por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sábado, 20 de outubro de 2018

O "MODUS OPERANDI" DO BOLSONARO


O Jornal de todos Brasis
SAB, 20/10/2018 - 10:00
Profissional responsável pelo furo jornalístico recebeu a solidariedade de colegas após ataques / (Foto: Reprodução/Twitter)
Profissional responsável pelo furo jornalístico recebeu a solidariedade de colegas após ataques - Créditos: (Foto: Reprodução/Twitter)
do Brasil de Fato
Patrícia Campos de Mello, da Folha de S. Paulo, sofre ameaças e agressões por parte de apoiadores do candidato do PSL
Lu Sudré
Brasil de Fato | São Paulo (SP)
“Mais uma canalha imunda, militante esquerdista. Quando Bolsonaro ganhar temos que combater esses canalhas com ferro e fogo, se é que me entendem. Sem misericórdia contra esses vagabundos”. 
Essa é apenas uma das inúmeras mensagens que a jornalista Patrícia Campos Mello recebeu. A profissional é a autora da reportagem publicada pela Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (18) que denunciou possível caixa 2 na campanha presidencial de Jair Bolsonaro. 

A matéria apresenta informações sobre a ação ilegal de empresas privadasque financiaram o disparo massivo de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores (PT) via WhatsApp, com o objetivo de influenciar as eleições. A disseminação das informações falsas favoreceu o candidato do PSL. 

Depois da publicação da reportagem, os eleitores favoráveis a Bolsonaroimpulsionaram a hashtag #FolhaPutinhaDoPT no Twitter. “Militante travestida de jornalista, código de ética do jornalismo que é bom, usa apenas pra limpar a bunda tão suja quanto seu caráter”, escreveu um internauta. “Puta vagabunda”, escreveu outro. 

Em repúdio às ofensivas contra Patrícia Campos Mello, repórter especial da Folha, organizações e entidades importantes como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Instituto Vladimir Herzog (IVH) condenaram as agressões. 
“Patrícia Campos Mello é uma das mais importantes jornalistas do país. Repórter experiente, cobre relações internacionais, economia e direitos humanos há 18 anos. Cobriu conflitos como o da Síria e foi a única profissional brasileira a cobrir in loco a epidemia de Ebola em Serra Leoa em 2014 e 2015. A Abraji condena a ofensiva contra Patrícia Campos Mello. Retaliar jornalistas em função de sua atividade profissional não atinge apenas o(a) comunicador(a) em questão; traz prejuízos à sociedade como um todo, inclusive aos que praticam os ataques”, posicionou-se a Abraji, 

Em nota, Maria José Braga, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj),afirma que a entidade também condena as agressões e, em repúdio, lançou nota conjunta com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. 

