por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 27 de setembro de 2011


Mario Quintana

O despertador é um acidente de tráfego de sono.
O destino é apenas o acaso com mania de grandeza.
O grande consolo das velhas anedotas são os recém-nascidos.
O homem não morre quando deixa de viver, mas sim, quando deixa de amar
O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família.
O mais triste das dedicatórias são as datas.
O passado não reconhece seu lugar: está sempre presente.
O poeta canta a si mesmo porque de si mesmo é diverso.
O ruim dos filmes de Far West é que os tiroteios acordam a gente no melhor do sono.
O silêncio é um espião.
O tempo é um ponto de vista. Velho é quem é um dia mais velho que a gente...
O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
O verdadeiro analfabeto é aquele que aprende a ler e não lê.
Os aviões abatidos. São cruzes caindo do céu.
Os que fazem amor à noite não estão apenas fazendo amor: estão dando corda no relógio do mundo.
Os rios são tristes porque não podem parar.
Para os peixinhos do aquário quem troca a água é Deus.
Pobre se engasga com cuspe.
Quem bebe por desgosto é tolo. Só se deve beber por gosto.
Quiseste expor teu coração a nu. / E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio. / Ah, pobre amigo, nunca saibas tu / Como é ridículo o amor... alheio!
Reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe haviam roubado a carteira: nada se perde, tudo muda de dono.
Se alguém lhe perguntar o que quis dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...
Se as coisas são inatingíveis ora, / Não é motivo para não querê-las / Que tristes os caminhos se não fora / A mágica presença das estrelas!
Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz?
Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas...
Só se deve beber por gosto: beber por desgosto é uma cretinice.
Sonhar é acordar-se para dentro.
Sou o dono dos tesouros perdidos no fundo do mar. / Só o que está perdido é nosso para sempre. / Nós só amamos os amigos mortos / E só as amadas mortas amam eternamente...
Tão bom morrer de amor! E continuar vivendo...
Tão bom viver dia a dia... A vida, assim, jamais cansa.
Todos esses que aí estão atravancando meu caminho. Eles passarão... eu passarinho!
Três amores... Quem me deu / Tão estranha sorte assim? / Três amores, tenho-os eu / E nenhum me tem a mim!
Tudo o que acontece é natural inclusive o sobrenatural.
Um dia de chuva é bom para a gente comprar livro de poemas... Quem lhe perguntar por quê, de nada lhe adiantará comprar um livro de poemas.
Uma das mais deliciosas manifestações de amor é a falta de respeito.
Uma vida não basta ser vivida, precisa ser sonhada.
Vale a pena viver nem que seja para dizer que não vale a pena...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FOTO RARA - Marcos Barreto de Melo



QUERO COMPARTILHAR COM OS LEITORES DESTE BLOG ESTA FOTO MUITO RARA, ONDE VEMOS O REI DO BAIÃO LUIZ GONZAGA DE PASSAGEM POR SALVADOR, AO LADO DOS COMPOSITORES BAIANOS CAPINAN E CARLOS PITA. ESTE ARQUIVO ME FOI PRESENTEADO PELO AMIGO ROBERTO SAMPAIO, DONO DA LOJA DE CD's PÉROLA NEGRA. NÃO SEI DIZER O AUTOR DA FOTO.

Por Mario Quintana



A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.
A amizade é um amor que nunca morre.
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
A função do poeta não é explicar-se. A função do poeta é expressar-se.
A laranja cortada ao meio, / Úmida de amor, anseia pela/ outra./ É assim, é bem assim que eu te / desejo!
A melhor maneira de te vingares de um teu inimigo é dar de presente uma corneta ao filhinho dele.
A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer.
A poesia não se entrega a quem a define.
A recordação é uma cadeira de balanço, embalando sozinha...
Abandonou-te? - Pior ainda! Esqueceu-me...
Ah, esses moralistas... Não há nada que empeste mais do que um desinfetante!
Amar é mudar a alma de casa.
As árvores podadas parecem mãos enterradas dos vivos.
As mãos que dizem adeus são pássaros que vão morrendo lentamente.
As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho.
Com o tempo, não vamos ficando sozinhos apenas pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros.
Desconfia da tristeza de certos poetas. É uma tristeza profissional e tão suspeita como a exuberante alegria das coristas.
Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo...Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude , mas que trabalheira!
Dupla delícia/ O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.
Durante as belas noites de tempestade, os relâmpagos tiram fotografias da paisagem.
E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vida dos insetos...
Esses padres conhecem mais pecados do que a gente...
Esses que puxam conversa sobre se chove ou não chove não poderão ir para o céu! Lá faz sempre bom tempo...
Estilo é a deficiência que faz um sujeito escrever sempre do mesmo jeito.
Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos.
Há dois sinais de envelhecimento. O primeiro é desprezar os jovens. O outro é quando a gente começa a adulá-los.
Há duas espécies de livros. Uns que os leitores esgotam, outros que esgotam os leitores.
Há uns que morrem antes; outros depois. O que há de mais raro, em tal assunto, é o defunto certo na hora exata.
Hoje é 2ª feira? Meu Deus, como eu fui perder a 1ª feira?
Mas que haverá com a lua que sempre que a gente olha é com um novo espanto?
Não faz da tua vida um rascunho, poderás não ter tempo para passar a limpo.
Não importa saber se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na gente...
Não me ajeito com os padres, os críticos e os canudinhos de refresco: não há nada que substitua o sabor da comunicação direta.
Não sei dançar. Minha maneira de dançar é o poema.
Não sei porque sorri de repente. E um gosto de estrela me veio à boca...
Nem todos podem estar na flor da idade, mas cada um deve estar sempre na flor da sua idade.
No céu é sempre domingo. E a gente não tem outra coisa a fazer senão ouvir os chatos. E lá é ainda pior que aqui, pois se trata dos chatos de todas as épocas do mundo.


Francisco Alves



Francisco de Morais Alves (Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1898 — Pindamonhangaba, 27 de setembro de 1952) foi um dos mais populares cantores do Brasil.


