por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 3 de julho de 2011

Wilson Batista e Noel - por Norma Hauer


WILSON BAPTISTA,sambista, compositor, nasceu a 3 de julho de 1913.

Sua passagem por nossa musica foi de grande importância e uma polêmica com Noel Rosa, fez nascer composições marcantes dos dois.

Wilson, quando compôs "Lenço no Pescoço", gravado por Sílvio Caldas, não imaginaria que ali teria início uma polêmica porque Noel implicou com a exaltação ao malandro, contrariamente ao que ele mesmo fazia.
Em "Lenço no Pescoço" Wilson começava assim:

"Meu chapéu de lado,
Tamanco arrastando,
Lenço no pescoço
Navalha no bolso.
Eu passo gingando,
Provoco desafio,
Eu tenho orgulho
Em ser tão vadio."

Que fez Noel? Compôs "Rapaz Folgado", começando assim:

"Deixa de arrastar o teu tamanco,
Pois tamanco nunca foi sandália
Tira do pescoço o lenço branco
Compra sapato e gravata...
Joga fora essa navalha,
que te atrapalha que te atrapalha..."

E Wilson respondeu com "Mocinho da Vila"

"Você que é mocinho da Vila
Fala muito em violão
Barracão e outras coisas mais
Se não quiser perder o nome
Cuide de seu microfone
E deixe quem é malandro em paz..."

Noel não deu grande importância a esse samba, até que, anos depois, compôs "Feitiço da Vila", gravação original de João Petra de Barros. Foi aí que Wilson voltou ao "combate" e compôs "Conversa Fiada", que dizia:
"É conversa fiada
Dizerem que o samba
Na Vila tem feitiço
Eu fui ver para crer
E não vi nada disso."

Esse mexeu com Noel que, em resposta, compôs um de seus maiores sucessos:"Palpite Infeliz"
"Quem é você que não sabe o que diz
Meu Deus do céu, que palpite infeliz.
Salve Esiácio, Salgueiro e Mangueira,
Oswaldo Cruz e Matriz..."

Só que, respondendo a “Palpite Infeliz” Wilson compôs algo ofensivo, em relação ao defeito de Noel.
Trata-se de “Frankenstein do Samba”.
Aí foi algo ofensivo e Noel não respondeu.
Diziam, aqueles que os conheceram (Sílvio Caldas, por exemplo) que depois se tornaram amigos.
Pergunto, depois quando?
Noel faleceu nessa época.
Wilson continuou como grande compositor. Quero mencionar aqui "O Bonde São Januário" , feito em parceria com Ataulfo Alves e "Pertinho do Céu", parceria com Roberto Martins.

PERTINHO DO CÉU

"Eu moro no morro que não tem batucada
Não tem barracão, mas tem rua bem calçada.
O clima é bom,
O lugar é uma beleza.
Eu moro no Morro de Santa Teresa.

Não tem pandeiro,
Nem camisa de malandro
Não tem cabrocha faceira
De tamanco na ladeira.
Mas tem morenas e louras
Que são o nosso troféu.
Quem mora em Santa Teresa
Está pertinho do céu."

Esse samba foi gravado por Gilberto Alves.
Roberto Martins disse-me que se inspirou para escrevê-lo em uma tarde em que foi com Nássara ao Corcovado e quando o trenzinho parou (naquela época parava) na estação do Silvestre, viu o bairro de Santa Teresa e disse ao Nássara que ali era um morro diferente e que daria samba.
Mas seu parceiro no smba foi Wilson Batista.

Wilson Batista faleceu em 7 de julho de 1977, três dias depois de completar 64 anos.
Norma Hauer

A poesia de Lupeu lacerda !






O coração é um móvel estranho que

não cabe na sala

Que se esconde

no peito

Que não posso pegar

na minha mão

Nem polir com uma

flanela amarela

Mas é ele quem dita meu

poema

E que manda minha mão

escrever

Minha derradeira carta

De amor

Por Lupeu Lacerda






E nem vem dizer
Que o tempo é fechadura sem chave
Porque chove
E quando chove tudo fica triste, ou então
alegre.
E quando alegre, tudo o mais vira traste, porque chove, porque molha
E quando molha é sempre mais difícil
engolir
Um discurso fleuma, flácido, porque triste
E nem vem dizer
Que o imortal amor morre de parto
Porque parto
E quando parto, ou partem, fica tudo em pedacinhos
Como docinhos, azedinhos, porque amores, porque partidos
E quando partidos, tudo fica indivisível, porque chove
E a chave
Perdeu-se entre os trastes, das fechaduras tristes
Postado por lupeu lacerda às 9:23 PM 0 comentários
de vez em quando acerto numa foto
e fica umas paradas bacanas.
estando afim, dá uma olhada:

http://www.fotosdelupeu.blogspot.com/

Franz Kafka



Franz Kafka (Praga, 3 de julho de 1883 — Klosterneuburg, 3 de junho de 1924) foi um dos maiores escritores de ficção da língua alemã do século XX. Kafka nasceu numa família de classe média judia em Praga, Áustria-Hungria (atual República Checa). O corpo de obras suas escritas— a maioria incompleta e publicadas postumamente — destaca-se entre as mais influentes da literatura ocidental.

Seu estilo literário presente em obras como a novela A Metamorfose (1915) e romances incluindo O Processo (1925) e O Castelo (1926) retrata indivíduos preocupados em um pesadelo de um mundo impessoal e burocrático.

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sábado, 2 de julho de 2011

Biscoito de canela




Ingredientes:

2 ovos
200 g de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de maisena
1 colher (sopa) de adoçante tipo granular
2 colheres (sopa) de margarina light
2 colheres (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de canela
Margarina light e farinha de trigo o quanto baste para untar

Modo de preparo:

Coloque todos os ingredientes num recipiente e misture até obter uma massa lisa e uniforme. Embrulhe a massa em filme plástico e deixe descansar cerca de 30 minutos. Corte a massa em 4 porções e faça um bastão com cada porção, corte os bastões, com uma faca afiada, em rodelas (cerca de 15 g cada) e faça 2 ligeiros cortes sobre cada bolacha. Ligue o forno em temperatura média (180 graus), unte uma assadeira com margarina light e farinha de trigo.

Distribua as bolachas, deixando um espaço entre elas. Leve ao forno pré-aquecido e deixe assar por cerca de 20 minutos ou até que comecem a dourar. Retire as bolachas do forno, espere esfriar e sirva a seguir.

Calorias: 36 por unidade

Receita cedida pelo site Rudge SBC


Por Altina Siebra





Fico feliz em ver esta grande safra de poetas, cronitas, escritores, compositores e músicos do nosso Cratinho e região do Cariri. É uma prova inconteste de que continuamos sendo e tendo um celeiro cultural muito forte com tanta gente iluminada.
Gostaria de estar presente aos lançamentos dos livros infantil de José Flávio e dos colaboradores do Azul Sonhado, no entanto pretendo adquirí-los. Se houver possibilidade, darei um pulinho por aí no final da exposição. Só me informem onde procurá-los.
Sucessos, felicidades e parabéns a todos os artistas do meu rincão amado.
Abraços!

