por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 30 de agosto de 2011

COCO PARA MESTRE ALDENIR - por Ulisses Germano


Mestre Aldenir completou 77 anos de idade no dia 20 de agosto. Com mais de meio século brincando de reisado, é considerado por estudiosos como Rosemberg Cariri e Antônio de Nóbrega como uma das personalidade mais autênticas do folclore nacional.

 *****

Mestre Aldenir

Ninguém pode confundir
É o Mestre da Cultura
Que nasceu no Cariri

Desde menino
No tempo da lamparina
Trabalhava no engenho
Calejando as suas mãos

Quis o destino
Que o reisado o encontrasse
Pra daí nascer o enlace
Do folclore e o coração

Mestre Aldenir
Ninguém pode confundir
É o Mestre da Cultura
Que nasceu no Cariri

Quem o conhece
Sabe bem da sua glória
No Crato fez sua história
Espalhou muita emoção

Agora vive
Consagrado e bem amado
Respeitado e admirado
Sendo a própria tradição


Mestre Aldenir
Ninguém pode confundir
É o Mestre da Cultura
Que nasceu no Cariri


Sua amizade
Para mim é um tesouro
Vale mais que todo ouro
Ninguém pode nem medir

Quando ele brinca
De espada sai faísca
É assim que ele arrisca
Sua vida sem sentir

Mestre Aldenir
Ninguém pode confundir
É o Mestre da Cultura
Que nasceu no Cariri

A companheira
Que tanto o admira
É a musa que o inspira
Se chama Mestra Isabé

Ela é a prova
Do amor que vence tudo
Seu espelho é o escudo
Firme e forte de mulher

Mestre Aldenir
Ninguém pode confundir
É o Mestre da Cultura
Que nasceu no Cariri

Eu me dispeço
Desejando que ele viva
Juntinho da sua diva
Muitos anos bem feliz

É que prossiga
Ensinando humildemente
A alegria pra essa gente
Como ele sempre quiz


Vejo-te num setembro-Por: Rosemary Borges Xavier

Se bem me lembro num setembro
Já ia te perdendo...
Mas continuo vivendo
Pois do contrário estaria morrendo
E agora não mais sofrendo
Mesmo que não esteja te vendo.

Por Nancy Sierra



Abraço...

É demonstração de afecto
Carinho e muito amor
É saudade e lágrima
Mas também o calor

Abraço é amar
É querer aconchego
É sentir um amigo
Com todo o seu apego

Podemos abraçar
Uma causa, uma pessoa
Abraço é abraço
É cingir e cercar
É não sentir espaço

Abraçar uma causa
É o que nos faz sentir
Que quem luta, acredita
E nunca deve desistir

Abraçar uma criança
Transmitir-lhe carinho
É dizer-lhe com os braços
Que nunca estará sozinho

Abraçar um amigo
Com toda a fraternidade
E como dizer: estou aqui!
Para a toda a eternidade

Abraçar um amor
Com toda a compreensão
É desatar todos os nós
E fazer um laço de união

Vamos assim abraçar
Uma criança, uma causa
Um amigo e o nosso amor?
Custa tão pouco abraçar... Acreditem não dá dor!

VlI SALÃO DE OUTUBRO DE 2011 RESGATANDO AS ARTES NO CARIRI



Dando continuidade ao resgate das artes no Cariri a artista plástica Edilma Rocha, vem com a proposta de mais uma vez reabrir as portas das oportunidades artísticas através do SALÃO DE OUTUBRO em nível Nacional e Internacional, na cidade do Crato, Ceará.
O projeto foi resgatado pela SOCIEDADE DOS AMIGOS DO MUSEU DO CRATO e conta este ano com o apoio especial do INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI – ICC. A curadoria fica com Franklin Lacerda, Alexandre Lucas e Allan Bastos.
O salão acontecerá no prédio do ICC na cidade do Crato, com abertura no dia 19 de outubro de 2011, se estendendo até o dia 23. Tem como meta acolher trabalhos representativos das artes plásticas e visuais com temáticas livres nas categorias de desenho, pintura, xilogravura, escultura e fotografia.
Os artistas poderão participar com até dois trabalhos originais, assinados e produzidos a partir de 2010. Só poderão se inscrever em apenas uma categoria na amostra. Dentre os artistas serão escolhidos, o primeiro, segundo e terceiro lugares pelas categorias por uma comissão Julgadora com premiações em medalhas e diplomas.
O Salão de Outubro renasceu como começou, apenas com o trabalho e a contribuição dos amantes da arte. Sem apóio financeiro que viessem cobrir os custos do evento. E para dar continuidade, precisamos de uma pequena ajuda dos artistas.
AS INSCRIÇÕES JÁ ESTÃO ABERTAS
Os interessados poderão fazer as suas inscrições até o dia 10 de Outubro,pela internet ou pessoalmente à rua |Tristão Gonçalves nº 519, centro, Crato. As entregas das obras devem ser de no mínimo 10 dias antes da abertura oficial, prontas para serem colocadas nos expositores. Lembrando que as obras só devem ser entregues após a inscrição. Quanto aos trabalhos vindos de outros estados brasileiros, serão responsáveis pelo frete de ida e volta.
A divulgação dos premiados e a entrega das medalhas e diplomas serão feitas no dia da abertura durante as solenidades por ocasião do aniversário do INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI.
Em seguida, coukitel de confraternização.

