O anúncio da saída de Robert Zoellick como presidente do Banco Mundial provocou uma nova rodada de debate sobre a escolha do próximo chefe da importante instituição de Bretton Woods. Demandas estão crescendo para quebrar a tradição de 65 anos de selecionar automaticamente um americano como o próximo chefe do Banco Mundial. Existem outras alternativas claras. No momento em que as economias avançadas preferem falar sobre como corrigir desequilíbrios macroeconômicos globais de comércio e finanças, para o Sul, os desequilíbrios são mais básicos: incluindo o desequilíbrio Norte-Sul na representação nas instituições globais. Brasil está entre aqueles que pressionam para dar a devida consideração aos candidatos dos países desenvolvimento. Guido Mantega, ministro das finanças do Brasil, disse: “Não há nenhuma razão para que o presidente do Banco Mundial seja de uma nacionalidade específica. Deve ser apenas alguém competente e capaz. Nosso objetivo é que os países emergentes tenham a mesma chance de competir para conduzir estas organizações multilaterais”. Mantega não precisa ir muito longe.
Sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva [presidente de 2003-2010], o Brasil entrou na crise financeira global forte e bem governado e emergiu mais rapidamente do que as economias mais avançadas. Seus bancos e multinacionais continuaram a subir nos ranking globais. Lula tem sido um dos líderes mais carismáticos do Sul Global, na última década. Seu perfil foi enérgico nas reuniões do G20, chamando aqueles que mal administram a economia mundial, e exigindo reformas para corrigir arranjos desatualizados de representação no sistema econômico global. Suas credenciais como um campeão das economias em desenvolvimento são fortes. Ele tem viajado pelo mundo, defendendo fortes laços Sul-Sul, inclusive com a África, e dentro dos Brics, e jogou apoio a fóruns regionais para a América do Sul. Ele exigiu uma maior voz aos países em desenvolvimento na tomada de decisão global e definição de agendas. Lula é respeitado por formadores de opinião do Norte. O Brasil tem feito contribuições substanciais para as instituições multilaterais, a partir do sistema da ONU, para dar mais do que a China para a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), fundo do Banco Mundial para os países mais pobres. No mundo da influência política, tanto em Chatham House, em Londres, como na Sciences Po em Paris, Lula foi premiado com honras do tipo “pessoa do ano”. A nomeação do ex-presidente brasileiro não serviria por si só para resolver os desafios que se colocam à legitimidade do Banco Mundial. Embora os problemas de credibilidade do Banco não sejam tão graves como do FMI, não deve ser esquecido que há apenas quatro anos o Banco nomeou seu primeiro economista-chefe do mundo em desenvolvimento – da China. O simbolismo da nomeação de Lula seria difícil de perder.
Para os EUA, iria quebrar a espera dos Estados Unidos sobre a presidência e poderia ser visto como risco numa altura em que muitos ao redor do mundo estão questionando o modelo de desenvolvimento que o Banco deve promover A crise financeira mundial abalou os pressupostos anteriores. Para os poderes tradicionais, e tem sido grande, a escolha de Lula não deve ser subestimada. Se, por razões de saúde, Lula preferir não assumir o cargo – uma resposta totalmente compreensível – a pesquisa deve então recorrer a alguém com características semelhantes, mesmo que de credenciais não iguais.
por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
sábado, 25 de fevereiro de 2012
FIM DE TARDE - I Wanna Rock!
Depois
de um longo período, estamos retomando o projeto "FIM DE TARDE", uma
forma diferente e super bacana de curtir a balada mais cedo. Além de ser
um diferencial pelo horário, esse projeto tem como maior bandeira o
respeito às pessoas, aos vizinhos do TERRAÇUS e principalmente o
cumprimento do que determina a lei. Queremos diversão e arte e com esse
projeto achamos que dá para conciliar diversão, arte e respeito às
pessoas. A SERTÃO POP tem essa preocupação e queremos mostrar que vale a
pena.
O evento acontecerá no próximo sábado, dia 3, a partir das 18h, com as maravilhosas bandas REI BULLDOG - tocando BEATLES sem parar, e LOS THE OS, com seus rocks, blues e o carisma que lhe é peculiar.
Vamos nessa. Acabou o carnaval, agora "Eu quero Rock!"
Os ingressos antecipados custarão 10 reais e serão vendidos nos seguintes locais:
CRATO - LOJA LARAS (Praça da Sé - em frente ao Museu) - 3521.2820
JUAZEIRO - PORÃO ROCK (Rua Carlos Gomes, 441 - ao lado de Prefeitura) - 3511.7527
OS INGRESSOS NA PORTARIA SERÃO COBRADOS A 15 REAIS
https://www.facebook.com/events/242523919169430/?context=create#
O evento acontecerá no próximo sábado, dia 3, a partir das 18h, com as maravilhosas bandas REI BULLDOG - tocando BEATLES sem parar, e LOS THE OS, com seus rocks, blues e o carisma que lhe é peculiar.
Vamos nessa. Acabou o carnaval, agora "Eu quero Rock!"
Os ingressos antecipados custarão 10 reais e serão vendidos nos seguintes locais:
CRATO - LOJA LARAS (Praça da Sé - em frente ao Museu) - 3521.2820
JUAZEIRO - PORÃO ROCK (Rua Carlos Gomes, 441 - ao lado de Prefeitura) - 3511.7527
OS INGRESSOS NA PORTARIA SERÃO COBRADOS A 15 REAIS
https://www.facebook.com/events/242523919169430/?context=create#
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
It´s been a long, long time - José do Vale Pinheiro Feitosa
O mundo explodia em guerra, a política sofria terremotos, a economia afundava e os EUA eram a imagem escapista de Hollywood. A juventude americana vivia as benesses econômicas do keynesianismo de Roosevelt, com seu New Deal. Para quê lutar? E morrer se o mundo era tão doce e sonhador?
Mas não teve como aquele império emergente ficar fora. Onde a produção econômica era destruída pela guerra, havia necessidade de quem ousasse produzir em escala. E assim a juventude americana encantada e encantadora foi para as bases militares em outras terras. Levando seus ritmos e suas saudades.
As mulheres ficaram. Saíram do lar para as fábricas, dirigiam caminhões, manipulavam na esteira de produção. As mulheres que ficaram eram outras e os rapazes morriam e se mutilavam no corpo e na alma, numa saudade imensa daqueles ritmos, daquelas músicas, daquelas cenas de paraíso em vida diretamente das telas.
E aí a guerra acabou. Era dezembro de 1945 e os soldados tinham que abandonar os solos conquistados e retornarem para a América. As mulheres já não estavam mais nos lares e agora iriam sofrer a concorrência da mão de obra de retorno à esteira do machismo.
