por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 7 de julho de 2011

TAPUMES NAS MONTANHAS- por José do Vale Feitosa


Uma noite, aniversário de Violeta Arraes, sentei-me num batente ao lado de um senhor de longos bigodes. Ambos quase ao rés do chão, ele um nonagenário e eu célere no consumo dos meus cinqüenta anos. Não cheguei ali por escolha, era um lugar vazio e tramamos uma conversação. Sem nos conhecermos, cá entre garfadas saborosas e bebericando um vinho, ele, não recordo o quê. Conversamos sobre coisas que pulam pelas cordas vocais feitos pássaros de galho em galho. A verdade é que nenhuma hierarquia nos assombrava, nem mesmo as nossas evidentes diferenças de idade.

Afinal como é da natureza humana nos agarramos ao território. Este belo Rio de Janeiro. Cenário simbólico de uma pátria. Cenas fundadoras de uma nação. Práticas melódicas de um povo continental. Atos políticos de uma transformação que não nunca chega e seja suficiente. Rio de Janeiro, baixadas, lagoas, mata atlântica, morros e serra do mar. O mar, de enseadas, contra rochedos, ilhotas de gnaisses, um grupo de biguás cruzando os céus entre as lagoas da baixada de Jacarepaguá e a Baia da Guanabara.

Uma lenda circulou na internet. Como uma lição para executivos ou para um curso de administração. O valor da cooperação como referência das aves migratórias em sua formação de asa delta. Um líder na frente e duas linhas que se afastam em suas respectivas fileiras. Diz a lição: o líder se reveza à proporção que cansa e os demais são favorecidos pela redução da resistência do ar em face daqueles que à frente voam. Mas a nossa conversa não andava bem por aí. É que os ventos possuem forças variadas, velocidades tantas e até turbulências que dialogam com a formação das aves. E como refletíamos: os biguás são obrigados a mudar sua formação em face dos ventos.

Hoje não se vive no Rio como antes. Não é apenas uma escala demográfica, é uma escala arquitetônica. A captura do olhar em busca das montanhas no entremeado das ruas. Ângulos postos como uma vontade primeira, em tantos graus que prédios, calçadas e ruas obedeciam. Vivia-se num espaço muito próprio, de enormes sombras, de micro climas no intervalo de algumas dezenas de metros, a tomada de olhar numa brecha que se abria para outro cenário, inteiramente diverso daquele em que anteriormente se encontrava. Este Rio se encontra lá como antes, mas agora sujeitado como um leão na sua jaula de zoológico.

As escalas se reduziram, são contadas em andares, dez, doze ou vinte andares. Paredes soerguendo-se nas rotas das montanhas, escondendo morros, circundando lagoas, criando corredores pelos quais circulamos no interior que fica numa face que esconde a outra cidade. A antiga cidade, aquela que não é mais a mesma não pelas favelas no alto dos morros, mas pelas moradias das classes médias que arranharam os céus e engaiolaram as montanhas. E hoje, como ontem, querem a primazia de não mais serem fiéis à cidade de então, apenas querem a cidade do modo como imaginam a cidade. E o modo mais radical que imaginam é removerem as favelas para os quintos. Para o esquecimento daqueles que pretendem que tudo o mais se esqueça, mas não seus privilégios.

E quem somos? Boa noite, Lúcio Costa já não espera a meia noite. Boa noite mestre Lúcio!

por José do Vale Pinheiro Feitosa

Dia 20.07- Lançamento do livro "No Azul Sonhado"



Aguardem convite oficial!

E amanhã, 8 de julho, a festa continua...


O HOTEL ENCOSTA DA SERRA convida para a inauguração do SALÃO IRMÃOS ANICETO e EXPOSIÇÃO DE QUADROS DECORATIVOS, Artes & fotografias de: Pachelly Jamacaru. Esta brilhante iniciativa, faz parte de uma nova visão da atual administração do hotel, onde os valores culturais em seus diversos segmentos são reconhecidos e valorizados.

Data: 08 de Julho/2011
Local: HOTEL ENCOSTA DA SERRA
Av. Pedro Felício Cavalcante - Caminho do Clube Recreativo Grangeiro
Horário: 19hs

Presença dos Irmãos Aniceto
Exposição de Quadros Decorativos, Pachelly Jamacaru.

É hoje! Lançamento do livro de Zé Flávio.


Tive o privilégio de folhear esta maravilhosa criação. Surpreendentemente, linda!
Teremos, com certeza, várias edições. O livro vai bombar!
Aposto no sucesso irrestrito!

- O autor nos convida!

Local: Teatro Municipal do Crato
Dia 07.07.2011 (HOJE!)
Horário: 19 h

Depois  deste evento, a pedida é assistir Roberta Sá, no palco da Refesa.

Artur de Azevedo


Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (São Luís, 7 de julho de 1855 — Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1908) foi um dramaturgo, poeta, contista e jornalista brasileiro.


Arthur Azevedo


Arrufos

Não há no mundo quem amantes visse Que se quisessem como nos queremos... Um dia, uma questiúncula tivemos Por um simples capricho, uma tolice. — "Acabemos com isto!", ela me disse, E eu respondi-lhe assim — "Pois acabemos!" E fiz o que se faz em tais extremos: Tomei do meu chapéu com fanfarrice.

Virgulino Ferreira da Silva


Capitão Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião (Serra Talhada, 4 de Junho de 1898 — Poço Redondo, 28 de julho de 1938), foi um cangaceiro brasileiro.

Uma das versões a respeito de sua alcunha é que ele modificou um fuzil, possibilitando-o a atirar mais rápido, sendo que sua luz lhe dava a aparência de um lampião.

Ringo Starr



Richard Starkey Jr., MBE (Liverpool, 7 de julho de 1940), mais conhecido pelo seu nome artístico Ringo Starr, é um músico, baterista, multi-instrumentista, cantor, compositor e ator britânico, famoso por ter sido baterista dos Beatles após substituir Pete Best, ficando nos Beatles até a separação do grupo em 1970. Ringo é conhecido pelo seu estilo seguro de tocar e pelos seus toques de originalidade. Foi eleito, em 2011, pela revista Rolling Stone o maior baterista da história do rock. O apelido Ringo surgiu por causa dos anéis que Ringo gostava de usar (ring quer dizer anel em inglês). Ele também é vegetariano e canhoto, assim como outro integrante dos Beatles, Paul McCartney.

