por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Pensamento para o Dia 17/08/2011
As lembranças bem guardadas - Emerson Monteiro
Caçarola Italiana
- 5 gemas
- 2 1/2 xícaras (chá) de açúcar
- 2 1/4 xícaras (chá) de leite
- 1 xícara (chá) de queijo meia-cura ralado
-8 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 5 claras em neve
- 100 gr de coco ralado.
Em um liquidificador, bater as gemas, o açúcar e o leite. Em uma tigela, misturar o queijo e as claras batidas em neve. Acrescentar a mistura do liquidificador na tigela e misturar levemente. Despejar todo o conteúdo em uma forma caramelada e levar para assar em banho-maria por 35 minutos.
O VIOLINO DO PADRE CÍCERO
Padre Cícero Romão Batista trouxe dois violinos de Roma. Um deles para um sobrinho e o outro foi presenteado ao tabelião Antônio Machado, seu afilhado, por quem o sacerdote nutria grande afeto. Machadinho, como também era conhecido, foi tabelião no Crato por muitos anos. O instrumento, marca Maggini, modelo 1715, provavelmente foi adquirido de 2ª mão, uma vez que havia deixado de ser fabricado décadas antes.
No fundo do instrumento, embaixo do tampo, foi colado um papel e nele consta “Adquirido pelo pe. Cícero em Roma – Itália 1898, of a Antônio Machado em 26/03/1929 – Ceará – Juazeiro”.
Antônio Machado cedeu o violino ao músico Paulino Galvão que passava uma temporada em Fortaleza. Indo morar no Rio de Janeiro, Paulino Galvão foi colega de orquestra do violinista cratense Virgílio Arraes, spalla da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do RJ. Tocaram em outras orquestras e trabalharam juntos em muitas ocasiões, inclusive gravações de cantores da MPB de primeira linha. O dono do violino requereu aposentadoria e mudou-se para uma cidade do interior do Rio de Janeiro, deixando de tocar profissionalmente. Uma curiosidade: apesar de raro e do valor incalculável, a peça musical jamais foi comercializada após chegar ao Brasil, foi sucessivamente passada de mãos em mãos.
Passado alguns anos, Virgílio resolveu visitar o antigo colega na cidade onde estava morando e manifestou desejo de adquirir o violino que pertencera ao fundador de Juazeiro do Norte. O músico aposentado respondeu que o instrumento era valioso demais para ser vendido e por esta razão não vendia. Mas na hora da despedida pediu para o visitante aguardar um pouco, foi ao interior da casa e retornou com o instrumento raro, entregou ao amigo dizendo que era presente. Apenas pediu que cuidasse bem dele.
Assim, o violino único, que pertenceu ao Padre Cícero, foi parar nas mãos de um cratense, e está bem guardado e bem conservado.
VIRGÍLIO ARRAES FILHO
O proprietário do violino histórico, Virgílio Arraes Filho, merece capítulo à parte. Nascido no Crato, filho de Virgílio Arraes e de Marcionilia de Alencar Arraes, surpreendeu sua mãe quando, aos oito anos, afinou e tocou o bandolim a ela pertencente, sem nunca ter tido uma única aula de música. Diante do prodígio, seus pais procuraram o maestro da banda municipal para que lhe transmitisse noções da 1ª arte. Ainda criança, ouviu uma música no rádio e sentiu-se atraído pelo som do violino, que jamais havia visto. Comunicou aos pais que não queria mais tocar bandolim e sim violino. “Seu” Virgílio (proprietário da primeira sorveteria do Crato – Sorveteria Brasil - e ex-prefeito de Campos Sales, onde nasceu) mandou buscar o instrumento no Rio de Janeiro. Resolvido um problema, surgiu outro: não havia professor no Cariri. A família mudou-se para Fortaleza. Os mestres da capital cearense perceberam o enorme talento do aluno e aconselharam o aluno brilhante ir estudar na então capital brasileira, o Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro a carreira foi meteórica: primeiro lugar no vestibular na escola de música da UFRJ (1953), primeiro colocado no concurso público para a orquestra do Teatro Municipal, onde foi o primeiro violonista (“Spalla”) durante muitos anos. Músico da Orquestra Sinfônica Brasileira, da orquestra da TV Globo e muitos outros feitos. Único músico a tocar no cinqüentenário (1959) e centenário do Teatro Municipal do RJ. Em seu currículo constam performances nos mais importantes palcos do mundo, inclusive com a orquestra do Royal Ballet de Londres, onde foi aplaudido pela realeza Inglesa e recebeu cumprimentos pessoais da princesa Anne.
