por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Manter a mensagem e o debate - José do Vale Pinheiro Feitosa

Tempos atrás, com a cabeça cheia de pressões, contradições, disputas, vitórias e derrotas, agora estava naquele momento de paz com o objetivo de retornar revigorado ao movimento. Encontrava-me num grande quintal nordestino. Cheio de plantas, réstias de luz, sombras e sol a pino. Os ouvidos tomados pelo barulho da folhagem movida pela constante brisa de Paracuru.

Era o paraíso da vida urbana agitada. Tudo acontecia num ritmo suave e meu espírito era pura contemplação. Naquele momento pensava: isto sim é vida, tudo o mais é a necessidade de estar no mundo. Não tinha como fugir, mas poderia ter um modelo alternativo de paz e este era aquele quintal.
Qual nada! Uma vizinha furibunda com as frutas que iam do meu quintal para o dela, abriu um conflito de jogar, de modo imprevisto, as frutas de retorno ao meu. De repente poderia ser acertado por uma graviola bichada pintada por um fungo preto. Nem ali poderia esquecer-me do mundo, das pessoas iguais a mim, houve o impulso do indignado, mas evolui para a reflexão das permanências de fronteiras. Alguém está em algum lado que nem sempre é o meu.

Isso me lembra uma música do Chico Buarque feita para fustigar o ex-presidente Geisel que disse não gostar dele, enquanto a filha do general gostaria. A verdade é que ninguém precisa saber do meu quintal, mas é importante que alguém compreenda a minha busca de compreensão do mundo. Não concorde com ela, mas saiba que assim imagino. Não tem problema que aponte meus erros, mas sem jogar graviola podre em cima de mim.

Isso vem muito a propósito do motivo pelo qual escrevo para os blogs do Crato. Aliás, os únicos para os quais escrevo. Tudo o mais que estiver publicado não foi pelos meus dígitos. E quando abordo qualquer assunto, mesmo que não seja do agrado de outras pessoas, não imagino a concordância, mas, no mínimo, o brilho do contraditório.

Quando alguém me diz que gosta do que digo sobre determinados assuntos, mas que não deveria falar do que não é a minha “especialidade” funciona comigo como uma fruta jogada do outro lado do muro. No dia em que um assunto não puder ser tratado por um cidadão, este assunto não existe. Isso é coisa de sociedade secreta, de iluminados, de mensagens cifradas.

Se estamos todos aqui discutindo política, cultura, economia, filosofia e o cotidiano o mais certo é que as visões se multipliquem. Quando não gostamos da abordagem de alguém, tratemos de analisar, refletir e se estiver com o conteúdo que julgue importante contrapor-se tem por sentido a obrigação de fazê-lo. E também se não tiver interesse em participar de eventuais querelas não o faça. O que não é legal é ficar com raiva, querendo jogar frutas em quem discorda.

Um sobrinho executivo das Tias High-Tech - José do Vale Pinheiro Feitosa

Foi um primo de São Paulo. Destes que já fizeram pós de todos os tipos lá na USP. Entusiasta da tecnologia digital, do ser no mundo conectado ao cabedal de informações que estão em todos os lugares como neve na Antártida. De vez em quando há deslizamento e toneladas encobrem o mais remoto do pensamento humano.

Com ares de executivo bem sucedido foi visitar as nossas arcaicas tias high-tech: Rosinha, Maria e Mundinha. Vou explicar: vivem numa fazenda do Potengi no meio de tecnologias que os sobrinhos lhes dão. Gostam mesmo é de pesquisar notícias nos jornais, mas já têm celular, micro-ondas, antena parabólica, DVD, Blue-ray, Televisão LED com óculos para 3 D e assim vai. Não vale a pena listar novidades neste mundo do consumo: sempre tem alguma querendo entrar na lista.

O carro freou no terreiro da casa. Era uma hilux prata, com pneus brilhantes, vidros fumês, um som de fazer inveja a uma casa de show, televisão digital no painel, plugagem para todo tipo de parafernália eletrônica e não vou falar em computador de bordo, pois isso até o Uno Miller já tem.

As tias ansiosas pela visita do sobrinho, já tinham recebido e-mails e no percurso entre o Crato e o Potengi, o rapaz lhes telefonara mais de uma dezena de vezes. Ele estava ansioso para chegar ao misterioso mundo pendular das tias: entre a pré-modernidade e a pós-modernidade.

Tia Rosinha, a mais novidadeira, já estava no terreiro para ser a primeira a abraçar o rapaz. Tia Mundinha estava na metade dos batentes que dão no alpendre e tia Maria no topo da escada com braços abertos para o sobrinho enquanto a porta do motorista começava a se abrir.

O rapaz pôs um pé fora do carro, levantou-se do banco e logo o rosto de riso largo despontou por sobre o topo da porta. O encontro eminente com as tias era uma festa mais intensa e emocionante do que as dezenas de vezes que tinha levado os filhos a Orlando visitar o parque da Disney.

As tias não estavam tomadas de surpresas. Sobrinhos eram valores absolutos. Já estavam gravados nos corações delas. Por isso mesmo a alegria do valor intrínseco é bem maior que as surpreendentes novidades.