Tininha


CONVITE... Inauguração e Exposição...

O HOTEL ENCOSTA DA SERRA convida para a inauguração do SALÃO IRMÃOS ANICETO e EXPOSIÇÃO DE QUADROS DECORATIVOS, Artes & fotografias de: Pachelly Jamacaru. Esta brilhante iniciativa, faz parte de uma nova visão da atual administração do hotel, onde os valores culturais em seus diversos segmentos são reconhecidos e valorizados.

Data: 08 de Julho/2011
Local: HOTEL ENCOSTA DA SERRA
Av. Pedro Felício Cavalcante - Caminho do Clube Recreativo Grangeiro
Horário: 19hs

Presença dos Irmãos Aniceto
Exposição de Quadros Decorativos, Pachelly Jamacaru.

Repassando...



A lei do estacionamento em Shoppings, já está vigorando.
'Lei Gratuidade de Estacionamento' - Lei Estadual nº 1209/2004.
A caixa sabe, porém, só faz se vc pedir.
É necessário que o valor da compra no shopping onde vc estacionou seja 10 vezes maior que o valor do estacionamento.
Exemplo:
Se o valor do estacionamento é de R$3,00 e vc gastou R$ 30,00 no shopping, com qualquer coisa, alimentação, roupa, ...
Peça o cupom fiscal e apresente ao caixa do estacionamento.
Eles terão que carimbar e validar o ticket, sem você precisar gastar nada mais.



Continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores.
Zélia Gattai

Zélia Gattai



Zélia Gattai Amado (São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008) foi uma escritora, fotógrafa e memorialista (como ela mesma preferia denominar-se) brasileira, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinquenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.

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Nostradamus



Michel de Nostredame ou Miquèl de Nostradama, mais conhecido sob o nome de Nostradamus (Saint-Rémy-de-Provence, 14 de dezembro de 1503 ou 21 de dezembro de 1503 — Salon-de-Provence, 2 de julho de 1566), foi um apotecário e médico da Renascença que praticava a alquimia (como muitos dos médicos do século XVI). Ficou famoso por sua suposta capacidade de vidência. Sua obra mais famosa, As Profecias, é composta de versos agrupados em quatro linhas (quatrains), organizados em blocos de cem (centuries); algumas pessoas acreditam que estes versos contém previsões codificadas do futuro.

Sofria de epilepsia psíquica, de gota e de insuficiência cardíaca. Morreu em 2 de julho de 1566 em Salon-de-Provence, vítima de um edema cárdio-pulmonar.

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Ernest Hemingway



Ernest Miller Hemingway (Oak Park, 21 de Julho 1899 — Ketchum, 2 de Julho 1961) foi um escritor norte-americano.

Trabalhou como correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola e a experiência inspirou uma de suas maiores obras, Por Quem os Sinos Dobram. Ao fim da Segunda Guerra Mundial se instalou em Cuba.

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Lançamento de Livro - Show


LANÇAMENTO DE LIVRO INFANTIL




Estaremos lançando, na próxima Quinta-Feira, dia 07 de Julho , no Cine Teatro Moderno, aqui em Crato, o livro : "O Mistério das 13 Portas no Castelo Encantado da Ponte Fantástica" de J. Flávio Vieira e Ilustrações de Reginaldo Farias. O livro engenhosamente faz uma tessitura dos mitos caririenses e acompanha um CD com 15 Músicas e um Audio-Livro com a narração da história. O Projeto foi vencedor do I Prêmio Rachel de Queiroz da SECULT. No evento teremos um Show com a presença de vários músicos e compositores cearenses que participaram do Projeto : Luiz Carlos Salatiel, Lifanco, Ibbertson Nobre, Luiz Fidelis, Pachelly Jamacaru, Amélia Coelho, Ulisses Germano, Zé Nilton Figueiredo, João do Crato, Leninha Linard, Abidoral Jamacaru e muitos outros.

Dia- 07/07/2011 (Quinta)
Local- Cine Teatro Moderno ( Crato)
Hora- 19 H
Entrada Franca

Todos Lá !

Apoio : Secult, Governo do Ceará, Urca, Geo Park, Secretaria de Cultura do Crato, Unimed Cariri, OCA

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gilberto Gil em Juazeiro do Norte - Emerson Monteiro

E outra vastidão de planícies oferece o tabuleiro das saudades vivas em forma de sinais acesos por dentro do peito. As portas do céu se abriram de par em par apresentando a cara dos milhões de pontos de luz que mergulharam as poças dos sabores. Frutos, flores, dores, tantos valores que as marcas do tempo fixaram quais riscos de tatuagem colorida no teto das cores, no vento que insistiu percorrer de frio morno os mesmos caminhos de si mesmo do compositor.

Houve novas alternativas de reviver e percorrera os caminhos andados, repetidos feitos de ardorosos cavaleiros dadivosos de amores e sonhos. Quantos amores extintos e nascidos outras vezes entre árvores de jardins eternos, paisagens fiel da solidão que sobrou.

Acordes e fiapos de bênçãos a percorrer o espaço azul do firmamento deram, pois, o tom das melodias. Enquanto desfilavam fantasiosos artistas de outras cenas por sobre a pele ressequida do eterno Cariri.

No palco, os músicos e seus acordes zoadeiros. O menestrel sacoleja as bases do público entregue às guitarradas que ele no passado trouxera à música popular brasileira. Gilberto Gil em Juazeiro do Norte na noite do dia final de junho de 2011 e seus retados baiões de Luiz Gonzaga, retorno aos cursos da história de quando o sertão sobrevivia só das esperanças de chuvas e poucos andavam aqui que não fosse à procura de inspiração às avessas. Poucas passagens desta fase do poeta cantor tropicalista vieram, no entanto. Ritmos, ritmos em profusão, com esmerados profissionais dos instrumentos. Isso bem no território dos romeiros, agora na fase dos melhoramento da parte do governo. O espetáculo aconteceu e agradou, porquanto a alegria envolveu todos. Festa mil das dimensões elevadas do som eletrônico de agora, força elétrica que preenche e sufoca sem deixar margem repouso ao silêncio intermediário, mania dos tempos atuais, cheio de tantas manias eletrônicas possantes.

Buscar no ele de hoje o Gil dos anos 60, tarefa quase impossível de obter sucesso. Aquele de antes, político, revolucionário, resistente, nem ele saberá dizer que mundos ou estrelas habita nos dias que chegaram no ido das suas 70 primaveras. Porém vital, coerente da própria maestria. Feliz de se saber cantado, lembrado das multidões que dançam fácil as suas composições de variação e riqueza criativa.
Mas, é isso, trazia pouca novidade posterior ao período em que ocupou o Ministério da Cultura, talvez até na época da adaptação profissional doutro momento.

Ícone, portanto, de um povo, Gilberto Gil canta no trecho intermediário do Norte ao Sul, neste Brasil de luminosidade sonora e praças abertas aos fulgores do artista popular consagrado.


