por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Por Rubem Alves- Colaboração de Ismênia Maia



GANHEI CORAGEM

Rubem Alves

... colunista da Folha de S. Paulo ...

mesmo que o mais corajoso entre nós só raramente
tem coragem para aquilo que ele realmente conhece",
observou Nietzsche.
É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo.
Por medo.
Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe
acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos".
Tardiamente.
Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei:
"O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus
como fundamento da ordem política.
Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar:

a democracia é o governo do povo.
Não sei se foi bom negócio;
o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável,
é de uma imensa mediocridade.
Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo
como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos.
Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.
Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha
para que o povo, na planície,
se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso
que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição.
Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias
pulava de perdão a perdão.
Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário
pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu?
Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas.
Comprou-a e disse:
"Agora você será minha para sempre.".
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa
numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado.
O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros,
porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces;
a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola
com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos
sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões,
se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente:
judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa,
se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro
"O Homem Moral e a Sociedade Imoral"
observa que os indivíduos, isolados, têm consciência.
São seres morais.
Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo,
a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente,
são incapazes de fazer mal a uma borboleta,
se incorporados a um grupo tornam-se capazes
dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos,
são capazes de pôr fogo num índio adormecido
e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais.
Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional,
segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.
É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo
é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens
e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista
que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam
a ser assimilados à coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung,
o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares.
Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer?
Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche,
de Saramago, de silêncio;
não gosto de churrasco, não gosto de rock,
não gosto de música sertaneja,
não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo,
eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos
e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno",
à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.
Mas, para que esse acontecimento raro aconteça,
é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:
"Caminhando e cantando e seguindo a canção.",
Isso é tarefa para os artistas e educadores.
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

Rubem Alves


Reflexões minhas...Contestem-nas !- socorro moreira


Ninguém pode ser livre, sem promover a liberdade do outro.
Mas, o que fazer com a própria liberdade, em favor do outro?
-Respeitá-lo!

Ninguém se apaixona duas vezes pela mesma pessoa...
- O encanto permanece no inconsciente.

Aprender a ficar sozinho, nos protege de viver mal-acompanhado.

Tudo pela paz!
Recuar é estratégico da coragem.
O silêncio, no tempo, transforma a mágoa em bem-estar.

No filtro dos desejos, a essência do que merecemos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Na Rádio Azul


PARA QUE SERVE A UTOPIA? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Estou postando esta entrevista com Eduardo Galeano como uma consequência do texto que acabei de postar aqui nos blogs do cariri. Como forma de oferecer opções estou postando o vídeo da entrevista e também o texto com algumas modificações na tradução para o português.

“Se não me deixais sonhar, não os deixarei dormir.”


Para que serve a Utopia? A utopia está no horizonte. Eu sei muito bem que nunca a alcançarei. Se caminho dez passos em busca dela, ela se afastará mais dez passos. Quanto mais a busque, menos a encontrarei, por que ela vai se distanciando à proporção que me aproxime dela. Boa pergunta não? Para que serve. Pois a utopia serve para caminharmos.

“Que tal se deliramos por um momentinho. Que tal se fixarmos os olhos para além das infâmias para adivinhar outro mundo possível.

O ar estará limpo de todos os venenos que não provenham dos medos humanos e das humanas paixões. Nas ruas os automóveis serão esmagados pelos cachorros. A pessoa não será manejada pelos automóveis e nem será programada pelo computador, não será comprada pelo supermercado e nem será tampouco assistida pela televisão. A televisão deixará de ser o membro mais importante da família e será tratada como o ferro de passar ou máquina de lavar roupas.

Se incorporará aos códigos penais o delito de estupidez que cometem quem lhes vivem por ter ou por ganhar ao invés de viver por viver não mais como canta o pássaro sem saber que canta, como brinca a criança sem saber que brinca. Em nenhum país serão presos os jovens que se neguem a cumprir o serviço militar, se não os que queriam cumpri-los.

Ninguém viverá para trabalhar, mas todos trabalharão para viver. Os economistas não chamarão de vida para nível de consumo e nem chamará de qualidade de vida a quantidade de coisas. Os cozinheiros não acreditarão que as lagostas lhes encanta que lhas queiram fervidas. Os historiadores não acreditarão que aos países se lhes encanta serem invadidos. Os políticos não acreditarão que aos pobres se lhes encanta comer promessas. A solenidade deixará de crer que seja uma virtude.
E ninguém e ninguém tomará a sério alguém que não seja capaz fazer crítica a si mesmo. A morte e o dinheirão perderão seus mágicos poderes e nem por morte e nem por sorte se tornará o canalha em virtuoso cavalheiro.

A comida não será uma mercadoria e nem a comunicação será um negócio, por que a comida e a comunicação são direitos humanos. Ninguém morrerá de fome por que ninguém morrerá de indigestão.

As crianças da rua não serão tratadas como lixo por que não haverá crianças nas ruas. Os meninos ricos não serão tratados como se fossem dinheiro, por que não haverá meninos ricos. A educação não será privilégio de quem lhas possa pagar e a polícia não será maldição de quem não lha possa comprá-la. A justiça e a liberdade, irmãs siamesas, condenadas a viverem separadas, poderão se juntar, bem coladas, costa contra costa.

E na Argentina as Loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental, por que elas se negaram a esquecer nos tempos da amnésia obrigatória. A Santa Madre Igreja corrigirá algumas erratas das tábuas de Moisés e o Sexto Mandamento mandará festejar ao corpo. A igreja mandará editar outro mandamento que se lhes havia esquecido Deus: amarás a natureza da qual fazes parte.

Serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma. Os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, por que eles se desesperaram de tanto esperar e eles se perderam por tanto buscar.

Seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham vontade de beleza e vontade de justiça. Tenham nascido quando hajam nascido e hajam vivido onde hajam vivido sem que lhes importe nem um pouquinho as fronteiras do mapa e do tempo.

Seremos imperfeitos por que perfeição continuará sendo o aborrecido privilégio dos Deuses. Porém neste mundo e neste mundo atrapalhado e fodido, seremos capazes de viver cada dia como se fosse o primeiro e cada noite como se fosse a última.

ENTREVISTA-DORES- por João Nicodemos


Os programas de entrevistas a que temos acesso pelos canais de TV seguem modelos já consagrados nas emissoras internacionais. São os chamados Talking Show, como os programas apresentados por Jô Soares e Marília Gabriela. Não tenho o hábito de assisti-los e quase não vejo TV, mas vez por outra presto atenção e, conforme percebo, a ânsia de comentar e demonstrar conhecimento sobre os assuntos apresentados, às vezes transformam os programas em debates de opiniões onde sempre vence o (a) entrevistador (a) “donos do campo e da bola”. Muito comum tratar um assunto sério como motivo de piadas pelo simples fato de não ser do interesse ou conhecimento dos entrevistadores, deixando grande parte da audiência desinformada ou inconformada com a condução do assunto, muitas vezes de interesse público.