Naquele terreiro dos sertões do Potengi acontecia a apoteoso do encontro: entre as pós da USP e os pré da terra que havia financiado todo aquele pós. O abraço seria a sagração da família nordestina. Depois era seguir o ritual: doces, almoço de desmaiar o comensal, cafés, bolos, conversas e recordações sobre avós e pais do rapaz.

Mas quem imagina a conciliação entre o pré moderno e o pós moderno pode ir tirando o cavalinho da chuva. O Smarthfone do rapaz entrou feroz com informações de voz, imagem e texto. Foram vinte minutos junto à porta da Hilux tentando resolver as mensagens. A alta tecnologia da Hilux em nada podia ajudá-lo.

As tias se cansaram de ficar em pé e foram aguardar o término da sessão do executivo, bem sentadas na varanda.

Clube do Cariri - por Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes





No início da década de 40, a elite cratense se reunia no Clube do Cariri, na Senador Pompeu. Vale lembrar que o Crato Tênis Clube ainda não havia sido fundado. Em determinado dia houve evento foi tão importante que um fotógrafo foi chamado para deixar a reunião registrada. Quanto ao motivo em si, há controversia. Uns dizem que foi a despedida do Dr. Dilermando, um médico de Minas, que morou algum tempo em nossa cidade e fez boas amizades na sociedade cratense. A segunda versão, diz que foi a primeira visita de Nélson Gonçalves ao Crato. O fato é que lá estiveram Zeca Esmeraldo, César Pinheiro Teles (meu pai), Aldegundes Gomes de Matos, Denizard Macedo, Plínio Bezerra Norões, Vicente Tavares Leite, D. Chiquinha Macedo (mãe do brigadeiro José Macedo), D. Laura Gomes de Matos, Guiomar Belém, Ferrer Bezerra, Juvêncio Gonçalves, Joaquim Pinheiro Teles, Neusa Siqueira, Plínio Cavalcante, Zacarias Esmeraldo, Nanu Maia, Isaura Parente, Tony Belém...

Apesar de não ser da nossa época, será que vocês identificariam mais alguém?


Joaquim Pinheiro

LAMARTINE BABO - por Norma Hauer

16.06.2011

Hoje completam-se 45 anos do falecimento de um grande ídolo do rádio e das composições brasileiras : LAMARTINE BABO.

Nascido em 10 de janeiro de 1904, viveu apenas 59 anos mas produziu muito.

Deixarei para falar mais sobre ele na data de seu nascimento.
Hoje quero relembrar sua importância ao compor hinos para os clubes cariocas

O Flamengo era o único clube que possuía um hino, composto por um “flamenguista” doente: Paulo de Magalhães, mais teatrólogo do que compositor.

Lamartine, ao contrário, criou hinos para todos os clubes que disputavam o então campeonato carioca.
Fê-lo quando ainda pertencia ao cast da Rádio Mayrink Veiga, mas denominou-os marchas e não hinos.

Infelizmente o do América, exatamente o seu (e o meu) clube, é cópia de uma melodia americana (não do clube,mas dos Estados Unidos)

Como os hinos dos grandes clubes são bastante badalados, aqui vão parte das letras que me recordo dos do Bangu e do Madureira:

Hino do Bangu (parte)

"Em Bangu se o time vence há na certa um feriado,
Comércio fechado.
A torcida reunida até parece a do Fla-Flu
Bangu, Bangu, Bangu..."

Hino do Madureira(parte)

És Madureira, nosso castelo,
A nossa paz mundial...
Oi, salvem os muitos anos,
Dos tricolores suburbanos."...

Sílvio Caldas gravou os hinos do Vasco e do São Cristóvão; a Jorge Goulart (vascaíno) coube os hinos do América e do Madureira.

Jorge Goulart contou-me que ele falou ao Lamartine:"Você sabe que sou vascaíno e deu o hino de meu clube para o Sílvio Caldas..." Lamartine respondeu "Darei a você o mais bonito, o do América, meu querido clube”. E o deu para Jorge Goulart.
Só que como afirmei acima, a música do hino do América é cópia perfeita de uma música dos Estados Unidos, que fez parte da trilha sonora de um filme, cujo nome não me recordo.

Posteriormente, houve regravações de todos os hinos, mas na época coube a Lamartine escolher os cantores que os gravariam.

É pena não haver escolhido Carlos Galhardo (que era torcedor do América) para gravar o hino de seu clube.

Norma

A Dama de olhos azuis- por Socorro Moreira

Dona Alda, Dona Anilda e Dona Almina
Para Dona Anilda Arraes



Desde criança conheço aquela moça. 
Intimidava-me a sua elegância, o porte de nobresa.
Corria da conversa, da aproximação. 
O casarão de esquina, bem perto das minhas moradas.
O Jardim da casa, palco dos meus contos de fada.

Tenho quebrado a distância.
Ontem entrei no seu quarto.
Tudo lindo, tudo em ordem, tudo em paz.

Na semi inconsciência , seus olhos acordaram
para um breve reconhecimento.
Perguntou meu nome... 
Respondi, e ganhei o mais valioso dos sorrisos.

Depois, a contínua pergunta :
Tá chovendo muito grosso?
Preciso voltar pra casa...
- Caíra outra vez, num instante da eternidade.

Ela Educadora , deixou-me um traço forte de precisar fazer, sendo a simplicidade .