* Enquanto escuto na TV a explosão musical do Rock in Rio, fico desejando escutar uma música , na voz de Francisco Alves, que morreu quando eu tinha um ano de idade.


Meus olhos esperam por eles,
e quando setembro chega,
meus olhos se enternecem neles
- Ipês !

Róseo,amarelo, branco
Que importa a cor, e o canto ?
- O Cariri sabe tê-los!
(socorro moreira)

Por Everardo Norões




DECLARAÇÃO

Sou
apenas
uma pequena nuvem,
ela me disse:
uma nuvem
que se encaminha
para o sul,
sempre o sul.
Ou, se quiseres,
uma brisa,
ela me disse;
uma brisa aquecida
no desvelo dessa pele.
Ou apenas
uma sombra,
ela me disse:
uma minúscula
sombra de ti mesmo,
desfazendo-se
em negro e cinza,
morrendo
como a palavra esquecimento.
Sou apenas
um resto de ti,
ela me disse,
uma gota
partida de teu sangue,
o trovejar de teu murmúrio.
Sou apenas
a vertente do segredo,
ela me disse:
os móveis da casa,
a ladeira,
a rua,
um rio
que se deita na paisagem.

Sou apenas
uma pequena nuvem,
ela me disse:
um som,
um soluço,
uma nave
desorientada no teu céu.

Everardo Norões

O tempo é invenção e não consumo - por José do Vale Pinheiro Feitosa


A circunferência transporta,
E o quadrado fixa.
Como teu ânimo de viajante,
Ou a placidez domiciliar.

Hoje de mãos numa ampulheta,
Contas o estoque do teu tempo.
Teu olhar perplexo ao sol poente,
Esqueceste as nascentes das manhãs.

Entre vaguear e encerrar,
Habita tua religiosidade política.
Que consome teu tempo em trabalho,
Mercadoria para a força capital.

Quão longe se encontra de ti mesmo,
Tua alma se escravizou em mercadoria.
És fonte não renovável do lucro,
Um balde vazio desprezado na lixeira.

Olha que tudo em ti são fantasias,
Lantejoulas do grande desfile produtivo.
Esquece teu pesar de escravo,
Rompa os grilhões sutis das idéias.

Abra os olhos para o próximo segundo,
Que não existe a não ser que o faças.
O tempo não é mercadoria estocada,
É o inevitável do movimento vida.

Rompa teus corpos geométricos,
Trace no ar os arabescos do encéfalo.
Respire os tijolos do tempo,
Abduza os velhos roteiros do trabalho.

por socorro moreira



Estamos plugados
por sentimentos
indefinidos ...
amarras invisíveis
que o sonho desata

o descompromisso liga
o compromisso afasta


prefiro a infinitude
do sem início
e que tudo seja sempre
e pra sempre
um ponto de luz
brilhando no azul
que nunca será verde.

o amor não precisa da rima
ele é poesia que não se explica
preenche as entrelinhas
e faísca como estrelas
no ser interior
anterior a tudo !

ninguém chega tarde
nem antes da hora
amor é carta marcada
que a gente acha
quando o destino descarta.

O grande desafio não é jogar
O grande lance é conquistá-lo
e merecer a felicidade de vivê-lo

Amar sozinho
pode ser perfeito ,
mas é desperdício !

Boa tarde!



alegria nos ganhos
sejam imaginários
ou instantâneos
sejam permanentes
ou diferentes

alegria de viver
plenamente
o que está próximo
e o que está
em sintonia
(socorro moreira)

UMA CRÔNICA DE LUIZ FERNANDO VERISSIMO


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Luís Fernando Veríssimo

TRANSVERSAL DO TEMPO - ALÉM DE MIM E DE TI


"(...) Foram precisos muitos acasos, muitas coincidências surpreendentes (e talvez muitas procuras), para que eu encontre a Imagem que, entre mil, convém ao meu desejo. Eis um grande enigma do qual nunca terei a solução: por que desejo Esse? Por que o desejo por tanto tempo, languidamente?... "
"Tento recordar teu rosto, nome. Curioso, como às vezes nos escapam os traços da pessoa amada. Situo-te num passado já distante. Não te imagino num presente.De ti resta-me o que foste comigo.E foste - me ternura e descoberta do meu corpo, de minhas mãos até então inábeis que ensinaste a acariciar teus cabelos, a sentir teu corpo; e ainda descoberta de que a minha voz tinha um sentido para além de sons mais ou menos indistintos e vagos."

"Ciúme: Sentimento que nasce no amor e que é produzido pelo medo que a pessoa amada prefira um outro."

"Na distância imprecisa, meu amor, ignoramos de nós sequer a latitude. Contudo, provavelmente o mesmo sol cobre nossos corpos ávidos de luz e de acontecer, os mesmo rostos (ou serão outros?) da mesma gente envolvem nossos passos, os mesmos ruídos, o mesmo bombardear de fatos e de idéias, a mesma música flutua em nossos cabelos, o mesmo vento nos impele na busca de horizontes claros e do mar, cheiro de algas penetrante, doçura do pôr do sol e das tempestades na barra."

"Como serás tu que imagino mais do que recordo – a memória traz consigo também o esquecimento, continuando embora memória de gestos repetidos – com quem te encontras, como pensas, que brisas novas suavizarão teu sangue inquieto.Na distância imprecisa que o tempo traz recordo vagamente teu rosto rude e já marcado, a ternura inconsistente e macia da areia deslizando em nossas mãos."

"Encontro fugidio e breve foi o nosso. Belo também da beleza que permanece na memória para além dos dias. Algures tu és, aqui eu sou.Porque imprecisa, a distância se resolve na certeza vaga de existirmos num como e num onde. Tanto basta. [pergunta ou afirmação?] Não há passos que nos aproximem no impreciso e no vago. O nosso reencontro está só na certeza vaga de existirmos com outros, sob o mesmo sol. Melhor assim."

