por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 9 de agosto de 2011

ROBERTO ROBERTI- por Norma Hauer


Ele nasceu, aqui no Rio de Janeiro, no dia 9 de agosto de 1915, teve uma vida longa, falecendo em 16 de agosto de 2004, aos 89 anos.
ROBERTO ROBERTI ainda cedo "encontrou-se" com a música popular brasileira compondo,aos 20 anos, "Queixas de Colombina", gravado por Carmen Miranda em 1935. Foi quando iniciou uma parceria com Arlindo Marques Júnior, que perdurou durante anos, quase sempre, com sucessos.
Da dupla, além de "Queixas de Colombina", podemos citar: "O Homem sem Mulher Não Vale Nada", com sua resposta:"Encontrei Minha Amada", ambas gravadas por Orlando Silva;"Música Maestro", com Dircinha Batista; "Nós, os Carecas", com os Anjos do Inferno;"Abre a Janela", com Orlando. Duas composições suas (com outros parceiros) "estouraram" no carnaval, sendo que uma até hoje faz parte dos desfiles carnavalescos (populares) e é sempre apresentada no baile carnavalesco anual realizado na Cinelândia: "Aurora", em parceria com Mário Lago. Com Herivelto Martins compôs "Isaura", gravação de Francisco Alves.

“Se você fosse sincera,
Ô,ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô,ô Aurora”...

Um lindo apartamento, com porteiro e elevador
E ar refrigerado para os dias de calor
Madame antes do nome,
Você teria agora.
Ô ô ...Aurora!.

Sempre há umas histórias que não aparecem na Internet.
No ano de 1941, duas composições com nome de mulher foram sucessos no carnaval: "Aurora", de Roberto Roberti e Mário Lago e "Helena", de Antônio Almeida e Constantino Silva.
Com o tema das duas, Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior compuseram "Até Papai":
"Por causa da Helena,
Por causa da Aurora...
Até papai só chega em casa a uma hora".

Com "Se a Orgia se Acabar", também da dupla, ocorreu algo referente ao antigo DIP. Orlando gravou esse samba exatamente com esse nome, onde aparece a palavra "orgia". Pois bem, após essa gravação, que marcou sucesso, o famigerado DIP resolveu que a palavra "orgia" era imoral, por representar vadiagem. Tal palavra foi proibida. Que fizeram os compositores: mudaram o nome para "Fui Traído", e Carlos Galhardo a gravou, no qual a frase final da 1ª estrofe foi transformada de:

"mas eu choro se a orgia se acabar"
para "mas vou chorar se o samba se acabar."

"Grande" DIP, importar-se com mesquinharias. Mas naquele tempo era assim.
E muitas músicas, por qualquer bobagem, eram censuradas, o que também aconteceu durante o regime militar. Só que neste caso foi por motivo político e não por uma simples palavra.

PELOS CAMINHOS- socorro moreira





Quando eu resolvo caminhar,
Viajo fora de mim,
Passeio dentro de ti,
Vejo miragens e
Vivo realidades.
Encontro-me nas esquinas,
Nos bares, nos templos,
e em todos os lugares.
Chego onde não sonhei,
Vejo o que não pensei,
Sinto-me invisível, abstrata...
Quando eu resolvo caminhar,
Eu fico a esmo...
E deixo a estrada do fim,
No recomeço.


Todo mundo acha a poesia no escuro.
Porque a verve poética é uma lâmpada de cem velas. 



Hermann Hesse


Hermann Hesse (* 2 de julho de 1877, em Calw bei Stuttgart, Alemanha - † 9 de agosto de 1962, em Montagnola, Suíça), escritor alemão.

Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.
Hermann Hesse

Se você odeia alguém, é porque odeia alguma coisa nele que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos perturba.
Hermann Hesse


O homem culto é apenas mais culto; nem sempre é mais inteligente que o homem simples.
Hermann Hesse


A paz não é um estado primitivo paradisíaco, nem uma forma de convivência regulada pelo acordo. A paz é algo que não conhecemos, que apenas buscamos e imaginamos. A paz é um ideal.
Hermann Hesse


Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido.
Hermann Hesse

A sabedoria não pode ser transmitida. A sabedoria que um sábio tenta transmitir soa mais como loucura.
Hermann Hesse

Lennie Dale



Leonardo La Ponzina, mais conhecido como Lennie Dale (Nova Iorque, 1934 — 9 de agosto de 1994) foi um coreógrafo, dançarino, ator e cantor ítalo-americano radicado no Brasil.
[editar] Biografia

Ele chegou ao Brasil em 1960 trazido pelo diretor de teatro de revista, Carlos Machado, para realizar a coreografia de uma peça musical. A partir daí passou a ficar no país por longas temporadas.

Figura de destaque nos anos 1960 e 1970 por sua atuação junto a artistas fundadores do movimento musical urbano carioca, a bossa nova. Dirigiu diversos espetáculos apresentados no Beco das Garrafas, reduto de boêmios e músicos da bossa nova.

Em 1973, em plena ditadura militar no Brasil, fundou o grupo andrógino Dzi Croquettes, que misturava dança com teatro. Por seu humor irreverente, o grupo se tornou um símbolo da contracultura do período.

Lennie Dale viajava constantemente para os EUA, onde dirigiu espetáculos com artistas de renome como Liza Minelli.

Foi vítima da AIDS e desde que descobriu ser portador do vírus foi para os Estados Unidos onde teve assistência médica gratuita, aconselhado pelo seu próprio médico particular.



*Em 1981, quando morava em Uberlândia tive oportunidade de fazer ua oficina de  dança com o Lennie Dale

NOITE SEM LUAR - por Telma Brilhante





no dengo das ondas
cochilava o mar
barcos flutuavam
solitários


refluíram as águas
deixando na pálida areia
fios verde-enegrecidos


a amplidão sugeriu vazios
que se prolongaram
nas trevas

Do livro "No Azul Sonhado"




Por Lupeu Lacerda

Tem nada não
Se de vez em quando
No meio de tudo
Você se sentir assim meio,
transparente
A gente é assim mesmo:
Gente.