Postado por socorro moreira às 06:25 2 comentários
A poesia de Ana Cecília S.Bastos
Que escolha é essa?

Cantiga azul - por Stela Siebra Brito




A solidão da praia deserta
o silêncio
do mar
da areia
do vento
luz tremulando na água
de ondas leves
curtas amenas breves
(como foram tantos amores)
murmurando cantiga
de ninar
de apaziguar
o mar azul da
terra azul
navegando no
céu também azul
meu coração tornou azul.

(StelaSiebraBrito)

LEITURA - POR EVERARDO NORÕES





LER
CADA SALIÊNCIA
MONTANHA SEIO OVO
A SÚBITA ENERGIA DO TATO
TECIDO DOS ÁSPEROS DIAS
APALPAR O QUE CINTILA
ESCAMAS CENTELHAS
NOS AQUÁRIOS NOTURNOS
REBERBERAÇÕES ELÉTRICAS
CONSUMIDAS NO ARDOR DAS ESTAÇÕES
CADA PORO A SORVER
A INSÓLITA RAÇÃO DA SOBERBA
LER NO ACASO DA MADEIRA
FALO FLUIDEZ FOLHAS
O VERDE VERME
VORAZ


Peregrina - por Stela Siebra Brito




Já percorri meia estrada
de barro que lama virou
já me banhei em um rio
que toda sujeira lavou.

Já me mirei no espelho
e a fera me acenou
no espelho me mirei
e o Belo me abraçou.

Já fui pedra
Já fui ostra.

Hoje precisa e preciosa
sou
pérola de muito valor.

(StelaSiebraBrito)

Coisas da poesia - por José Carlos Brandão







O bule de café fumega no fogão.
O queijo frige na palha de milho.
A polenta na frigideira.
Na panela de ferro a banana são-tomé.


A velhinha sorri para mim.
O picumã pende do telhado.
O fogo crepita com a lenha verde.
Eu olho as estrelas entre as labaredas.


Um sapo de castigo num canto da parede.
Um caranguejo toma sol no quintal.
Havia um cheiro de mato
E um cheiro de pão no forno.


A minha língua era torta.
Coisas da poesia.


____
 por José Carlos Brandão

Sabores na lembrança- por socorro moreira


Hoje, enquanto fazia o almoço, no cpricho, comecei a lembrar pessoas , associadas a sabores inesquecíveis;
A canja de galinha caipira, que a minha mãe comia , nos resguardos dos filhos;
O chouriço do meu avô Alfredo e as suas balas de umburana;
As chupetas de mãe Candinha e Tia Amália;
As tapiocas e sorvete de ameixa de Erice ( mãe de Geraldo Urano);
O doce de manga de Nazaré;
As papas de carimã , o bolo, a canjica, a galinha caipira da minha mãe;
A carne moída de Rosineide;
Os quitutes do aniversário de Stela Siebra;
O doce de abóbora de Maristela ( Bela Vista-MS)
O pão caseiro de Anita ( Friburgo-RJ)
O pão recheado de Maria de Jesus
O bolo Luiz Felipe da esposa de Seu Orestes;
O pudim de caramelo de Dona Rita (Teixeira-PB) ;
A macarronada de Dona Lourdes ( mãe do Nicodemos)
O Bolo de carne e o nhoque de Zilda(Recife-PE) ;
O arroz com quiabo e os biscoitos de goma , na palha de banana, da minha avó Donana;
A peixada de Dorvina ( esposa de Zivaldo Maia);
O caldo de carne com ovos e nata de Dona Almina;
A lasanha de Babo;
A sopa de feijão de Chica;
A paçoca e o pastel de carne de tia Ivone;
O doce de leite e bolo de puba de Eunice( irmã de Isabel Virgínia);
O doce de goiaba de tia Auri;
O rocambole de arroz de Fátima Figueiredo;
A torta de bacalhau de Socorrinha ( nora de Magali)
Os pães de queijo do meu sobrinho Bruno;
O arroz carreteiro do meu filho André;
O arroz com carneiro do meu filho Caio;
O tijolo de jaca de Dona Evanir
A sopa de legumes de Zélia Moreira;
As marmitas de Paulo Frota
O mamão batido com sorvete e licor do meu primo Montoril....
- O salpicão eu garanto !

Fiquei com vontade de repetir todos esses pratos, e oferecer um banquete aos amigos.
Preciso só de uma mesa enorme, muitas cadeiras, uma cozinha ampla, e gente pra lavar a louça. 

Avisem aos Pássaros por João Marni de Figueiredo



Se eu fosse uma árvore, gostaria de viver todas as estações por anos numerosos, esgotando toda a minha seiva e deixando cair a última folha numa brisa matutina.

Dos meus galhos, que o homem fizesse pelo menos um cajado para que pudesse servir de apoio a alguém humilde ou idoso. Ou um cabo de guarda-chuva para o mesmo senhor. Nunca uma bengala, pois certamente correria o risco de não ser alívio, mas ostentação para algum arrogante vaidoso e depois, já fora de moda, ficar esquecido num sótão...

Meu tronco deveria voltar a compor o solo, levando consigo as mensagens dos namorados. Assim, teria esperança de que meus átomos se reuniriam novamente na formação de uma nova árvore.
Avisem aos pássaros!

