazer um livro sem patrocínios, sem muita grana ...Mas é impossível fazer qualquer coisa ,sem a solidariedade e o talento humano.
Sou agradecida a todos que tornaram este trabalho possível. Que ele fique entre os nossos livros, como registro das nossas emoções.
E não esqueçam!

Dia 20.07.2011, na sede do Instituto Cultural do Cariri, às 19h, confraternização entre escritores, autores, e amigos.

Nossa compreensão ,irrestrita ,aos autores ausentes, que não deixaram de participar na realização desse evento.
Boas vindas aos autores presentes – anfitriões da próxima grande noite!

Grande abraço!
Socorro Moreira

* Autores

Poema do Nicodemos

Meu último poema
será feito de silêncio.
Profundo e contrito
silêncio...
Sem palavra de adeus
nem aos seus
nem aos meus...
Dobrarei a esquina do tempo
sem saudade, sem dor
sem vontade de ficar.
certo que fiz o que pude
e o que não pude, tentei!

Desertos e mares, são desertos.
Hoje, desperto um pouco mais.
Fecho os olhos.Vejo melhor.
Longe longe passa um navio.
Espero chegar a tempo...