Crato: também a Diocese ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Você, aí do outro lado da telinha, ainda tá lembrado de que alertávamos a quem de direito, aqui mesmo neste espaço, da possibilidade de que, mais cedo ou mais tarde, também a sede do Bispado (Diocese) possa vir a ser transferida, “vapt-vupt”, de Crato pra Juazeiro ??? E que por trás disso tudo se acha o alienígena italiano que se fez “bispo”, presumivelmente trabalhando nessa direção visando benefícios próprios ???
Pois é, agora, através da última edição da Revista Província (nº 29, de julho/11), seu Diretor, o conceituado professor universitário e jornalista Jurandy Temóteo, com a autoridade moral e bagagem intelectual de todos conhecida, nos mostra que tão sórdida trama, envolvendo a possível transferência não só da Diocese, mas também do seminário, teve origem lá atrás (há exatos 97 anos), arquitetada pelo próprio Cícero Romão Batista (a quem rotula de “...dissimulado, arrogante, ambicioso e vaidoso”) contando com o auxílio dos senhores “...Leandro Bezerra, Floro, Sá e mais amigos”, conforme telegrama enviado ao senhor Nogueira Acióli (vide transcrição abaixo, ipsis litteris), convidando-o a engajar-se em tal projeto.
Convém atentar para a sutileza escondida nas entrelinhas do citado documento, quando Cícero Romão Batista, mostrando toda a sua prepotência, arrogância e vaidade, maquiavelicamente chega a insinuar (ou sugerir) o seu próprio nome pra Bispo (“...MOSTRANDO DIREITO MEU”), nem que para tanto tivesse que PAGAR um certo preço: “...aqui aonde OFEREÇO duas propriedades, valor suficiente patrimônio, casa própria para palácio, terreno seminário, facilidade construção”. E que, para conseguir seu desiderato, chega a “sofismar”, ao peremptoriamente declarar que Juazeiro (ainda nos seus primórdios), seria uma “...cidade maior população” (mentira cabeludérrima, como se vê).
Veja, leia, recorte, guarde, coloque numa moldura ou... rebole no lixo:
“Juazeiro, 21-12-1914. Dr. Nogueira Acioli, Rua Matriz, 63, Rio.
Com Floro, Sá, mais amigos peço irem em comissão ao Núncio. Apresentem EM MEU NOME transferência sede Bispado Cariri para aqui Juazeiro, MOSTRANDO DIREITO MEU, por ter sido empreendedor desde Roma 1898 continuando esforços auxiliado Dr. Leandro Bezerra perante Núncios Apostólicos monsenhores Tonti, Bavona ficando aceito pela Santa Sé e combinação Sr. Bispo D. Joaquim. Reunião Bispo Norte em Pernambuco foi aceita proposta, juntamente outros Bispados. Faça ver DIREITO SEDE AQUI, AONDE OFEREÇO duas propriedades, valor suficiente patrimônio, casa própria para palácio, terreno seminário, facilidade construção. CIDADE MAIOR POPULAÇÃO. Floro diga como bem conhece se esforçando Núncio obter Santa Sé. Sinceras saudações, Padre Cícero”.
Um outro aspecto que merece ser realçado, ali abordado didaticamente e com muita propriedade pelo professor e jornalista Jurandy Temóteo, diz respeito à portentosa riqueza, repentina e inexplicável, de Cícero Romão Batista (à qual também nos havíamos referido anteriormente), ao transcrever as citações abaixo:
De Mons. Antônio Feitosa: “O próprio Padre Cícero põe as armas nas mãos dos que o acusam de ter se tornado excessivamente rico. Diversos autores colheram nos TESTAMENTOS FIRMADOS PELO PADRE CÍCERO EM NOME DE DEUS, alguns dados expressivos e sintomáticos. Diz Morel: “Seu testamento datado de 04 de outubro de 1923 dá notícia de 30 sítios, 16 prédios, um quarteirão e uma avenida de casas, cinco fazendas com gado e benfeitorias e uma mina de cobre””.
De Carlos Chagas: “... dizem com malícia que O ÚNICO MILAGRE REAL DE SUA VIDA foi começá-la pobre e morrer deixando em testamento 31 sítios, vários terrenos, cinco fazendas de gado e benfeitorias, 17 prédios, 04 quarteirões de casas e uma mina de cobre”.
Como se observa, o pseudo-santo tinha “pés-de-barro”, sim senhor, nenhuma humildade, além de reconhecido “bloqueio intelectual”, conforme a Revista Província nos cientifica, a saber: “... Na realidade, o Pe. Cícero era portador de forte preguiça intelectual, pois viveu alheio ao movimento literário do seu tempo, sem livros, ignorando escritores, filósofos e sociólogos, antigos e modernos. Daí a sua incultura, que nunca permitiu escrever um artigo, pronunciar um discurso ou realizar uma conferência – vide Otacílio Anselmo, “Padre Cícero – mito e realidade”, p. 43, Civ. Brasileira, Rio, 1968)”.
Ante o exposto e face o agora publicado pela Revista Província, entendemos que convém lembrar os questionamentos que levantamos a respeito da grotesca farsa conhecida como “o milagre da hóstia” - oportunidade em que a própria Igreja Católica “carimbou” Cícero Romão Batista como “charlatão” - a saber:
1) objetivamente, qual foi mesmo a “causa mortis” que vitimou a beata Maria de Araújo ???; 2) por qual razão os famosos “paninhos”, depositários do seu sangue (exaustiva e recorrentemente usados e difundidos como uma das “provas” do milagre), providencialmente sumiram (ou queimados foram), como se houvesse o temor de que, num futuro não tão distante, com o vasto instrumental que certamente surgiria, um simplório exame laboratorial mais detalhado pudesse diagnosticar alguma comprometedora e letal moléstia (tuberculose ???), determinante e capaz de “demolir” de vez com o tal “milagre da hóstia” ???; e, 3) qual a “ORIGEM-FONTE” dos expressivos recursos que permitiram que alguém, originário de família paupérrima e sem uma remuneração compatível, de repente tenha se tornado “podre de rico” ???
Quaisquer dúvidas poderão ser elucidadas através de consulta à “Revista Província”, edição número 29, de Julho/2011, páginas 153 a 157, artigo “Padre Cícero, um homem de bens”, de Jurandy Temóteo.
Alfim, não custa lembrar e é sempre bom termos em mente o sábio ensinamento do nosso Zé do Vale: “No dia em que um assunto não puder ser tratado por um cidadão, este assunto não existe. Isso é coisa de sociedade secreta, de iluminados, de mensagens cifradas.(...) Se estamos todos aqui discutindo política, cultura, economia, filosofia e o cotidiano o mais certo é que as visões se multipliquem”.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Foto do passado que emociona...

Maria Valdenôra Nunes Moreira ( minha mãe) aos 15 anos de idade.

Ela ganhava laços de fita, margaridas e desenhos celestiais do meu pai...Um dia Deus os uniu!
Outro dia, os reuniu!

Fotos do passado que emocionam....

José do Vale Arraes Feitosa, Maria Gizélia Pinheiro e Gizélia Maria  Pinheiroi Feitosa
O escritor José do Vale Pinheiro Feitosa (aos  3 anos) e irmã Gizélia Maria Pinheiro

Acervo deMmarta Betânia, filha de uma amiga do casal: Eurídice Alves Coelho

Louca ou artista? Você não pode perder!!!



Artista do Amapá realiza trabalho com Coletivo Camaradas no Cariri.




Educação, subversividade artística, perfomance, arte vida são temas que serão abordados pela artista/educadora do Amapá Maria Pinho Gemaque – Mapige, nesta terça-feira, às 19 horas, no Salão de Atos da URCA – Campus Pimenta. O evento “Louca ou Artista: Afinal, quais são as implicações da produção performática para o ensino de arte? ” é uma iniciativa do Coletivo Camaradas, através do Projeto de Residências Artísticas do Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA, uma rede nacional de grupos e artistas, o qual, os Camaradas fazem parte.


Além deste trabalho serão realizadas algumas performances surpresas pela região do Cariri. Para artista que desenvolve um trabalho em sala de aula, ela frisa que “pode perceber que quanto mais o professor identifica o cotidiano dos alunos através das performances, mais chance sua subjetividade terá para formar um sujeito critico, aberto, interativo e falante com as práticas sociais que estão a mercê da visualidade dos alunos”.


A conversa/performance é aberta para o público e abordará questões de interesse de estudantes e professores de artes, artistas da área do teatro, da dança e das artes visuais.


As residências artísticas propostas pelos Coletivo Camaradas é uma espécie de troca de gentilezas entre artistas e grupos do Brasil. Dentro desta perspectiva estão sendo articuladas através do PIA vários intercâmbios nos estados do Rio de Janeiro, Acre, São Paulo, Bahia, Amapá, Piauí e Ceará.