É HOJE REAPRESENTAÇÃO DE "O CINEMATÓGRAFO HEREJE"


REAPRESENTAÇÃO HOJE (SEXTA) !

HORA : 19:00

LOCAL- CINE TEATRO MODERNO

ENTRADA FRANCA

SIMBORA !

Ode fluvial



O rio flui entre as montanhas
imóveis,
com seus rochedos cinzentos de joelhos
como velhos
mortos
de fadiga.

O silêncio flui com a água sobre a nudez da terra
que flui
com a carne
da morte, como se da mesma fonte
entre os pássaros
e os bois
no pasto.

Tanta noite e somos manhã
e somos estranhos fluindo com a água da dor,
cantando
a música do inverno,
essa brancura
de gelo
e inanição.

A morte lava o meu suor, as minhas feridas, a minha
angústia
e sou polido
pelas pedras, por
este chão familiar e estranho – e reconheço
outro ser
em mim, nesta desolação.

A limpidez das coisas e o sentimento de exílio,
enquanto a beleza flui
com o rio
e suas águas claras
e seu espelho
de ausência imóvel no dia longínquo,
rio
fluindo,
como a vida,
da ponta dos dedos.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

CANTOANDO PIRILAMPO - por Ulisses Germano

CANTOANDO PIRILAMPO
(Letra e Música: Ulisses Germano)
Dedicada ao amigo Di Freitas

Quando a natureza 
Começar a escurecer
Outros seres vivos
Chegarão até você
Então ouviras 
O canto repetitivo
De uma coruja
A murmurar assim:

O canto nasce
Do bico do passarinho
De alguém que está sozinho
Procurando melodia

A fé é a conseguência
De uma certeza inabalável
Não há nada de improvável
Quando a dúvida vai embora

Mas quando o grilo
No cri cri do repeteco
Fica dando peteleco
No silêncio que é rompido

O vagalume 
Com as estrelas se mistura
Pra viver toda a fatura
Que a natureza oferece

A alegria de ver e viver a chuva-Por: Rosemary Borges Xavier


Chuva que chovia aqui chovia lá
Chuva que deixa uma magia no ar
Chuva que faz apenas chuá
Chuva que já vem me lavar
Chuva queria te levar
Chuva és tu a me encantar
Chuva vem me encharcar
Chuva deixa agora o sol chegar
Chuva que me invade a alegria de ser e viver
Chuva que faz tudo crescer

Contemplação- por Socorro Moreira


Eu espreito :


Um caminho sem chegadas...
Nem por terra , nem por mares
Expurgo de gavetas
Colheita de novas trovas
Resíduos das trovoadas
No esconderijo do tempo
eu percebo as presenças
de tudo que foi negado
Pego as coisas no meu colo
com meu olhar de cansaço
Umas parecem tão novas ...
Outras estão rasuradas.
Se a mão está no queixo
O coração tá parado
procurando algum sinal
nem que venha lá da praça

Malcolm Roberts

Esse instrumento a mais - Emerson Monteiro

Notícia divulgada pelo jornal Diário do Nordeste, edição de 13 de junho de 2011, dá conta de uma pesquisa realizada pelo instituto Detafolha, em parceria com a agência de publicidade Box, onde são avaliados estudos a propósito da utilização, pelos jovens brasileiros, da rede internacional de computadores, a Internet, qual dispositivo de mobilização social. Dos números apurados entre 1.200 entrevistados na idade de 18 a 24 anos, 71% afirmaram que é possível fazer política usando a rede sem intermediários, como os partidos, segundo a notícia.

Isto, segundo especialistas ouvidos, revela um esgotamento do modelo tradicional de mobilização e impõe um desafio aos que pretendem assumir a representação dos jovens.

Cremos, no entanto, que a validação institucional da participação do cidadão na organização política exige sua presença também junto às agremiações partidárias, sob pena de permanecer à margem dos resultados desse processo. A contradição que isto significa são os recentes acontecimentos mundiais do Oriente. No Egito, por exemplo, diante dos esforços da agitação de multidões, o governo do presidente Hosni Mubarak conheceu sua derrota e abandonou o país.

Contudo, os dividendos dessas atitudes sociais bem sucedidas escorrerão, sem sombra de dúvidas, para a classe política já estabelecida nos partidos de antigamente, os únicos donatários habilitados nas regras do jogo e nas tradições constitucionais do Estado, o que representa a sociedade politicamente organizada.

Com isso, todo empenho das lideranças românticas, expresso através dos movimentos das massas, de novo apenas bateram as esteiras, como diz o jargão das vaquejadas, para outros puxarem o rabo do boi e ganhar os prêmios, ou as aragens do poder instituído.

Mergulhar fundo na ordem estabelecida, participar dos métodos de corpo inteiro, ou facilitar o acesso de lideranças comprometidas com os velhos valores em decomposição. No Brasil de recentes décadas, vivemos situações idênticas, nas Diretas Já e no movimento dos Caras Pintadas. Recolhidas as fixas e as bandeiras, outro time entraria no campo a fim de arrecadar o saldo para suas próprias cotas de poder.

Nesse vai e vem, há avanços, porém apenas relativos, em vista do despreparo dos verdadeiros agentes do processo da mudança. Necessitaria de continuidade e condução objetiva das ações empreendidas, invés de largar a conquista nas mãos dos oportunistas de plantão.