Afinal IT'S BEEN A LONG, LONG TIME, e alguém precisava erguer os espíritos femininos para receberem os rapazes de volta ao lar e este lar teria que ser refeito. Os laços se restabeleceriam e os abraços e “Kiss me once, then kiss me twice. Then kiss me once again. It's been a long, long time.”
Você nunca saberá quantos sonhos sonhei com você. Ou como simplesmente tudo era vazio sem você. Então me beije uma vez, então me beije duas vezes. Então me beije mais uma vez. Foi um longo, longo tempo. It´s been a longo, long time, foi a canção mais popular do fim da segunda guerra nos EUA.
Foi escrita na perspectiva de uma esposa ou amante acolhedora do seu homem de retorno da guerra. Composta por Jule Styne (compôs entre outras canções: It´s Magic, Just in Time, People, Saturday Nigth, Three coins in the fountain) e letra de Sammy Cahn a música alcançou a primeira posição nas paradas americanas com a orquestra de Harry James e vocal de Kitty Kallen já em 24 de novembro de 1945.
No mês seguinte surgiu uma nova e diferente versão com Bing Crosby acompanhado pelo trio Les Paul e logo atingiu o topo. Na segunda semana de dezembro outra canção assumiu o primeiro lugar, mas a segunda quinzena do último mês de 1945 foi de It´s been a long novamente com Harry James.
Dezenas de artísticas gravaram a canção, em vários continentes, mas a versão de Harry James acima, com a voz de Helen Forrest me parece a mais intensa e calorosa de todas as versões.
Uma vez que você nunca saberá quantos sonhos eu tive com você. Ou quantos pareciam vazios sem você. Então me beije uma vez, e me beije duas vezes e me beije mais uma vez. Foi um longo, um longo tempo. Foi um tempo extremamente longo.
Tomara...- socorro moreira
Abri meu baú de fotografias procurando fotos com Sérgio. Encontrei aquelas que registram nossa primeira despedida. Havia sido transferida para o Juazeiro do Norte e planejava encontros futuros. Havia tristeza no ar, mas era uma tristeza feliz. Tínhamos menos de 30 anos. A vida era feita de festa e apostas num futuro que se eternizaria.
O futuro chega todos os dias. A dica de Vinícius é mesmo um canto de sabedoria: ”... e a coisa mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais.”
“Tomara” que a gente não esqueça o recado e apronte todos os encontros e reencontros possíveis.
A saudade preenche a solidão dos nossos dias, mas ela precisa dormir, ficar de bobeira por aí...
Hoje senti a importância da fotografia. Ela registra os rostos que deixarão de existir por morte ou por tempo de vida.
Viva o abraço, o olhar, o beijo, todas as falas verdadeiras dispersas no éter, festejando com a natureza sua infinitude.
Fotos de Maria de Jesus Andrade ( Há 31 anos atrás)
Diante da vida - Emerson Monteiro
Tamanho das dores varia ao sabor dos infinitos. No entanto há que se vencer indiscriminadamente o que vier e ganhar na alegria outras tantas vezes quantas despontamentos aflorarem e sumirem nos instantes da dor. Que fazer, contudo? As respostas, no seio do coração, existem intensas na profusão da fé ao sabor das maiores necessidades. Livres de perder a cor, tintar o horizonte das ações renovadoras das bênçãos.À hora do desânimo perante o caldo grosso das adversidades revelaria o Amor em seu potencial imenso guardado a sete chaves durante os longos anos da religiosidade pura. Naquelas horas tortas dos tonéis da mágoa, despontaria o valor dos créditos adquiridos na potente oração cotidiana, e confiar acima de quaisquer obstáculos. O segredo de Deus assim transcrito no coração, que distingue sua cor poderosa das outras mais, rompe barreiras das tristezas no mapa da alegria. Portas e janelas abertas aos quatro ventos.
Quantas e tantas situações transpostas sumiram nas noites tempestuosas... Desistir nunca, jamais. Segurar com fervor os cimos da Glória inominável, o transporte do valor a trazer os dias das certezas da coragem por demais vitoriosa, sabor inesquecível das verdades eternas, o prazer da felicidade transposto dos trilhos nos caminhos e tocar em frente.
Força de convicção reclama, portanto, atitudes positivas, apego aos valores inabaláveis do sentimento verdadeiro desse gosto a Quem pode, no íntimo de milhões de expectativas, conceder propósitos definitivos de sonhos bons. A potencialidade, pois, do Deus herói supremo das aventuras inúmeras, o caudal da Paz nos lares harmoniosos da alma de coisas e seres, de nós seus filhos em crescimento.
Na sequência de acontecimentos do painel das gerações desfilamos nossa construção do território coletivo e palco dos dramas e sucessos. Receber os enigmas e revelá-los em nossas faces, demonstrar firmeza e trazer definições.
Quantas vidas, quantos desejos de acertar o passo no ritmo organizado das leis superiores, alento de animais e lugares. Andar ao som da tranquilidade, senhores de si e dos céus. Sustentar a luz dos amigos a oferecer lições inesperadas, aulas e palavras só nas mãos do Eterno Pai.
Peri Ribeiro !
Amigos Novos e Antigos
João Bosco e Aldir Blanc
As frases e as manhãs
são espontâneas
Levantam do escuro
e ninguém pode evitar
Eu tento apenas
mostrar cantando
O lado oculto do meu coração
Eu tenho às vezes
no olhar tardes de chuva
E sons percorrendo
alamedas na memória
Eu tento apenas
mostrar cantando
O que há nos lagos
do meu coração
"Quando para mucho
me amore de felice corazon
Mundo paparazzi me amore
chika ferdy para sol
Questo obrigado tanta mucho
que can eat it carrosel"
João Bosco e Aldir Blanc
As frases e as manhãs
são espontâneas
Levantam do escuro
e ninguém pode evitar
Eu tento apenas
mostrar cantando
O lado oculto do meu coração
Eu tenho às vezes
no olhar tardes de chuva
E sons percorrendo
alamedas na memória
Eu tento apenas
mostrar cantando
O que há nos lagos
do meu coração
"Quando para mucho
me amore de felice corazon
Mundo paparazzi me amore
chika ferdy para sol
Questo obrigado tanta mucho
que can eat it carrosel"
Alguém entrou no
meu peito agora
Mas só depois
vou saber quem é.
A primeira vez que escutei esta canção foi na voz de Peri Ribeiro.
A frase que condensa este primor da MPB permanece em mim!
Peri é inesquecível!
Outro torturador entrevistado - José do Vale Pinheiro Feitosa
Ainda sobre o tema do torturador entrevistado em revista brasileira: acabei de ler esta entrevista no site Outras Palavras: http://www.outraspalavras.net/2012/02/09/as-bombasticas-revelacoes-de-mister-dops/ Faço a referência apenas para quem interessar possa comparar com a entrevista da Veja. A entrevista tem o título de As bombásticas revelações de Míster DOPS.