Bilhete - Aloísio

Obrigado Socorro,

Acabei de chegar em casa, o presente sobre a mesa, já sabia do que se tratava, pois ele era muito esperado. Sim, estou falando do livro “No Azul Sonhado”, já que infelizmente não pude estar presente no lançamento, deixo aqui meus agradecimentos a todas e todos que participaram na execução desse projeto, e um agradecimento especial a você Socorro, por esta idéia agregadora.

Abraços

Aloísio

PENUMBRA- por José do Vale Feitosa



Nem claro e nem escuro. Pode ser um estado transitório, mas nunca se sabe o destino quando nele se encontra. Mas uma voz do outro lado da ligação se põe fora do novelo em me encontrava com estas palavras:

- Doutor José? Sou eu! Tô escondido! Tô Baleado! É o Luiz Carlos! O Pitico! Do Escondidinho!

Luiz Carlos Prestes veio-me o nome revolucionário. Algo maior do que os nossos pequenos cantos de apartamentos, do que nossas prateleiras de tijolos repletas de livros estruturalistas e existencialistas, da revista da Civilização Brasileira, da revista da Vozes, dos textos de sociologia e antropologia. Prestes o herói de um século de sangue, de um século de revolução. Quando no máximo fomos mochileiros na cordilheira dos Andes, procurando encontrar os caminhos de Tché Guerava e nos reduzimos a contar a aventura aos colegas de faculdade, quando o supremo desafio foi dormir numa cabana indígena em Copacabana, na beira do lago Titicaca. Por quais caminhos andei, na busca a meia luz em torno do nome Luiz Carlos.

- Doutor? Ë o Pitico!


22.09.2005

José do Vale pinheiro Feitosa



Meu pai - por Socorro Moreira




Foto de Júlio Saraiva ( casamento dos meus pais).
Semana para lembrar a paternidade perdida, deixando de lado a dor da perda, mas chamando a saudade vestida de proteção, alegria e ternura.
Moreirinha era um pai especial. Vivia arte, produzia arte, e amava com arte. A sensibilidade dos seus 6 filhos foi formada ,ao pé do rádio, radiola, cartolinas, telas, pincéis, e no bico da pistola. Pistola mágica , usada por mãos dextras, e olhar estético.
Nem dá pra enumerar o tanto do carinho que recebemos daquele homem de mãos sujas de tinta, que com elas ganhava o nosso sustento.
Tínhamos reais afinidades. O mesmo pé, o mesmo passo. Gostávamos da vida noturna, do violão tocado e cantado nas madrugadas.Fizemos juntos algumas "farras". E até quase nos seus últimos anos, ele cantava
lindamente todas as músicas que eu gostava. " Canta aquela, papai" ... Frase que eu aprendi a repetir , desde a mais tenra idade. !
Era cheio de gavetas fechadas, onde guardava seu material de trabalho: pincéis, cartolinas, Nanquim ,lápis , réguas, estiletes, canivetes, etc. Tinha ciúmes dos seus livros, coleções de revistas e discos. Amava o cinema , e não perdia uma única estreia. Fazia os cartazes, faixas com letreiros, e ainda desenhava os grandes astros, no papel de pão, nas toalhas de mesa da casa.
Ter um pai artista muda uma história de vida.
Sou música porque ele me fez assim !
Sou borboleta, estrela, vento e palmeira, porque assim me desenhou.
Sou a resultante de uma vida cantante, chorando e sorrindo , num clima de boemia e religiosidade.
Agora, anda por lá... Provavelmente fazendo artes !
Espero reencontrá-lo, para uma seresta, numa noite estrelada .
Se o passado voltasse, queria meu pai, outra vez ao meu lado , cantando no banheiro, assobiando Pixinguinha, comendo uma perna de peru, no almoço... e, pra variar, tomando uma cervejinha !

Oitavo Mês - por Domingos Barroso





No mês de agosto
deixo partes do meu corpo
pelos bares:


sobre a mesa
do inferninho mais triste


meu coração altivo
dentro de um copo
agoniza.


Já perto do banheiro
meus olhos perdidos
erram de porta


e são fritos
na cozinha.


No mês de agosto
não tenho alma


nem outras donzelas
a me salvarem da vida.


No mês de agosto
minha morte
é clara.


Transparente.




por Domingos Barroso

Por um fio tênue e tenso
te susténs intenso.
 Assis Lima

PEQUENOS ADEUSES- Por Socorro Moreira



Todos os dias eu digo adeus às pequenas coisas: temperos vencidos, vestidos perdidos, meio furados, recibos de contas antigas, bilhetes de amor, poemas inacabados, brincos e colares quebrados, camisola manchada de tinta... Um dia, tudo foi novo. Foi escolhido na prateleira da loja, foi pago, foi tirado da caixa. Acompanhou um tempo da minha vida, até que, cumprido o seu destino, foi expurgado dos meus guardados. É assim tudo, enfim!
Só não passa, nem estraga, o amor que não foi consumido. E o que não passa nunca traz felicidade. Apenas umas alegrias vividas pela metade. É tão fugaz o instante que decide não ser real. Ele morre antes de viver... Ele morre por não viver.
Coloquei ordem nos meus CDs. Quase obsoletos. Impossível escutá-los mais uma vez. São tantos! E o tempo não deixa. O tempo impõe TV, novela da Globo, telefonema dos amigos, dormir, sonhar... A música está quase perdendo o seu lugar. Já não consegue inspirar uma saudade. Estou evitando trazer de volta lembranças que já se despediram. O novo é imperfeito. Falta o entusiasmo de concretizá-lo. E ele fica assim, na minha cara... Ironicamente, mostrando rugas, e o olhar sem sonhar.
Hoje espanei o pó dos livros relidos, dos versos escritos, das roupas de festa com cheiro de perfume (que ainda restam nos frascos guardados). Faço doações de peças que já não se encaixam em mim... Solto-as no chão.
O tempo, literalmente, levou o que eu tinha, e o que eu não tinha.
Nada é nosso. A vida é dona de todos os nossos bens. Quisera que a alma fosse imortal...



AVE DE RAPINA - por Marcos Barreto



AVE DE RAPINA

Como ave de rapina
Você chegou de repente
Numa madrugada fria
Sem estrela e sem luar
E o dia nasceu cinzento
Sem ter o Sol a brilhar

Veio trazendo na bagagem
Dias de amargo sabor
E noites de escuridão
Com o seu jeito indigesto
Marcado por cada gesto
Ao nascer de um novo dia

Ainda tentou me envolver
Com um aceno de paz
Querendo me alegrar
Mas, eu não acreditei
Pois conheço o seu passado
Sei de tudo que é capaz

Ao passar de cada dia
Você foi se revelando
Demonstrando a sua ira
E num gesto traiçoeiro
Num momento de descuido
Colheu tudo o que queria

Não sei se foi por maldade
Ou mesmo por vaidade
De quem procura um troféu
Para exibir lá no céu
Você levou minha prenda
E por isso eu o detesto
Deixando aqui meu protesto
Maldito mês de agosto

Do livro "No Azul Sonhado"


O JARDIM DE NOSSAS VIDAS- Manoel Severo



Que memória prodigiosa essa nossa!