Edilma Rocha
Promotora
Contatos:
Edilma – TIM: (85) 9688 6043
E-mail:
edilma_bibba@hotmail.com





Beco sem saída- por Geraldo Ananias


G.1 Beco sem saída


A coisa mais importante que um pai pode fazer pelos seus filhos é amar a mãe deles. (Autor desconhecido)



Janeiro de 2007, estava de férias com a família no sítio Almécegas, Crato-CE, na casa de minha mãe, no mesmo local onde vivi dos sete aos dezenove anos.
Conversava animadamente com minha velhinha querida, lá na palhoça, localizada ao lado da casa, sobre os saudosos tempos que não voltam mais.
Desse local, aliás, ainda se pode ter uma vista privilegiada, pois o sítio se encontra encravado na subida do sopé da Serra do Araripe a apenas sete quilômetros do centro da cidade.
Repentinamente, mamãe se lembrou de me fazer uma surpresa. Foi pegar meu quepe velho, que fazia parte do uniforme de gala do Colégio Diocesano.
— Olhe aqui seu quepe. Guardei por muitas décadas. Está um pouco amassado e estragado, mas é só mandar consertar lá no Crato que ele fica novinho em folha.
Recebi-o com surpresa e muita alegria. Ao abraçá-la e beijá-la, disse-lhe:
— Que lembrança maravilhosa, mamãe! Só a senhora mesmo...
No outro dia cedinho estou eu lá na oficina de seu Zé de Tó.
— Ó de casa!
— Ó de fora!
— Bom-dia, é aqui o ateliê de seu Zé de...
Não terminei a frase, um senhor com mais de setena anos, falante pra caramba, gentil, perspicaz, com jeitão de pessoa brincalhona, me interrompeu dizendo:
— ... de Tó, completou. Sou eu mesmo, meu filho. O que o moço deseja?
Mostrei-lhe o quepe e perguntei se poderia consertá-lo.
Ao tomar o objeto nas mãos, respirou fundo e, antes de responder à minha pergunta, num saudosismo desmedido, focado nas boas lembranças, murmurou:
— Quepe do Colégio Diocesano. Velhos tempos! Épocas boas aquelas.
Mostrou o boné às pessoas que se encontravam no recinto, aduzindo que fazia anos que não via um semelhante àquele; que aquilo representava um passado saudoso, pois o uniforme de gala do mencionado educandário, segundo ele, já não existia havia décadas; que, dos belos desfiles do Diocesano nas datas comemorativas, principalmente Sete de Setembro, só restavam distantes lembranças. E começou a me fazer uma série de perguntas sobre família, local onde morava, época em que havia estudado no Colégio Diocesano e por aí afora.
Em seguida, disse-me que consertaria o quepe até o dia seguinte.
Fiquei contente com a conversa daquele simpático senhor. E não posso negar que, não obstante o saudosismo, não era todo dia que se teria a oportunidade de ficar frente a frente com um contemporâneo agradável como ele e, ainda, que conhecia, como ninguém, a história do Crato da década de 60.
Depois de alguns minutos de prosa, ao despedir-me do “mestre-artesão-microempresário”, fui logo dizendo que, quando viesse apanhar o utensílio, iria trazer, para conhecê-lo, minha esposa e um casal de amigos que viera comigo passar férias na região.
Ele sorriu gentilmente e disse: “Traga mesmo, será um prazer para mim!”
Cheguei a casa e contei tudo animadamente à minha mulher. Ela ficou por demais curiosa e confirmou a intenção de conhecer pessoalmente o seu Zé de Tó. O casal amigo manifestou idêntico intuito.
No outro dia cedinho, chegamos lá a reca toda: eu, minha mulher, o casal amigo e, de quebra, um cunhado. Lotação completa do carro. Ao pararmos próximo à calçada do estabelecimento, fui logo gritando, muito empolgado:
— E então, meu velho amigo Zé de Tó — o entusiasmo foi tanto, que o homem já tinha virado meu amigo repentinamente — o quepe está pronto?
— Prontinho da Silva , meu amigo, veja aqui!
Mostrou-me o bichinho bem novinho, até parecia que tinha acabado de sair da fábrica. O serviço tinha sido de primeira, arretado mesmo, coisa de caba macho.
Meus olhos brilhavam de felicidade ao ver o quepe consertado, parecia novinho em folha. Imediatamente, sem miséria alguma — pelo menos para o caso concreto — meti a mão no bolso e paguei o dobro do preço combinado. Afinal, o serviço tinha saído muito bom, melhor que a encomenda. E nunca havia ficado tão satisfeito com um trabalho o quanto estava com aquele.
Ele ficou muito feliz, desmanchou-se em gaitadas e a todo custo queria retribuir a gratificação extra recebida. Foi logo cumprimentando todos os que me acompanhavam, antes mesmo que eu os apresentasse. Ofereceu água, distribuiu cafezinho (só tinha duas xícaras)... Começou a puxar conversa sobre os mais variados assuntos, sem tirar de foco o tradicional Colégio Diocesano, meu dodói. Eu, contente, o ouvia atentamente. Cheguei até mesmo a pedir atenção dos que me acompanhavam para as histórias de meu amigo (da onça), acenando para que não o interrompessem. E todos ficamos boquiabertos diante daquelas interressantes e variadas narrativas sobre o Crato de meu tempo.
No entanto seria impossível imaginar o que o camaradinha viria a abordar logo em seguida. Repentinamente, sem mais nem menos, mudou o rumo da prosa e, de olhos bribados para meu lado (era verdadeiro artista), parecendo haver recebido entidade estranha, saiu com esta pérola:
— Ei, conterrâneo, como você muito bem sabe, naquela época o Crato era famoso por ter os melhores cabarés do Cariri. Naquela região acolá, por exemplo (apontou pra o lado do gesso ), havia cabarés maravilhosos. E eu era dono do melhor deles, e citou o nome. Então...
Ficamos todos atrapalhados com o rumo da conversa, e ele não parava de falar. Ficava a cada momento mais e mais empolgado. E tome besteira. Pois não é que o camarada chegou ao cúmulo do absurdo de avançar mais ainda o sinal e dizer isto para mim, alto e bom tom, para que todos pudessem ouvir nitidamente:
— Aquela tua turma adorava meu cabaré, não era? Eita cabinhas danados! Concluiu.
Apesar de não ter culpa alguma na história — pois efetivamente jamais tinha ido a esse local por ele citado — a pergunta fora tão despropositada e imprevista, que me deixou zonzo, meio abirobado . Em vez de eu ter contraditado, imediatamente, o suposto fato, comecei a gaguejar, feito um baixa da égua . Aí não prestou não. Minha mulher começou a me cubar com olhos fuzilantes, enquanto que os demais, ali presentes, caíam na gargalhada.
Nesse momento, me dei conta de que precisa reagir imediatamente. Não sei como, refiz-me de repente e, mostrando a “garra dos inocentes”, repliquei com veemência:
— O Senhor está equivocado, senhor José. E já passou, e muito, dos limites. Nunca fui a cabaré algum aqui, muito menos ao seu.
Notei que fui convincente, pelo menos para minha mulher. O fogo da inocência felizmente tinha posto por terra a funesta e injusta “acusação”. E ela gostou do que ouviu de mim. Gostou tanto que esboçou, mesmo que pálido, um sorriso de contentamento, enquanto balançava a cabeça em sinal de aprovação pelo que eu dissera. Ainda bem.
Seu Zé de Tó não se intimidou nadinha. Parecia que estava com a bexiga preta nos couros. E ainda teve a ousadia de sair com outra presepada igualmente picante, descabida e indecorosa:
— É, mas havia alguns alunos que deixavam tudo fiado, e até hoje me devem. Deram cano em mim.
Abriu um caderno velho amarelado e completou:
— Está tudinho anotado aqui. Tem um monte de doutor já formado, morando fora, que me deve até hoje. E vou ver se o nome deste meu conterrâneo está aqui nesta lista. Pere aí um pouquinho.
Daí o gaiato de meu amigo, querendo fazer gracinha também, não perdeu a oportunidade. Juntou-se a seu Zé de Tó e começaram a procurar meu nome na antiga lista dos devedores do cabaré. Parecia que haviam combinado alguma coisa para me assustar. De repente, meu companheiro de viagem gritou entusiasmado como se tivesse efetivamente encontrado o que procurava e, apontando para um nome no caderno, virou-se para minha mulher e falou:
— Encontrei, tá aqui o nome dele...
A essa altura, a temperatura reinante no local já havia extrapolado, e muito, todos os limites. Eu havia perdido o fôlego, a paciência, e já não tinha certeza mais de nada. Foi quando, felizmente, e para alívio meu e de minha mulher, o velho Tó decidiu dar um basta naquela situação vexatória. Com a cara mais lisa do mundo, deu um sorriso maroto, chamando a atenção dos presentes, e disse em tom professoral:
— Gente, isso tudo não passou de uma pegadinha que fiz para vocês. E, então, gostaram? Queria ver a reação dos amigos e, principalmente, das comadres, arrematou.
Finalmente, concluiu dizendo que fazia costumeiramente esse tipo de brincadeira para atrair, divertir e agradar os visitantes e os amigos.
Muy amigo!

