por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pedaços de Canções - por Corujinha baiana


“Bom dia, tristeza
Que tarde, tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando
Até meio triste
De estar tanto tempo
Longe de você...”
Bom dia Tristeza (Vinicius de Moraes / Adoniran Barbosa )
***
“...Queixo-me às rosas,
mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti ...”
As Rosas não Falam ( Cartola )
***
“Luminosa manhã
Pra que tanta luz?
Dá-me um pouco de céu
Mas não tanto azul...”
Canção da Manhã Feliz ( Haroldo Barbosa e Luiz Reis )
***
"...Ai, quem me dera
Se eu pudesse ser
A sua primavera
E depois morrer.”
Primavera ( Vinícius de Moraes / Carlos Lyra )
***
“...Ai, tua distância tão amiga
Essa ternura tão antiga
E o desencanto de esperar...”
Ternura Antiga ( Dolores Duran e Ribamar )
***
"Lá fora, amor,
uma rosa morreu,
uma festa acabou,
nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela,
o tempo passou na janela
e só Carolina não viu. "
Carolina ( Chico Buarque )
***
“...E assim,
seja lá como for
vai ter fim
a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
brotar do impossível chão”
Sonho Impossível (versão em português de Chico Buarque e Ruy Guerra )
***
"Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu so errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua .."
Tire o seu sorriso do caminho ( -Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito/ Alcides Caminha)
***
“...Eu escrevi na fria areia,
um nome para amar.
O mar chegou, tudo apagou,
Palavras levam o mar...”
Nossos Momentos (Luiz Reis e Haroldo Barbosa )
***
“...Mas a ilusão
quando se desfaz
Dói no coração
de quem sonhou
Sonhou demais,
ah! se eu pudesse entender
O que dizem os seus olhos”
Esse seu olhar ( Tom Jobin )
***
“...Só sei que enquanto houver os corações
nem mesmo mil ladrões,
podem roubar canções
E deixa estar, que há de voltar o tempo dos pardais,
do verde dos quintais
tempo em que o medo
se chamou jamais!”
Tempo dos Quintais ( Sivuca e Paulinho Tapajós )
***
“...A porta do barraco
Era sem trinco
Mas a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão.
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura dessa vida
É a cabrocha, o luar e o violão.”
Chão de Estrelas ( Orestes Barbosa – Silvio Caldas )
***
“A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida”
O sol nascerá ( Cartola e Elton Medeiros)
***

Filosofando ... - Eurípedes Reis



Ontem à tarde, tive uma experiência que não me lembro ter tido outras vezes na vida. Plantei uma árvore. Eu sempre ouvi dizer que toda a criatura para ser considerada realizada, necessita de ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore.

Sou pai de 4 filhas (meus tesouros), escrevi dois livros (sem nenhuma aspiração de altos vôos literários). Faltava plantar a árvore. Foi um momento importante para mim. Estava pensando nisso, hoje pela manhã. Vai daí comecei a filosofar....

Construí uma história, a meu modo, embora um tanto quanto incompleta. Na minha vida, apesar de ser pouco sociável, ... timido mesmo, consegui criar fortes laços afetivos, como o que mantenho com você, Sauska querida. Pelo menos penso que é.


No meu momento atual, gosto mais de viver o dia-a-dia, das coisas mais simples, de ver, sentir (sem me obrigar a entender tudo).

Jacques Lacan, mestre psicanalítico, dizia que a vida se passa em três níveis: o real, o simbólico e o imaginário. O real é o mundo da natureza, dos instintos e dos desejos irracionais. "O real é impossível", dizia Lacan.

Para sobreviver e evoluir, o homem sublimou, reprimiu seus instintos e criou o mundo simbólico, da cultura e da civilização. É o mundo em que vivemos a maior parte do tempo. "Tudo é símbolo. Serei também um símbolo?" (Fernando Pessoa)

Mas não dá para viver todo o tempo simbolizando e representando. É muito chato. Precisamos sonhar. Aí os homens, principalmente os artistas, criaram o mundo imaginário. Os artistas embelezaram o mundo.

Numa avaliação meio pobre, sinto que vivo a maior parte do tempo no mundo simbólico, racional, prático, porém gosto mesmo é do mundo imaginário, analógico, subjetivo, do mistério. Quanto mais envelheço, mais me refugio nesse outro mundo, sem perder a razão e a praticidade.


Eurípedes Reis

De 20 a 25 de setembro de 2011


Sou Paciente - Por:Socorro Moreira

" ...Sou paciente

Fico esperando

Fico pensando , meu amor

Quando te vejo

Que bom seria , se você...

Pudesse me compreender ...!

O nome do meu choro tem parentesco com a paciência. Ele espera o que não chega. Deseja o que não alcança.Mas é tão consciente das suas limitações, que chora apenas uns ais por semana.
A poesia não chega arrumada, como se fosse a um baile de formatura. Às vezes ela chega intimidada, de pés descalços e semi-nua.
O recém-nascido parece que não tem pressa para crescer; o idoso parece que não tem pressa para morrer.
Eu tenho pressa de viver !

Museu Vivo- João do Crato !





Merecidamente, foi homenageado hoje, no CCBNB, o artista João do Crato.
Na plateia,  amigos e figuras expressivas da nossa cultura popular.
O painel de fotos apresentado,  contou  a vida itinerante do nosso  João, sempre presente na arte, cultura e projetos sociais da nossa região.






O que foi improviso...- por Socorro Moreira


afoba-me o imprevisto
menos a chegada do amor
susto feliz do improviso

depois de algum reboliço
ele se acha na casa
se instala em todas as salas
e adormece no espaço
onde ficam as suas asas

parte e volta
deixa sementes nos cantos
que a dona sempre molha
com lágrimas de desencanto

a natureza do amor
é perfeita e divina
culpo a nossa ignorância
quando se adona de algo
que no imaterial se ilumina !

vou deixar o amor voar
vou deixar que ele floresça
em qualquer canto e lugar
e junto em qualquer celeiro
assim ,quando se espalhar
amor nunca faltará
na casa material
nem no mundo espiritual.

socorro moreira

a borboleta do pântano

O seu cheiro de lama atrai.
É o que diz a minha borboleta do pântano.

Ela não se cansa de cheirar meus cabelos.
Meus braços, minhas costas e orelhas.

Criança doida a minha borboleta do pântano.
Uma fadinha lilás, inteligente e sorriso faceiro.