Sim que a Internet dispõe de amplo potencial de mobilização social, desde que consolidado junto aos demais instrumentos desenvolvidos no decorrer da história. Em consequência, longe de entregar o ouro ao bandido, a racionalização desses novos meios irá proporcionar resultados vivos em termos de utilização da tecnologia nas transformações coletivas.

Nossos "meninos/as" do vôlei - José Nilton Mariano Saraiva

24 x 16, terceiro set, placar de 2 x 0, “match point”.
Um único, mísero e solitário pontinho separava a nossa seleção feminina de vôlei da sonhada final, em mais um desses concorridos torneios oficiais internacionais, realizado em plena Europa. Foi quando, de repente... “ele” entrou em quadra e a “lambança” se estabeleceu.
Adstrito e privilégio até então do “futebol masculino” (e tão bem retratado por Nelson Rodrigues em suas épicas crônicas, já que o “futebol feminino” ainda não começara sua escalada vitoriosa), o “complexo de vira-lata” pintou no pedaço, materializou-se ali, naquele momento, tomou de conta das nossas “meninas do vôlei” e propiciou uma das mais lamentáveis, tristes e incompreensíveis derrotas já ocorrida em um jogo da modalidade.
É que, por mais paradoxal, contrariando a lógica e o bom senso, “nossas meninas”, visivelmente “apavoradas” ante a perspectiva iminente da vitória e a conseqüente passagem para a final da competição, desequilibraram-se emocionalmente, tremeram nas bases (e expressavam isso através do choro contido, em pleno jogo) e aí, saque a saque, ponto a ponto, minuto a minuto, foram cedendo, caindo, desmoronando sofregamente e em câmara lenta, ao desperdiçarem continuamente cada recepção ao saque adversário; até que o que parecia impossível se concretizou e literalmente emudeceu o mundo esportivo: Cuba 26, Brasil 24 (ou seja, foram jogados fora, sequencialmente e de forma esdrúxula, nada menos que oito oportunidades de se atingir o 25º ponto, fechando o set e determinando o “match point”). Uma tragédia sem tamanho, algo inédito, um desfecho constrangedor e inaceitável. A partir daí, nos sets seguintes, “nossas meninas” como que se eclipsaram, não mais viram a “cor da bola”, entregaram-se de vez e Cuba estabeleceu-se, tomou de conta do jogo, a partida foi ao “tie brack” e... pegamos o avião de volta pra casa. O desastre consumara-se. Irremediavelmente.
Pelo inusitado, pela circunstância atípica de como aconteceu, pela proximidade que tivemos de “detonar” as cubanas, nunca uma derrota doeu tanto, marcou com tanta profundidade (se bem que, à época, não era nenhuma “novidade”, já que os nossos “meninos(as) do vôlei” tremiam de véspera quando tinham que bater de frente com russos, americanos e cubanos).
Mas, como após o vendaval sempre vem um período de calmaria (assim como não há mal que dure para sempre), lambidas as feridas e cauterizadas as cicatrizes, o impacto do sofrido e humilhante baque acabou por funcionar como uma espécie de divisor d’aguas.
Assim, após uma necessária pausa pra absorção e reflexão do acontecido, cartas na mesa e mudança de postura através da alocação de novas verbas e maior apoio ao esporte, da preparação meticulosamente revista e ajustada, da entrega do comando técnico a reconhecidos estudiosos do assunto, do estímulo às jogadoras(es) a atuarem no exterior (onde adquiririam a necessária experiência), além do fundamental incremento do intercâmbio com os então melhores do mundo; e foi dessa forma paulatina (por cerca de 15 a 20 anos, ou mais), que as coisas foram mudando, acontecendo, transfigurando-se, num aprendizado duro, penoso e paciente. Atravessamos gerações.
Mas mudou tanto (da água pro vinho) e a lição foi tão competentemente digerida, que, hoje, num esporte por demais competitivo e praticado por atletas do mais alto nível técnico, as “meninas e meninos” do vôlei brasileiro são vistos “de baixo pra cima”, com reverência, com extremado respeito, com uma espécie de louvação a “deuses” dignos de admiração e reconhecimento (e até com inveja, por alguns) em razão da excelência do jogo praticado em quadras de todo o mundo.
Se antes tremíamos quando nos defrontávamos com os grandalhões da Rússia, Cuba e Estados Unidos (e não há porque humildemente reconhecer isso), hoje são eles que nos estudam, que procuram novas estratégias na tentativa de nos barrar, que enveredam por novos caminhos que possam obstar nossa sede insaciável de títulos (como se quiséssemos “compensar” o longo interregno perdido lá atrás): assim, somos repetidamente, ano a ano e já há um certo tempo, campeões olímpicos, campeões da liga, campeões do mundo, campeões de tudo que é competição internacional. Definitivamente, o Brasil chegou lá. E em dose dupla: nas versões masculina e feminina.
Certamente que para que tal “revolução” acontecesse, uma das pilastras indutoras fundamentais foi a transmissão dos jogos “ao vivo” pela televisão, devido ao seu “efeito pedagógico” multiplicador e imediato: o vôlei passou a ser praticado ou revigorado nas escolas e universidades, nas ruas e praças, nas cidades e no meio rural, na periferia e em lugares seletos; enfim, onde houvesse um espaço disponível para se instalar uma quadra de vôlei (ou um campo de futebol), esses espaços eram ocupados e freqüentados por uma multidão de jovens sonhadores, visionários, sedentos e ávidos em se tornarem igualmente um ídolo esportivo.
Os jogadores-heróis (detentores daquela condição que, lá atrás, Nelson Rodrigues cognominara com propriedade de “saúde de vaca premiada”, em razão da incrível força física demonstrada) foram devidamente orientados (e não se furtaram, engajando-se com satisfação) a participar dessa nova realidade, através de visitas às comunidades carentes, de pacientes incursões a hospitais onde jovens padeciam de alguma enfermidade grave (confortando-os) e, principalmente, da transmissão (via telinha) de mensagens de estímulo aos mais jovens e carentes, orientando-os, incitando-os e estimulando-os a freqüentar a escola e à prática do esporte (qualquer esporte) e, consequentemente, abandonando as ruas e fugindo do perigo cada vez maior do contato com as drogas.
Fato é que as bases foram lançadas e suas ancoras firmemente fincadas.
Isto posto, animadoras e viáveis são as perspectivas de que surjam novos Gibas, Leilas, Murilos, Natálias, Vissotos e Jacquelines, nos mais diversos rincões do país, e o Brasil continue nesse estágio fulgurante (afinal, nunca é demais aprimorar) de potencia mundial. Em todos os esportes e tendo plena consciência de que se foi difícil chegar lá, se o caminho para alcançá-lo foi por demais extenuante e sofrido... muito mais difícil será manter-se no topo.