O final da entrevista é bem uma representação da natureza do aparelho de repressão da ditadura militar brasileira. Vale salientar que a repórter desejava identificar os locais onde corpos de militantes de esquerda assassinados sob tortura foram enterrados clandestinamente. Olhem o primor de conclusão:
“Quando entrei no taxi para ir embora, refletindo sobre quem afinal estaria ameaçando quem, lembrei de uma ocasião em que nossas relações eram mais amistosas e pude lhe perguntar por que “eles” tinham enterrado os corpos, em vez de atirá-los ao mar ou incendiá-los para apagar definitivamente as provas.
De pé, na sala decorada com os estofados confortáveis, rodeados por mesinhas enfeitadas com fotos de família e bibelôs de inspiração religiosa, Bonchristiano reagiu: “Nós somos católicos, pô!”.”
"Herança indesejável" - José Nilton Mariano Saraiva
Se houvesse necessidade de abrigar em um mesmo espaço todas as pessoas que por ela são regularmente remuneradas mensalmente, a Prefeitura do Crato certamente enfrentaria oceânicas dificuldades, porquanto teria de dispor de uma generosa área para reuni-las, tal o número de habilitados (seriam milhares, conforme se comenta na cidade, dentre os quais uma legião de apadrinhados políticos, que só lá aparecem em final de mês pra receber a grana).
Tanto é que, cerca de dois anos atrás, na fase crepuscular do ano civil (aí pelas vésperas de Natal e Ano Novo), sem que se saibam quais os critérios utilizados, trezentos (300) “infelizes” foram escolhidos e “premiados” com o amargo e indefectível “bilhete azul”, sob a justificativa da necessidade de “enxugar a folha de pagamento”, amoldando-á à Lei de Responsabilidade Fiscal (e isso - realçou-se à época - sem que houvesse solução de continuidade no que concerne à execução dos serviços ofertados à população). Ou, didaticamente: estavam “sobrando”, não fariam falta nenhuma e que se virassem... petê saudações.
Mas, como estamos em 2012 (um ano eleitoral), e mesmo sem que novas demandas tenham surgido em termos de atividades essenciais ao bom funcionamento da máquina, repentinamente o poder municipal cratense se deu conta de que havia um “déficit” funcional de 360 postos, que precisariam ser preenchidos, daí a urgente necessidade de um concurso público a fim de ocupá-los (distribuídos por 46 cargos, que vão de “cuidador social”, “músico”, “auxiliar de cuidador social”, “turismólogo”, “topógrafo” e pro aí vai, as remunerações oscilam entre R$ 545,00 a R$ 1.445,77).
Para tanto, através da Licitação nº. 2308.01/2011-03, de 23.08.11, e ao exorbitante preço de R$ 560.000,00 (quinhentos e sessenta mil reais) divididos em 04 (quatro) parcelas de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais), quitadas a partir de 03/10/11, a desconhecida empresa Serctam-Serviços de Consultoria Técnica aos Municípios (CNPJ 73323008000162), estabelecida à Av. Rui Barbosa, 3389, Joaquim Távora, Fortaleza-CE, foi a escolhida para elaborar o tal concurso (desconhece-se quantas empresas participaram da atrativa licitação ou, até, se a referida se restringiria ao “bloco do eu sozinho”).
O certo é que, para concorrer, os 10.750 candidatos pagaram taxas de inscrição que variaram de R$ 40,00 a R$ 100,00, resultando numa arrecadação bruta de R$ 600.940,00 (se não houve nenhuma dispensa de taxa); de um nível baixíssimo (nota mínima 05 pra aprovação), as provas se realizaram nos dias 08.01.12 e 15.01.12 e já em 06.02.12, o resultado final foi divulgado; nada menos que 6.804 candidatos (63,30% dos inscritos) foram aprovados e a convocação dos “felizardos” já foi antecipadamente anunciada para o mês de março/12.
O “porquê” do vapt-vupt (ou extramada “agilidade”) por parte da Prefeitura do Crato ???
Presumivelmente, em razão do Artigo 73, inciso V, da Constituição Federal, rezar que nos três meses que antecedem o pleito eleitoral e até a posse dos eleitos, é “...proibido nomear, contratar, ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex-officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito” (além do que, em complementaridade, a Lei de Responsabilidade Fiscal, em seu art. 21, parágrafo único, determina que qualquer ato expedido por Poder ou Órgão da administração pública, que resulte em aumento da despesa com pessoal, nos últimos 180 dias anteriores ao final do mandato, é nulo).
Você, aí do outro lado da telinha, sacou ??? Não ??? Tá com bloqueio mental, ó cara ???
Conjeturemos, então (ou sejamos essencialmente pragmáticos): empregando 360 pessoas (evidentemente que maiores de idade e, portanto, potenciais eleitores) às vésperas de uma eleição onde um dos concorrentes naturalmente é indicado pelo atual “detentor do trono”, a audaciosa “presunção-objetivo” é que não só eles, mas também alguns dos familiares tendam a sufragar o próprio (sem levar em conta o caos em que se encontra a cidade). Assim, pressupondo-se que cada um deles (ou parte) consiga convencer pelo menos um ou dois parentes para o “voto de agradecimento”, teríamos aí algo em torno de 600/1.000 votos, que certamente influenciariam no resultado final. Clareou ???
Agora, se na prática tal teoria será recepcionada, não se sabe. O que se sabe, com base estritamente nos números divulgados, é que a admissão de 360 novos funcionários representará um acréscimo extra (mensal), de exatos R$ 321.421,72 na “Folha de Pagamento” da prefeitura do Crato (e aí, se computarmos os custos com previdência social e outras obrigações legais, certamente tal valor será alçado a pelo menos o dobro).
Como não se tem notícia de qualquer acréscimo nas dotações orçamentárias das combalidas Receitas das prefeituras por esse Brasil afora, não há como deixar de se inquirir: a) a austera Lei de Responsabilidade Fiscal será ignorada, dançará solenemente ???; b) a Prefeitura do Crato agüentará tal “tranco” por quanto tempo ???; c) ou, definitivamente, marchará para o colapsar ???; d) se tal acontecer, a responsabilidade deverá ser atribuída a quem “apagou a luz” (saiu por último), deixando pra trás um enorme abacaxi (rombo) pra ser resolvido ???; e) e se o vencedor do pleito for o candidato da situação (do prefeito), pressupondo-se que obrigatoriamente teria conhecimento da “armação”, também poderia ser responsabilizado ???; f) na hipótese de “vingar” o candidato da oposição (que irá pegar o barco singrando em águas turvas), recorrerá a quem, já que sem nenhuma culpa no cartório ???; e (alfim, principalmente); g) como e com quais recursos o novo gestor pagará a salgada fatura, oriunda de uma "herança indesejável"???
