por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 22 de julho de 2021

 CRIME “QUASE” PERFEITO – José Nilton Mariano Saraiva

Independentemente da autoria bandida, o assalto ao Banco Central, em Fortaleza, anos atrás (quando foram subtraídos quase 170 milhões de reais), não pode deixar de ser considerado uma engenhosa e competente operação, levando-se em conta o planejamento milimétrico, a precisão da execução e a audácia demonstradas, a ponto de alguns mais apressados chegarem mesmo a aventar tratar-se de um “crime perfeito”, de difícil solução.
Como se sabe, tudo começou de forma legal, com a constituição, pelos marginais, de uma empresa do ramo paisagístico, devidamente registrada na Junta Comercial do Estado do Ceará, cujo imóvel, alugado, providencialmente localizava-se nas cercanias da sede do Banco Central.
A partir de lá, obedecendo todos os detalhes de um planejamento estratégico e minucioso, “homens-tatus”, supervisionados pelos “cabeças” do grupo, iniciaram a difícil e penosa perfuração de um túnel (diz-se que durante 03 meses) com aproximadamente 80 metros de extensão, por sob outros imóveis e atravessando uma das avenidas com trânsito mais intenso e pesado de Fortaleza, a Dom Manoel (por lá circulam linhas regulares de ônibus, carretas, carros-fortes, carros particulares, o escambau).
Ao atingirem, com precisão, o cofre do Banco Central, mais uma prova de competência e planejamento: exatamente em um final de semana, quando aquela instituição se achava fechada, perfuraram o concreto e as grossas camadas de aço que revestiam o solo do dito cujo e, ao o adentrarem, se viram compreensivelmente atônitos ante aquela “montanha” de dinheiro; a partir daí, iniciaram o apressado caminho de volta, em várias “viagens”, carregando “somente” notas de R$ 50,00, usadas, e que não possuíssem a série numérica capaz de posteriormente identificá-las. Consumava-se, com sucesso, o plano magistralmente elaborado.
Na segunda-feira, quando da reabertura do Banco Central, aparvalhada e atônita, sua cúpula e demais executivos constataram a desagradável surpresa: um “rombo” de quase cento e setenta milhões de reais.
Imediatamente acionada, a Polícia Federal, através do seu setor de inteligência, começou o paciente trabalho de encontrar alguma pista, algum indício de erro, uma possível falha que pudesse ter sido cometida pelos marginais no decorrer da operação; e foi o encontro de um simples e banal “chip” de um telefone celular, “perdido/esquecido” dentro do túnel, que possibilitou a montagem do quebra-cabeças e acabou por detonar uma autentica operação de guerra à busca de uma solução para um crime tido e havido como insolúvel. Seria tudo uma questão de tempo e paciência.
Enquanto isso e depois de alguns meses, lá na solidão do planalto central, em plena imensidão do cerrado goiano, o presumível “chefe” da quadrilha, o cearense conhecido por “Alemão”, experimentava as delícias de uma vida sem maiores preocupações, já que dispondo do bom e do melhor, mas instalado numa casa modesta a fim de não despertar suspeitas; providencialmente, deixara o cabelo crescer, engordara propositadamente e, literalmente, transformara-se num outro homem, difícil de ser identificado até pelos próprios familiares.
Ledo engano; a Polícia Federal, fuçando daqui, fuçando dali, prendendo a arraia-miúda que inadvertidamente passara a ostentar o que não deveria, aos poucos foi montando a arapuca, aproximando-se sorrateiramente e, quando ele menos esperava, deu-lhe voz de prisão; condenado e em razão da comprovada periculosidade, foi o marginal encaminhado a uma penitenciária de segurança máxima, lá no Mato Grosso (só que não “abriu o bico”, sobre).
De repente, para surpresa de todos, já que convenientemente sem qualquer divulgação por parte dos órgãos midiáticos, o “coitado” do Alemão é “premiado” com sua transferência para um dos presídios de Fortaleza (onde todo dia existe uma fuga), sob a pueril alegativa de que já se passara os dois anos de detenção em presídios de segurança máxima, conforme determinam os nossos jurássicos códigos e leis penais.
Não se sabe, até hoje, onde anda o “Alemão” (evadiu-se e se mandou pro exterior ??? virou evangélico e está a pregar a palavra de Deus aos companheiros de prisão ??? embrenhou-se na selva amazônica e está a catequizar os índios ???).


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AS GRANDES PERGUNTAS DA CIÊNCIA ( FINAL )

Os computadores podem continuar se acelerando?
Nossos tablets e smartphones são minicomputadores que contêm mais poder de computação do que os astronautas levaram para a lua em 1969. Mas, se quisermos continuar aumentando o poder de computação que carregamos em nossos bolsos, como vamos fazê-lo? Existe um número limitado de componentes que podem ser comprimidos em um chip. O limite já foi alcançado, ou existe outra maneira de fazer um computador? Os cientistas estão considerando novos materiais, como carbono atomicamente fino – o grafeno –, assim como novos sistemas, como a computação quântica.

