por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Manter a mensagem e o debate - José do Vale Pinheiro Feitosa
Um sobrinho executivo das Tias High-Tech - José do Vale Pinheiro Feitosa
Clube do Cariri - por Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes
LAMARTINE BABO - por Norma Hauer
Hoje completam-se 45 anos do falecimento de um grande ídolo do rádio e das composições brasileiras : LAMARTINE BABO.
Nascido em 10 de janeiro de 1904, viveu apenas 59 anos mas produziu muito.
Deixarei para falar mais sobre ele na data de seu nascimento.
Hoje quero relembrar sua importância ao compor hinos para os clubes cariocas
O Flamengo era o único clube que possuía um hino, composto por um “flamenguista” doente: Paulo de Magalhães, mais teatrólogo do que compositor.
Lamartine, ao contrário, criou hinos para todos os clubes que disputavam o então campeonato carioca.
Fê-lo quando ainda pertencia ao cast da Rádio Mayrink Veiga, mas denominou-os marchas e não hinos.
Infelizmente o do América, exatamente o seu (e o meu) clube, é cópia de uma melodia americana (não do clube,mas dos Estados Unidos)
Como os hinos dos grandes clubes são bastante badalados, aqui vão parte das letras que me recordo dos do Bangu e do Madureira:
Hino do Bangu (parte)
"Em Bangu se o time vence há na certa um feriado,
Comércio fechado.
A torcida reunida até parece a do Fla-Flu
Bangu, Bangu, Bangu..."
Hino do Madureira(parte)
És Madureira, nosso castelo,
A nossa paz mundial...
Oi, salvem os muitos anos,
Dos tricolores suburbanos."...
Sílvio Caldas gravou os hinos do Vasco e do São Cristóvão; a Jorge Goulart (vascaíno) coube os hinos do América e do Madureira.
Jorge Goulart contou-me que ele falou ao Lamartine:"Você sabe que sou vascaíno e deu o hino de meu clube para o Sílvio Caldas..." Lamartine respondeu "Darei a você o mais bonito, o do América, meu querido clube”. E o deu para Jorge Goulart.
Só que como afirmei acima, a música do hino do América é cópia perfeita de uma música dos Estados Unidos, que fez parte da trilha sonora de um filme, cujo nome não me recordo.
Posteriormente, houve regravações de todos os hinos, mas na época coube a Lamartine escolher os cantores que os gravariam.
É pena não haver escolhido Carlos Galhardo (que era torcedor do América) para gravar o hino de seu clube.
Norma
A Dama de olhos azuis- por Socorro Moreira
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| Dona Alda, Dona Anilda e Dona Almina |
Desde criança conheço aquela moça.
Intimidava-me a sua elegância, o porte de nobresa.
Corria da conversa, da aproximação.
O casarão de esquina, bem perto das minhas moradas.
O Jardim da casa, palco dos meus contos de fada.
Tenho quebrado a distância.
Ontem entrei no seu quarto.
Tudo lindo, tudo em ordem, tudo em paz.
Na semi inconsciência , seus olhos acordaram
para um breve reconhecimento.
Perguntou meu nome...
Respondi, e ganhei o mais valioso dos sorrisos.
Depois, a contínua pergunta :
Tá chovendo muito grosso?
Preciso voltar pra casa...
- Caíra outra vez, num instante da eternidade.
Ela Educadora , deixou-me um traço forte de precisar fazer, sendo a simplicidade .
Postado por socorro moreira às 06:25 2 comentários
A poesia de Ana Cecília S.Bastos
Que escolha é essa?
Cantiga azul - por Stela Siebra Brito
LEITURA - POR EVERARDO NORÕES
Peregrina - por Stela Siebra Brito
Coisas da poesia - por José Carlos Brandão
O bule de café fumega no fogão.
O queijo frige na palha de milho.
A polenta na frigideira.
Na panela de ferro a banana são-tomé.
A velhinha sorri para mim.
