O GIGANTE “DESPERTOU” – José Nílton Mariano Saraiva
Inserta no meio dos versos de Joaquim Osorio Duque Estrada, que, alfim, compõe o Hino Nacional Brasileiro, a frase aparentemente inocente e comodista, “deitado eternamente em berço esplendido” durante muito tempo serviu para que os pessimistas de plantão tratassem de afinar o discurso negativista, tentando ridicularizar e até achincalhar o próprio país, porquanto retrataria com fidelidade uma espécie de “estado de espirito” omisso e acomodado dos seus dirigentes e do seu povo. Daí a perspectiva de um futuro desalentador e sombrio, profetizavam.
Só que, ao longo do período 2003/2016 (quando começou a era lulista), trabalhando com denodo e em silencio, nos bastidores o Governo Federal paulatinamente conseguiu inserir o país no tabuleiro desenvolvimentista, via projetos bem estruturados, criteriosos e consistentes, daí o Brasil ter conseguido figurar (a partir de então) como um dos emergentes que no futuro (logo ali na esquina) se firmará, sim, como uma potência mundial.
Pois bem, nessa bendita arrancada que iniciamos rumo ao primeiro mundo (houve uma momentânea interrupção pela assunção de um beócio à presidência) um dos insumos basilares que faz a “roda girar” é, sem sombra de dúvida, o petróleo (apropriadamente cognominado de “ouro negro) em razão da miscelânea de utilidades que incorpora, daí sua consequente e necessária presença em tudo que represente alavancagem, progresso, desenvolvimento. Em qualquer idioma, e em qualquer rincão do planeta Terra (qualquer dúvida sobre, é só atentar para a sujeira e o jogo sujo patrocinada pelo maior país do mundo, os Estados Unidos, que, vendo suas reservas paulatinamente se exaurirem, sem nenhum escrúpulo já invadiu o Iraque, a Venezuela - o maior produtor do mundo - e, agora, o Iran, a fim de se apossar do seu petróleo).
Mas, voltando ao Brasil, deu-se o “fiat-lux”, por obra da descoberta do pre-sal (no governo Lula da Silva), e houve como que um despertar repentino, de sorte que o “deitado eternamente em berço esplendido”, tão criticado e achincalhado pelos negativistas, se transfigura e nos apresenta uma outra conotação, um outro horizonte, uma outra faceta. Sim, senhores, nosso país repousa, literalmente, desde tempos imemoriais, num portentoso reservatório de petróleo, que poderá transformá-lo num dos maiores produtores /exportadores do produto, com tudo de bom que isso representa.
É que, a competente estatal brasileira Petrobras, “expertise” na exploração em águas profundas, depois da descoberta de imensas reservas petrolíferas nas profundezas oceânicas do pre-sal (Bacia de Campos) anunciou, após, um outro feito capaz de nos catapultar rumo ao primeiro mundo, verdadeira passaporte para se adentrar no seleto grupos de países preferenciais: a descoberta do campo de Libra, que guarda algo em torno de 15 bilhões de barris de petróleo (como se não bastasse, logo após a descoberta de Libra, aquela estatal e o governo de Sergipe anunciaram a descoberta de uma monumental nova reserva mineral, no litoral de Sergipe/Alagoas, ainda maior em termos de área do que a de Libra (e nos dias atuais, descobriu-se que a bacia litorânea do Amapá também possui portentosas reservas petrolíferas, talvez até maior que o pre-sal).
Claro que a extração de toda essa riqueza do fundo do oceano é por demais complicada e onerosa, mas não faltarão parceiros dispostos a alocarem os recursos necessários, via aceitação da “partilha” proposta pelo governo brasileiro (que ficará com 75% do que for extraído) daí a tendencia que nos tornemos um dos maiores produtores/exportadores de petróleo, E inquestionáveis serão os reflexos na alavancagem desenvolvimentista e sustentável daí propiciada.
Fato é que, se vivíamos “deitado eternamente em berço esplendido”, (mesmo tendo como colchão um mar de petróleo), agora o gigante não só despertou, mas levantou, e tende a ocupar lugar de destaque no conceito das nações (PARA TANTO, NO ENTANTO, NECESSARIO SERIA EXORCIZAR DE BRASILIA, E NÃO MAIS DEIXAR QUE VOLTEM, A CAMBADA DE MILICIANOS QUE SE APOSSOU DO PODER). E isso já foi feito.
Evidentemente que nossa geração não alcançará o clímax, o apogeu disso tudo, mas, olhando em termos macros nos conforta saber que nossos descendentes (filhos, netos e até bisnetos) hão de usufruiu das benesses de um país que o mundo há de respeitar.
Alguma dúvida ???
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