por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

“Prioridade: EDUCAÇÃO” - José Nilton Mariano Saraiva

Pela importância de que se reveste, pela projeção dada ao Brasil em função de, pelo ineditismo do reconhecimento de uma personalidade sul-americana por parte de uma respeitável instituição européia secular, bem como em razão das causas consistentes constantes na peça que o justifique, abaixo o...

Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva quando do recebimento do título Doutor Honoris Causa – Sciences Po - Paris, França - 27 de setembro de 2011

Minhas amigas e meus amigos,
É uma grande honra, para mim, receber o título de Doutor Honoris Causa do Instituto de Ciências Políticas de Paris. Honra que se torna ainda maior por eu ser o primeiro latino-americano a recebê-lo. Estou profundamente grato à direção da Sciences Po e a todos os seus professores, funcionários e alunos por me conferirem uma láurea tão prestigiosa. Esta casa, a um só tempo humanística e científica, é reconhecida e admirada no mundo todo por seus elevados propósitos e pela excelência do seu corpo docente e discente. É uma instituição que representa de modo exemplar o compromisso da França com a liberdade intelectual, a dignidade da política e o aperfeiçoamento permanente da democracia. Representa essa França consciente de suas conquistas materiais e espirituais, ciosa de seus valores civilizatórios, mas nem por isso menos aberta a povos e mentalidades diferentes, à compreensão do outro. Essa França insubmissa e libertária que, durante séculos, inspirou – e continua de alguma forma inspirando – a trajetória de muitos países, entre eles o Brasil. Essa França que, desde o século 18 até os dias atuais, é tão relevante para o Brasil, seja no terreno das idéias políticas e sociais, seja na esfera da educação e da cultura, seja no que se refere às parcerias produtivas e tecnológicas.
Minhas amigas e meus amigos,
Mais do que um reconhecimento pessoal, acredito que este título de Doutor Honoris Causa é uma homenagem ao povo brasileiro, que nos últimos anos vem realizando, de modo pacífico e democrático, uma verdadeira revolução econômica e social, dando um enorme salto histórico rumo à prosperidade e à justiça. Depois de prolongada estagnação, o Brasil voltou a crescer de modo vigoroso e continuado, gerando empregos, distribuindo renda e promovendo inclusão social. Deixamos para trás um passado de frustrações e ceticismo. Os brasileiros e as brasileiras voltaram a acreditar em si mesmos e na sua capacidade de resolver problemas e superar obstáculos, por mais difíceis que sejam. Graças a um novo projeto de desenvolvimento nacional, com forte envolvimento da sociedade e intensa participação popular, conseguimos tirar 28 milhões de pessoas da miséria e levamos 39 milhões de pessoas para a classe média, no maior processo de mobilidade social da nossa história. Em oito anos e meio foram criados 16 milhões de novos empregos formais. O salário mínimo teve um aumento real de 62%, e todas as categorias de trabalhadores fizeram acordos salariais com ganhos acima da inflação. Além disso, implantamos vários programas de transferência direta de renda, dos quais se destaca o Bolsa Família, que é o principal instrumento do Fome Zero e, no final do ano passado, beneficiava 52 milhões de pessoas. Dessa forma, a desigualdade entre os brasileiros atingiu o menor patamar em 50 anos. Nos últimos dez anos, a renda per capita dos 10% mais ricos aumentou 10%, enquanto a dos 50% brasileiros mais pobres teve um ganho real de 68%. O consumo se ampliou em todas as classes, mas no segmento popular cresceu sete vezes. Os pobres passaram a ser tratados como cidadãos. Governamos para todos os brasileiros e não apenas para um terço da população, como habitualmente acontecia. Acreditamos firmemente que o desenvolvimento econômico precisa estar a serviço da redução das desigualdades sociais, sem paternalismo, promovendo a inclusão das pessoas mais pobres à plena cidadania. Acreditamos, igualmente, que isso pode, deve e será feito sem que se descuide do equilíbrio macroeconômico, combatendo com firmeza a inflação.
Minhas amigas e meus amigos,
Ao mesmo tempo que resgatávamos grande parte de nossa dívida social, trabalhamos para modernizar o país, preparando-o para os desafios produtivos e tecnológicos do século 21. Investimos fortemente em educação, pesquisa e desenvolvimento. Orgulho-me de ter criado 14 novas universidades federais e 126 extensões universitárias, democratizando e interiorizando o acesso ao ensino público. Também lançamos o Reuni, um programa para fortalecer o ensino público universitário, com a valorização dos docentes. Ele contribuiu para que dobrássemos o número de matrículas nas instituições federais. Mas não ficamos restritos a isso e instituímos o Prouni, um sistema inovador de bolsas de estudo em universidades particulares. Com ele, garantimos que 912 mil jovens de baixa renda pudessem cursar o ensino superior. E a oportunidade não foi desperdiçada: os jovens com bolsas do Prouni têm-se destacado em todas as áreas, liderando em muitos casos os exames nacionais de avaliação feitos pelo Ministério da Educação. Ou seja, bastou uma chance e a juventude brasileira deu firme resposta ao mito elitista segundo o qual a qualidade é incompatível com a ampliação das oportunidades.
Também me orgulho muito de termos inaugurado 214 novas escolas técnicas federais, que criaram possibilidades inéditas de formação profissional para a juventude. A boa qualidade do ensino na rede de escolas técnicas federais também abre as portas para as universidades, mesmo para quem trabalha durante o dia inteiro, porque durante o meu governo aumentamos o número de vagas nos cursos universitários noturnos. Esses jovens têm que CONTINUAR SONHANDO, têm que lutar para conquistar o doutoramento, para trabalhar nos diversos centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico que existem no Brasil. Deixamos de considerar a educação como um gasto para tratá-la como investimento que muda a vida das pessoas e do país. Por isso, em meus dois mandatos, triplicamos o orçamento do Ministério da Educação, que saltou de 17 bilhões de reais para 65 bilhões de reais em 2010.
Essas mudanças eram imprescindíveis, pois a garantia de acesso à educação de qualidade, da pré-escola aos cursos de pós-graduação, é um dos principais instrumentos para promover a igualdade social, combater a pobreza e assegurar um desenvolvimento econômico, científico e tecnológico sustentável em longo prazo. A EDUCAÇÃO FOI COLOCADA COMO PRIORIDADE ESTRATÉGICA PARA O PAÍS. O investimento público direto em educação passou de 3,9% do Produto Interno Bruto em 2000 para 5% em 2009. E, agora, a presidenta Dilma Rousseff assumiu o compromisso de ampliar o investimento em educação progressivamente até atingir 7% do Produto Interno Bruto.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil já tem muito a mostrar no segmento de pesquisa e desenvolvimento. A Lei da Inovação, aprovada em dezembro de 2004, incentivou as universidades a compartilhar seus projetos de pesquisa e desenvolvimento com as empresas públicas e privadas, para alavancar a inovação tecnológica no ambiente produtivo. O número de cientistas envolvidos em pesquisa e desenvolvimento passou de 126 mil em 2000 para 211 mil em 2008. E o número de patentes depositadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) cresceu de 21 mil em 2000 para 280 mil em 2009. Além disso, o governo federal destinou 41 bilhões de reais ao setor de pesquisa e inovação no período de 2007 a 2010, através do Programa de Aceleração do Crescimento.
Minhas amigas e meus amigos,
Uma das preocupações do meu governo – e que continua a ser um firme compromisso da presidenta Dilma – foi garantir que o crescimento econômico e os investimentos estruturantes fossem sustentáveis do ponto de vista ambiental. Nos últimos anos, o Brasil superou a falsa contradição que opunha o desenvolvimento à sustentabilidade ambiental. Nesse período, a taxa de desmatamento caiu 75%.
Em nosso governo, fixamos como meta reduzir as emissões de CO2 entre 36% e 39% até 2020. Esse compromisso foi incorporado à Política Nacional de Mudanças Climáticas, apresentada em Copenhague, em dezembro de 2009, e posteriormente transformada em lei pelo Congresso Nacional.
O Brasil é uma referência no enfrentamento dos desafios ambientais do século 21, pois é responsável por 74% das unidades de conservação criadas no mundo desde 2003. Também alcançamos recentemente o menor nível de desmatamento dos últimos 22 anos.
Minhas amigas e meus amigos, Os avanços que conquistamos nos últimos anos foram possíveis porque praticamos intensamente a democracia. Não nos limitamos a respeitá-la – o que é um dever – mas levamos suas possibilidades ao limite, promovendo um amplo processo de participação social na definição das políticas públicas. Estabelecemos uma nova relação do Estado com a sociedade, na qual todos os setores sociais foram ouvidos, mobilizados, e puderam discutir não somente com o governo, mas também entre eles próprios. Multiplicaram-se os canais de interlocução da sociedade com o Estado, o que contribuiu de modo decisivo para que crescimento econômico e desenvolvimento social caminhassem juntos. Para tanto, realizamos 74 conferências nacionais entre 2003 e 2010, precedidas por reuniões em níveis municipal e estadual , que contaram com a presença de cerca de 5 milhões de pessoas. Discutimos e aprofundamos nessas conferências temas importantes: do meio ambiente à segurança pública; dos transportes à diversidade sexual; dos direitos dos indígenas às políticas de telecomunicações; da igualdade racial à política nacional de saúde , dentre muitos outros. Conselhos de políticas públicas, com ampla representação popular, foram criados junto a todos os ministérios. Em outras palavras, apostamos decididamente na política. Porque sempre acreditamos na força da política como promotora da emancipação individual e coletiva. A participação política é o melhor antídoto contra a alienação e as tentações autoritárias.
Eu próprio sou produto da política. A luta sindical me deu a convicção de que era necessário incorporar os trabalhadores às decisões políticas. Foi por isso que, em 1980, criamos o Partido dos Trabalhadores, que em menos de 20 anos tornou-se o maior partido de esquerda da América Latina e chegou à Presidência da República. Também construímos a maior a central sindical da América Latina, a Confederação Única dos Trabalhadores. Tenho a plena convicção de que os problemas da sociedade só podem ser resolvidos com mais democracia e mais envolvimento da sociedade no exercício do poder.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil não está sozinho nessa trajetória virtuosa, que reuniu democracia, desenvolvimento econômico e justiça social. A esperança progressista do mundo, hoje, navega no vento que sopra do Sul. A América do Sul não é mais o estuário dos problemas do mundo, e sim a mais promissora fronteira da luta pela justiça social em nosso tempo. Sem os países em desenvolvimento, não será possível abrir um novo ciclo de expansão que combine crescimento, combate à fome e à pobreza, redução das desigualdades sociais e preservação ambiental. No momento em que se está constituindo um mundo multipolar, a América do Sul afirma a sua presença no plano internacional, renovando a confiança em si e na capacidade de seus povos de construir um destino comum de democracia e crescimento econômico com inclusão social. Vivemos numa região de paz. Não há ódio religioso entre nós. Os governantes de todos os nossos países foram eleitos em pleitos democráticos e com ampla participação popular. A democracia é o nosso idioma comum.
Minhas amigas e meus amigos,
Avançamos muito no Brasil nos últimos anos. Ampliamos a inclusão social e a democracia se fortalece cada vez mais. Elegemos, pela primeira vez na nossa história, uma mulher para a Presidência da República. Fizemos muito, mas ainda há muito por ser feito. E o governo da presidenta Dilma Rousseff assume esta responsabilidade. Lançou o programa Brasil sem Miséria para erradicar totalmente a extrema pobreza. Fortaleceu a área da educação, ao ampliar o programa e ensino técnico e aumentar o número de bolsas de estudos no exterior. O lançamento de uma nova política industrial, com o programa Brasil Maior, fortalecerá a inovação e a competitividade. Por último, quero enfatizar que o conhecimento e a informação são cada vez mais importantes para o aprimoramento espiritual da Humanidade e também para viabilizar o progresso econômico e o bem-estar dos povos. O governante que não enxerga isso, não está preparado para governar uma Nação. Governante que não sonha não transmite esperança. Agradeço novamente à Science Po por ter sido agraciado o título de Doutor Honoris Causa e estou honrado por fazer parte do seleto grupo de pessoas que mereceram esta honra.
Muito obrigado.