São tantas lembranças... Dentre muitas e poucas, fortes e fracas, algumas, me parece, acabam povoando a cabeça de todos nós. Imagens e sensações realmente parecem nos marcar para sempre. Talvez todos tenhamos no baú do coração um lugarzinho especial para a nossa primeira escola, a nossa querida escolinha... lá longe, nas primeiras horas, nos primeiros dias, aprendendo as cores, os números, as letras, o “b a bá”... no maternalzinho, no “Jardim da Infância”. Aliás, não poderia haver denominação mais adequada: Jardim da Infância, quem dera pudéssemos continuar sempre com o Jardim da Alfabetização, Jardim do Colegial, Jardim do Científico, Jardim da Universidade, Jardim de todos os ensinos, Jardim da Vida.

Hoje, olhando esta grande caminhada que é a nossa vida, cheia de altos e baixos, desafios, caminhos e descaminhos, começamos a perceber que talvez ao nosso jardim tenha faltado cuidado, o abnegado semeador, sensível e sempre presente: faltou amor.

O Grande Nazareno sempre nos provocou, em seu maravilhoso Ensinamento Divino, que para entrarmos no Reino de Deus deveríamos ser como criancinhas. Crianças cuidam, cuidam porque amam, apenas amam, amam incondicionalmente, sem pedir nada em troca, e isso lhes basta. Se todas as roseiras da vida fossem cuidadas eternamente por crianças, com o sentimento verdadeiro e puro de crianças, teríamos um belo e eterno jardim.

Onde foi que perdemos o nosso regador? Onde foi que deixamos as principais sementes? Como conseguimos deixar os galhos secarem sem um único olhar? Como deixamos que tudo acontecesse, sem fazer nada? Será que foi naquele mesmo instante em que desaprendemos a sorrir?

Do livro "No Azul Sonhado"

A PARTILHA AJUDA A COMBATER A FOME NO MUNDO?- Por magali Figueiredo



Sabemos que o mundo em que vivemos é injusto e desigual, pois o sistema econômico capitalista visa a acumulação privada de riquezas. Em consequência, gera a exclusão social e a fome. Essa desigualdade social do mundo contribui para que muitas pessoas morram famintas. Segundo estatísticas internacionais, diariamente morrem por falta de alimentação adequada trinta mil crianças, e este número aumenta dia após dia. As pessoas não partilham os alimentos, porque têm medo de que faltem para elas. Por isso, acumulam cada vez mais. Além disso, os países ricos se apossam das riquezas da Terra, e deixam os países pobres na miséria. Gastam muito com armas, em vez de destinar o dinheiro para alimentar os que passam fome. E ainda há desperdício de alimentos, que daria para matar a fome de muitos.
Por que ninguém se sensibiliza com essa situação? O egoísmo está tão impregnado na sociedade, que as pessoas não se abrem para a solidariedade. O ser humano está com o coração muito fechado para o outro, e por isso é contra as políticas para distribuição de renda. Programas de governo para diminuir a fome são sempre combatidos pelas elites dominantes.
Somos pais e mães que não gostaríamos de ver nossos filhos passarem fome. Portanto, devemos entender que todos nós somos igualmente filhos de Deus. Toda a população do mundo tem direito ao alimento. Mas são bilhões de pessoas que passam fome no mundo todo. Observamos no entanto que tem gente muito rica que é infeliz. Por que será isso? Porque a fonte da felicidade é o amor, e não o dinheiro.
Quando há grandes catástrofes, como a do Haiti, e recentemente a do Chile, a solidariedade se manifesta através dos países que enviam alimentos e dinheiro para os sobreviventes. Entretanto, é importante que sejamos solidários em todos os momentos da nossa vida. Se nós partilhássemos um pouco do que temos com alguém que passa fome, estaríamos exercitando o amor ao próximo e contribuindo para acabar com a fome no mundo. Se estiver sobrando alimento na nossa mesa, é porque falta na de alguém.
É uma pena que nem todo mundo conheça a mensagem de Jesus, que é libertadora. Segundo uma missionária católica, que trabalha na África, três bilhões de pessoas nunca ouviram falar de Jesus. Se toda a população mundial conhecesse a mensagem de Jesus, e a colocasse em prática, o mundo seria muito mais humano, mais justo e solidário. E não teria tanta gente passando fome, nem tantas guerras, que também são causas da fome.
O Evangelho de Jesus Cristo narrado por Lucas relata o milagre da partilha, que é a multiplicação dos pães. (Lc. 9,10-17). Quando Jesus estava numa cidade chamada Betsaida, a multidão o seguia e Ele falava para ela sobre o Reino de Deus, e curava os doentes. Como já estava ficando tarde, os doze apóstolos pediram a Jesus que despedisse a multidão, para que ela fosse arranjar comida e procurar alojamento no povoado vizinho, pois estavam num lugar deserto. Mas Jesus disse que eram eles que tinham de lhes dar o que comer. Os discípulos disseram que só tinham cinco pães e dois peixes. E responderam que poderiam ir comprar comida para toda a gente. Havia ali mais ou menos cinco mil homens. Jesus pediu aos discípulos que mandassem o povo sentar em grupos de cinquenta. Depois Ele pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção sobre eles e os partiu. Em seguida, entregou para os discípulos, que distribuíam para toda a multidão. Foram suficientes para que todos ficassem satisfeitos, e ainda foram recolhidos doze cestos, com os pedaços que sobraram.
O milagre da multiplicação dos pães ocorreu no deserto. O povo foi saciado pelo alimento, que é dom de Deus. Mas Jesus deu oportunidade aos seus discípulos para organizarem o povo para que recebessem o alimento e ficassem saciados. Os discípulos se preocuparam em comprar alimento. Mas onde iriam arranjar dinheiro para comprar comida para tanta gente? E Jesus lhes disse: “Vocês é que têm que lhes dar o que comer.” Como podemos entender essas palavras? O Evangelho é anúncio, cura e alimento material para todos. O que Jesus desejava era mudar a relação do poder de compra para uma relação de partilha. Pois quando cada um reparte o que tem, nem que seja um pouco, todos ficam saciados, e ainda sobra. Diferente da acumulação, onde poucos têm tudo, e a maioria, nada. Jesus continua a anunciar o Reino de Deus através da palavra e da ação, e mostra que é a favor da partilha, e contra a acumulação.
Por que Jesus é contra a acumulação? A resposta é simples: é porque a acumulação gera a riqueza que cria a pobreza. Podemos afirmar que, nos dias de hoje, Jesus seria contra o capitalismo. Basta observar, nesse relato, a quantidade de pessoas que acompanhava Jesus para ouvir suas palavras libertadoras. Toda essa multidão era de pobres, que vinham depositar confiança e esperança nas palavras de Jesus, que falava tanto do pão espiritual quanto do pão material.
Seria maravilhoso que hoje as pessoas fossem educadas para a prática da partilha, em vez de para acumular. Através da partilha, as necessidades de todos seriam atendidas; saúde, educação, habitação, alimentação, justiça e paz. Era o Reino de Deus de que Jesus tanto falava. Ele queria transformar a sociedade individualista em uma sociedade de partilha.
Infelizmente, a sociedade em que vivemos está impregnada de falsos valores como o ter, o poder e o prazer. Como seria bom se vivêssemos numa sociedade solidária, em que todos soubessem partilhar e distribuir as riquezas! Assim sendo, todos viveriam com dignidade, conforme a vontade de Deus.