"Impuro e desfigurante é o olhar da vontade. Só quando nada cobiçamos, só quando o nosso olhar nada mais é senão pura observação, é que a alma das coisas, a sua beleza, se nos revela."

"De amor não falemos. De que serviria dar nome ao que encerra somente o equívoco? Somos e não somos sós. E depois ser só não é ser só. Não estamos sós. Temo-nos um ao outro na distância e na ausência, que são só acidentes e nada de essencial atingem. Temo-nos no que ficou do fugidio encontro, na ternura renovada que nos inventamos ou recriamos. Ou na lembrança."


Fonte: Roland Barthes -Fragmentos do Discurso Amoroso (Paris 1980)

Minha amiga Rosineide , aos 15 anos... - Por Socorro Moreira


A poesia de Rosa Catarina


Eles estão no livro: Vôo de Volta


AMAR

Amar
É saber que existe
Alguém
Que não é igual
A ninguém

PERGUNTA

Por que
o amor é a mais
complicada
das coisas simples?

EXO

Amor complexo
Amor com nexo
Amor convexo
Amor com sexo

FLUTUAÇÔES DO TECNICISMO

Couraça e japona.
Preponderância do aço.
Conserto e desconserto
No amor fuido e ácido.

PUREZA

Gesto puro.
Forma pura.
Corpo,
alma,
mãos,
olhos,
amor...
É possível total?

ADEUS

Distante, bem distante,
cintilam as estrelas.
Estão longe de mim,
ou estou longe delas?...

O Outono da vida - Por : Rosa Guerrera


É bom conhecermos e vivermos de corpo e alma as estações da vida . Muito bom também colhermos flores primaveris , plantarmos rosas , alimentarmos com todas as forças do nosso eu os momentos que os verdes anos espalham ao nosso redor ,trazendo sempre em seus convites o sabor gostoso de deleitarmos o desconhecido.Mas ... pouco a pouco quase sem que pressintamos o calor do verão vai se aproximando com nuances mais coloridas , e começamos a rever os nossos verdes sonhos como imagens apagadas onde raramente usávamos a razão .É quando aprendemos a caminhar com mais prudência e sensatez. É quando analisamos melhor, sentimos melhor , somos mais reservados , sabemos esperar a época da colheita e muitas vezes até nos preocupamos com a chegada do outono em nossas vidas. Mas inexoravelmente ele, o OUTONO chega ... e vem o acréscimo no aprendizado, nos sem-fins e atalhos da nossa árvore de vida. E olhando para trás vemos o quanto mudamos ! O encantamento das outras estações nos retrata fielmente que somos mestres no que aprendemos no exercício da maturidade sem portas às fantasias... É é nessa estação outono que lutamos com muito mais garra para a concretização dos nossos sonhos porque entendemos que tudo que fizermos então , tem que ser consciente , isento de falsas expectativas e para todo um sempre .E tudo passa a ser eterno , mesmo que dure apenas uma gota d’água de segundos , mas vivido com tamanha força que não tememos mais a aproximação do inverno nem a destruição da nossa árvore. Nada mais é capaz de nos abalar . Já não nos importamos em nos protegermos da indiferença , do medo, do egoísmo, dos que nos rejeitam , nos ferem , nos excluem ou tentam abalar nossas convicções.Essa é a estação do outono nas nossas vidas. A idade da liberdade de escolha, dos acertos, das novas qualidades , das verdadeiras descobertas , sem dúvidas, sem interrogações ...mas com a certeza de conquistas verdadeiras ...onde a mente não acompanha o envelhecimento do corpo ,mas aprimora cada vez mais o companheirismo entre a razão e o coração.

( ROSA GUERRERA)

Cosme e Damião


São Cosme e São Damião, os santos gêmeos, morreram em cerca de 300 d.C. Sua festa é celebrada em 27 de setembro. Somente a igreja Católica comemora no dia 26 de setembro pois, segundo o calendário católico, o dia 27 de setembro é o dia de São Vicente de Paulo.

Baden Powell de Aquino


Baden Powell de Aquino (Varre-Sai, 6 de agosto de 1937 — Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2000) foi um violonista brasileiro.

Gal Costa


Página oficial www.GalCosta.com.br

Maria da Graça Costa Penna Burgos, mais conhecida como Gal Costa, (Salvador, 26 de setembro de 1945) é uma cantora brasileira.

Gal Costa é filha de Mariah Costa Pena, falecida em 1993 que foi sua grande incentivadora, e Arnaldo Burgos.Sua mãe contava que durante a gravidez passava horas concentrada ouvindo música clássica, como num ritual, com a intenção de que esse procedimento influísse na gestação e fizesse que a criança que estava por nascer fosse, de alguma forma, uma pessoa musical. Gal jamais conheceu o seu pai, que faleceu quando ela tinha por volta de 15 anos. Por volta de 1955 se torna amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, futuras esposas dos compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. Em 1959 ouve pela primeira vez o cantor João Gilberto cantando Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais) no rádio; João também exerceu uma influência muito grande na carreira da cantora, que também trabalhou como balconista da principal loja de discos de Salvador da época, a Roni Discos. Em 1963 é apresentada a Caetano Veloso por Dedé Gadelha, iniciando-se a partir uma grande amizade e profunda admiração mútua que perdura até hoje.

Em meados dos anos 90 Gal mudou oficialmente o se nome de Maria da Graça Costa Penna Burgos para Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa.

Luis Fernando Verissimo


Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro. Mais conhecido por suas crônicas e textos de humor, mais precisamente de sátiras de costumes, publicados diariamente em vários jornais brasileiros, Verissimo é também cartunista e tradutor, além de roteirista de televisão, autor de teatro e romancista bissexto. Já foi publicitário e copy desk de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Erico Verissimo.

wikipédia

domingo, 25 de setembro de 2011

retrato

Sinceramente duvido se haverá o dia em que
sentado na cadeira e o olhar perdido
direi: "eu vos amo,
meus netinhos."