Alô, MPF, TCM, OAB, CGU... help !!!
.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
A gargalhada do torturador na Revista Veja - José do Vale Pinheiro Feitosa
Se Madre Teresa de Calcutá usasse sua missão junto aos pobres da Guerra de Bangladesh para justificar atrocidades em nome do cristianismo ou para preservar o seu próprio poder, estaria derrubada a sua missão. Pois foi isso que uma recente entrevista da Revista Veja fez.
Trouxe à tona um torturador que se justifica e dar gargalhadas com as ameaças que fazia e a conseqüente confissão do torturado. O nome da “fera” Marcelo Paixão de Araujo e se sente, assim como por tabela a revista, plenamente justificado pela luta contra o comunismo. Finalmente a revista achou um torturador ideológico que acredita na tortura com instrumento eficaz.
O torturador, e a revista em seu papel de pregar uma “nova guerra fria”, até culpa a tibieza do general Geisel ao dizer que desconhecia a tortura ou que estivesse por trás de suas ordens. A tortura é matéria de ação, de estratégia de vitória e, portanto, estaria justificada.
Se no Brasil de fato tivesse havido um tribunal contra estes crimes, a justificativa não existiria. Até pode existir quem goste dos crimes nazistas, dos crimes de Stalin, de Mussolini, de Kadafi ou do seu bárbaro assassinato, mas não tem como não qualificar tais atos como crimes contra a humanidade.
É neste aspecto que se enreda a revista Veja ao imprimir em letras as gargalhadas do torturador. Se os EUA tivessem tido uma enorme crise social e política, todos os seus governos a partir dos anos 50 estariam sujeitos às mesmas condenações do Julgamento de Nuremberg, ou do julgamento de Adolf Eichmann em Israel ou do Tribunal Internacional agora com os genocidas da ex-iugoslávia.
A entrevista da Veja vem a comprovar o quanto a lei da Anistia prejudicou a recuperação democrática brasileira. Acontece que o Golpe Militar foi ilegítimo do ponto de vista político, uma ferida moral na sociedade brasileira e um assalto aos bens culturais do povo brasileiro.
Pessoas sem legitimidade alguma tomaram o poder, vilipendiaram a memória dos que prenderam, torturaram e exilaram. Usaram as mídias para destruir o patrimônio moral de inúmeros brasileiros, inclusive de líderes que apoiaram o golpe militar como Carlos Lacerda e Juscelino.
Fora alguns exemplos de jovens que pegaram em armas ou de alguns líderes desesperados da esquerda, o maior volume de torturas, de perseguições e desaparecimentos ocorreu sobre pessoas que eram oposicionistas ao regime, mas que jamais fizeram guerra armada contra as instituições armadas. Para esta grande maioria a saída do golpe era pela via política e não pela via armada.
Mas foram os políticos como Rubem Paiva que era um liberal ligado ao antigo partido socialista, nada tinha por ligação com qualquer articulação da guerra fria e que foi preso, torturado e morto por uma típica façanha de loucos em tática para sustentar suas ilegitimidades junto ao povo brasileiro.
As gargalhadas do torturador nos microfones da revista Veja nos deixa a certeza de que tem muita gente boa sendo envenenada por pequenas doses de um metal pesado que só mais tarde surgirá nas entranhas de suas almas como pesadelos terríveis sobre o futuro e sobre os outros brasileiros. Quem justificar seu ódio à esquerda por esta via há muito fugiu da via democrática. Assim como Madre Teresa fugiria se não fosse quem fosse.
Cicatriz - por Everardo Norões
Nenhuma água
apaga a chaga
se na pele
se acende a cicatriz
Feliz que, como Ulisses
teve quem a visse
e a lavasse
e nos seus traços
percebesse
toda viagem vertigem.
Geraldo Gonçalves de Alencar – O poeta de todo dia
Alexandre Lucas – Quem é Geraldo Gonçalves de Alencar?
Geraldo Gonçalves de Alencar – Sou Geraldo Gonçalves de Alencar, nasci no Sítio Serra de Santana município de Assaré – CE, segundo filho de José Gonçalves de Alencar e Maria Risalva e Silva. Poeta.
Alexandre Lucas - Quando ocorreram os seus primeiros contatos com a poesia?
Geraldo Gonçalves de Alencar – Quando criança lia apaixonadamente tudo quanto era cordel,a minha infância foi toda voltada para os folhetos, em 1956 Patativa publicou o seu primeiro livro ( Inspiração Nordestina ).
Passei a ler avidamente os poetas da Poesia Matuta: Patativa,Catulo, Zé da luz e os românticos brasileiros.
Alexandre Lucas – Quais suas influências na Poesia?
Geraldo Gonçalves de Alencar - Os grandes sonetistas me influenciaram bastante, é uma das poesias que mais cultivo, os poetas matutos e os líricos também.
Alexandre Lucas – Geraldo você tem algum tema mais recorrente nas suas poesias?
Geraldo Gonçalves de Alencar – O tema que mais abordo tanto nas poesias sertanejas como no sonetos é o amor, embora me estenda ao religioso, o social, o erótico e outros.
Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:
Geraldo Gonçalves de Alencar – Fui uma criança estudiosa mas como até hoje já adulto, escravo do pânico, um adolescente boêmio talvez até por conta da minha fobia social. Na minha infância e adolescência Patativa sempre me repudiou como poeta, até que com minha poesia (Pergunta de Moradô), pediu-me a permissão para dar a resposta, consenti tranquilamente só que houve a tréplica, Patativa não gostou. Deixei a bebida depois de 30 anos, 4 anos depois passei a ser escravo da máquina de hemodiálise, fiz o transplante renal, houve a rejeição, continuo no tratamento. Mas nunca deixei de cultivar a minha grande paixão, a poesia.Alexandre Lucas - Como foi o seu contato com Patativa do Assaré?
Geraldo Gonçalves de Alencar – Depois de muitas recusas Patativa me aceitou como poeta e até o fim de sua vida passei a ser seu parceiro constante.
Alexandre Lucas – Como você enxerga a poesia de Patativa?
Geraldo Gonçalves de Alencar – Considero Patativa como um dos maiores poetas brasileiros. Os outros sim, têm mais cultura e conhecimento, entretanto Patativa com seu linguajar rústico, dispõe de mais inspiração e mais sabedoria, sua espontaneidade, sua métrica perfeita, a riqueza de imagens, o gracejo, o trocadilho, a filosofia, a criatividade, fazem de Patativa um gênio do gênero. Um autodidata. Sabia o que estava fazendo.