Em tempos de festas - São Raimundo Nonato e Nossa Senhora da Penha- Por : Socorro Moreira


Imagem de São Raimundo Nonato
.

"São Raimundo Nonato (Portell, hoje Sant Ramon, por volta de 1200 — Cardona, 31 de agosto de 1240) é um santo católico.

Recebeu a alcunha de Nonato (em catalão Nonat) porque foi extraído do ventre de sua mãe, já morta antes de dar-lhe à luz, ou seja, não nasceu de uma mãe viva, mas foi retirado de seu útero, algo raríssimo à época.

Em 1224 entrou na ordem dos mercedários e mais tarde esteve na Argélia onde esteve preso. Em 1239 foi nomeado cardeal pelo papa Gregório IX, todavia no início de seu caminho a Roma padeceu violentas febres e morreu.

É festejado no dia 31 de agosto e é considerado o patrono das parteiras e obstetras. "
Fui prometida a São Raimundo Nonato , antes do meu nascimento . Obviamente não recebi o seu nome , mas o da Santa de sua devoção, e acabei por sorte ou destino , casando-me pela primeira vez, com um também Raimundo Nonato. Tornou-se portanto um santo de devoção.
Amanhã é a sua festa , e ele é padroeiro de Várzea - Alegre.  Bem que eu gostaria de participar dos festejos , mas os buracos da estrada esimulam a minha acomodação . Na quarta-feira é festa no Crato. Dia de roupa nova , sapato apertado, e procissão, como nos velhos tempos.
Espero encontrar o povo amigo, amanhã, na última noite de novena. Ainda agora cheguei da Praça da Sé. Passei na banca de filhoses, rezei uma Ave-Maria , e fiz a ponte dos encontros, reunindo todos os ausentes e distantes... Fazer o que, se na paisagem e momento faltavam vocês ?

Destino - Por João Nicodemos




Destino
águas vivas
águas calmas

a Vida apresenta
eu bato palmas..


João Nicodemos

Por Assis Lima


Água

Beleza mesmo é o Cariri no inverno,
época das chuvas.
Há quem prefira o seco e tórrido sertão,
e nele vislumbre uma beleza austera,
simples e luminosa como a antiga paisagem da terra santa.
O deserto esteve fincado dentro de mim,
áspera miragem.
Por falta de água em meu mapa astrológico
a estação das chuvas é oásis,
vida e encantamento.
Que me cubra o nevoeiro!
Relâmpagos e trovões:
estrondem na barra do meu horizonte
dias,
noites,
néctar.