Samba do Crioulo Doido
(Sergio Porto)

"Este é o samba do crioulo doido.
A história de um compositor que durante muitos anos obedeceu o regulamento,
E só fez samba sobre a história do brasil.
E tome de incofidência, abolição, proclamação, chica da silva, e o coitado do crioulo tendo que aprender tudo isso para o enredo da escola.
Até que no ano passado escolheram um tema complicado: a atual conjuntura.
Aí o crioulo endoidou de vez, e saiu este samba:"

"Foi em diamantina onde nasceu j.k.
E a princesa leopoldina lá resolveu se casar
Mas chica da silva tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa a se casar com tiradentes
Laiá, laiá, laiá, o bode que deu vou te contar

Joaquim josé, que também é da silva xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu pedro segundo
Das estradas de minas, seguiu p'rá são paulo
E falou com anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a dom pedro
E acabou com a falceta
Da união deles dois ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão

Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
A leopoldina virou trem
E dom pedro é uma estação também
Oô, oô, oô, o trem té atrasado ou já passou..."



Postado por Aloísio no blog No Azul Sonhado em 29 de setembro de 2011 08:35


* Sinopse
A Pequena Órfã é um dos filmes mais recentes da lendária Sophia Loren e do astro Giancarlo Giannini (O Inocente). A direção é da experiente Lina Wertmüller, de Mimi, o Metalúrgico e Pasqualino, Sete Belezas. Itália, final do século XIX. Dona de uma fábrica de macarrão, Francesca se casa com o príncipe Giordano, com quem tem nove filhos. Para pagar uma promessa, adota ainda uma órfã chamada Nunziata, que se torna sua filha mais dedicada. Anos depois, quando o filho mais velho de Francesca retorna da faculdade, Nunziata se apaixona por ele. Um amor proibido que causará muitos problemas para essa grande família. A Pequena Órfã é um emocionante romance de época indicado para os fãs de Sophia Loren e do cinema italiano.
http://www.interfilmes.com/filme_19246_a.pequena.orfa.html



Na Rádio Azul


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Acréscimo pelos que lembram o beijo - José do Vale Pinheiro Feitosa

E-mail para o Val Carvalho a respeito de um conflito com a mulher, após ter recebido de uma antiga namorada, um mail com beijos e lembranças.


Nestes anos tenebrosos, não dá para esconder foi com um beijo que Judas traiu Jesus.
Foi com beijos que Messalina dissipou a cultura da autoridade na imperial Roma.
Com um simples beijo nossas mães nos deu proteção para, do distante, retornar ilesos.
Com beijos os dois se fundiram até a explosão que promete mais e, por vezes, leva até terceiros.


Afinal que instrumento é este?
Aquele que absorve, pela boca como se ao outro incorporasse,
E até no nordeste se mistura ao olfato no sensível cheiro que além de absorver, aspira.
É o maior instrumento de intimidade e jamais poderia dissolver qualquer coisa em volta.


Mas nestes tempos tenebrosos existem os beijos do ciúme,
Os beijos que de lágrimas escoem queixumes,
Os beijos que na face fria procura vida no cadáver,
Os beijos que na terra fértil promete safra.


E existem tantos beijos que uma simples tela animada de computador,
Não poderia de mim te afastares, pois se o fizeres,
Debruço-me no chão e até teus pés beijarei.
Não te vás.

Nélida Piñon



Nélida Cuiñas Piñon (Rio de Janeiro, 3 de maio de 1937) é uma escritora brasileira, e imortal da Academia Brasileira de Letras, que já presidiu.

"Se a imaginação edifica enredos de amor, o corpo fatalmente sofre seus efeitos."


"Pensar é um dos atos mais eróticos na vida de uma pessoa" 


"O ser humano é um peregrino. É só na aparência que ele tem uma geografia. "

wikipédia

O perigo me espreita
Observo longe

No ciclo do tumulto
Aceito os respingos

Vida dura
Coração mole
Aceito o meu destino

Nesse instante
Algo se abate sobre o mundo
Uma onda alta de amor
Alcança o céu,
E joga por terra
Pedaços de dor.

(socorro moreira)

Apenas uma flor - Por : Rosa Guerrera



Será que você já parou para pensar alguma vez que não vale a pena se prender a dores e decepções que aconteceram na sua vida ? Será que você já fez uma análise que tudo é tão rápido, o tempo é tão veloz , que de nada adianta recolher lágrimas da noite que passou ?Será que a nuvem que escureceu ontem o seu sonho vai ser um eterno obstáculo para que você não enxergue como é radiosa e brilhante a luz do sol ? O sofrimento faz parte da vida ! A dor também ! Mas , a alegria e a felicidade existem ... E você tem direito a conhecê-las porque VOCÊ TAMBÉM EXISTE ! Então ...o que está esperando ? ABRA UM SORRISO PARA O MUNDO , e você escutará como num passe de mágica que todas as esperanças sorrirão para você ! Feche a porta por onde passou, e jogue fora a chave. Olha só , que horizonte lindo está despontando bem pertinho na sua frente ! Corra de encontro a ele e comece a plantar uma nova flor. Uma flor cheia de PAZ.



rosa gurrera

por João Nicodemos



O melhor lugar é agora

Não importa aonde

Se estamos juntos

O tempo se expande


O melhor lugar é agora

É agora , e agora é sempre


O melhor lugar do mundo

Somos nós

Juntos !