Dia desses, numa entrevista com eminente psiquiatra onde eram tratados assuntos como saúde mental, violência e afins, o tema recorrente das drogas surgiu (neste ponto, muitos leitores e telespectadores “mudam de assunto”), e diante da pergunta “o que é que tem por trás de um simples baseado?” ficamos sem ouvir a resposta. A perguntadora atropelou a com um comentário pessoal e deixou os expectadores na expectativa. Mas isso me levou a continuar examinando este assunto, e procurar respostas para a tal pergunta: O que é que tem por trás de um simples baseado? (que pra quem não sabe é um cigarro de maconha). Cheguei a algumas possibilidades de resposta e passo a enumerá-las:

· Plantações ilegais da droga, trabalho semi-escravo e mortes;

· Tráfico e guerras de traficantes, balas perdidas (muitas vezes “encontradas” em inocentes);

· Crianças aliciadas para o consumo e o tráfico;

· Famílias desfeitas por mortes, prisões e violência doméstica;

· Corrupção para permitir todo o processo desde o cultivo até o consumo da droga;

· Jovens que perdem as oportunidades de estudo e trabalho.

· Doenças mentais que surgem devido ao uso constante da droga;

· Jovens desperdiçando os melhores anos de suas vidas, sua energia e inteligência;

· Permissividade da Sociedade, do Estado e da Família, por ignorância e conivência;

· Possibilidade de abrir o caminho para drogas mais perigosas e para o crime;

· Drogas que financiam o crime organizado e, em casos extremos chegam a substituir o Estado (de direito) determinando territórios e ditando leis próprias, espalhando o terror e cobrando por proteção;

· Associação do tráfico de drogas, com o tráfico internacional de escravos (para a prostituição), pedofilia;

· Criação de milícias que se colocam acima da Lei praticando todo tipo de crimes;

É possível enumerar tantos efeitos maléficos que fico assustado de pensar que algumas pessoas (do bem) ainda considerem “inofensivo um simples baseado”. Conheço inúmeros casos de pessoas que jogaram e jogam suas vidas no vazio subjugadas pelo vício, que começara com um hábito “inocente” de fumar só nos finais de semana, ou só “pra relaxar”.

Basta recorrer ao dicionário para se ter uma idéia de alguns dos significados de “relaxar”:

1.Tornar frouxo ou lasso; afrouxar.2.Moderar, abrandar.3.Corromper, depravar. 4.Debilitar, enfraquecer.5.Distender, descontrair.
Verbo intransitivo .6.Afrouxar, entibiar.7.Tornar-se menos tenso (2).Verbo pronominal. 8.Perder a força ou o vigor.9.Desmazelar-se. (mini Dicionário Aurélio, versão digital).

A idade da inocência, dizem os psicólogos, termina aos oito anos. Jean Paul Sartre, filósofo francês, escreveu uma trilogia onde um dos títulos é IDADE DA RAZÃO. Já pensei em escrever sobre a idade da Ilusão, que, no meu entendimento, situa-se entre a adolescência e os vinte e poucos anos (mas pode prolongar-se por longo tempo) e, finalmente, a idade da Desilusão, onde me encontro. Desilusão no melhor sentido da palavra,deixar de se iludir ou, recorrendo ao velho amigo “Aurélinho”: (verbo transitivo – Tirar ilusões, ou perdê-las; desenganar(-se). Este é um assunto profundo que pretendo tratar em outro texto, com melhor reflexão.

A Realidade, por mais dura que seja, é melhor que qualquer lapso de ilusão. É o que quero ver, sentir e perceber. E o que desejo a todos.

Sobre Cachorros Loucos - José do Vale Pinheiro Feitosa

Tem muitos cachorros loucos prontos a dar mordidas sem qualquer motivo da vítima, apenas por que viu na vítima o sítio preferido de suas mordidas. Esta frase imediatamente remete aos assassinatos em massa, aos linchadores, aos vingadores, aos cachorros loucos que reagem aos simples “xispa” do seu dono.

No primeiro parágrafo me referia aos cachorros loucos sem focinheira. Existem os cachorros loucos contidos e apenas instigados quando necessários e até aqueles cachorros loucos de madame, que mordem enquanto ela se horroriza com o sofrimento de algum personagem na novela das nove.

Os domadores de animais, especialmente de cachorros, não se cansam de dizer: não confundam a agressividade de um cachorro louco com a hidrofobia. A primeira é a projeção da insana e malvada consciência do dono sobre o animal e a segunda é uma doença natural que altera definitivamente a mente do cachorro.

Por isso quando um cachorro louco é morto a tiros, chutado, dando-lhe pauladas e depois de seu suplício é comemorado algo muito grave sempre acontecerá. O insano e malvado de consciência arbitrária que treinou o cachorro louco estará preservado neste ato. E a pior das desgraças: ele continuará a ameaçar os inconseqüentes que não conseguem olhar para a realidade além de seu próprio desvio em comemoração de tão nefasto engano para si.

Neste momento os vingadores se confundirão tanto com o cachorro louco que parecem fazer parte do mesmo canil que desencadeou a insensatez. Enquanto dão pauladas estas já estarão sob o ritmo do dono dos cachorros loucos.

O pior é que os donos destes cachorros loucos são capazes de soltá-los para que eles vigiem outros territórios do interesse do dono. E eles vigiarão, igual àqueles cachorros que controlam as ovelhas, mas se o cachorro fizer algo que contrarie a economia da lã e da carne, ele será abatido sem qualquer piedade. É a ontologia da manutenção do mal de origem.

E tem mais: os vingadores que provam o sangue do cachorro louco destroçado, logo apontam sua violência para outras vítimas. Eles querem mais. Muito mais do que a violência do momento lhes proporcionou. Outros “cachorros loucos”, não importam se reais ou não, desde que pareçam que sejam, logo estarão sob a mira vingativa dos linchadores.

É muito triste quando o humano se resume a este insano desejo de sair de série em série dando pauladas em cachorros loucos, especialmente se alguma revista diga “veja” este é mais um.



Domingo com Roberto Menescal !


"Roberto Batalha Menescal (Vitória, 25 de outubro de 1937) é um músico brasileiro. Foi um dos fundadores do movimento bossa nova.

Participava das reuniões no apartamento da cantora Nara Leão, na Avenida Atlântica, em Copacabana, onde o movimento começou. Menescal é um dos mais importantes compositores, ao lado de Tom Jobim, Carlos Lyra, Vinícius de Moraes. Criou canções que hoje são consideradas hinos do movimento e da própria música popular, como O barquinho, Você, Nós e o mar, Ah se eu pudesse, Rio, entre outras. Ronaldo Bôscoli é um de seus parceiros mais constantes.

Suas canções quase sempre apresentam o mar como temática. Atualmente, além de tocar violão e guitarra, dirige um selo musical e gerencia novos grupos e projetos musicais, como o Bossacucanova. Seu último trabalho foi produzir um documentário sobre bossa nova, chamado Coisa mais linda, em 2005, com seu velho amigo Carlos Lyra. "

Hoje, enquanto estradava rumo ao "Zabelê", ouvia Cris Delano e Roberto Menescal. A Cris, muito bem acompanhada! 
Quando escuto um bom repertório, penso logo ;se eu fosse cantora...Mas não fui! 
Destinei-me a gostar de ouvir quem sabe tocar, quem sabe cantar.
A comidinha do Zabelê continua deliciosa. Penso que, repetidamente, viajarei para lá ,nas manhãs de domingo.Tem verde, tem cheiro de eucaliptos, tem rede armada, suco feito na hora, doces caseiros, um atendimento legal, panelas de ágata, comida típica, considerando a pequisada, que é de dar água na boca. 
A volta é sempre muito feliz, pela plena satisfação da alma e dos sentidos. Confiram!
E antes que a noite termine, desejo-lhes um ótimo início de semana, colando uma canção  do Menescal.