Assis Lima

Bievenido Granda





Bienvenido Granda

Bienvenido Rosendo Granda Aguillera (Havana, 30 de agosto de 1915 - Cidade do México, 9 de julho de 1983) foi um cantor cubano de boleros, tangos e ritmos cubanos.

Por portar um grande bigode, era alcunhado de El bigote que canta (O bigode que canta).

Johnny Mathis



John Royce "Johnny" Mathis é cantor popular americano de herança multirracial.

Dalva de Oliveira



Vicentina de Paula Oliveira, conhecida como Dalva de Oliveira, (Rio Claro, 5 de maio de 1917 — Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1972 foi uma cantora brasileira.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Viva a vida!




-- amante incondicional da vida com todos seus sabores: doces, acres, amargos, azedos -- não os anos, mas todos os dias, as horas e os segundos. É que do meio para frente, começamos a perceber que poucas, muito poucas coisas na nossa trajetória, merecem ser contabilizadas na pauta de saldos. Viva a vida!

28 de agosto de 2011 
(José Flávio Vieira)

QUADRAS RETALHADAS - por Ulisses Germano

A

Lá pelas tantas se descobre
Que o feito não tem retorno
E nada mais se encobre
Do lento e cruel transtorno

B


Feliz é o bodisatva
Que é sempre um ser amával
Faz da vida a dádiva
De valor incalculável!

C

Vence aquele que vence
Sutil íntimo inimigo
Que vive dentro em suspense
Causando grande perigo

D

Meu amor, minha fissura
Terna voz melodiosa
Sinto em ti toda ventura
De uma mão maliciosa

E

Pra que serve a poesia?
Pra que serve o vercejar?
Pra que serve a heresia?
Pra que serve o invejar?

F 

Em tudo há serventia!
... há cotejar!
... há melodia!
... há desejar!

A solidão da dor - Emerson Monteiro


É isto, sim, invés de tratar do tema a dor da solidão, tocar um pouco neste tema, a solidão da dor. Naquele momento em que se acha face a face com a solidão de verdade, livre das contradições e dos conceitos. Portas e janelas fechadas ainda que ao sol do meio dia. Quando nem adiante gemer, muito menos chorar... E a dor dói de consumir por forte que se seja. Ali, na beira de nós mesmos, esses grandes desconhecidos, no limiar do Eterno, enquanto a dor dói de não ter tamanho. Onde uivam lobos e choram homens, mulheres e meninos. Sem idade, a dor traz o perdão, reduz a nada e atiça o peito das resistências, num desafio esplendoroso... Doloroso, quero dizer.

Isso de quando as vaidades caem de joelhos e querem entrar de buraco adentro, na fronteira da inexistência. Pouco ou muito importa o tamanho da herança, e a dor dói de não ter juízo que aguente... Irmã dor, qual dizia Francisco de Assis, nas suas longas viagens espirituais.

Os laços com tradição e experiências anteriores somem no abismo infinito onde, soberana, a dor dói... Pássaros cantam pelos quintais em festa; o vento sopra nas árvores; ressurge bonito o Sol; a Lua, linda, desfila no céu... Times jogam na televisão do domingo de tarde... Tocam sinos nas igrejas... E dói a dor com fome feroz de paciência a roer o coração dos humanos.

Meu Deus, como estreita o caminho e tudo de repente nos abandona quando dói a dor e o sofrimento pede passagem na avenida, encostas das florestas escuras do desassossego.

Pedir a quem tem para oferecer. Pedir sempre, que ninguém sabe quando a dor chega trazendo consigo o custo das impiedades desse solo dourado. Surgirá silenciosa no instante certo, mãe e mestra, amiga da plena glória, no tempo da colheita nos calendários que nos abandonarão.

Ah, amigo, quando a dor mostra seu rosto, na vitrine daquela solidão, não há bom, não há melhor... Viva, pois, de saber que maiores são os poderes da certeza, e junto deles manda, senhora, a dor que nos prepara o dia de invadir o leito da saudade na paz dos mistérios em constante movimento.

OSWALDO SANTIAGO- por Norma Hauer



Foi no dia 29 de agosto de 1976 que OSWALDO SANTIAGO passou a ser uma grande saudade por tudo que ele deixou como poeta, como compositor e como constante defensor dos direitos autorais, tendo sido um dos fundadores da UBC (União Brasileira de Compositores)

OSWALDO SANTIAGO nasceu em Recife e lá começou sua vida de poeta, lançando, em 1923, seu poema "No Reino Azul das Estrelas" e em 1924 um livro defendendo a Amazônia (já naquele tempo) com o nome de "Gritos do Meu Silêncio".

Ainda em 1923, Vicente Celestino lá se apresentou com sua Cia e a revista "Mademoiselle Cinema", na qual Oswaldo Santiago tomou parte, assim como na revista (impressa) "Lua Nova".

Fez parceria com Nelson Ferreira, um compositor e pianista muito apreciado , por seus frevos, em todo o Brasil. Com Nelson, Oswaldo Santiago escreveu "Melodia do Amor", gravado por Alda Verona.

Mas foi com o "Hino a João Pessoa", em parceria com Eduardo Souto e gravado por Francisco Alves que Oswaldo Santiago ficou conhecido fora de Pernambuco.
No mesmo ano dessa gravação (1930) Oswaldo Santiago veio para o Rio, quando aqui desabrochava o período de Getúlio Vargas e a política estava enfervescendo.

O "Hino a João Pessoa" era uma homenagem póstuma que os autores fizeram a João Pessoa, assassinado, por motivos políticos e amorosos, em sua Paraíba, que nessa época não era "muié macho, sim senhô", mas já pesava na balança nacional.

HINO A JOÃO PESSOA

"Lá no norte um herói altaneiro´
Que da Pátria o amor conquistou.
Foi um lindo farol, que ligeiro,
Acendeu e depois se apagou.

