por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



sábado, 17 de julho de 2021

"URNA ELETRÔNICA" x "VOTO IMPRESSO" - José Nilton Mariano Saraiva

 “URNA ELETRÔNICA” x “VOTO IMPRESSO” José Nilton Mariano Saraiva

Quinto país do mundo em extensão territorial (8.514.876 km/2) e sexto do mundo em termos populacionais, (208.494.900 habitantes, em 2018), o Brasil tem 5.570 municípios e convive com quatro fusos horários distintos.

Em termos eleitorais, em 2018, dentre seus 208.494.900 milhões de habitantes, 147.306.275 estavam aptos a exercer o livre direito do voto na eleição presidencial (no segundo turno) e, no entanto, apenas 117.364.560 o fizeram. Desses, 104.838.753 foram votos válidos, 1.430.439 abstiveram-se de votar, 8.608.775 anularam o voto, enquanto 2,486,593 preferiram votar em branco.

E com toda essa “montanha” de votos, com a votação se encerrando às 17:00 hs, já por volta das 20;00hs a URNA ELETRÔNICA nos deu o resultado final, discriminando item por item (tanta “demora” em função do “fuso horário” entre as regiões; fosse um único horário já teríamos tal resultado minutos após o encerramento da votação).

A reflexão é só pra lembrar que, a partir de 2016 (já lá se vão 25 anos), as eleições no Brasil passaram a contar com esse valioso instrumento quando da apuração de tantos votos: a URNA ELETRÔNICA, que utiliza as tecnologias mais modernas em termos de criptografia, assinatura digital e resumo digital.

Tanto é que, de lá para cá, nenhum problema foi detectado no tocante à confiabilidade de tal instrumento, tendo em vista sua comprovada inviolabilidade, embora alguns teimem em querer perturbar o processo (por mera e irresponsável pirraça).

Agora, por exemplo, já antevendo uma derrota acachapante e contundente nas eleições do próximo ano, onde tentará a reeleição, o psicopata que está Presidente da República, que foi eleito em diversas eleições onde a urna eletrônica foi utilizada, parte para uma tentativa de descredenciá-la, ao tempo em que sugere uma “volta ao passado”, através do voto impresso (esse, sim, passível de ser facilmente fraudado, porquanto manuseado pelo homem, no processo eleitoral).

Portanto, visando colocar os pontos nos “ÍS”, tomamos a liberdade de transcrever artigo do Dr. Ediel Vieira Rangel, “Mestre” em Tecnologia e Pesquisador da UFMG (é um pouco longo mas vale a pena ir até o final).

No mais, é esperar que o Tribunal Superior Eleitoral se posicione com altivez ante esse desqualificado e não se deixe cooptar pelos bodejar dos "EVANJEGUES" que lhe dedicam extremada atenção.



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Desconstruindo mentiras: urna eletrônica é auditável e mais segura que voto impresso

  1. Em toda eleição, partidos podem verificar registros de votos nas seções eleitorais; máquinas de votação não ficam online

No dia 9 de março de 2020, o Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou pela primeira vez, durante um pronunciamento em Miami (EUA), que as eleições presidenciais brasileiras de 2018 tinham sido fraudadas, com adulteração do resultado do primeiro turno, tirando-lhe a vitória antecipada que teria obtido nos votos. Desde a mesma data, ele repete que irá apresentar "muito brevemente" as provas do crime eleitoral que denuncia.

Paralelamente, políticos, apoiadores, blogueiros e youtubers bolsonaristas mantêm intensa campanha nas redes sociais para que o Brasil volte a adotar o "voto impresso e auditável" em seus processos eleitorais, sob a alegação, desprovida de provas ou indícios, de que as urnas digitais não são seguras. Afirmam e reafirmam que não será possível dar crédito ao resultado das eleições do ano que vem caso venham a ser realizadas como o previsto em lei, por meio do sistema eletrônico de votação.

É de tal maneira volumosa a repetição e a propagação dessas teses, que, ainda que sejam elas desacompanhadas de qualquer alicerce fático, muitas pessoas, mesmo aquelas não afeitas à crença em teorias conspiratórias, acabam por se perguntar: as urnas eletrônicas são suscetíveis a fraudes em massa? Os votos digitais são impossíveis de serem verificados e auditados? O sistema de votação impresso é mais seguro do que o eletrônico?

A resposta para essas três perguntas é NÃO, conforme se pode aferir e provar, a seguir.

AS FRAGILIDADES DE SEGURANÇA DO SISTEMA DE VOTO IMPRESSO

O funcionamento do sistema de contagem manual de cédula por cédula é de fácil compreensão e lógica intuitiva. Trata-se da contagem mecânica, realizada por seres humanos, de boletos de votação armazenados em urnas eleitorais. Assim, fica a critério da avaliação subjetiva dos contadores de votos conferir-lhes ou não validade.

Ou seja, passará pelo crivo pessoal de cada funcionário que manuseia e realiza a contagem dos votos a decisão de se o número escrito numa cédula é, por exemplo, 1 ou 7; se a marcação do "x" mal colocada em uma cédula corresponde a um voto para este ou aquele candidato; se algum tipo de rasura ou marcação na cédula para além do "x" no espaço do candidato escolhido anula ou não aquele voto.