“Existe um candidato que faz apologia da violência. Isso está fazendo com que parte da sociedade encare a violência como forma de ação política. No caso do jornalismo, quem opta pela violência demonstra todo seu perfil antidemocrático. O jornalismo tem como função social exatamente levar a informação de interesse público para a sociedade, mas quem se sente de alguma forma prejudicado, acha que pode usar da violência para impedir que a sociedade tenha conhecimento dos fatos. Isso é muito grave e está exacerbado nessa eleição”, afirma Braga. 
Para ela, é urgente que as autoridades brasileiras tomem providências contra as ameaças. A presidente da Fenaj também destaca que as agressões contra a jornalista em questão foram feitas, exclusivamente, por eleitores de Bolsonaro. 
“Vários mandaram email para Fenaj pedindo investigação do comportamento ético da jornalista, em uma tentativa clara de intimidação, para que não se fale do candidato. É claramente um processo de intimidação, de tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa. Ao fazer ameaças e dizer que pode sim ocorrer violência, estão tentando fazer com que a jornalista se cale”, critica.  
Apesar das mensagens de ódio, Patrícia Campos Mello recebeu mensagens de apoio de outros profissionais.
“É uma das grandes repórteres desta geração. Já fez reportagens em zonas de guerra no Afeganistão, Síria, Iraque e Gaza. Cobriu a epidemia do ebola in loco em Serra Leoa. Foi correspondente em Washington. E faz uma ótima cobertura da eleição brasileira na Folha”, elogiou o Guga Chacra, correspondente internacional da Globo News. 
Leonardo Sakamoto, outro jornalista usualmente perseguido e xingado nas redes sociais, também prestou apoio. 
“Patrícia Campos Mello é a melhor repórter do país. Cobriu guerras, a epidemia de ebola, fez grandes investigações. Patrícia está sendo covardemente atacada após sua reportagem sobre o impulsionamento de mensagens no WhatsApp por empresários pró-Bolsonaro ser publicada. Num momento em que fatos perdem importância, quem não consegue debater com argumentos atua para exterminar o mensageiro. O toque de cinismo fica por conta do fato que editaram uma entrevista que ela concedeu, distorcendo o seu sentido, para atacá-la”, escreveu Sakamoto. 
Entenda o caso
A reportagem publicada pela Folha informou que as empresas privadas estariam preparando uma grande operação de disseminação de mensagens via WhatsApp para a semana anterior ao segundo turno.
As companhias envolvidas utilizam a base de contatos vendida por agências de estratégia digital, assim como a base de contatos de Bolsonaro. No entanto, a lei só permite o uso de lista de apoiadores do próprio candidato, com contatos disponibilizados de forma voluntária. 
Para disparar centenas de milhões de mensagens, cada contrato firmado chega a R$ 12 milhões. A prática é considerada ilegal, pois se  configura como doação de campanha por empresas, proibida pela legislação eleitoral.  Entre as compradoras do serviço, está a Havan, cujo dono, Luciano Hang, obrigou seus funcionários a votarem em Jair Bolsonaro.
Por ter sido beneficiado diretamente pelo envio ilegal dessas mensagens, Bolsonaro pode ter sua candidatura impugnada ou cassada, caso seja eleito. A punição pode acontecer mesmo se não for comprovada sua participação direta na ação. 
Entre as agências responsáveis pelo “disparo em massa” estão a Quickmobile, a Yacows, Croc Services e SMS Market. No entanto, na prestação de contas de Bolsonaro consta apenas a empresa AM4 Brasil Inteligência Digital, que recebeu R$ 115 mil para mídias digitais.

O valor do serviço varia de R$ 0,08 a R$ 0,12 por disparo de mensagem para a base própria do candidato e de R$ 0,30 a R$ 0,40 quando a base é fornecida pela agência.
O PT entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que se investigue a chapa de Bolsonaro por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. 
Jornalistas em risco
A repórter especial da Folha de S. Paulo não é a única que sofre com agressões na profissão. A situação é alarmante: De acordo com relatório recente da Abraji, entre maio de 2017 ao início de outubro de 2018, período que compreende a cobertura das eleições, foram registrados 129 atos de violência contra profissionais da imprensa.
Do total, 98 ocorrências envolvem agressores ligados a candidaturas de direita. No caso dos 70 casos de ataques digitais e incitação de ódio pela internet, 67 partiram de militantes de direita, e, em relação aos registros de agressões física, 31 foram praticados por eles.


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

É COISA ANTIGA

Até Geisel chamava Bolsonaro de Golpista…

Sacerdote do Elio Gaspari, em 1994: “E não é só o Bolsonaro, não!”
publicado 19/10/2018
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Geisel concede entrevista a Celso Castro e Maria Celina D’Araujo, em 1994 (Créditos: Gilson Ribeiro)
Do livro “Ernesto Geisel”, memórias do ex-presidente general publicadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 1994 (págs. 112/113):
Em tempo: esse santíssimo Geisel, chamado de Sacerdote pelo colonista dos múltiplos chapéus, era quem controlava as execuções sumárias durante o regime militar, segundo documento trazido a público por Matias Spektor, na Fel-lha.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

E OS "FERREIRA GOMES" - QUEM DIRIA - SE ABRAÇARAM COM O FASCISMO - José Nilton Mariano Saraiva

Metade do mundo e a outra banda sabem que no clã Ferreira Gomes, de Sobral, quem dá as cartas é o irmão mais velho Ciro Gomes. Que foi Ciro Gomes que arranjou um “rentável emprego”, na política, para os irmãos Cid, Lúcio e Ivo Gomes, assim como também para a ex-espôsa Patrícia Gomes. E que, por isso mesmo, todos lhe devotam siderúrgica, irrestrita, fiel e cega obediência. E se prestam a agirem como ventríloquos do próprio, quando acionados.