Marc Chagall




Marc Chagall (Vitebsk, Bielorrússia, 7 de julho de 1887 — Saint-Paul-de-Vence, França, 28 de março de 1985) foi um pintor, ceramista e gravurista surrealista russo-francês.

Vivien Leigh



Vivien Leigh, Lady Olivier (nascida Vivian Mary Hartley; Darjeeling, 5 de novembro de 1913 — Londres, 7 de julho de 1967), foi uma famosa atriz e lady inglesa nascida na Índia (quando este país ainda pertencia ao Império Britânico), considerada uma das mais belas e importantes personalidades do século XX, presente na lista feita pelo Instituto Americano de Cinema das 50 maiores lendas do cinema.

Apesar de suas aparições no cinema terem sido relativamente poucas, Viv venceu o Oscar de melhor atriz duas vezes. A primeira vez foi interpretando Scarlett O'Hara em E o Vento Levou (1939), e a segunda foi interpretando Blanche DuBois em Um Elétrico Chamado Desejo (1951) (a mesma personagem que ela interpretara nos palcos da West End, em Londres).

Viv frequentemente fazia colaborações com seu marido, o também ator, e diretor Laurence Olivier. Durante mais de trinta anos como atriz de teatro, ela se mostrou bastante versátil, interpretando desde heroínas das comédias de Noel Coward e George Bernard Shaw às personagens dos dramas clássicos de Shakespeare.

Aclamada por sua beleza, ela sentia que isso às vezes atrapalhava o público de vê-la como uma atriz séria. Afetada por um distúrbio bipolar durante a maior parte de sua vida adulta, o humor de Viv era quase sempre não-entendido pelos diretores, e ela ganhou a reputação de ser uma atriz difícil. Diagnosticada com tuberculose crônica na metade da década de 1940, Viv se tornou uma pessoa enfraquecida a partir de então. Ela e Laurence Olivier se divorciaram em 1960; a partir daí, a atriz continuou a trabalhar esporadicamente no cinema e no teatro até sua morte súbita por tuberculose.

Cazuza

Cazuza, nome artístico de Agenor de Miranda Araújo Neto, (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1958 — Rio de Janeiro, 7 de julho de 1990) foi um cantor e compositor brasileiro que ganhou fama como vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho. Sua parceria com Roberto Frejat foi criticamente aclamada. Dentre as composições famosas junto ao Barão Vermelho estão "Todo Amor que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul".

Cazuza tornou-se um dos ícones da música brasileira da década de 1980. Dentre seus sucessos musicais em carreira solo, destacam-se "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz Parte do meu Show", "O Tempo não Pára" e "O Nosso Amor a Gente Inventa".

Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual. Em 1989 declarou ser soropositivo e sucumbiu à doença em 1990, no Rio de Janeiro.

wikipédia

quarta-feira, 6 de julho de 2011

LUZES E SOMBRAS- por Rosa Guerrera


Escreveu a poetisa cratense Socorro Moreira, que : “ Existem pessoas que acendem nossas luzes , e outras que conseguem apagá-las “. E eu aprovo totalmente essa definição inteligente. Quantas vezes em meio a uma escuridão cheia de mágoas, medos e decepções sentimos que a imprevista presença de alguém pode acender nossas esperanças e iluminar os nossos caminhos !
E de repente começamos a enxergar estrelas que estavam apagadas , ver melhor a cor do mar , ouvir e entender a melodia do canto dos pássaros e termos em nossas mãos o universo de muitas poesias .
Essas são exatamente as pessoas que acendem nossas luzes interiores para melhor vermos a claridade do mundo exterior .
Outras , é bem verdade , nos trazem dissabores , nos iludem com frases inacabadas , e nos deixam cicatrizes profundas apagando luzes que pensávamos serem eternas .
É esse paradoxo, e o verdadeiro contexto da própria vida .
Quem não teve luzes acesas e apagadas por pessoas que passaram no trilhar dos nossos destinos ?
O importante é vivermos intensamente os dias de sol , amarmos sem condições, desfrutarmos os minúsculos instantes de amor e de alegria que uma ou várias pessoas nos presentearam quando acenderam as nossas luzes , porque elas podem também um dia apagá-las , essa é a mais pura das realidades.
E se por acaso , ironia ou poesia do destino , isso vier a acontecer não devemos permanecer numa constante entrega à escuridão , porque a qualquer momento outra luz entrará pela janela do nosso coração iluminando uma nova jornada , deixando na lembrança apenas sombras de uma dolorosa penumbra.
 por rosa guerrera

Mensagem do dia: Sussurro Divino‏- Colaboração de Altina Siebra



Um amigo levou um índio para passear no centro de São Paulo.
Seus olhos não conseguiam acreditar na altura dos edifícios e ele mal conseguia
acompanhar o rítmo frenético das pessoas indo e vindo. Espantava-se com o barulho ensurdecedor das sirenes, dos automóveis, as pessoas falando em voz alta.
De repente o índio falou:
- Ouço um grilo...
O amigo espantado retrucou:
- Impossível ouvir um inseto tão pequeno nessa confusão!
O índio insistiu que ouvia o cantar de um grilo. Tomando o seu cicerone pela mão, levou-o até um canteiro de plantas. Afastando as folhas, apontou para o pequeno inseto:
- Como? -Perguntou o amigo, ainda sem crer.

O índio pediu-lhe algumas moedas, e então jogou-as na calçada.

Quando elas caíram e se ouviu o tilintar do metal, muita gente se voltou:
- Escutei o grilo porque o meu ouvido está acostumado com este tipo de barulho. As pessoas aqui ouvem o dinheiro caindo no chão porque foram condicionados a reagirem a esse tipo de estímulo. Depois arrematou:
- A gente ouve o que está acostumado ou treinado a ouvir.

Vivemos em um mundo materialista.

A vida nos impõem que sejamos muitas vezes duros. Acabamos nos tornando céticos.
A voz de Deus não é ouvida senão por aqueles que tem o ouvido sensível.
Muitas vezes a correria da vida e as agitações da nossa alma inquieta não nos permitem perceber o Divino.
Treinamos os nossos sentidos para reagir apenas aos impulsos da sobrevivência, mas há realidades que só se percebem com o espírito.
Aqueles que aquietam o coração e se deixam tocar pelo Eterno, escutam o sussurro de DEUS.