Com o voto eletrônico, elimina-se qualquer margem para “ ACHISMOS HUMANOS", decisões e julgamentos influenciados por partidarismo ou ideologia, além da possibilidade de mero erro humano involuntário na contagem dos boletos.

Esta diferença de confiabilidade entre os dois sistemas de contagem é exatamente um dos principais motivos que levou o país - já faz 25 anos - a substituir o modelo analógico pelo digital de votação.

INVIOLABILIDADE DA URNA ELETRONICA, A “ZERÉSIMA” E OS BOLETINS DE URNA (BU’S)

Conforme já mostrou e mostra a Justiça Eleitoral brasileira conforme também já atestaram órgãos internacionais, como a OEA (Organização dos Estados Americanos), a urna eletrônica utilizada no país é o que há de mais moderno quanto à criptografia, assinatura digital e resumo digital.

Essas assinaturas digitais e resumos digitais podem ser conferidos e validados por aplicativos desenvolvidos tanto pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto por programas desenvolvidos por partidos políticos, pelo Ministério Público e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ou seja, há diferentes entidades no país, de origem e composição independentes, capazes de aferir validade e lisura a cada pleito eleitoral realizado no Brasil por meio do sistema eletrônico de votação.

A urna eletrônica não é conectada à internet ou qualquer outro tipo de rede (a não ser a rede elétrica), não dispõe de qualquer mecanismo que possibilite sua conexão a redes de computadores e não é equipada para conexão com ou sem fio.

Assim, é plenamente imune a ataques virtuais externos, como os de hackers. Além disso, utiliza como sistema operacional o Linux, de código livre e aberto, conferindo mais transparência a todo o processo.

Além desses dispositivos tecnológicos, há outros analógicos, como um documento que o TSE batizou de "ZERÉSIMA”. Trata-se de uma planilha impressa em papel que contém a identificação dos dados constantes em uma urna eletrônica antes de ter início o processo de votação.

A “ZERÉSIMA” comprova que, naquela máquina de votação estão registrados todos os candidatos e que não há voto computado para nenhum deles antes da abertura da eleição.

Isto é, confirma que a urna tem “zero voto”. As “Zerésimas” de cada uma das urnas são conferidas presencialmente em cada colégio eleitoral pelos membros das seções eleitorais e por fiscais de partidos.

Ao final da votação, é impresso o BOLETIM DE URNA (BU), que demonstra o quantitativo de votos daquela máquina de votação. Além disso, é verificado se o número de votantes impresso no BU é o mesmo número dos que assinaram o caderno de votação presente em cada seção. De onde se destaca o pequeno comprovante de votação entregue a cada eleitor.

SISTEMA ALEATÓRIO, AUDITÁVEL E IMPRESSO DE CONFERÊNCIA DOS VOTOS

A cada eleição, por amostragem e sorteio acompanhado e verificado por autoridades independentes e partidos políticos, são selecionadas algumas urnas que são submetidas a um sistema analógico de verificação dos votos.

Funciona assim: dias antes da eleição, representantes dos partidos políticos são convocados pela Justiça Eleitoral para preencherem certa quantidade de cédulas de votação (de papel) e também em um sistema digital. Tais votos são filmados e identificados com seus votantes. Ou seja: é possível provar para quem foi cada um dos votos depositados nas urnas de lona.

Esses votos em cédulas são depositados em urnas de lona lacradas. Depois da eleição, é feito um sorteio – AUDITADO POR EMPRESA INDEPENDENTE CONTRATADA PELA JUSTIÇA de urnas eleitorais que foram utilizadas na votação oficial.

Os representantes dos partidos, então, são convocados a digitar nessas urnas os mesmos votos que concederam nas cédulas de papel e no sistema da Justiça Eleitoral. Da mesma forma, eles são filmados apertando os botões da urna, de modo que é possível conferir se os representantes de fato deram o mesmo voto nas cédulas de papel e nas urnas eletrônicas.

Depois disso, abrem-se as urnas de lona e contam-se os votos. Em seguida, faz-se a leitura dos votos das urnas eletrônicas. Finalmente, são comparados os resultados das duas votações. Então, se os números forem os mesmos, resta provado que aquela máquina de votação não pratica qualquer alteração nos votos computados. Como as urnas submetidas ao processo são escolhidas por sorteio auditado, tal processo indica que não há adulteração no sistema como um todo.

Em 25 anos de utilização da urna eletrônica no Brasil, jamais houve um caso de discrepância entre os dados nos votos de papel e os digitados nas urnas eletrônicas.