""O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem" - Guimarães Rosa

VIOLETA CAVALCANTI - por Norma Hauer


Ela nasceu em 1° de julho de 1923 em Manaus, Amazonas, vindo para o Rio, com sua família, aos dez anos.

Aqui freqüentou a Escola Paraná, em Madureira, sendo convocada por Villaa Lobos para cantar no coral organizado por ele, integrado por crianças das escolas públicas do Rio de Janeiro
. Apresentou-se no Teatro Municipal com o coral das escolas públicas como solista no "Canto do Pajé", música muito apresentada nas escola públicas nos anos 30 e 40, sendo sempre apresentada nas festividades realizadas no campo do Vasco da Gama, no tempo de Getúlio Vargas,

Em 1940, com apenas 14 anos, participou do programa de calouros de Ary Barroso onde se apresentou cantando "O samba e o tango", um sucesso de Carmen Miranda, cantora de quem era fã. A interpretação impecável, sem imitar Carmen Miranda, lhe garantiu o primeiro prêmio nessa apresentação, sendo que Ari Barroso desconfiou que ela já era uma profissional, quando não passava de uma menina cantando no rádio pela primeira vez.

Trabalhou nas Rádios Tupi, Educadora e Ipanema, onde assinou seu primeiro contrato, consagrando-se principalmente pela interpretação original de "Camisa listrada", outro sucesso de Carmen, de autoria de Assis Valente.

Gravou o primeiro disco em 1940, com as marchas "Vou sair de Pai João", de J. Cascata e Leonel Azevedo e "Pulo do gato", de J. Cascata e Correia da Silva,
Em 1941, assinou contrato com a Rádio Nacional onde permaneceu por 16 anos.
Em 1942, gravou o frevo canção "O coelho sai", de Nelson Ferreira e Ziul Matos e a valsa frevo "Vovô, vovó, eu e você", de Nelson Ferreira.
Daí para diante fez bastante sucesso gravando , principalmente, sambas e marchas.
Em 1957 casou-se e abandonou a carreira, voltando à atividade 20 anosa depois, em 1977, fazendo parte do “show” “Seis e Meia”, no Teatro João Caetano, convidada por Albino Pinheiro

Em 1988 , ao lado de Nora Rei, Rosita Gonzáles, Zezé Gonzaga,Camélia Alves Ellen de Lima e Ademilde Fonseca formou o grupo “Cantoras do Rádio” .
O conjunto que se apresentava com esse nome (As “Cantoras do Rádio”) tomou parte em espetáculos em vários teatros aqui no Rio e em outros estados.

“Nós somos as cantoras do rádio,
Levamos a vida a cantar
De noite, embalamos teu sono
De manhã nós vamos te acordar...”

Com as mortes de Nora Nei e Rosita Gonzáles e o afastamento de Zezé Gonzaga, também já falecida, o conjunto continuou se apresentando esporadicamente, e em 2001, com o ingresso de Carminha Mascarenhas as “Cantoras do Rádio “, com roteiro de Ricardo Cravo Albin, apresentou o espetáculo “Estão Voltando as Flores”, no Teatro-Café Arena, de Copacabana..

Hoje, Violeta Cavalcanti, completando 88 anos, está afastada do meio artístico, recolhida por motivo de doença.
Cumprimentando-a por seu aniversário, fazemos votos pelo seu restabelecimento. 

Norma

Pensamento para o Dia 01/07/2011


“A fé é como um vulcão em atividade. Dúvidas são como sementes. Nenhuma semente brotará em um vulcão ativo. Se suas dúvidas estão se multiplicando, significa que sua fé é fraca e instável, semelhante a um vulcão extinto. Onde há dúvidas, não pode haver fé. Suas dúvidas surgem ou desaparecem por causa de seu karma (ação) passado. Se sua fé é forte, nenhuma dúvida surgirá. Para realizar a Divindade, primeiro você deve se livrar de todas as suas dúvidas. De tempos em tempos, Deus sujeita você a vários testes. Esses não se destinam a puni-lo como você pode imaginar, mas para fortalecer a sua fé. Lembre-se sempre que o Divino age como testemunha. O Divino mostra o caminho para a auto-realização.”
Sathya Sai Baba
Creio que a opinião política de um homem é o próprio homem.

George Sand

Por Lupeu Lacerda


Aqui, agora, o agora perde
a importância.
O frio sobra. Sabre.
Frio como se nada mais frio.
Ninguém se conhece.
Todo mundo procura sua cara
no espelho do outro.
O outro se esborracha no chão
pra não parecer.
Não ser.
Nem ser.

Albertinho Fortuna


Música da minha infância...


Silencio
(Carlos Gardel / Horacio Petrossi / Música De - Alfredo Le Pera)

Silencio na noite...! Já está tudo em calma,
Os músculos dormem... A ambição descansa,
Embalando um berço, uma mãe canta,
Um canto querido, que chega a minh'alma,
Porque neste berço, está sua esperança.

Eram cinco irmãos...
Ela era uma santa,
Eram cinco beijos, todas as manhãs,
Que ela recebia em teu rosto amigo,
Esta mãe querida,
Eram cinco filhos que lhe adoravam !

Silencio na noite...! Já está tudo em calma,
Os músculos dormem... A ambição descansa,
Um clarim se ouve... Periga a Pátria !
E nos campos de guerra, os homens se matam,
Cobrindo de sangue, os campos de França.

Silencio na noite...! Já está tudo em calma,
Os músculos dormem... A ambição descansa,
Tudo já passado... Renascem as plantas,
Um hino vida, os arados cantam,
E a velhinha, de cabelos brancos,
Ficou tão sozinha, com cinco medalhas,
Que por cinco heróis, premiou a Pátria.

Silencio na noite...! Já está tudo em calma,
Os músculos dormem... A ambição descansa,
Um coro distante, de mulheres que cantam,
Embalam seus berços, com novas esperanças,
Silencio na noite!... Silencio nas almas !......

Marlon Brando



Marlon Brando Jr. (Omaha, 3 de abril de 1924 — Los Angeles, 1 de julho de 2004) foi um ator estadunidense, considerado um dos maiores atores de língua inglesa de todos os tempos, adepto do estilo realista de interpretação conhecido como Método Stanislavski.

Robert Mitchum



Robert Charles Durman Mitchum (6 de agosto de 1917, Bridgeport, Connecticut — 1 de julho de 1997, Santa Bárbara, Califórnia) foi um ator estado-unidense. É considerado pelos críticos como um dos melhores atores da época dourada de Hollywood, amplamente lembrado por seus papéis em várias obras importantes do estilo de filme noir, e é considerado um precursor do anti-heróis no cinema predominante durante os anos 1950 e 1960.

Tony Ramos


Antônio de Carvalho Barbosa, (Arapongas, Paraná, 25 de agosto de 1948), mais conhecido como Tony Ramos, é um ator, poeta e diretor brasileiro.

Alceu Valença



Alceu Paiva Valença (São Bento do Una, 1 de julho de 1946) é um cantor e compositor brasileiro. Seu disco de estreia foi gravado em parceria com Geraldo Azevedo.

