AFINAL, PORQUE O AVIÃO NÃO CAI ?
por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
quarta-feira, 20 de abril de 2022
terça-feira, 19 de abril de 2022
E eis que o Facebook nos premia com um texto do Leonardo Boff, que publicamos anos atrás. Confiram, vale a pena.
sexta-feira, 15 de abril de 2022
“ESTRANHAS” COMPRAS – José Nílton Mariano Saraiva
sábado, 9 de abril de 2022
PREMIAÇÃO QUESTIONÁVEL - José Nílton Mariano Saraiva
“A
VELHICE É UMA MERDA” – José Nílton Mariano Saraiva
E
o Alain Delon, belo e fabuloso ator francês que, no auge da fama, “baratinou” a
cabeça de muitas e belíssimas mulheres por esse mundo afora (nas décadas 60/70 ficou
conhecido por símbolo sexual), resolveu que não quer mais viver, que a vida não
tem mais sentido, tendo em vista que... “a velhice é uma merda”.
Em
sendo assim, deverá submeter-se à “morte assistida” e, para tanto, bem antes já
houvera decidido residir em um país onde tal procedimento é permitido por lei (Suiça).
De
comum acordo, aqui o próprio filho (Anthoni Delon) foi o escolhido para
ministrar-lhe o “remédio” adequado, no dia e hora em que ele assim o desejar
(espécie de extrema-unção adotada entre os católicos).
Evidentemente
que tão radical decisão do Delon, hoje com 87 anos, deverá provocar debates e
teses sociológicas às mais variadas e complexas, podendo até mesmo enfocar uma
questão intrigante: para que não se considere que “a velhice é uma merda”, não
seria melhor que o ser humano já nascesse com um “prazo de validade” estipulado
???
Como,
anos atrás, redigimos e publicamos um texto sobre um “sósia” do Alain Delon,
residente em nossa capital, que quase chegou às raias da loucura no sentido de
não só parecer fisicamente, mas, também, nas atitudes e trejeitos do ídolo famoso,
resta saber se seguirá pari passu o script traçado pelo ídolo maior (teria
prova maior de amor ???).
Assim,
em razão do “fato novo”, permitimo-nos republicar tal texto.
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“MANUEL
SIMPLÍCIO” - José Nilton Mariano Saraiva
Abstraindo-se
aquela máxima preconceituosa de que “homem que é homem não acha homem bonito”
(porquanto corre o risco de ser tachado de veado, bicha, gay e por aí vai), a
verdade é que o laureado ator francês Alain Delon (Alain Fabien Maurice Marcel
Delon), além do dom natural de representar com extrema competência, era, sim,
um homem bonito e charmoso e que
“destroçou” corações femininos mundo afora (tanto que, à época, uma de
suas esposas foi a atriz austríaca Romy Schneider, uma mulher belíssima, desejada
e disputada por meio mundo de homens, e que se tornou famosa após o filme
“Sissi, a Imperatriz” e quando protagonizou com Delon o filme “A Piscina”).
Hoje,
já na faixa dos 85 anos de idade (e valendo-se do prestígio obtido nas
telonas), Alain Delon abandonou o cinema e virou empresário de sucesso, possuindo
vários produtos com seu nome, entre os quais roupas, perfumes, óculos e
cigarros.
Pois
bem, aqui em Fortaleza Alain Delon serviu de referência (ou modelo) para um
“cabeça-chata” autêntico, oriundo lá dos grotões do interiorzão brabo.
De
estatura elevada como o francês (1,90 cm ou coisa parecida), vasta cabeleira e
esbelto, nosso conterrâneo, estimulado pelos irmãos mais novos (que sabiam da
sua adoração pelo artista francês), meteu na cabeça que seria por essas bandas
a cópia fiel do ídolo famoso, embora não tivesse nenhum pendor para a arte de
representar. Além do que, o nome de batismo (onde estavam os pais quando
escolheram nome tão horroroso ???). não ajudava nem um pouco: MANUEL SIMPLÍCIO.
Mas,
eis que, não mais que de repente, Manuel Simplício conseguiu se engajar numa
atividade que jamais imaginara e de grande visibilidade: integrar a equipe
esportiva de um conceituado jornal da capital, onde ficou responsável por uma
coluna diária. E então, mesmo que por linhas tortas, realizou o sonho da vida: em
homenagem ao ídolo maior, adotou o pseudônimo Alan… (sem o “i”, a fim de
tornar-se mais “deglutível”).