Autor Desconhecido.
só corro...
meu coração
pede socorro!!

pé de Socorro
bailando elegante
valsando vibrante
no salão do castelo

que belo, que belo!

Por João Nicodemos

Aquieta-te em mim - por socorro moreira


silêncios , recreios
invento e recrio o amor,
enquanto penso

windows
abro e fecho
encanto e desencanto
se alternam
retenho o som
busco o oásis
que já vivemos

sentimento adormece
depois acorda ,
e escova os dentes
mordisca o desejo
como fruta fresca
e a tentação
faz o gosto voltar
no apito do trem

aquieta-te em mim ...
não contritamente
moras nesse 3 x 4
loteado em mim

o tempo é sempre pleno
quando expandimos o amor
que a gente sente!

O arcaico e o moderno na vida das tias Hig-Tech - José do Vale Pinheiro Feitosa


Esta história demorou a chegar. As minhas tias Raimunda, Rosinha e Maria, com telefone celular, antena parabólica e internet vivem no mundo sem sair do velho e arcaico sertão do Potengi. Os sobrinhos netos dela nem tomarão pulso do que isso significa. E que no tempo deles definitivamente a vida rural que já foi o centro da civilização brasileira, haverá se tornado mais um compartimento urbano, com ar campestre.

Mas isso é apenas para contextualizar que elas, ao contrário vivem uma vida dual: ora acham que a vida real é no mundo e noutra a virtual no sertão. Invertem, por assim dizer, a equação. Resulta em algo diferente esta inversão?

Claro! Pensam em deletar a seca e dar um boot no calor na hora de dormir. Outro dia foi seu Chagas, com o velho caminhão que veio pegar uma carga de milho e deu problema no virabrequim. Tia Rosinha não disse nada para ninguém. Desde a varanda onde se sentava, ouvindo a carga de palavrões que seu Chagas acumulava no rol de seus pecados, pensava em dar um enter na ignição do velho Mercedes. Pelo menos aquela maquinação barulhenta esconderia tantas interjeições do velho motorista.

Outro dia pediram a Chico Véi para ir ao Potengi completar algumas coisas em falta na despensa. Deram o telefone celular de uma delas para se comunicar caso precisasse. Pois bem, de motocicleta, 15 minutos para ir, uma hora para malandrar e comprar e mais 15 minutos para voltar. Após uma hora e meia, tia Maria confirmou no relógio e resolveu ligar para Chico Véi.

Mandou brasa naquele botão verde do celular com tanta força que pensou até ter ouvido “luar do sertão” que era a chamada do telefone que estava com Chico. Foi rápido, dois toques e Chico atendia:

- Pronto!
- Chico?
- Ninhora!
- Onde tu tá?
- Aqui!

Tia Maria virou-se e viu Chico ao seu lado. E pensava que o telefone dela estava com defeito provocando eco na voz de Chico. Esta era a prova fatal de que tinham, pelo meio, modificado a mensagem. Não conheciam Mc Luhan, mas poderiam ir a Wikipedia e tudo se resolveria.

Reunião de emergência. Onde estaria o moderno e o arcaico? Qual o papel do mundo e o do sertão?

A discussão foi acalorada, com consultas ao computador e até telefonemas para os sobrinhos. Finalmente chegaram à sentença:

- Nem o mundo e nem o sertão são arcaicos. – Já haviam chegado às mesmas conclusões que chegaremos no futuro. Não tem mais diferença entre estes compartimentos.
- E o arcaico não existe mais?
- Existe sim senhor. Nem fique avexado.
- O arcaico somos nós. Quando este momento aí se equilibrar não vão entender nada de nós.


 por José do Vale Pinheiro Feitosa

O OLHAR. Por Liduina Belchior.

LEITURA DE ALMA
FALA LUMINOSA DO CORAÇÃO
SORRISO EXPRESSO
BADALAR DO SINO DA PAIXÃO.
Qual leão

Recitada pelo aluno Antônio de Castro Alves
no Outeiro que teve lugar no Ginásio Baiano
a 3 de julho de 1861


I

Qual leão encostado à dura rocha
Da grande serra, onde o senhor habita,
Vestido de áurea juba reluzente,
O débil caçador ao longe fita;


E grande e generosa que podia
De momento em seu sangue se banhar,
Deixa-o seguir com pena o seu destino
Sem seu poder e forças lhe mostrar:


Tal o Brasil sentado junto às margens
Do verde oceano que seus pés lhe beija,
E recostado sobre o alto Ande
Que além nos ares, pelo céu flameja.


Vestido desse manto lindo e belo
Que nunca o frio inverno desbotou;
Bordado dos diamantes, do ouro fino,
Das lindas flores com que Deus o ornou;


Viu chegar-se de Lísia a cruel gente
Batida pelos ventos e tufão,
Débeis de forças, débeis de esperança,
E apenas merecendo compaixão;


Deixa-os entrar nos bosques gigantescos;
Deixa-os gozar dos puros céus de anil;
Deixa-os fruir de todas as riquezas,
Que o mundo antigo inveja do Brasil.



II


Mas o gigante que amigo
Unira alegre consigo
O peregrino estrangeiro,
Em breve sentiu, raivoso,
Seu colo altivo, orgulhoso,
Sob triste cativeiro.


Sentiu em breve o grilhão
Da mais torpe servidão
Atar-lhe a fronte sob'rana;
Essa fronte majestosa
A quem coroa formosa
Dava a gente Americana!


Mas perdendo o sangue frio,
Recordando o antigo brio,
O seu antigo valor;
S'ergue súbito da terra
E exclama com voz que aterra
Ardente d'ira e furor:


"Lísia, que fostes o horror
Dos povos de outro equador
Com teu imenso poder;
Que com as tuas falanges
Às Índias, que banha o Ganges,
Fizeste humilde tremer;


"Sabe que a Índia de agora
Tem outra mais bela aurora;
São Índias, mas do Amazonas,
Sabe que eu sou o Brasil;
Tenho povo senhoril
Como não têm outras zonas.


"Se o índio, o negro africano,
E mesmo o perito Hispano
Tem sofrido servidão;
Ah! Não pode ser escravo
Quem nasceu no solo bravo
Da brasileira região!


