por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Amanhã é dia de festa!




Música para ouvir, dançar, sonhar...
Apostamos numa noite inesquecível, histórica...Apostamos  na felicidade dos reencontros e primeiros acordes de novas amizades.
Sonhamos com uma festa que reunisse  pessoas com  o" glamour" de todos os tempos...Plasmamos esta realidade!
Renovamos  agradecimentos a todos que colaboraram  com o evento. Nem dá pra citar nomes...São muitos!




Estamos nos telefones:


3523-4305(Hugo)
3523-2867(Socorro Moreira)
88-089685(Socorro Moreira)
99-444161(Socorro Moreira)



Gêtsemani


Não, não transparecia cansaço nem fastio, embora a cena se repetisse há tantos e tantos anos. Apenas uma leve asa de indignação ruflava ao seu derredor. Como um moderno Prometeu acorrentado, fazia-se eterno pasto à águia do cristianismo. Parece até que ganhara a maldição da imortalidade. Ressuscitavam-no todo ano, em meio às velas, ao vinho e ao roxo da Semana Santa. No seu curto e sub-reptício reinado, fazia-se, rapidamente, senhor de uma quinta , ganhava roupas esfarrapadas, mas modernas, metia-se a cavaleiro. Metamorfoseava-se de uma personalidade qualquer escolhida entre os sempre novos e fartos Judas da humanidade e partia, no Domingo da Ressurreição, para o seu calvário particular.Até um testamento lhe seria providenciado, ele que não deixara sobre a terra nenhum legado que fosse além da pura e cristalina infâmia. Até os 30 dinheiros, levara ao santuário antes do pêndulo do corpo e do final balanço da corda.

Suas memórias, se escritas, seriam um farto material para o estudo do inconsciente coletivo. Havia, com certeza, algo de sanguinário, de sádico e tribal naquela malhação.A simples encenação daquela selvageria, no fundo, contradizia-se frontalmente com as lições de amor, de solidariedade e compreensão que terminaram por permear todo o Novo Testamento. A primeira pedra que ninguém ousara lançar sobre Madalena , agora fariseus multiplicados aos montes atiravam nele com sanha animalesca, sem nenhum remorso, sem nenhum pejo.

Neste ano, ali estava novamente no cadafalso, aguardando o desenlace tão previsível. Enquanto observava a faísca zigzagueante do estopim, teve , por fim uma clara visão do mundo que um dia abandonara pensando em se livrar dos seus demônios e fantasmas. Na verdade a turba não malhava ao Judas, mas tentava destruir as imperfeições pessoais que via nele refletidas. É como se diante do espelho, o quebrassem, por temerem a imagem horrorosa mas verdadeira que se revelaria na superfície cristalina. Nada mudara em tantos anos! Bastava fitar a multidão para ver claramente presente e cristalizado em todos os corações o veneno um dia inoculado no Gêtsemani: a indecisão de Pilatos, a tríplice negação de Pedro, a parcialidade de julgamento de Caifás, a eterna opção dos eleitores por Barrabás. Parecia claro para ele agora que não foram os filhos do Pai que povoaram o mundo, mas sim a raça de Judas. Sim, seus filhos tinham prosperado como nunca sobre a face da terra . Estavam muitos ali familiarmente reunidos, com suas fraquezas, suas indecisões e seus vícios bem à mostra : lábios preparados para o beijo fatídico, mãos entreabertas esperando, sofregamente, os trinta dinheiros...