Fato
é que, hoje, Manuel Simplício já nem lembra do seu nome original (aquele
escolhido com tanto esmero e carinho pelos pais), e só atende (todo gabola)
pelo nome com o qual homenageia e lembra o ídolo maior: Alan...
Quando
lhe indagam sobre Manuel Simplício, a resposta é:
Que
diabo é isso ???
segunda-feira, 4 de abril de 2022
“SINECURAS” DO CIRÃO – José Nílton Mariano Saraiva
sábado, 26 de março de 2022
A “TERRA PROMETIDA” - José
Nílton Mariano Saraiva
No decorrer da Segunda Grande
Guerra Mundial, quando os nazistas, sob ordens de Hitler, invadiram a Polônia,
esta se tornou uma das principais protagonistas da hediondez que estaria por
vir adiante, já que escolhida pra abrigar os principais campos de extermínio dos
humanos apreendidos pelas tropas alemãs, a saber: Auschwitz, Belzec, Chelmno, Majdanek, Sobibor e
Treblinka.
E
em plena zona urbana, o “Gueto de Varsóvia” era a própria antessala do inferno:
separados por um muro que o isolavam da civilização, milhares de judeus
padeciam à espera de trem que os levaria aos campos de extermínio. E quem
tivesse o “privilégio” de embarcar num deles, de uma coisa tinha certeza: seria
uma viagem sem volta.
Eis
que agora, com a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Polônia outra vez se
encontra sob a luz dos holofotes, em razão de ter se tornado numa espécie de
“terra prometida”, já que preferencial destino dos que tentam escapar da morte
iminente se de lá não se mandarem.
E
os poloneses têm se portado e se mostrado conscientes do papel que só um povo
que conheceu na pele os horrores da guerra pode demonstrar: assim, os
ucranianos são recebidos com todo carinho e gentilezas mil, com a certeza de
que estarão abrigados até que possam retornar à terra natal algum dia, a fim de
reconstruí-la.
Afinal,
trata-se da "terra mãe".
terça-feira, 22 de março de 2022
“MONUMENTOS À INSENSATEZ” - José Nilton Mariano Saraiva
domingo, 20 de março de 2022
“FUGINDO DO INFERNO” – José Nílton Mariano Saraiva
sábado, 19 de março de 2022
ADEUS... "MANTOS SAGRADOS" - José Nílton Mariano Saraiva
E eis que o facebook nos premia ao republicar um nosso texto de tempos atrás, que fazemos questão de compartilhar com todos.
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Suas lembranças no Facebook
Jose Nilton, nós pensamos em você e nas lembranças que compartilha aqui. Achamos que você gostaria de relembrar esta publicação de 1 ano atrás.
ADEUS... “MANTOS-SAGRADOS” - José Nilton Mariano Saraiva
Confeccionados em edições limitadas, virgens, intocados e inocentes, assim eram os uniformes dos nossos principais clubes de futebol, até bem pouco tempo. E tais predicados serviam para realçar a beleza, o esplendor e a magia de cada um deles. Havia até uma certa timidez, um certo receio, um excessivo respeito que nos impedia de maculá-lo, acessá-lo, tocá-lo sequer. Como se fora algo... “sagrado”.
O símbolo do clube, e só ele, soberano e galhardo, pontificava e realçava à altura do peito esquerdo, sobreposto às cores respectivas. A camisa de um Vasco da Gama, um São Paulo, um Flamengo, um Fluminense ou um Palmeiras se nos apresentava sóbria, elegante, indevassável, imaculadamente soberana em sua pureza. Nada capaz de nodoá-las.
Além do "símbolo emblema" à frente, apenas a numeração às costas. Era, pois, motivo de orgulho pra todos nós, torcedores. Pode-se inferir que foi ali, via imaginário popular, que se materializou seu batismo como “manto sagrado” ou “segunda pele”.
Mas, aí, adentrou no campo de futebol um parceiro que mais tarde se revelaria por demais “guloso”, a televisão, já que trazendo a reboque um avassalador e temível rolo-compressor: os “patrocinadores”.
Extremamente profissionais, poderosos, fortes, exigentes e cheios da grana, comendo pelas “beiradas”, começaram o processo de demolição progressiva do romantismo imiscuído numa atividade até então praticamente amadora.