Um dia ela disse que me mataria na cama.
Tiraria minha pele e venderia no mercado da sua aldeia.

Jurou-me de morte caso eu tatuasse meu antebraço.
Mas ela tem uma tatuagem no tornozelo, uma lira.

A minha borboleta do pântano
quando pousa sobre meu ombro
não quer mais ir embora e vive
sussurrando aos meus ouvidos
que meu cheiro de lama atrai.

Nâo duvido que ela me mate na cama.
Suado ela esprema meu pescoço até
a última gota do meu cheiro de lama.

A minha borboleta do pântano
é um perigo, mas a sua tatuagem
no tornozelo (uma lira) comove-me.

Não sabe ela
que sou eu
um dia

que a sangro
tirando-lhe do tornozelo
aquela tatuagem fantástica.

De que as borboletas do pântano gostam para dormir?
Preciso pesquisar que tipo de vinho misturado a sonífero
ela poderá tomar sem desconfiar do meu entusiasmo
nem do gosto da mistura mágica.

É certo,
dormindo ela
arranco-lhe da pele
aquela tatuagem incrível.

Se ela não conseguir antes, claro
matar-me na cama e espremer meu pescoço
tirando até a última gota do meu cheiro de lama.

Feliz aniversário, Tatiana!



Nosso carinho, num grande abraço!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

o beijo

Fui testemunha da maravilha
que é um beijo demorado
entre um casal de sapos.

Eu vi com estes olhos [que a terra
há de oferecer às minhocas]

a suntuosidade e sutileza das línguas
do moço sapo e da senhorita sapa.

Eu vi com estes olhos [que o mar
há de oferecer aos moluscos]

a sensualidade das pontas
em leves gracejos e toques.

Não há mortal [gente
ou bicho] que beije
semelhante aos dois
anfíbios.

Fui testemunha de cada intervalo mágico
em que as línguas tremiam, suspiravam,
tomavam fôlego e retornavam

só as pontas para que depois
por inteiras sumissem as línguas
dentro daquelas bocas.

Eu vi com estes olhos [que o vento
há de oferecer às calçadas]

o casal estremecido,
as jugulares pulsando,
as glândulas ruborizadas.

Não tem gente ou bicho ou entidade
que beije tal qual o casal de sapos.

É um beijo longo e molhado,
tenro, doce, frenético
e ardente.

Eu vi,
eu juro que vi.

Com estes olhos
que a mim pertencem
por obra e divina graça

nunca cabendo posse deles
às minhocas nem aos moluscos
tampouco às calçadas em noites frias.

Cariri Cangaço 2011




Abertura Oficial amanhã, terça-feira,


dia 20 às 19 horas no


Teatro Municipal de Crato




Você é nosso Convidado.

Acabei de rever "Amores Clandestinos". Vontade de continuar ouvindo a trilha sonora


Água corrente - por Socorro Moreira.




Cantarolando uma música
"Creio em ti" !
sem explicações teosóficas
nem filosóficas
nem pretensões poéticas
nenhuma (d)ica !

Gosto de preencher as horas
de muitas formas
e o tempo na medida
entrega de bandeja
alternativas
Vivas !

Bendita solidão
que nos deixa perto de nós
e chama , e chama !
Chama que não se apaga
feito vela de uma era.

Daqui a pouco o dia
de novo acontece
Água fazendo zoada na pia
cheiro de café
e a canção da vida
nas buzinas
de quem apressa caminhos.

Desacelero o tempo
e paro num momento ...
momento que chega do futuro
"Olá, como vai"?

"Deus está no meio de nós..."
Creio ,sim !
Mas não gosto de rituais
nem de música gospel.
Sou filha da lua e do sol
Irmã de quem me ilumina !

socorro moreira

Haicai - por Paulo Leminsk


a estrela cadente
me caiu ainda quente
na palma da mão

cortinas de seda
o vento entra
sem pedir licença






Sinto a paz
do filho adormecido
e a saudade me inquieta

Bem que dizia minha mãe :

Sinto saudades de você,
pequena,
apesar dos sobressaltos
tosse , pesadelos ...

Mãe ,
agora te entendo !

Sou cheia de saudades
apaziguadas pelo tempo
As pessoas entram minúsculas
e saem enormes
rasgando o coração
onde cresceram

Mas tudo se restaura, se renova
Outros afetos chegam
e a florata do amor recomeça
Coração suspira paz
ausência da dor
na suavidade das lembranças

socorro moreira

Rabiscos - por Socorro Moreira



Sou de lua
vida e serenata

branca noite
cadeiras na calçada

rabiscos na cara
arranhada e prateada

lua que banha o olhar
ensina a enfeitiçar.

Paçoca é no pilão...O resto é farofa - Por Socorro Moreira



Quando eu me casei, em 1979 , todas as casas tinham quintal e pilão. Tratei logo de arranjar um, mas já não existiam em qualquer feira para se comprar,  nem quem os fizesse. Uma vez por semana, eu ia na casa da minha tia Ivone pilar a carne seca pra fazer paçoca , acompanhada do baião . A gente fritava a carne na gordura do toucinho , e adicionava bastante cebola roxa, e aí então , socávamos no pilão com um pouco de farinha de mandioca. Tínhamos então , a verdadeira paçoca . Ela nem se acompanhava de outra carne. Não era complemento. Era o prato principal. Ficava um pouco úmida , e a carne numa consistência fibrosa, fiapenta. Essa era a nossa paçoca original. Hoje , imaginem, a gente usa o liquidificador pra fazê-la, numa quantidade desproporcional de farinha, e achamos, enchemos a boca pra dizer, que adoramos paçoca... Ora, ora, a gente adora é farofa ! Nunca peço paçoca , nos restaurantes. Eu sei o que é uma paçoca gostosa ! Naquele tempo acompanhava o baião de dois com queijo de coalho e nata de leite com torresmos e cheiro verde. Se fazia mal, isso é outra questão. Só sei que era tudo natural. Existe algo pior do que os conservantes dos nossos enlatados? A gente pensa que usando um creme de leite light tá tudo compensado...Cuidado !