Alexandre Lucas – Todo dia é dia de poesia para você?
Geraldo Gonçalves de Alencar – Com certeza, quando não é organizando é escrevendo.
Alexandre Lucas – Você acha que a poesia é instrumento político?
Geraldo Gonçalves de Alencar –A poesia é abrangente, penetra fundo em tudo quanto nossa inspiração permite, principalmente na Política, tema do interesse de todos.
Alexandre Lucas – Quais seus próximos trabalhos?
Geraldo Gonçalves de Alencar - Sou admirador dos sonetos e da trova tenho dois livros desta poesia inéditos e também outro de poesia campestre ( Na Terra dos Passarinhos )Vários cordéis e algumas composições musicais.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Pérola da MPB
Sublime Tortura
Bororó
Descobri em você
Um jeitinho maldoso
Que eu nem sei dizer
Com esses olhos que falam
Nas coisas que a gente não pode
Nem deve esquecer
Não falando da boca
Nervosa e aflita
Que nela deseja
Você é toda malícia
É toda carícia que afaga, que xinga, que beija
Eu sé sei que se vê a sublime tortura do amor em você
Eu bem sei que você é bonita e me faz delirar
Pois acende a fogueira
Eu queira ou não queira me deixo queimar
Trago em meu coração
A mágoa e a desilusão
O destino é quem sabe ou não
Vivo pensando no mal
No que pode acontecer
Sei que você me despreza
E eu não posso mais sofrer
Ai, não, eu fiz tudo
Não posso esquecer
Você
Você
Você
Você
Você
Você...
Perfil
Foto de Gilton Della Cella e Horácio Barros Reis, na noite de lançamento do cd PERFIL de Giton Della Cella. Aproveitando a oportunidade, gostaria de parabenizar Horácio, por ter vencido o festival de música da ARPUB (Associação das rádio públicas do Brasil), cujo resultado recebemos após essa apresentação. Horácio, participou do festival da ARPUB por ter vencido o festival da rádio Educadora da Bahia em 2011. Horácio é meu parceiro musical há mais de 20 anos. No cd PERFIL dividimos a parceria em 08 composições.
Violão vadio- por Socorro Moreira
Velho, sozinho e doente é assim o fim de muita gente.
Dá pra evitar alguns contratempos... A solidão, por exemplo. Aprender a viver não se aprende vivendo. A natureza do homem morre ingenuamente.
Hoje foi um dia fatídico. Meu coração amanheceu planejando uma pequena viagem e, por intuição eu desejava mais um e último encontro. Convidei até Nicodemos pra me acompanhar,
levar o sax pra conversar com um violão, numa cidade do interior do Ceará. Vinha sonhando com certo amigo que me encantou por muitos anos com a sua voz e o seu violão. Muitas músicas me faziam lembrá-lo, como as de Nelson Cavaquinho, Cartola, Paulinho da Viola, Chico e Francis Hime.
Conhecemos-nos em 1980, numa manhã de domingo. Quando ele tocou a primeira canção, de Luiz Melodia, dei um salto, cruzamos o olhar, e nos apaixonamos.
Deu trabalho me desapegar. Trocou-me pela cerveja gelada, pela noite, outras estrelas... Até que deixei que voasse.
Ano passado, telefonou de surpresa, declarou sentimentos, e atendeu meu pedido musical: “Violão Vadio”. Prometeu que ainda me visitaria no Crato, e eu imaginei uma serenata de amigos.
Hoje contatei seu tio para anotar o endereço. Queria visitá-lo, levar de presente um CD do Guinga. A resposta foi abrasiva: “Ele não vai receber seu presente. Sérgio faleceu, mês passado.
Silêncio.
Era mais jovem do que eu dois anos... Ele quis morrer, antes do tempo!
Obrigada Sérgio pela voz e dedilhado que tanto me encantavam...A mim, e a quem te escutava.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Se Eu Morrer Amanhã
Se eu morrer amanhã
Não levo saudade
Eu fiz o que quis
Na minha mocidade
Amei e fui amado
Beijei e fui beijado
Se eu morrer amanhã
Seu doutor
Morrerei feliz
Se eu morrer amanhã
Não levo saudade
Eu fiz o que quis
Na minha mocidade
Amei e fui amado
Beijei e fui beijado
Se eu morrer amanhã
Seu doutor
Morrerei feliz.
Se eu morrer amanhã
Não levo saudade
Eu fiz o que quis
Na minha mocidade
Amei e fui amado
Beijei e fui beijado
Se eu morrer amanhã
Seu doutor
Morrerei feliz
Se eu morrer amanhã
Não levo saudade
Eu fiz o que quis
Na minha mocidade
Amei e fui amado
Beijei e fui beijado
Se eu morrer amanhã
Seu doutor
Morrerei feliz.
De perdas as figuras se fizeram. Envelhecer é uma merda. A idade do “com dor”. As rugas, carnes flácidas, pele sem brilho, cabelos de fubá. Cabelos brancos e pinturas por obrigação. Esta é a figura.
Mas por isso mesmo é que envelhecer é um barato. Uma luta contra a figura e a imagem. O enquadramento no consumo e a covardia por aceitar o beicinho da juventude. Ora que venha a juventude, a criancice e os muito mais velhos. Não existe velhice, nem adolescência, nem juventude e menos ainda a infância: existe a possibilidade do acontecer após respirar, beber água e comer.
Aí é que está a luta, o trabalho e a exploração do trabalho. E por isso mesmo é o carnaval, a folia por sobre a ordem que classifica. Quando estamos fora da ordem, temos a liberdade de entender melhor o tempo já inventado e aquele que ainda precisa ser respirado.
Uma das coisas a considerar: a saudade e o conservadorismo do “meu tempo foi melhor”. As marchinhas de carnaval, os samba enredos, o Brasil foi melhor. Pois não foi de modo geral e no restrito até que foi. Afinal não podemos desconsiderar que a cultura tem seus ciclos de acontecer. Depois muda para outra que pode ser mais humana ou não, mais popular ou não, mais democrática ou não.
Como esta música aí em cima da Escola de Samba Caprichosos de Pilares de 1985. Tem o olhar pelo retrovisor, mas tem a crítica daquele momento. O samba foi composto ainda em 1984 o ano do grande comício das Diretas Já na Candelária. O Brasil se libertava de uma ditadura política e se abria para um novo tempo.
Estávamos na Marquês de Sapucaí. Era a noite do desfile da Caprichosos e seu samba “E por Falar em Saudade” já estava nos nossos corações. Naquele ano de 85 as escolas ainda não perdiam pontos se atrasassem o desfile e aconteceu. A Caprichosos entrou no dia seguinte já por volta de 9 para 10 horas. Uma noite toda acordados no assento de cimento da avenida. E quando a escola entrou o mundo ficou igual ao povo pernambucano ouvindo o frevo Vassourinha.