O que há no fundo do oceano?

Noventa e cinco por cento do oceano ainda não foram explorados. O que existe lá embaixo? Em 1960, Don Walsh e Jacques Piccard desceram 11 quilômetros, até a parte mais profunda do oceano, em busca de respostas. Sua viagem ampliou os limites da aventura humana, mas lhes deu apenas um vislumbre da vida no leito marinho. É tão difícil chegar ao fundo do oceano que geralmente temos de recorrer a veículos não tripulados como batedores. As descobertas que fizemos até agora – desde peixes bizarros como o "olho de barril", com sua cabeça transparente, até um potencial tratamento para Alzheimer feito de crustáceos – são uma pequena fração do estranho mundo que se esconde sob as ondas.

Podemos viver para sempre?
Vivemos em uma época incrível: estamos começando a pensar no "envelhecimento" não como um fato da vida, mas uma doença que pode ser tratada e possivelmente evitada, ou pelo menos adiada por muito tempo. Nosso conhecimento do que nos faz envelhecer – e o que permite que alguns animais vivam mais que outros – se expande rapidamente. Apesar de não termos exatamente elucidado todos os detalhes, as pistas que obtemos sobre danos ao DNA, o equilíbrio de envelhecimento, metabolismo e capacidade reprodutiva, mais os genes que regulam isso, estão preenchendo uma imagem maior, e potencialmente levarão a tratamentos medicinais. Mas a verdadeira pergunta não é como vamos viver mais, e sim como vamos viver bem por mais tempo. Já que muitas doenças, como diabetes e câncer, são típicas da idade, tratar o envelhecimento em si poderá ser a chave.

É possível viajar no tempo?
Viajantes no tempo já caminham entre nós. Graças à teoria da relatividade especial de Einstein, os astronautas que estão em órbita na Estação Espacial Internacional experimentam o passar do tempo mais lentamente. Naquela velocidade o efeito é minúsculo, mas aumentando a velocidade o efeito significa que um dia os humanos poderão viajar milhares de anos no futuro. A natureza parece apreciar menos as pessoas que vão no outro sentido e voltam ao passado, mas alguns físicos inventaram um projeto elaborado de fazer isso usando buracos de minhoca (ou pontes de Einstein-Rosen) e naves espaciais. Isso poderia ser usado até para dar a si mesmo um presente de Natal ou responder algumas das muitas perguntas que cercam as grandes incógnitas do universo.