J. Flávio Vieira

Foto do cratense Luiz Carlos Américo


"Consignados" - José Nilton Mariano Saraiva

Numa das vezes em que, por decisão soberana do povo, o senhor Ciro Gomes teve seu nome rejeitado para o exercício de um cargo público (e isso se deu mais de uma vez), de pronto foi socorrido pelo amigo (e então um dos donos do complexo turístico Beach Park), senhor Arialdo Pinho, que o distinguiu com o cargo de “relações públicas” do empreendimento famoso, evidentemente que com uma polpuda e generosa remuneração.
Assim, e como “uma mão lava a outra”, quando o irmão do senhor Ciro Gomes, Cid Gomes, foi guindado ao “trono” do executivo cearense (Governador do Estado), a chefia da poderosa “Casa Civil” do Estado foi reservada para o senhor... Arialdo Pinho (que nunca constou das famosas “listas” elaboradas pelos “especialistas” de plantão).
Fato é que, depois de empossado, o senhor Arialdo Pinho tornou-se uma espécie de “eminência parda” do Chefe do Executivo cearense, já que, além do poder de influir em outras secretarias, de repente assumiu a condição de “palpiteiro-mór” do Governo, principalmente nas querelas a envolver a Prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (aqui, contando com o apoio do outro irmão do governador, senhor Ivo Gomes, Chefe de Gabinete do próprio).
E aí vem aquela velha, surrada (e repetitiva) história do “nada melhor que um dia atrás do outro, com uma noite no meio”, a fim que os mistérios da madrugada venham à tona; pois não é que, após denúncias consistentes e posterior análise minuciosa do problema, o sério e aguerrido Deputado Estadual Heitor Férrer (candidato à prefeitura de Fortaleza) descobriu e “botou a boca no mundo”, anunciando que a apetitosa “mina” dos empréstimos “consignados” aos servidores do Estado, que “movimenta uma média de 30 milhões de reais em mais ou menos 10.000 operações de crédito a cada mês”, e que propicia às “administradoras” da atividade nada menos que R$ 4,5 milhões mensais de remuneração, é explorada com exclusividade pelas empresas de um tal Luis Antonio Ribeiro Valadares.
E quem será esse sortudo, esse privilegiado, esse escolhido dos deuses, que conseguiu tal mimo do Governo do Estado, verdadeira loteria acumulada ???
Pois não caiam pra trás: o distinto, que ninguém até aqui conhecia, é simplesmente “GENRO” do chefe da Casa Civil, senhor... Arialdo Pinho (seria seu “testa-de-ferro” ???).
E agora, Cid, Ciro e Ivo Gomes ???

Tá chegando o dia!



A festa promete, em todos os bons  sentidos!

Entre em contato  pelos telefones:
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14 de abril, no Crato Tênis Clube a partir das 22 h.

Até lá!

Agradecermos a todos que colaboraram para a realização deste evento!

Waldir Calmon



Waldir Calmon Gomes (Rio Novo, 30 de janeiro de 1919 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1982) foi um pianista e compositor brasileiro de grande sucesso nos anos 50.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Melhor Idade" ????? (transcrição)