Amanhã é dia de nhoque !



Ingredientes
1 kg e meio de mandioca cozida e amassada
- 2 ovos
- sal a gosto
- 2 a 3 colheres (sopa) de farinha de trigo

- 300 g de mussarela cortada em cubos médios

Para o Molho :
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 cebola picada
- 1 dente de alho picado
- ervas picadas a gosto (sálvia e tomilho)
- 2 tomates cortados em cubinhos e sem semente
- 1 xícara (chá) de caldo de frango (1
tablete de caldo de
frango dissolvido em 1 xícara de chá de água)
- 520 g de molho de tomate

- 500 g de peito de frango cozido e desfiado

Para regar:
- 1 copo de requeijão cremoso
- salsinha bem picadinha para polvilhar
- sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo
- Numa tigela misture muito bem a mandioca cozida e amassada, os ovos e sal a gosto. Incorpore de 2 a 3 colheres (sopa) de farinha de trigo amassando com as mãos até que a massa desprenda das mãos.

2- Com a massa faça bolinhas grandes (+/-30 g do tamanho de uma bolinha de ping-pong).

3- Recheie cada bolinha com um cubo de queijo mussarela e vá arrumando numa travessa. Faça isso com toda a massa. Reserve.

4- Numa panela em fogo médio coloque a manteiga e refogue a cebola picada, o dente de alho picado
ervas picadas a gosto (sálvia e tomilho) por uns 5 minutos. Acrescente os tomates cortados em cubinhos e sem sementes e refogue por mais 3 minutos. Junte o de caldo de frango (1 tablete de caldo de frango
dissolvido em 1 xícara de chá de água), o molho de tomate pronto (1 caixinha) e o peito de frango cozido e desfiado. Adicione sal e pimenta-do-reino a gosto e cozinhe por mais 5 minutos.

5- Depois jogue o molho de frango por cima dos inhocões de mandioca, espalhe o requeijão cremoso e polvilhe salsinha picada a gosto. Leve ao forno pré-aquecido a 250º C por 15 minutos para gratinar.

Cyber Cook.

Deborah Kerr


Deborah Jane Kerr-Trimmer, CBE (Helensburgh, 30 de Setembro de 1921 — Suffolk, 16 de outubro de 2007) foi uma atriz britânica nascida na Escócia. Recebeu um Óscar honorário por sua carreira, que sempre representou perfeição, disciplina e elegância. Foi homenageada pela Rainha do Reino Unido com a Ordem do Império Britânico.

Johnny Mathis




Nascido em Gilmer, Texas, no dia 30 de Setembro de 1935. Viveu boa parte da sua infância em São Francisco, Califórnia. Mathis começou a cantar publicamente na escola e em eventos da igreja, o pai rapidamente comprovou o talento do filho e providenciou escolas de canto. O pai de Mathis contratou um professor de voz quando ele tinha aproximadamente treze anos. Ele permanece um dos poucos cantores populares que receberam ajuda profissional para cantar e o treino incluiu ópera.

.wikipedia.org/wiki/Johnny_Mathis

Sérgio Porto



Sérgio Marcus Rangel Porto (Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1923 — Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1968) foi um cronista, escritor, radialista e compositor brasileiro. Era mais conhecido por seu pseudônimo Stanislaw Ponte Preta


"A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidende de que eles vêm lutando pelo progresse de nosso subdesenvolvimento."


amálgama

Antes que eu morra meus lábios ficam dormentes,
uma borboleta azul entra por meu ouvido direito
e sai uma bailarina de porcelana pelo esquerdo.

Amor não é somente o mel das abelhas.
Mas os zangões com seus infortúnios
e as escravas que tecem
a pelugem da rainha.

Amor não é saudade.
É delicada ausência
que junta os pontos
da cicatriz do ferido.

Amor não é posse.
É uma fatia de pão
dividida com todas
formigas do quarto.

Antes que eu morra meus olhos explodem
e duas estrelas ocupam o lugar no rosto.

A Ganância dos Irracionais e a Negligência Humana. Por: Lídia Maria Lima Batista



Sexta-feira, em nossa casa, Washington assiste “Vídeos do Mundo Animal”. Sento e acompanho o vídeo que mostra uma família de Leopardos. Animais imponentes, bonitos, ferozes, rápidos. Famintos, os leopardos aguardam uma oportunidade para conseguir alimento. Observam o ambiente sondando cuidadosamente o espaço em que se encontram. De repente uma Gazela. Coitada! Fico apreensiva. A fêmea do leopardo, espreita a presa. A gazela sente-se ameaçada e corre, não consegue escapar. Com fúria a fêmea, em pouco tempo, sangra a Gazela e o restante da família chega para a festa. Que coisa funesta! É chocante! Tanta mordida, tanto estrago! Depois de saciarem a fome, deixam a sobra para outros carnívoros que se aproximam. Abutres africanos caem com gosto usando seus bicos afiados e garras pontiagudas sobre a carcaça da pobre gazela. Por último, uma Hiena recolhe o quase inexistente do animal abatido, participando do banquete que finalmente termina. Fico enjoada com tanta selvageria. Também matamos animais, os mais diversos, pra consumi-los conforme nosso gosto e paladar. Cadeia alimentar, lei da sobrevivência, tudo tão perverso!
Uns matam banalmente outros seres humanos. Isso é tenebroso! Existem tantos aspectos sombrios na natureza humana: hipocrisia, omissão, orgulho, egoísmo, indiferença, desrespeito... Não resta dúvida, a humanidade vivencia um processo decadente. Muitos fatos que hoje constatamos apontam para um declínio contínuo.
Será que estamos em marcha ré pro tempo das cavernas? — Não, não estamos, só deixamos de usar em muitas ocasiões nossa inteligência (uso da Razão).

Curtas e Curta com o Beijo. Por Liduina Vilar.

O beijo dado com amor
é gostoso degustar
o beijo de qualquer jeito,
é bom para aliviar.

Beijo na testa acaricia
beijo na mão é respeito
beijo na face é ternura
beijo na boca é afeto.


A luz é quente
O amor transparente

O ser iluminado
fica invisível ,
na janela do quarto

Céu iluminado
esconde o maltrato
- a cidade e o por-do-sol
se misturam.

Mente flash
Água parada
Rubro negro
Índico blue
Orla miragem

Volátil tempo
Instante arte
Tocha laranja
Onde , o lamento ?
Reza o olhar, quando sente !

(socorro moreira)

Efígie - Por : Rosa Catarina




Meu pai deu adeus...
Livrou-se do cansaço dos anos
E da sua consciência abstrata.
Semeou o bem, não plantou desenganos.
Mas sua imagem ficou:
Na memória da estante da sala,
Onde está seu tesouro:
Os livros que tanto citou;
Hoje seu maior legado,
Que uma traça banqueteou.
Ficou na memória da quina da mesa,
Na cadeira do canto da varanda,
Nos retos caminhos que trilhou
E nas horas da minha saudade.
Meu pai deu adeus...
E eu, aceno chorando.

Rosa Catarina – Cadeira Nº 37 Patronesse Ruth Alencar Leão

Ela é esposa do Fausto Guimarães (Ex-Diretor do Colégio Diocesano do Crato).
Esse casal está preso à cultura do Cariri há 4 décadas.
Residem em Fortaleza , mas mantém uma casa para temporadas , no Bairro do Grangeiro.

Vitalinas- Por : Raquel de Queiroz



O Cruzeiro - 19 de setembro de 1959.
.
Vitalinas

“E tira o pó, Vitalina,
Bota o pó, Vitalina,
Môça velha não sai mais do caritó”

(cantiga popular)


Da Bahia para o Sul, pouca gente saberá o que é vitalina e o que é caritó. Caritó é a pequena prateleira no alto da parede, ou nicho nas casas de taipa, onde as mulheres escondem fora do alcance das crianças, o carretel de linha, o pente, o pedaçõ de fumo, o cachimbo. Vitalina, conforme a popularizou a cantiga, é a solteirona, a môça-velha que se enfeita - bota pó e tira pó - mas não encontra marido. E assim, a vitalina que ficou no caritó é como quem diz que ficou na prateleira, sem uso, esquecida, guardada intacta.

As cidades grandes já hoje quase desconhecem essa relíquia da civilização cristã, que é a solteirona, a donzela profissional. Porque, se hoje como sempre, continuam a exisitir as mulheres que não casam, elas agora vão para tôda a parte, menos para o caritó. Para as repartições e os escritórios e os balcões de loja, para as bancas de professôra, e até mesmo, Deus que me perdoe, para êsses amôres melancólicos e irregulares com um home que tem outros compromissos, e que não lhes pode dar senão algumas poucas horas, de espaço a espaço, e assim mesmo fugitivas e escondidas.