E ei-lo já arrojante
De sangue imigo espumante
A destruir, a matar;
Busca de todos os lados
Os mandões que, amedrontados,
Caem na terra e no mar.


Uns Lusitanos já correm,
Outros aos golpes já morrem
Deste novo Adamastor;
Não podendo já mostrar
O seu valor militar
Tremem feridos de horror.


Em Pirajá, em Cabrito,
De Lísia já se ouve o grito,
Surdos gemidos de dor;
Já nem se lembram de glória,
Esquecem té a memória
Dos seus feitos de valor.


Uns acham vida fugindo,
Outros morrem, mas sentindo
Os pulsos do Brasileiro;
Então conhecem, medrosos,
Que para peitos briosos
É quimera o cativeiro.


Então soberbo o gigante
Com sua fronte brilhante
As suas armas deixou;
E levantando os troféus
Clama ousado para os céus:
— Lísia, sim, já livre sou —.

Bill Haley

CONVITE... Inauguração e Exposição...

O HOTEL ENCOSTA DA SERRA convida para a inauguração do SALÃO IRMÃOS ANICETO e EXPOSIÇÃO DE QUADROS DECORATIVOS, Artes & fotografias de: Pachelly Jamacaru. Esta brilhante iniciativa, faz parte de uma nova visão da atual administração do hotel, onde os valores culturais em seus diversos segmentos são reconhecidos e valorizados.

Data: 08 de Julho/2011
Local: HOTEL ENCOSTA DA SERRA
Av. Pedro Felício Cavalcante - Caminho do Clube Recreativo Grangeiro
Horário: 19hs

Presença dos Irmãos Aniceto
Exposição de Quadros Decorativos, Pachelly Jamacaru.

Lançamento de Livro - Show

LANÇAMENTO DE LIVRO INFANTIL




Estaremos lançando, na próxima Quinta-Feira, dia 07 de Julho , no Cine Teatro Moderno, aqui em Crato, o livro : "O Mistério das 13 Portas no Castelo Encantado da Ponte Fantástica" de J. Flávio Vieira e Ilustrações de Reginaldo Farias. O livro engenhosamente faz uma tessitura dos mitos caririenses e acompanha um CD com 15 Músicas e um Audio-Livro com a narração da história. O Projeto foi vencedor do I Prêmio Rachel de Queiroz da SECULT. No evento teremos um Show com a presença de vários músicos e compositores cearenses que participaram do Projeto : Luiz Carlos Salatiel, Lifanco, Ibbertson Nobre, Luiz Fidelis, Pachelly Jamacaru, Amélia Coelho, Ulisses Germano, Zé Nilton Figueiredo, João do Crato, Leninha Linard, Abidoral Jamacaru e muitos outros.

Dia- 07/07/2011 (Quinta)
Local- Cine Teatro Moderno ( Crato)
Hora- 19 H
Entrada Franca

Todos Lá !

Apoio : Secult, Governo do Ceará, Urca, Geo Park, Secretaria de Cultura do Crato, Unimed Cariri, OCA

A arte de João Nicodemos

Vejam mais ...

Alberto Nepomuceno



Alberto Nepomuceno (Fortaleza, 6 de julho de 1864 — Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1920) foi um compositor, pianista, organista e regente brasileiro.

Considerado o "pai" do nacionalismo na música erudita brasileira, deixou inacabada a ópera O Garatuja, baseada na obra de mesmo nome de José de Alencar. Escreveu duas óperas completas, Artemis e Abul, ambas sem temática nacionalista. Pesquisas recentes mostram que Nepomuceno compôs obras de caráter modernista, chegando a experimentar com a politonalidade nas Variações para piano, opus 29.

Frida Kahlo



Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón (Coyoacán, 6 de julho de 1907 — Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.

Louis Armstrong



Louis Daniel Armstrong (Nova Orleans, 4 de agosto de 1901 — Nova Iorque, 6 de julho de 1971), é considerado "a personificação do jazz". Louis Armstrong é famoso tanto como cantor quanto como solista, com seu trompete.

Castro Alves


Antônio Frederico de Castro Alves (Curralinho, 14 de março de 1847 — Salvador, 6 de julho de 1871) foi um poeta brasileiro.

Nasceu na fazenda Cabaceiras, a sete léguas (42 km) da vila de Nossa Senhora da Conceição de "Curralinho", hoje Castro Alves, no estado da Bahia.

Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos". Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro.

Saudade é uma

ausência presente

que pressente

o futuro encontro...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Humor...leve

O “OVIGOPÓLIO” (De: Luis Fernando Veríssimo)

O ladrão(L) foi flagrado roubando galinhas do vizinho e o levaram para a delegacia, onde se deu o seguinte papo com o Delegado(D):
D- Que vida mansa, hein, vagabundo sem vergonha? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai ficar um bom tempo enjaulado, seu escroque!
L- Não era pra mim não, doutor. Era pra vender.
D- Pior, muito pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha, fdp !
L- Mas eu vendia mais caro.
D- Mais caro, como ?
L– É que eu espalhei o boato que as galinhas do vizinho eram bichadas e as minhas galinhas, não. E que as do galinheiro dele botavam ovos brancos, enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D- Mas eram as mesmas galinhas, seu marginal ordinário.
L- É que os ovos das minhas eu pintava.
D- Que grandessíssimo pilantra. Ainda bem que te capturamos. Já pensou se o dono do galinheiro te pega ???
L- Já me pegou, já me pegou, doutor. Fiz um acerto com ele. Comprometi-me a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um “ovigopólio”.....
D- E o que você faz com o lucro do seu negócio, mestre ? (olha só a mudança no tratamento).
L- Bem, doutor, eu especulo com dólar, euro e libra. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas e também comprei alguns deputados e uns oito ministros do Supremo Tribunal Federal. Com isso, consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação escolar do governo e, claro, superfaturo os preços.
**********************
Nisso, deu-se a guinada definitiva: intrigado, o delegado mandou pedir um cafezinho para o preso, perguntou-lhe se estava bom de açúcar, se a cadeira em que ele estava sentado tava confortável, se ele não queria uma almofada e tal, e depois indagou:
D- “Doutor” (olha a reversão na mudança de tratamento), não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
L- Trilionário, doutor, trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
D- E com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L- Às vezes. Sabe como é...
D- Não sei não, excelência. Por favor, se não for incômodo, explique-me.
L- É que em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, doutor, daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. E só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão de verdade, atuante; e isso é excitante, indescritível. Mas, como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia, ver o sol nascer quadrado. Vai ser uma experiência nova.
D- O que é isso, excelência? Que conversa sinistra é essa ??? O doutor não vai ser preso, não. Só se for por cima do meu cadáver.
L- Mas eu fui pego em flagrante, pulando a cerca do galinheiro!
D- Sim, sim, tudo bem. Mas o “Doutor” é primário. E com esses antecedentes, então...
Aceita um cigarrinho, uma cervejinha gelada, um wyskie ???