O picumã pende do telhado.
O fogo crepita com a lenha verde.
Eu olho as estrelas entre as labaredas.
Um sapo de castigo num canto da parede.
Um caranguejo toma sol no quintal.
Havia um cheiro de mato
E um cheiro de pão no forno.
A minha língua era torta.
Coisas da poesia.
____
por José Carlos Brandão
Sabores na lembrança- por socorro moreira
Avisem aos Pássaros por João Marni de Figueiredo
Ode fluvial
quinta-feira, 16 de junho de 2011
CANTOANDO PIRILAMPO - por Ulisses Germano
A alegria de ver e viver a chuva-Por: Rosemary Borges Xavier
Contemplação- por Socorro Moreira
Eu espreito :
Um caminho sem chegadas...
Nem por terra , nem por mares
Expurgo de gavetas
Colheita de novas trovas
Resíduos das trovoadas
No esconderijo do tempo
eu percebo as presenças
de tudo que foi negado
Pego as coisas no meu colo
com meu olhar de cansaço
Umas parecem tão novas ...
Outras estão rasuradas.
Se a mão está no queixo
O coração tá parado
procurando algum sinal
nem que venha lá da praça
Esse instrumento a mais - Emerson Monteiro
Nossos "meninos/as" do vôlei - José Nilton Mariano Saraiva
Indiferenças Diárias- por José do Vale Pinheiro Feitosa
Ivan Lins
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Postando Vídeos! - Para José Nilton Mariano
Eu adoro Eduardo Galeano. Pra encontrar este vídeo fui no google e escrevi a palavra youtube. Lá escrevo Eduardo Galeano ou qualquer outro nome , alvo de uma pesquisa, e escolho entre muitos resultados , aquele que considero interessante.
Abaixo do vídeo, clico em COMPARTILHAR.
O Sistema começa a carregar... Aguardo!
Em seguida clico em INCORPORAR.
Numa faixa azul, selecionada eu dou o comando COPIAR.
Entro no blog, novas postagens, aciono a tecla HTML, e colo . Volto a clicar em ESCREVER, e vejo que o vídeo está pronto para ser publicado.
Qualquer dúvida, estamos à disposição.
Vida Virtual

Talvez uma das mais trágicas conseqüências da modernidade tenha sido a abolição definitiva da calçada. Algumas décadas atrás, a calçada era uma extensão da nossa casa, uma espécie de play-ground que freqüentemente se estendia para as ruas próximas , ainda com pouca iluminação e sem a feiúra negra do asfalto. Sim, o asfalto que se alastrou pelas ruas como uma tarja preta identificadora do luto das pequenas vilas com a perda do seu ingênuo e doce provincianismo. As calçadas fazem hoje parte integrante das avenidas e não das residências que elevaram seus muros e grades, em feitio de prisão e observam temerosas a vida lá fora que sua, arde e sangra. Doce tempo aquele em que as famílias, à tardinha, punham as cadeiras na calçada , olhando para a lua e mastigando as últimas e picantes novidades da Vila. Ao seu derredor, as crianças brincavam de “Roda”, de “chicote queimado”, de “esconde-esconde”, de “Lagarta Pintada”, “Cadê-o-Grilo” e de “Bandeira”, sob o apaziguador olhar dos adultos. Bons tempos aqueles! A vida era mais simples e corriqueira, as mazelas do mundo não nos atingiam, a violência era um simples capítulo no nosso Livro de História Antiga. Éramos felizes sem que ao menos o percebêssemos . E no inventário dos nossos bens o que constava? Uma rua barrenta, uma lua plácida, a mão amiga do vizinho, uma baleadeira , uma bila , um pião... A felicidade fluía fácil desses objetos como ,se por encanto, tivesse sido tocada pela condão da Fada Madrinha.