De qualquer forma, elas já não se sentem nem são consideradas um refugo, uma excrecência, aquelas a quem ninguém quis e que não têm um lugar seu em parte nenhuma.

Pela província, contudo, é diferente. Na próvíncia os preconceitos ainda são poderosos, ainda mantêm presa a mulher que não tem homem de seu (o “homem de uso”, como se chama às vezes ao marido...) e assim, na província a instituição da titia ainda funciona com bastante esplendor. E o curioso é que raramente são as môças feias, as imprestáveis, as geniosas, que ficam no caritó. Às vezes elas são bonitas e prendadas, e até mesmo arranjadas, com alguma renda ou propriedade, e contudo o alusivo marido não apareceu. Talvez porque elas se revelaram menos agressivas, ou mais ineptas, ou menos ajudadas da família na caçada matrimonial?

A gente as conhece mocinhas, botões de flor cheios de esperança e de graça adolescente. Que pele, que dentes, que cabelos, que cintura! Por uns anos se deixa de vê-las, e então quase não se as conhece mais - ressequidas ou obesas, azêdas, beatas. Fazendo crochê ou se especializando em outras coisas igualmente inúteis, ressentidas, solitárias, queixando-se de imaginários achaques, e tão semelhantes ao tipo caricatural da solteirona pintado nos livros e nos palcos, que até parece escolheram o modêlo e o copiam com exemplar fidelidade.

Falta de homem? Bem, é um dos motivos. Na próvíncia os homens emigram muito. E para onde emigram, casam. Depois, também contribuiu para a existência das solteironas a reclusão mourisca que muito pai ainda costuma impor às filhas môças. Cobra que não anda não engole sapo. Aí, por estas províncias além ainda existe muito pai carrança que só deixa a filha sair para ver a Deus ou aos parentes, e assim mesmo muito bem acompanhada. Reclusas, as meninas vão ficando tímidas, e dentro de um pouco, já são elas próprias que se escondem com cerimônia dos estranhos.

Depois, - parece incrível - mas o egoísmo das mães também contribui. Uma filha môça, no interior, não é, como na China, uma praga dos deuses. É, ao contrário, uma auxiliar barata e preciosa, a ama-sêca dos irmãos menores, a professôra, a costureira, o “descanso da mãe”. E então as mães, para não perderem a ajudante insubstituível, se associam aos pais no zelo exagerado, traindo a solidariedade do sexo por outra mais imperiosa, a solidariedade na exploração.

Menina de cidade, passeando de lambreta, morando nos cinemas, mal sabe como é dura a sorte da mocinha de interior. Nas famílias mais pobres, então! De pequenina, sete a oito anos, já recebe um irmão menor para criar, e o uso é que o crie completamente, assumindo tôda a responsabilidade, como se a própria mãe o fôra. Fazer mingau, banhar o menino, balançá-lo para dormir, atendê-lo à noite (inclusive nas doenças), carregá-lo. Às vezes são tão pequeninas que não podem com o irmão nos braços e por isso inventaram o uso de o carregar no quadril, e têm delas que ficam tortas, só do pêso permanente que levam do lado direito durante tôda a infância. Também das meninas é a obrigação de trazer água para casa; e, quando os irmãos crescem, são elas que lhes lavam e engomam a roupa e cozinham a comida. Nas famílias mais pobres elas também vão para o roçado, junto com os homens de casa, limpar de enxada. E o sinal de que uma família tem môça muito mimosa e de bom trato, é dizer-lhe que ela não sabe o que é enxada. Mas apanhar feijão e algodão tôdas apanham, mesmo as de luxo.

E, enquanto isso, que faz a mãe? A mãe dá conta da obrigação de Eva, e bota filhos no mundo, regularmente, um por ano. Doze, quinze, dezesseis, vinte. Escangalhadas por tanta maternidade, pelos partos mal assisitidos, aos trinta anos já são umas megeras, sem carnes e sem dentes, e passam a vida acocoradas no batente da porta ou à beira do fogo, fumando cachimbo, enquanto o feto lhe cresce nas entranhas, e as meninas trabalham.

* * *

Aliás, me desviei das vitalinas. Porque essas meninas muito pobres quase sempre acham marido. As titias proliferam com abundância é na classe dos remediados e dos meio-ricos. Não que a môça nestes grupos esteja sujeita a uma escravidão menor. Apenas o trabalho é menos duro nas casdas onde se pode pagar uma empregada, ou onde se tem aquela outra mártir doméstica, - a menina que de garôta se tomou para “criar”. A que chama os patrões de “padrinhos”, pequena escrava para quem a Princesa Isabel nunca exisitiu. A primeira que acorda, a última que dorme, não há serviço, por pior, que não lhe imponham, nem direito, por menor, que lhe reconheçam. Para dormir tem uma rêde armada a um canto, come às pressas na cozinha o resto das panelas, veste a roupa velha das meninas da casa e lá um vestido de chita nova, nas festas. Essas, contudo, embora raramente se casem, (ou fujam e “se percam”), pois as madrinhas desviam qualquer pretendente no susto de perderam a cativa, depois de mulheres feitas quase nunca realizam a figura da vitalina guardada no caritó. De escravas que foram quase sempre se transformam em tiranas, assumem a direção da casa quando a senhora envelhece e as môças indolentes não a disputam. Viram-se na Dindinha, na Mãe-Titó, na Tia-Bá, eminência negra ou parda em cujas mãos capazes fica pràticamente entregue o govêrno da família.

* * *

Não sei o que dirá disso a moral tradicional, mas creio que, felizmente, a existência da vitalina, mesmo na província, já anda perto do fim. A instituição da “môça livre” ou da “mulher de carreira”, segundo os modelos da América e da Europa, já tão bem copiada no Rio e em São Paulo, é uma tentação muito grande. Qual a môça que tendo possibilidade de viver do seu emprêgo, no seu próprio apartamento, onde, se lhe falta o aconchego do marido, restam sempre os consolos da liberdade, qual a môça que escolherá viver de favor em casa do irmão, sob a tirania da cunhada?

Será um mal a substituir outro, dirão. Pois bem nenhum sairá dessa nova liberdade. A isso não respondo, que não sei: o que posso dizer é que será, de qualquer jeito, um mal muito menos melancólico.

O Cruzeiro on line é um trabalho de preservação histórica do site Memória Viva

Miles Davis



Miles Dewey Davis Jr (Alton, 26 de Maio de 1926 – Santa Monica, 28 de Setembro de 1991) foi um trompetista, compositor e bandleader de jazz norte-americano.

Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz desde a Segunda Guerra Mundial até a década de 1990. Ele participou de várias gravações do bebop e das primeiras gravações do cool jazz. Foi parte do desenvolvimento do jazz modal, e também do jazz fusion que originou-se do trabalho dele com outros músicos no final da década de 1960 e no começo da década de 1970.

wikipédia

arroubo

Aquela noite eu parecia um doido,
os cabelos de Ezra Pound
os olhos de Baudelaire
o sorriso de Neruda

entrando em bares
e correndo nas praças

berrando versos,
bebendo todas,
colhendo flores.

Aquela noite assombração alguma me vencia
nem Cérbero nem Anderson Silva,

estava mesmo um doido varrido
um anjo de porta em porta

abraçando pessoas,
cães e gatos.

Aquela noite eu era uma coisa do outro mundo,
filho de D. Quixote com Dulcineia Del Toboso.

Os óculos embaçados,
as faces vermelhas,
os lábios trincados

cuspindo versos,
bebendo todas,
colhendo flores.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Psicopotalogia do Mercado - José do Vale Pinheiro Feitosa

No segundo semestre de 1972 um grupo de jovens ligados a um movimento esquerdista de classe média tentou roubar um banco em Ipanema no Rio de Janeiro e isso desencadeou a roda da insensatez. Um dos jovens foi baleado, uma companheira escapou junto com o ferido e uma vez tendo um namorado cuja mãe era médica e esposa de um político cassado, convenceu o namorado a levar o ferido até a mãe para retira-lhe a bala. Dito e feito, a mãe sentindo o “envolvimento” do filho (levar o ferido até ela), retirou e fez o curativo no rapaz em casa mesmo.

Algumas semanas mais tarde, na fuga, o jovem foi preso em Belo Horizonte e sob tortura abre tudo, inclusive o nome da médica que não sabia nada do movimento rebelde. O exército, à paisana, ligado ao DOI-CODI da Barão de Mesquita na Tijuca invade a casa do político e prende todo mundo, inclusive os jovens da vizinhança que costumavam freqüentar a casa. O político cassado é aprisionado, ameaçado para entregar o filho que nesta altura havia se refugiado em Saquarema praia onde rolava um fuminho, era disso que ele gostava, além do rock e do surf.