E isso se comprovou agora mesmo, quando, magoado por não ter tido o apoio do ex-presidente Lula da Silva em sua messiânica busca de ocupar a Presidência da República, Ciro Gomes, após mais uma tentativa fracassada de lá chegar, decidiu-se pelo “apoio crítico” (burocrático) ao candidato do PT, Fernando Haddad.

Assim, depois de vociferar contra o candidato fascista, Jair Bolsonaro (que lhe passou a perna no primeiro turno), e ignorando o momento delicado pelo qual passa o Brasil, se mandou para a Europa, de onde, certamente, instrui diuturnamente os irmãos sobre como se portarem no segundo turno, na refrega do candidato do ex-presidente Lula da Silva, Fernando Haddad, contra aquele.

E o “recado” foi dado em alto estilo e contundentemente, a fim de que não pairem dúvidas: numa reunião de correligionários do PT visando alavancar a candidatura petista rumo ao segundo turno, paradoxalmente o irmão Cid Gomes simplesmente “meteu o pau” não só no PT, como também em seu líder maior, Lula da Silva.

E como tudo foi devidamente gravado, já no dia seguinte, no programa do fascista Bolsonaro, quase todo o tempo foi dedicado a veicular o vídeo com a (literalmente) “adesão” dos Ferreira Gomes a ele. E que, não tenham dúvidas, será repetido até o término do horário eleitoral. Melhor ajuda para a pretensa vitória fascista, impossível. Assim, restará à história registrar para os pósteros um dos “porquês” da (ainda não definida) vitória fascista na eleição presidencial do Brasil no ano de 2018: o apoio dos Ferreira Gomes ao seu projeto.

Particularmente, mais orgulho temos em reafirmar o que já repetimos neste espaço em diversas oportunidades: nunca votamos e jamais votaremos nos Ferreira Gomes e nos Jereissatis da vida (e seus indicados).

Por uma razão simplória: são tão verdadeiros quanto uma cédula  de sete reais.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

CHAMADA À REFLEXÃO - José Nilton Mariano Saraiva


Já que a mídia tupiniquim é aliada e covardemente silente ante o desastre que está à nossa porta, há que se recorrer à imprensa internacional para entender o perigo que corre a democracia no Brasil, na perspectiva de não acordarmos a tempo de salvá-la. Com vocês, abaixo, o editorial do jornal espanhol El País, edição de hoje.


José Nilton Mariano Saraiva

 

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A HORA DO BRASIL


A taxativa vitória do ultradireitista Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas no domingo, 7, no Brasil coloca o eleitorado diante de uma decisão radical. No segundo turno, previsto para o dia 28 de outubro, já não se trata de escolher entre duas opções políticas diferentes, mas ambas democráticas, e sim entre um candidato que entende e cumpre os padrões de governança das democracias ocidentais e outro que despreza e considera inválido o sistema de liberdades que desde o final da ditadura garante a igualdade e o progresso de 208 milhões de brasileiros.

Bolsonaro, com um discurso abertamente xenófobo, racista, homofóbico e laudatório da ditadura militar (1964-1985) obteve 46% dos votos, muito perto da maioria absoluta que lhe teria outorgado diretamente a chefia do Estado. Fernando Haddad, do histórico Partido dos Trabalhadores (PT), e candidato sucessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu passar ao segundo turno com 29,3%.