Paçoca light ( ?) :
1/2 Kg de carne de sol
2 cebolas roxas
Um mão de farinha de mandioca ( use o mínimo possível)
Óleo para fritar a carne ( canola é o melhor)
alho , cheiro verde
manteiga de garrafa ( facultativo- só pra quem pode e gosta)

Médodo : ferventar a carne em pedaços. Passá-la no óleo com a metade da cebola e o alho. Processar no aparelho que você tiver ( moinho, centrífuga , liquidificador ...ou pilão!) com a farinha de mandioca crua e o restante da cebola. Nos aparelhos modernos tem que ser rápido e grotescamente , pra que ela não fique muito moída ou triturada. Se ficar muita seca, passe aos pouquinhos, no pulsar , e se puder, acrescente uma colher de manteiga de garrafa. Perfume com cheiro verde batidinho, e pronto ! Acompanha um baião de dois pegando fogo, com muito queijo, e uma banana prata da bandeja.
* manteiga de garrafa é a manteiga da terra . Aquela que se fazia em casa ou vinha da fazenda. O cheiro da borra é inesquecível .Eu diria que é poesia !

A sugestão de um doce , sobremesa ?
Agora eu vou pro futuro, hoje passado, nos meus tempos de Friburgo. Vocês acreditam que passei dois anos saindo do trabalho pra comer do mesmo pavê? Não conseguia descobrir a receita , e achava ético não indagar. Quando vim embora, pedi ao dono da doceria, que me passasse a dica. Ele contou o segredo, e eu finalmente fiz, comi, e nunca abusei.Experimentem também!

Pavê de banana
-6 bananas nanicas( Casca verde.Não serve outro tipo de banana)
-duas latas de creme de leite
-uma xícara de açúcar mascavo
-suco de 3 laranjas
-um pacote de biscoitos de maisena
-2 colheres cheias de manteiga ou margarina
-canela em pó.
-Nozes trituradas ( facultativo)

Método:
Parta as bananas em rodelas ,e leve-as ao fogo com um pouco de manteiga , açúcar e suco de uma laranja.Cozinhar até desmanchar e virar um doce cremoso.
Molhe os biscoitos no suco de laranja;
Faça um creme com o açúcar mascavo e a manteiga, até ficar bem homogêneo. Acrescente o creme de leite sem soro.
Montagem : biscoito, bananas, creme ( alternados). Polvilhar com canela e nozes trituradas .Levar para gelar. É "viciante" !

Na Rádio Azul


COINCIDÊNCIA



Tenho uma ponta de orgulho por ter sido o primeiro cliente de Dr. Tarcísio Pierre no seu consultório no Crato. As instalações foram inauguradas à noite e de madrugada fui acometido por crise de amídalas, com febre alta, tosse, etc. Amanheci o dia com minha mãe na porta do consultório.  À primeira consulta se seguiram muitas, só reduzidas após as cirurgias de garganta e adenoide, pouco tempo depois.
Dr. Pierre, tão bom amigo quanto bom médico, entrou na família Arraes/Alencar pelo casamento com a prima Iaci, e por esta razão vai com frequência na casa da minha mãe. Uma dessas visitas coincidiu com minha estadia no Crato. Na conversa foi mencionado Dr. Nélson Falcão, primeiro professor da cadeira de anestesia em Pernambuco. Ensinou o “ofício” a quase todos os anestesistas formados em Pernambuco nas décadas de 50 a 70. O Dr. Nélson trabalhava a semana inteira nos hospitais, mas tinha como hobby a pecuária. Nos finais de semana trabalhava na fazenda que possuía em Carpina.
De volta ao Recife, levei meu neto de 1 ano e meio para brincar na pista de cooper, quando se aproximou um senhor de idade avançada e perguntou se era filho ou neto. Neto, respondi. Deu-me um conselho: “faça tudo que você quiser agora, pois quando passar dos 90 anos só vai fazer o que eles quiserem”. Perguntou o que eu fazia, onde morava, etc. Devolvi as perguntas e a surpresa foi grande quando ouvi o nome e a profissão dele: Nélson Falcão, médico anestesista. Como estava com a máquina para registrar a presença do neto, pedi para fotografá-lo. Expliquei que era para mandar para um ex-aluno, médico no Crato. Comentou bem humorado: “você quer é provar que ainda estou vivo”. Em tempo, Dr. Nélson está com 95 anos e diariamente caminha na Pista de Cooper da Av. Beira Rio, no bairro da Torre, em Recife.

o amante pródigo

Darei a ti um poema sem vinho
e sem lucidez excessiva.

Um poema sem buscas,
sem transes e sem pensamentos.

Darei a ti um poema caído sobre o peito
na calada da noite quando faço
brilhar minha espada
diante do meu olho
de vidro.

Um poema que não explique a causa do silêncio.
Um poema que se cale ao som da primeira sílaba.

Darei a ti o que temo e o que creio
sem forçar de ti entendimento
ou cumplicidade.

Ainda não ando sobre as águas.
Mas já levito sobre as nuvens.

É um pulo criar chuva
saltando de nuvem
em nuvem

e encher o mar de sonhos
e encher de peixes
nossos corações.

Enquanto tu suspiras
o meu barco à deriva
contra rochedos
afunda.

Ciência da alimentação ideal - Emerson Monteiro


Em face dos excessos gerados pela indústria, que só prioriza os lucros em detrimento da qualidade de vida e da saúde, mais que antes o cidadão médio precisa desenvolver o conhecimento daquilo que utiliza para se alimentar. Isto, quando bem respeitado, possibilitará tipo saudável e maior aproveitamento da existência. Caso contrário, viver se transforma em um calvário constante à medida que passa o tempo e os resultados, no corpo, do que utilizamos de alimento mostra os seus reais efeitos.

Um tanto dos produtos vendidos em lojas e supermercados não estão próprios para o consumo humano, apesar dos órgãos oficiais assim atestarem. Na verdade, essa propriedade para consumo é relativa ao que a febre do lucro ditar, pois esses cuidados para com os valores da saúde andam afastados de qualquer conceito ideal de alimentação adequada.

Primeiro de tudo, os conceitos alimentares do Ocidente guardam pouca ou nenhuma identificação com a natureza original da vida. Vender sempre foi a lei da tradição alimentar ocidental. Tudo começou quando traziam das Índias as famosas especiarias para comerciar nos mercados europeus, dentro das leis da oferta e da procura do Mercantilismo dominante. A regra básica, pois, seria lucrar a todo custo.

Mudadas as rotas do Caminho das Índias, os impérios chegaram às Américas, e o que trataram de desenvolver, as usinas de açúcar, elaborando substância hoje considerada o principal agente cancerígeno utilizado pelas pessoas humanas, o açúcar refinado, destruidor do equilíbrio orgânico. Enquanto dizimaram as populações nativas, incorporando poucos ou nenhum dos conceitos de uma culinária trazidos no correr dos tempos de uma tradição do uso correto dos elementos naturais, acumulada pelos séculos.