A noite do meu bem - Por Norma Hauer





Não se pode pensar nela, sem pensar em uma das mais belas letras de nossa música popular. E quem é ela? Seu nome é Adiléia da Silva Rocha, um nome grande para uma pessoa que ficou conhecida apenas como DOLORES DURAN. Ela nasceu em 7 de junho de 1930 e faleceu em 24 de outubro de 1959.

Viveu pouco, não compôs muito, mas agradou a todos com sua ternura, não antiga, mas eterna.
Foi no bairro da Saúde(não muito saudável) que ela nasceu e ali mesmo, ainda pequena passou a tomar parte nas festas populares cantando como gente grande.

Impulsionada por um amigo, apresentou-se, ainda muito jovem, no Programa "Calouros em Desfile", que Ari Barroso mantinha na Rádio Tupi e onde era o "bicho-papão" dos calouro. Cantou e venceu com um bolero:"Vereda tropical", interpretando-o em português e espanhol. Agradou e recebeu nota 5, que Ari não dava a qualquer um.
Dai para a frente,passou a se apresentar em boates de Copacabana e, melhor ainda: tornou-se compositora e apresentava suas próprias músicas. Foi um sucesso só.

Era "Castigo"; "Fim de Caso"; "Manias"; Noite de Paz"; "Idéias Erradas"...Mas o que mais marcou sua carreira foi a belíssima "A Noite de Meu Bem"....na qual ela tudo queria para "enfeitar a noite de seu bem".
Viveu pouco, abusou de noitadas, de barbitúricos e de bebida, vindo a falecer em 24 de outubro de 1959, com apenas 29 anos.

Morreu Dolores, ficou sua fama. Enfeitou a noite de seu bem do outro lado da vida.

Norma Hauer





Quem sabe acionar o zoom
Enxerga sempre o que quer
No invisível o mar se agita
A terra treme na fé

O portal da alegria
Está sempre em sintonia
Com almas que se destinam
Num belo e terno querer

Já não cato folhas mortas
Mas sinto cheiro da terra
No céu azul vejo nuvens
Sinto a leveza que encerram

O domingo foi de tédio
Hoje é pura diversão
A poesia me confina
Numa doce compulsão.

Socorro Moreira

Colaboração de José Nilton Simões




INTERESSANTE!
Quando você acaba de beber um refrigerante

Prof. Dr. Carlos Alexandre Fett
Faculdade de Educação Física da UFMT
Mestrado da Nutrição da UFMT
Laboratório de Aptidão Física e Metabolismo - 3615 8836
Consultoria em Performance Humana e Estética
**O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE**


Primeiros 10 minutos:
10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente.
Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.

20 minutos:
O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.
O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito para este momento em particular).

40 minutos:
A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:
O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como com a heroína..)

50 minutos:
O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.
As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.

60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.
Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam..
Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.
Ficará irritadiço.
Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes.
Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!
Prefira sucos naturais.
Seu corpo agradece

"As vezes, nossa vida é colocada de cabeça para baixo, para que possamos aprender a viver de cabeça para cima"

SÁBIOS ENSINAMENTOS !- Colaboração de Geraldo Ananias


 O Sucesso consiste em não fazer Inimigos
Max Gehringer

 Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

 Regra número 1:

 Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa
 se lembrar de um favor que você fez a ela é muito grande. Mas a
 chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não
 importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para
 cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você
 ainda se lembra disso em 2009.

 Regra número 2:

 A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância
 de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo.
 Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será
 cobrado, e com juros.

 Regra número 3:

 Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum
 tempo,parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Ou
 quem sabe a amizade durará para sempre. Amigo é aquela pessoa que liga
 para perguntar se você está precisando de alguma coisa.

 Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir
 alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

 Durante a carreira, uma pessoa normal deverá ter a impressão de que
 fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos.
 Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é, Isto é PÉSSIMO!

 A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você
 precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é
 exatamente um daqueles poucos inimigos, e aí.... voce já dançou.



 Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou
depois você pode depender dele para alguma coisa!

 Portanto, profissionalmente falando, e "pensando a longo prazo, o
 sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque,
 por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são
 exatamente aqueles que têm "boa memória.

 Portanto amigo, seja: leal, simpático, educado, pontual, converse com
 todos sem distinção de cargos, competente sem passar por cima dos
 colegas e o mais importante faça o seu trabalho e procure ajudar os
 outros de maneira correta.


PARA RUBEM ALVES

O saber sabe o que sabe
O querer sabe o que quer
Antes que essa vida acabe
Vou viver com o que vier
Vendo o crepúsculo belo
Da cor do ipê amarelo
Que teima em ser o que é

  Fiz este poema para o Mestre Rubem Alves que gosta muito de apreciar os cachos dos ipês amarelos... "Quando tudo está seco eles teimam em florar!"

Colaboração de Edmar Cordeiro



Amor espiritual



Que teu coração voe nas asas da espiritualidade consciente, para que tudo

percebas a ternura invisível tocando o centro do teu ser eterno.

Que um suave vento te acompanhe, na terra ou no espaço e

por onde quer que a força do Amor leve o teu viver invisível.

Que o teu coração sinta a presença secreta do inexplicável.

Que os teus pensamentos, os teus amores, o teu viver, a tua passagem

pela vida sejam sempre abençoadas por aquele Amor que ama sem nome.

Aquele Amor que não se explica, só se sente.

Que esse Amor seja seu rumo secreto, viajando eternamente dentro do teu ser

Que esse Amor transforma os teus dramas em Luz, a tua tristeza em celebração,

e os teus passos cansados em alegres passos de danças renovadoras.

Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz



Autor desconhecido.


Desejar é uma virtude
Que impulsiona o viver
Não importa a longitude
Tenho um zoom para te ver
U. Germano

Lembrando Francis Hime...




Carta
Francis Hime e Ruy Guerra

Nunca estive tão sozinho
nos caminhos da tristeza
nos campos de outra nobreza
nos lagos de tanto vinho
nunca estive tão sofrido
nos trilhos da solidão
nas carreiras da paixão
nas dentadas desse pão.

Nunca estive tão cansado
nas calmarias de um bar
nas paradas de um olhar
nas tatuagens de um fado
Nunca estive tão assim
tanta rama e tanta gana
tão maduro e tão sem cama
tão seguro e tão sem fim.
Composição: Francis Hime / Ruy Guerra

Palavras Cruzadas Francis Hime




Aqui no meu quarto, sozinho,
Ouvindo baixinho uma canção de amor.
Do alto na minha janela
O quadrado é uma tela de som, luz e cor.
Esqueço a retina parada,
Olhando pra nada e pra qualquer lugar.
Lá embaixo a visão se repete,
É uma grande maquete a se movimentar.


Me deito na cama, um momento,
O olhar desatento no telejornal.
A noite acende a cidade
Numa claridade artificial.
E como um papel solto ao vento,
Solto o pensamento a vagar por aí:
Da infância a um amor antigo,
Da mãe a um amigo que eu nunca mais vi.


Mas vem a lembrança recente
De um amor ausente a me torturar.
E esse vazio sem jeito,
Na cama e no peito, me faz relembrar
Quando ela fechou-me as saídas,
Levou minha vida sem olhar pra trás.
Dizendo, assim, se desculpando,
Baixinho, chorando: "Eu não te amo mais".


Revejo num canto, jogadas,
Palavras cruzadas de um velho jornal.
E em meio às notícias do dia,
Rio da ironia de uma vertical
Que diz: "sentimento profundo
Que ilumina o mundo com seu resplendor".
E aqui no meu quarto, sozinho, amigo da dor,
Eu ouço calado, baixinho, uma canção de amor.