O pai é levado para a Barão de Mesquita, ameaçado sob pressão, posto na famosa geladeira e finalmente transportado para Saquarema para encontrar o filho que havia fugido dali. Depois é recolhido em casa e como o jornal do Brasil começasse a investigar a “ação” em plena zona sul, inclusive por denúncia de uma política que era amiga e vizinha do casal, o exército saiu de lá, mas levou a médica presa. A política era ligada ao Lacerda, amiga de generais e simpatizava com a direita brasileira e, assim mesmo denunciou a ação.

A médica desapareceu. Por trinta dias estava sumida. Mesmo o político cassado tendo grandes relações no Rio, não conseguiu apurar a situação da sua esposa. Finalmente receberam notícias que ela estava internada e que tinha sofrido uma cirurgia no Hospital do Exército. Orlando Geisel, Ministro do Exército de Médici, que já virara general de pijama no final do Governo Jango e por este foi promovido e tendo recebido a notícia a pedido de Jango pela voz do político cassado, mandou avisá-lo que ele iria visitar a esposa. Ele recebeu a autorização e foi na Barão de Mesquita para os trâmites finais.

Simultaneamente o General Fiuza, comandante do DOI-CODI telefonou para a política para se queixar por que o político cassado não o tinha procurado antes para saber notícia da esposa. A política lhe disse: ora General, ele não tinha que lhe procurar coisa alguma, você é que deveria ir procurá-lo. Então o político entrou na sala do General Fiuza que estava junto de outro oficial, o dispensou e veio até o político para tecer considerações que justificavam a tortura.

Coisas terríveis que tinha de praticar para receber informações sobre o inimigo. Ele até se lamentava por que já havia perdido alguns excelentes oficiais que se “viciavam” tanto nas sevícias e no sofrimento alheio que iam até o fim. E finalmente disse que a mulher tinha sido muito bem atendida no hospital do exército, que tinha sido atendida por um ótimo profissional. Um “ótimo profissional” que operava as pessoas sem nem ao menos consultar os familiares foi o que lhe respondeu o político cassado.

Aquilo era a senha final do enredo: o DOI-CODI já não sabia mais separar a boa fonte de informação daquela que não tinha informação alguma. Naquele caso, a médica só tinha duas informações: que havia retirado uma bala e esta fora de um jovem que ela nem sabia o nome. Eis o exemplo fatal da irracionalidade patológica sobre as instituições, de como psicopatas chegam a elas e como elas transformam pessoas normais em psicopatas irracionais.

Esta história se deu e aconteceu no clima dos anos setenta quando o Brasil se envolveu numa ditadura militar cujo eixo era a Guerra Fria. A luta para alguns entre os exploradores imperialistas e a libertação dos povos oprimidos. Ou para outros a luta entre o bem do capitalismo e o demônio do comunismo. Vieram os anos 90 e um dos pilares da guerra fria desmoronou e sobre os seus escombros os inimigos descobriram o horror da tortura e das prisões irracionais. Falo da ex-União Soviética. Claro que o inimigo do comunismo comemorava a própria vitória.

Terminamos os anos 90 com as bandeiras desfraldadas do neoliberalismo econômico, a globalização financeira a mostrar a nova realidade, o furor das privatizações e o muxoxo desdenhoso com os arcaicos da velha realidade. Foi aí que o primeiro mito caiu: o da infalibilidade física do imperial poder da globalização. As torres gêmeas de Nova York, precisamente por que era um prédio de abrigo dos especuladores de Wall Street, se desmorona com aeronaves civis do próprio império. O império era vulnerável: todo mundo assistiu pela rede mundial de televisões.

No final da primeira década dos anos dois mil, menos de vinte anos após o primeiro pilar da guerra fria vir abaixo, cai o segundo pilar. Hoje estamos num total desprovimento dos mitos destas duas forças do século XX. O século XXI finalmente começou como algo novo e diferenciado. Parece que as regras estão todas a mudarem. A racionalidade da marcha da expansão da Rússia e dos EUA foi historicamente superada.

Recente estudo no paraíso do liberalismo econômico, a Suíça, parece ter evidenciado o que sempre se soube desde o século XX: o equilíbrio ótimo, trazendo ganhos para todos que seria a racionalidade do Deus Mercado não existe. E não existe no real do mundo: nas pessoas que afinal demonstraram o mesmo vício dos torturadores do DOI-CODI da Barão de Mesquita.

O estudo comparou corretores da bolsa com um grupo controle de pessoas normais e com psicopatas internados em clínicas de segurança máxima da Alemanha. O que caracteriza os psicopatas? Comportamento egoísta e não-cooperativo, desprovidos de qualquer empatia e responsabilidade social. Pois bem os corretores se comportaram de modo menos cooperativo que os psicopatas. E tem coisa pior, que justifica a crise do mercado: os agentes financeiros tiveram resultados piores que os psicopatas em relação aos ganhos finais de suas decisões.

Acontece que os “psico-corretores” são apenas capazes de maximizar seus ganhos à custa dos oponentes. Tiveram desempenho péssimo no que se refere à performance geral, ou seja, nos tais ganhos absolutos que os clássicos da economia santificavam. Na verdade esta psicopatologia de mercado tem um comportamento altamente destrutivo do ambiente social e se expressa como diz o psiquiatra que realizou o estudo: “É como se você destruísse o automóvel do seu vizinho com um taco de beisebol, para que seu carro seja o mais bonito da rua”.

Enfim a dinâmica do outro pilar era a traição sistemática do companheirismo e da sociedade.

duas irmãs

Sim, há solidão alegre.

Aquela que nos estreita os laços
com nossos objetos de cada dia.

Que nos lança à plenitude
e coça nossos pés

e nos deixa livres
para nós mesmos.

Que bobagem ficar de mal da cafeteira
só por ela nos ter queimado o braço.

Que tolice insana ignorar um livro
apenas porque ele nos leva
a uma caverna escura
e fria.

Miséria é o homem que não beija
é a mulher que não beija

que se apartam da vida
sisudos, coléricos, fúteis

e acabam morrendo sufocados
por uma solidão, deus, tão triste.

Esta é uma solidão triste.

Meu Tio Aviador - por Joaquim Pinheiro













Meu pai tinha 18 irmãos, frutos dos três casamentos do meu avô. Conheci 16 deles quando ainda criança. Os outros dois conheci quando adulto. Um morava em Nova Friburgo – RJ e o outro em Campinas – SP. Na primeira viagem ao Rio de Janeiro, levado pelo primo Edson Pinheiro, fui a Nova Friburgo, visitar Tio Afonso. Morava num sítio distante 2 km da cidade, no meio da Serra do Mar, local belíssimo, jardim espetacular. As estradas que davam acesso à propriedade e as veredas internas eram margeadas com hortênsias de cores variadas. A visita foi tão agradável que aceitei de bom grado a insistência dele e o dia anteriormente planejado virou jornada de dois dias e duas noites. Guardei na memória histórias relatadas por ele.
Afonso Pinheiro Teles deixou o Crato muito jovem para ingressar no Exército Brasileiro, indo servir na arma da aviação, posteriormente transformada em Ministério da Aeronáutica. Era mecânico de bordo, função que o fazia voar com freqüência.
Durante a 2º guerra mundial passou mais de um ano voando diariamente entre o Rio de Janeiro e Natal em missões de patrulhamento da costa. Era um dia para ir e outro para voltar. A tripulação jamais avistou qualquer embarcação ou submarino inimigo. Depois de meses de buscas frustradas, um dos oficiais se queixou da monotonia do trabalho e reclamou de nunca ter acionado as armas que carregavam. Na conversa que se seguiu, resolveram soltar uma bomba para ver o efeito dela na água. Para justificar, colocaram no relatório indícios de submarinho estranho na área.

Na década de 40 foi com uma equipe buscar um avião nos Estados Unidos. Na volta fizeram escala em Miami e foram passear pela cidade. Na época ainda não era destino turístico dos brasileiros. Caminhando numa das calçadas ouviu gritos “Tenente Teles”, “Tenente Teles”... Ao procurar localizar de onde vinha o chamado, avistou um braço acenando de uma janela equivalente ao 3º andar de um prédio. Dirigiu-se à entrada e descobriu que era um presídio. Era uma pessoa de Missão Velha, que tinha viajado com ele para fazer o concurso de admissão ao Exército e moraram alguns dias na mesma pensão. O conterrâneo não foi aprovado e resolveu tentar a vida nos EUA. Foi preso e condenado por exploração de prostituição.
Em 1953, um exame de rotina detectou cardiopatia grave, foi classificado como incapaz para a vida militar e lhe deram 6 meses de vida. Foi promovido e reformado por invalidez. Passou seis meses ouvindo rádio e lendo jornais e revistas enquanto a morte chegava. Não saía de casa com medo de cair na rua. No 181º dia posterior ao atestado, considerou-se um “renascido”, comprou o sítio e passou a viver normalmente. A vida se estendeu por mais 31 anos.
Nas vésperas do movimento militar de 1964, foi convidado por colegas de farda para “ajudar” o movimento. Participou de reuniões e mais reuniões. Depois do golpe, foi designado para auxiliar uma Comissão Geral de Investigação com objetivo de levantar transações suspeitas do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Depois de semanas de buscas compareceu a uma reunião com participantes do mesmo trabalho de Minas e Goiás. Não encontraram nada fora normal. O chefe dos trabalhos, oficial graduado, ficou indignado e reclamou com muita irritação dizendo que tinham que achar algo, pois o homem tem que ser cassado e seria melhor com justificativa. Ao ouvir tal veredicto, foi embora e nunca mais apareceu para trabalhos voluntários.

Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.

Pablo Neruda



As coisas que existiam antes de tu morreres
e as coisas que surgiram depois:

Às primeiras pertencem, antes do mais,
as tuas roupas, as jóias e as fotografias
e o nome da mulher que te deu o nome
e também morreu jovem
Mas também um par de receitas, o arranjo
de um certo canto na sala,
uma camisa que me passaste a ferro
e que guardo cuidadosamente
debaixo da minha resma de camisas,
algumas peças de musica, e o cão
sarnento que por aí anda
com um sorriso estúpido, como se ainda aqui estivesses.

Às últimas pertencem a minha caneta,
um perfume conhecido
na pele de uma mulher que mal conheço
e as novas lâmpadas que pus no candeeiro do quarto
que iluminam o que leio acerca de ti
em todos os livros que leio.

As primeiras recordam-me que exististe,
as últimas que já não existes.

Que sejam quase indistinguíveis
é o mais difícil de suportar.



Henrik Nordbrandt (1945) Dinamarca
Tradução de Rui Guerra

Leila Diniz



Formou-se em magistério e foi ser professora do jardim de infância no subúrbio carioca. Aos dezessete anos, conheceu seu primeiro amor, o cineasta Domingos de Oliveira e casou-se com ele. O relacionamento durou apenas três anos. Foi nesse momento que surgiu a oportunidade de trabalhar como atriz. Primeiro estreou no teatro e logo depois passou a trabalhar na TV Globo, atuando em telenovelas. Mais tarde, casou-se com o cineasta moçambicano Ruy Guerra, com quem teve uma filha, Janaína. Participou, ao todo, de quatorze filmes, doze telenovelas e várias peças teatrais.

Leila Diniz quebrou tabus de uma época em que a repressão dominava o Brasil, escandalizou ao exibir a sua gravidez de biquini na praia, e chocou o país inteiro ao proferir a frase: Transo de manhã, de tarde e de noite. Considerada uma mulher à frente de seu tempo, ousada e que detestava convenções.[1] Foi invejada e criticada pela sociedade machista das décadas de 1960 e 1970. Era malvista pela direita opressora, difamada pela esquerda ultra-radical e tida como vulgar pelas mulheres da época.

Leila falava de sua vida pessoal sem nenhum tipo de vergonha ou constrangimento. Concedeu diversas entrevistas marcantes à imprensa, mas a que causou um grande furor no país foi a entrevista que deu ao jornal O Pasquim em 1969. Nessa entrevista, ela, a cada trecho, falava palavrões que eram substituídos por asteriscos, e ainda disse: Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo.

O exemplar mais vendido do jornal foi justamente esse onde houve a publicação da entrevista da atriz fluminense. E foi também depois dessa publicação que foi instaurada a censura prévia à imprensa, mais conhecida como Decreto Leila Diniz. Perseguida pela polícia política, Leila se esconde no sítio do colega de trabalho Flávio Cavalcanti, tornando-se em seguida jurada do programa do apresentador, no momento em que é acusada de ter ajudado militantes de esquerda. Alegando razões morais, a TV Globo do Rio de Janeiro não renova o contrato de atriz. De acordo com Janete Clair, não haveria papel de prostituta nas próximas telenovelas da emissora.[1]

Meses depois, Leila reabilita o teatro de revista, e começa uma curta e bem sucedida carreira de vedete. Estrelando a peça tropicalista Tem banana na banda, improvisando a partir dos textos escritos por Millôr Fernandes, Luiz Carlos Maciel, José Wilker e Oduvaldo Viana Filho. Recebe de Virgínia Lane o título de Rainha das Vedetes. No carnaval de 1971, é eleita Rainha da Banda de Ipanema por Albino Pinheiro e seus companheiros.

Morreu num acidente aéreo, vôo JAL471, da Japan Airlines, no dia 14 de junho de 1972, aos 27 anos, no auge da fama, quando voltava de uma viagem a Austrália.

Seus amigos, a atriz Marieta Severo e o compositor e cantor Chico Buarque de Hollanda, cuidaram da filha de Leila Diniz e Ruy Guerra, durante muito tempo; até o pai da criança ter condições de assumir a filha, Janaína Diniz Guerra.

Um cunhado advogado se dirigiu a Nova Délhi, na Índia, local do desastre, para tratar dos restos mortais da atriz. Acabou encontrando um diário que continha diversas anotações e uma última frase, que provavelmente estava se referindo ao acidente: Está acontecendo alguma coisa muito es....

Leila Diniz, A Mulher de Ipanema, defensora do amor livre e do prazer sexual, é sempre lembrada como símbolo da revolução feminina, que rompeu conceitos e tabus por meio de suas idéias e atitudes.

 "Sem discurso nem requerimento, Leila Diniz soltou as mulheres de vinte anos presas ao tronco de uma especial escravidão."
wikipédia

27 DE SETEMBRO DE 1952- por Norma Hauer


Mais uma vez, lembrando Francisco Alves.
Falei sobre ele em 19 de agosto, data de seu nascimento, mas quero relembrar o dia 27 de setembro de 1952, quando ele faleceu, de desastre automobilístico, na Rodovia Dutra,vindo de São Paulo.

No domingo, dia 28, todas as emissoras de rádio só transmitiram músicas cantadas por ele. Aguardava-se a chegada do que restou de seu corpo, para o sepultamento no dia seguinte.

Manhã de 2ª feira, 29 de setembro de 1952...Um grande féretro ( o primeiro em que se usou um carro do Corpo de Bombeiros) atravessa as ruas do Rio de Janeiro, da Cinelândia (Câmara Municipal) onde o que restou de seu corpo foi velado (havia morrido queimado) até o Cemitério São João Batista acompanhado de uma multidão a pé cantando...

"Adeus, adeus, adeus...
Cinco letras que choram
Num prelúdio de dor.
Adeus, adeus, adeus,
É como o fim de uma estrada
Cortando a encruzilhada.
Ponto final de um romance de amor.

Quem parte, tem os olhos rasos dágua
Ao sentir a grande mágoa
Por se despedir de alguém.
Quem fica, também fica chorando
Com o coração penando
Querendo partir também”

Foi no enterro de Francisco Alves que, pela primeira vez, a Câmara Municipal abriu seu salão para o velório de um cantor e foi também, o primeiro féretro realizado em um carro do Corpo dos Bombeiros, seguido com o povo a pé, até o Cemitério de São João Batista.
Foi algo inesquecível !
A forma como Francisco Alves morreu foi um choque para seus admiradores, que eram milhares.
Aqueles três dias, o sábado, o domingo e a segunda- feira transformaram o Rio na cidade de Francisco Alves.

Quando se esperava aquele momento em que "ao soarem os carrilhões dando as 12 badaladas, ao se encontrarem os ponteiros na metade do dia, os ouvintes se encontram com Francisco Alves -o Rei da Voz" ( como a locutora Lúcia Helena abria seus programas todos os domingos)o que se ouviu foram apenas discos.

Naquele domingo, 28 de setembro de 1952 as badaladas foram outras: transformaram-se em um grande requien.

Norma

Os anos passam , os círculos se renovam , e agora estou vivendo mais no futuro do que no presente. Fechei algumas janelas do passado, mas ficaram brechas no coração, por onde espiono alguns amores e algumas lembranças.
Depois que passa um tempo , a gente percebe quem fez a diferença. Quem foi amor , quem foi amizade, e o sentimento de paixão que não vingou.
Chega um tempo em que o coração se escancara, mas já não faz escolhas. Fica no limbo sentimental , sem ousar viver um inferno amoroso descompensado. E o paraíso? Ele é um oásis , num deserto imaginário. Amor construção são pequenos abalos, alternados de orgasmos , que faz chorar, e sorrir. Que faz serenar e inquietar... Que faz pensar que é como se fosse o primeiro, e será para sempre o único.
Meu coração silencia pequenas impressões, que não calam, nem falam .
O que foi, o que é, você, na minha história?
Um carinho , um cravo-rosa, um som diferente , que acalenta um coração minado ?
Que bom, quando uma relação não é finita. Começa no anestésico, e continua, num prazer infindo !