Assim é que, num primeiro momento, as bordas do próprio campo de futebol (laterais) outrora vazias, solitárias, desprezadas e sem qualquer valor mercantil, repentinamente se viram povoadas ou “premiadas” com dezenas de placas, anúncios, propagandas diversas; estáticas, em formatos variáveis e multicoloridos, tais instrumentos anunciavam desde bebidas alcoólicas a peças íntimas femininas, do másculo aparelho de barbear ao suave desodorante direcionado à mulher.
Tudo isso veiculado pela televisão, para milhões de telespectadores, tornou muita gente milionária (o Kleber Leite, à época repórter de campo da Rádio Globo e hoje poderoso empresário futebolístico no Rio de Janeiro, começou a “se fazer”, ficar milionário, via negociação das respectivas placas).
Estava dado o primeiro passo para a “profissionalização” definitiva das nossas principais equipes. E então, mais que rapidamente, foi dado o passo seguinte: “vapt-vupt”, sem que sequer nos déssemos conta, das bordas do campo o insaciável e esperto “patrocinador” resolveu pular adiante, alçar voo rumo a um espaço mais visível, generoso, abrangente e em permanente exposição: e dessa forma, agindo sem quaisquer concessões ou escrúpulos, foi que os “mantos sagrados” das nossas principais agremiações foram fria e calculadamente desvirginados, violentados, estuprados. Irreconhecíveis ficaram.
Ainda insatisfeitos, a partir de então os jogadores de futebol foram literalmente obrigados a funcionar como eficientes “outdoors ambulantes”, a anunciar um produto qualquer. Para tanto, os novos “donos do futebol” trataram de instruí-los e catequiza-los a trocarem as camisas entre si, ao final de cada pugna, ou mesmo as arremessaram para a torcida, objetivando, evidentemente, difundir a “marca”, fazê-la circular, se tornar conhecida além do campo de jogo ou do próprio estádio.
E tem mais: se antes os nossos craques se notabilizavam pelo belo sentimento amadorístico do “amor à camisa” (pela qual só faltavam se matar em campo) ou pela siderúrgica fidelidade ao clube de origem a ponto de dificilmente se transferirem para um outro, chegando mesmo a serem confundidos com a própria instituição (Pelé, no Santos, Roberto Dinamite, no Vasco e Zico, no Flamengo são exemplos emblemáticos), pois bem, como se não bastasse isso, repentinamente o patrocínio se individualiza na figura do próprio craque, avança sobre o esportista, peita e corrompe inexoravelmente o homem.
E haja “direito de imagem” pra cá, “direito de imagem pra lá”, que implica em usar um boné de uma determinada marca, uma chuteira de uma cor tal, uma prosaica “fitinha” (com a marca estampada) a prender o cabelo e por aí vai, em troca de montanhas de dinheiro (você já notou que certos jogadores, antes do início da partida, se agacham para amarrar as chuteiras, quando poderiam ter tomado tal providência no vestuário ??? pois é, trata-se de uma ação previamente ensaiada com a emissora de TV).
Resumo desse capitalismo selvagem ??? A TV transformou o futebol num rendoso, inesgotável e próspero negócio, com dirigentes e jogadores “nadando” em dinheiro. E haja propina. Nem que para isso o torcedor seja dia-a-dia desrespeitado, ignorado, relegado a ser um mero objeto de consumo, simplório coadjuvante, sem nenhum poder de escolha ou decisão; assim, os jogos tanto podem começar ao sol inclemente do meio-dia, como avançar pela madrugada e terminar no dia seguinte; o calendário vai de segunda a domingo e quem não achar correto, que se exploda.
Quanto ao nosso querido “manto sagrado”, foi pro beleléu, voou pro espaço, escafedeu-se, sumiu; é mais fácil encontrar uma agulha no palheiro que localizar, mesmo com uma possante lupa, o “símbolo do clube” em camisas repletas de propagandas às mais diversas (e normalmente de um tremendo mau gosto). Até a seleção nacional se rendeu ao mercantilismo do patrocínio e a “amarelinha” já ostenta as tais “marcas”.
O torcedor não gosta do que está vendo ??? Que vá reclamar ao papa. E estamos conversados.
PT saudações: o patrocinador.