Fonte: Carta Capital

A DOUTORA “CHARLATÔ - José Nílton Mariano Saraiva

Embora integrantes do governo tentem desqualificá-la (alegando um possível uso político), a verdade é que a CPI da Covid a cada dia se nos apresenta absolutamente necessária, porquanto trazendo ao conhecimento de todos nós fatos escabrosos e inquestionáveis (dignos dos “nazistas” da vida), ocorridos no Brasil no transcurso da pandemia que ainda hoje assusta a humanidade (e ninguém sabe até quando isso vai durar).
Aos fatos.
Ao raiar do ano 2019, a partir do reconhecimento e decretação da existência da pandemia provocada pelo novo coronavírus por parte da Organização Mundial de Saúde e cientistas de todo o mundo, o governo brasileiro mostrou-se omisso e displicente em “encarar a fera” de frente, talvez imaginando que o danado do vírus não simpatizasse nem um pouco com o Brasil e fizesse questão de “não pintar no pedaço” (criminoso engano).
Assim, enquanto os mortais comuns tomávamos conhecimento, assustados, do apetite e letalidade do vírus, com destaque para a situação da China e Itália onde centenas morriam todos os dias, irresponsavelmente o governo brasileiro não deu qualquer atenção (logo após, todo a Europa foi invadida pelo vírus).
Fato é que, devido à comprovada omissão e descaso governamental (em breve período o Ministério da Saúde mudou de titular em quatro oportunidades), quando o coronavírus explodiu de vez na cidade de Manaus, que vivenciou cenas dignas do mais horripilante filme de terror, com pessoas morrendo “de montão” todos os dias por “falta de ar”, e a não existência sequer de oxigênio para combatê-la, enfim o mundo tomou conhecimento do nosso drama (não por parte do governo brasileiro, mas devido ao quadro dantesco que eclodiu e foi divulgado pela mídia).
Desnorteado, sem rumo e literalmente perdido em razão de ter colocado no Ministério da Saúde um milico despreparado, arrogante, puxa-saco e inexperiente, o governo federal enviou àquela cidade uma robusta caravana de médicos, chefiados por uma das secretárias do Ministério da Saúde (a pediatra Mayra Pinheiro), abusada e intransigente defensora do uso da cloroquina (medicamento sem nenhuma comprovação científica de eficácia) a fim de difundir e aplicar o seu uso imediato.
E assim foi feito. Toneladas de comprimidos de cloroquina foram despejadas em Manaus, e reuniões e mais reuniões (comandadas por Mayra Pinheiro) enalteciam seu poder ante a doença.
E mais, os médicos que não fossem adeptos de tal receituário eram descartados sumariamente (em pleno clímax da pandemia), nem que tivessem que ser substituídos por simples enfermeiros. A ordem era que todos rezassem pela mesma cartilha de catequização dos incautos.
Claro que não deu certo, e as mortes só aumentaram (hoje são 545.000 e em fase crescente). Rotundo fracasso, e a enviada governamental (Mayra Pinheiro) saiu desmoralizada do episódio, tanto que, a partir de então, recebeu a alcunha pejorativa de “capitã-cloroquina” (continuou, entretanto, prestigiada pela cúpula do governo).
Sabe-se agora – e o documento redigido e assinado pela própria foi publicizado pelos integrantes da CPI – que a senhora Mayra Pinheiro (invocando sua nacionalidade portuguesa) naquele momento se ofereceu ou colocou-se à disposição do governo de Portugal para comandar campanha de uso intensivo da cloroquina naquele país, ALEGANDO O “SUCESSO” DO USO DA TAL MEDICAÇÃO NO BRASIL (GROTESCA MENTIRA) tanto que estaria disposta a cruzar o Oceano Atlântico para liderar as autoridades daquele país no combate à doença.
Prudente, porquanto sabedor do quadro brasileiro, o governo de Portugal não aceitou, preferindo adstringir-se às recomendações das autoridades competentes, através do isolamento social, do uso da máscara, do ficar em casa para não aglomerar e, enfim, da racionalidade, inclusive com a adoção do lockdown (01). Nova desmoralização para a “capitã cloroquina”.
Agora, o intrigante nisso tudo é que, de defensora intransigente do “kit-covid”, a capitã-cloroquina (Mayra Pinheiro) não demonstrou nenhum constrangimento quando, por pertencer a um dos chamados grupos prioritários (saúde) foi convidada a se vacinar antecipadamente contra o vírus letal. De pronto, sem titubear, foi lá e estendeu o braço à imunização. Charlatanismo (02) puro e na veia.
Se considerarmos aquela máxima de que “na prática a teoria é outra”, tão simplório ato apenas demonstrou de forma contundente que a capitã-cloroquina em nenhum momento se serviu do kid-covid que prescreveu para seus pobres e indigentes pacientes.
Por saber, certamente, que não tinha nenhuma serventia (merecia ser presa de imediato).
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Postscriptum:
(01) Lockdown - bloqueio que, imposto pelo Estado ou por uma ação judicial, restringe a circulação de pessoas em áreas e vias públicas, incluindo fechamento de fronteiras, geralmente ocorre em situações de pandemia com o intuito de evitar a disseminação do vírus;
(02) Charlatão - médico incompetente e sem escrúpulos que recorre a meios condenáveis para atrair clientela; aquele que se diz possuidor de remédios infalíveis.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

 AS GRANDES PERGUNTAS DA CIÊNCIA ( IV )

Encontraremos a cura para o câncer?

A resposta curta é não. Não uma única doença, mas um agrupamento de centenas de doenças, o câncer existe desde os dinossauros e, sendo causado por genes descontrolados, o risco está embutido em todos nós. Quanto mais tempo vivermos, maior a probabilidade de que algo dê errado, de diversas maneiras. Pois o câncer é uma coisa viva – em constante evolução para sobreviver. Embora seja incrivelmente complexo, por meio da genética estamos aprendendo cada vez mais o que o causa e como ele se dissemina, e aperfeiçoando seu tratamento e prevenção. E saiba disto: até a metade de todos os cânceres – 3,7 milhões por ano – pode ser evitada; pare de fumar e beber e coma moderadamente e mantenha-se ativo e evite a exposição prolongada ao sol do meio-dia.

Como conseguirmos mais energia do sol ?

A redução dos estoques de combustíveis fósseis significa que realmente precisamos de uma nova maneira de movimentar nosso planeta. Nossa estrela mais próxima oferece mais que uma solução possível. Já estamos controlando a energia do sol para produzir energia solar. Outra ideia é usar a energia da luz do sol para dividir a água em suas partes componentes: oxigênio e hidrogênio, que poderia fornecer um combustível limpo para os carros do futuro. Os cientistas também trabalham em uma solução energética que depende de recriar os processos que ocorrem no interior das próprias estrelas - eles estão construindo uma máquina de fusão nuclear. A esperança é que essas soluções supram nossas necessidades energéticas.

Como derrotar as bactérias?