- Oi, Betão 2011! / - Olá, Luizão, feliz Dia do Aposentado! / - Obrigado, meu caro! É, agora temos um dia de velho num ano novo. Falando em novo, alguma novidade no front? / - Você fala da nossa famosa Lei? - Tá para estourar. / Mesmo? Pois é rapaz! Eu e mais alguns colegas, cantamos com o ovo saindo da zona pudica da galinha e estouramos toda a reserva financeira nas festas de final de ano. Presente prá todo mundo: filhos, netos, noras, esposa, ex-esposas, síndico, zelador e por aí afora. / Para os brotinhos também? / - Que brotinhos? Quando entro em algum coletivo e observo alguma jovem me olhando, imediatamente, aliso o bigode, e tento imitar o olhar "abate lebre nova" do Clark Gable, tiro os óculos escuros e olho para a menina com um sorriso maroto no canto da boca e não dá outra. Ouço a maldita frase que sinaliza minha condição de matusalém: "o senhor gostaria de sentar aqui?" Tá certo que às vezes algumas se insinuam, principalmente, quando pinto os cabelos. A semana passada estava entrando num banco para ver se tinha restado algum trocado, até o dia do pagamento, foi quando uma linda garota de uns trinta e cinco anos, minissaia, entrou na fila dos caixas, imediatamente também entrei na mesma fila. Em pouco tempo ela olhou-me sorrindo e disse: - O senhor não utiliza a fila dos idosos? / - Você sabe em que lugar eu tive vontade de mandá-la, não é ? Porém, calei-me. Puxei papo e resolvi mentir, para impressionar. Falei das minhas "experiências como comandante de navio" - semana passada havia lido um livro sobre um comandante de navio de turismo. Sabia tudo a respeito. / - Uau! o senhor foi comandante de transatlântico? / - Só por vinte e dois anos. - respondi expressando uma certa indiferença pelos anos de trabalho, mas sentindo que tinha capturado a presa, era só abater e comer.
- Nossa! e com essa sua pinta o senhor deveria, certamente, agradar muito o público feminino, nas noites de jantar com o comandante. / - Boquiaberto só pude responder: - Hã? - distraído, eu estava de olho fixo no decote da jovem que exibia, exuberantemente, seus lindos seios. Ela me pegou no flagra. Desagradável! / - O senhor ficou vermelho! Ficou até mais bonito. Aliás, o senhor deveria fazer um teste na televisão. / Eu estava perplexo e apavorado. Depois dos sessenta, isto acontece uma vez antes da morte. Aquele avião pronto para decolar e eu sem condições nem mesmo de efetuar o chek in. Sim, não sabia ao certo quanto teria na conta corrente... Quanto estaria custando um Viagra? Onde poderia arrumar duzentão, até o dia do pagamento? Quanto estariam cobrando um apê no motel? Comecei a suar frio. / - Eu artista de televisão? / - Sim, o senhor lembra aquele famoso galã dos anos cinqüenta, que minha avó me mostrou na revista "Rainha do Rádio". Ela tem verdadeira paixão por essas revistas. Adorava Marlene, Emilinha Borba... Deus nos livre de alguém mexer nas suas revistas. Ela guarda a sete chaves, com o maior carinho. O senhor é saudosista também? / - Sim! Mas, você ta me gozando. Galã dos anos cinquenta? / - Verdade... não me lembro bem o nome, só sei que ele fazia filmes para o cinema. Ma..Mário, não era. Era alguma coisa como... ah sim, tinha dois zes no nome. / - Mário Zan? / - Não, não era este o nome.
- Mazzaropi? / - Isto Mazzaropi! Mazzaropi era um galã, não era?. / - Betão, nesta hora minha autoestima fez um buraco no chão e foi parar na terra do sol nascente. Pô, quando ela disse que eu parecia galã dos anos cinqüenta, pensei num Paulo Gracindo, Paulo Autran, ou algum Antonio Fagundes da vida. Mas, Mazzaropi? ...Foi frustrador. Mas, até aí tudo bem. O meu fabuloso programa da tarde só veio a acabar, quando ela incautamente, derrubou um livro que tinha na mão. Eu, como um verdadeiro cavalheiro, inventei de abaixar para apanhá-lo. Só que esqueci as recomendações do meu ortopedista, para que quando me abaixasse, o fizesse de uma forma bem vagarosa. Enquanto o livro descia, eu mais que depressa, inventei de pegá-lo na altura dos joelhos desnudos da jovem. / - Só escutei a frase dela: - "Uau! que reflexo - você parece um garotão!". Ouvi esta frase, e mais dois sons. Um som abafado da região da minha coluna que travou no ato, e o som estridente de um prolongado peido que sinalizava minha intensa dor no costado. E quem disse que eu conseguia endireitar o corpo. Arcado, tentava me endireitar e... peidava. Tentava, e novamente peidava. Pô Beto, o pior, que há pouco tinha almoçado num restaurante alemão Imagina o odor? A jovem vendo que a situação não reverteria, tirou os dois dedos que apertavam suas narinas, apanhou o celular e discou para o Siate. Fim de um provável romance... Você ta rindo por que não foi com você. / - Mas fala a verdade, aposentado é melhor não é? Não faz nada o dia inteiro. Você tem plano de saúde, não tem? Paga aluguel? - - Pago aluguel, luz, água, telefone, IPVA, IPTU e os IPQosPÊ... E se dependesse do SUS meu endereço seria o de algum cemitério da urbe. / - Mas tenho uma programação diária. De manhã, bater papo com amigos no banco da esperança. / - Banco da esperança? / - Sim, todo dia nos encontramos nesse banco, na esperança que alguém tenha alguma novidade de melhoras do salário. E apesar da descrença da maioria, aproveitamos também para cultuar a imagem da beata Isonomia, que está para ser canonizada nos próximos meses. Daí, só quero ainda estar vivo para poder exclamar com toda a força desse pulmão enfisematoso: "SANTA ISONOMIA, COBRAI POR NÓS!". As RPMs (rotações por minutos) dos velhos são muito mais rápidas. Nosso tempo é curtíssimo. Seria bom se recebêssemos o que nos é devido; nossos credores exultariam. / Continuando, à tarde aquela sesta de lei, após, um banho, e daí parto para consultas médicas, onde apanho um monte de receitas para compras de remédio, pedidos de exames de radiografia, cintilografia, e outras "fias" mais. / - Algum problema de saúde? / - Nãããããoo! exceto hipertensão, diabetes, aneurismas, enfisema pulmonar, dentaduras frouxas, pipi fora do vaso; só mais uns probleminhas corriqueiros, mas, tá tudo bem. A noite, assisto com minha comadre, a novela das 18h, 19h e 20h, depois, noticiários. Lá pelas 23h, tomo uma papinha quente e vou dormir. / Se a artilharia não estiver com muita munição, durmo na cama, senão, a dona da casa me manda para o colchonete do escritório... / - Um exame eu sei que você não fez? / - Qual? - O prostático? - Já fiz. Só que levei meu três oitão prateado para o caso de eu gostar do exame. Pô, rapaz, o médico além de ser candidato a TV Globo, tinha uns dedões super avantajados Pensei cá com meus botões: e se depois desse exame de toque eu pedir o número do celular ou uma foto do médico ??? Meto uma bala no ouvido. / - É isso aí, Betão, o que você ouviu é o alegre dia-a-dia de um indivíduo aposentado, sessentão, faixa etária que algum babaca de plantão, apelidou da "MELHOR IDADE". Argh!