João Pessoa, João Pessoa
Bravo filho do sertão.
Toda a Pátria espera ainda
A sua ressurreição.

João Pessoa, João Pessoa
O seu vulto varonil
Vibra ainda, vibra ainda ...
No coração do Brasil.

Paraíba, oh rincão pequenino
Como grande esse homem te fez.
Hoje em ti cabe todo o destino
Todo orgulho da nossa altivez.

Como um cedro que tomba na mata
Por um raio que em cheio o feriu.
Assim ele, ante a fúria insensata,
De um feroz inimigo caiu.

Depois do sucesso do "Hino a João Pessoa", Oswaldo Santiago enturmou-se com os compositores que aqui labutavam nos anos 30.

Com Benedito Lacerda compôs o samba "Querido Adão", sucesso carnavalesco de Carmen Miranda; para as festas juninas, compôs a primeira música que Dalva de Oliveira gravou sem a formação do "Trio de Ouro": "Pedro, Antônio e João"; com Gastão Lamounier criou um "jingle" para um produto para os cabelos, de nome "Juventude Alexandre". Era um "jingle" tão bonito que Sílvio Caldas o gravou comercialmente.
Chamou-se

HÁ UM SEGREDO EM TEUS CABELOS

Em teus cabelos de seda,
Que perfume, que aroma sutil.
No sonho pela alameda,
Bailam flores, num baile gentil.
Há um segredo cantando
Trescalando uma essência de flor.
Onde vibram, ardejos, desejos...
Silenciosos eflúvios de amor.

O locutor entrava nos anúncios, dizendo, mais ou menos assim: "esse perfume, ela conseguiu usando a Juventude Alexandre"...devia "quebrar" o "clima" do ouvinte.

Foi quando se juntou a Paulo Barbosa, que Oswaldo Santiago teve seus maiores sucessos, quase todos na voz belíssima de CARLOS GALHARDO.
O primeiro foi "Cortina de Veludo", que foi também o primeiro sucesso de Galhardo como cantor romântico.

Depois vieram "Viena do Meu Coração";"Madame Pompadour";"Italiana";"Salambô";
"Lenda Árabe";"Tapete Persa" (este Galhardo lançou, mas não gravou);"Canções de Toda Gente";"Rua Escura";"Um Beijo em Cada Dedo"(estas duas últimas foram gravadas inicialmente, por Moacyr Buenno Rocha) "Torre de Marfim"; "Baile de Sombras"....

Oswaldo Santiago compôs, ainda, para Carlos Galhardo, com José Maria de Abreu, "Noite sem Luar"; "Poeira Dourada" e "Junto de Ti Estou no Céu"; com Georges Moran, "Meu Sonho é Só Meu"; "Perfume de Mulher Bonita" e "Linda Butterfly"; com Nelson Ferreira os frevos "Peixe-Boi" e "Sorri, Pierrô"; com Eriberto Muraro "Roleta da Vida"...
Ainda Oswaldo Santiago fez versões de "Eles se Amaram no Rio" e "Boa Noite".

Carlos Galhardo deve muito do sucesso de sua carreira a Oswaldo Santiago.

Foram tantas as composições de Oswaldo Santiago gravadas por Galhardo, que nem sei como citar as interpretadas por outros cantores, como Dircinha Batista em "Tirolesa"; "Jóia Falsa", com Gastão Formenti; 'Eu Não Posso Ver Mulher", gravação de Francisco Alves; "Lig, Lig, Lé", gravado por Castro Barbosa; "O Caçador de Esmeraldas", gravado por Dalva de Oliveira ou "Tudo Cabe num Beijo", gravado por Manoel Reis.

LIG-LIG-LÉ fez, recentemente, parte de uma novela da Rede Globo

"Lá vem o Seu China na ponta do pé
Lig, lig, lig, lig lé
Dez "tões", vinte passos, banana e café
Lig, lig, lig, lig, lé

Chinês, come somente uma vez por mês,
Não vai mais a Shangai buscar a Butterfly.
Aquii com a morena fez a sua fé
Lig, Lig, lig, lé"

Essa é mais uma composição em que os autores misturavam "alhos com bugalhos" ou seja, colocavam o Japão e a China como se fossem a mesma coisa.

Daí misturar Shangai (capital da China) com Butterfly (Madame Butterfly, personagem japonesa da ópera do mesmo nome),

Oswaldo Santiago deixou de compor no final dos anos 60 para se dedicar à UBC, chegando a ser "mestre" no assunto de direito autoral, sem ser formado em Direito.

E foi assim que faleceu na tarde de 29 de agosto de 1976, aos 74 anos, pois nascera em 26 de maio de 1902.

Norma

Zabumbeiros Cariris


Aurora
Zabumbeiros Cariris

Eis a razão que me guia
No auto da noite
Eita que estrela invocada
Dorando manhã
Fogo cabelos ao vento
Solta colheçe o luar
Diva teus passos comduzem
A mina do olhar
Deixa um sorriso uma deixa
Prà eu me anunsiar
Musa tua chama è serpente
A me hipnotizar
Cravo tuas presas teu ventre
Vai me iluminar
Reina a poesia na noite
Noite que afaga o sonhar
Sonho que sou teu poeta
A quele que ainda vai chega
Com todo o calor desta noite
Com os versos que estàs a busca
Com o vinho mais tinto desejo
Que a tua aparição
Se darà


Composição: luciano brayner


Fechando o álbum de imagens...







Outras imagens/movimentos na janela

A cantora Aucy Ventura


Com o músico querido de todos, Abidoral Jamacaru

Com a minha amiga Tatiana Figueiredo

Com o meu irmão Cosme

Com o músico Ulisses Germano

Com amigas queridas: Patrícia e Amélia

com nossa liduína Belchior


quarteto amigo:Lidú,Rosineide,eu e Fátima Figueiredo.