Nasceu no interior de Pernambuco, nos limites do sertão com o agreste. Influenciado pelos maracatus, cocos e repentes de viola, Alceu conseguiu utilizar a guitarra com baixo elétrico e, mais tarde, com o sintetizador eletrônico nas suas canções.

Leslie Caron



Leslie Claire Margaret Caron (Boulogne-Billancourt, Hauts-de-Seine, 1 de julho de 1931), mais conhecida como Leslie Caron, é uma atriz francesa. É mais reconhecida por ter atuado em vários musicais da década de 1950.

Amália Rodrigues



Amália da Piedade Rodrigues (Lisboa, 1 de Julho de 1920 — Lisboa, 6 de Outubro de 1999) foi uma fadista, cantora e actriz portuguesa, considerada o exemplo máximo do fado, comummente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.

George Sand



Amandine-Aurore-Lucile Dupin, baronesa de Dudevant, mais conhecida como George Sand, (Paris, 1 de Julho de 1804 — Nohant, 8 de Junho de 1876) foi uma aclamada escritora francesa considerada feminista pela crítica mundial.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

As Contradições Nacionais: Os Casos da Antropologia e da Saúde Pública - José do Vale Pinheiro Feitosa

Se alguém anunciar que existe uma ironia no fato de que a Antropologia seja a ciência do outro e que foi em quase toda parte fundada por estrangeiros, talvez não seja ironia, seja o espelho do nascimento da Antropologia. Como a Medicina Tropical, uma ciência forjada na expansão colonial, especialmente da Pax Brittanica. Aqui no Brasil a antropologia praticamente nasceu com Curt Nimuendaju estudando os povos indígenas por certo que o espaço das florestas era aquele propício a toda expansão, especialmente de exploração de minerais e áreas de fronteiras para a produção agrícola.

Queiramos ou não a força da Antropologia brasileira nasceu nos estudos dos povos originais das Américas. E os povos nativos não eram traduzidos em como eles se pensavam, mas como o exótico extraído da visão do outro (o estrangeiro). O famoso mapa etnológico de Curt Nimuendaju tem vastos traços de fronteira mais significativos dos vários grupos de pesquisadores e seus interesses do que propriamente dos povos estudados. O mapa continua uma referência, mas é preciso considerar tal coisa. Igualmente é assim para os estudos sobre o negro no Brasil, fundado por Nina Rodrigues que guardava o traço do outro estudado pelo “estrangeiro”.

O importante é que a antropologia e a saúde pública brasileira migraram de um “projeto” de fora para um por dentro de um projeto nacional. Entre os anos 30 e 40 a antropologia se encontra fortemente marcada pela chegada do império americano com o seu cinema sonorizado e os falares em inglês e claro da literatura nesta língua. Nos anos 50, o projeto nacional se consolidava em desenvolvimento e a antropologia andou junto com a institucionalização das ciências sociais.

A presença na USP de Lévi-Strauss e Roger Bastide não marca um momento francês absoluto da nossa antropologia. O primeiro logo após a guerra se aproxima intelectualmente dos EUA e este país, assim como fez com a saúde pública passa a ter enorme influência na formação de antropólogos brasileiros em momentos de forte influência, ora da Universidade de Chicago (Donald Pierson), noutra Colúmbia e depois Harvard. A formação do Museu Nacional no Rio de Janeiro e dos centros da USP, igualmente aconteceu com a saúde pública, com a Escola de Higiene e até mesmo a FIOCRUZ, além do Instituto Evandro Chagas, políticas e programas de controle e erradicação de doenças, são territórios de estrangeiros no mesmo ímpeto expansivo da produção industrial de produtos de base científica. Isso quer dizer: é preciso limpar a área de expansão do capital e vender as conquistas da ciência para os nativos.

No caso da Saúde Pública, logo após o momento Oswaldo Cruz, ligado ao Pasteur, tudo o mais anda tocado pela Fundação Rockfeller e a Universidade mantida por ela: John Hopkins. O mais emblemático desta interferência estrangeira no país dos anos 30 a 50 é que equipes inteiras vieram e tomaram conta de territórios completos. O nordeste destes anos ficou pelas mãos de pesquisadores americanos no controle da Febre Amarela. Os antropológicos que estudam as nossas manifestações subjetivas devem lembrar-se do Papa Figo, um mito dos sertões decorrente do hábito dos “vigilantes” da Fundação Rockfeller em coletar amostras de fígado com um necrótomo em mortos dos sertões.

Tudo muda com o tempo. E como na dialética hegeliana o movimento de mudança é um jogo de contradições entre opostos em luta. O simples surgimento de um projeto nacional a partir da revolução de 30, que leva o país a instituir idéias e estruturas para operação delas sobre o que é o interesse nacional e o que é a manifestação do brasileiro, não interpretada pelo projeto de outros povos.

Devemos tomar muito cuidado para identificar as partes em contradição. Não negar a contradição, pelo contrário interpretá-la corretamente. Duas Conferências Nacionais de Saúde têm um poder de formulação seminais para o que ocorre no Brasil de hoje. A Terceira Conferência Nacional de Saúde, realizada no final do ano de 1963 assenta as bases para uma política nacional independente e sobre a égide do interesses da população brasileira. A Oitava Conferência, realizada em 1986 no momento da redemocratização do país, retoma as bases da Terceira, como o caso da municipalização, mas comente o erro de privatizar os serviços de saúde e abdicando de um programa de estatização da fabricação de insumos, inclusive com poder regulador do mercado. Deixar que o mercado resolvesse é resolver-se pela atividade meramente mercantil ao invés da racionalidade técnico-científica e pelo discernimento político de uma base social sustentada sobre direitos universais. Direitos universais que sob operação de disputas mercantis se tornam o deserto de iniqüidades.

A outra contradição histórica, salvo melhor juízo, é a famosa disputa entre Darcy Ribeiro e Roberto Da Matta na Revista Civilização Brasileira no final dos anos 70. O conteúdo é vasto e interessante e se encontra disponível até hoje nas páginas da revista. Não vem ao caso sua repetição. Mas contemplar a contradição refletida entre o momento do “projeto de fora” e o “projeto de dentro”. Darcy Ribeiro vinha da Fundação da Universidade de Brasília, de um governo derrotado por um golpe militar que pretendia Reformas de Base que alargariam a base econômica da sociedade brasileira. Roberto Da Matta ficara no ambiente aceito da academia olhando para fora. Diversificando o objeto político da antropologia em compartilha com um “universo” dominador de um agente ditador de parâmetros, conteúdos e interesses.

A contradição entre a força de “fora” e a expressão da força de “dentro” continua a ser objeto do interesse de quem encontrar disposição para tal.