Luiz Celso de Matos – Curitiba/PR

terça-feira, 10 de abril de 2012

NOITE ILUSTRADA- Norma Hauer


No dia 10 de abril de 1928 nasceu, em Minas Gerais Mário Souza Marques Filho, que se tornou conhecido com o nome de NOITE ILUSTRADA. E porque esse apelido?

Há duas versões: uma diz que sua primeira apresentação como cantor foi em uma revista musical denominada Noite Ilustrada e ele adotou o nome. Outra versão diz que ele estava esperando para se apresenrar em público quando, sentiu algo embaixo de seu paletó. Era um exemplar da revista Noite Ilustrada. Aí, resolveu adotar seu nome artístico como Noite Ilustrada.

Isso em seu estado natal.

Veio para o Rio onde depois de passar por empregos modestos foi ser sambista na Escola de Samba Portela. Não ficando muito conhecido aqui, foi tentar a vida em São Paulo trabalhando em casas noturnas. Foi quando PauloVanzolini o conheceu e deu-lhe para gravar o que constituiu seu primeiro sucesso: “Volta por Cima”; mais tarde do mesmo Vanzolini gravou seu conhecido samba “Minha Rainha”.

Além dessa gravou inúmeros outros sambas como “Cara de Boboca”;”Barracão”;”Toalha de Mesa” ...

Mais um grande sucesso ele obteve quando gravou, de Noel Rosa de Oliveira, o samba “O Neguinho e a Senhorita.”

Noite Ilustrada estava residindo em Atibaia (SP) quando faleceu em 28 de julho de 2001, aos 75 anos.


Norma

ROBERTO SILVA- Norma Hauer



ROBERTO SILVA -O PRÍNCIPE DO SAMBA.

Nascido no morro do Cantagalo em Copacabana, no dia 9 de abril de 1920, recebeu o nome de Roberto Napoleão da Silva, mas ficou conhecido no meio musical apenas como ROBERTO SILVA, cognominado o “Príncipe do Samba”.

. Aos seis anos de idade o pai mudou-se com a família para o subúrbio de Inhaúma. A mãe o presenteou com uma flauta, que logo foi trocada por um violão. Mas como gostava de cantar, não aprofundou estudos em nenhum dos instrumentos.

Desde cedo começou a cantar músicas de Benedito Lacerda e Pixinguinha e gostava de imitar os cantores da época de ouro do rádio, sofrendo grande influência de Orlando Silva.

Mas.como todo menino pobre, precisou trabalhar muito cedo (aos 12 anos).

Em 1938, estreou no programa "Canta mocidade", da Rádio Guanabara, onde trabalhou até 1940.

No ano de 1943, após fazer um teste na Rádio Mauá cantando "Risoleta", de Raul Marques e Moacyr Bernardino (sucesso anterior de Luiz Barbosa) e a valsa "Neusa" de Antonio Caldas e Celso Figueiredo (gravação original de Orlando Silva), foi contratado e permaneceu na emissora até 1946. Ali participou de vários programas, dentre eles "Trabalhadores cantando”.

A partir de então, gravou nos anos seguintes, obtendo vários sucessos, como: “Raiou o Amor”;”Maria Teresa” (um de seus maiores sucessos); ”Você diz que é Baiana”; “Dupla Razão”; “Rico Ri à toa”; Notícia”....

Em dois LPs com os nomes de “Descendo o Morro” 1 e 2 regravou várias sucessos de outros cantores, como “Agora é Cinza”;”Juracy”; “Seu Libório; ”Ai que Saudades das Amélia”;”Aos Pés da Cruz” e outros.

Em rádio trabalhou nas Nacional, Mayrink Veiga e Tupi, enquanto que na televisão atuou na Excélcior.

Em 2002 atuou durante três meses no “Show” “ O Samba é Minha Nobreza”, no cinema Odeon e comemorando, 70 anos de carreira, apresentou-se no “Carioca da Gema”, na Lapa.

Anualmente se apresenta na Cinelândia, durante o carnaval, cantando sucessos dos carnavais de sempre. Como se apresentou este ano em que está completando, em plena atividade, 92 anos.

Mas não é só nesse período que se pode ouvi-lo.

Normalmente se apresenta em “shows” aqui no Rio e em vários estados do Brasil, sendo difícil acreditar que esteja com 92 anos, tal sua atividade profissional.

E sua aparência física.

Parabéns a Roberto Silva por mais um ano vitorioso.