Os antibióticos são um dos milagres da medicina moderna. A descoberta de sir Alexander Fleming, que ganhou o Prêmio Nobel, levou a remédios que combateram algumas das doenças mais mortíferas e tornou possíveis a cirurgia, os transplantes e a quimioterapia. Mas esse legado está em perigo – na Europa, cerca de 25 mil pessoas morrem por ano de bactérias resistentes a diversas drogas. Nossa produção de medicamentos vem falhando há décadas e estamos agravando o problema por meio da prescrição excessiva e do mau uso de antibióticos – estima-se que 80% dos antibióticos nos Estados Unidos vão para reforçar a pecuária. Felizmente, o sequenciamento do DNA está nos ajudando a descobrir antibióticos que não sabíamos que as bactérias poderiam produzir. Juntamente com métodos inovadores, embora pareçam estranhos, como o transplante de bactérias "boas" da matéria fecal e a busca por novas bactérias no fundo dos oceanos, podemos continuar firmes nessa corrida com organismos que surgiram 3 bilhões de anos antes de nós.

Fonte: Carta Capital

terça-feira, 20 de julho de 2021

BAIXEM O TOM, FARDADOS (Cristina Serra, jornalista)

Generais, brigadeiros e almirantes deveriam ser os primeiros a querer esclarecer as gravíssimas denúncias de corrupção, reveladas pela CPI da Covid, que batem à porta de Bolsonaro e de uma penca de fardados.
Mas o que estamos vendo é bem o contrário. Como em outros momentos da nossa história, a cúpula das Forças Armadas e o Ministério da Defesa preferem esconder a sujeira embaixo do tapete, peitar as instituições democráticas e afrontar a Constituição e a sociedade civil.
É esse o sentido da nota assinada pelo ministro Braga Neto e pelos três comandantes militares após a declaração do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), de que há um “lado podre das Forças Armadas envolvido com falcatruas dentro do governo”.
Alguém duvida disso ? A pior gestão da pandemia no mundo foi a de um militar brasileiro, o general da ativa Eduardo Pazuello. Agora, sabemos também que a alta hierarquia do ministério na gestão dele, toda fardada, aparece no “VACINAGATE", notadamente seu ex-secretário-executivo, o coronel da reserva Élcio Franco.
Depois de tantos anos restritos aos quartéis e às suas atribuições funcionais, os militares voltaram ao poder de braços dados com um sujeito desqualificado, medíocre, notoriamente ligado a esquemas criminosos, que vão de rachadinhas a milicianos, e que é sustentado no Congresso pelo centrão.
Cúmplices e agentes ativos de tudo isso, os militares vêm cantar de galo, atribuindo-se o status de “fator essencial de estabilidade do país”.
Ora, é exatamente o contrário. Senhores fardados, vocês deixarão uma herança de morte, doença, fome e corrupção. Querem enganar quem ? Acham que estão em 1964 ?
Baixem o tom, senhores. O Brasil não tem medo de suas carrancas, de seus coturnos e de seus tanques. Generais, vistam o pijama e, quando a pandemia passar, organizem um campeonato de gamão na orla de Copacabana. É o melhor que podem fazer pelo país.

AS GRANDES PERGUNTAS DA CIÊNCIA ( III )

O que é a consciência ?

Ainda não temos realmente certeza. Sabemos que tem a ver com diferentes regiões do cérebro ligadas em rede, mais que uma única parte do cérebro. Há uma teoria de que se descobrirmos que partes do cérebro estão envolvidas e como funciona o circuito neural, descobriremos como surge a consciência, algo em que a inteligência artificial e tentativas de construir um cérebro neurônio por neurônio poderão ajudar. A questão mais difícil e mais filosófica é por que alguma coisa deve ser consciente. Uma boa sugestão é que, ao integrar e processar muita informação, além de focalizar e bloquear, em vez de reagir aos estímulos sensoriais que nos bombardeiam, podemos distinguir entre o que é real e o que não é e imaginar diversos cenários futuros que nos ajudem a adaptar-nos e a sobreviver.

Por que existe matéria ?

Na verdade você não deveria estar aqui. A "matéria" de que você é feito tem uma contrapartida chamada antimatéria, que só difere em carga elétrica. Quando elas se encontram, ambas desaparecem em uma fagulha de energia. Nossas melhores teorias sugerem que o Big Bang criou quantidades iguais das duas, o que significa que toda matéria, desde então, deve ter encontrado sua antimatéria, as duas destruindo-se e deixando o universo inundado apenas de energia. Claramente, a natureza tem uma tendência sutil para a matéria, ou você não existiria. Os pesquisadores estão peneirando dados de experiências como o “Grande Colisor de Hadrons”, tentando compreender por quê, sendo a supersimetria e os neutrinos os dois principais candidatos.

Onde colocamos todo o carbono ?

Nas últimas centenas de anos, temos enchido a atmosfera com dióxido de carbono – liberando-o ao queimar combustíveis fósseis que antes trancavam o carbono abaixo da superfície da Terra. Hoje temos de colocar todo esse carbono de volta ou nos arriscarmos às consequências de um aquecimento climático. Mas como podemos fazê-lo? Uma ideia é enterrá-lo em antigos campos de petróleo e gás. Outra é escondê-lo no fundo do mar. Mas não sabemos quanto tempo ele permanecerá lá, ou quais seriam os riscos. Enquanto isso temos de proteger os estoques naturais e duradouros de carbono, como as florestas e a turfa, e começar a fazer energia de uma maneira que não produza ainda mais carbono.