Mais preocupante do que os números é o fato de que as falas de Bolsonaro tocaram amplas camadas da população brasileira que veem esse militar da reserva como a solução da profunda crise institucional e econômica que assola o país há quatro anos e pelas quais culpa exatamente o PT.

A diferença de votos entre os dois é grande, mas não intransponível porque o que está em jogo é muito mais do que uma vitória eleitoral. É assim que devem entender a situação tanto os eleitores de qualquer tendência política quanto Haddad, que pelo segundo turno é obrigado a realizar uma exposição integradora e de abertura em relação aos que até domingo eram seus grandes rivais no campo democrático. SUA CANDIDATURA JÁ NÃO É SOMENTE A DO PT E SIM A DE DEMOCRATAS DO BRASI. (grifo nosso)

Nessa encruzilhada os que foram rivais de Haddad no primeiro turno farão bem em abandonar a exasperante colocação que apresenta o candidato do PT e Bolsonaro como dois extremos comparáveis. Nada mais longe da realidade. 

Com todas suas polêmicas, problemas, escândalos e processos judiciais, o PT é um partido que na oposição sempre respeitou as regras do jogo democrático, que ganhou três eleições presidenciais de forma absolutamente limpa, sob cujo governo a democracia brasileira se transformou em um exemplo de progresso e que entregou o poder como a lei exigiu mesmo considerando que o procedimento – o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016 – era politicamente ilegítimo.

Pelo contrário, o candidato a vice de Bolsonaro fala abertamente em reformar a Constituição de uma forma ilegal – mediante um conselho de notáveis – e justifica a possibilidade de um golpe de Estado se as circunstâncias permitirem, propostas que Bolsonaro rejeitou. O próprio candidato, no entanto, fala abertamente em dar um papel preponderante ao Exército e carta branca à polícia para matar. Não é possível continuar dando pouca importância a declarações inaceitáveis marcando-as como uma estratégia para ganhar eleições. Nem tudo vale.

O Brasil não é a primeira democracia que vive essa situação. A França já passou por isso em 2002 quando Jean Marie Le Pen chegou ao segundo turno. Os franceses, à época, perceberam que a democracia não tem atalhos e votaram em Jacques Chirac. Agora é a vez dos brasileiros.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

RESULTADO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO CRATO


RESULTADO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO CRATO

CANDIDATO
VOTOS
PERCENTUAL

HADDAD
30.772
44,84%
CIRO
27.945
40,72%
BOLSONARO
7.987
11,64%
ALCKMIN
497
0,72%
CABO DACIOLO
412
0,60%
MEIRELLES
294
0,43%
BOULOS
292
0,43%
AMOEDO
185
0,27%
MARINA
137
0,20%
ALVARO
69
0,10%
EYMAEL
20
0,03%
VERA
11
0,02%
J.GOULART
9
0,01%



BRANCOS
1.178

NULOS
2.961




segunda-feira, 17 de setembro de 2018

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA


“Quando você apoia alguém que diz que mulheres devem ganhar menos porque engravidam, ou que diz que filho gay é falta de porrada, ou que não corre risco de ter uma nora negra porque os filhos foram bem educados, que afirma que não aceitaria ser operado por um médico cotista, que diz que o erro da ditadura foi torturar ao invés de matar, quando você concorda com alguém que apoia o assassinato de outras pessoas, independente de quem essas pessoas sejam, então a nossa divergência não é política. A nossa divergência é moral.”

#EleNunca #EleNão

sábado, 15 de setembro de 2018

LULA E SEU MAIOR DESAFIO - José Nilton Mariano Saraiva


Após mais de quatro anos de frenética atividade, quando se valeu inclusive de uma parafernália tecnológica digna de filmes hollywoodianos (grampeamento de telefones em larga escala, inclusive da Presidência da República) objetivando encontrar um suposto malfeito, o juiz de primeira instância Sérgio Moro   findou por condenar o ex-presidente Lula da Silva por um “ato de ofício indeterminado”.