Primeiro, se eu estiver bem velhinho
eu quero correr na calçada
e deixar o sol da manhã
queimar meus cabelos.

Digo-vos, meus prováveis netos,
quando eu estiver bem velhinho
não me venham com essa
de sentar-me na sala
cercado de gente.

Não tirem fotografias
nem me filmem sentado.

Já disse, quero estar na calçada
correndo feito um louco atrás
de uma borboleta
de três olhos.

Se possível,
acompanhado de uma jovem.

Não quero nenhuma velhinha comigo.
Nem que eu sofra ameaças dessa jovem.

Mas é uma jovem que quero ao meu lado
correndo também feito uma louca
atrás de uma borboleta
de três olhos.

Acreditai, se a morte vier assim
e me pegar bem acompanhado

passará pelo menos dois minutinhos
admirando a beleza da moça.

Tempo suficiente
para que eu fuja
pro meu quarto.

Colaboração de Altina P Barreto


Sabeh El Nhour, Abençoada seja a sua noite, ALLAH MAHAK e MAH HAALEITAK e MAH ERFIHATAK ( Deus esta com voce , sua familia e as pessoas que estima )

Cinco Principais Arrependimentos em momentos da vida em que se torna quase impossivel reverter ou atenuar a nossa historia ......

Bronnie Ware trabalha com pacientes perto do fim desta existência

Neste post, ela escreve sobre os principais arrependimentos que vieram à tona.

Os cincos principais seguem abaixo:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Este foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, e é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados.

A maioria das pessoas não tinham realizado boa parte dos seus sonhos e tiveram a certeza que foi devido às escolhas que fizeram, ou deixaram de fazer.

É muito importante tentar realizar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua vitalidade, é tarde demais.
Saúde traz uma liberdade que poucos percebem, até que já a não têm mais.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.
Isto veio de todos os pacientes do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam o crescimento de seus filhos e o companheirismo da parceira.

As mulheres também citaram este arrependimento, mas como a maioria era de uma geração menos recente, muitos dos pacientes do sexo feminino não tinham sido chefes de família.

Todos os homens que eu acompanhei se arrependeram profundamente de passar tanto tempo da sua vida com foco excessivo no trabalho.
Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não ter que precisar de uma remuneração tão alta quanto você acha. E criando mais espaço em sua vida, você se torna mais feliz e aberto a novas oportunidades, mais adequadas ao seu novo modelo assumido.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
Muitas pessoas resguardaram seus sentimentos para manter a paz com os outros. Como resultado, tiveram uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de ser.

Muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam..

Nós não podemos controlar as reações dos outros, no entanto, embora as pessoas possam reagir quando você mudar a maneira de se expor com honestidade, no final a relação fica mais elevada e saudável.
Se não ficar, é um relacionamento que não vale a pena guardar ou manter pois gera sentimentos ruins, e você ganha de qualquer maneira.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Muitas vezes as pessoas não percebiam os benefícios de ter por perto antigos e verdadeiros amigos até que seja tarde demais, e nem sempre foi possível encontrá-los. Muitos haviam se tornado tão centrados em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro se diluirem ao longo dos anos.

Havia muitos arrependimentos por não dar atenção a estas amizades da forma como mereciam. Todos sentem falta de seus amigos quando não mais os recuperam.

É comum que qualquer um, em um estilo de vida agitado, deixe escapar amizades. Mas quando você se depara com o fim da vida se aproximando, os detalhes caem por terra.
Não é dinheiro, não é status, não é posse. Ao final, tudo se resume ao amor e relacionamentos.
Isso é tudo o que resta nos dias finais: paz, amor, familia, amigos......

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.
Muitos não perceberam, até ao final da sua vida, que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos.
O chamado “conforto”. O medo da mudança os faziam se fingir aos outros e a si mesmos, enquanto lá no fundo ansiavam rir e ter coisas alegres e boas na vida novamente.

Vida é escolha. A vida é SUA. Escolha com consciência, com sabedoria, com honestidade. Escolha ser feliz.

EL TARIK MAKTUB= O CAMINHO ESTA ESCRITO.................

FAÇA O SEU


-- Dorival da Silva Almeida

Cícera Nunes lança livro sobre influência africana no Reisado

QUE NEM BAGAÇO - Marcos Barreto de Melo

fico contemplando a lua
que, nascendo prateada
traz na sua claridade
um balaio de saudade
e a doce recordação
da vida lá no sertão

quanta saudade que eu tenho
da minha vida na roça
da moagem, do engenho
daquela velha palhoça

saudade da rapadura
do meu doce umbuzeiro
da fazenda Tanajura
e daquele velho oitizeiro

hoje eu vivo da lembrança
do meu tempo de criança
sinto o meu peito doído
que nem bagaço moído
por isso, meu coração
só quer voltar pro sertão




Marcos Barreto de Melo

Momentos - Por José de Arimatéa dos Santos

Foto: José de Arimatéa dos Santos
Quantas vezes
Ficamos sozinhos
E a pensar
Em quantos lugares já passamos
E fatos vêm  à tona!
Quantos momentos bons vividos ou não
E hoje evitei  passar em uma rua de minha vida.
Nessa artéria da cidade vivi momentos maravilhosos
Mas procurei não lembrá-los
Veja que incoerência minha
Não lembrar de momentos alegres!
Fiz de tudo para não lembrar pelo simples fato que hoje sofro
Somente pelo simples fato da lembrança
E nessa batida vou levando a vida,
Sempre a ruminar
Minhas incoerências
E assim a procura do
Meu porto seguro
Certo que novas ruas passarei
E momentos lindos acontecerão
Certamente!

As cidades de Chico Buarque - Emerson Monteiro


Cristina Couto reuniu em livro (As cidades de Chico Buarque) fragmentos de uma época histórica do Brasil recente e intercalou-os com páginas das músicas de Chico Buarque de Holanda e. deste modo, criou belo painel que bem representa a fase crítica dos anos de chumbo. Nas marcas que anotou dos passos do poeta nos bastidores da convulsa vida nacional, a escritora conta em linguagem eficiente o que vencíamos do medo e da censura feroz para trazer ao povo os espelhos urbanos que alimentavam apreensivas esperanças e resistência.