Fonte: Carta Capital


segunda-feira, 19 de julho de 2021

AS GRANDES PERGUNTAS DA CIÊNCIA ( II )

O que há de tão estranho nos números primos ?

O fato de que você pode comprar em segurança na internet se deve aos números primos – aqueles números que só podem ser divididos por si mesmos e por 1. A criptografia de chave pública – o coração do comércio na internet – usa números primos para criar códigos capazes de isolar a informação delicada de olhares curiosos. No entanto, apesar de sua importância fundamental em nossa vida cotidiana, os “primos” continuam sendo um enigma. Um aparente padrão deles – a hipótese de Riemann – intriga algumas das mentes mais brilhantes da matemática há séculos. No entanto, até hoje ninguém foi capaz de domar sua originalidade. Fazê-lo poderia simplesmente destruir a internet.

De que é feito o universo ?
Os astrônomos enfrentam um enigma embaraçoso: eles não sabem de que são feitos 95,0% do universo. Os átomos, que formam tudo o que vemos a nosso redor, respondem por ínfimos 5,0%. Nos últimos 80 anos ficou claro que a maior parte do resto é composta de duas entidades sombrias -- a matéria escura e a energia escura. A primeira, descoberta em 1933, age como uma cola invisível, ligando galáxias e aglomerados de galáxias. Revelada em 1998, a segunda empurra a expansão do universo a velocidades cada vez maiores. Os astrônomos estão se aproximando das verdadeiras identidades dessas intermediárias invisíveis.

3. Estamos sós no universo?
Talvez não. Os astrônomos vasculham o universo em busca de lugares onde mundos com água poderiam ter dado origem à vida, de Europa e Marte, em nosso sistema solar, a planetas a muitos anos-luz de distância. Os radiotelescópios têm vigiado o céu, e em 1977 ouviu-se um sinal com as características potenciais de uma mensagem alienígena. Hoje os astrônomos podem rastrear as atmosferas de mundos distantes em busca de oxigênio e água. As próximas décadas serão um momento excitante para ser um caçador de alienígenas, com até 60 bilhões de planetas potencialmente habitáveis só em nossa Via Láctea.

Fonte: Carta Capital

domingo, 18 de julho de 2021

 AS GRANDES PERGUNTAS DA CIÊNCIA ( I )

Como a vida começou ? 

Há 4 bilhões de anos, alguma coisa começou a se mexer na “sopa primordial”. Algumas substâncias químicas simples se uniram e criaram a biologia – surgiram as primeiras moléculas capazes de se replicar. Nós, humanos, somos ligados pela evolução àquelas primeiras moléculas biológicas. Mas como as substâncias químicas básicas presentes na Terra primitiva se organizaram espontaneamente em algo semelhante à vida? Como obtivemos o DNA? Qual era a aparência das primeiras células? Mais de meio século depois que o químico Stanley Miller propôs sua teoria da "sopa primordial", ainda não chegamos a uma conclusão sobre o que aconteceu. Alguns dizem que a vida começou em poças quentes perto de vulcões; outros, que ela foi provocada por meteoritos que caíram no mar.

O que nos torna humanos ? 

Apenas olhando seu DNA, você não saberá -- o genoma humano é 99% idêntico ao de um chimpanzé e 50% ao de uma banana. No entanto, temos um cérebro maior que a maioria dos animais – não o maior, mas com três vezes mais neurônios que o de um gorila (86 bilhões para ser exato). Muitas coisas que antes considerávamos características nossas – a linguagem, o uso de ferramentas, reconhecer-se no espelho – são encontradas em outros animais. Talvez seja a nossa cultura – e suas consequências em nossos genes (e vice-versa) – que faça a diferença. Os cientistas acreditam que cozinhar e dominar o fogo podem ter nos ajudado a desenvolver cérebros maiores. Mas é possível que nossa capacidade de cooperação e troca de habilidades seja o que realmente faz da Terra um planeta de humanos, e não de macacos.

Existem outros universos?

Nosso universo é um lugar muito improvável. Modifique algumas de suas características, mesmo ligeiramente, e a vida como a conhecemos torna-se impossível. Em uma tentativa de desvendar esse problema de "sintonia fina", os físicos cada vez mais recorrem à noção de outros universos. Se existir um número infinito deles em um "multiverso", então cada combinação de características se desenvolveria em algum lugar e, é claro, você se encontraria no universo onde é capaz de existir. Pode parecer loucura, mas evidências da cosmologia e da física quântica apontam nessa direção.