[Norma Hauer]

EVALDO RUI - por Norma Hauer


Ele nasceu na mesma data de Francisco Matoso (8 de abril de 1913) e também viveu pouco :41 anos.


Evaldo Rui Barbosa, irmão do radialista (e também compositor) Haroldo Barbosa , embora já tivesse gravado com Carmen Miranda em 1934, na realidade começou sua carreira com Custódio Mesquita, tendo com ele composto, em 1943, sendo projetado no ano seguinte com:"Como os Rios Correm pro Mar", "Feitiçaria", "Rosa de Maio" e "Gira...Gira...Gira" ; os dois primeiros gravados por Sílvio Caldas e os outros por Carlos Galhardo,

São, ainda,de sua autoria, com Custódio Mesquita, "Algodão","A vida em 4 Tempos", "Valsa do Meu Subúrbio" e"Promessa",também gravadas por Sílvio Caldas.

Após a morte de Custodio, em 1945, Araci de Almeida gravou "Saia do Meu Caminho".

Compondo com seu irmão Haroldo Barbosa (em 1950) foi responsável por um dos maiores sucessos do carnaval de todos os tempos: "Nega Maluca", gravação de Linda Batista.

"Tava "! jogando sinuca

Uma nega maluca, Me aparece.

Vinha com o filho no colo

E dizia p'ro povo

Qie filho era meu..."


Seu fim de vida foi trágico e ao mesmo tempo romântico: morreu por amor.

Apaixonou-se pela cantora Elizeth Cardoso e não foi correspondido; resultado: suicidou-se em 4/8/1954.

Tinha apenas  41 anos


Norma

Aniversariou, em 9.04, ontem, o grande Ulisses Germano!




Ando envolvida por demais com a festa de Hugo Linard, e deixei de fazer a postagem que era de merecimento.
Pra mim Ulisses é uma festa diária.
Passa  tocando, criando, fazendo arte...Somos amigos vizinhos!
Ganhou o presente maior: a visita da sua mãe- figura linda!
Que Deus lhe conceda todas as graças !

Abraços, amigo!

"Surpresa" no Crato - José Nilton Mariano Saraiva

“Assim, tive uma ingrata surpresa, ao perceber que neste processo, estavam avançando em um projeto de continuísmo, com fortes interferências familiares. Nos últimos tempos, nunca fui consultado sobre uma eventual candidatura, seja em reuniões, pesquisas, consultas ou qualquer outro critério. Nunca fui convidado para qualquer discussão sobre essa escolha. Ultimamente, procurei pacientemente o diálogo, mais obtive o silêncio como resposta.” (Raimundo Bezerra Filho)

********************************

Pois é, depois de se servirem por oito anos da “fidelidade canina” do próprio, não mais que de repente, sem dó nem piedade, e de forma desrespeitosa, humilhante e vexatória, o atual mandatário da cidade do Crato, familiares e amigos mostraram ao ex-aliado e ex-fiel colaborador, Raimundo Bezerra Filho (atual vice-prefeito), que, em termos de sucessão municipal, seu nome jamais esteve cotado para vôos mais altos, que não havia interesse em dar-lhe o aval para “sentar no trono”, que era “carta fora do baralho” e, enfim que o poder era privativo, familiar, espécie de “capitania-hereditária” tupiniquim. E o modus operandi para viabilizar tal projeto consistiu basicamente em isolá-lo de qualquer conversa, diálogo ou reunião, mesmo e apesar de terem sido procurados para tal mister.
Assim, antes de configurar lamento ou decepção de quem se achava merecedor e foi irremediavelmente preterido (ou rifado), as palavras do Raimundo Bezerra Filho nos remetem à crua e hipócrita realidade vigente na arena política, onde prevalecem as “conveniências” (primeiro os meus, depois os teus), o apetite desmesurado pelo poder (e tudo que ele representa) e o “jogo sujo” (onde do pescoço pra baixo é tudo canela), mesmo que de alguém que, guindado ao trono ancorado numa suposta “tradição familiar”, ao longo de dois mandatos jamais demonstrou qualquer vocação para gerir a coisa pública - e o estado deplorável, caótico, falimentar e de abandono do município está aí para comprovar). Se alguém duvida é só ir lá constatar, “in loco”.
Isto posto, passar como um rolo compressor por cima de um antigo fiel colaborador parece nada representar para os integrantes do atual grupo dominante, contanto que a perpetuação no poder se materialize ou o “....CONTINUÍSMO, COM FORTES INTERFERÊNCIAS FAMILIARES” seja mantido.
No tocante ao Raimundo Bezerra Filho, depois de ter “...O SILÊNCIO COMO RESPOSTA” (e de ter a coragem – antes tarde do que nunca - de denunciar tal manobra), até por uma questão moral só lhe resta se lançar (ou apoiar) candidato de oposição ao ex-chefe, familiares e seu grupo de áulicos (afinal, reza o velho ditado que... “a ingratidão apaga a afeição”). Ou não ???
E a população do Crato, já não estaria na hora de experimentar algo novo, acordar desse marasmo que já dura décadas ???
Ô povo desprovido de massa crítica !!!