Perante o jeito que exercita, Cristina de Almeida Couto, membro da Academia Lavrense de Letras, professora universitária e jornalista, consolidou no seu trabalho a escritura poética de Chico Buarque na visão acadêmica suficiente de dizer o que aconteceu no imaginário da criação artística, contradições e vislumbres doridos, na fase extrema, totalitária. Caminhava-se pelas ruas deserdados; atravessavam as lamúrias de um modelo econômico de época, à força dos poderes internacionais na república ansiosa de algum crescimento material.

Talhes profundos, no entanto, feriam por dentro a alma, sobretudo de jovens da classe média embalados nos sonhos imaginários de liberdades civis ideais, frustradas na quebra institucional da luta brasileira.

Trabalhou com êxito o tema desse encontro das duas vertentes, do real no cotidiano, e das letras que o interpretavam através palcos e discos, a transmitir vozes gritadas ao enlevo dos ritmos novos – misturas de samba do morro, bossa nova e inventividade nativa.

Feliz a executar o projeto estabelecido, Cristina nos permite viver ou reviver a composição popular no mister desses acontecimentos, versão do coração de quem atendeu consignar a poética na história dos vencidos daqueles instantes.

Uma viagem técnica e sentimental, pois, através das letras das cantigas... exercício de fixação salutar e digno de quem deseja guardar as lições amargas da nossa geração urbano-industrial.

Receita de Caruru



Receita do Caruru

Ingredientes (para 25 pessoas):
200 quiabos
1 kg de camarão seco
4 cebolas brancas grandes
1 maço de cebolinha verde
1 maço de coentro
6 tomates maduros
2 pimentões graúdos
8 dentes de alho
1 copo de castanha de caju assadas e moídas
1 copo de amendoim torrado e moído
1 copo de azeite de dendê
1 colher de café de gengibre ralado

Como fazer:

Lave bem os quiabos para que saia a baba, separe sete, inteiros, para oferecer aos ibejis. Corte o restante em cubos bem pequenos. Bata no liquidificador o camarão e todos os temperos, com meia xícara de vinagre. Misture este tempero bem batido com o quiabo em uma panela grande e ponha o azeite de dendê. Leve ao fogo, colocando um pouquinho de água. Deixe cozinhar por aproximadamente 40 a 50 minutos, mexendo sempre para não grudar no fundo da panela. Acerte o sal. Quando o quiabo estiver bem cozido, perde a baba e o caruru já está pronto.

O Pavão Pede Dons Aos Céus



Conta o fabulista grego Esopo, repetindo ensinamento de origem da Babilônia, que é repetido por Fedro em Roma, finalmente incluido por La Fontaine ( França ) em seu repertório... contam todos eles que um dia o Pavão se dirigiu aos deuses do Olimpo para pedir mais dons do que havia recebido.

"Oh! deuses imortais! Que injustiça fizestes comigo! Sou o artista do colorido, mas não tenho voz nem posso voar altaneiro nos céus! Dá-me algo assim como o trinado do rouxinol e a potência do voo da águia e serei o Rei dos palcos e dos céus!"

O Senhor do Ráio e do Trovão que distribui as benesses a todos, respondeu-lhe:

"Dei-lhe a plumagem mais enfeitada, como dei a canção do rouxinol e o voo potente da águia para cada um expressar sua individualidade e poder admirar as qualidades dos outros!"

Depois de muito irritar com sua insistência as potências celestes, ameaçando não exibir seu leque de penas, acabou merecendo um castigo:

"De agora em diante, abrirás teu leque para esconder teus pés que serão desde hoje os mais feios pés de ave que posso fazer!"

Por isso é que os pés do pavão destoam de seu conjunto e o pavão abre o leque de suas penas muitas vezes, escondendo os pés desarmoniosos. Os fabulistas tiram várias morais da fábula.

Todos, afinal dizem quase o mesmo, isto é, que todos nós somos diferentes, e é bom saber reconhecer as qualidades dos outros, sem inveja, e exibir as nossas, sem vaidade . Isso é o mínimo que se pode fazer para uma convivência sadia e harmoniosa com todos.
**************************************************

Esopo - Fabulista grego do século VI d C.que teria vivido na Antiguidade, ao qual se atribui a paternidade da fábula como gênero literário.As Fábulas de Esopo serviram como base para recriações de outros escritores ao longo dos séculos, como Fedro e La Fontaine.

Fedro (em latim Phaedrus, 30/15 a.C. – 44/50 d.C ) foi um fabulista romano nascido na Macedônia, Grécia. Coube a Fedro, quando iniciou-se na literatura, enriquecer estilisticamente muitas fábulas de Esopo, todas não escritas, mas transmitidas oralmente, isto é, serviam de aprendizagem, fixação e memorização dos valores morais do grupo social.

La Fontaine - Sua grande obra, “Fábulas”, escrita em três partes, no período de 1668 a 1694, seguiu o estilo do autor grego Esopo, o qual falava da vaidade, estupidez e agressividade humanas através de animais.
La Fontaine é considerado o pai da fábula moderna.
Fontes:
-http://pt.shvoong.com/books/childrens-literature/1832260-pav%C3%A3o-pede-dons-aos-c%C3%A9us
- Wikipedia
-Imagem - Google Imagem