Do livro "No Azul Sonhado"

Por Mara Thiers



VIOLÃO DESAFINADO


Lembro de outrora.
E uma música ao fundo chega suave e toca os meus ouvidos. Aquela música que embalou tantos e tantos sonhos.
Há tempos que o vejo ali, encostado. Pego o violão e mexo em suas cordas. Cordas de um violão antigo e desafinado. O mesmo violão e as mesmas cordas de antes.
Procuro o tom certo, tento alinhar todas as notas musicais, sem muito sucesso.
O tom continua fraco, minguado.
As notas continuam desiguais e totalmente desalinhadas; talvez, o instrumento esteja carcomido pela ação do tempo. Hoje, calado, solitário e triste, ali está. O som dantes melodioso perdeu-se desde ontem. Perdeu-se no tempo. Desde a época das longas serenatas, onde o som sempre tão afinado e melodioso invadia as ruas num relampejo estridente, cintilando estrelas.
A sua música acalentava e encantava. E o dia sempre amanhecia terno; e as noites sempre cheias de vida. O Sol surgia tímido; às vezes, forte. A noite adentrava exuberante no seu tom lilás trazendo o cheiro das flores. A Lua, encabulada, muitas vezes se achava encoberta pelas nuvens, mas, brilhante, ressurgia. Sempre!
Hoje, a música esquecida está. Os sons embaralhados e desarmônicos continuam.
Esse longo tempo encostado deixou-o acabrunhado e resumido a esquecidas notas musicais. A uma limitada e velha música que se foi com o tempo...
Recostei o corpo numa cadeira e adormeci. Acordei no meio da noite com um som melodioso... Parecia-me próximo. Levantei ainda fatigada do mau jeito e, com muito esforço, acendi a luz; e, de súbito, vejo um pássaro à minha janela. Fiquei alguns segundos estática e com o coração aos pulos! O cantarolar que eu ouvia vinha mesmo daquele pássaro brilhante, que mais parecia uma Fênix. Era pura luz! Eu fiquei fascinada! Ele voava lentamente e emitia um som harmonioso e tocante. Eu ouvia placidamente o seu coração. Eu podia sentir a sua respiração, de tão próximo. Parecia querer me puxar até aquele violão. Pedia insistentemente. E era verdade, ele queria. Dei dois passos, e o que pude sentir jamais sentirei. As cordas, antes frias e desordenadas, passaram a cantarolar o mais belo dos hinos. Uma das mais belas canções! Eu podia ouvir uma mistura de sons que penetrava profundamente o meu peito. Fora a mais bela emoção! Era a esperança renovada! Foi um momento único e indescritível.
Novamente, jamais sentirei! 

Do livro "No Azul Sonhado"




DIA DOS PAIS

UM OLHAR DE TERNURA
Cicero Braz de Almeida

Te ensinaram que a vida é tão dura,
Que ser forte é realização,
E esconderam a tua ternura
No oásis do teu coração.

Te ensinaram a acordar cedinho.
Lá, no berço, eu queria  carinho.
Esqueceram que a tua verdade
É chão, fazendo nosso caminho.
Esqueceram, pai,
Que parto não é só de montanha
Que amar é sublime
Que na vida o amor é que ganha.

Se um dia eu ficar bem tristonho
E sentir os meus olhos sem brilho,
Lembrarei que, também, tenho filhos,
Que sou pai, que também tenho sonhos
De mostrar minha realização.
Vou lembrar que nós somos iguais:
Pai e filho, homem e trabalhador
Lembrarei que um porto seguro
Não precisa de um homem tão duro
Basta, apenas, um olhar bem maduro,
Basta, apenas, um gesto de amor.


domingo, 7 de agosto de 2011

A semente dos dias - Emerson Monteiro


Bom gosto é a cultura e o conhecimento que define as gerações deste imenso Universo. Nem todo mundo sabe o que melhor lhe atenderá, pois precisa aprender um tanto mais até chegar a agir, com naturalidade, e cumprir, com sabedoria, os praticados desta vida de aprendizado constante.

Descobrir disso o jeito certo de caminhar significa as longas experiências, às vezes tristes, outras agradáveis. Sendo que, dos dois jeitos de adquirir conhecimento, pela dor ou pelo amor, a grande maioria escolhe, em primeiro lugar, sofrer antes para, só então, aprender e valorizar a tranquilidade da consciência em paz com os outros e consigo mesmo.

Sempre, no entanto, as oportunidades se repetem, e as pessoas desfrutam da de refazer os passos, ou pelo arrependimento das ações equivocadas que praticou, ou pelo interesse de obter novas marcas de sucessos, e crescer.

Isto a gente só adquirir à medida que cumpre os dias nas folhas deste chão. Portas abertas nas madrugadas às novas oportunidades se refazem simplesmente ao sol surgir, independente que quaisquer das limitações individuais. Estas sementes são, no entanto, as ofertas da natureza aos que souberem usufruir da perfeição infinita dos seus fenômenos. E bom gosto dependerá dos que os utilizam no crescimento próprio, pela dor ou pelo prazer de cumprir o dever com alegria.

Plantar o que é bom a fim de colher frutos bons, eis a Lei.

Ao descobrir tal segredo, caberá aos pensantes selecionar as sementes a germinar no solo dos corações. O plantio alimenta o futuro, porquanto essa Lei de Ação e Reação não escolhe pessoas, mas delas é escolhida.

Que quer ser feliz deve, sem discriminação, plantar sementes boas, originárias das chances de todo dia. Ninguém melhora apenas para os outros. Quem desfruta das práticas são os autores do bem que possa praticar, nisto há justiça eterna, em tudo, por tudo.

Essa tal felicidade...- por Rosa Guerrera


“A vida apresenta poucas oportunidades para sermos felizes ( as vezes , apenas uma) e não devemos correr o risco de perde-la”

Parece até ironia que eu tenha um dia ( sei lá quando ) escrito essa frase numa velha agenda de muitos anos passados . Justo eu , que tantas vezes fui apresentada a sonhos maravilhosos, e oportunidades fantásticas para usufruir o melhor de uma felicidade ,e que por descuido ou absorção total com outras atividades , não só corri o risco de perde-la, mas perdi mesmo a chance de saborear esse momento chamado curto e eterno pelos poetas.
Quem sabe então eu nem tivesse tempo para entender o melhor de um simples instante!
Hoje , com tantos anos vividos , tantas experiências contidas na memória , fico a pensar o quanto somos egoístas quando jovens , acreditando que a felicidade tem que ser completa , e não aproveitada nos mínimos detalhes .
A impressão que tenho é , que quando escrevi um dia essa frase , eu não analisei calmamente o seu verdadeiro sentido. Fazer o que ?
Quando vivemos em plena primavera , a amplidão do nosso horizonte sempre nos parece cada vez maior , e assim deixamos inúmeras chances para serem aproveitadas no amanhã , e exatamente por isso quando o outono faz parte das nossas vidas , é que entendemos um pouco tarde, que perdemos realmente a oportunidade de um dia sermos felizes .
por rosa guerrera

Por Rosa Guerrera


Ótimo domingo

As horas correm...
O dia passa...
O tempo voa.
Tire um tempo só seu, respire fundo,
olhe ao redor, aprecie a natureza, as pessoas.
Faça alguma coisa que gostaria muito de fazer
e por qualquer motivo não o fez,
arrisque, não tenha medo, seja feliz