Os bancos e a ética, segundo Camdessus - Mauro Santayana

Repetiram-se, ontem, na praça Sintagma, em Atenas, os protestos da população grega contra as medidas econômicas exigidas pelos governos europeus. Elas tornarão ainda mais insuportável a sua vida, com o desemprego, a aflição e a miséria. O parlamento as adotou para que os bancos recebam novos empréstimos e, com eles, paguem suas dívidas internacionais. Também ontem, El Pais divulgava declarações significativas de Michel Camdessus, que foi diretor geral do FMI durante 13 anos (de 1987 a 2000). O economista francês resumiu a crise atual “à falta de ética na atuação das grandes instituições financeiras internacionais”. A ânsia do lucro a qualquer custo – falou quem conhece as entranhas do sistema – levou ao abandono de todas as cautelas morais, além de nítidos procedimentos criminosos.

Camdessus sugere mudança revolucionária na atuação do Fundo Monetário Internacional. Propõe, de saída, que os Estados Unidos e a Europa percam o poder de veto de que dispõem na direção colegiada do organismo. E defende maior presença e efetiva decisão aos países emergentes, como são os Bric. Voltamos, assim, ao senso comum: os estados e suas instituições devem estar a serviço dos cidadãos, dos indivíduos, e não se submeterem aos interesses dos ricos e poderosos. A moeda é a expressão da soberania dos povos, mediante os governos, e não instrumento restrito ao uso e abuso dos banqueiros.

O mundo dá voltas, mas o bom senso é o mesmo. Seria interessante voltar ao início da Revolução Burguesa, ou seja, do movimento intelectual, político e insurrecional do século 18, a fim de recuperar o melhor de suas idéias e projetos. Em termos históricos, esse processo continua em andamento, e há tempo de corrigir seus desvios e prosseguir.

Um dos primeiros pensadores modernos a associar a indagação filosófica às questões sociais, Hegel, toca nas glândulas da injustiça, em um de seus textos juvenis (que, nele e em outros autores, costumam ser os mais limpos e significativos). Em seus Escritos Teológicos da Juventude, Hegel tem uma passagem, ao mesmo tempo evocativa e profética, que transcrevo, valendo-me da citação que dele faz Marcuse, em Reason and Revolution:

Em Atenas e em Roma, guerras vitoriosas, o acréscimo das riquezas e a descoberta do luxo e de diversas comodidades, fizeram nascer uma aristocracia militar e financeira que destruiu a República e acarretou a perda completa da liberdade política.

O leitor, naturalmente poderá trocar os dois impérios antigos, o ateniense e o romano, pelo grande império contemporâneo, o dos Estados Unidos, e a análise será a mesma. Já em 1797, Hegel faz outra constatação, que mostra a forte contradição interna do Iluminismo, ao apontar que a “segurança da propriedade é o eixo em torno do qual gira toda a legislação moderna”. Os legisladores não se preocupam, assim com os homens e sua felicidade.

No passado, o saqueio colonial era garantido pela violência militar e pela hipocrisia das missões religiosas. Hoje, basta a ação dos grandes banqueiros, assegurada pelo poder bélico e diplomático dos governos que eles mesmos criam e controlam.

Deixemos os páramos da inteligência em que se moviam os filósofos da teoria política, de Aristóteles a Hegel, e fiquemos no pragmatismo de Camdessus: é hora de colocar coleiras e mordaças nos banqueiros, a fim de lhes reduzir o apetite feroz de lucros imorais, e restaurar o mínimo de decência ao sistema financeiro. O melhor mesmo seria destruir todo o sistema e colocar sob o controle direto dos cidadãos, mediante instituições novas, o senhorio sobre a moeda e as operações bancárias. Para isso é preciso que os cidadãos desalojem dos Estados os que nele se encontram a serviço do dinheiro.

Uma reflexão final sobre os que deveriam ser julgados como criminosos contra a Humanidade pelo Tribunal de Haia. Talvez fosse melhor que, em lugar de Kadafi, cuja prisão foi decretada, ali estivessem os banqueiros de Wall Street e os que mandam matar civis no Iraque e no Afeganistão e torturar em Guantánamo.

por socorro moreira


enquanto falo da vida,
e vejo que tudo passa
também sinto o retornar
do muito que a vida traga
traças não corroem
o véu da minha cara
formigas não bicam
o doce da minha taça.

Lançamento de Livro - Show

LANÇAMENTO DE LIVRO INFANTIL




Estaremos lançando, na próxima Quinta-Feira, dia 07 de Julho , no Cine Teatro Moderno, aqui em Crato, o livro : "O Mistério das 13 Portas no Castelo Encantado
da Ponte Fantástica" de J. Flávio Vieira e Ilustrações de Reginaldo Farias. O livro engenhosamente faz uma tessitura dos mitos caririenses e acompanha um CD com 15 Músicas e um Audio-Livro com a narração da história. O Projeto foi vencedor do I Prêmio Rachel de Queiroz da SECULT. No evento teremos um Show com a presença de vários músicos e compositores cearenses que participaram do Projeto : Luiz Carlos Salatiel, Lifanco, Ibbertson Nobre, Luiz Fidelis, Pachelly Jamacaru, Amélia Coelho, Ulisses Germano, Zé Nilton Figueiredo, João do Crato, Leninha Linard, Abidoral Jamacaru e muitos outros.

Dia- 07/07/2011 (Quinta)
Local- Ci
ne Teatro Moderno ( Crato)
Hora- 19
H
Entrada Franca

Todos Lá !

Apoio : Secult, Governo do Ceará, Urca, Geo Park, Secretaria de Cultura do Crato, Unimed Cariri, OCA

Primeiras Chuvas - Por José Nerwton Alves de Sousa


Mimimundo sedento é o vale.
Mananciais pauperaram e, aqui e allhures recontidos, na fluência por entre calhaus, retiveram-nos terras adustas, absorveram-nos glebas ansiadas.
As lonjuras além os reclamam, acenando dos leitos e brejos, vocativos de dor e, vigília.
O Grangeiro finou-se entre canas, e sua alma de luz que fluía, entre areias e pedras jaz morta.
Esperança dos olhos no azul.
Qualquer nuvem mais chumbo é promessa.
E a foice e a enxada eis um dia, mal o sol clareou no levante, deixam o canto, onde a sombra as velava, para a faina de toda a esperança.
Pôs o duro lidar das jornadas, uma tarde a fogueira cresceu. Eram rubra estrelas da terra incensando as estrelas do céu.
Houve estrondo entre nuvens de breu e clarões entre céus lacerados.
E na dança das gotas sagradas, bebe a terra os alentos da vida, e a alegria é a prece dos olhos.

Por Lupeu Lacerda



E que deus me livre dos livros
Que a fascinação não me fascine
Que o belo passe batido
E o comum se dilua
No liquidificador de merda
E ração adocicada.
E que deus me livre da lombra
Da imagem irreal
Do mantra do vento nas árvores

E que deus me livre da preguiça
Do cio e do ócio
Das fotografias de sebastião salgado

E que deus me livre das gargalhadas
Da sensação de chuva no rosto
Da brisa na madrugada

E que deus, em sua suprema bondade
Me livre dos livres
E aumente um elo
Na corrente que prende meu pé.

por lupeu lacerda

PAULO SOLEDADE- por Norma Hauer


ESTÃO VOLTANDO AS FLORES

No dia 29 de junho de 1919, nasceu, em Paranaguá (PR) Paulo Gurgel do Amaral Soledade, mas seu nome ficou marcado em nossa música como PAULO SOLEDADE.
Desde a mais tenra idade interessou-se pela música, embora tivesse iniciado sua vida artística como ator. Isso no final da década de 30, quando trabalhou com artistas de renome, como Luiza Barreto Leite, Gustavo Dória....