Nem é preciso dizer que este tempo está definitivamente sepultado. A tecnologia triturou impiedosamente a simplicidade e o Consumo pôs regras sinistras e colocou um Código de barras na nossa felicidade.Vivemos todos “No Limite”, nos matando numa batalha sem vencedores. Quem vai para o trono ? Ao Vencedor, o Enfarte!
A tecnologia encurtou, enormemente, a distância virtual e alargou, infinitamente, a nossa geografia real. O Celular, a TV, o Fax, a Internet nos ligam em segundos à Indochina mas já não somos capazes de conhecer o vizinho que divide a mesma parede do nosso apartamento. Nem o soldado, no Iraque, tem o direito de saber quem o matou. Esta mudança na geografia mudou ,também, a história das nossas relações humanas. Falta-nos o toque, o olho-no-olho, o abraço, o beijo. Não mais vivemos uma realidade mas uma virtualidade e todos nossos podemos ser eliminados , a qualquer momento, como um simples monstrinho da primeira fase de um videogame. Bons tempos aqueles da cadeira na calçada, quando ainda existia um amigo palpável e uma lua no céu....
J. Flávio Vieira
Tempurá
Ingredientes
1 unidade(s) de cebola
1 unidade(s) de cenoura
1 unidade(s) de pimentão verde
4 unidade(s) de vagem
1/4 unidade(s) de abóbora japonesa
1 unidade(s) de batata-doce
4 unidade(s) de ervilha-torta
1/2 unidade(s) de berinjela
1/4 pé(s) de couve-flor
1/4 maço(s) de brócolis
4 unidade(s) de camarão pistola
Massa
4 xícara(s) (chá) de farinha de trigo
1 unidade(s) de ovo
1 litro(s) de água gelada(s)
Molho
2 xícara(s) (chá) de caldo de peixe
1/2 xícara(s) (chá) de shoyu
1 xícara(s) (café) de saquê mirim
1/4 xícara(s) (chá) de nabo ralado(s)
Modo de preparo
Cogito - por Torquato Neto
JORGE FARAJ - por Norma Hauer
Norma
Demis Roussos
Demis Roussos, nome artístico de Artemios Ventouris Roussos, (Alexandria, 15 de junho de 1946) é um cantor grego, nascido no Egipto. Artemios acabou sendo abreviado para Demis.
Ella Fitzgerald
Neste processo de contravenção,
Não é faca, revólver ou pistola.
É simplesmente, Doutor, um violão...
Não matou, nem feriu um cidadão.
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão!
Instrumento de amor e de saudade.
O crime a ele nunca se mistura,
Entre ambos inexiste afinidade.
Dos menestréis de alma enternecida,
Que cantam as mágoas que povoam a vida,
E sufocam as suas próprias dores!
Mas seu destino, não! Se perpetua.
Ele nasceu para cantar na rua
E não pra ser arquivo de cartório!
Que se sente vazia em suas horas,
Pra que volte a sentir o terno açoite
De suas notas leves e sonoras!
Em nome da Justiça e do Direito.
É crime, porventura, o infeliz
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?
Será delito de tão vis horrores,
Perambular na rua o desgraçado
Derramando na praça suas dores?
(a consciência assim nos insinua),
Não sufoque o cantor que vem da rua,
Que vem da noite pra saudar o dia.
Na certeza do seu acolhimento,
Juntada desta aos autos nós pedimos,
E pedimos, também, DEFERIMENTO...
Juiz da 2ª Comarca de Campina Grande
Remorsos no coração,
Determino que se entregue
A seu dono o violão!
Segunda versão do despacho:
AFONSO NUNES DE SENA Juiz de Direito
E despachando-a sem autuação,
Verbero o ato vil, rude e perverso,
Que prende, no cartório, um violão.
Nos confins de um arquivo, em sobra imerso,
É desumana e vil destruição
De tudo o que há de belo no universo.
E volte à rua, em vida transviada,
Num esbanjar de lágrimas sonoras.
Noite de lua, plena madrugada,
Venha tocar à porta do juiz.