Em português claro e cristalino: como não encontrou uma mísera e única prova capaz de sustentar um parecer minimamente verossímil e consistente sobre pelo menos algum resquício de crime que houvesse sido cometido pelo ex-presidente, o jeito foi admitir a “indeterminação”. E fazer uso de tal excrescência. 

Não se estranhe, entretanto, que tudo isso haja sido chancelado in totum pelos parceiros de longa data do juiz Sérgio Moro, com assento no Tribunal Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, porquanto tornou-se “comum” que aquela corte aprove tudo que vem de Curitiba, mesmo antes de seus integrantes tomarem conhecimento do que lhes será apresentado (vide o depoimento do seu presidente, Desembargador Trompson Flores, quando asseverou ser “irrepreensível” a denúncia de Sérgio Moro contra Lula da Silva, sem sequer dela ter tomado conhecimento prévio, conforme comprovado a posteriori). E hoje todos sabemos, porque publicizada, que nas 81 páginas de referida denúncia não consta uma única prova contra o ex-presidente. Apenas convicções, meras convicções.

A bem da verdade, referido imbróglio poderia ser facilmente elucidado pelo  tal Supremo Tribunal Federal, se ao menos cumprisse seu papel de “guardião” da Constituição Federal; e, no entanto, o que vimos foi aquela Corte Maior se “apequenar” vergonhosamente e atuar como um dos partícipes ativo e desassombrado do “golpe” parlamentar-jurídico-midiático, a partir do instante em que se recusou a julgar o “mérito” do impeachment da honesta presidenta Dilma Rousseff (de onde se derivou tudo o que vemos  hoje). 
 
Fato é que, a partir daí a palavra de ordem foi inviabilizar, de qualquer maneira, a pretensão do ex-presidente Lula da Silva de concorrer nas eleições para Presidente da República. Nem que para tanto a Constituição Federal fosse rasgada diuturnamente, prazos fossem agilizados em desfavor do ex-presidente, processos não fossem conclusos, decisões fossem tomadas ao arrepio da lei e sentenças fossem firmadas com base em meras convicções e achismos de um juiz provinciano deslumbrado.

E assim, estupefatos, tomamos conhecimento da detenção do ex-presidente Lula da Silva, com poucos meses de antecedência da eleição presidencial, quando todos os institutos de pesquisa apontavam uma sua vitória esmagadora, provavelmente ainda no primeiro turno.

Como de nada adiantaram os recursos apresentados às diversas instâncias (e por essas repassadas ao Supremo Tribunal Federal para uma decisão final), e a “MÁ VONTADE” tornou-se explícita no sentido de que aquela Corte não iria permitir em hipótese alguma que concorresse, Lula da Silva compulsoriamente viu-se diante do seu maior desafio: mesmo preso numa “solitária” e proibido de se comunicar com seu povo, apontar um sucessor e recomendá-lo à militância, às diversas alas do PT e àqueles que  de uma ou outra forma sonham com a volta dos velhos e bons tempos, de quando ele governou o país.

Daí a responsabilidade do ungido, Fernando Haddad, intelectual paulista vinculado ao PT e que durante os governos Lula/Dilma prestou relevantes serviços à nação.

Hoje, céticos, tremendo de medo e/ou mesmo mal-intencionados, alguns segmentos da mídia tupiniquim se põem a questionar se Lula da Silva terá o carisma e poder suficiente para transferir ao seu escolhido o “oceano de votos” que as pesquisas lhes atribuíam no momento em que foi arrancado à fórceps (pelo Judiciário) da corrida presidencial, capaz até de leva-lo à vitória em primeiro turno (mais de 40%).

Sem dúvida uma tarefa hercúlea, dada a exiguidade de tempo (faltam apenas três semanas para a realização do pleito) daí não se ter dúvidas que para Lula da Silva a hora é essa: provar que, para a maioria do povo, HADDAD é LULA, LULA é HADDAD

Para desespero do Ministério Público, Polícia Federal, Tribunais Superiores de uma maneira geral e, principalmente, Sérgio Moro e sua equipe de procuradores, adeptos de convicções, achismos e indeterminações.