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CLASSIFICADOS DOS “CASADOS”

01) Um homem anunciou nos classificados; Procura-se esposa.
Dia seguinte recebeu centenas de cartas, num mesmo teor: Pode ficar com a minha.
02) Filho: Pai, quanto custa para casar??? Pai: Não sei, filho, ainda estou pagando.
03) Filho: Pai, é verdade que na Arábia o homem não conhece sua esposa antes de casar? Pai: Aqui também é assim filho.
04) Marido: Se não fosse pelo meu dinheiro, essa casa não estaria aqui. Esposa: Querido, se não fosse pelo seu dinheiro, EU não estaria aqui.
05) Judite: Fui eu que fiz o meu marido milionário. Clarice: E o que seu marido era antes ? Judite: Bilionário.
06) Alberto: Eu tinha tudo – dinheiro, casa bonita, carro esporte, o amor de uma linda mulher e, então...tudo acabou. Joaquim: O que aconteceu ? Alberto: Minha mulher descobriu.
07) Sérgio entra em casa correndo e grita: Marta arrume suas coisas. Acabei de ganhar na loteria. Marta: Você acha melhor que eu leve roupas para frio ou calor ? Sérgio: Leve tudo, você vai embora.
08) Pense bem: se não fosse pelo casamento os homens viveriam pensando que nunca erram. Pessoalmente, acho que uma das melhores coisas do casamento é que, como pai e marido, posso dizer o quer quiser lá em casa. Ninguém liga mesmo...
09) Um homem disse que o seu cartão de crédito havia sido roubado, mas que ele havia decidido não avisar à polícia; é que o ladrão gastava menos que a mulher.
10) Valter: Minha mulher é um anjo. Gonzaga: Você tem sorte; a minha ainda está viva.
11) Qual a semelhança entre a Av. Paulista e o casamento ? É que ambos começam no Paraíso e terminam na Consolação.
12) Dois tipos de pessoas felizes: homens solteiros e mulheres... casadas.
13) Semelhança entre um casamento e um submarino: ambos bóiam, bóiam, mas foram feitos mesmo pra afundar.
14) Casamento: o dobro da despesa com a metade da diversão.

CARMEN COSTA- por Norma Hauer


Há dúvidas sobre a data de nascimento de CARMEN COSTA, alguns sites dão como nascida em 5 de janeiro e outros em 5 de julho de 1920. Sempre tive esta última data como sendo a real, inclusive Luiz Vieira, em seu programa "Minha Terra, Nossa Gente", transmitido de 2ª a 6ª feira na Rádio Carioca, tem como certa a data de 5 de julho.
Bom, mas se há dúvida, ela merece ser relembrada hoje e também em 5 de janeiro.
Ela nasceu com o nome de Carmelita Madriaga em Trajano de Moraes(RJ) de onde saiu com 15 anos, vindo para o Rio de Janeiro onde trabalhou como doméstica na casa do cantor Francisco Alves. Na mesma época passou a se apresentar em programas de calouros, mas somente em 1937, quando conheceu o compositor Henricão, teve sua chance de se transformar na grande cantora que ficou conhecida com o nome de CARMEN COSTA, dado pelo compositor.
No ano seguinte, apresentou-se em um arraial do rancho fundo, em Juiz de Fora e em 1939 regressou ao Rio, apresentando-se na então Feira de Amostras que, anualmente, era montada no local onde hoje se encontram as Avenidas Churchill e Roosevelt, no Castelo. Ali cantaram as irmãs Carmen e Aurora Miranda, bem como as Irmãs Pagãs, Carlos Galhardo e outros. Na Feira de Amostras era também montado um parque de diversões, conhecido como Parque Shangai.
Em 1942, com Henricão gravou seu primeiro disco , com o samba "Onde Está o Dinheiro?" e foi nesse mesmo ano que "estourou" com "Está Chegando a Hora", uma adaptação do mesmo Henricão para a melodia mexicana "Cielito Lindo". Esse foi seu carro-chefe e ela era sempre chamada a cantá-lo em qualquer parte onde se apresentava.
Separando-se de Henricão, em1945 foi para os Estados Unidos, onde se casou com um americano de nome Hans van Koehler (de ascendência holandesa) e se apresentou em vários "shows", em casas como o Teatro Triboro, em Nova York e em outras cidades, como Nova Jersey e Los Angeles.
Regressando ao Brasil, aqui marcou seus verdadeiros sucessos, regravando, principalmente a adaptação de “Está Chegando a Hora”:

"Quem parte leva saudade de alguém,
que fica chorando de dor.
Por isso não quero chorar,
quando partir meu grande amor.

Ai, ai, ai, ai, está chegando a hora.
O dia já vem raiando, meu bem
Eu tenho que ir embora".

Exatamente, o dia acabara de raiar, quando Carmen partiu, desta vez sem volta.

Carmen ainda conheceu sucessos com "Cachaça; "Só Vendo que Beleza" e "Eu Sou a Outra"
...Ele é casado e eu sou a outra na vida dele....

Ela viveu algum tempo nos Estados Unidos e, em Los Angeles, apresentou-se no famoso "Carneggie Hall".

Coloco aqui a letra de "CACHAÇA" para "matar a sede" da turma do Buteco

Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça nasce do alambique
E água vem do ribeirão

Pode me faltar tudo na vida
Arroz, feijão e pão
Pode me faltar manteiga
Isso não faz falta não
Pode me faltar o amor
Disto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça.

A Carmen Costa, meu preito da saudade, de quem nos deixou há apenas 4 anos, em 25 de abril de 2007, aos 87 anos

Um Passeio em Santana do Cariri-Ce, por Liduina Vilar.