Por isso, os orientais vivem em mais harmonia com a saúde. Buscaram aprender dos antigos o bom uso dos alimentos. Melancólico se entregar aos braços dos industriais e comerciantes sem usar a consciência da boa alimentação, o que evitaria milhares dos males físicos que enchem hospitais e destroem vidas desde o nascedouro.

Educar não é informar.Educar é ensinar a pensar‏- Colaboração de Altina Siebra




A leitura dos jornais nos toma estúpidos?

Por RUBEM ALVES, 67, educador, psicanalista e escritor. Professor emérito da Unicamp e autor de, entre outros, "A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir", pela Papirus.

O nome não me era estranho. Eu já o vira de relance em algum jornal ou revista. Mas não me interessei. Aquele nome, para mim, não passava de um bolso vazio. Eu não tinha a menor idéia do que havia dentro dele. Sou seletivo em minhas leituras. Leio gastronomicamente. Diante de jornais e revistas eu me comporto da mesma forma como diante de uma mesa de bufê: provo, rejeito muito, escolho poucas coisas. Concordo com Zaratustra: "Mastigar e digerir tudo, essa é uma atitude suína."

Aquele bolso devia estar cheio de coisas dignas de serem comidas, caso contrário não teria sido oferecido como banquete nas páginas amarelas de "Veja". Mas eu não comi. Aí um amigo me enviou por e-mail cópia de uma crônica do Arnaldo Jabor, a propósito do dito nome. Crônica que li e de que gostei: sou amante de pimentas e jilós.

Senti-me parecido com o Mr. Gardner, do filme "Muito Além do Jardim", com Peter Sellers. Mr. Gardner jamais lia jornais e revistas. Fui então até minha secretária e lhe perguntei, envergonhado, temeroso de que ela tivesse visto o dito filme e me identificasse com o Mr. Gardner. "Natália, quem é Adriane Galisteu?" Esse era o nome do bolso vazio. Ela deu uma risadinha e me explicou.

À medida em que ela explicava, as coisas que eu havia lido começavam a fazer sentido e eu me lembrei de uma história que minha mãe contava: uma princesinha linda que, quando falava, de sua boca saltavam rãs, sapos, minhocas, cobras e lagartos ... Terminada a explicação, fiquei feliz por não ter lido. Lembrei-me de Schopenhauer:

"No que se refere a nossas leituras, a arte de não ler é sumamente importante. Essa arte consiste em nem sequer folhear o que ocupa o grande público. Para ler o bom, uma condição é não ler o ruim: porque a vida é curta e o tempo e a energia escassos ... Muitos eruditos leram até ficar estúpidos."

Existirá possibilidade de que a leitura dos jornais nos torne estúpidos?

O que está em jogo não é a dita senhora, que pode pensar o que lhe for possível pensar. O que está em jogo é o papel da imprensa: Qual a filosofia que a move ao selecionar comida como essa para ser servida ao povo? A resposta é a tradicional: "A missão da imprensa é informar."

Pensa-se que, ao informar, a imprensa educa. Falso. Há milhares de coisas acontecendo e seria impossível informar tudo. É preciso escolher. As escolhas que a imprensa faz revelam o que ela pensa do gosto gastronômico dos seus leitores. Jornais são refeições, bufês de notícias selecionadas segundo um gosto preciso. Se o filósofo alemão Ludwig Feuerbach estava certo ao afirmar que "somos o que comemos", será forçoso concluir que, ao servir refeições de notícias ao povo, os jornais realizam uma magia perversa com seus leitores: depois de comer eles serão iguais àquilo que leram.

Faz tempo que parei de ler jornais. Leio, sim, movido pelo espírito apressado da leitura dinâmica; apressadamente, deslizando meus olhos pelas manchetes para saber não o que está acontecendo, mas para ficar a par do menu de conversas estabelecido pelos jornais. Muita coisa importante e deliciosa acontece sem virar notícia, por não combinar com o gosto gastronômico dos leitores. Se não fizer isso, ficarei excluído das rodas de conversa por falta de informações. Parei de ler os jornais não por não gostar de ler, mas precisamente porque gosto de ler.

As notícias dos jornais são incompatíveis com meus hábitos gastronômicos: Leio bovinamente, vagarosamente, como quem pasta ... ruminando. O prazer da leitura, para mim, está não naquilo que leio, mas naquilo que faço com aquilo que leio. Ler, só ler, é parar de pensar. É pensar os pensamentos de outros. E quem fica o tempo todo pensando o pensamento de outros acaba desaprendendo a pensar seus próprios pensamentos: outra lição de Schopenhauer.

Pensar não é ter as informações. Pensar é o que se faz com as informações. É dançar com o pensamento, apoiando os pés no texto lido: é isso que me dá prazer. Suspeito que a leitura meticulosa e detalhada das informações tenha, frequentemente, a função psicológica de tornar desnecessário o pensamento. Quem não sabe dançar corre sempre o perigo de escorregar e cair ... Assim, ao se entupir de notícias como o comilão grosseiro que se entope de comida, o leitor se livra do trabalho de pensar.

A maioria das notícias dos jornais, eu não sei o que fazer com elas por não entendê-las. Penso: se eu não entendo a notícia que leio, o que acontecerá com o "povão"? Outras notícias só fazem explicitar o que já se sabe. Detalhes, cada vez mais minuciosos, das tramóias políticas e econômicas de um Maluf, de um Jader, nada acrescentam ao já sabido. Esse gosto pelo detalhe escabroso deriva da pornografia, que extrai os seus prazeres da contemplação dos detalhes sórdidos, que são sempre os mesmos.

A dita reportagem sobre a tal senhora e as notícias sobre Jader e Maluf atendem às mesmas preferências gastronômicas. Será que as notícias são selecionadas para dar prazer aos gostos suínos da alma? E os suplementos culturais? Deveriam se chamar suplementos para os eruditos. É preciso ter doutorado para os entender. Não é comida para pessoas comuns. Pessoas do povão nem mesmo os abrem.

Ao final de sua crônica, o Arnaldo Jabor dá um grito: "Os órgãos de imprensa devem ter um papel transformador na sociedade ... " De acordo. Dizendo do meu jeito: os órgãos de imprensa têm de contribuir para a educação do povo. Mas educar não é informar. Educar é ensinar a pensar. Os jornais ensinam a pensar?