Mexe com a nossa emoção!




Esta foto foi tirada no dia do aniversário de Dr. José Nilton, dia 05/06/1962, conforme consta no blog de Fideralina, de Várzea Alegre.


Coolaboração de Glória

Joaquim Pinheiro, dá pra identificar algumas?

Por Cora Coralina


Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
Cora Coralina

Cora Coralina



Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais) quando já tinha quase 76 anos de idade.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

wikipédia

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Senhor Raimundo Bezerra Filho,

Iria, por hábito, começar com o tradicional “caro Raimundo etc.”, mas ponderei que não o conheço e nem você a mim. Além do mais tinha acabado de me despedir do blog por 15 dias. Mas não pude me eximir de escrever-lhe por três razões principais: um grande cratense que me orgulha, o cidadão Raimundo Bezerra; esta eterna permanência de “filhinhos de papai” na politica da cidade e a necessária rebelião em face do que está ocorrendo nas municipalidades brasileiras receptoras de enormes verbas federais. Neste último caso, já adianto, a sanha de alguns privilegiados por estas verbas em busca de proveitos próprios e de sua classe social.

E quem me ler neste momento pode pensar que o quero atacar por ter o mesmo nome do grande político local, Raimundo Bezerra ao apontar a eterna permanência de “filhinhos de papai”. Se não leram dessa forma, devem imaginar que estou louco como alguém que fala em corda na casa de enforcado.

Mas o sentido que quero dar é o oposto, sem, no entanto, me eximir do que acho que seja um perfil problemático da política em nossa terra. E este sentido está preliminarmente sendo dado por você mesmo. Negar os arranjos das famílias que se acertam para manter um quadro insustentável no município.

E o que chamo da política de “filhinhos de papai” não se refere aos filhos e a algum pai, mas e esta eterna irresponsabilidade de não sentir o pulso de uma sociedade que se torna complexa, violenta e ávida por soluções igualmente complexas. Ao “modus operandi” do velho fisiologismo, o empreguismo, a troca de favores, uma obra para um e outra para aquele, tudo aos amigos e aos inimigos a lei. Esta ampla sessão de desvario “infanto-juvenil” de uma política que põe roupas de “shopping center” sobre espectros de velhas oligarquias em que as pontas sempre se interconectam para tudo mudar sem que nada mude.

E esta política tem um “animus genérico” que são as verbas públicas repassadas das outras instâncias de poder para obras, merenda e transporte escolar, para o SUS, segurança, esporte e lazer, cultura, as grandes festas públicas que terminam por alimentar “garotões” que gostam de exibir seus “carrões” e montar “negócios”, sem risco algum, nas capitais. Isso atendendo rigorosamente aos compromissos frente aos sócios menores e com a rede de bons cidadãos a serviço de quem lhes distribui humilhantes migalhas.

Pois é, este é o dedo fatal sobre a ferida da municipalidade nacional. Quem hoje no Brasil resolve mostrar um espírito de luta política, deve pensar no grande problema que se encontra no município. Especialmente o município onde você mora, com uma crescente migração, um número de estudantes universitários em busca de superação, ao lado de grandes e contínuas dificuldades de desenvolvimento industrial e de inovação.

Acho que Raimundo Bezerra, que viveu sob o tacão de uma ditadura feroz, soube enfrentar o seu tempo. E agora é a sua vez, sem a sujeição à sombra e à água fresca, sem a acomodação de espirito e, sobretudo, estando preparado para o seu tempo e as circunstâncias que lhes desafiam e a qualquer um que queira agir seriamente sobre esta realidade.

Atenciosamente,

José do Vale Pinheiro Feitosa

Rio de Janeiro, 9 de abril de 2012

Quinze dias - José do Vale Pinheiro Feitosa

Quinze dias sem postar no blog. Depois do dia 23 de abril estarei de volta.