Culpa no cartório ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Falta de respeito, imoralidade, descaso e safadeza explícita para com todos nós, pobres mortais-comuns. É o mínimo que se pode deduzir das imagens veiculadas pela TV e que mostram o absurdo e surreal “teatro chinfrim” armado por dois “respeitáveis” (???) deputados federais quando de uma das sessões da Comissão de Constituição e Justiça (???) da Câmara Federal, em Brasília, na quinta-feira passada, 22.09.11.
Presidida pelo deputado federal César Colnago (PSDB-ES), tendo como votante apenas e tão somente o também deputado Luiz Couto (PT-PB) e sob os olhares incrédulos de alguns assessores, a mambembe e escabrosa “palhaçada” não durou mais que três (03) minutos, ao final dos quais foram aprovados incríveis cento e dezoito (118) projetos (entre os quais concessões de radiodifusão, projetos de lei e acordos internacionais). Acontece que, como lá ninguém quer mesmo nada com a vida (só comparecem em plenário às terças e quartas e folgam de quinta a segunda), àquela hora todos os demais deputados já se encontravam nos respectivos estados a fim de curtir o final de semana, depois de assinarem a lista de presença pela manhã.
Nas imagens veiculadas, o presidente da sessão, numa cena deprimente. já que dirigindo-se a um plenário vazio e entregue às moscas, é enfático: “...Em discussão. Não havendo quem queira discutir, os deputados que concordam com a aprovação em bloco dos pareceres permaneçam como se encontram. Aprovado”. E atentem que os dois “nobres” deputados integram a Comissão de Constituição e Justiça (???) da Câmera Federal e deveriam zelar pelo bom nome do Legislativo.

Também, fazer o quê, se o próprio poder Judiciário brasileiro é um antro de corrupção, roubalheira e falcatruas, conforme sugeriu recentemente o deputado estadual do Ceará, Moésio Loiola, numa sessão pública, ao dirigir-se diretamente ao presidente da OAB-CE Valdetário Monteiro e afirmar com todas as letras que “... o poder Judiciário pouco difere dos poderes Executivo e Legislativo em matéria de mordomia, nepotismo, fisiologismo já que as maracutaias são tantas que tornam praticamente impossível identificar os envolvidos”; na oportunidade, acusou ainda, peremptoriamente, a existência de “...desvio de conduta, fraude, estelionato, negociação de sentenças, venda de liminares, manipulação na distribuição de processos, grilagem de terras, favorecimento na liberação de precatórios, contratos ilegais e malversação de dinheiro público”; e complementou, contundentemente: “...muitos juizes não se dão ao trabalho de sequer ler os processos, manusear os autos, a fim de emitir as sentenças respectivas, dependendo do figurão que está por trás e da propina liberada.”
Como não se tem notícia que o deputado Moésio Loiola haja sido sequer advertido pela OAB-CE, pergunta-se: admissibilidade de rabo preso, culpa no cartório, reconhecimento da podridão que lá impera ???
Afinal, o que esperar de um Judiciário onde o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (Gilmar Mendes, que nunca sequer foi Juiz), atropela ritos e o andamento normal da lide processualística, a fim de conceder dois hábeas-corpus (em um só dia) a um reconhecido bandido (Daniel Dantas) ??? A trôco de quê ???
Elementar, meu caro Watson !!!

1º ANIVERSÁRIO DO TERRAÇUS BAR E PETISCARIA




O TERRAÇUS - Bar e Petiscaria está fazendo um ano. Um ano apenas e já se mostra como um local bacana, super agradável e com boa estrutura para receber pessoas de bom gosto. Um local que tem se mostrado com bastante identidade em realizar eventos de qualidade e que conta com a presença marcante de um público maravilhoso. Para comemorar a data, o TERRAÇUS chamou a SERTÃO POP PRODUÇÕES para fazer a festa. Juntos estão trazendo duas maravilhosas bandas: a NIGHTLIFE, que, indiscutivelmente é a banda Pop-Rock mais festejada e amada do Cariri, e a fantástica cover do Pink Floyd CACO DE VIDRO, a sensação do TERRAÇUS no primeiro semestre.
Como é o primeiro aniversário do TERRAÇUS, achamos que essas duas bandas irão coroar a festa. Se você não pôde ver a CACO DE VIDRO da outra vez, esse é o momento. Os caras são simplesmente sensacionais. É você fechar os olhos e sentir o Pink Floyd tocando ao vivo no Cariri.
Vamos comemorar juntos esta data querida!

PS: A festa será de um ano do TERRAÇUS, mas será também em homenagem à memória do nosso grande amigo-irmão SAMUEL GRAVATINHA que nos deixou recentemente.

sábado, 24 de setembro de 2011

Parabéns, Feliz Aniversário!

Auri Moreira Montoril, completa nesta data 92 anos.
Ainda lúcida nos olha com meiguice  e marejada  de saudades.
Que Deus esqueça por mais uns anos que ela está viva!

Abraços, minha tia!

Camelô - por Socorro Moreira





Você já foi vendedor
de tudo que a gente paga ?

Eu também já fiz a lista
dos produtos bem vendidos
e também dos não comprados.

Vendi Avon pras meninas
Vendi roupas femininas
Ouro do Juazeiro
e Seguros em geral
Vendi até uns florais
pra curar umas mazelas
que a intuição adivinha.

Vendi sonhos pra mim mesma
fora e dentro da medida
mas o que faz vender de um tudo
é a prosa convincente
e o carisma de quem luta !

Não dispenso uma prosa
Até a prosa que cala
ensina que nesse mundo
os mal ouvidos
se arrasam
e não aprendem com os outros
a rota ds bons achados.

Rock in Rio


Gaveta da alma - Por Rosa Guerrera


Quem não acumula numa gaveta lá num cantinho da alma , vivências, recordações , fatos , despedidas, encontros e experiências !!! Quem não guarda nessa gaveta uma frase , um sorriso , um orgasmo ,o odor de um perfume , uma musica , um carinho , uma verdade ou até mesmo uma mentira ! É muito fácil se limpar uma gaveta quando ela se encontra num móvel , onde o seu conteúdo é palpável e de fácil acesso, representado por uma flor murcha , um disco , uma foto , um chaveirinho ou um poema escrito as pressas .Mas ... como é difícil limpar essa outra gaveta que guardamos dentro da alma ! A impressão que temos é que tudo que ali se encontra são cicatrizes impossíveis de serem desmarcadas. E como se o nosso próprio eu rejeitasse a idéia de destruí-las . Sempre que tomo a decisão de fazer uma limpeza na minha gaveta encontro como obstáculo a negativa do meu coração.que insiste em desfilar na minha mente tudo aquilo que guardei dentro dela! E o perfume julgado esquecido espalha o seu aroma no ar, o sorriso quase apagado aparece diante de meus olhos, frases que foram sussurradas aos meus ouvidos embalam mais uma vez as minhas lembranças , e até as mentiras vividas me parecem mais leves. Como jogar fora tantas coisas tão minhas? Como estraçalhar pedaços meus se eles fizeram parte do meu viver?
Melhor , bem melhor fechar de novo a gaveta e respeitar o que escrevi num pequeno papel preso a chave dela em letras garrafais hoje amarelecidas :” Para todo um sempre”.