Fizemos sábado passado, 02/07/11, um passeio pela linda cidade de Santana do Cariri, localizada na microrregião do Cariri, no sul cearence, que destaca-se por possuir um vasto sítio arqueológico ,e abriga um Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri- Ce.
Destaca-se também pelo comércio de de produtos feitos manualmente na Associação Santanence de Apoio ao artesão. Possui aproximadamente 17,5 mil habitantes.

Museu de Paleontologia.

Vista de cima do Pontal de S Cruz.

No alto do Pontal, o Cruzeiro, com vista para a Chapada do Araripe.

O conflito das duas naturezas - Emerson Monteiro

Vezes outras e imaginava o que aconteceria no íntimo dos que escolhem trilhar a vida religiosa. Deixar de lado o glamour desse filão do corpo e da carne, e entrar nos universos do imponderável absoluto. Largar as paixões, as imprevisões saborosas dos sentidos, os devaneios da satisfação imediata, e mergulhar, sem retorno, sob o manto desconhecido das aspirações profundas, inescrutáveis, do mistério divino.

Poucos dias atrás, numa folhinha de calendário li citação do jornalista e político Artur da Távola de que opção não é escolha, é renúncia. Dada tal veracidade, repito a frase, pois noto quanta renúncia existirá nas opções que se fazem no decorrer das jornadas deste chão. Ninguém trocará de lugar que não tenha de largar o sonho dos lugares antigos, pois optar implica abandonar as outras possibilidades deixadas para trás.

Ao resolver seguir o percurso da renúncia, há méritos. A prática do casamento, por exemplo, define bem tais avaliações. Ali nubentes fecham as portas das histórias individuais do que poderiam ser e abrem as portas do que acontecerá, viagem só de ida, conquanto zerem o passado a fim de começar outro presente.

Nisso, as duas naturezas, de voltar os olhos para as virtudes, que significará desistir das ilusões e dos vícios, e decidir andar certo; adeus às torturas. Eis o motivo da afirmação bíblica que ninguém servirá a dois senhores.

A alegria da carne cumpre apetites físicos fugazes, charmes da juventude, nas altas voltagens dos fliperamas das festas. Ao passo que a alegria do religioso traz o pouso das luzes suaves nas afastadas capelas, longe do burburinho de multidões infebrecidas.
Parte-se do princípio de que a virtude cruzará portas estreitas, ao tempo em que largas são as portas da perdição... Perdição face ao panorama espiritual fervoroso do outro aspecto. Duas alegrias distintas, o preço da vida física e suas emoções fantasiosas e velozes, e o custo sacrificante da imaterialidade, nos propósitos ideais da perfeição, desistência de tudo o que alimentava as saudades vencidas, escolha em si dos termos físicos rejeitados. Assunto semelhante a depositar tesouro onde a traça e a ferrugem não possam destruir, das orientações de Jesus.

A fronteira destas duas alegrias estabelece de modo particular as leis dos dois países vizinhos no campo das batalhas individuais. Padrões diferentes de práticas exigem, pois, autenticidade nos momento da grave decisão de seguir. E após o passo definitivo, a sorte resta lançada. Ainda lembro, para concluir, destas palavras: O castigo do vício é o próprio vício; o mérito da virtude é a própria virtude. Adeus às ilusões, em nome da Luz superior.

O inseto esperto-Por: Rosemary Borges Xavier

Incerto só o inseto
Ele é bem esperto
Não gosta do concreto
Vive sempre sem teto
Esperando algo por perto
Mas nem sempre anda reto
Podendo desfazer o correto

Repassando...- por socorro moreira



Um tempo único , sem medidas de felicidade ...

Entre os 13 e 18 anos
Vivíamos
Chorávamos e ríamos

Todas as manhãs
Vestíamos a mesma roupa
Ouvíamos as mesmas aulas
Assuntos repassados ,
alguns até ficaram ...

Olhar puro ,
mesmo aquele
de cabeça baixa ...
Vírgulas ponteando a amizade

Vivi todas as reticências
Acordei sonolenta
Madrugando um problema
Que era apenas matemático

Quebrei tantos óculos
Usei candieiros
Insistia no ponto
Que a vida exigia

A intenção era única
O sentimento comum
Estudar, terminar....

Casar de branco
Com lírios do campo
E lua de mel
Copiada do céu

Rostos registrados
Sons e letras ,
na pureza de um sonho...
- Hoje conquistado !

Lançamento de Livro - Show



Data: 07.07.2011
Local: Teatro Municipal do Crato
Horário: 19 h


Auci Ventura, nossa mais nova colaboradora!



Nosso abraço de boas vindas!

Por João Nicodemos


Por João Nicodemos


Fotos de Nívia Uchôa


Por Rosa Guerrera


CONFISSÃO

Se eu gosto de você?
Sim...eu gosto de você !
Porque ? Confesso : nem sei !


Gosto desse olhar de menino guloso,
Menino apressado, menino teimoso...
Gosto da infância que existe em sua alma,
E no muito de bom que possui seu coração.
Gosto de ouvi-lo contar historias,
Criar fantasmas ( só para me fazer medo)
E de depois ouvi-lo dizer bem mansinho:
“ Bobinha não tenha receio ...estou com você”
E eu me finjo mais criança ,
Para que você se sinta mais gigante...


Gosto de você muito mais ainda
Quando você adormece com seus dedos
Mergulhados em meus cabelos ...
E sem que você escute
Eu murmuro baixinho :
“ Boa noite meu menino”!
Talvez seja por tudo isso ,
Que eu gosto tanto ...
Mas ...tanto de você !
( por rosa guerrera)

A ALMA E O CORPO- por José do Vale Feitosa



Um ânimo (anima – sopro, ar, alento..) parece dar vida ao corpo. Pode morar aí uma grande ilusão, ao contrário do que pensava Sócrates, o ânimo não seria externo, mas apenas um manifesto temporal do próprio corpo. De qualquer modo, seguindo este caminho adiante, o ânimo depende de profunda e contínua relação do corpo com os elementos do planeta: oxigênio, água, carbono, sais minerais, oligoelementos e outras substâncias, inclusive da força de gravidade. É inegável que sem esta relação jamais existiu uma situação em que o ânimo permanecesse no corpo, advindo a morte. Com isso suspeita-se, cada vez mais, que ele seja uma manifestação intra-corporis.