ROS@

A felicidade - Por José de Arimatéa dos Santos


Foto: José de Arimatéa dos Santos
 Acredito que a felicidade é encontrada nos momentos mais imprevisíveis. É claro que não existe uma receita para ser feliz. O que pode ser felicidade para mim pode não ser para meu semelhante. Cada ser humano tem a sua felicidade bem peculiar e o importante é que haja uma felicidade no conjunto da humanidade através da convivência pacífica entre todos.
O lado da alegria e do bem querer ao nosso semelhante ajuda e muito. Mesmo sendo tão complicado cuidar da minha vida, cheia de paradoxos, é importante ajudar meu amigo ou amiga sempre com palavras de incentivo e com pensamentos positivos. É assim que propago a minha felicidade.
Vamos falar dos outros. Mas falar bem, exaltar as qualidades. Elogiar. É muito bom. É possível ser feliz e fazer também muita gente feliz. Compartilhar essa felicidade é a senha ou caminho para uma verdadeira humanidade.
Olhar para frente é importante. E ter sempre uma agenda positiva. E nessa agenda se faz necessário acreditar nas pessoas e observar mais os entes da natureza. O início do dia e o sol a brilhar no horizonte ou aquela manhã de chuva fina em que friozinho e o barulho dessa chuva em dia de domingo nos convida a ficar na cama. Verdadeira contemplação da vida.
Sou uma pessoa que procuro conviver da melhor maneira possível com meus colegas de trabalho, meus vizinhos e pessoas da minha comunidade. Sei que é difícil, pois quantas pessoas são difíceis no convívio e só pensam em si. O egoísmo e às vezes o "estrelismo" tomam de conta de pessoas assim. Mas esses companheiros ou companheiras são as pedras que atravessam no nosso caminho. É normal na convivência humana pessoas dessa estirpe.
Ao nosso jeito podemos ser felizes. O sonho de um mundo mais humano é possível. Procuro catalisar os momentos felizes e desejo o mesmo para todos. Pensar positivo e mais amizade verdadeira faz do nosso mundo um lugar mais bonito e prazeroso. Tudo de bom. Felicidade.

Para Stela





Algodão
Luíz Gonzaga

Bate a enxada no chão
Limpa o pé de algodão
Pois pra vencer a batalha,
É preciso ser forte, robusto, valente ou nascer no sertão

Tem que suar muito pra ganhar o pão
E a coisa lá "né" brinquedo não

Mas quando chega o tempo rico da colheita
Trabalhador vendo a fortuna se deleita

Chama a família e sai, pelo roçado vai
Cantando alegre ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, (2X)

Sertanejo do norte
Vamos plantar algodão
Ouro branco que faz nosso povo feliz
Que tanto enriquece o país
Um produto do nosso sertão.

Do baú de Stela- A ROÇA DE ALGODÃO DO MEU PAI


Quando éramos crianças meu pai reunia a meninada ao seu redor e, sob a luz de um candeeiro de querosene, costumava nos contar histórias de trancoso, cheias da riqueza, da magia e do encanto do imaginário proveniente da nossa herança indígena, africana e portuguesa.
Grande fascínio aquelas histórias exerciam sobre nós!
Depois, quando já éramos todos adultos, papai nos emocionou contando histórias reais: as da sua vida. Eram histórias simples do cotidiano de um sertanejo, histórias que retratavam a singeleza da vida daqueles que aguardam a chegada das chuvas para plantar e garantir a sobrevivência da família, histórias repletas de lições práticas de um homem que desde criança buscava alternativas criativas para vencer as adversidades da vida.

Das muitas histórias que Joaquim Valdevino de Brito contava, quero destacar especialmente uma que traduz bem seu espírito de luta, de fé e confiança no trabalho.

Era o final de um ano seco e não adiantava plantar nada, pois “só se ia perder semente...” Todos repetiam esse refrão.
Mas ele não se conformava com aquela pasmaceira de estiagem prolongada, não podia ficar sem fazer nada, só olhando para um céu sem nuvens e sem promessa de chuvas. Estava para chegar um novo ano... quem sabe não chovia em janeiro, fevereiro ou em março, com as bençãos de São José?
Vislumbrou em sua mente o branco de um algodoal. Seu coração acatou com confiança a idéia e sua vontade imperiosa entrou em ação: preparou a terra e plantou as sementes de algodão.
As pessoas não acreditavam naquela tentativa, mas Joaquim era um rapaz obstinado.
Entrou o novo ano e houve uma mudança no tempo. Soprou um vento que prometia chuva, e que caiu no chão como dádiva preciosa para aqueles que acreditaram e plantaram. A chuva não foi muita, porém foi suficiente para segurar o algodão.
O algodoal de Joaquim, naquele ano, não só enfeitou a sombria paisagem sertaneja, como garantiu comida na mesa e aquisição de sementes para o próximo inverno.

Obrigado Joaquim Valdevino por nos ter ensinado, com sua história de vida, que, frente às dificuldades, não devemos bloquear nossa fonte de idéias e cruzar os braços:
É PRECISO PLANTAR ALGODÃO!

UMA HOMENAGEM DE GRATIDÃO DOS SEUS FILHOS
Julho/2001

A despedida do amor - Martha Medeiros


Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a "dor-de-cotovelo" propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...

E só então a gente poderá amar, de novo.



HOME TEXTOS SOBRE AMOR
Agosto é o mês dos meus gostos ...
Nem todos !


Os desencontros acontecem,
mas se alternam,
com sonhos de encontros.
Rezo pra Santo Agostinho,
e assisto Hitchcock,
para aprender a desvendar ,
alguns dos teus mistérios.


Um exercício complexo...
O revelar-se
O aprender com retoques,
na miragem da calma .


 socorro moreira

Feliz aniversário para Emily !



- Hoje completando dois aninhos.


A porta do lado - Por Dráuzio Varella




Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a
gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos
que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos
mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na
garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de
simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua
vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a
abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de
algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos,
mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para
eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor
diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último
biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca
ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga
e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente.
O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.
É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema
solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser
resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido
de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro
horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou
perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e
gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a
"porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do
bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros
dá errado."

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não
estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto,
sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A "Porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída... Experimente!


HOME TEXTOS PARA REFLEXÃO




"Epigrama nº 9


O vento voa
a noite toda se atordoa,
a folha cai.


Haverá mesmo algum pensamento
sobre essa noite? sobre esse vento?
sobre essa folha que se vai?


Cecília Meireles

Por Norma Hauer - MAIS UM ANO SEM ORLANDO SILVA


O dia era 7 de agosto, o ano:1978; nessa data faleceu um dos maiores fenômenos da música popular de nossa terra: ORLANDO SILVA.
Desde suas primeiras gravações já deixou sua marca. Estreou na extinta Rádio Cajuti, levado por Francisco Alves que, em 1934, tinha um programa na emissora. Chico Alves apoiou-o logo de saída para que ele "derrubasse" o prestígio de Silvio Caldas, por ter a voz semelhante à de Sílvio. Só que ele surpreeendeu: não só passou a ter mais prestígio que Sílvio, como até Chico Alves "balançou" com o fenômeno ORLANDO SILVA.

Suas primeiras gravações na RCA Victor foram duas composições de Cândido das Neves:"Lágrimas" e "Última Estrofe". Antes, gravara na Colúmbia um gingle para o lançamento do "Chope da Brahma", exatamente com esse título e da autoria de Ari Barroso. É... muito antes de Zeca Pagodinho, um cantor então iniciante fez apologia da Brahma .
Embora os tempos fossem outro s(não havia televisão) o lançamento foi
um sucesso. Estreando, em seguida, na Victor, Orlando gravou aquelas composições de Cândido das Neves e, em seguida, "No Quilômetro 2". A Victor, como se tratava de um cantor novo, fez mais fé neste samba, lançando-o primeiro no mercado discográfico.
Só que sua interpretação nas músicas de Cândido das Neves mostraram sua grande sensibilidade como cantor e apareceram mais do que "No Quilômetro 2".