Fonte: Carta Capital


sábado, 17 de julho de 2021

"URNA ELETRÔNICA" x "VOTO IMPRESSO" - José Nilton Mariano Saraiva

 “URNA ELETRÔNICA” x “VOTO IMPRESSO” José Nilton Mariano Saraiva

Quinto país do mundo em extensão territorial (8.514.876 km/2) e sexto do mundo em termos populacionais, (208.494.900 habitantes, em 2018), o Brasil tem 5.570 municípios e convive com quatro fusos horários distintos.

Em termos eleitorais, em 2018, dentre seus 208.494.900 milhões de habitantes, 147.306.275 estavam aptos a exercer o livre direito do voto na eleição presidencial (no segundo turno) e, no entanto, apenas 117.364.560 o fizeram. Desses, 104.838.753 foram votos válidos, 1.430.439 abstiveram-se de votar, 8.608.775 anularam o voto, enquanto 2,486,593 preferiram votar em branco.

E com toda essa “montanha” de votos, com a votação se encerrando às 17:00 hs, já por volta das 20;00hs a URNA ELETRÔNICA nos deu o resultado final, discriminando item por item (tanta “demora” em função do “fuso horário” entre as regiões; fosse um único horário já teríamos tal resultado minutos após o encerramento da votação).

A reflexão é só pra lembrar que, a partir de 2016 (já lá se vão 25 anos), as eleições no Brasil passaram a contar com esse valioso instrumento quando da apuração de tantos votos: a URNA ELETRÔNICA, que utiliza as tecnologias mais modernas em termos de criptografia, assinatura digital e resumo digital.

Tanto é que, de lá para cá, nenhum problema foi detectado no tocante à confiabilidade de tal instrumento, tendo em vista sua comprovada inviolabilidade, embora alguns teimem em querer perturbar o processo (por mera e irresponsável pirraça).

Agora, por exemplo, já antevendo uma derrota acachapante e contundente nas eleições do próximo ano, onde tentará a reeleição, o psicopata que está Presidente da República, que foi eleito em diversas eleições onde a urna eletrônica foi utilizada, parte para uma tentativa de descredenciá-la, ao tempo em que sugere uma “volta ao passado”, através do voto impresso (esse, sim, passível de ser facilmente fraudado, porquanto manuseado pelo homem, no processo eleitoral).

Portanto, visando colocar os pontos nos “ÍS”, tomamos a liberdade de transcrever artigo do Dr. Ediel Vieira Rangel, “Mestre” em Tecnologia e Pesquisador da UFMG (é um pouco longo mas vale a pena ir até o final).

No mais, é esperar que o Tribunal Superior Eleitoral se posicione com altivez ante esse desqualificado e não se deixe cooptar pelos bodejar dos "EVANJEGUES" que lhe dedicam extremada atenção.



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Desconstruindo mentiras: urna eletrônica é auditável e mais segura que voto impresso

  1. Em toda eleição, partidos podem verificar registros de votos nas seções eleitorais; máquinas de votação não ficam online

No dia 9 de março de 2020, o Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou pela primeira vez, durante um pronunciamento em Miami (EUA), que as eleições presidenciais brasileiras de 2018 tinham sido fraudadas, com adulteração do resultado do primeiro turno, tirando-lhe a vitória antecipada que teria obtido nos votos. Desde a mesma data, ele repete que irá apresentar "muito brevemente" as provas do crime eleitoral que denuncia.

Paralelamente, políticos, apoiadores, blogueiros e youtubers bolsonaristas mantêm intensa campanha nas redes sociais para que o Brasil volte a adotar o "voto impresso e auditável" em seus processos eleitorais, sob a alegação, desprovida de provas ou indícios, de que as urnas digitais não são seguras. Afirmam e reafirmam que não será possível dar crédito ao resultado das eleições do ano que vem caso venham a ser realizadas como o previsto em lei, por meio do sistema eletrônico de votação.

É de tal maneira volumosa a repetição e a propagação dessas teses, que, ainda que sejam elas desacompanhadas de qualquer alicerce fático, muitas pessoas, mesmo aquelas não afeitas à crença em teorias conspiratórias, acabam por se perguntar: as urnas eletrônicas são suscetíveis a fraudes em massa? Os votos digitais são impossíveis de serem verificados e auditados? O sistema de votação impresso é mais seguro do que o eletrônico?

A resposta para essas três perguntas é NÃO, conforme se pode aferir e provar, a seguir.

AS FRAGILIDADES DE SEGURANÇA DO SISTEMA DE VOTO IMPRESSO

O funcionamento do sistema de contagem manual de cédula por cédula é de fácil compreensão e lógica intuitiva. Trata-se da contagem mecânica, realizada por seres humanos, de boletos de votação armazenados em urnas eleitorais. Assim, fica a critério da avaliação subjetiva dos contadores de votos conferir-lhes ou não validade.