Eu queria outra palavra mas a preguiça me remete mesmo para o mundo explodiu não só de alegria, nem de emoção, o mundo da rotina, das escalas de poderes, dos cansaços do corpo e das angústias existencialistas era outro. Foi aí que uma moça com quem não paquerei pois tinha a minha querida Tereza ao lado, deu seu grito de mulher parindo a humanidade num só ato: se eu morresse agora não faria qualquer diferença. Já tenho tudo neste momento.
Ia me esquecendo de uma parada mais antiga do que fui. A famosa disputa entre os fãs da Marlene e os da Emilinha Borba. A Marlene tinha sensibilidade política e Emilinha cantava a música açucarada. Duas marchinhas de carnaval em Marlene são emblemáticas: Lata D´água de Luiz Antonio e Jota Júnior e o Zé Marmita do mesmo Luiz Antonio e Brazinha. Aliás, quem já viu Marlene cantando Meu Guri do Chico Buarque entenderá o que digo.
“Idiotas da objetividade” – José Nilton Mariano Saraiva
Competente, personalista, criativo, extremamente polêmico, “biriteiro” e fumante (de marca maior, tanto que vitimado pela tuberculose) e sem papas na língua (ou ao teclado da sua velha “Remington”), Nelson Rodrigues (natural de Pernambuco, mas desde a mais tenra idade radicado no Rio de Janeiro) foi um grande romancista, contista, cronista e dramaturgo (além de torcedor apaixonado pelo seu “Fluminense Futebol Clube”, tricolor das Laranjeiras).
No teatro, peças como “Vestido de noiva”, “Perdoa-me por me traíres”, “O beijo no asfalto”, “Bonitinha, mas ordinária” e “Toda nudez será castigada” (dentre outras) marcaram pela ousadia (para a época), daí ter sido alcunhado (de certa forma com propriedade), de “anjo pornográfico”.
Em termos de romances, contos e crônicas (também pra lá de avançadas) o repertório era versátil e amplo, valendo lembrar "Asfalto selvagem", "A vida como ela é...", "A dama do lotação" e "O óbvio ululante: primeiras confissões" e por ai vai (foram centenas e centenas).
Deixou também frases antológicas, que ainda hoje repercutem aqui e alhures, algumas pra lá de polêmicas e outras tantas pra lá de atuais (vide abaixo):
1) "O Brasil é muito impopular no Brasil." 2) “Todo ginecologista devia ser casto. O ginecologista devia andar com batina, sandálias e coroinha na cabeça. Como um São Francisco de Assis, com luva de borracha e um passarinho em cada ombro”. 3) "Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam." 4) "Toda unanimidade é burra." 5) "Só os profetas enxergam o óbvio." 6) "Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico." 7) "Até 1919, a mulher que ia ao ginecologista sentia-se, ela própria, uma adúltera." 8) "A cama é um móvel metafísico." 9) "Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais." 10) "Hoje é muito difícil não ser canalha. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo." 11) "Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia." 12) "Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola." 13) "Deus me livre de ser inteligente". 14) "Não há nada mais relapso do que a memória. Atrevo-me mesmo a dizer que a memória é uma vigarista, uma emérita falsificadora de fatos e de figuras." 15) "O 'homem de bem' é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu." 16) "Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém." 17) "Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de "ilustre", de "insigne", de "formidável", qualquer borra-botas. 18) “O boteco é ressoante como uma concha marinha; todas as vozes brasileiras passam por ele". 19) "Acho a velocidade um prazer de cretinos; ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca." 20) "Amar é ser fiel a quem nos trai" 21) "O brasileiro é um feriado." 22) "As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado". 23) "O homem começou a própria desumanização quando separou o sexo do amor." 24) “Deus está nas coincidências”. 25) “Invejo a burrice, porque é eterna”. 26) “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida; não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. 27) “Não existe família sem adúltera”. 28) “Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe”. 29) “O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira. É abjeto que um homem deseje a mãe de seus próprios filhos”. 30) “O brasileiro, quando não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte”. 31) “O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes”. 32) “Qualquer indivíduo é mais importante do que a Via Láctea”. 33) “A platéia só é respeitosa quando não está a entender nada”. 34) “A liberdade é mais importante do que o pão”. 35) “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. 36) “Só o rosto é indecente. Do pescoço para baixo, podia-se andar nu”. 37) “A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira”. 38) “As grandes convivências estão a um milímetro do tédio”. 39) “O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência”. 40) “O sábado é uma ilusão”. 41) “Só o cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de ouro”. 42) “Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las”.
Uma das passagens que mais o marcaram, no entanto, foi quando resolveu deitar falação sobre os “idiotas da objetividade”. Na verdade, a transmutação, o processo de metamorfose ou gradual “americanização” da imprensa brasileira, que obrigava o jornalista a deixar de lado o floreio verbal, o detalhamento do fato, as minúcias da ocorrência e até o uso de um pouco de exagero, privando o leitor da expectativa sobre o desenlace da matéria; a partir de então, o objetivo era entregar-lhe um texto já mastigado, enxuto, insosso, sem nenhuma emoção ou capaz de provocar-lhe qualquer comoção. Para Nelson, os profissionais que se prestavam a essa nova realidade não eram jornalistas na essência, mas, sim, meros “idiotas da objetividade” (porquanto apenas transcreviam e assinavam os textos recebidos das agências de notícias).
A reflexão tem muito a ver como determinadas figuras jurássicas, que não tiveram o cuidado de se reciclar (e que pululam aqui e acolá), adeptas da tese estapafúrdia de que, por não viverem num determinado ambiente ou cidade, as pessoas estariam incapacitadas ou inabilitadas para opinar ou redigir sobre o que lá acontece, porquanto teoricamente desinformadas ou desprovidas daquela massa cinzenta que os faz pensar, agir, ter opinião própria a respeito das coisas e do mundo e sobre tal manifestar-se (a Internet, o telefone, o jornal, os correios e a comunicação familiar nada valeriam, mas, tão somente, a presença, a “matéria bruta” in loco, preferencialmente ao vivo e a cores).
E aí, será que Nelson Rodrigues os rotularia de “idiotas da objetividade” ???
No teatro, peças como “Vestido de noiva”, “Perdoa-me por me traíres”, “O beijo no asfalto”, “Bonitinha, mas ordinária” e “Toda nudez será castigada” (dentre outras) marcaram pela ousadia (para a época), daí ter sido alcunhado (de certa forma com propriedade), de “anjo pornográfico”.