Foi, porém, com "Lábios que Beijei", de J.Cascata e Leonel Azevedo" que ele ficou conhecido em todo o Brasil como "O Cantor das Multidões", cognome que lhe foi dado por Oduvaldo Cosi depois de uma apresentação sua no Largo da Concórdia, em São Paulo.
Quase tudo que Orlando Silva gravou foi sucesso, tanto no terreno romântico, como no carnaval.
Ele sempre contava, a respeito de "Carinhoso", uma história que não batia pela contada por Heloísa Helena, cantora e atriz de renome nos anos 40. Orlando, em mais de uma entrevista, disse que seu pai teria feito parte do conjunto "Oito Batutas", dirigido por Pixinguinha e que grande sucesso fizera na Europa.

O pai de Orlando não acompanhou Pixinguinha nessa ocasião, por motivo de família e, alguns anos depois veio a falecer, mas antes apresentara o filho ao Mestre Pixinga.
O choro "Carinhoso" foi um dos que fizeram parte do repertório de "Os Oito Batutas", grupo somente musical; assim, as melodias por eles apresentadas não tinham letra.
E "Carinhoso" era uma delas, lançada em 1918.

Orlando em várias entrevistas, em rádio e já em televisão gostava de dizer que apreciava muito o chorinho e que gostaria de gravá-lo mas, para que isso acontecesse, Pixinguinha pediu a Braguinha (então mais conhecido como João de Barro) que fizesse uma letra para "Carinhoso", a fim de que Orlando o pudesse gravar, o que aconteceu para o carnaval de 1939. Até hoje, "Carinhoso" é um sucesso em todo canto do país.

Heloísa Helena contava uma história diferente: sempre dizia que ela, gostando da música, pedira a Pixinguinha que fizesse uma letra, para ela apresentar em um espetáculo que se realizaria no Theatro Municipal. Foi quando João de Barro fez a letra.
Já com "Rosa" aconteceu algo que só anos mais tarde chegou ao conhecimento do público. Essa também era uma música dos anos 20, que não tinha letra. Orlando, achando-a lindíssima, pediu a Pixinguinha para gravá-la. E o fez, aparecendo no disco somente o nome de Pixinguinha. Mas...aí surge Paulo Tapajós, um dos maiores pesquisadores de música popular que este país já teve.
Paulo, entrevistando Pixinguinha para um depoimento no Museu da Imagem e do Som, perguntou-lhe"Pixinga, você não é letrista, quem compôs a letra de "Rosa"? Pixinguinha confessou que foi um rapaz modesto (Octavio de Souza), que já falecera e que trabalhara nas oficinas da Central do Brasil, ali, onde hoje é o "Engenhão".
Só a partir daí ficou-se sabendo o nome do letrista de uma das mais bonitas letras
que fizeram parte de nossa música. E isso graças a Paulo Tapajós.
Não sei se esses casos constam de algum site sobre ORLANDO SILVA ou sobre Pixinguinha, mas o caso de "Rosa" ouvi-o do próprio Paulo Tapajós.
Ainda sobre a música "Rosa", gostaria de informar que essa era a que mais sua mãe gostava. Depois de seu falecimento, Orlando não podia cantar essa melodia sem chorar. Ele era muito sentimental e adorava sua mãe. Assim era difícil,para ele, cantar "Rosa".
Só para citar, algumas gravações de Orlando que marcaram muito sua carreira:"Nada Além" e "Enquanto Houver Saudades", ambas de Mário Lago e Custódio Mesquita (as primeiras da parceria);"Súplica"(aquela, cuja letra não tem rima);"Caprichos do Destino";"Por quanto Tempo ainda";"Dá-me tuas Mãos";"Por Ti"; "Uma Lágrima, uma Dor, uma Saudade":"Lágrimas de Rosa";"Página de Dor";"Apoteose do Amor"...."A Jardineira";"O Pranto Meu Ninguém Vê";"Cidade Brinquedo" e "Cidade Mulher"(ambas exaltando o Corcovado):"O Meu Pranto Ninguém Vê"... estas últimas para os carnavais nos quais ele era sempre o mais ouvido.
A data de seu falecimento (7 de agosto) foi seguida à do Papa Paulo VI (dia 6). Assim, a cidade amanheceu de luto, como é comum acontecer quando morre um chefe de estado. Que aconteceu?
O féretro de Orlando deixou a sede do Flamengo, no Morro da Viúva, onde foi velado, seguido de um séquito de fãs, admiradores e jornalistas, para o Cemitério de São João Batista. Do alto do Morro do Pasmado, a bandeira a tremular a meio pau, mais parecia uma homenagem a ORLANDO SILVA. Hoje seu corpo encontra-se no Cemitério de São Francisco Xavier, para onde foi trasladado por ordem de sua esposa Lourdes, que por sinal morreu pouco tempo depois.
Só para lembrar, a letra de

LÁBIOS QUE BEIJEI
Lábios que eu beijei,
Mãos que eu afaguei
Numa noite de luar assim.
O mar na solidão bramia
E o vento a solicitar pedia,
Que fosses sincera para mim.
Nada tu ouviste
E logo partiste
Para os braços de outro amor.
Eu fiquei chorando,
Minha mágoa cantando
Com a estátua perenal da dor.

O espaço não dá para a letra toda, mas fica aqui marcada a primeira estrofe de um dos primeiros sucessos de Orlando Silva, de uma dupla que o consagrou:J.Cascata e Leonel Azevado
Norma

Domingo- por socorro moreira




Manhã chegando
Almoço domingueiro
Hoje serei mãe de sete filhos
Filhos, noras e netas.
È quase um jeito antigo
Tão inusitado, me parece.

Bacalhau
Vinho do porto
Pudim de leite
E aquela mesa posta
Com a simplicidade
Das baixelas 
Hoje teremos foto em família...
- Meus filhos-
Cresceram de uma vez!


"É TERRÍVEL QUANDO SE É UMA MULHER ORIENTADA PARA O SUCESSO. POR MAIS ALTO QUE SEJA O PREÇO QUE SE PAGUE, ESTÁ-SE SEMPRE SOZINHA QUANDO SE CHEGA A QUALQUER LUGAR _ E DE UMA FORMA QUE NENHUM HOMEM JAMAIS TERÁ QUE FICAR".
Phyllis Chesler.

A flexibilidade das irmãs Ross



Raparigas fantásticas, famosas na época.
Um vídeo de 1944, foi recuperado, digitalizado e colorido. Nesta clássica coreografia do filme “Broadway Rhythm”, as assim chamadas The Ross Sisters, Aggie, Maggie e Elmira, cantam e movimentam-se de uma forma que não parece ser humanamente possível.
Nos primeiros 45 segundos elas cantam. Mas o que vem a seguir é impressionante.
vaquinhalinda - SoRisoMail.com e-mails com humor!



Recebido por e-mail




REALIDADE...

Navegando há vários meses sem que os marujos tomassem banho ou trocassem de roupas, o que não era novidade na Marinha Mercante britânica, o navio fedia.
O Capitão chama seu Imediato:

- Mr. Simpson, o navio fede. Mande os homens trocarem de roupa!