Ponto de vista: Lya Luft Ainda se caçam bruxas

"Cair na armadilha do rancor primitivo e da atitude destrutiva torna a vida uma selva onde pessoas honradas são impedidas de executar projetos positivos, e às vezes têm sua vida injustamente aniquilada"
O motorista de táxi de um aeroporto deste Brasil xingava um político, acusado no rádio por ter-se encontrado ali mesmo, dias atrás, com um suspeito de corrupção. "Viu só?", ele vociferava, "viu só?". Cansada de aeroporto e do assunto – e porque logo antes alguém tinha me dito: "Olha aí o fulano, fotografado ao lado do sicrano, que é suspeito de corrupção! Certamente ele também é..." –, fui curta e direta: "Meu filho, se sua namorada conversar com uma moça desonesta e disserem que por isso ela também é desonesta, você vai gostar?". Ele olhou sobre o ombro, meio espantado: "Sabe que a senhora tem razão?". Comentei: "Chama-se a isso caça às bruxas". Chegando ao meu destino, não tive tempo de explicar mais.
Na Idade Média, uma tropa de psicopatas autorizados caçava gente com o entusiasmo com que se caçariam animais selvagens. O maior divertimento era julgar, esfolar vivo e queimar na fogueira, depois de outros inimagináveis sofrimentos. Quem eram as vítimas da Igreja daqueles tempos? Em geral mulheres simples, que lidavam com o que hoje chamaríamos medicina alternativa – a sabedoria popular de suas antepassadas. Havia também os bruxos, os que diferiam da doutrina religiosa ou da política dominante, contrariavam alguma autoridade, ou, ainda, aqueles cujo vizinho não ia com sua cara. Relatos e atas oficiais desses processos públicos enchem milhares de páginas da época, e nos dão vergonha de ser humanos.
Eu, que em dois livros infantis criei a simpática e marota Bruxa Boa Lilibeth, achava que neste mundo dito moderno nossa falta de limite estava só na má-criação em casa e na escola, na inversão de público e privado, no interesse pelas calcinhas de certas moças (ou na falta delas) e na postura geral de desleixo que se espalha. Engano meu. Melhoramos, nos civilizamos, cortamos alguns preconceitos. A servidão, ao menos concreta e legal, acabou. Servidões morais temos muitas. Uma delas é esse impulso primitivo, das cavernas, de destruir, essa ferocidade no julgar e sentenciar, essa vontade de que o outro se dê mal. Parecemos doentes de ansiedade por ver alguém enxovalhado, por baixo, sem remissão. Muito além da lei e da Justiça, queremos sangue – ainda que seja o sangue moral, o sangue da alma.
Sou quase fanática contra os crimes, incluindo a corrupção. Valorizo muitíssimo a lei. Quero o infrator julgado e severamente punido. Apóio todas as justas ações da polícia para proteger a sociedade, isto é, cada um de nós. Mas desgostam-me procedimentos que agridem levianamente, interrogatórios em vez de diálogos, ataques de qualquer ângulo, a execução moral de inocentes na fogueira da opinião pública, mais disposta a ver o mal em tudo. Por toda parte no país, ao lado da Justiça e da lei que funcionam, esta parece ser a hora dos cantos escuros da psique humana e da democracia, lá onde lei e Justiça não funcionam direito. Ainda bem que a maioria de nós não é assim.
Naquela mesma viagem, numa palestra, um grupo de jovens questionava a agressividade com que se tratam pessoas em situações como as das mais variadas CPIs, desde o tempo do falecido mensalão. Há interrogatórios violentos, alusões cruéis, ofensas diretas; quebram-se todos os limites da decência em que deviam ocorrer dignamente perguntas e esclarecimentos entre homens dignos. Os jovens tinham razão na sua perplexidade. Respondi que bastava ler um pouco de história dos povos para ver que não há nada de novo entre nós. Às vezes, como grupos ou como sociedade, adoecemos.Não é generalizado, não é permanente: por isso podemos acreditar em respeito no convívio público. Cair na armadilha do rancor primitivo e da atitude destrutiva torna a vida uma selva onde pessoas honradas são impedidas de executar projetos positivos, e às vezes têm sua vida injustamente aniquilada. É quando as bruxas boas fogem nas suas vassouras, deixando-nos um mundo mais sombrio.

Auci Ventura - A artista de Cara pro mundo




Compositora, pesquisadora, educadora, cantora e "viajada". Auci Ventura se contagiou pela música ainda na infância, a partir das cantigas das brincadeiras de criança. Para a artista “é chegada à hora da reeducação do ouvido, de aprender e ensinar com prazer, abrir o caminho que devemos trilhar na descoberta dos sons. A propósito, o que deve fazer de todos nós, ouvintes atentos do nosso meio ambiente”. Uma artista preocupada com o mundo e com o conteúdo da sua musicalidade.

Alexandre Lucas - Quem é Auci Ventura?