Lua de Cetim


Lua de Cetim
Francis Hime


A7+/9 G#m7/4 G7/5-
Lua de cetim, tempo quente, amendoim,
D7+/9 D#º A7+ A6
Dia de vadiar, vagabundear
B7 B7/13 Bm7 E7/4 G7/9-
De tudo adiar, se deliciar
C7+ Em7/B Bb7+ Bº
Deito no capim, planto avencas num xaxim,
C7+ C#º
Samambaia e alguns jasmins,
F7+ Bb7/9 C7+ C6
Que preguiça de mim, ai ai que me dá
D7/4 D7 Dm7 E7/4 E7
Sei lá o que me dá, só sei que isso me encan...ta
A7+/9 E7/G# D/F# A7+/E Eb7/9+
Sapos no quintal, venta roupa no varal,
D7+/9 G7/13 A7+/E F#m7
Vai caindo um toró lá no Tororó
A/B B7/13 D/E G7/9
Cantou um curió, e eu fico tão só
C7+ G7/B F/A Fm/Ab
Sabe, meu amor, meu jardim tá todo em flor
Em/G Gb7/5-
Deu camélia e monsenhor,
F7+ Fm6/9 C6/9 Am7
Deu até beija-flor, não é que me deu
C/D D7/9 F/G D/E E7/9-
Vontade do meu menino que bem me ni...na
A7+/9 G#m7/4 G7/5-
Seja como flor, seja sempre o meu amor
C#m7/5- F#7/5+
Diga o quanto bem me quer
Bm7
Gira o sol, se bem me quer
Dm7
Se é bom viver em paz
A7+ A6
Não abra, meu rapaz
B7 B7/13
Não faça o que não quer
Bm7 E7/4 E7
Não faça o que se faz
A7+ E7/G# D/F# A7+/E Eb7/9
Lua de cetim, tempo quente, amendoim,
D7+/9 D#º A7+
Dia de vadiar, de vagabundear
A#º D7+/9 G7/13 A7+ Eb7/9
ABOBRINHAS POÉTICAS COM BASTINHA JOB
Se de amor vive o poeta
É porque ele assim é
Minha rima predileta
É rimar café com fé
O café nos deixa alerta
E a fé firme nos desperta
Alcançar o que a gente quer
Bastinha Job diz:
Ulisses Germano, veja / café não me satisfaz /o que me alegra demais/é uma boa cerveja!


Futebol e os pontos corridos - Por José de Arimatéa dos Santos

O futebol faz parte da cultura do povo brasileiro. A grande maioria dos brasileiros acompanham o futebol todos os dias. Basta ver o número de programas esportivos nas rádios e tvs do país. É grando o número de espectadores nos jogos amadores de todos os recantos desse país continental.
E o papo que ronda todos os campos de futebol é o sensacional campeonato brasileiro deste ano. Especialistas no assunto não arriscam quem vai ser campeão em 2011 devido a igualdade entre todos os times e as grandes surpresas que a cada rodada acontecem. 
Isso é bom por que o futebol "é uma caixinha de surpresas" e quem gosta do esporte vê e se delicia com os resultados das partidas que comprovam que essa coisa de time pequeno e grande não existe mais. A igualdade entre os clubes faz do campeonato brasileiro o mais equilibrado no mundo.
E pensar que os maiores críticos de campeonato por pontos corridos sumiram. Não se escutam mais essas vozes que diziam que campeonatos desse tipo não davam certo no Brasil. Dar certo. A disputa este ano é jogo a jogo e posso afirmar que toda partida é uma decisão. Tanto para quem está no topo da tabela como também para os que estão brigando para não cair para a divisão de acesso. Esse é o futebol brasileiro.

"Aditivo" - José Nilton Mariano Saraiva

Na nossa última postagem (“Irã, o próximo”), tentamos mostrar, da forma mais didática possível, os abusos cometidos (recorrentemente) pelos “xerifes” do mundo (os EE.UU.) quando resolve se impor “no peito e na marra”, visando atender suas necessidades imediatas, nem que para isso tenha que atropelar tratados internacionais, soberania de outros povos e por aí vai.
Alertamos, também, com enfase, para o risco que correrá o Brasil quando o nosso fabuloso “pré-sal” estiver produzindo a pleno vapor, já que os “gringos” (preventivamente???) já armaram sua tenda nas cercanias da Bolívia com a Colômbia.
Lamentavelmente, entretanto, andaram tentando desvirtuar o que colocamos, com a canhestra idéia de que estaríamos a defender ditadores sanguinários. Por essa razão, tomamos a liberdade de recolocar as coisas em seus devidos lugares, ao aditar (ou transcrever) o contido na coluna Concidadania, do jornalista Valdemar Menezes, publicada hoje no jornal O POVO, aqui de Fortaleza, e que tem tudo a ver com a nossa postagem (e antes que tentem jogar farofa no ventilador, saibam que os grifos são nossos).
O mais... é perfumaria barata, de quinta categoria.

José Nilton Mariano Saraiva

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QUEIMA DE ARQUIVO (Coluna Concidadania, Valdemar Menezes)
A execução de Muammar Kadhafi, segundo é corrente nos meios informados, foi uma operação planejada com muita antecedência. As potências ocidentais não queriam que ele tivesse uma tribuna de onde pudesse falar sobre acertos constrangedores, no passado, com seus atuais carrascos. Quando foram encontrados os arquivos secretos, no seu palácio, revelando as operações conjuntas com serviços de inteligência dos Estados Unidos e países europeus, sua sentença de morte teria sido definida. Não se deveria dar oportunidade para ele revelar tais segredos diante de um Tribunal Penal Internacional. Daí porque os aviões da Otan foram empregados para matá-lo, quando fugia do cerco de seus inimigos num comboio. Caso escapasse, os rebeldes se encarregariam de completar o serviço - como de fato aconteceu. SÓ QUE A AÇÃO DA OTAN FOI TOTALMENTE ILEGAL. ALIÁS, TODA A SUA INTERVENÇÃO, NOS MOLDES EM QUE SE DEU, VIOLOU OS LIMITES DO MANDATO RECEBIDO DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU. O CINISMO E O DESCARAMENTO, JÁ OBSERVADOS NO IRAQUE, NO AFEGANISTÃO E NO PAQUISTÃO (VIDE A MORTE E O DESAPARECIMENTO DO CADÁVER DE OSAMA BIN LADEN) REPETIRAM-SE AGORA, NA JUSTIFICATIVA DA OPERAÇÃO CONTRA O DIRIGENTE LÍBIO.
Agora que Kadhafi foi acolhido (quer se queira ou não) no panteão dos mártires da causa árabe, se transformará, provavelmente, numa grande força simbólica a alimentar a luta dos que são movidos pela defesa do interesse nacional. MUITO PIOR (DO PONTO DE VISTA MORAL) DO QUE O PRIMITIVISMO DE SEU REGIME É O ESCÂNDALO DE SE FLAGRAR UM ESTADO QUE SE DIZ DEMOCRÁTICO E CIVILIZADO, COMO OS EUA, TORTURANDO PRISIONEIROS, INSTALANDO PRISÕES CLANDESTINAS, BOMBARDEANDO POPULAÇÕES CIVIS E LIBERANDO SEU SERVIÇO SECRETO PARA ASSASSINAR DESAFETOS (CHEFES DE ESTADO, LIDERANÇAS POLÍTICAS E COMUNITÁRIAS ESTRANGEIRAS) SEM QUE SEUS DIRIGENTES SEJAM JULGADOS POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE, COMO, ALIÁS, PEDE A ANISTIA INTERNACIONAL. POR QUE DEIXAR DE ACENTUAR TAMBÉM QUE A LÍBIA APRESENTAVA O MAIS ALTO IDH DA ÁFRICA (SEM QUE ISSO ABSOLVA OS CRIMES DO REGIME DERRUBADO)?