Repito a pergunta: Será que a leitura dos jornais nos torna estúpidos?


Por Eurípedes Reis


Estou voltando ao contato, falando sobre o lançamento nacional no próximo dia 7 de outubro de "O Filme dos Espíritos" cuja parte da renda será revertida para as Casas André Luiz.

Apesar de algumas participações (por exemplo, Luciana Gimenez, Ana Rosa e outros)os atores não terem cobrado nada por suas participações, tudo foi feito com muito profissionalismo.

E, estamos contando com a mobilização das pessoas para que o filme seja um sucesso.

Quando você tiver um tempinho veja os linques abaixo em que há a nota sobre a participação da trilha musical do filme. Convidei meu amigo maestro Corciolli e ele foi o responsável pela trilha musical do filme. Também atuou gratuitamente. E a trilha do filme ficou maravilhosa.
Dá gosto ver a participação das pessoas quando a causa vale a pena.
http://cinema10.com.br/noticia/trilha-sonora-de-o-filme-dos-espiritos-estara-a-venda-2487
http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/diversao/2011/09/12/284111-o-filme-dos-espiritos-chega-aos-cinemas-no-dia-7-de-outubro

"Eu poderia suportar, embora Não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores,

mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem...

esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida,

mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure sempre"

(Vinícius de Moraes)

Jangadas ...Saudades...- Rosa Guerrera



Gosto de ficar olhando as jangadas que retornam do alto mar quando o sol começa a desaparecer no horizonte. É uma paisagem natural das nossas praias aqui no Nordeste, mas que nunca deixou de ser um deleite para meus olhos e meu coração.Fico observando aqueles homens bravios de pele queimada pelo sol, retirando das jangadas em velhas redes os peixes que depois de vendidos irão alimentar seus lares e seus sonhos.Em todos o sorriso feliz por mais uma vitória daquelas aparentemente frágeis embarcações na luta pela sobrevivência no misterioso mar azul.
São muitos os jangadeiros espalhados pelas praias de todo o litoral nordestino.. Considerados os últimos heróis do mar,eles insistem teimosamente em conservar seu rude e romântico ofício, em Alagoas, em Pernambuco, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no Ceará, mantendo esse processo de trabalho já herdado de seus pais e avós , na certeza de que filhos e netos prosseguirão o trajeto de vida que escolheram .Hoje olhando essa paisagem que tanto admiro , lembrei um amigo jangadeiro que conheci quando jovem na Ilha de Itamaracá , o Manoel., e com ele fiz muitos e muitos passeios em jangadas desfrutando as belezas que o mar nos oferece. No começo tive um pouco de medo em seguir rumo o alto mar naquela embarcação a vela , movida pelo vento e tendo um remo como leme, mas com o passar do tempo me acostumei. E na companhia do jangadeiro Manoel , curti momentos felizes, sentindo o sol queimando minha pele, desfrutando uma brisa amena e ouvindo as histórias que ele contava ( na época ele já deixara de pescar , e usava a jangada apenas para passear com turistas que visitavam a ilha ). Um dos mais belos passeios que fiz com o Manoel , lembro bem , foi quando ele me levou até a chamada “zona dos corais” localizada entre alguns “bancos de areia” onde se podia perfeitamente em águas super tranqüilas e rasas , mergulhar e desfrutar um gostoso banho de mar .Poxa quantas lembranças dentro de mim ! Vídeos tapes do passado, recordações emolduradas por mar , jangadas, sol, céu azul, uma juventude que já vai longe ... e tudo assim tão de repente e suave como o bailar dessas jangadas que após um dia de luta , se deitam com velas enroladas para descansar ao cair da noite na branca areia .Pouco a pouco os jangadeiros se dispersam em direção á suas casas e o sol começa a desaparecer também no horizonte. Aceno para cada jangada já adormecida e volto lentamente para casa.
Na minha mente ainda recordações de um passado que não volta mais. No coração,saudades mergulhadas num mar azul, onde a lua dentro de mais algumas horas espalhará o seu brilho , contando por certo para outras pessoas , historias que já não são minhas.



Rosa Guerrera



"O dia amanheceu em paz" - por Socorro Moreira




comecei no escuro
e vi chegar a primeira luz
a calçada vazia
meu coração sereno
nas esperas indefinidas

Foi-se o tempo...
eu te esperava sem dormir
eu contava as badaladas
do sino da Matriz
eu ouvia o rádio na madrugada
e te mandava recados telepáticos...
"Volta" pra casa, menino !

domingo, 18 de setembro de 2011

A Carmem e a Acrofobia - José do Vale Pinheiro Feitosa

A acrofobia não é da Carmem, mas a narrativa é do mesmo personagem que me contou as duas histórias.

Mas pensando melhor o medo de ser Carmem é assim como um medo de altura. Saltar da pose de psicóloga até o abismo dos lenços enfeitiçados no pescoço do moreno sedutor. Com uma dança a oferecer pelas costas o fascínio das montanhas duplas do corpo.

Bem que merece. Uma noite no Teatro Municipal do Rio para ouvir Nelson Freire no virtuosismo de uma audição de piano e orquestra. Um sobrinho para comprar os ingressos. Qual a condição? Eu vou comprar no lugar que posso pagar. Está bem. Ficamos todos juntos!

Algumas garrafas de cachaça transportadas da cidade até o alojamento em chalés num meio semi-rural. Um baile à fantasia e todos juntos. Alto nível. Analisando o contexto do imaginário humano em sociedade. O baile fazia parte do relaxamento após tensas rodas de autoconhecimento.

Ninguém vai ao Teatro Municipal sem uma roupa de gala. Além de tudo era o aniversário dela. E a comemoração acontecia nos salões art-nouveau do teatro com seus candelabros e a elegância dos salões, assentos das poltronas, e belíssimo e iluminado palco.

O fogo da aguardente com a doçura do mel de abelhas surripiado da despensa dos padres. O alojamento era da Diocese. Não existe um drama espanhol que resista a tal cruzamento. A Carmem não estava ali para seduzir apenas um. A todos: fosse em grupo ou com alguma individualidade seduzida.

O lugar a que pode pagar não daria outro. Cadeiras marcadas nas galerias do municipal. Naquelas poltronas laterais quase despencando no abismo da platéia. Ali naquela fronteira em que o corpo treme o drama de saber-se se irá pular voluntariamente ou congelar-se de pavor.