Participou de gravações com consagrados nomes da MPB, como Roberto Carlos, Chico Buarque de Holanda, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Simone, Fagner, Djavan, Dalva de Oliveira, Orlando Silva e muitos outros.
Paulinho da Viola
Composição: Paulinho da Viola - Candeia
Vou pelas minhas madrugadas a cantar
Esquecer o que passou
Trago a face marcada
Cada ruga no meu rosto
Simboliza um desgosto
Quero encontrar em vão o que perdi
Só resta saudade
Não tenho paz
E a mocidade
Que não volta mais
Quantos lábios beijei
Quantas mãos afaguei
Só restou saudade no meu coração
Quem canta na noite, canta no banheiro, faça-me o favor: inclua "Minhas Madrugadas" no seu repertório...É linda demais!
João Donato- Um dos maiores músicos brasileiros!
wikipédia
A lei do piso - Emerson Monteiro
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Governo anuncia a criação de
quatro novas universidades federais
Serão abertos ainda 47 campi e 120 unidades de institutos de educação.
Novas universidades serão instaladas no Pará, Bahia e Ceará.
De Isabel Virgínia, o café - por Everardo Norões
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Do eco sem fim de tua dor
nasce o Verbo, aflora o espinho
de uma morte a recender suave rosal.
Vieste ao mundo para orquestrar
a fúria de um Deus selvagem.
Nasceste para pacificar a violência
de um silêncio indomável.
Do escombro de cada momento
eriges o teu rosto, o teu louvor,
suavizando na angústia extrema
a violência das feras famintas.
Em cada instante escreves
a fatalidade de um anjo áspero,
o fascínio de um peregrino
a caminhar pela luz de um poema
em que tudo é santificado.
Às margens do Adriático
uma epifania conclama-te
no existir fulminante,
na loucura dos profetas,
na morte jamais desfeita em cinzas.
E tudo em nós ressuscita o intacto
silêncio das sinfonias, tudo em nós
louva a sagração do vinho,
quando nos findamos
no pólen dos teus dons.
sei da cor do silencio das palavras
de pedra, de couro esticado de lagartos ao sol
sei da inexistencia dos sons
melodramáticos, ecos mortos,
asas de um anjo tão real quanto.
sei de cor a palavra que diz do silencio
do martelo quebrando a pedra
a mão faca arrancando a pele, da alma
do lagarto rei
os sons, quebram os sons
regurgitam gritos
e seguem em direção ao matadouro.
Por Lupeu Lacerda
Dos grifos
Assinalar como inconfundível
A trapaça da presença camuflada
Das gruas ante o pulo dos desesperados
Assinalar como irrefutável
A carcaça da ausência alimentícia
Do microondas bipolar posto na sucata
Assinalar como imensurável
A velha rua que sobrevive ao eterno
Apenas com verdades banais
Assinalar como praticável
Tudo aquilo que se destitui facilmente
Das qualidades essenciais
Assinalar como insuportável
A falta de subversão na resistência
E no formol da organização cultural
Não esquecer jamais
Que a verdade é a maior entre
As maiores sabotagens da ciência
Por Marcos Leonel
Relacionamentos - Rubem Alves
Amanhecer cantando ...
Carlos Galhardo
Composição: Uriel Lourival
Dentro d'alma dolorida
Eu tenho um riso teu
Meu amor
Teu sorriso é um lindo albor
Uma existência um céu
Tens na boca embelecida
Pérolas de luz
Rubra ilusão do austral
Perolário a iluminar
Um eclipse do sol com o luar
Num portento de alegria
Deus teve uma idéia um dia
E pediu com santa pena
Que eu te trocasse amor
Por Santa Madalena oh não
Ah! Eu respondi chorando
Deus, Senhor, estou pecando
Mas, doce Pai não trocarei
Sem Mimi sem Mimi
Morrerei
Ah não fosse esse teu riso
Eu morreria então
Quanta dor
Ris, eu gozo
Eu sinto amor
É denisada unção
Estais de mim fugindo agora
Mas que importa a dor
Se me deixares de a luz
Breviário inspirador
Dos poemas da bíblia do amor
Oscarito - por Norma Hauer
Norma