O MORTO ENTERRADO NO FUNDO DO QUINTAL


Ninguém canta para o morto enterrado no fundo do quintal.
Ningém canta para os insepultos
mortos ou
vivos. E todos pedem esmola,

a moeda
para os olhos demasiadamente abertos.
Os olhos vazios
como casas em ruínas. A hera cresce pelas paredes, as raízes

engordam
as paredes. É um ambiente de paz
e desolação. As mãos
pendem

pesadas. Os pés estão fincados no solo, com musgo
no calcanhar.
O que faremos da vida? O que faremos da morte? Perguntamos
e nos afastamos envergonhados.

Nada resta nos bolsos para trocar,
para tocar
com os dedos ensanguentados. Abandonamos a nossa imagem
no fogo

que tudo consome. Uma gaivota, o clarão
de uma gaivota e o cachorro ganindo solitário como um barco
de borco
sob a lua.

                        J. C. Brandão




Sentimentos - Por José de Arimatéa dos Santos

Pensamentos tão longe
E ao mesmo tempo vivo a realidade
Assim caminho
Nessa empreitada
Cheia de obstáculos
Nunca intransponíveis
Mas de muita felicidade
Por poder viver tão intensamente
A vida tão bela
Cheia de idas e vindas,
Normal
É a existência de qualquer ser humano
Certo de que o dia de amanhã
Será mais completo
E repleto de muita felicidade

sábado, 22 de outubro de 2011

Fotos de Samuel Araújo





AGRADECIMENTO A DOIS BONS AMIGOS - Por Pedro Esmeraldo

Antes, desejo prestar homenagem póstuma a dois grandes intelectuais cratenses: o professor J.de Figueiredo Filho e a minha tia Maria de Lourdes Esmeraldo, a quem devo a permanência nas lides intelectuais do Crato, paradigmas da cultura, visto que me orientaram com cuidado especial a fim de estimular-me na arte em defesa da cidade. A esses dois ilustres filhos cratenses, venho agradecer pela sua bondade e tenho o cuidado de usar a palavra com dedicação e esmero.


Também me recordo de outras configurações gerais pertencentes ao corpo do intelecto desse município que granjearam conhecimentos, fazendo movimentação política em amor à terra comum, instruindo jovens que fizessem um novo Crato, transformando-a em uma cidade relevante, digna de prestígio em um maior Centro Cultural do Cariri. Esses homens difundiram o Crato culturalmente, promovendo a juventude para que soubesse caminhar no ramo cultural.

Querendo dar maior ênfase, cito as figuras dos principais mestres que culminaram com o desenvolvimento desta cidade e estão proliferando até esses dias pessoas relevadas que souberam traduzir o seu pensamento de serenidade e amor à terra. São eles: José Flávio Vieira, os irmãos Carlos e Armando Rafael, Emerson Monteiro de Lacerda, Antônio Vicelmo, Huberto Cabral, dr. Wellingotn Alves de Sousa, dentre outros que souberam traduzir e galgar as montanhas das letras com muita
precisão e todos os cientes do dever de defender o torrão natal que está sendo vilipendiado e destratado pelas atuais autoridades do Estado.

Relembro dos grandes sacerdotes intelectuais cratenses que foram notáveis e trasnformaram este município em uma cidade cultural que deram nome ao Crato de Capital da Cultura. Não se deve esquecer da magnitude do Colégio Diocesano a quem devo o meu desenvolvimento cultural e intelectual e a minha presteza de servir à terra. Lembro bem das figuras do padre Gomes (o maior historiador), da direção dedicada de Monsenhor Montenegro e do professor José do Vale Feitosa e muitos outros que passam a relembrar momentos históricos das datas comemorativas, sempre orientando os jovens com a dedicação de seguiram um bom caminho.


Convém lembrar que este colégio foi o principal timoneiro dos movimentos febris, pois conduziam todos a seguirem com dedicação e exaltação do expansionismo cultural do Cariri.

Foi do Crato que surgiu o primeiro grito pela independência no ano de 1817; foi do Crato que surgiu o primeiro grito pela liberdade (Confederação do Equador) no ano de 1824, capitaneada pelo cratense Tristão Gonçalves de Alencar Araripe; foi daqui do Crato que houve o primeiro movimento pela expansão e melhoria do comércio e da agricultura. Por isso, deve-se notar que o Crato está sendo enganado, querem transformá-lo em uma cidade da discórdia e de dormitório moderno, mas ninguém se conforma com este pensamento dúbio, vez que Crato sempre foi uma cidade valente e não aceita ser envolvida pelos algozes e perseguidores.

Felizmente, tenho bons seguidores que me acompanham e me incentivam a marchar para a luta em defesa de minha terra. Noto que a cada dia vem aumentando a minha permanência de defender com unhas e dentes o meu torrão natal com garra e a esses senhores só tenho a agradecer a sua boa vontade e peço, ao mesmo tempo, que orem por mim, pedindo a Deus força, altruísmo, perseverança e um pouquinho de sabedoria.

Muitas vezes fui perseguido por certos jornalistas piegas que vieram me açular co palavras inócuas e ofensivas, mas não dou ouvidos a essas palavras e continuo na luta até hoje sem esmorecimento.

Agora quero agradecer a dois parentes amigos que me presentearam com a impressão deste livro e ao mesmo tempo afirmo, com sinceridade, que serei agradecido e peço aos dois primos amigos Dr. Luciano de Brito Gonçalves e o Jornalista José Esmeraldo Gonçalves que me granjearam com toda atenção a edição desse livro. Não tenho mais palavras para agradecer, a não ser tornar-me fiel a esses dois amigos até a minha morte.

Crato-CE, 17/10/2011
Discurso proferido no lançamento do livro Contra o Vento

UM EXCELENTE FIM DE SEMANA PARA TODOS!

mãe e filho

Sábado é dia de bater pernas na rua.
A curiosidade é geral: em quanto tempo o centro da cidade ficará restaurado?
Ele já perdeu sua personalidade física, mas ganhará uma aparência aceitável?
Dizem que sim!
Volto sempre com alguma coisinha, na sacola de aposentada, mas a verdade é que o deslocamento até Juazeiro, pra resolver a maioria das nossas necessidades, faz-se necessário.
Nostalgicamente fico procurando o meu Crato do passado.
Sensação de pós-guerra. Baixas no campo físico e afetivo.
Mas a vida continua. Chuva do caju, manga e pequi. Roupas molhadas no varal, som na caixa, tênue esperança de felicidade, prazer apanhado no ar da  vontade.