As noites de baile a fantasia abrem, mas o recato feminino procurou o leito para apascentar as dúvidas das cenas vividas. Mas enquanto as companheiras de quarto dormiam, a madeira da cama do chalé ao lado rangia como uma velha caravela no centro de uma tempestade.

Eu sou psicóloga. Eu não vou saltar. Eu sou resolvida, não tenho medo de altura. Mas as leis da gravidade são outra matéria, pertencem à física embora a psicologia entenda as leis da atração. E foi isso que o diabinho dizia: pula. Que psicóloga que nada, abraça-te ao vazio pelo qual tua vida escapa.

Entre o lenho e madeiras rangidas surgiram as conseqüências dos ruídos audíveis. São ais, expressões que pedem mais, um gemido enganador, pois não se fala da dor. E no êxtase do momento naquele chalé, não teve quem compreendesse por que Deus tem que tão ardorosamente ser chamado. Carmem em ação.

Menino pega meu braço e me tira deste abismo. Calma! Calma que nada, eu vou pular, me tire daqui. As mãos geladas, prenúncio da morte iminente, agarraram os braços do sobrinho. E lá vai com ele até os batentes das galerias, ali mesmo de onde a acrofobia permitiu-lhe as notas musicais de Nelson Freire.

No dia seguinte no café da manhã os incômodos das ouças agredidas por tantos rogos a Deus. A palavra mais comentada foi que: mas que coisa mais inconveniente. Um dos seduzidos, o moreno em quem todos apostavam, não levou o troféu da noite e logo tratou de desmentir qualquer hipótese de ménage à trois.

Nelson Freire assistido dos batentes das galerias por uma simples fobia de altura e todas as demais pessoas incomodadas por igual medo desta ligação entre a carne e Deus.

Na Rádio Azul

Deixar Você
César Camargo Mariano

Deixar você ir
Não vai ser bom, não vai ser
Bom pra você nem melhor pra mim
Pensar que é só deixar de ver e acabou
Vai acabar muito pior
(2x)

Pra que mentir
Fingir que o horizonte
Termina ali de fronte
E a ponte acaba aqui
Vamos seguir?
Reinventar o espaço
Juntos manter o passo
Não ter cansaço
Não crer no fim

O fim do amor, ohhhhhhh não
Alguma dor, talvez sim
Que a luz nasce na escuridão

Pra que mentir
Fingir que o horizonte
Termina ali de fronte
E a ponte acaba aqui
Vamos seguir?
Reinventar o espaço
Juntos manter o passo
Não ter cansaço
Não crer no fim

O fim do amor, ohhhhhhh não
Alguma dor, talvez sim
Que a luz nasce na escuridão
Guarde tudo em seu coração
Que a luz nasce na escuridão
Guarde tudo em seu coração

Martha Rocha


Maria Martha Hacker Rocha (Salvador, 19 de setembro de 1936) é uma ex-modelo brasileira, eleita em 1954 a primeira Miss Brasil.

Martha Rocha é a sétima filha do casal Álvaro Rocha e Hansa Rocha. Aos 18 anos, Martha participou do concurso Miss Bahia, venceu e logo após tornou-se Miss Brasil. Em julho de 1954, Martha chega aos Estados Unidos e pesquisas já a consideravam eleita a Miss Universo. Martha ficou em 2º lugar e diz a lenda que a perda do o título de Miss Universo para a americana Miriam Stevenson se deveu a duas polegadas a mais nos quadris. O segundo lugar deu a Miss a fama absoluta. Depois do concurso, Martha Rocha tornou-se referência nacional de beleza.
wikipédia

Paulo Freire


Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, tecnicista e alienante; o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado.
 wikipédia

Zequinha de Abreu



José Gomes de Abreu, mais conhecido como Zequinha de Abreu (Santa Rita do Passa Quatro, 19 de setembro de 1880 — São Paulo, 22 de janeiro de 1935) foi um músico, compositor e instrumentista brasileiro. Tocava flauta, clarinete e requinta. Um dos maiores compositores de choros, é autor do famoso choro "Tico-Tico no Fubá" que foi muito divulgado no Exterior nos anos 40 por Carmen Miranda. É pouco provável que a similaridade desta melodia com uma no primeiro movimento do Concerto para Piano Op.15 de Beethoven seja mera coincidência. Abreu foi organizador e regente de orquestras e bandas no interior paulista.
wikipédia

Risco à prova...


Escrever, falar, percorrer espaços, interagir com as pessoas, são formas que encontramos para expor nossos pensamentos. Aliás, toda ação desencadeia uma exposição que nos coloca à vista. Mostrar-se é sempre um risco; risco de parecermos ridículos, despreparados, inseguros, arrogantes, vaidosos, imaturos, dentre outras coisas.
O olhar do outro sobre nós, a nos observar, supondo, aceitando ou não, o que estamos a fazer, dizer, experimentar, mexe conosco. Às vezes nos paralisa. Mas, como dizia Paulo Freire: “o ser humano é necessariamente um ser que procura”.
Procurar é esforçar-se por achar ou conseguir e é exatamente nesse trânsito de atitudes e movimentos, em busca de infinitos aprendizados, que desabrochamos mais confiantes para a vida, apesar dos riscos.
Lídia Maria Lima Batista 15/09/2011

Descobrindo um talento...




Gosto de Hortelã
Fhernanda

Meu amor,
É tão gostoso olhar o teu sorriso
Sentir na tua boca esse gosto
De hortelã

Meu amor,
Tô sempre bem quando eu estou contigo
Pra te escutar eu tenho mil ouvidos
Sou tipo fã

Eu quero usar os meus sentidos
Pra te desvendar um pouco mais
Eu quero a paz, que vem demais
Desse prazer que a gente sente

Você pra mim é diferente
Faz que a vida tenha nova cor
E eu me sinto
Simplesmente
Apaixonada pelo nosso amor

Meu amor,
É tão bonito o que você me fala
As coisas novas que você repara
Em nós dois

Meu amor,
Você combina bem com meu carinho
No meu abraço cabe tão certinho
Você é meu tom

E a cada dia eu amo um pouco
Sem ter pressa de amar demais
Você me faz, eu te contar
De coisas que eu jamais diria

Me traz de volta fantasias
Pequenas coisas de grande valor
E eu me sinto
Simplesmente
Apaixonada pelo nosso amor

Reflexão. Por Liduina Vilar.