Ou seja, passará pelo crivo pessoal de cada funcionário que manuseia e realiza a contagem dos votos a decisão de se o número escrito numa cédula é, por exemplo, 1 ou 7; se a marcação do "x" mal colocada em uma cédula corresponde a um voto para este ou aquele candidato; se algum tipo de rasura ou marcação na cédula para além do "x" no espaço do candidato escolhido anula ou não aquele voto.

Com o voto eletrônico, elimina-se qualquer margem para “ ACHISMOS HUMANOS", decisões e julgamentos influenciados por partidarismo ou ideologia, além da possibilidade de mero erro humano involuntário na contagem dos boletos.

Esta diferença de confiabilidade entre os dois sistemas de contagem é exatamente um dos principais motivos que levou o país - já faz 25 anos - a substituir o modelo analógico pelo digital de votação.

INVIOLABILIDADE DA URNA ELETRONICA, A “ZERÉSIMA” E OS BOLETINS DE URNA (BU’S)

Conforme já mostrou e mostra a Justiça Eleitoral brasileira conforme também já atestaram órgãos internacionais, como a OEA (Organização dos Estados Americanos), a urna eletrônica utilizada no país é o que há de mais moderno quanto à criptografia, assinatura digital e resumo digital.

Essas assinaturas digitais e resumos digitais podem ser conferidos e validados por aplicativos desenvolvidos tanto pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto por programas desenvolvidos por partidos políticos, pelo Ministério Público e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ou seja, há diferentes entidades no país, de origem e composição independentes, capazes de aferir validade e lisura a cada pleito eleitoral realizado no Brasil por meio do sistema eletrônico de votação.

A urna eletrônica não é conectada à internet ou qualquer outro tipo de rede (a não ser a rede elétrica), não dispõe de qualquer mecanismo que possibilite sua conexão a redes de computadores e não é equipada para conexão com ou sem fio.

Assim, é plenamente imune a ataques virtuais externos, como os de hackers. Além disso, utiliza como sistema operacional o Linux, de código livre e aberto, conferindo mais transparência a todo o processo.

Além desses dispositivos tecnológicos, há outros analógicos, como um documento que o TSE batizou de "ZERÉSIMA”. Trata-se de uma planilha impressa em papel que contém a identificação dos dados constantes em uma urna eletrônica antes de ter início o processo de votação.

A “ZERÉSIMA” comprova que, naquela máquina de votação estão registrados todos os candidatos e que não há voto computado para nenhum deles antes da abertura da eleição.

Isto é, confirma que a urna tem “zero voto”. As “Zerésimas” de cada uma das urnas são conferidas presencialmente em cada colégio eleitoral pelos membros das seções eleitorais e por fiscais de partidos.

Ao final da votação, é impresso o BOLETIM DE URNA (BU), que demonstra o quantitativo de votos daquela máquina de votação. Além disso, é verificado se o número de votantes impresso no BU é o mesmo número dos que assinaram o caderno de votação presente em cada seção. De onde se destaca o pequeno comprovante de votação entregue a cada eleitor.

SISTEMA ALEATÓRIO, AUDITÁVEL E IMPRESSO DE CONFERÊNCIA DOS VOTOS

A cada eleição, por amostragem e sorteio acompanhado e verificado por autoridades independentes e partidos políticos, são selecionadas algumas urnas que são submetidas a um sistema analógico de verificação dos votos.

Funciona assim: dias antes da eleição, representantes dos partidos políticos são convocados pela Justiça Eleitoral para preencherem certa quantidade de cédulas de votação (de papel) e também em um sistema digital. Tais votos são filmados e identificados com seus votantes. Ou seja: é possível provar para quem foi cada um dos votos depositados nas urnas de lona.

Esses votos em cédulas são depositados em urnas de lona lacradas. Depois da eleição, é feito um sorteio – AUDITADO POR EMPRESA INDEPENDENTE CONTRATADA PELA JUSTIÇA de urnas eleitorais que foram utilizadas na votação oficial.

Os representantes dos partidos, então, são convocados a digitar nessas urnas os mesmos votos que concederam nas cédulas de papel e no sistema da Justiça Eleitoral. Da mesma forma, eles são filmados apertando os botões da urna, de modo que é possível conferir se os representantes de fato deram o mesmo voto nas cédulas de papel e nas urnas eletrônicas.

Depois disso, abrem-se as urnas de lona e contam-se os votos. Em seguida, faz-se a leitura dos votos das urnas eletrônicas. Finalmente, são comparados os resultados das duas votações. Então, se os números forem os mesmos, resta provado que aquela máquina de votação não pratica qualquer alteração nos votos computados. Como as urnas submetidas ao processo são escolhidas por sorteio auditado, tal processo indica que não há adulteração no sistema como um todo.

Em 25 anos de utilização da urna eletrônica no Brasil, jamais houve um caso de discrepância entre os dados nos votos de papel e os digitados nas urnas eletrônicas.