Por isso não é de se estranhar que tenhamos profunda admiração (venerar, desejar etc.) com as forças, energias e grandes massas do planeta terra. Religiões existiram sobre elas. Depois a vida se civiliza num organismo coletivo e as religiões passaram a admirar as normas do coletivo, as fabulações da vida em sociedade, portanto as parábolas que orientam pessoas e grupos sobre o arco mais amplo daquelas regras históricas. As normas que foram além da materialidade da vida e transpuseram o ânimo para um todo histórico e coletivo, a unicidade que tudo explica. A vida coletiva e sua cultura.

O Dr. José Flávio tem aberto um diálogo com a religião católica. Incansável na busca de algo para dizer sobre as evidências do tempo. A questão da excomunhão dos católicos em Recife, a questão da Pedofilia entre padres, mas apontando isso tudo para o senso da falibilidade humana versus o atributo admitido ao Papa. Em recente comentário a uma postagem dele mesmo, José Flávio chegou ao ponto exato do seu diálogo: "Precisamos de intermediários? Por que nossa relação não é diretamente com o criador, já que ele está em todo lugar?"

O grande fato histórico é esse mesmo. O ânimo (ou melhor, a admiração) se manifesta com a unicidade do todo da civilização e da cultura diretamente. Individualmente. Sem intermediários. Sem hierarquias entre si e a unicidade (aquela mesma que é responsável por este modo de ver e viver o mundo). O mundo criado, explicado por uma singularidade (emprestada do falar da física da partícula) que condensa todas as normas e regras humanas em face do universo. Esse é o núcleo, sem dúvida alguma que permeia a história pelo menos desde o Renascimento. E não é sem razão que o renascimento seja o renascer greco-romano, as únicas civilizações que de fato consideraram o ânimo do próprio indivíduo.

Eis a razão pelas quais este núcleo de pensamento não pode aceitar uma forma de governo monárquica. Menos ainda papal. Ambas as formas de intermediação, de hierarquização entre as pessoas e as normas da civilização. Aliás, embora o papado tenha sobrevivido ao ocaso das monarquias européias e aos anseios da reforma protestante e anglicana, o certo é que para tal núcleo ele soa anacrônico em excesso. A verdadeira democracia, aquela em que os indivíduos são efetivamente livres para pensar e agir não pode acontecer sob a égide de quaisquer guarda-chuvas.
por José do Vale Pinheiro Feitosa

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Colaboração de Assis Landin





Para DONAS e DONOS de casa



Oito Erros na Cozinha

(Combater velhos hábitos é preciso)




1° erro:
Lavar as carnes debaixo da torneira.

Primeiro, você perde nutrientes.
A carne fica esbranquiçada.
Segundo: a contaminação que existe vai aumentar,
porque aumenta a quantidade de água e as bactérias vão penetrar mais ainda.
A única carne que se lava é o peixe e só para tirar escamas e a barrigada.
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2° erro:
Colocar detergente direto na esponja, o que leva ao exagero.

O detergente nunca deve ser colocado direto na esponja.
Vai ser muito difícil enxaguar todo esse detergente.
O resto de detergente que fica junto com os alimentos pode no futuro dar um problema para a sua saúde.
Para limpar sem exagero, você precisa apenas de oito (8) gotas de detergente em um litro de água.
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3° erro:
Usar tábua de carne de madeira.

Na tábua de madeira as bactérias ficam te aplaudindo!
Tábua tem que ser de plástico ou vidro.
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4° erro:
Sobre guardar comida quente na geladeira.

Este é um dos mitos mais difundidos entre as donas de casa...
Não há erro em guardar comida quente na geladeira.
O único problema é que vai aumentar um pouquinho o consumo de energia,
mas não vai estragar a geladeira de modo algum.
Porém ...
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5° erro:
Guardar comida quente na geladeira com o recipiente tampado.

O ar frio vai bater na tampa.
Vai demorar muito para resfriar e as bactérias vão adorar!
Então, coloque tudo destampado.
Depois de duas horas você pode fechar.
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6° erro:
Furar a lata de leite condensado e utilizá-la várias vezes.

As pessoas pegam a lata de leite condensado
e fazem dois buraquinhos, um de cada lado.
Sai leite condensado por um lado mas, pelo outro, entra uma porção de bactérias.
Abra a lata inteira e passe o leite condensado para um recipiente
que pode ser de plástico ou de vidro.
Sirva sempre com uma colher; depois tampe e guarde na geladeira.
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7° erro:
Ignorar as formigas.

Quando se fala em doce, a gente não pode esquecer as formigas.
Você provavelmente não se importaria se encontrasse
uma formiguinha em cima do seu bolo, não é?
Doutor Bactéria:
E se fosse uma barata?
Marina Scherb, de 12 anos: Aí eu não como.
Doutor Bactéria: Se a gente pegar uma barata, matar essa barata,
deixar no meio da cozinha, no dia seguinte, cadê a barata?
Marina: Sumiu.
Doutor Bactéria: Quem levou?
Marina: As formigas...
Doutor Bactéria: A mesma que estava em cima do bolo?
Marina: É, né?...
Doutor Bactéria: As formigas são consideradas até
maiores agentes transmissores de bactérias do que a própria barata.
Doce com formiga só pode ter um destino: a lata de lixo.
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8° erro:
Soprar velinhas do bolo de aniversário.

Este é um péssimo mau hábito.
Testes comprovam que o bolo fica contaminado por bactérias de saliva.
Essas bactérias produzem uma toxina que podem ocasionar
aquelas intoxicações com 24 horas de vomito e mal-estar.
Evite, também, deixar o bolo fora da geladeira.

Roberto Figueiredo é Biomédico e personifica o Dr. Bactéria

http://leonildaphotmailcom.blogspot.com/2010/03/8-erros-na-cozinhadr-bacteria.html

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Combater velhos hábitos é preciso
Corrigir velhos hábitos pode ser muito mais difícil do que aprender
- do começo -
a forma correta de fazer as coisas.
Mas quando o assunto é evitar a proliferação de bactérias,
todos os cuidados são necessários.
É preciso jogar no lixo muitos dos conhecimentos adquiridos ao longo da vida
para vencer as batalhas diárias contra aqueles seres minúsculos e tão prejudiciais à saúde.