Ontem estivemos juntos (os sempre amigos). Institucionalizamos os saraus itinerantes.
Temos casas, incrustadas na Chapada,ou com cadeiras na calçada, onde a natureza ora é simplória, ora exuberante.
Estão de parabéns as organizadoras da noitada: Fabiana Teles e Polyanna Esmeraldo. Tudo na frescura da noite, e no aconchego do carinho.Benditas, meninas!
Eu fico desejando que o cotidiano seja aquela conversa engraçada, aquelas boas músicas, o bebericar e o beliscar natural.
A verdade é que estamos todos na parte externa dos bares, clubes, praças!
Bom demais escutar o canto latino de Salatiel; as mais novas composições do menestrel Abidoral, e as pulsações musicais da afinada Aucy Ventura.
Sempre acontecem momentos únicos, irrepetíveis !
Nestas noites, a vida volta a ser estrelada, enluarada... Esquecemo-nos, completamente, de ligar a TV, e sentir saudades de outros tempos. É quando de fato, o presente acontece, tal qual é sonhado, no azul índico da simples vida!

O que seria do homem , sem o convívio amigo?
Abraço esta realidade!



Cumbuca Azougada-Bastinha Job



18 de outubro, o dia
que ao médico é consagrado
gratidão e alegria
pretejam por todo lado;
UNIMED e clientela
fazem homenagem bela
àquele que em sua lida
com amor, dedicação
da verdadeira missão
curar e salvar a vida


mas algo aconteceu
e eu fiquei encucando;
colegas não entenderam
ficaram se perguntando:
será que essa roleta
fez burla e fez mutreta
num destino já selado?
ali não foi diferente
e antecipadamente
sabia-se o resultado


jogo de carta marcada
um ao outro se indangando
era a cumbuca azougada
e o chefe sair ganhando?
nosso médico sarará
é mesmo o melhor que há
passe arecita, então?
não saia pela tangente
conte logo para a gente
como azougou sua mão?


ninguém nunca ouviu falar
numa cumbuca azougada
então nós vamos brindar
com doce de marmelada:
na UNIMED, o sorteio
prêmio cheio de recheio
mas que foi um baita truque
Zé Flávio a mão meteu
sabe o que aconteceu?
um moderno NOTEBOOK!




um prêmio desses sair
logo para o diretor,
conversa pra boi dormir,
favas contadas, Doutor;
é sabido que o do "home"
o bicho vem e não come;
o contrário aconteceu
o bichinho da cumbuca
estrepada na arapuca
o homem foi quem comeu!

Pensamento para o Dia 22/10/2011


“Você fará rápido progresso no caminho espiritual se superar os obstáculos difíceis de raiva, orgulho, vaidade, da tendência para procurar defeitos nos outros, etc. Estes operam inconscientemente, como as correntes nas profundezas do oceano. Você deve ser vigilante para não perder a calma, mesmo nas pequenas coisas, pois isso obstruirá seu progresso. A raiva é a mãe de todo o comportamento errado e pode levar qualquer pessoa a maus caminhos, a qualquer momento e sob qualquer forma. Então, em primeiro lugar, sublime-a pelo esforço sistemático. Acolha alegremente qualquer um que aponte seus defeitos; seja grato a eles. Nunca nutra ódio por eles, pois isso é tão ruim quanto odiar o bom. Você deve amar o "bom" e rejeitar o "mau". Lembre-se, o "mau" não deve ser odiado, mas abandonado ou evitado. Cultive a humildade e o amor para com todos; hábitos indesejáveis desaparecerão de você.”
Sathya Sai Baba

Vereador inelegível jogando jogando gasolina no fogo dos políticos - José do Vale Pinheiro Feitosa

O vereador Rodson Lima do Partido Progressista de Taubaté tomou ao pé da letra e para si o progresso da sigla. “Eu descobri que o hotel é três estrelas, mas pra mim é como se fosse um palácio. Eu tô conversando com você na janela e tem uma piscina de 40 metros com cachoeira, é brincadeira? Vivo a vida de príncipe há 15 anos. Dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica, gabinete com ar condicionado... Inclusive até postei assim: engenheiros que são formados por Harvard, Yale, Michigan não desfrutam disso que eu desfruto. É muita honra que o povo me dá. Eu sou eternamente agradecido” – assim expressou-se o progressista.

O Jornal Nacional chamou o ato do vereador de excesso de sinceridade. Mas tudo leva a crer que o vereador é muito articulado e provocador e não corresponde à humildade que parece demonstrar. O vereador, igual a este policial de Brasília que denunciou o esquema da ONGs no Ministério do Esporte por que foi cobrado das próprias falcatruas e atirou para cima, no caso o vereador mirou todos os políticos: vereadores, deputados, senadores e até conselheiros dos tribunais de conta.

Com a esperteza de alpinista social e econômico que Deus lhe deu ele bem sabe do sentimento popular, especialmente nas redes sociais da internet, com os políticos e uma vez estando proibido de ser reeleito o ano que vem, vai na jugular dos políticos e suas benesses. Até ao aparentemente se explicar para o povo ele ataca os políticos amplamente: “Hoje estou aqui, no meio de senadores, conselheiros do Tribunal de Contas. As autoridades me chamam de excelência. Foi isso que eu quis dizer. Passei de vassalo para uma vida de príncipe. Estou num hotel três estrelas, mas para mim, homem humilde, isso parece o Palácio de Buckingham. E devo isso ao povo. Agradeço muito. Claro. Tenho minha prole. Quero que eles ocupem meu lugar. Isso é tradição no Brasil, né? E eles querem trabalhar pelo povo. Um deles trabalha na ambulância que eu comprei. É o motorista."

Certamente que ao expressar a vontade dos filhos seguirem a “carreira de político” ele levanta outro “podre” da vida política, este nepotismo eletivo de pai para filho que acontece no processo eleitoral. Enfim estamos todos muito confusos. No Piauí um Juiz de Direito queria mil reais para liberar uma estrada para circularem estudantes da zona rural. Onde se encontra o verdadeiro sentido da vida honrada e solidária?

Não basta apenas trabalhar uma vez que a ética do trabalho não acoberta o sicário. É preciso realmente esclarecer esta confusão do cipoal de contradições. O processo eletivo está em julgo feroz e todos desejam a democracia, exatamente por isso, mas muitos criticam o processo eleitoral e a representação. Os gregos não gostam do seu parlamento com certeza e a troca de prisioneiros entre Israel e o Hamas teve que ser decretada pela Justiça, uma vez que o Knesset não foi suficiente.

A enorme concentração da renda, tornando apenas 1% da humanidade dona estratégica da riqueza mundial, acobertada pelos Estados Nacionais, é um bom exemplo da crise da representatividade na democracia ocidental. Aliás, toda a aparentemente insanável crise moral tem origem nesta concentração de renda e a brutal mercantilização da vida em todos os sentidos. Vai dos transplantes de órgãos ao filhós na segunda feira.

Há como uma bruma de mudanças violentas fruto deste cipoal de contradições não resolvidas, a pergunta é saber como ela se dissipará. Vidas se perderão até a clareza da visão e se perderão absolutamente por nada, apenas pela confusão que está em curso.

Casa do meu refúgio
Pintá-la, desejo!

Deslocar a cadeira da espera
Substituí-la pela acolhida do abraço

Casa de um corredor curto
Um fogão de lenha
Um crucifixo no leito
E uma goteira
Em cima da gente

Quero água na caneca ou
"na concha das tuas mãos"...
                               Um trinar de pássaros,
E um gato de olhos verdes

Recorto uma janela nas telhas
e deixo o céu me guardar!

Ah... Esqueci o papagaio,
que chama Maria de querida...

-Preciso arrancar
Um pé de cansanção
Do meu coração !


