por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 25 de janeiro de 2026

O "IMINENTE" PERIGO QUE NOS RONDA - José Nílton Mariano Saraiva 

É claro e evidente que o texto abaixo não é da nossa autoria (vide as "aspas", desde o título até o final). Apenas o copiamos da "Internet" e fazemos questão de divulgá-lo pra conhecimento público, por entender ser uma necessidade premente.

Na realidade, estamos a fazer uma espécie de "alerta" sobre o iminente perigo do próprio ser humano se acomodar e relegar o estudo, o livre pensar e o ato de decidir a uma "desnecessidade", porquanto tudo agora lhe chega às mãos no simples toque de uma tecla do computador.

Reflitam sobre. 

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"INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA): O ESPELHO, O PODER E O VAZIO

A Inteligência Artificial não caiu do céu nem surgiu do nada. Ela é o produto mais sofisticado de algo antigo: a obsessão humana por controle, previsão e eficiência. Antes de ser uma revolução tecnológica, a IA é uma revelação antropológicaEla mostra, com brutal clareza, quem nós já éramos antes dela existir.

A IA não pensa. Não sente. Não deseja. Ela calcula. Aprende padrões a partir de volumes gigantescos de dados e, com base nisso, prevê comportamentos. Nada mais. Nada menos. O espanto que causa não vem de uma inteligência nova, mas do fato de que grande parte do comportamento humano é mais previsível do que gostaríamos de admitir.

Quando uma IA escreve, recomenda, sugere, diagnostica ou classifica, ela não entende o mundo. Ela simula entendimento, apoiada em estatística avançada. O problema começa quando essa simulação passa a ser aceita como autoridade.

A IA é excelente para meios. Péssima para fins. Ela responde ao “como”, mas é incapaz de responder ao “por quê”. Ainda assim, estamos entregando a ela decisões que envolvem vidas humanas, políticas públicas, reputações, eleições e destinos profissionais. Não porque ela seja sábia, mas porque é rápida. E nossa época confunde velocidade com verdade.

No cotidiano, a IA já governa silenciosamente: decide o que você vê, o que ignora, o que consome, em quem confia, de quem desconfia. Ela não impõe pela força. Ela sugereorganizaprioriza. E quem controla essas prioridades controla a narrativa. O poder contemporâneo não grita — ele recomenda.

Na educação, a IA pode libertar ou emburrecer. Pode ser um tutor paciente ou um atalho para o pensamento preguiçoso. Tudo depende de como é usada. O risco não é o aluno usar IA, mas nunca mais aprender a pensar sem ela. A IA não substitui o estudo; substitui apenas a desculpa de não entender.

Na política, o risco é maior. A IA permite manipulação emocional em escala industrial. Não se trata mais de convencer multidões com um discurso, mas de atingir cada indivíduo no seu ponto fraco específico. A democracia pressupõe cidadãos capazes de julgar; a IA testa diariamente esse pressuposto.

Do ponto de vista filosófico, Platão veria a IA como uma sombra que imita a forma da verdade sem jamais tocá-la. Aristóteles diria que lhe falta prudência, ética e finalidade. Kafka a reconheceria imediatamente: um sistema opaco, automático, impossível de questionar, que decide sem explicar. E ele teria razão.

No trabalho, a IA elimina tarefas, não o sentido. Mas quando uma sociedade reduz o ser humano à tarefa, a perda parece existencial. O drama não é a automação — é termos construído identidades inteiras sobre funções mecânicas.

Há um ponto raramente dito: a IA não cria desigualdade. Ela a otimiza. Quem já tem poder ganha mais poder. Quem já é vulnerável se torna mais previsível, mais classificável, mais descartável. O algoritmo não odeia ninguém. Mas também não se importa com ninguém.

O maior risco não é a IA errar. É acertar demais. Antecipar desejos, moldar escolhas, reduzir a liberdade ao conforto da conveniência. O controle perfeito é aquele que não se percebe como controle.

E então chegamos ao vazio. A IA responde tudo, mas não oferece sentido. Acelera tudo, mas não aprofunda nada. Vivemos a era paradoxal: excesso de informação, escassez de significado. A depressão contemporânea não nasce da ignorância, mas da saturação. A IA não causa isso — ela funciona perfeitamente dentro disso.

Onde a IA falha é exatamente onde começa o humano: responsabilidade moral, arrependimento, culpa, compaixão, amor, finitude. A IA não sofre consequências existenciais. Nós sofremos. Por isso, ainda somos insubstituíveis — e também responsáveis.

A grande escolha civilizatória não é tecnológica. A IA já existe e vai se expandir. A escolha é ética e política: usá-la para libertar tempo, consciência e dignidade ou para intensificar controle, desigualdade e vazio. A tecnologia não decide isso. Nós decidimos — ou fingimos que não.

Pensar, hoje, virou ato de resistência. Desacelerar virou rebeldia. Questionar o óbvio virou necessidade moral.

A Inteligência Artificial não ameaça a humanidade.
Ela ameaça a nossa preguiça moral, nossa abdicação de sentido e nossa disposição de pensar por conta própria".

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