"Não deixemos o orgulho nos carregar para longe do amor"

Nem para longe dos amigos
nem para longe da vida
do humano em geral
dos pequenos e grandes feitos
dos sorrisos simplórios
do abraço apertado
do olhar vivificado
do beijo desejado
da gargalhada necessária
de todos os valores, enfim.

Na Rádio Azul


Um rio - Por José de Arimatéa dos Santos

E eu na beira do rio
A pensar na vida!
Como ela passa igual a água do rio
Perene e sempre
E a vida está aí
Para ser vivida
Intensamente e feliz
Com amor
No coração
E muita felicidade
Que teima em passar a nossa frente
Basta somente
Saber a hora
E acompanhá-la
Profundamente
Impunemente
Serenamente...
Foto: José de Arimatéa dos Santos

Sinhô



José Barbosa da Silva mais popularmente conhecido como Sinhô (8 de Setembro de 1888 - 4 de Agosto de 1930), foi um compositor brasileiro.

Considerado um dos mais talentosos compositores de samba, para muitos o maior da primeira fase do samba carioca.

SONETO DE RENDIÇÃO

Sandra Pimentel

Ah, amor, enquanto se é humano

não se pode chegar ao bem divino,

contentar-se urge com o destino

de tecer o sacro em tear profano.

Não nego, amo-te tanto e tanto

que me entrego errante aos sentidos

de nossos corpos já tão confundidos

como de Orfeu a lira e o doce canto.

Se o amor é humano enquanto carne

e o humano é divino enquanto amor,

a carne é sinal de divindade.

Por isso nos beijemos sem pudor,

numa ânsia que embriague, que nos farte,

já que a eternidade é puro amor.

Colaboração de Lídia Batista



À DESCOBERTA DO AMOR


Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.

Mahatma Gandhi

Silêncio- Por Roseana Murray - Colaboração de Lídia Batista


Silêncio

Para caminhar sobre
a delicada ponte que leva
aos olhos do outro,
todo silêncio é pouco.

Para ouvir a música
que se desprende
de todas as coisas belas,
todo silêncio é pouco.

Para sentir na pele
o veludo de um jardim,
quando a noite
envolve o mundo em sua
rede de estrelas,
todo silêncio é ouro...

Para entender,
palavra por palavra,
a voz que vem do coração,
todo o silêncio.

Roseana Murray



sábado, 17 de setembro de 2011


"O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas.

William Shakespeare"

paixão

Seis cuecas salvam uma alma.
Sobretudo as cuecas
de hoje em dia:

noventa e seis por cento de algodão
e quatro por cento elastano.

Espero que agora
as minhas formiguinhas
não sumam de madrugada

naquela hora em que o braço
involuntariamente busca a amada.

Elas sempre tiveram como desculpa
as minhas velhas cuecas sem elástico.

Diziam que não existia clima.
Que era de doer minha aparência.

Pelo que já pressinto
hoje tardão da noite

amarei enlouquecido
minhas formiguinhas.

Oxalá elas usem
aquele baby doll.

Aquele
vermelho.

Um poema, uma Flor

O amor do dia diz bom dia!

A Flor da tarde diz boa tarde

E teu sorriso Maria canta em meu olhar para encantar meu dias.

Bom dia Mi amor.

Nívia Uchôa

Soldadinho a perigo

16/09/2011 17h56 - Atualizado em 16/09/2011 18h03

Plano nacional tenta evitar extinção de ave que existe apenas no Ceará

Soldadinho-do-Araripe vive em pequena área de Mata Atlântica no estado.
Estima-se que há apenas 800 exemplares do pássaro endêmico.

Eduardo CarvalhoDo Globo Natureza, em São Paulo
O risco de desaparecimento do soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermani), um pássaro endêmico do Ceará e que vive em uma região conservada de Mata Atlântica encravada no semi-árido do estado, movimenta ambientalistas e instituições federais de preservação.
Eles estão envolvidos na revisão do Plano de Ação Nacional, liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem como meta a criação de uma Unidade de Conservação (UC). A reserva vai proteger os animais, os rios e ajudar no combate ao desmatamento.
Segundo Weber Girão, um dos responsáveis pela descoberta da espécie de ave há 15 anos e coordenador do projeto de proteção, existem aproximadamente 800 exemplares do soldadinho-do-Araripe nas proximidades da cidade de Crato.
“Esses exemplares vivem na Chapada do Araripe, região onde existem cerca de 300 nascentes de água, habitat dessas aves e onde são feitos os ninhos. Entretanto, devido ao mau uso dos recursos hídricos, tais fontes estão sumindo, prejudicando o soldadinho-do-Araripe”, afirma.
Girão complementa que uma em cada quatro aves desta espécie desapareceu da natureza devido ao desmatamento e a canalização das nascentes. “Eles perderam o habitat e sua classificação está no nível criticamente em perigo”, disse.
Exemplar macho de soldadinho-do-Araripe, espécie existente apenas no Ceará e que corre o risco de desaparecer (Foto: Divulgação/Ciro Albano)Exemplar macho de soldadinho-do-Araripe, espécie existente apenas no Ceará e que corre o risco de desaparecer (Foto: Divulgação/Ciro Albano)
Plano
Original de 2006, o plano nacional foi revisado e tenta envolver a sociedade para conservar uma área de 31 km² de Mata Atlântica existente entre as cidades de Crato, Barbalha e Missão Velha. “A criação da unidade de conservação integral preservaria o pássaro e auxiliaria na recuperação de seu habitat”, afirma Girão.
De acordo com Eliana Maria Corbucci, analista ambiental do ICMBio e coordenadora da área de criação das unidades de conservação, processos como o estudo fundiário da região, consulta pública à população e a órgãos federais precisam serão concluídos em um prazo de dois anos. “A partir deste ponto, o documento de criação da UC passará por análise na Casa Civil, onde terá mais um tempo para análise”, disse Eliana.
Para Weber Girão, se as metas programadas não forem cumpridas em cinco anos, o risco de extinção se torna real. “Esse período será decisivo”, disse.
Espécime fêmea de soldadinho-do-Araripe em um ninho, em região preservada no Ceará (Foto: Divulgação/Ciro Albano)Espécime fêmea de soldadinho-do-Araripe em um ninho, em região preservada no Ceará (Foto: Divulgação/Ciro Albano)

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Viagem no tempo - por Socorro Moreira





viajo no tempo
fico fora de tempo
qualquer barulho
me acorda

o telefone que toca
o som da campainha
a buzina de um carro
o canto de um passarinho

entro de novo no túnel
iluminando a memória
te encontro em bela época
te perco em cada volta

te acho lá no passado,
num apático anonimato,
mas de imagens bem fortes

Viagem em devaneios
por prados desconhecidos
o céu fica aos meus pés
minha cabeça, nas nuvens


o que mais estranho agora
é a sensação de um abraço
misturando o que se espalha
aqui dentro e lá atrás

Cansada de tanto andar
percebo teu respirar
adormecemos em sonhos
acabamos (de)vagar


"me despeço na viagem
mas não vou sem te chamar"

Vamos vagar no "tempo"?