Rosa Guerrera

Gilda Abreu- por Norma Hauer




Foi em Paris que GILDA DE ABREU nasceu, no dia 23 de setembro de 1904, filha de pais brasileiros (a mãe era uma cantora de nome Nícia Silva, bastante conhecida na época e que fora se apresentar em Paris.)
Registrada no Consulado Brasileiro, veio ainda pequena para o Brasil. Sendo filha de uma cantora lírica, era natural que desde pequena vivesse no meio teatral, despertando assim o gosto pela música.
Estreou no Teatro Recreio, ali próximo à Praça Tiradentes, apresentando a peça de Luis Iglesias e Miguel Santos "A Canção Brasileira".

Em 1935 estreou no cinema com "Bonequinha de Seda", apresentando uma música que fez muito sucesso :
Boneca de pano escondia
Um coração sonhador
O destino lhe deu um certo dia,
Um lindo sonho de amor
Mas descobriu ser engano
Pois tudo fora ilusão.
Uma boneca de pano
Não pode ter coração...”

Tendo, em 1920, conhecido o cantor Vicente Celestino, com ele se casou em 1933, formando uma dupla de cantores que, dentre outras melodias, gravaram "Ouvindo-te" na qual ela fazia a contra-voz.

Acompanhando a carreira de Vicente, dirigiu-o em dois filmes baseados em letras de suas composições: "O Ébrio", um dos maiores sucessos do cinema brasileiro de então (1946), e que, ainda hoje, é considerado uma das maiores bilheterias do cinema nacional.
Dirigiu ainda , Vicente em "Coração Materno", tanto no cinema como na peça teatral de mesmo nome. Foi, nesta peça, também, protagonista.

Gilda no total participou de 6 filmes, três como atriz e 3 como diretora.

Após a morte de Vicente, Gilda tornou a casar-se com uma pessoa bem mais nova (José Spinto) metido a cantor, que ficou com todo o acervo de Vicente , doando parte para o Museu Vicente Celestino, que funciona em Conservatória.

GILDA DE ABREU faleceu em 6 de junho de 1979, aqui no Rio da Janeiro, aos 75 anos.


Norma

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

seu pedro

Há cinco dias não pesco.
Juro que a minha jangada
se não estivesse com o bico enterrado
correria pro mar e me largaria sozinho.

Conhecedor dessa sua natureza impetuosa
afundei-lhe o bico na areia e a parte detrás
amarrei aos meus cabelos.

Só se mexe se balanço o pescoço.
E se vou à cozinha preparar um cafezinho
levo-a junto cruzando o quarto e a área de serviço.

Há cinco dias não vejo meus irmãos golfinhos
nem abraço as minhas amigas baleias.

Na verdade só vou pro alto mar
pra me sentir bem acompanhado.

Conversar com as estrelas,
paquerar a lua que hoje,
grávida de quíntuplos,

suspira lembrando-me
que há cinco dias
não me vê.

Libra: O dom do Amor


Comportamento Geral :

Este dom do amor de Libra trata do amor conciliador.
A busca da união que deve haver para cada "pessoa - universo" distinto. O sentimento do pertencer.

Libra lembra a cada um de nós de que nós nos completamos através da união e do amor, seja no íntimo seja na comunidade da qual fazemos parte.

A personalidade Libra é toda doce, amável, afável. Tudo o que mais deseja é agradar e ser aceito.

A personalidade libriana se desenvolve a partir de seus relacionamentos e dos sentimentos que lhe são espelhados.
Se você perguntar a um libriano se ele deseja sair para ir ao cinema, ele possívelmente lhe retornará com outra pergunta, do tipo: "você quer ?"

A identidade de Libra se manifesta pela sua inserção ao grupo.
Daí que quando se trata de tomar alguma decisão, o libriano sofre, pondo e repondo pêsos na balança.
Na verdade, seu problema é justamente aí: Libra gostaria de poder optar sem desequilibrar a balança.
Não se conforma com a idéia de que se escolher um caminho estará abrindo mão de outro.

Nesta busca do equilíbrio, nada espantoso de que seja uma pessoa diplomática capaz de exercer julgamentos imparciais.
Certamente a expressão: "vamos agradar a gregos e troianos" saiu de uma alma libriana.

Fica ainda mais fácil compreendermos agora o fato de que Libra detesta injustiças.
Ele é O justiceiro do zodíaco e nos surpreenderá com a destreza com que manipula a espada da justiça.

Em conformidade com Venus, seu planeta regente, a personalidade Libra desenvolve um senso estético refinado (são ótimos decoradores inclusive), e frequentemente cultivam um comportamento de requintada educação.




O signo de Libra e a Amizade



Para quem tanto gosta de ser aceito e admirado, Libra cultiva bastante as amizades.

Para Libra, o mundo inteiro cabe em sua simpatia.
Mas, de preferência, irá escolher como amigos ou amigas, personalidades fortes. Pessoas que brilham.



Não importa o histórico cultural do libriano, ele rápidamente aprende a frequentar com desenvoltura ambientes de prestígio , gurpos de interesses artísticos, passarelas onde até podem desfilar personalidades renomadas.

Ele pode até se sentir à vontade em locais chiques, porém, não se enganem: com os amigos, Libra tem um coração generoso e não discrimina.