Socorro Moreira


Mario Quintana

O despertador é um acidente de tráfego de sono.
O destino é apenas o acaso com mania de grandeza.
O grande consolo das velhas anedotas são os recém-nascidos.
O homem não morre quando deixa de viver, mas sim, quando deixa de amar
O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família.
O mais triste das dedicatórias são as datas.
O passado não reconhece seu lugar: está sempre presente.
O poeta canta a si mesmo porque de si mesmo é diverso.
O ruim dos filmes de Far West é que os tiroteios acordam a gente no melhor do sono.
O silêncio é um espião.
O tempo é um ponto de vista. Velho é quem é um dia mais velho que a gente...
O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
O verdadeiro analfabeto é aquele que aprende a ler e não lê.
Os aviões abatidos. São cruzes caindo do céu.
Os que fazem amor à noite não estão apenas fazendo amor: estão dando corda no relógio do mundo.
Os rios são tristes porque não podem parar.
Para os peixinhos do aquário quem troca a água é Deus.
Pobre se engasga com cuspe.
Quem bebe por desgosto é tolo. Só se deve beber por gosto.
Quiseste expor teu coração a nu. / E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio. / Ah, pobre amigo, nunca saibas tu / Como é ridículo o amor... alheio!
Reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe haviam roubado a carteira: nada se perde, tudo muda de dono.
Se alguém lhe perguntar o que quis dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...
Se as coisas são inatingíveis ora, / Não é motivo para não querê-las / Que tristes os caminhos se não fora / A mágica presença das estrelas!
Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz?
Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas...
Só se deve beber por gosto: beber por desgosto é uma cretinice.
Sonhar é acordar-se para dentro.
Sou o dono dos tesouros perdidos no fundo do mar. / Só o que está perdido é nosso para sempre. / Nós só amamos os amigos mortos / E só as amadas mortas amam eternamente...
Tão bom morrer de amor! E continuar vivendo...
Tão bom viver dia a dia... A vida, assim, jamais cansa.
Todos esses que aí estão atravancando meu caminho. Eles passarão... eu passarinho!
Três amores... Quem me deu / Tão estranha sorte assim? / Três amores, tenho-os eu / E nenhum me tem a mim!
Tudo o que acontece é natural inclusive o sobrenatural.
Um dia de chuva é bom para a gente comprar livro de poemas... Quem lhe perguntar por quê, de nada lhe adiantará comprar um livro de poemas.
Uma das mais deliciosas manifestações de amor é a falta de respeito.
Uma vida não basta ser vivida, precisa ser sonhada.
Vale a pena viver nem que seja para dizer que não vale a pena...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FOTO RARA - Marcos Barreto de Melo



QUERO COMPARTILHAR COM OS LEITORES DESTE BLOG ESTA FOTO MUITO RARA, ONDE VEMOS O REI DO BAIÃO LUIZ GONZAGA DE PASSAGEM POR SALVADOR, AO LADO DOS COMPOSITORES BAIANOS CAPINAN E CARLOS PITA. ESTE ARQUIVO ME FOI PRESENTEADO PELO AMIGO ROBERTO SAMPAIO, DONO DA LOJA DE CD's PÉROLA NEGRA. NÃO SEI DIZER O AUTOR DA FOTO.

Por Mario Quintana



A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.
A amizade é um amor que nunca morre.
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
A função do poeta não é explicar-se. A função do poeta é expressar-se.
A laranja cortada ao meio, / Úmida de amor, anseia pela/ outra./ É assim, é bem assim que eu te / desejo!
A melhor maneira de te vingares de um teu inimigo é dar de presente uma corneta ao filhinho dele.
A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer.
A poesia não se entrega a quem a define.
A recordação é uma cadeira de balanço, embalando sozinha...
Abandonou-te? - Pior ainda! Esqueceu-me...
Ah, esses moralistas... Não há nada que empeste mais do que um desinfetante!
Amar é mudar a alma de casa.
As árvores podadas parecem mãos enterradas dos vivos.
As mãos que dizem adeus são pássaros que vão morrendo lentamente.
As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho.
Com o tempo, não vamos ficando sozinhos apenas pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros.
Desconfia da tristeza de certos poetas. É uma tristeza profissional e tão suspeita como a exuberante alegria das coristas.
Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo...Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude , mas que trabalheira!
Dupla delícia/ O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.
Durante as belas noites de tempestade, os relâmpagos tiram fotografias da paisagem.
E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vida dos insetos...
Esses padres conhecem mais pecados do que a gente...
Esses que puxam conversa sobre se chove ou não chove não poderão ir para o céu! Lá faz sempre bom tempo...
Estilo é a deficiência que faz um sujeito escrever sempre do mesmo jeito.
Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos.
Há dois sinais de envelhecimento. O primeiro é desprezar os jovens. O outro é quando a gente começa a adulá-los.
Há duas espécies de livros. Uns que os leitores esgotam, outros que esgotam os leitores.
Há uns que morrem antes; outros depois. O que há de mais raro, em tal assunto, é o defunto certo na hora exata.
Hoje é 2ª feira? Meu Deus, como eu fui perder a 1ª feira?
Mas que haverá com a lua que sempre que a gente olha é com um novo espanto?
Não faz da tua vida um rascunho, poderás não ter tempo para passar a limpo.
Não importa saber se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na gente...
Não me ajeito com os padres, os críticos e os canudinhos de refresco: não há nada que substitua o sabor da comunicação direta.
Não sei dançar. Minha maneira de dançar é o poema.
Não sei porque sorri de repente. E um gosto de estrela me veio à boca...
Nem todos podem estar na flor da idade, mas cada um deve estar sempre na flor da sua idade.
No céu é sempre domingo. E a gente não tem outra coisa a fazer senão ouvir os chatos. E lá é ainda pior que aqui, pois se trata dos chatos de todas as épocas do mundo.


Francisco Alves



Francisco de Morais Alves (Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1898 — Pindamonhangaba, 27 de setembro de 1952) foi um dos mais populares cantores do Brasil.


* Enquanto escuto na TV a explosão musical do Rock in Rio, fico desejando escutar uma música , na voz de Francisco Alves, que morreu quando eu tinha um ano de idade.


Meus olhos esperam por eles,
e quando setembro chega,
meus olhos se enternecem neles
- Ipês !

Róseo,amarelo, branco
Que importa a cor, e o canto ?
- O Cariri sabe tê-los!
(socorro moreira)

Por Everardo Norões




DECLARAÇÃO

Sou
apenas
uma pequena nuvem,
ela me disse:
uma nuvem
que se encaminha
para o sul,
sempre o sul.
Ou, se quiseres,
uma brisa,
ela me disse;
uma brisa aquecida
no desvelo dessa pele.
Ou apenas
uma sombra,
ela me disse:
uma minúscula
sombra de ti mesmo,
desfazendo-se
em negro e cinza,
morrendo
como a palavra esquecimento.
Sou apenas
um resto de ti,
ela me disse,
uma gota
partida de teu sangue,
o trovejar de teu murmúrio.
Sou apenas
a vertente do segredo,
ela me disse:
os móveis da casa,
a ladeira,
a rua,
um rio
que se deita na paisagem.

Sou apenas
uma pequena nuvem,
ela me disse:
um som,
um soluço,
uma nave
desorientada no teu céu.

Everardo Norões

O tempo é invenção e não consumo - por José do Vale Pinheiro Feitosa


A circunferência transporta,
E o quadrado fixa.
Como teu ânimo de viajante,
Ou a placidez domiciliar.

Hoje de mãos numa ampulheta,
Contas o estoque do teu tempo.
Teu olhar perplexo ao sol poente,
Esqueceste as nascentes das manhãs.

Entre vaguear e encerrar,
Habita tua religiosidade política.
Que consome teu tempo em trabalho,
Mercadoria para a força capital.

Quão longe se encontra de ti mesmo,
Tua alma se escravizou em mercadoria.
És fonte não renovável do lucro,
Um balde vazio desprezado na lixeira.

Olha que tudo em ti são fantasias,
Lantejoulas do grande desfile produtivo.
Esquece teu pesar de escravo,
Rompa os grilhões sutis das idéias.

Abra os olhos para o próximo segundo,
Que não existe a não ser que o faças.
O tempo não é mercadoria estocada,
É o inevitável do movimento vida.

Rompa teus corpos geométricos,
Trace no ar os arabescos do encéfalo.
Respire os tijolos do tempo,
Abduza os velhos roteiros do trabalho.

por socorro moreira



Estamos plugados
por sentimentos
indefinidos ...
amarras invisíveis
que o sonho desata

o descompromisso liga
o compromisso afasta


prefiro a infinitude
do sem início
e que tudo seja sempre
e pra sempre
um ponto de luz
brilhando no azul
que nunca será verde.

o amor não precisa da rima
ele é poesia que não se explica
preenche as entrelinhas
e faísca como estrelas
no ser interior
anterior a tudo !

ninguém chega tarde
nem antes da hora
amor é carta marcada
que a gente acha
quando o destino descarta.