A bela Fátima!

Nossa querida Liduìna!

Flashs de uma noite- encontro de pessoas com a música

A câmera de Liduína Belchior fez os registros, usando ora o seu olhar,  de Tatiana e Caio.Vejam!
Se faltou alguém?
Sempre falta!
Mas quem fica, entra numa história animada.
Fabiana e Abidoral

Victor Arturo Moreira

Luciano Brayner

O escritor e médico Zé Flávio


As amigas Patrícia e Amélia


Entre os meus meninos : Caio e Victor


Amar é possível - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus, 22,34-40 nos revela que os fariseus perguntaram a Jesus qual o maior dos mandamentos. A resposta de Jesus foi outra pergunta. "O que diz a lei?" O fariseu respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Em seguida, acrescentou: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” Vimos assim, que a resposta nivelou em importância o amor a Deus e o amor que nós devemos ter pelo próximo. “Quem não ama o irmão que vê, como pode amar a Deus que não vê?” Pergunta-nos João, outro evangelista.

Segundo Eric From, amar é uma arte e como todas as artes devemos aprendê-la. É fácil amar as pessoas com as quais convivemos, aquelas que consideramos normais dentro de padrões de comportamento estabelecidos. O difícil é amar as pessoas invisíveis pela sociedade: os catadores de lixo, os desvalidos que vivem perambulando pelas ruas sem um travesseiro onde recostar a cabeça, os alcoólatras, os menores abandonados, os mendigos, os de partidos políticos contrários ao nosso.

Vejam que belo exemplo da força do amor: aqui em Fortaleza, conheci a Casa do Menino de Jesus. É uma instituição que abriga menores cancerosos do interior do Estado e suas mães ou outras acompanhantes durante o tratamento a que aqui se submetem. Ao ver tamanha organização, o visitante imediatamente pergunta quem mantém aquela obra grandiosa. Apenas duas mulheres pobres através de donativos. A irmã Conceição e uma sua companheira de congregação, únicas religiosas que compõem aquela ordem.

Outro exemplo de como saber amar, li há uns dez anos em uma publicação da Campanha da Fraternidade. Era dia de visita no extinto presídio Carandiru, em São Paulo. Um sacerdote conversava em um dos bancos do pátio do presídio com um preso, quando observou uma senhora entrando com uma sacola enorme, indo ao encontro de um rapaz que estava sentado num banco próximo. Ao avistar esse rapaz, a mulher abraçou-o e beijou-o, e em seguida retirou da sacola, roupas e um bolo que foram entregues ao rapaz, tendo se mantido ao lado dele conversando animadamente. O padre, então comentou com o presidiário com o qual conversava. “Como é bonito o amor de uma mãe!” “Padre essa senhora não é a mãe dele. Ela é a mãe do rapaz que ele matou.” Respondeu-lhe o presidiário.

Mas quem é o nosso próximo, a quem devemos amar com a mesma força do amor que devemos devotar a Deus? Foi essa a pergunta que os doutores da lei fizeram a Jesus. E ele respondeu narrando a história de um homem que foi atacado por salteadores que o deixaram quase morto à margem da estrada. Passaram por aquele caminho um sacerdote, um doutor da lei e um samaritano. Os dois primeiros passaram ao largo, ignorando aquele homem ferido. O samaritano, porém, socorreu o desconhecido, curou suas chagas e pagou o tratamento que ele necessitava numa hospedaria. E Jesus perguntou ao doutor da lei: "Quem dos três foi o próximo daquele homem abatido?"

Ao narrar essa parábola, Jesus parece inverter a pergunta que lhe fizeram para "O que devemos fazer para sermos o próximo do outro?" Enfim, Jesus nos revela que o nosso próximo é aquele que encontramos em nossos caminhos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

domingo, 28 de agosto de 2011



Semana homenageará os 90 anos de nascimento de Paulo Freire

No período de 12 a 18 de setembro de 2011, a cidade do Crato, no Cariri cearense, sediará a I Semana Freiriana do Cariri. O evento é uma iniciativa da Escola de Políticas Públicas e Cidadania Ativa – EPUCA, com patrocínio do Banco do Nordeste, do Governo do Estado do Ceará e da Revista Nordeste VinteUm. Todas as atividades da Semana serão gratuitas, à exceção das Oficinas Pedagógicas.

Assim, serão realizadas três Rodas de Conversa sobre temas relacionados à Educação, tendo por base as contribuições teóricas e práticas de Paulo Freire e o pensamento de especialistas convidados. As Rodas de Conversa acontecerão no Salão de Atos da URCA (Campus Pimenta), e terão como palestrantes a educadora Fátima Freire Dowbor, filha de Paulo Freire, o educador mineiro Tião Rocha, do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento – CPCD, e o educador e pesquisador freiriano João Figueiredo, da Universidade Federal do Ceará.

Além disso, serão realizadas 14 Oficinas Pedagógicas dirigidas a professores/educadores das redes pública e privada de ensino do Cariri e demais interessados, com ênfase nas áreas de metodologia e didática do ensino e nas novas temáticas e abordagens da Educação.

Todas as Oficinas serão realizadas no horário de 8h00min as 12h00min e de 13h30min as 17h30min, na Universidade Regional do Cariri (Campus Pimenta), e terão duração de 16 horas (2 dias) cada. Isto significa que cada pessoa poderá participar de até três Oficinas. Os valores das inscrições, por pessoa, serão: R$ 40,00 para uma Oficina, R$ R$ 70,00 para duas Oficinas e R$ 90,00 para três Oficinas.