Auci Ventura - Uma pessoa comum que ousa sobreviver daquilo que mais gosta de fazer: CANTAR, que acredita em Deus, gosta de privacidade e de silêncio, amante incondicional da paz e da justiça!
Detesta pessoas desonestas e abomina qualquer tipo de violência, assim como, todo e qualquer tipo de preconceito. Uma pessoa que separa seu lixo a mais de 30 anos e que acredita nessa atitude para ajudar o planeta.

Alexandre Lucas - Como se deu seu contato com a Música?

Auci Ventura - Acho que se deu meio que por acaso, desde criança por volta dos 7 anos nas brincadeiras de calçadas, era muito comum nos anos 70 as cantigas de roda do universo infantil aqui no Cariri.
Aos 8 anos fiz minha primeira apresentação no rádio, com Senhor “Eloia”, aos 9 já estava em São Paulo, aos 16 fiz minha primeira música, (toquei meus primeiros acordes no violão), fiz teatro. Aos 20 já cantava profissionalmente, aos 24, graduada em Educação Artística. O tempo voa kkkkkk.

Alexandre Lucas - Como Caracteriza sua Musicalidade?

Auci Ventura - Como uma propriedade natural inerente a meu ser, que tem por necessidade expansão e divisão. É inquietante e sempre em busca de novas emoções, advindas do universo de sons naturais e artificiais do todo existencial.

Alexandre Lucas - Qual a diferença em tocar em barzinhos e palcos?

Auci Ventura - Palcos Alternativos= Público pré selecionado, convocado.
Barzinhos = Público Livre e diverso (muda só o público, o trabalho em si para mim é igual). O que me importa é mostrar o trabalho, amo todo tipo de público de leigos a críticos.

Alexandre Lucas – Você compôs uma música de protesto contra a Indústria Cultural, qual sua análise das músicas tocadas nos veículos de comunicação de massa?

Auci Ventura - Já fiz várias musicas de protesto, principalmente nos anos 80, a que fiz atualmente trata de questões urgentes da contemporaneidade, lamentavelmente a música tocada para o grande público é de uma qualidade de enlatados para consumo imediato, ainda bem que são descartáveis, não permanecem.
A indústria cultural de enlatados artísticos, lança sem análise qualitativa seus produtos para um público alienável, sem educação auditiva que se condiciona com facilidade pela execução exagerada que a mídia propicia através dos jabás, que dá no que dá: LIXO!

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre Arte e Política?

Auci Ventura - A Arte está para Política, assim como o farol está para escuridão! É o Norte que dirige o olhar através das diferentes expressões para o acerto final. Que ousa, contesta e segue em frente adaptando-se as diferentes marés sejam cheias ou mansas, que percebe o movimento e cria estratégias para mudar o absurdo.

Alexandre Lucas - Qual a sua percepção sobre a musicalidade produzida na região do Cariri?

Auci Ventura - O Conceito de Musicalidade e Musicalidade Cariri:O que tenho a acrescentar nesse sentido, é que de fato são poucos os artistas da região que mostram em seus trabalhos musicais, elementos dessa musicalidade regional, o que de fato na verdade não tem nada de excepcional em sua estética formal. As referências históricas quanto à etnomusicologia local seguem os mesmo padrões de pesquisas antropológicas de diversas regiões do Brasil, o que afasta a idéia de ineditismo, exceto pela corrente gonzagueana que já faz parte do movimento modernista. Não quero aqui desmerecer os talentos regionais, que alias cito com muito carinho na pesquisa. Apenas quero focar no que realmente ficou na memória.
Tenho percebido através do Teatro, da literatura e das artes visuais produzidas no Cariri, uma representação mais fiel dos caracteres da cultura cariri, a música ainda deixa muito a desejar, mesmo porque em sua origem primitiva, o registro que temos de partituras chega a ser melodias enfadonhas e sem graça. (Auci Ventura apresentou a monografia com o tema: “MUSICALIDADE CARIRI:” UMA PROPOSTA EM ARTE – EDUCAÇÃO)

Alexandre Lucas - Quais os seus próximos trabalhos?

Deixo aqui um pouco do meu momento, que é de muito isolamento e concentração, entre Chapada do Araripe (Silêncio) x Urbanidade perturbada (Barulhos Urbanos), estou no limite, penso em dar uma volta novamente pelo mundo e levar um pouco da escola que pratiquei aqui para outros territórios do planeta. internacionais e nacionais. Me preparando para qualquer proposta descente. kkkk!!!!

domingo, 8 de abril de 2012

A festa de Hugo Linard!




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14 DE ABRIL DE 2012, NO CRATO TÊNIS CLUBE
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