Desde criança, aprendemos a colocar ovos na porta da geladeira,
até porque os eletrodomésticos vêm de fábrica programados com essa função.
No entanto, é um erro dos mais graves, porque o balanço da porta
e a pouca refrigeração favorecem a deterioração do produto
e o ovo vira uma estufa para a criação das terríveis salmonelas,
bactérias responsáveis por boa parte das intoxicações alimentares.

O professor Roberto Figueiredo, bioquímico especializado no combate às bactérias,
conhecido nacionalmente como Dr. Bactéria,
proferiu uma palestra e desmistificou a maioria dos maus hábitos das pessoas.
“Você lava carne?
Pois isso é muito errado, porque a água contribui
para facilitar a entrada das bactérias”,
informou à platéia.

Para ilustrar as verdades que estava transmitindo para o público,
Dr. Bactéria mostrou dados preocupantes.
Em todo o mundo, 1,5 milhão de crianças menores de cinco anos adoecem de diarréia por ano,
o que gera três milhões de mortes,
das quais 70% são causadas por manipulação errada de alimentos.
“Isso demonstra total ignorância frente às bactérias novas”.

O bioquímico condena hábitos diários das donas-de-casa,
como arear panela
(não se deve lustrá-la por dentro, para não soltar a substância química),

armazenar o frasco de vinagre fora da geladeira,
usar lixeirinha de pia,
usar pregadores de roupa para fechar saquinhos de alimentos,
guardar pedaços de legumes ou de frutas na porta da geladeira
e guardar cola na geladeira -
“Não se pode armazenar alimentos com produtos químicos”.
Para se ver livre das bactérias, os cuidados com a pia devem ser redobrados.
A esponja de lavar louças deve ser lavada e desinfetada diariamente e trocada semanalmente.
Dr. Bactéria não falou sobre os possíveis riscos de contaminação
do tradicional pano de coar café, tão comum no Nordeste, e do pano de prato.
Mas levando em consideração tudo o que ele disse,
mantê-los limpos é a melhor saída.

Professor Roberto apresenta verdadeiros desafios para o senso comum.
Segundo ele, deve-se consumir leite pasteurizado sempre,
mas o líquido jamais deve ser fervido em casa.
O produto deve ser aquecido a 80 graus C no máximo (cerca de quatro minutos)
para que as propriedades nutricionais sejam mantidas.
Outra “esquisitice” apresentada é com relação à forma de armazenar os alimentos recém-preparados.

Sabe aquele gesto gentil da mamãe em guardar o pratinho do filho no forno?
Dr. Bactéria diz que isso é oferecer um prato de veneno.
“As pessoas passam mal porque comem comida contaminada, não estragada.
O risco é ainda maior porque o alimento não apresenta sinais de contaminação
e as pessoas comem mesmo”.

Ele explicou que os alimentos perecíveis devem ser mantidos fora da geladeira por no máximo duas horas.
Se ainda estiverem quentes, devem ser levados destampados para refrigeração para que o ar frio circule.
“Depois, podem ser tampados normalmente”.

O produto quente não compromete o funcionamento do eletrodoméstico,
só faz aumentar o consumo de energia.
“Mas eu prefiro pagar mais caro a conta do que pagar com minha saúde”.
Enfim, são muitos cuidados que devemos tomar.
Alguns são quase impraticáveis, outro são mais fáceis.

Mel não pode ser oferecido a crianças!

Ponto para:
- quem conseguir não colocar meio tomate, meia cebola, na porta da geladeira.
- quem não lava frutas e verduras quando chega da feira e sim duas horas depois de refrigeradas.
E mil pontos para quem não oferece mel para crianças com menos de um ano.
Mel?
Dr. Bactéria avisou às mães que todo cuidado é pouco com esse rico alimento.

Segundo ele, 8% da produção de mel é contaminada
por uma bactéria chamada clostridium botulino.
Os seres humanos desenvolvem anticorpos de defesa contra os microorganismos,
mas somente após um ano de idade.
“Muitas crianças morrem de causas não explicadas
e alguns desses óbitos podem ser atribuídos ao mel”.

Uma das críticas mais severas feitas pelo professor Roberto
foi com relação a experimentar e soprar a comida dos bebês
– que muita gente desavisada faz –
e soprar velinhas de bolo de aniversário.
“O aniversariante sopra e depois a mamãe oferece um pratinho de bactérias para os convidados.
Aconselho a adoção daqueles bolos gelados, embrulhados em papel alumínio”.

As festas são ocasiões ideais para a proliferação de bactérias,
porque os alimentos ficam expostos por tempo acima do considerado ideal.
O bioquímico cita a maionese como uma das vilãs das intoxicações alimentares,
principalmente as (maioneses) caseiras.
“O perigo é maior para os donos das festas,
que só têm tempo de comer os quitutes no dia seguinte.
E ainda acham que é gostoso”.

Salmonela

Salmonelose é uma infecção causada pela bactéria chamada salmonela,
que se desenvolve principalmente em alimentos crus.
O risco de contraí-la em maionese caseira, portanto, é latente.
A maioria das pessoas infectadas por salmonela desenvolve diarréia,
febre e cólica abdominal entre 12 e 72 horas depois da infecção.
Salmonelose geralmente dura entre quatro e sete dias,
sendo que a maioria das pessoas se recupera sem necessidade de tratamento.

Porém, em algumas pessoas, a diarréia pode ser tão forte
que o paciente precisa ser hospitalizado.
A infecção por salmonela pode se espalhar dos intestinos para a corrente sanguínea,
e daí para outras partes do corpo,
podendo ser fatal caso a pessoa não seja tratada rapidamente com antibióticos.
Idosos, crianças e aqueles com sistema imunológico enfraquecido
têm mais probabilidade de desenvolverem casos graves de salmonelose.



Pôr-do-sol




O sangue e o leite alimentam a noite.
Bois e vacas mugem no alto do monte.
Eu contemplo a primeira estrela.
Tenho uma vela
na mão
e a face iluminada.
O meu coração bate devagar.
Uma mulher abre a janela
e grita o nome do marido.
Por mais claro que tenha sido o grito
só se ouve o eco: “ido, ido, ido”.
Depois, o silêncio.
Poderia se ouvir a queda de um lágrima.
Por que estou tão aflito?
O que me angustia?
As luzes da terra bebem as luzes do céu.
O mundo está em paz,
as coisas bocejam com sono.
O dia se põe como um cão.