Em termos de romances, contos e crônicas (também pra lá de avançadas) o repertório era versátil e amplo, valendo lembrar "Asfalto selvagem", "A vida como ela é...", "A dama do lotação" e "O óbvio ululante: primeiras confissões" e por ai vai (foram centenas e centenas).
Deixou também frases antológicas, que ainda hoje repercutem aqui e alhures, algumas pra lá de polêmicas e outras tantas pra lá de atuais (vide abaixo):
1) "O Brasil é muito impopular no Brasil." 2) “Todo ginecologista devia ser casto. O ginecologista devia andar com batina, sandálias e coroinha na cabeça. Como um São Francisco de Assis, com luva de borracha e um passarinho em cada ombro”. 3) "Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam." 4) "Toda unanimidade é burra." 5) "Só os profetas enxergam o óbvio." 6) "Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico." 7) "Até 1919, a mulher que ia ao ginecologista sentia-se, ela própria, uma adúltera." 8) "A cama é um móvel metafísico." 9) "Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais." 10) "Hoje é muito difícil não ser canalha. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo." 11) "Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia." 12) "Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola." 13) "Deus me livre de ser inteligente". 14) "Não há nada mais relapso do que a memória. Atrevo-me mesmo a dizer que a memória é uma vigarista, uma emérita falsificadora de fatos e de figuras." 15) "O 'homem de bem' é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu." 16) "Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém." 17) "Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de "ilustre", de "insigne", de "formidável", qualquer borra-botas. 18) “O boteco é ressoante como uma concha marinha; todas as vozes brasileiras passam por ele". 19) "Acho a velocidade um prazer de cretinos; ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca." 20) "Amar é ser fiel a quem nos trai" 21) "O brasileiro é um feriado." 22) "As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado". 23) "O homem começou a própria desumanização quando separou o sexo do amor." 24) “Deus está nas coincidências”. 25) “Invejo a burrice, porque é eterna”. 26) “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida; não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. 27) “Não existe família sem adúltera”. 28) “Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe”. 29) “O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira. É abjeto que um homem deseje a mãe de seus próprios filhos”. 30) “O brasileiro, quando não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte”. 31) “O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes”. 32) “Qualquer indivíduo é mais importante do que a Via Láctea”. 33) “A platéia só é respeitosa quando não está a entender nada”. 34) “A liberdade é mais importante do que o pão”. 35) “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. 36) “Só o rosto é indecente. Do pescoço para baixo, podia-se andar nu”. 37) “A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira”. 38) “As grandes convivências estão a um milímetro do tédio”. 39) “O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência”. 40) “O sábado é uma ilusão”. 41) “Só o cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de ouro”. 42) “Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las”.
Uma das passagens que mais o marcaram, no entanto, foi quando resolveu deitar falação sobre os “idiotas da objetividade”. Na verdade, a transmutação, o processo de metamorfose ou gradual “americanização” da imprensa brasileira, que obrigava o jornalista a deixar de lado o floreio verbal, o detalhamento do fato, as minúcias da ocorrência e até o uso de um pouco de exagero, privando o leitor da expectativa sobre o desenlace da matéria; a partir de então, o objetivo era entregar-lhe um texto já mastigado, enxuto, insosso, sem nenhuma emoção ou capaz de provocar-lhe qualquer comoção. Para Nelson, os profissionais que se prestavam a essa nova realidade não eram jornalistas na essência, mas, sim, meros “idiotas da objetividade” (porquanto apenas transcreviam e assinavam os textos recebidos das agências de notícias).
A reflexão tem muito a ver como determinadas figuras jurássicas, que não tiveram o cuidado de se reciclar (e que pululam aqui e acolá), adeptas da tese estapafúrdia de que, por não viverem num determinado ambiente ou cidade, as pessoas estariam incapacitadas ou inabilitadas para opinar ou redigir sobre o que lá acontece, porquanto teoricamente desinformadas ou desprovidas daquela massa cinzenta que os faz pensar, agir, ter opinião própria a respeito das coisas e do mundo e sobre tal manifestar-se (a Internet, o telefone, o jornal, os correios e a comunicação familiar nada valeriam, mas, tão somente, a presença, a “matéria bruta” in loco, preferencialmente ao vivo e a cores).
E aí, será que Nelson Rodrigues os rotularia de “idiotas da objetividade” ???
Gilton Della Cella
O meu dia só começa
Quando olho pra você
Mesmo que desalinhada
Mais e mais vou te querer
Seja para dizer bom dia
Enquanto faz um café
Ou então pra te chamar de amor
Quando quiser
É você na minha vida
O meu vício, meu prazer
Encanto de fantasia
Que me faz enlouquecer
O pensamento vai longe
Quando você não está
Vai girando pelo mundo
Pra te encontrar
Além de linda, você me faz
Menino que navega num barco de papel
E ao te beijar nós somos iguais
Dois anjos que flutuam no céu.
Amor de verdade ! - por Socorro Moreira
O amor é de verdade na mentira
O amor é de mentira
Quando não pode ser de verdade.
Amor de verdade é feliz
Não conta com o desencanto
Não tem começo, nem fim
Ultrapassa o umbral da eternidade...
Quando o teu olhar se afasta
Eu fico com o amor que espia...
domingo, 19 de fevereiro de 2012
!9.02.2012- Momento inesquecível!
Com a presença de pessoas queridas, GILTON DELLA CELLA surpreendeu com a sua poética//filosófica musicalidade.
Agradecemos à generosidade de Della Cella, que nos presenteou com um show inesquecível!
A maestrina Divani Cabral fez um pronunciamento no final da apresentação, ressaltando as qualidades do artista, já comprometida em incluí-lo na programação do Coral do qual é regente há mais de 40 anos.
A surpresa do evento foi a presença querida de Aloísio Paulo e esposa, pessoas ligadas ao Azul Sonhado desde a sua origem.
Parabenizamos a Administração do "4 Estações", sempre impecável nas recepções, e ao Marcos Barreto e Tetê Barreto, canais providenciais para esta alegria concretizada.
Com música de raiz, alma nordestina, vivemos um Carnaval sem frevo, axé ou samba... Mas com marchas,ritmos contemporâneos, e até valsas, que mexeram com as nossas emoções.
Já é carnaval! - Por José de Arimatéa dos Santos
Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Olinda o carnaval começa bem antes dos outros lugares do país. Festa que aqui no Brasil com a grande diversidade cultural se agigantou de tal maneira que tem alguns que falam que o ano só começa para valer na quarta feira de cinzas. Não deixa de ser exagero, mas de certa forma convenhamos que há uma pontinha de razão quem defende essa tese.