Indiferenças Diárias- por José do Vale Pinheiro Feitosa




Quando voltares dessa ida,
trazei os rastros que abandonaste no caminho,
as saudades tricotadas num beijo de chegada.

Se vais para bem longe,
encurtai os segundos de minha espera,
solta o elástico esticado da distância.

Mulher há um vazio de odores,
teus perfumes que levaste com a brisa oeste,
trazei com as luzes da alvorada.

A distância que gera tempo,
não deixai que leve uma gestação humana,
apenas que brote no lapso de uma flor.

O amor não é medida de intervalos,
é chama queimando esquecimentos,
um salto por sobre o horizonte do olhar.

O amor é feito de você,
cada partícula um Aleph de teu ser,
o calor agita micelas,
realizado de todas promessas.

Quando fostes com teu olhar de volta,
aquietei-me na estação de embarque,
pois no vácuo os pulmões não respiram.

A mancha de vinho da mesa tinta,
pinta, apaga os tecidos da madeira,
transforma variedade em corpo unicolor.

No copo minhas impressões digitais,
revelam o culpado das aberturas espaciais,
o temporizador das indiferenças diárias.

por José do Vale Pinheiro Feitosa

Ivan Lins


Ivan Guimarães Lins (Rio de Janeiro, 16 de junho de 1945) é um músico e compositor brasileiro, e um dos artistas brasileiros de maior sucesso no mundo.

Seu hit "Love Dance" é uma das canções mais regravadas na música mundial.

Ariano Suassuna



Ariano Vilar Suassuna (João Pessoa, 16 de junho de 1927) é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro.

Ariano Suassuna, um defensor da cultura do Nordeste, é um dramaturgo brasileiro, autor de Auto da Compadecida e A Pedra do Reino.

Paulo Gracindo



Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, mais conhecido como Paulo Gracindo, (Rio de Janeiro, 16 de junho de 1911 — Rio de Janeiro, 4 de setembro de 1995) foi um ator brasileiro.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Postando Vídeos! - Para José Nilton Mariano




Eu adoro Eduardo Galeano. Pra encontrar este vídeo fui no google e escrevi a palavra youtube. Lá escrevo Eduardo Galeano ou qualquer outro nome , alvo de uma pesquisa, e escolho entre muitos resultados , aquele que considero interessante.
Abaixo do vídeo, clico em COMPARTILHAR.
O Sistema começa a carregar... Aguardo!
Em seguida clico em INCORPORAR.
Numa faixa azul, selecionada eu dou o comando COPIAR.
Entro no blog,  novas postagens, aciono a tecla HTML, e colo . Volto a clicar em ESCREVER, e vejo que o vídeo está pronto para ser publicado.

Qualquer dúvida, estamos à disposição.

Vida Virtual


Talvez uma das mais trágicas conseqüências da modernidade tenha sido a abolição definitiva da calçada. Algumas décadas atrás, a calçada era uma extensão da nossa casa, uma espécie de play-ground que freqüentemente se estendia para as ruas próximas , ainda com pouca iluminação e sem a feiúra negra do asfalto. Sim, o asfalto que se alastrou pelas ruas como uma tarja preta identificadora do luto das pequenas vilas com a perda do seu ingênuo e doce provincianismo. As calçadas fazem hoje parte integrante das avenidas e não das residências que elevaram seus muros e grades, em feitio de prisão e observam temerosas a vida lá fora que sua, arde e sangra. Doce tempo aquele em que as famílias, à tardinha, punham as cadeiras na calçada , olhando para a lua e mastigando as últimas e picantes novidades da Vila. Ao seu derredor, as crianças brincavam de “Roda”, de “chicote queimado”, de “esconde-esconde”, de “Lagarta Pintada”, “Cadê-o-Grilo” e de “Bandeira”, sob o apaziguador olhar dos adultos. Bons tempos aqueles! A vida era mais simples e corriqueira, as mazelas do mundo não nos atingiam, a violência era um simples capítulo no nosso Livro de História Antiga. Éramos felizes sem que ao menos o percebêssemos . E no inventário dos nossos bens o que constava? Uma rua barrenta, uma lua plácida, a mão amiga do vizinho, uma baleadeira , uma bila , um pião... A felicidade fluía fácil desses objetos como ,se por encanto, tivesse sido tocada pela condão da Fada Madrinha.