Recomeço- por Socorro Moreira




te espero no caminho
na curva que sinaliza.

esperança é criança
ingênua, acredita !

esperança é esperta
peralta, arrisca !

esperança
adormece na preguiça
acorda sonolenta
e faz de conta
que tudo aconteceu
como o previsto

como a diva
e o dito cujo...
ditam !

recomeçar
é a palavra de ordem
o ponto é frouxo
a linha é tênue
mas é possível
remendar ou costurar
novos sonhos !

Consciência e sonho - por Socorro Moreira


Um tempo de consciência
Aprendiz age(m) constante
Sinceridade eu reputo
como o ponteio de tudo
Mas a verdade bendita
não serve pra todo mundo

Deixo solto o livre arbítrio
escolho parceiros de estrada
se agora me atraso
me adianto outro dia

eu assisti "Nosso Lar"
e me sinto absolvida
a vida em vida nos diz
que o amor ,
pura intenção,
já cura o mal desta vida.

Abandono - por Socorro Moreira




O abandono às vezes é um pedido
implícito
de quem deseja o deserto.

O abandono é a paga
o preço de abandonar
de ser sozinho
pra depois se harmonizar

o abandono é o resultado
de um sopro divino
que nos carrega pra novos desafios
Mas a realidade
mesmo transformada
permanece na essência
desabandonada...

Ninguém consegue chegar
sem a ajuda de um vizinho
Anjo ou pessoa

na troca sinérgica
todos crescem
todos trocam de rumo
mas vivem nas paralelas

O encontro final
Reúne !

A via láctea é infinda
existe a esperança do encontro
o amor constrói o destino.

socorro moreira



Não morra pela boca , mas prove o doce da vida ! - Socorro Moreira



"A Confeitaria Colombo localiza-se no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, sendo um dos principais pontos turísticos da Região Central da cidade.

A confeitaria foi fundada em 1894 pelos imigrantes portugueses Joaquim Borges de Meireles e Manuel José Lebrão, tendo um extenso rol de clientes célebres entre a sociedade brasileira.

Sua arquitetura e ambiente permitem ter uma idéia de como terá sido a Belle Époque na capital da República. Entre 1912 e 1918 os salões do interior da confeitaria foram reformados, com um toque Art Nouveau, com enormes espelhos de cristal trazidos da Antuérpia, emoldurados por elegantes frisos talhados em madeira de jacarandá. Os móveis de madeira do interior foram esculpidos na mesma época pelo artesão Antônio Borsoi. Em 1922 as suas instalações foram ampliadas com a construção de um segundo andar, com um salão de chá. Uma abertura no teto do pavimento térreo permite ver a clarabóia do salão de chá, decorada com belos vitrais.

Entre os clientes famosos da confeitaria estão Chiquinha Gonzaga, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Villa-Lobos, Lima Barreto, José do Patrocínio, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, entre muitos outros.

A tradicional casa possuiu uma filial na avenida Nossa Senhora de Copacabana, no bairro de Copacabana (atualmente uma agência do Banco do Brasil). Mais recentemente, abriu uma filial nas dependências do Forte de Copacabana. "
.

* O Rio é a cidade maravilhosa, e uma das suas maravilhas é a confeitaria Colombo.
As vezes sonho , voltando lá, como inúmeras vezes o fiz.Depois que fiquei diabética ,só em sonhos...!

Guardo teu olhar, meu filho, meu pai
Guardo o doce de um momento. A alegria de um encontro,
que nunca se repetirá.
Eu quero o doce,no coração do mundo, e o esplendor do sonho de consumo - Amor !


Mas tudo é ilusão. A gente foi feliz, no arroz com pequi; na galinha caipira dos domingos, no pirão do pau-do-guarda depois de uma noitada feliz. E essa alegria é repetível : "Cratinho de açúcar, tijolo de buriti !"


Já ia saindo, quando começaram a desfilar na memória os pontos gastronômicos por aí visitados: O Lhamas em Botafogo, a Confeitaria Confiança, no Recife; as agulhas fritas de Olinda ; a carne do Picuí em Campina Grande , ou na Torre (Recife) ; o acarajé do Rio Vermelho, em Salvador; a Chipa e sopa paraguaia de BelaVista(MS) , o Tucunaré na brasa de Lábrea , no Amazonas ; o pato no tucupi de Belem , sorvete de cupuaçu, açaí... ; as trutas de Friburgo ; o camarão do Osmar , em Fortaleza ; a peta e a rosca de Teresina; a galinhada mineira, o pão de queijo de Belo Horizonte; o carreteiro gaúcho ...Minhas lembranças estão ligadas também aos sabores. E as suas ?
Hoje o cardápio é agridoce : um salgado e um doce.


Rosca do Piauí ( aprendi com a minha mãe, piauiense de Picos)

4 xi de goma grossa ( manipular até fica bem quebradinha. escaldar com uma xícara de leite e uma xícara de óleo fervente; sal à gosto .)
Bater 6 ovos como para pão-de-ló ( primeiro as claras, depois as gemas).
Misturar à goma, levemente.Forma untada com óleo. Forno quente.
É a melhor pedida do mundo pra acompanhar um cafezinho, na hora do lanche, e não tem erro.


A outra pedida é uma receita do meu primo Montoril.Faço de vez em quando, principalmente, quando chega uma visita para o almoço, e eu estou sem sobremesa pronta :


Creme de mamão

Uma porção de mamão
Uma porção de sorvete de creme
Gotas de licor ( bater no liquidificador, e pronto ! Eu decoro com ameixas em calda. Fica delicioso !)

E agora, vamos aos afazeres e surpresas diárias. Muita luz e paz para todos !

Socorro Moreira