Já na década de 40 estava atuando como produtor de “shows” , sendo fundador do então famoso “Clube dos Cafagestes”, onde conviveu com o comandante aéreo Carlos Eduardo de Oliveira, conhecido com Edu e que faleceu em um acidente aéreo.

Em sua homenagem, compôs a marchinha “Zum-Zum”, gravada por Dalva de Oliveira que obteve grande sucesso no carnaval de 1950...

ZUM-ZUM
Zum, zum, “tá faltando um
Oi zum, zum, zum...
“Tá” faltando um

No ano seguinte em co-parceria com Marino Pinto, ainda com Dalva de Oliveira, obteve mais um sucesso: “Calúnia” e nesse mesmo ano, com Fernando Lobo, compôs “Longa Caminhada”,. Gravado por Francisco Alves. E ainda em 1951 , com Marino Pinto, mais dois sucessos “Rio”, gravado pelos Anjos do Inferno.e “Se o Amor tem Raízes”, mais uma vez, com Dalva de Oliveira.
Paulo Soledade e Marino Pinto foram os grandes responsáveis por sucessos de Dalva de Oliveira depois que ela saiu do “Trio de Ouro”.
Outro sucesso da dupla, Dalva de Oliveira alcançou no ano seguinte:”Estrela do Mar”

ESTRELA DO MAR

Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador,
Olhou o céu e viu uma estrela
E imaginou coisas de amor...

Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar,
Dizem que nunca o pobrezinho
Pôde com ela se encontrar.. .

Se houve ou não houve alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar.
O que há de verdade é que depois, muito depois,
Apareceu a estrela do mar.


Além de Dalva, muitos outros cantores gravaram Paulo Soledade, como Albertinho Fortuna , Emilinha Borba, Elizeth Cardoso, Jamelão, Ângela Maria, Grande Otelo, Sílvio Caldas, Marlene...


Mas foi Helena de Lima quem gravou uma das mais belas composições de Paulo Soledade :


ESTÃO VOLTANDO AS FLORES


Vê, estão voltando as flores

Vê, nessa manhã tão linda

Vê, como é bonita a vida

Vê, há esperança ainda


Vê, as nuvens vão passando

Vê, um novo céu se abrindo

Vê, o sol iluminando

Por onde nos vamos indo.


Paulo Soledade faleceu em 27 de outubro de 1999, aqui no Rio de Janeiro, aos 80 anos.
Norma

PROGRAÇÃO DA EXPOCRATO - PERDÍVEL

PROGAMAÇAO COMPLETA DA EXPOCRATO 2011

Domingo 10/07 - LEO MAGALHAES, ITALO E RENNO, GERALDIN LINS E AMIGOS SERTANEJOS.


Segunda 11/07 - SORRISO MAROTO, DORGIVAL DANTAS E MALA MANSA.


Terça 12/07 - POUCA VOGAL, AXE MEU REI.


Quarta 13/07 - EXALTASAMBA, MAGNIFICOS, FORRO DA XETA E FORRO DE LUXO.


Quinta 14/07 - ASA DE AGUIA, FORRÓ DI TAIPA, CURTIÇAO E FURACÃO DO FORRÓ.


Sexta 15/07 - AVIOES, FORRÓ DO MUIDO, SOLTEIROS E KOKITEL DO FORRÓ.


Sabado 16/07 - GAROTA, CAPIM CUBANO, CALYPSON, ALA URSA.


Domingo 17/07 - BRUNO E MARRONE, ARREIO DE OURO E FORRO DA PEGAÇAO.


PS. MUITO PROVAVELMENTE RONALDINHO GAUCHO IRÁ APARECER PARA FALAR SOBRE A MEDALHA MACHADO DE ASSIS QUE ELE RECEBEU DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.

Tudo muda - Emerson Monteiro


As tais voltas que dá a vida dizem isso. O eterno movimento, que carece sabedoria para acompanhar. Ninguém vanglorie dias e coisas, turbilhão de passageiros em volta do velho trem, cinema cativo em permanentes atitudes positivas. Característica por demais das existências, a mudança reclama respeito no fim de aceitar os tamanhos que se possui. Contudo, adotar compreender o tanto que cabe, de um por um, sem invadir o território alheio e querer tomar à força o que lhe pertence.

O giro da Terra no espaço em torno de seu próprio eixo demonstra o ensino desta efetiva mudança. Olhar o céu e notar nuvens, deslocamentos do ar, os astros a correr, as posições do Sol. Saber seguir no ritmo que a natureza impõe. O humor variável das pessoas. O calor das temperaturas. Lições permanentes de flutuação, que chamam à responsabilidade os protagonistas do drama da continuidade.

Quais habitantes de enorme formigueiro, exército fervilhante de criaturas cria asas e voa, perante os cenários desta representação coletiva, às vezes, com boa vontade, conhecendo os mistérios que envolvem de perguntas assustadoras. Outras, arrancando raízes da tranquilidade e chamando a si o direito de reger a orquestra do silêncio ainda que ignorando o sabor das notas musicais.

Entretanto adotar, com humildade, o funcionamento independente das peças no tabuleiro, que reclamam qualquer norma, dos princípios e das origens. Caso contrário, o formigueiro entraria em compassos de espera ou destruição, num resultado melancólico.

Conhecer o espaço que nos cabe de herança no bolo em elaboração, e ajustar os valores que precisamos adquirir na viagem dos giros que a vida oferecer.
Por maior seja nome, posição, fama, a dimensão do freguês só comporta os conceitos de Igualdade, Liberdade, Fraternidade. Todos iguais perante a Lei comum. Seres dotados de Liberdade para criar as proporções pessoais e sociais. Irmãos entre irmãos sob teto azul do Infinito.

Deveras, como tudo muda neste chão, e ninguém se vanglorie quando há um Eu que fala disso todo tempo nas ações da Natureza perene; dentro do coração das pessoas; na luz de toda consciência. Há um núcleo de perfeição em tudo isto. Um foco dominante de claridade que indica certeza e persistência. O otimismo qual razão de trabalhar os momentos com extrema habilidade, semelhante aos artistas que produzem suas telas nascidas da inspiração pura. A arte de viver, que exige, por isso, dedicação, paz e aceitação das transformações que a vida impõe, para contar histórias felizes aos nossos filhos e aos filhos deles, os novos atores vindos alegres ao mesmo palco.