Nem é preciso dizer que este tempo está definitivamente sepultado. A tecnologia triturou impiedosamente a simplicidade e o Consumo pôs regras sinistras e colocou um Código de barras na nossa felicidade.Vivemos todos “No Limite”, nos matando numa batalha sem vencedores. Quem vai para o trono ? Ao Vencedor, o Enfarte!

A tecnologia encurtou, enormemente, a distância virtual e alargou, infinitamente, a nossa geografia real. O Celular, a TV, o Fax, a Internet nos ligam em segundos à Indochina mas já não somos capazes de conhecer o vizinho que divide a mesma parede do nosso apartamento. Nem o soldado, no Iraque, tem o direito de saber quem o matou. Esta mudança na geografia mudou ,também, a história das nossas relações humanas. Falta-nos o toque, o olho-no-olho, o abraço, o beijo. Não mais vivemos uma realidade mas uma virtualidade e todos nossos podemos ser eliminados , a qualquer momento, como um simples monstrinho da primeira fase de um videogame. Bons tempos aqueles da cadeira na calçada, quando ainda existia um amigo palpável e uma lua no céu....

J. Flávio Vieira

Tempurá



O tempurá é uma das receitas mais atraentes da culinária japonesa. Sua massa leve e crocante encanta os mais delicados paladares.

Muitos povos passaram pelo Japão deixando suas marcas na cozinha local. Durante o século XVI os jesuítas e os comerciantes portugueses montaram uma colônia em Nagasaki. Como todo bom estrangeiro eles faziam pratos de sua terra natal.

Durante o Quatuor Tempora (Quatro Tempos), celebração católica onde as pessoas deviam comer pouco e abster-se de ingerir carne, os jesuítas preparavam camarões fritos em uma massa com farinha e ovos. Incomodados com a tentativa de serem catequizados pelos portugueses os japoneses expulsaram-nos do Japão, ficando apenas com sua herança gastronômica: o tempurá.

O tempora virou tempurá e com o passar do tempo os japoneses foram refinando essa técnica, usando um óleo mais leve e acrescentando vegetais, até chegar ao prato que conhecemos hoje em dia. O tempurá se popularizou na cidade de Tokyo, onde era vendido em barracas assim como o sushi. Hoje existem restaurantes especializados exclusivamente em tempurá.


Ingredientes

1 unidade(s) de cebola
1 unidade(s) de cenoura
1 unidade(s) de pimentão verde
4 unidade(s) de vagem
1/4 unidade(s) de abóbora japonesa
1 unidade(s) de batata-doce
4 unidade(s) de ervilha-torta
1/2 unidade(s) de berinjela
1/4 pé(s) de couve-flor
1/4 maço(s) de brócolis
4 unidade(s) de camarão pistola
Massa

4 xícara(s) (chá) de farinha de trigo
1 unidade(s) de ovo
1 litro(s) de água gelada(s)

Molho

2 xícara(s) (chá) de caldo de peixe
1/2 xícara(s) (chá) de shoyu
1 xícara(s) (café) de saquê mirim
1/4 xícara(s) (chá) de nabo ralado(s)




Modo de preparo
Corte a cebola em rodelas e depois corte-as no meio espetando um palito para os anéis não se separarem. Corte a cenoura em fatias finas de 7 cm x 3m. Corte o pimentão em fatias de 7 cm x 3 cm. Corte a vagem ao meio sem separá-la totalmente, deixando 1 cm na base. Corte a abóbora japonesa em fatias finas de 7 cm x 3 cm. Corte a batata doce em fatias finas de 7 cm x 3 cm. Tire as pontas da ervilha torta e o fiapo fibroso que fica na lateral. Corte a berinjela em fatias finas de 7 cm x 3 cm. Corte a couve-flor em talos de 7 cm. Corte o brócolis em talos de 7 cm. Limpe e tire a casca do camarãover vídeo e faça três cortes horizontais na barriga para que ele fique reto na hora de fritar.

Massa
Bata o ovo levemente. Misture a água gelada com o ovo. Acrescente a farinha sem diluí-la totalmente, deixando-a empelotada. Passe os legumes e o camarão levemente na farinha, em seguida na massa e frite-os em óleo quente (180º C) por 1 a 3 minutos até que fiquem ligeiramente dourados. Retire os alimentos do óleo e deixe-os escorrer em uma grade, você poderá improvisar um escorredor de frituras com seu escorredor de louças. O papel deixará o tempurá encharcado.