A agenda noturna da Semana terá também uma Mostra de Vídeo com a exibição de 4 vídeos sobre Paulo Freire (biografia, educação, inspirações e legado). Cada sessão de vídeo será seguida de diálogo com os presentes, mediado por estudiosos do pensamento e da obra de Paulo Freire. A Mostra de Vídeo terá lugar no Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva (antigo Cineteatro do Crato).

Durante toda a Semana, tanto a URCA quanto o Teatro Municipal servirão de palco para o Festival de Saberes, Sabores, Sons e Cores da Gente. Serão realizadas atividades artístico-culturais que evidenciem o jeito de ser e de viver de comunidades urbanas e rurais dos municípios do Cariri, através de suas tradições, sua culinária, sua música, seu artesanato e outras formas de expressão.

“Essa é uma dimensão da compreensão freiriana de Educação que precisa ser reconhecida, valorizada e fortalecida”, destaca Joelmir Pinho, diretor geral da EPUCA e membro da comissão organizadora do evento. A programação completa do Festival será divulgada em material específico, no início de setembro de 2011.

Serviço

I Semana Freiriana do Cariri, de 12 a 18 de setembro de 2011 | Crato - Cariri - Ceará.

Informações e inscrições

Rua Santos Dumont, 87C | Centro - Crato-CE.

Tavito está sendo sendo entrevistado e cantando suas canções novas e antigas.Ele diz com propriedade que em qualquer gênero musical existe qualidade, inclusive no Axé, sertaneja, gospel, etc,etc. O conceito de qualidade é que determina a segmentação.
"Eu gosto de uma música porque gosto!".
Afora o preconceito, acrescentou: só estoura nas paradas, o que de fato é verdadeiro!
Falou bem de Zé Rodrix, seu parceiro em "Casa de Campo" , e lembrou a interpretação feliz e competente da Elis.
Disse que Zé Rodrigues  deveria nos aompanhar , como perfume borrifado, de vez em quando, para um passeio na vida.Lembrou uma colocação do seu parceiro:
"Primeiro as pessoas, depois as canções, e por último o artista!"

Festa da Penha


Sétima noite de novena.

Praça apinhada de gente, do jeito de antigamente!
O espírito religioso unindo almas. Victor olhou pra mim e perguntou: mãe, porque você não é um pouco mais católica?
Sorri serena... E ele sabe o quanto tenho de religiosidade?
Só porque não gosto de música gospel, e não sou ligada na canção nova?
Conversamos sobre Santa Mônica e Santo Agostinho- mãe e filho! Veio à tona o processo de conversão. No caso, nossos papeis invertidos.
Cada um tem seu jeito de vivenciar o lado espiritual
Quando os altos me chamam,  respondo!
Voltamos antes da quermesse. Com certeza, outro  lado bom da festa.
Não procurei na multidão o passado da cidade. Olhei os rostos novos e outros atualizados. O Crato ainda efervescente, nos fogos de artifício, no colorido festivo. Voltei com gosto doce, no céu da boca.

Pérola da MPB

Rua Ramalhete

Tavito

Sem querer fui me lembrar
De uma rua e seus ramalhetes,
O amor anotado em bilhetes,
Daquelas tardes.
No muro do Sacré-Coeur,
De uniforme e olhar de rapina,
Nossos bailes no clube da esquina,
Quanta saudade!
Muito prazer, vamos dançar
Que eu vou falar no seu ouvido
Coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido,
Vamos deixar tudo rolar;
E o som dos Beatles na vitrola.
Será que algum dia eles vêm aí
Cantar as canções que a gente quer ouvir?
Composição: Tavito e Ney Azambuja

Agosto- Por LIana Melo



AGOSTO

A gosto, de quem?



O que sou quando a dor resolve passear de pés descalços em meu peito?

O que resta de mim quando o meu rosto é apenas sombra do teu no espelho do tempo?

O que cabe ainda aqui dentro além dessa saudade, inflando sem parar, ao mesmo tempo me fazendo parecer de chumbo?

O que esperam meus olhos tão rasos diante desse poço de lágrimas?

O que vem conferir à carne a fortaleza que a alma já não guarda?



Sou farrapo de gente estendido no chão da tristeza...

Sem respostas

Pensei encontrar em tuas gavetas a Fé; tantas caixas, tantas latinhas...mas todas vazias do que eu desejava

Tinhas que ter deixado de herança o que tinhas de sobra!

Não que ela me trouxesse coragem para ir, mas para suportar a dor de ficar...

Ainda parece um sonho na noite ruim do tempo

Ainda sangra e berra em silêncio o meu peito apertado

Naquele fim de tarde nascia em mim uma saudade

O sol se pondo atrás da Serra e ela,prometendo desabar, densa e triste,

em cada amanhecer dos meus dias...

No oasis Cariri sua Ausência parecia uma Miragem

Foi quando percebi em meu peito o Deserto.....

Liana Melo

É A VIDA ....- rosa guerrera




Aqui estamos nós.

Aí está você. Aqui estou eu .


A partir de agora retomamos o contato com a magia de fazer parte da raça humana., e é preciso viver a sintonia da vida e do universo, sabendo que a cada momento alegrias e lágrimas podem nos surpreender .

A chuva, o vento , as nuvens, os trovões, os primeiros raios de sol irão acontecer , e temos que fazer parte deste espetáculo
Não podemos parar ou retroceder o que fizemos ou sentimos ontem..
O importante é sabermos que fomos capazes de amar , de chorar , de sofrer .
E que cada momento de amor vivido , permaneça para sempre no nosso coração.
O hoje ainda é nosso , ( até quando ... não sabemos ) e precisamos vive-lo dentro dessa sintonia de vida que o universo nos oferece.

BAMBINA E DUDU - por Rosa Guerrera



Relendo hoje o trecho que publico abaixo , digo de coração que em meio a tantos problemas que o cotidiano nos oferece ,eu possuo na minha casa essas duas grandes amiguinhas que compartilham com carinho das minhas alegrias e das minhas tristezas :
BAMBINA E DUDU !