O grande desafio não é jogar
O grande lance é conquistá-lo
e merecer a felicidade de vivê-lo

Amar sozinho
pode ser perfeito ,
mas é desperdício !

Boa tarde!



alegria nos ganhos
sejam imaginários
ou instantâneos
sejam permanentes
ou diferentes

alegria de viver
plenamente
o que está próximo
e o que está
em sintonia
(socorro moreira)

UMA CRÔNICA DE LUIZ FERNANDO VERISSIMO


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Luís Fernando Veríssimo

TRANSVERSAL DO TEMPO - ALÉM DE MIM E DE TI


"(...) Foram precisos muitos acasos, muitas coincidências surpreendentes (e talvez muitas procuras), para que eu encontre a Imagem que, entre mil, convém ao meu desejo. Eis um grande enigma do qual nunca terei a solução: por que desejo Esse? Por que o desejo por tanto tempo, languidamente?... "
"Tento recordar teu rosto, nome. Curioso, como às vezes nos escapam os traços da pessoa amada. Situo-te num passado já distante. Não te imagino num presente.De ti resta-me o que foste comigo.E foste - me ternura e descoberta do meu corpo, de minhas mãos até então inábeis que ensinaste a acariciar teus cabelos, a sentir teu corpo; e ainda descoberta de que a minha voz tinha um sentido para além de sons mais ou menos indistintos e vagos."

"Ciúme: Sentimento que nasce no amor e que é produzido pelo medo que a pessoa amada prefira um outro."

"Na distância imprecisa, meu amor, ignoramos de nós sequer a latitude. Contudo, provavelmente o mesmo sol cobre nossos corpos ávidos de luz e de acontecer, os mesmo rostos (ou serão outros?) da mesma gente envolvem nossos passos, os mesmos ruídos, o mesmo bombardear de fatos e de idéias, a mesma música flutua em nossos cabelos, o mesmo vento nos impele na busca de horizontes claros e do mar, cheiro de algas penetrante, doçura do pôr do sol e das tempestades na barra."

"Como serás tu que imagino mais do que recordo – a memória traz consigo também o esquecimento, continuando embora memória de gestos repetidos – com quem te encontras, como pensas, que brisas novas suavizarão teu sangue inquieto.Na distância imprecisa que o tempo traz recordo vagamente teu rosto rude e já marcado, a ternura inconsistente e macia da areia deslizando em nossas mãos."

"Encontro fugidio e breve foi o nosso. Belo também da beleza que permanece na memória para além dos dias. Algures tu és, aqui eu sou.Porque imprecisa, a distância se resolve na certeza vaga de existirmos num como e num onde. Tanto basta. [pergunta ou afirmação?] Não há passos que nos aproximem no impreciso e no vago. O nosso reencontro está só na certeza vaga de existirmos com outros, sob o mesmo sol. Melhor assim."

"Impuro e desfigurante é o olhar da vontade. Só quando nada cobiçamos, só quando o nosso olhar nada mais é senão pura observação, é que a alma das coisas, a sua beleza, se nos revela."

"De amor não falemos. De que serviria dar nome ao que encerra somente o equívoco? Somos e não somos sós. E depois ser só não é ser só. Não estamos sós. Temo-nos um ao outro na distância e na ausência, que são só acidentes e nada de essencial atingem. Temo-nos no que ficou do fugidio encontro, na ternura renovada que nos inventamos ou recriamos. Ou na lembrança."


Fonte: Roland Barthes -Fragmentos do Discurso Amoroso (Paris 1980)

Minha amiga Rosineide , aos 15 anos... - Por Socorro Moreira


A poesia de Rosa Catarina


Eles estão no livro: Vôo de Volta


AMAR

Amar
É saber que existe
Alguém
Que não é igual
A ninguém

PERGUNTA

Por que
o amor é a mais
complicada
das coisas simples?

EXO

Amor complexo
Amor com nexo
Amor convexo
Amor com sexo

FLUTUAÇÔES DO TECNICISMO

Couraça e japona.
Preponderância do aço.
Conserto e desconserto
No amor fuido e ácido.

PUREZA

Gesto puro.
Forma pura.
Corpo,
alma,
mãos,
olhos,
amor...
É possível total?

ADEUS

Distante, bem distante,
cintilam as estrelas.
Estão longe de mim,
ou estou longe delas?...

O Outono da vida - Por : Rosa Guerrera


É bom conhecermos e vivermos de corpo e alma as estações da vida . Muito bom também colhermos flores primaveris , plantarmos rosas , alimentarmos com todas as forças do nosso eu os momentos que os verdes anos espalham ao nosso redor ,trazendo sempre em seus convites o sabor gostoso de deleitarmos o desconhecido.Mas ... pouco a pouco quase sem que pressintamos o calor do verão vai se aproximando com nuances mais coloridas , e começamos a rever os nossos verdes sonhos como imagens apagadas onde raramente usávamos a razão .É quando aprendemos a caminhar com mais prudência e sensatez. É quando analisamos melhor, sentimos melhor , somos mais reservados , sabemos esperar a época da colheita e muitas vezes até nos preocupamos com a chegada do outono em nossas vidas. Mas inexoravelmente ele, o OUTONO chega ... e vem o acréscimo no aprendizado, nos sem-fins e atalhos da nossa árvore de vida. E olhando para trás vemos o quanto mudamos ! O encantamento das outras estações nos retrata fielmente que somos mestres no que aprendemos no exercício da maturidade sem portas às fantasias... É é nessa estação outono que lutamos com muito mais garra para a concretização dos nossos sonhos porque entendemos que tudo que fizermos então , tem que ser consciente , isento de falsas expectativas e para todo um sempre .E tudo passa a ser eterno , mesmo que dure apenas uma gota d’água de segundos , mas vivido com tamanha força que não tememos mais a aproximação do inverno nem a destruição da nossa árvore. Nada mais é capaz de nos abalar . Já não nos importamos em nos protegermos da indiferença , do medo, do egoísmo, dos que nos rejeitam , nos ferem , nos excluem ou tentam abalar nossas convicções.Essa é a estação do outono nas nossas vidas. A idade da liberdade de escolha, dos acertos, das novas qualidades , das verdadeiras descobertas , sem dúvidas, sem interrogações ...mas com a certeza de conquistas verdadeiras ...onde a mente não acompanha o envelhecimento do corpo ,mas aprimora cada vez mais o companheirismo entre a razão e o coração.

( ROSA GUERRERA)

Cosme e Damião


São Cosme e São Damião, os santos gêmeos, morreram em cerca de 300 d.C. Sua festa é celebrada em 27 de setembro. Somente a igreja Católica comemora no dia 26 de setembro pois, segundo o calendário católico, o dia 27 de setembro é o dia de São Vicente de Paulo.

Baden Powell de Aquino


Baden Powell de Aquino (Varre-Sai, 6 de agosto de 1937 — Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2000) foi um violonista brasileiro.

Gal Costa


Página oficial www.GalCosta.com.br

Maria da Graça Costa Penna Burgos, mais conhecida como Gal Costa, (Salvador, 26 de setembro de 1945) é uma cantora brasileira.

Gal Costa é filha de Mariah Costa Pena, falecida em 1993 que foi sua grande incentivadora, e Arnaldo Burgos.Sua mãe contava que durante a gravidez passava horas concentrada ouvindo música clássica, como num ritual, com a intenção de que esse procedimento influísse na gestação e fizesse que a criança que estava por nascer fosse, de alguma forma, uma pessoa musical. Gal jamais conheceu o seu pai, que faleceu quando ela tinha por volta de 15 anos. Por volta de 1955 se torna amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, futuras esposas dos compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. Em 1959 ouve pela primeira vez o cantor João Gilberto cantando Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais) no rádio; João também exerceu uma influência muito grande na carreira da cantora, que também trabalhou como balconista da principal loja de discos de Salvador da época, a Roni Discos. Em 1963 é apresentada a Caetano Veloso por Dedé Gadelha, iniciando-se a partir uma grande amizade e profunda admiração mútua que perdura até hoje.

Em meados dos anos 90 Gal mudou oficialmente o se nome de Maria da Graça Costa Penna Burgos para Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa.

Luis Fernando Verissimo


Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro. Mais conhecido por suas crônicas e textos de humor, mais precisamente de sátiras de costumes, publicados diariamente em vários jornais brasileiros, Verissimo é também cartunista e tradutor, além de roteirista de televisão, autor de teatro e romancista bissexto. Já foi publicitário e copy desk de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Erico Verissimo.

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