Molho
Misture o caldo de peixe, o shoyu e o sake mirim e aqueça-os em uma panela. Antes de servir com o tempurá acrescente o nabo ralado.


Dica:
- Para se fazer um bom tempurá é importante que a água esteja bem gelada e a farinha não se dissolva totalmente, ficando empelotada.
- A massa to tempurá é a última coisa que deve ser feita.
- Se você não for usá-la completamente, faça apenas meia receita, pois ela não pode ser guardada.
- Para saber se o óleo está na temperatura exata, jogue um pouco de massa. Se ela subir à superfície rapidamente o óleo está no ponto.
- Cuide para que o óleo não esquente demais e queime o tempurá.
- Ocupe somente um terço da superfície do óleo, para que ele não esfrie.
- Certifique-se que os legumes e os camarões estejam bem secos.
- Para o molho você poderá usar caldo de peixe em tabletes ou em pó.
- Se você quiser um tempurá mais dourado, use mais um ovo.
- Os ingredientes listados são apenas uma sugestão, você poderá usar qualquer tipo de vegetal, peixe ou frutos do mar para preparar o seu tempurá.



Matéria assinada por:
Alexandre Cymes
Formado em Hotelaria e presta consultoria para
restaurantes na área gerencial e gastronômica.

Cogito - por Torquato Neto



eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível

eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora

eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim

eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.


JORGE FARAJ - por Norma Hauer



Foi a 14 de junho de 1963 que ele faleceu.
Grande letrista de nossa música popular.
Era aquele que tomava o trem das professoras como "um vagalume atrás dos astros", vindo da boemia.

Ele de fato fazia o que cantou em sua música "Professora" e a professora verdadeira, sabendo do caso, quis conhecê-lo, mas o achou feio e não se interessou por aquele poeta feio por fora, mas belo por dentro.
Desprezou-o.

Hoje nem sabemos quem era ela, mas sabemos que Jorge Faraj foi um dos grandes letristas da MPB, compondo, ao lado de Newton Teixeira, "A Deusa da Minha Rua", onde,

“ Na rua, uma poça dágua
Espelho de minha mágoa
Transporta o céu para o chão

Também cantou aquela que "era do morro a mais famosa flor, todo mundo cantava em seu louvor, todo mundo "Menos Eu".
Com Custódio Mesquita compôs "Preto Velho", cuja sombra passava e todo mundo fazia chalaça".

“Preto velho,
Quando a sua sombra passa
Todo mundo faz chalaça
Dá vaia, debocha e ri...”

Com Benedito Lacerda compôs "É Quase a Felicidade"

“Para matar a saudade,
Da grande felicidade
Que eu perdi ao te perder...”



e ".. E a Saudade Ficou lâmpada triste..." Com Roberto Martins compôs “Apenas Tu” e "Último Beijo", a música que me fez "descobrir" Carlos Galhardo

Jorge Faraj, como muitos de sua época, era um boêmio, que trocava o dia pela noite e acabou tuberculoso, mas para alguém que adquiriu essa terrível doença, viveu bastante: quase completo 62 anos, nascido que fôra em 9 de julho de 1901.
Mais um que faleceu em seu “Inferno Zodiacal”.

Lembro-me que quando ele faleceu, apenas uma pequena nota saiu nos jornais, assim:
“Foi sepultado ontem, no Cemitério de Irajá, o compositor Jorge Faraj, autor de "Professora".

E nada mais.

Fosse ele "americano" daquele país ao norte do Equador a notícia sairia com "letras garrafais".


Norma

Demis Roussos



Demis Roussos, nome artístico de Artemios Ventouris Roussos, (Alexandria, 15 de junho de 1946) é um cantor grego, nascido no Egipto. Artemios acabou sendo abreviado para Demis.

Ella Fitzgerald



Ella Jane Fitzgerald (Newport News, 25 de abril de 1917 — Beverly Hills, 15 de junho de 1996) também conhecida como a "Primeira Dama da Canção" (em inglês: First Lady of Song) e "Lady Ella", foi uma popular cantora de jazz estadunidense. Com uma extensão vocal que abrangia três oitavas, era notória pela pureza de sua tonalidade, sua dicção, fraseado e entonação impecáveis, bem como uma habilidade de improviso "semelhante a um instrumento de sopro", particularmente no scat.

Considerada uma das intérpretes supremas do chamado Great American Songbook, teve uma carreira que durou 59 anos, venceu 14 prêmios Grammy e recebeu a Medalha Nacional das Artes do presidente americano Ronald Reagan, bem como a Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush.

wikipédia
           Vi, com o passar dos anos, diferentes descrições dos fatos que deram ensejo a estes versos, inclusive variando de Juiz que despachou nos autos. Penso que a versão mais elaborada da decisão judicial foi uma interpolação posterior à história verdadeira, no intuito de exaltar a beleza da resposta, sem demérito algum ao texto original.


LUZ
AURA BRILHANTE
CORPO RADIANTE.

"O CINEMATÓGRAFO HEREJE" - REAPRESENTAÇÃO


I MOSTRA DE CINEMA E VIDEO DE CRATO

REAPRESENTAÇÃO :

DIA - SEXTA - FEIRA ( 17 DE JUNHO)

HORA- 19:00

LOCAL - CINE TEATRO MODERNO

IMPERDÍVEL !