Socorro Moreira

Coqueiro Velho - por Socorro Moreira



Lembrei a canção que o Orlando Silva gravou. Uni-me ao compositor, e percebi a dor das folhas secas, abatidas pelo vento, envergadas por falta de viço, esperando o açoite dos ventos.
É como uma rosa seca, escondida nos livros do passado... Perdeu o cheiro, mas sabe contar histórias.
É como amores fenecidos, ainda misturados, a tantas coisas vivas, que merecem ser reintegrados ao útero de uma terra viva.
Que tudo se transforme em pó: as velhas palmeiras, pessoas, coisas... Que possam estrumar novos sentimentos !
Doeram-me aquelas palmas acanhadas e secas, sem o carinho e a dança do vento. Combinam com o final do dia, entre a rosa e o grafite.
A natureza na ausência do sol enluta-se. A lua, eterna viúva, numa fase de alegria, chega com o seu bando... Bando que pisca faísca, e assume seu posto, na festa da boemia.
Choram as flores, seus orvalhos... Nuvens também se dispersam ou se condensam, quando finda o dia.
O tempo esquentou. Troco meu costume, e na seda me aconchego, como num corpo do amante.
Corpos secos, roupas brancas, marfim... Como os velhos coqueiros, que agora vejo vestidos no terreiro, com a roupa do fim!

Lembranças de um tempo - Rosa Guerrera


Sou de um tempo em que a gente tinha tempo para tudo . Tinha tempo para passear sem temer dar de caras com um “trombadinha”, de ir a praia sem pensar que poderia acontecer um “arrastão”, de curtir sozinha um bom filme , sem ficar em alerta observando se ao nosso lado não se sentava um maníaco sexual, de namorar no portão sem se preocupar em sofrer um assalto , de curtir um barzinho na orla marítima sem ter a necessidade de ficar tocaiando se alguém não nos leva o carro ,de sair a noite para olhar as vitrines decoradas sem esbarrar com um assaltante , de absorver uma seresta até alta madrugada ...enfim : existiu realmente um tempo em que nem a palavra estresse era nossa conhecida . Hoje a gente já se levanta pensando que tem que caminhar a parada do ônibus e a qualquer momento , um embriagado num volante pode nos atropelar , ou ainda acontecer um desses assaltos violentos dentro do próprio transporte coletivo... Mulher elegante praticamente hoje não vemos nas nossas ruas, porque até a maneira de carregar uma bolsa mudou .Hoje a mulher carrega a bolsa debaixo do braço como fosse um pacote de pão, e o relógio no pulso foi comprado num camelô ( é descartável) , custou apenas 12 reais .Afinal se outro “dono aparecer” o prejuízo é pequeno. Eitha saudades daquele tempinho bom ! Até os namoros traziam na sua pureza toda a poesia da espera do primeiro beijo. Dificilmente se lia uma manchete de um crime hediondo num jornal. Os mais velhos eram respeitados e serviam de exemplos para a então juventude . Hoje os coitados são ridicularizados e chamados de museus ambulantes. E as músicas ? Poxa ... as músicas soavam divinas em frases românticas aos nossos ouvidos , enquanto hoje são as responsáveis pelas labirintites e pelos problemas de audição da nova geração. Também pudera ! O barulho é tão ensurdecedor que numa festinha qualquer , quem tenta manter um dialogo , no dia seguinte está sofrendo de uma estúpida faringite ou laringite .Isso sem falar nas letras das músicas que hoje prestam homenagens as ‘ eguinhas pocotós , as cachaças muié e gaia”. Que nome poderíamos hoje dar a esse tempo que não nos permite mais ter tempo para sonhar , fazer um poema a lua ,voar nas asas do romantismo,escorregar num arco íris, sentir um arrepio na pele com aquele beijo longo e molhado....?
Sinceramente , não sei ! Sei apenas que não posso fugir as inovações da própria vida nem diminuir os meus passos rumo ao futuro , mas de cátedra posso afirmar : “Eu tive o privilégio de conhecer um tempo , onde realmente a gente tinha tempo de sobra para amar e viver muito ... muito mais” !



Lua cheia - (Foto de Heládio Teles Duarte) - por Socorro Moreira


como aquelas noites que parecem dia
como aquele azul que parece um lençol de frio


como aquele brilho
convite à sedução ...
que tira os nossos  pés do chão


devemos-lhe natureza,
em forma de lua..
-esse círculo brilhante
que encanta olhares
e desperta sentimentos,
saudades...


se vivemos alucinados
se o coração palpita
por um bem amado
longe ou perto
te enxergamos


cruzam impressões ...
és bela nesta noite azul
és tinta natural,
festa mensal...
- a noite em que o coração
transborda no brilho
de uma lua especial.


(socorro moreira)

Mário Quintana


Carta

Eu queria trazer-te uma imagem qualquer
para os teus anos...
Oh! mas apenas este vazio doloroso
de uma sala de espera onde não está ninguém...
É que,
longe de ti, de tuas mãos milagrosas
de onde os meus versos voavam - pássaros de luz
a que deste vida com o teu calor -
é que longe de ti eu me sinto perdido
- sabes? -
desertamente perdido de mim!
Em vão procuro...
mas só vejo de bom, mas só vejo de puro
este céu que eu avisto da minha janela.
E assim querida,
eu te mando este céu, todo este céu de Porto Alegre
e aquela
nuvenzinha
que está sonhando, agora em pleno azul!

ASPECTOS SENTIMENTAIS DO SIGNO DE ESCORPIÃO- Graziella Marraccini


O signo de Escorpião é um signo de Água, governado pelo planeta Plutão e tendo como co-regente o planeta Marte.

Apesar da fama que este signo possui, ele é muito mal compreendido, talvez porque ele próprio não faça nada para melhorar a sua imagem. De fato, ele se esconde atrás de uma aparente frieza e desconfiança, levantando uma barreira quase intrasponível ao seu redor.

Escorpião, como todo o signo de Água, é muito sentimental e suas correntes emocionais são intensas e profundas. No entanto, ele se mostra sempre desconfiado, especialmente, no que diz respeito aos seus próprios sentimentos e detesta responder a qualquer tipo de pergunta íntima e direta. Por ter um conhecimento profundo dos mistérios e segredos que envolvem a natureza humana, ele está sempre esperando que o lado mais sombrio do outro apareça e por isto ele vive 'de tocaia', na espreita.

A natureza violenta de seus sentimentos e paixões não deixa margem a meios termos, a meias medidas. Ele ama ou odeia e... sabe odiar da forma mais fria e cruel possível!

O planeta Plutão, que rege o signo, é o mais frio do nosso sistema solar. Ele rege o domínio, a manipulação, o controle, o poder, o sexo e a morte. Ele rege também o mistério, e tudo o que é subjacente, o mundo de Hades e, por esta razão, os nativos deste signo são ótimos investigadores, pesquisadores, detetives e também psiquiatras, pesquisando a fundo a natureza humana.

Eu falei que o escorpião é manipulador, frio, calculista e controlador, e ele o é mesmo! Os homens mais poderosos do mundo possuem um Plutão muito forte em seus mapas, tenham certeza. Lembrem-se do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que possuía o Sol em Leão em conjunção com o planeta Plutão. Que poder ele teve de manipular um país inteiro! Bem, eu acho que ele pensava ser o próprio Deus!

Ma Escorpião também tem seu lado bom, não é mesmo? Podemos citar a persistência, a paciência, a introspeção, e a capacidade de vencer qualquer obstáculo, removendo literalmente as montanhas para alcançar seu objetivo.