ANJOS CANINOS

Existem pessoas que não gostam de cães.
Elas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas.
Ou, se tiveram, nunca olharam dentro dos olhos dele para perceber quem estava ali.
Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor.
Quem mais dá amor incondicional; amizade, sem pedir nada em troca;
afeição, sem esperar retorno; proteção, sem ganhar nada, e fidelidade 24 horas por dia?
Ah, não me venham com essa de que nossos pais fazem isso,
porque os pais são humanos, se irritam, se afastam...
Um cão nunca se afasta, mesmo quando agredido
vem cabisbaixo pedindo desculpas por algo que talvez nem tenha feito, lambendo nossas mãos, suplicando perdão.
Alguns anjos não possuem asas,
possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar aflito e carente.
Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros - aqueles com asas -e se dedicam aos seus humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se.
Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!

Inesquecível!


Parabéns, Antonio Sávio Nunes !


PRAZERES

(Sávio Nuves)

E o que restam desses risos amargos
Desses goles, desses tragos, dessa noite fulgás
O que restam de tantos os passos
Se a maiorias deles foram dados para trás

O que resta da beleza, desta vil sensação
Desta mentira, dessa vil utopia
De embreagar-se de uma pequenez doentia
E depois sentir as dores de um gigante malsão

O que resta, porque fazemos, a que troco?
A tais perguntas não queremos responder
Mas a verdade é certa e sofrem os loucos

Que temem as profundezas do teu saber
Assim cala a voz deste brado rouco
Que louco morrerá tentando a vida entender.

http://poesiaquemdiria.blogspot.com/

Cogito ergo Sun" - Por : João Nicodemos




COGITO ERGO SUN"
PENSO, LOGO...
SOU.


se penso que sou,
sou,
se não penso,
não sou...


(se)
penso Bem
penso sem amarras
dez amarras desamarram...


penso AMAR
dez armas
se desarmam


pense também!
pense Bem!!


De João Nicodemos : arte e poema

HERMES FONTES - Norma Hauer



Foi no dia 28 de agosto de 1888 que nasceu, na cidade de Buquim, no estado de Sergipe, Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo, que adotou o nome artístico de HERMES FONTES.
Também com aquele nome...hoje ninguém saberia de quem se trata.
Foi mais poeta que compositor, mas deixou uma obra sempre lembrada por nossos trovadores e pelo povo de Paquetá.
Sua primeira música gravada teve o nome de “Constelações”, e, sem sair do firmamento, ele “criou”, em parceria com Freire Júnior, um

LUAR DE PAQUETÁ

Nestas noites olorosas
Quando o mar, desfeito em rosas,
Se desfolha à lua cheia
Lembra a ilha um ninho oculto
Onde o amor celebra em culto
Todo encanto que o rodeia
Nos canteiros ondulantes
As nereidas incessantes
Abrem lírios ao luar
A água em prece borborinha
E em redor da capelinha
vai rezando o verbo amar.

Jardim de afetos
Pombal de amores
Humildes tetos
De pescadores
Se a lua brilha
Que bem nos dá
Amar na ilha
de Paquetá

Pensamento de quem ama,
Hóstia azul, fervendo em chama,
Entre lábios separados...
Pensamento de quem ama
Leva o meu radiograma
Ao jardim dos namorados
Onde é esse paraíso
O caminho que idealizo
Na ascensão para esse altar
Paquetá é um céu profundo
Que começa neste mundo
Mas não sabe onde acabar...


Essa canção foi gravada pela primeira vez, ainda nos anos 20, por um cantor que ficou conhecido como Baiano. Este ficou marcado como aquele que gravou o primeiro samba: ”Pelo Telefone”.
Anos mais tarde, Dircinha Batista e Déo, gravaram essa música com um erro logo no primeiro verso: ao invés de “olorosas”, que vem de olor, perfume, cantaram “dolorosas”, que nada tem a ver com o tema. Basta ver a letra.

HERMES FONTES, como outros seis artistas de nossa música, pôs fim a sua vida. Escolheu o dia de Natal, no ano de 1930.
Tinha apenas 42 anos.
Agradeço todos os mimos recebidos. Quase que estragam a menina que perdura em mim!
- A festa  continua."Somos todos iguais", neste domingo de luz!

Abraços da alma!

Agostinho de Hipona



Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), dito de Hipona, conhecido como Santo Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo e é um Padre latino e Doutor da Igreja Católica.

Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Em seus primeiros anos, Agostinho foi fortemente influenciado pelo maniqueísmo e pelo neoplatonismo de Plotino, mas depois de tornar-se cristão (387), ele desenvolveu a sua própria abordagem sobre filosofia e teologia e uma variedade de métodos e perspectivas diferentes. Ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e, quando o Império Romano do Ocidente começou a se desintegrar, desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (em um livro de mesmo nome), distinta da cidade material do homem. Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A Igreja se identificou com o conceito de "Cidade de Deus" de Agostinho, e também a comunidade que era devota de Deus.

Na Igreja Católica, e na Igreja Anglicana, é considerado um santo, e um importante Doutor da Igreja, e o patrono da ordem religiosa agostinha. Muitos protestantes, especialmente calvinistas, o consideram como um dos pais teólogos da Reforma Protestante ensinando a salvação e a graça divina.

Na Igreja Ortodoxa Oriental ele é louvado, e seu dia festivo é celebrado em 15 de junho, apesar de uma minoria ser da opinião que ele é um herege, principalmente por causa de suas mensagens sobre o que se tornou conhecido como a cláusula filioque Entre os ortodoxos é chamado de "Agostinho Abençoado", ou "Santo Agostinho o Abençoado".
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