O que importa de verdade, é a lealdade.




Hannibal em Matozinho


Assilon Cananéia tremeu do topete ao dedão do pé. De repente, ante as invectivas de D. Soledade, percebeu : tinha sido pego com as cilhas da cangalha frouxas. Ficou de um lado para outro, como galinha procurando canto para pôr o ovo. Parecia que ensaiava os passos cadenciados do Raggae, feito papagaio em areia quente. E agora? Soledade tinha sido categórica, firme, definitiva: amanhã você tem que se confessar, Si-Si, senão não vai poder comungar no casamento de Zuleika! Naquele exatíssimo momento se tinha interposto a última bola que lhe formatara a sinuca de bico. Ainda tentou contra-argumentar com a mulher. Já tinha tanta gente para a fila da hóstia, carecia lá mais um pecador no pé do padre? Soledade enfureceu, fez cara de cachorro pé-duro quando sente cheiro de onça maracajá. Aquilo seria uma desfeita sem tamanho! Onde já se viu? A filha no pé do altar e o pai esborrotando de pecado, se recusando a ajustar as contas com o Salvador? Pois bem, ameaçou a esposa: Zuleika já disse, seu miserável, se o pai não se confessar, ela se recusa a entrar na igreja, prefere viver junta com Senevaldo. Filha de pecador, tem que seguir os rastros do pai. A arapuca estava armada.

Assilon saiu meio capiongo para o trabalho. Cobrador de ônibus por longos anos, atualmente esquentava o banco no escritório da “Viação Rola Cachecha”. Não lembrava a data da última confissão. Ficou pensando na ruma de pecado que ia ter que fazer desfilar nos pés do padre. Alguns cabeludos como jumento novo. Cidade pequena, todo mundo conhecia todo mundo, ficou pensando no constrangimento que iria passar. Primeiro relacionado com o tempo da entrevista que já assustaria todos da fila da confissão e depois com o tamanho da penitência que o rigoroso Padre Arcelino lhe sapecaria. Preocupava-se, sobremaneira, com um namorico escondidíssimo que entabulara com uma beata da igreja, D. Zulena, que, por uma coincidência terrível, era sobrinha logo de quem ? Do vigário da cidade: o brabíssimo Arcelino. Convenhamos que Si-Si estava carregado de muitas razões para entrar no trabalho daquele jeito: mais prá baixo que diferencial de cururu. Os colegas perceberam o carrego , mas ignoraram, não tinham intimidade suficiente para escarafunchar aquele maribondo de chapéu. Havia, no entanto, um amigo mais chegado . Pois bem, Deusamém , montado numa confidencialidade de muitos e muitos anos, cutucou o vespeiro, sem medo das ferroadas. Si-Si , então, com os problemas já vazando pelo ladrão, contou tudo. Estava preocupado com a tarefa inadiável do dia seguinte e temendo a repercussão. Deusamém, macaco velho, saltou de lá com uma idéia brilhante. Lembrou que estava na cidade, visitando o pároco, um Padre alemão, recém chegado ao Brasil. Ainda não falava direito o português, mas teimava em confessar os fiéis. Deusamém acreditava que o Padre Nossinger Radikoff seria uma ótima saída, pois se não falava bem o português, imaginem o Matozinês, um dialeto dos mais intrincados e difíceis do mundo ! Assilon respirou aliviado e voltou para casa mais tranqüilo. Deusamém arranjara uma saída genial. Primeiro a demora seria facilmente compreendida pelo choque lingüístico entre confessor e confessado, depois havia a possibilidade de absolvição plena , sem demais protocolos e burocracias.

No dia seguinte, um contrito Assilon tomou piedosamente lugar na fila da confissão. Quando chegou sua vez, ajoelhou-se candidamente e esperou o palavrório de Nossinger que não demorou a ser escarrado da goela, com aquele sotaque forte de quem se entalou com farinha seca:

--- Meurr Filhorrr , digarr seusrr pecadorrrss!

--- Seu padre eu botei um “gato” na água lá de casa e no trabalho como cobrador, carrego um monte de “cabrito”no ônibus!

--- Meurr filhorrr, deixe de marvadezarrr com os bichinhosrrr de Deusrrr. Não derrr banhorr em gatorr não, viuuu? Agora carregarrr cabritooorr, meu filhoorrr, não serrr pecado não! Querr mais ?

--- Seu padre, quando eu vou para a roça, vez por outra eu como uma cabrinha que eu crio por lá.

--- Meurr filhorrr, isso não serrr pecadorrrrr, carne de vacarr, de boderrr, de porcorrr só serrr pecado na Semanarr Santarrr... Querr mais, meurrr filhorrr?

--- Quando não é a cabra seu padre, gosto de pelar uma sabiazinha...

--- Marvadezarrrr com os bichinhorrr de Deus, seu Assilonrrrr, de novorrr? Querr mais ?

--- Seu padre, eu tô comendo uma beata, é pecado?

--- o quêrrr ? Vocêrrr é caniballll, hein?

--- Não seu padre, eu tô fazendo um calamengau com ela toda noite!

--- Com elarrr quem ???

--- O calamengau é com Zulena !

--- Mingaurrr de Maizenarrr não é pecadorrr não seu Assilonrrr !

--- Mas seu padre, eu tenho feito com ela é por trás...

---- Porrr trássss? Arrrrr seurrr Assilonrrr ! Pois o senhorrr é um sujeitorrr traiçoeiroorrrr, não errrr ?...

No dia seguinte, devidamente purificado,ante os olhares de gratidão de D. Soeldade, o ex-traiçoeiro, ex-canibal, ex-judiador de gatos e sabiás , o ainda traiçoeiro Assilon lá estava pronto para papar a hóstia sagrada no casamento de Zuleika e Sonevaldo .

J. Flávio Vieira

P.S. – De uma idéia original de Armando Rafael , este texto é dedicado ao Capitão Ariovaldo Carvalho, Cidadão Matozense.