O Homem de Escorpião

Antes de mais nada o homem de escorpião é extremamente apaixonado e apaixonante, contanto que você o deixe manter o controle da situação... sempre! Ele pode se deixar levar por uma paixão avassaladora e será fiel a ela. Se não for correspondido, se mostrará frio e distante, mas se for magoado, desprezado, ou traído, então, espere a mais fria e cruel vingança.

As brigas são muito comuns nos relacionamentos com os homens de Escorpião, já que eles são extremamente ciumentos e você não poderá lhes esconder nada.... nada mesmo. Ele tentará abrir suas entranhas e examinar o seu interior para ter certeza que você não está mentindo. Ele é naturalmente desconfiado, portanto, não lhe dê razões para desconfianças. Ele abrirá sua bolsa, examinará sua agenda, e se achará em pleno direito de fazê-lo. No entanto, se ele se sentir seguro, poderá ser fiel e o relacionamento será então proveitoso e duradouro.

O ciúme que ele demostra (ele está sempre buscando os sinais de sua traição...) poderá se tornar patológico se ele for um escorpiano inseguro, já que para ele possuir o objeto amado é essencial quanto o ar que ele respira.

Portanto, se você conseguir conviver com o ciúme, a posse, a desconfiança, a manipulação, bem... vá fundo no relacionamento. Ele valerá a pena já que você terá um ótimo amante. Ele colocará em você uma etiqueta de "minha propriedade" e controlará todos os seus passos, mas lhe dará em troca um amor profundo, muito sexo (ele é extremamente erótico!) e devoção.

A Mulher de Escorpião

Assim como o homem, a mulher de Escorpião possui as mesmas características de possessividade, manipulação, intensidade de sentimentos e força de vontade. Ela é capaz de sentimentos profundos e não se contenta com relacionamentos superficiais. Sua motivação a leva a examinar as profundezas de seu ser, já que ela quer entender suas fraquezas e suas inseguranças, para melhor controlá-las. Ela não tem medo de examinar o seu lado mais obscuro, já que o faz com seus próprios sentimentos, mas não deixa nada ao azar.

Ela não suporta a hipocrisia e não aceita os joguinhos de meios sentimentos ou meios relacionamentos. Ela pode aceitar tudo, menos a fraqueza de caráter e irá esperar de seu parceiro uma devoção completa e total. Ela se entrega por completo num relacionamento, mas somente após ter longamente observado seu parceiro para conhecê-lo profundamente.

Ela tem um senso de justiça aguçado e será capaz de compreender e aceitar o seu ponto de vista, se ela o julgar justo e correto. Mas você sempre verá a desconfiança atrás de seu olhar misterioso e gélido, olhar que está como que a procurar a tempestade que se esconde por trás da calmaria. Aliás, ela não suporta calmaria. Eu costumo dizer que o Escorpião não é um signo de Água, mas sim de lava, lava vulcânica, que queima e reduz a cinzas tudo o que ela encontra no caminho. E assim como um vulcão, os nativos deste signo explodem de vez em quando, e então... sai de baixo!

Ela é capaz de grandes paixões e de grandes ódios, e irá esperar o tempo que for para se vingar, se se sentir traída. Ela não irá lhe oferecer a outra face se você lhe der um tapa. Não. Espere dela a mais fria e cruel vingança, leve o tempo que for. É verdade que ela tem uma memória de elefante, mas isto serve também para o bem. Ela não esquecerá um gesto de carinho, de afeto ou de amor de sua parte. E lhe será devota e fiel.

Escorpião e o Amor

Bem, me parece que já vimos com bastante detalhes a forma de amar deste signo. O Escorpião deve ser compreendido para ser aceito em sua totalidade. Não há meio termo, ou você o ama ou o odeia. Ele sabe amar como ninguém e sabe odiar como ninguém, sabe ferir como ninguém e compreender como ninguém.

Se você for sensível às suas críticas mordazes, se você se magoa facilmente, se você preferir um relacionamento terno e morno, calmo e tranqüilo, fique longe dos nativos deste signo. Eles podem ser fascinantes, mas a vida com eles será tudo menos monótona!

Não tente lhes esconder algo, mesmo os seus sentimentos mais íntimos serão autopsiados e examinados com o seu olhar gélido e desconfiado, que procurará sempre uma razão para dizer "Viu? Eu tinha razão! Você está me escondendo alguma coisa!"
Na realidade, esta é uma projeção de sua própria desconfiança quanto aos seus próprios sentimentos, tão perturbadores e intensos que não podem ser controlados ou mesmo compreendidos em sua totalidade.

Os relacionamentos com os nativos de Escorpião serão, no entanto, duradouros e profundos, se você lhes deixar a impressão que eles estão mantendo tudo sob controle.



AUSÊNCIA




Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.


Carlos Drummond de Andrade

Irã, o próximo - José Nilton Mariano Saraiva

Como não encontra uma maneira de reduzir seu irresponsável e perdulário consumo, o colapsar da produção americana de petróleo dar-se-á em muito breve, devido à exaustão das suas reservas; para evitar esse verdadeiro caos, os “xerifes” do mundo inescrupulosamente radicalizam (e jogam sujo), sem nenhum constrangimento, ao “fabricarem” guerras sangrentas naqueles países que literalmente “nadam” (ou repousam) em reservatórios abarrotados do “ouro negro” (leia-se Golfo Pérsico).
Os pretextos são os mais estapafúrdios possíveis, começando pela desestabilização dos respectivos governos (via campanhas difamatórias intensas, onde só um lado da moeda é mostrado ao distinto público), normalmente pregando o iminente perigo de a humanidade ser dizimada por um ditador ensandecido (ou possuído pelo capeta); nessa toada, nada mais “natural” que “eliminar” de forma humilhante tal personagem, mesmo que ignorando os mais elementares princípios que regem os direitos humanos ou tratados internacionais de não agressão a países independentes; num segundo momento, há que se encontrar um motivo que justifique tal assassinato, a fim que a “coisa” não pareça o que realmente é: uma execução sumária, objetivando o “apoderar-se” de uma riqueza finita, mas que ainda hoje “move o mundo”.
Ou não foi assim no Iraque, invadido sem maiores cerimônias pelos “gringos”, sob a alegativa de ser fabricante de "armas químicas" com potencial de aniquilar meio-mundo, o que foi comprovado não ser verdade, isso depois do enforcamento de Saddam Hussein, mostrado pela televisão ao vivo e a cores ???
Hoje, na (“encharcada de petróleo”) Líbia, de Kadhafi, o script ou modus operandi foi o mesmo: satanização midiática do “ditador”, estímulo e militarização dos rebeldes, caça incessante ao mesmo e, enfim, a tomada do poder, após o assassiná-lo sem complacência, dó ou piedade (e tudo isso sob os holofotes magnânimos de uma mídia tanto orquestrada como corrupta).
Isto posto, você, aí do outro lado da telinha, tem alguma dúvida de que o Irã (do “abusado” Mahmoud Ahmadinejad), será o próximo ??? De que vão usar o mesmíssimo argumento usado no Iraque e na Líbia ??? De que irão assassiná-lo sem maiores cerimônias, vapt-vupt ???
Mas... e quando o nosso fabuloso “pré-sal” tiver a pleno valor, será que teremos o mesmo fatídico destino ??? Ou você já esqueceu de que os “xerifes” do mundo já montaram uma bem estruturada “base militar” na fronteira da Bolívia com a Colômbia, sob o pretexto de combaterem os terroristas das “Farc” (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) ???
Preventivamente ??? Esta é a pergunta que não quer calar.