Como amante da cultura brasileira eu acho incrível como o carnaval tem a capacidade de juntar tanta gente na rua para a folia. Seja em São Paulo ou em Santa Luzia do Oeste, Rondônia ou Rio de Janeiro e Crato no Ceará. Com as devidas ressalvas é carnaval em qualquer ponto desse país verde e amarelo.
Alguns torcem a cara para a festa mais brasileira do mundo. Mas mesmo em casa, em retiros espirituais ou na rua todos nós não deixamos de ser foliões. É nessa época que o país fica mais alegre.
Até os grandes problemas nacionais entram em pauta quando os foliões se caracterizam nos personagens políticos da vida real. Há o protesto contra os poderosos da república e contra os corruptos de plantão dos mensalões, dinheiros na cueca e afins.
Lembro-me que quando criança brincávamos carnaval jogando água nos outros com tubos de desodorantes usados. Enchia de água e tome esguicho nos amigos. Sem falar nas máscaras que às vezes assustavam as criancinhas de colo. Ah! Mas esse tempo a rua era o local de encontro das brincadeiras de criança. Não existiam o vídeo game e muito menos o computador.
Tudo é carnaval nesse período que vai até terça feira. O importante é aproveitar da melhor maneira possível para descansar, ir para a folia e também para a reflexão espiritual. Isso é carnaval. Festa do colorido e também de muito cuidado com a violência. O que vale é a moderação em tudo para que na quarta feira de cinzas fique só a saudade da alegria e os ânimos renovados para a continuidade da vida. Paz e felicidade!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
A DEUSA FLORA (um epigrama)
A deusa Flora deita numa cama de
flores
como a dizer o
que é uma vida sem dores
aos pobres
mortais que nasceram da dor
e pensam que
vieram do sonho do amor.
GILTON DELLA CELLA
"Nascido na cidade de Ubaíra- Ba, no verde vale do Jequiriçá, Gilton Della Cella, lançou- se ao público em 1984 no Festival dos Bancários da Bahia, onde arrebatou o 2º lugar com a música “ Grande Circo Brasileiro” , ganhando também naquela noite, o prêmio de melhor letrista. Em 1997 voltou a vencer o mesmo festival desta vez com a música “ Canto de Açoite” , interpretada por Anna Magdalla, aliás, nos festivais, Gilton Della Cella teve presença marcante, vencendo o Festival Disparada – 1984, promovido pelo Sistema Nordeste de Comunicação , com a música “ Destino Lavrador” , de parceria com Kleber Ramos e Renato Fechine , festival de música de Itaberaba 1984 e 1985 com as músicas “ Grande Circo Brasileiro” e “ Canto de Açoite” , participante do projeto Banco de Talentos, promovido pela Febraban em 1994- 1998- 2000- 2002- 2004 e 2006, com apresentações no Memorial da América Latina, Tom Brasil e Citibank Hall – São Paulo, sob a batuta dos maestros Nelson Ayres e Marco Romera. Selecionado pelo projeto Circuito Cultural Banco do Brasil - 2003, dividiu o palco com Luiz Melodia. Classificado no festival da rádio Educadora da Bahia em 2004, 2005 e 2006 com as músicas “ Brasis” e “ Navegador de Sonhos” e " Solidão Pirata"; classificado no festival Canta Nordeste 1996; finalista dos festivais de Serra Negra- SP- 2004, Toledo- PR – 2004 e Tatuí- SP 2005, Seabra- Ba 2007, Ribeirão Preto- Sp 2007, Angra dos Reis- Sp 2007, Festival de samba paulista no Tuca- Sp 2007, Garanhuns- Pe 2007. Já participou de eventos junto com Fagner, Ney Matogrosso, Zé Ramalho e Dominguinhos.
É com grande satisfação que anunciamos a vitória de GILTON DELLA CELLA no Festival da Rádio Educadora da Bahia com a música "NAÇÃO INDÍGENA" que foi a primeira colocada."
A boa nova é que o músico encontra-se de passagem na nossa cidade, e teremos o prazer de assisti-lo, numa única apresentação, amanhã, dia 19.02.2012, no Restaurante "Quatro Estações" , a partir do meio-dia.
A gente se encontra por lá!
Abraços.
Nélson Cavaquinho
Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva, (Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1911[1] — Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1986) foi um importante músico brasileiro. Sambista carioca, compositor e cavaquinista na juventude, na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-lo, utilizando apenas dois dedos da mão direita.
Lei da Ficha Limpa e o exercício da cidadania - Por José de Arimatéa dos Santos
A decência e a honra são obrigações de todo cidadão e assim é importante na vida política que seus entes tenham um comportamento exemplar no trato do dinheiro público e nos atos da administração pública. Nesse contexto uma lei de iniciativa popular tem agora a sua validade para as eleições deste ano confirmada pelo Supremo Tribunal Federal a mais alta corte do país.
O filtro da Ficha Limpa deveria ser feito pelos partidos já no nascedouro das candidaturas. Indivíduos com dívidas com a justiça já seriam eliminados logo de cara e dessa maneira o partido político teria como propagar aos quatro ventos que seus candidatos são homens e mulheres de caráter e conduta ilibadas.
Quem sabe agora os candidatos que se apresentarem nas próximas eleições possam mudar a visão de grande parte da população que todo político é ladrão e que se faça uma política em que a corrupção seja a exceção da regra.
Sabemos que uma lei não impedirá a ascensão de corruptos, mas já é um grandioso passo para que cada cidadão fiscalize mais seus representantes políticos. E hoje em dia os recursos para fiscalizar são grandes, principalmente através das redes sociais em que as informações correm numa velocidade estonteante e onde é possível ser o local para encontros na rua para protestar e exigir os direitos de todo cidadão.
A lei da Ficha Limpa valendo já para as eleições de outubro força uma certa modificação nos quadros dos partidos em que novas lideranças poderão surgir e assim a tão esperada oxigenação se fará sentir. Só nos resta agora a escolha de políticos com ética e projetos consistentes em que a transparência aliada ao trabalho pela comunidade sejam o mote. E que o eleitor acompanhe seus representantes em todo momento. Isso é cidadania e a lei da Ficha Limpa já um bom começo.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
que semente se pode lançar
no solo do futuro
para que dos olhos
se apaguem esses sinais
de um tempo
vestido de escuro?
quem poderá dar-me
a dica das veredas que desembocam
no perfeito caminho
já que não sei o perfeito caminhar?
lavar as mãos
varrer o pátio do templo
pequenos gestos onde cabem
as muitas sementes
suas tantas possibilidades
que a pouca luz nessa forma
impede a visão
isso, quem sabe...
abrir a porta
saltar sobre todas as construções
do engano
deixá-las dormindo no ontem
deixá-las secando em cinza
e continuar continuando...
Assinar:
Postagens (Atom)
