PEDRO RAIMUNDO- por Norma Hauer


ADEUS MARIANA

Ele nasceu no dia de São Pedro ( em 29 de junho de 1906) em Santa Catarina, mas ficou conhecido como um cantor gaúcho visto ter-se mudado para Porto Alegre, onde iniciou sua carreira na Rádio Farroupilha. Seu nome PEDRO RAIMUNDO

Dois de seus sucessos ainda em Porto Alegre foram “A Canção do Tropeiro” e “Saudades de Laguna”.
Em 1943 veio para o Rio de Janeiro, atuando nas Rádios Mayrink Veiga, Tupi, Globo Tamoio e, por fim Rádio Nacional.

Não chegou a ser um nome muito conhecido, embora tenha sido nele que Luiz Gonzaga se inspirou para se apresentar com roupas típicas do Nordeste.
Pedro Raimundo, desde que aqui chegou, usava roupas típicas do Rio Grande do Sul, cantando e dançando com seu acordeão. Luiz ficou um nome conhecido, enquanto o de Pedro Raimundo virou uma pequena lembrança de quem se lembra dele interpretando seu maior sucesso: “Adeus, Mariana”.

ADEUS MARIANA

Nasci lá na cidade me casei na serra
Com minha Mariana moça lá de fora
Um dia eu estranhei os carinhos dela
E disse Adeus Mariana que eu já vou embora

É gaúcha de verdade dos quatro costados
Que usa chapéu grande, bombacha e esporas
E eu que estava vendo o caso complicado
Disse Adeus Mariana que eu já vou embora

Nem bem rompeu o dia me tirou da cama
Encilhou o tordilho e saiu campo afora
e eu aproveitei e saí dizendo
Adeus Mariana que eu já vou embora

Ela não disse nada mas ficou cismando
Que era dessa vez que eu daria o fora
Pegou uma soiteira e veio contra mim
Eu disse larga Mariana que eu não vou embora

Pedro Raimundo foi mais um cantor que faleceu em seu “inferno zodiacal”, no dia 9 de julho de 1973, sem completar 67 anos.

Norma

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um nonsense de senso - José do Vale Pinheiro Feitosa


Era para ser a música "Farinhada" mas como não a encontrei em vídeo e não sei postar MP3, resolvi-me por esta "Nem se despediu de mim" que me deixa pleno de senso nordestino.


Quando eu vi o meu amor,
Estava raspando mandioca,
Minha mãe lavando roupa
E eu na rodoviária dos pobres.

Estes versos foram escolhidos pela audiência da Rádio Cultura de Paracuru como a melhor poesia da quinzena. Desconhecendo o que você pensa dela, tomei conhecimento da mesma ao gravar um programa que fazemos para outra rádio da cidade e que narra histórias de vida.

O Jair Moreira, mais conhecido por Jair Boi uma vez que o seu programa de música brega na Rádio Cultura era bem condicionado em cálcio para surgir os chifres, foi quem me contou. O concurso era um quadro do seu programa e ele terminou brincando pela escolha de uma poesia que não dizia nada.

E abrimos uma conversa. Será que não? Será que não dizia nada mesmo? O poema fala das condições humanas e suas afetividades em sociedade. O meu amor, como eu é pobre: raspa mandioca para viver. A minha mãe que é de outra geração, também é pobre e lava roupa.

O poema está completo: a rodoviária dos pobres é um ponto de ônibus muito movimentado que fica no bairro de Antonio Bezerra em Fortaleza no qual centenas de pessoas simultaneamente pegam ônibus para as cidades próximas e a oeste da capital.

O que se deduz da rodoviária dos ricos por oposição: pegam o ônibus na rodoviária central, chegam de táxi e mesmo que de ônibus urbano estão na categoria da situação de abundância. Aliás, o poema começa exatamente pelo aparente nonsense dele que é o poeta na rodoviária dos pobres, a partir daí todo o resto faz sentido.

VICTORIO MICHELETTI

29/6/2011 16:39:00
Victorio Micheletti, um artista anônimo



Por José Carlos Mendes Brandão





       Admirável a disposição de Pipol para divulgar a arte e, agora, este artista anônimo, Victorio Micheletti, tão anônimo que sua própria sobrinha não sabia dessa sua atividade “secreta”. Acontece que a arte é um fenômeno cultural: não é por sua qualidade, mas pela influência ou aceitação num contexto social que o artista se torna conhecido.
      
Pipol começa por nos mostrar Victorio dando uma lição de como fotografar. Afirma categórico esta verdade basilar: fotografia é luz. Lembra-nos o princípio do fotocentrismo, de como as plantas procuram a luz como se fosse toda a fonte da vida, para em seguida mostrar-nos que a contraluz tem mais profundidade que a luz chapada. Este seria o princípio da fotografia.
      
Depois vemos Victorio visitando a exposição de Henri Cartier-Bresson e apreciando com a ingenuidade e o encanto de uma criança a arte do grande mestre da fotografia, desconhecido para ele. Encantou-se com a arte de Cartier-Bresson, com ingenuidade, e com ingenuidade criticou-o como a um igual.





      
Bonito ver Victorio falar do “erro” de Cartier-Bresson num enquadramento, numa sombra fora de lugar. Pergunta-se o que o autor quereria dizer com isto ou aquilo. Um menino de bicicleta e seu reflexo no espelho d’água, uma tomada genial – mas havia um outro menino cortado, que Victorio diz que faria par com o primeiro, como se condenando essa falha do mestre (que ele não sabia ser um mestre). Em outra foto, deixaria mais espaço à frente. Em outra... Em muitas, a admiração sincera de quem admira por convicção e não por um julgamento preconcebido.
      
Lembro-me, isso faz uns quarenta anos, era o auge do formalismo/estruturalismo, que ditava as regras da arte... Ouvi comentar de artistas portugueses (os portugueses são inteligentíssimos) que “não sabem, mas fazem”. É o caso de Victorio: não encaixa a sua arte num esquema preconcebido. Como se estivesse criando sem saber, ignorante das diretrizes da criação. Já me disseram que eu falo mal dos professores – mas eu sou um professor! – quando o meu problema é a arte presa a trilhos de ferro ou aço, não se podendo criar de outra maneira para ser aceito. O que eu defendo é a arte dos anônimos – que poderiam ser grandes mestres! – como Victorio Micheletti.
      
As últimas imagens do filme levam-nos a pensar em um mestre da fotografia. É a limpidez, a luz e as sombras realçando-a, o enquadramento, a profundidade. Por que Victorio Micheletti era um artista anônimo? Pelo motivo que eu levantei de início: faltou a necessidade cultural de sua fotografia, que ela representasse seu tempo, que ela projetasse seu tempo para o futuro. Faltou um élan social que o projetasse no seu tempo tornando a sua obra necessária.





      
Nem quero advogar um maior reconhecimento para a obra que Victorio Micheletti nos deixou de herança, ao partir agora (7-3-11) deste mundo. O reconhecimento é necessário em vida. As suas fotos têm um peso específico que era preciso ter sido sentido. O mundo fica maior com a obra de um artista. Victorio, o homem da luz, poderia ter-nos iluminado mais.
      