Ainda assim, contra toda a série de evidências e auditorias atestadas no Brasil e no mundo, Jair Bolsonaro e seus apoiadores seguem impunes a espalhar mentiras e desconfianças caluniosas contra sistema eleitoral brasileiro. Resta saber até quando.


quarta-feira, 14 de julho de 2021

"XÔ, PSICOPATA" - José Nilton Mariano Saraiva

 XÔ, PSICOPATA (*) – José Nílton Mariano Saraiva

No organograma do governo Federal, o Ministério da Saúde é considerado “top de linha”, tanto em termos da qualidade do seu quantitativo funcional como, principalmente, por contemplar um orçamento superlativo (ou bastante generoso). É, pois, desde sempre, o mais cobiçado e concorrido quando da estruturação de qualquer um novo governo.

Supostamente, ali está o “mapa da mina” e todos sonham em “chegar lá”, abocanhá-lo e usufruí-lo (lembram que quando do governo Dilma Rousseff o senhor Ciro Gomes quebrou lanças para que o irmão Cid Gomes fosse efetivado no posto, não o conseguindo e tendo que contentar-se com o Ministério da Educação, (de onde foi logo ejetado) em razão de ter “batido de frente” com o então todo poderoso mafioso Eduardo Cunha ???).

Pois bem, sendo conhecedor de tal realidade (afinal foram 27 anos como integrante do chamado baixo clero da Câmara Federal), o Bozo tratou de colocar em postos chaves do Ministério da Saúde uma “ruma” de milicos lhes subserviente, à frente um tal General Pazuello (aquele, que sem nenhum pudor afirmou que “um manda e o outro obedece”), com o objetivo de “aproveitar a onda”, qual seja, legislar em causa própria (espécie de “rachadona” entre eles e Bozo, possivelmente já visando “fazer caixa” para a campanha da tentativa de reeleição).

E deu no que deu. Sedentos de poder, desprovidos de qualquer senso humanitário e vidrados na grana alta que poderiam usufruir, os fardados do Bozo, sem nenhum compromisso com o país ou com a seriedade, tencionavam meter a mão com vontade.

É que, beneficiados (paradoxalmente) por um quadro pandêmico que ainda hoje assusta o mundo, sem nenhum constrangimento negociaram desonestamente (já que com intermediários das grandes farmacêuticas) visando a compra de vacinas em quantidades superlativas, desde que houvesse algum “agrado” por fora.

Assim (e por incrível que pareça, numa mesa de bar) com o intermediário de uma delas o quantitativo a ser negociado seria de 400 milhões de doses, com o pagamento extra de 01 dólar por dose, redundando numa propina suculenta de 400 milhões de dólares (que convertidos ao nosso real representaria DOIS BILHÕES DE REAIS).

Num outro momento, até um “reverendo” (terrivelmente evangélico ???) foi contatado pessoalmente pelo Bozo, na tentativa de viabilizá-la (agora, chamado pela CPI para prestar esclarecimentos, referida figura se vale de um atestado médico fajuta para não comparecer; mas vai ter que ir sim, mesmo que sob condução coercitiva).

Com uma outra farmacêutica, ainda via intermediário (que houvera dado um monumental cano no governo federal meses atrás, ao receber a grana e não entregar o produto) o objetivo era adquirir 50 milhões de doses, que antes ofertada a 10 dólares, repentinamente subiu para 15 dólares (com o agravante que aqui o pagamento seria antecipado, embora tal cláusula não constasse do contrato).

Mas, aí, surgiu no tabuleiro negocial, sem que fosse chamado, aquela figura que Paulo Guedes (tal qual Hitler ante os judeus) se pudesse exterminava sem dó nem piedade da face da Terra: o funcionário público.

Pelo menos dois deles, lotados no Ministério da Saúde, e que eram responsáveis pela análise final dos contratos de importação, descobriram o “roubo” descomunal que seria perpetrado e botaram a boca no mundo e garantiram: o governo sabia, sim, de tudo o que ocorria e como não tomou providência nenhuma, implicitamente cometeu o crime de “prevaricação”.

Fato é que a “quadrilha” governamental foi desbaratada, as importações fraudulentas suspensas e o povo, finalmente posto a par de toda a sujeirada, parece ter acordado de um pesadelo sem fim; tanto que resolveu manifestar-se de forma contundente e decisiva sobre o “traste” que está Presidente da República, ao rotulá-lo apropriadamente de autoritário, corrupto, incapaz, inconfiável e medíocre (conforme pesquisas).

O recado foi simples, curto e grosso: XÔ, PSICOPATA.
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(*) Psicopata: aos que já começam a sentir os primeiros sintomas do Alzheimer, lembramos que psicopata é... “aquele que sofre de distúrbio mental grave, apresenta comportamentos antissociais e amorais sem demonstração de arrependimento ou remorso, incapacidade para amar e se relacionar com outras pessoas com laços afetivos profundos, egocentrismo extremo e incapacidade de aprender com a experiência”.