- Yes, Sir!

Simpson reune seus homens e diz:

- Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa. David troque a camisa com John. John troque a sua com Peter. Peter troque a sua com Alfred. Alfred troque a sua com Fred...

E assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele retorna ao Capitao e diz:

- Sir, todos ja trocaram de roupa.

O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.

Você acaba de entender exatamente o que será o Brasil no atual governo.

Estrela azul - por socorro moreira



Cabeça sem amor é nó com dor
Amor sem cabeça é cata-vento
Coração alado
É fuga, desassossego

Espere o amor
Nas asas do tempo
Espere na janela
O sinal de um duende

No giro imaginável
Real , ilusão ...
Desejo é quase ação
- Amor é reação !

Lua minguante, brilhante
Enche os meus olhos de mel

Crescente cheia beleza
Destila todo meu fel

Estrela azul não esqueça
O anjo da minha espera
Não importa que ele esteja
Longe ou pertinho do céu.

Madrugada musical


Querido Diário
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Hoje topei com alguns conhecidos meus
Me dão bom-dia, cheios de carinho
Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus
Eles têm pena de eu viver sozinho

Hoje a cidade acordou toda em contramão
Homens com raiva, buzinas, sirenes, estardalhaço
De volta a casa, na rua recolhi um cão
Que de hora em hora me arranca um pedaço

Hoje pensei em ter religião
De alguma ovelha, talvez, fazer sacrifício
Por uma estátua ter adoração
Amar uma mulher sem orifício

Hoje afinal conheci o amor
E era o amor uma obscura trama
Não bato nela nem com uma flor
Mas se ela chora, desejo me inflama

Hoje o inimigo veio me espreitar
Armou tocaia lá na curva do rio
Trouxe um porrete a mó de me quebrar
Mas eu não quebro porque sou macio, viu



Pra Te Lembrar
Caetano Veloso
Composição: Nei Lisboa

Que é que eu vou fazer pra te esquecer?
Sempre que eu já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...

Que é que eu vou fazer pra te deixar?
Sempre que eu apresso o passo, passas por mim
E o silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar...

Me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...

Que é que eu vou fazer pra te lembrar?
Como tantos que eu conheço e esqueço de amar
Em que espelho teu, sou eu que vou estar?
Ao te ver sorrindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...

Caetano Veloso



"Caetano Veloso (nascido Caetano Emanuel Viana Teles Veloso em Santo Amaro da Purificação, 7 de agosto de 1942) é um músico, produtor, arranjador e escritor brasileiro. Com uma carreira que já ultrapassa quatro décadas, Caetano construiu uma obra musical marcada pela releitura e renovação, considerada de grande valor intelectual e poético."


Azul Musical


Viagem

Composição: João de Aquino / Paulo César Pinheiro

Oh! tristeza me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia
Veio ao meu encontro
Já raiou o dia
Vamos viajar.
Vamos indo de carona
Na garupa leve
Do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe
Lá do fim do mar.

Vamos visitar a estrela
Da manhã raiada
Que pensei perdida,
Pela madrugada
Mas que vai escondida
Querendo brincar.
Senta nessa nuvem clara,
Minha poesia,
Anda se prepara,
Traz uma cantiga
Vamos espalhando
Música no ar.

Olha quantas aves brancas,
Minha poesia
Dançam nossa valsa,
Pelo céu que o dia
Faz todo bordado
De raio de sol.
Oh! Poesia me ajude,
Vou colher avencas
Lírios, rosas, dálias
Pelos campos verdes
Que você batiza
De jardins do céu.

Mas pode ficar tranqüila,
Minha poesia,
Pois nós voltaremos
Numa estrela guia
Num clarão de lua
Quando serenar.
Ou talvez até quem sabe,
Nós só voltaremos
No cavalo baio
No alazão da noite
Cujo o nome é raio,
Raio de luar.

João de Aquino



João de Aquino (São Cristóvão), (Rio de Janeiro, 23 de julho de 1945) violonista, cantor, compositor, arranjador e produtor musical brasileiro. neto de um maestro de banda do interior do estado do Rio de Janeiro, primo do violonista e compositor Baden Powell, teve contato com a música desde a cedo. Aos 10 anos de idade começou a ter aulas de violão com o violonista Meira. Trabalhou com diversos artistas assim como Maurício Carrilho, Candeia, Elza Soares, Dicró, Carlos Cachaça, Leny Andrade, Candeia, Monarco, (Pery Ribeiro, Jorginho do Império, Martinho da Vila, Carmem Costa, Zezé Motta , Nelson Sargento, Roberto Ribeiro, Cartola, Elizete Cardoso, Paulo César Pinheiro, Hermínio Bello de Carvalho, Paulo Frederico, Aldir Blanc, Radamés Gnatalli, Gilson Peranzzetta, Wagner Tiso, Cauby Peixoto entre outros.

Durante muitos anos foi jurado do "Prêmio Sharp".

wikipédia 





Cesar Costa Filho - Um grande compositor !


Velho Amor
Cesar Costa Filho
Composição: César Costa Filho/Aldir Blanc

Hoje eu vi você passando aqui
E me lembrei do que sofri
Pelos caminhos da tristeza
Me amparando na certeza desse dia
Ah!... não sei dizer de onde eu vim
Deixei você, cheguei sem mim
O meu futuro é meu passado
Eu trago amor desesperado
E em agonia
Se eu não partisse de você
Se eu não fugisse sem razão
Talvez restasse uma palavra
De esperança ou ilusão
Mas hoje eu vi você passando aqui
E não preciso mais mentir
Que o velho amor continuou
Pois você ainda é
E eu descobri que já não sou.






César Costa Filho (Rio de Janeiro) é um cantor e compositor brasileiro.


"Nascido no bairro carioca de Vila Isabel, ficou conhecido nacionalmente pela participação em festivais de canção. Suas canções foram gravadas por cantoras como Elis Regina, Dóris Monteiro, Maysa, Elizeth Cardoso, Claudete Soares e Eliana Pittman. Participou, nos anos 60 do Movimento Artístico Universitário. Sua música "Meu Tamborim", interpretada por Beth Carvalho ficou em terceiro lugar no I Festival Universitário, em 1968. A música "Mirante", interpretada por Maria Creuza ficou em terceiro lugar no II Festival Universitário do Rio em 1969. No mesmo festival, Clara Nunes interpretou a música de sua autoria "De Esquina em Esquina" e ficou em quinto lugar. No IV Festival Internacional da Canção da TV Globo, em 1969, sua música "Visão Geral" ficou em quinto lugar. Em 1981, foi eleito presidente da UBC - União Brasileira de Compositores".


Conheci o seu trabalho , em 1975, quando trabalhava no BB, em Recife, através de um colega de Banco, o paulista Cirilo. Por que será que Cesar Costa Filho caiu no ostracismo?
Ele, Sidney Miler, Elton Medeiros, João de Aquino...
Gosto da oportunidade que nos dá o blog de desabafar a saudade e a falta de alguns talentos do passado, que sumiram da mídia, na efervescência de outra leva de compositores,
Sinto-me igualzinha ao meu pai, quando tinha a minha idade...
Escutar Luan Santana, Raça Negra, Aviões do forró, Alexandre Pires... Desavisa os meus ouvidos. Mas a insônia, na madrugada deste domingo de agosto, me faz recordar, que o meu doce ficou!

Socorro Moreira