Por fim um voto de louvor a Pipol, por seu trabalho de divulgação da arte que nem todos veem. Pipol começou o seu trabalho com a câmera aqui em Bauru, lá pela década de 80, filmando as andanças de um monstro de metal pelo centro da cidade ou a sua indefectível lambreta capenga atrapalhando o pouco trânsito da época. Era a arte gratuita, por ela mesma, como deve ser. Depois foi para São Paulo, profissionalizou-se e realiza um trabalho limpo com as imagens, tirando do limbo gente e ideias que são necessárias e nem sempre chegam a todos.




   É preciso ver e rever: www.cronopios.com.br/voltar17


                                                 * * *
 
José Carlos Mendes Brandão é autor de “Exílio” e “O silêncio de Deus”, entre outros, e detentor de vários prêmios literários, como o “José Ermírio de Moraes”, (1984); V Bienal Nestlé de Literatura Brasileira (1991); Prêmio Brasília de Literatura, (1991); Prêmio Nacional de Literatura “Cidade de Belo Horizonte”, (2000); Prêmio Nacional de Literatura, da Universidade de Brasília (2010); Prêmio Nacional de Literatura “Gerardo Mello Mourão”, Fortaleza, CE (2010). Blog:http://poesiacronica.blogspot.com/ E-mail: jcmbrandão@gmail.com

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Os primeiros dias são sempre mais difíceis - por Lupeu Lacerda





Depois de uma semana de oba oba, Adão olha assim meio que enojado para a merda do paraíso. Uma coisa assim, como se fosse uma ressaca. Ele sabe que aquilo é grande demais. Seria muito melhor a porra de um apartamento, um flat em um lugar bacana. Pra quê aquela megalomania? Aquele imensidão do caralho? Sabe que o salário não compensa, que não lhe é dado o devido valor, entre outros problemas menores. O que ele sabe é que não vai mais agüentar muito tempo isso de ficar falando com coisas que não lhe respondem. Se sente ridículo gritando com os bichos ainda sem nome. Acha que vai terminar ficando louco de pedra. Isso de batizar um por um? Coisa por coisa? diz que não tem inspiração que agüente, que eles voltem amanhã, em uma semana ou nunca. Nunca seria uma boa pedida. Olha pra cima, pros lados, pra baixo e grita com deus: - cadê a porra da assessoria? Alguém da área de criação, pelo menos um eletricista? Eva olha pra adão com um tédio sereno. Senta-se na beira de um rio? Riacho? Lagoa? O incompetente do Adão ainda não tinha decidido. E olha pros peixinhos coloridos – todos sem nome também – pensando em esganá-los. Será possível esganar um peixe? Olha pra adão e pergunta: - o personal trainer, chega quando? E o cara da TV a cabo? Adão olha, olha, vê se deus não ta olhando e pensa em nomear um pedaço de pau: porrete, e acertar com ele na cabeça daquela costela com nome de mulher.
 por lupeu lacerda

João do Crato- por Samuel Araújo



Por Socorro Moreira


vejo esvaziado o baú das emoções
algumas
gastei desordenadamente
outras,
por desuso
se estragaram...

meu guarda-roupa
comporta todas as minhas coisas
e o vazio das tuas


Hermann Hesse




Era o ano de 1975. Recém chegada em Recife, assumi meu posto no Banco do Brasil , na Metropolitana Dantas Barreto. Lá conheci três colegas incríveis : Rejane, Lúcia e Graça. Dividiam o mesmo apartamento, e viviam uma grande irmandade. Espelhei-me nas três para começar uma nova vida. Vestiam-se com apuro , mas despojadamente ; bebiam bons livros, bons filmes, bons discos. E nessa convivência fui mudando meu jeito de encarar a vida. De cara, Rejane emprestou-me dois livros de Hermann Hesse ( até então para mim desconhecido) : Sidarta e Demian. Demian, assustou-me ! Ensinou-me a questionar valores ! Depois foi a vez de Kafka , Caetano, mais Chico e Chico ! A amizade durou o tempo que morei em Recife, e mais outros anos... Até hoje !

Abraço Rejane Gonçalves, esta fantástica escritora, que tanto contribuiu para que eu fosse menos "perua", e mais pés descalços fincados no chão, e olhos mirantes na lua.


Socorro Moreira

Demian
Demian é um livro escrito por Hermann Hesse, ganhador do Nobel de Literatura de 1946.

Considerada por muitos críticos a principal obra de Hesse, Demian mostra a influência que este sofreu dos escritos de Nietzsche e a aplicação de seus conhecimentos de psicanálise na elaboração do drama ético e da enorme confusão mental de um jovem que toma consciência da fragilidade da moral, da família e do Estado.
O livro conta a história de um jovem - Emil Sinclair, protagonista e narrador - criado por pais muito piedosos que, de repente, se vê em um mundo bem diferente daquele pregado por seus pais e avós. Atormentado pela falta de respostas às perguntas que faz sobre sua existência, passa a procurar na introspecção suas respostas. Dividido entre o mundo ideal e o real, com suas interpretações (mundo claro e paternal, associado às idéias de seus pais e à residência destes, e o mundo sombrio e frio, externo à residência dos pais e com valores estranhos a estes), Sinclair experimenta ambos, através do confronto com suas próprias concepções, para tentar encontrar sua verdadeira personalidade. Percorrendo este caminho perigoso, influenciado por Max Demian, um colega de classe precoce e envolvente, ele prova do crime, da amizade e das incertezas - surpresas que engendram as descobertas de sua vida adolescente. Sinclair, então, se rebela contra as convenções sociais e descobre não apenas o doce sabor da independência mas também seu poder de praticar o bem ou o mal. A relação de Sinclair e Demian atravessa toda a narrativa a partir do momento que os personagens se conhecem. Demian revela a Sinclair que existem filhos de Caim, pessoas que possuem a capacidade de exercer o bem e o mal; também apresenta a entidade Abraxas, divindade de características humanas - também capaz de exercer o bem e o mal. A obra tem muitas referencias bíblicas, como o Sinal de Caim e o Gólgota, tornando dificil a leitura a quem não sabe muito sobre a religião cristã, mas também trata de misticismo e autoconhecimento, da busca da essência do Eu. A obra narra principalmente os conflitos internos que um indivíduo passa desde a infância, através da adolescência, até sua idade adulta. É possível afirmar que Demian trata-se de um romance iniciático, descrevendo os contatos de um indivíduo com aspectos existenciais e de sua personalidade.

Obtida de http://pt.wikipedia.org/wiki/Demian



A fonte-Por: Rosemary Borges Xavier

A melhor fonte do mundo está na caridade.

Por João Nicodemos


Por Nicodemos

parentes,
pares...
parecidos...
parceiros da Beleza,
"primo da morte, e da morte vencedor"
assim como o Amor...
primos entre si, primos entre nós...
nós que atamos e desatamos
ao prazer dos encontros...
e são tantos...

Por João Nicodemos...

quantas vezes cantei
que "já passou" sabendo que
não passa, não passou...
é sempre o mesmo amor
mudando de endereço
mudando de nome
mudando de praça
sempre o mesmo amor
que não passa
não passou...


faz-me rir...
ha ha ha


não passou
nem vai passar...