Ainda assim, contra toda a série de evidências e auditorias atestadas no Brasil e no mundo, Jair Bolsonaro e seus apoiadores seguem impunes a espalhar mentiras e desconfianças caluniosas contra sistema eleitoral brasileiro. Resta saber até quando.


quarta-feira, 14 de julho de 2021

"XÔ, PSICOPATA" - José Nilton Mariano Saraiva

 XÔ, PSICOPATA (*) – José Nílton Mariano Saraiva

No organograma do governo Federal, o Ministério da Saúde é considerado “top de linha”, tanto em termos da qualidade do seu quantitativo funcional como, principalmente, por contemplar um orçamento superlativo (ou bastante generoso). É, pois, desde sempre, o mais cobiçado e concorrido quando da estruturação de qualquer um novo governo.

Supostamente, ali está o “mapa da mina” e todos sonham em “chegar lá”, abocanhá-lo e usufruí-lo (lembram que quando do governo Dilma Rousseff o senhor Ciro Gomes quebrou lanças para que o irmão Cid Gomes fosse efetivado no posto, não o conseguindo e tendo que contentar-se com o Ministério da Educação, (de onde foi logo ejetado) em razão de ter “batido de frente” com o então todo poderoso mafioso Eduardo Cunha ???).

Pois bem, sendo conhecedor de tal realidade (afinal foram 27 anos como integrante do chamado baixo clero da Câmara Federal), o Bozo tratou de colocar em postos chaves do Ministério da Saúde uma “ruma” de milicos lhes subserviente, à frente um tal General Pazuello (aquele, que sem nenhum pudor afirmou que “um manda e o outro obedece”), com o objetivo de “aproveitar a onda”, qual seja, legislar em causa própria (espécie de “rachadona” entre eles e Bozo, possivelmente já visando “fazer caixa” para a campanha da tentativa de reeleição).

E deu no que deu. Sedentos de poder, desprovidos de qualquer senso humanitário e vidrados na grana alta que poderiam usufruir, os fardados do Bozo, sem nenhum compromisso com o país ou com a seriedade, tencionavam meter a mão com vontade.

É que, beneficiados (paradoxalmente) por um quadro pandêmico que ainda hoje assusta o mundo, sem nenhum constrangimento negociaram desonestamente (já que com intermediários das grandes farmacêuticas) visando a compra de vacinas em quantidades superlativas, desde que houvesse algum “agrado” por fora.

Assim (e por incrível que pareça, numa mesa de bar) com o intermediário de uma delas o quantitativo a ser negociado seria de 400 milhões de doses, com o pagamento extra de 01 dólar por dose, redundando numa propina suculenta de 400 milhões de dólares (que convertidos ao nosso real representaria DOIS BILHÕES DE REAIS).

Num outro momento, até um “reverendo” (terrivelmente evangélico ???) foi contatado pessoalmente pelo Bozo, na tentativa de viabilizá-la (agora, chamado pela CPI para prestar esclarecimentos, referida figura se vale de um atestado médico fajuta para não comparecer; mas vai ter que ir sim, mesmo que sob condução coercitiva).

Com uma outra farmacêutica, ainda via intermediário (que houvera dado um monumental cano no governo federal meses atrás, ao receber a grana e não entregar o produto) o objetivo era adquirir 50 milhões de doses, que antes ofertada a 10 dólares, repentinamente subiu para 15 dólares (com o agravante que aqui o pagamento seria antecipado, embora tal cláusula não constasse do contrato).

Mas, aí, surgiu no tabuleiro negocial, sem que fosse chamado, aquela figura que Paulo Guedes (tal qual Hitler ante os judeus) se pudesse exterminava sem dó nem piedade da face da Terra: o funcionário público.

Pelo menos dois deles, lotados no Ministério da Saúde, e que eram responsáveis pela análise final dos contratos de importação, descobriram o “roubo” descomunal que seria perpetrado e botaram a boca no mundo e garantiram: o governo sabia, sim, de tudo o que ocorria e como não tomou providência nenhuma, implicitamente cometeu o crime de “prevaricação”.

Fato é que a “quadrilha” governamental foi desbaratada, as importações fraudulentas suspensas e o povo, finalmente posto a par de toda a sujeirada, parece ter acordado de um pesadelo sem fim; tanto que resolveu manifestar-se de forma contundente e decisiva sobre o “traste” que está Presidente da República, ao rotulá-lo apropriadamente de autoritário, corrupto, incapaz, inconfiável e medíocre (conforme pesquisas).

O recado foi simples, curto e grosso: XÔ, PSICOPATA.
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(*) Psicopata: aos que já começam a sentir os primeiros sintomas do Alzheimer, lembramos que psicopata é... “aquele que sofre de distúrbio mental grave, apresenta comportamentos antissociais e amorais sem demonstração de arrependimento ou remorso, incapacidade para amar e se relacionar com outras pessoas com laços afetivos profundos, egocentrismo extremo e incapacidade de aprender com a experiência”.

domingo, 11 de julho de 2021

PÂNICO NOS QUARTÉIS - Leandro Demori (The Intercept Brasil)


O que temem os oficiais das Forças Armadas? Por que estão nervosos soltando notas golpistas? Por que mostram desespero em entrevistas?

Eu respondo: porque sabem que o rastro da corrupção na compra de vacinas pode chegar no general Braga Neto, ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro.

É preciso estar atento às falas dos senadores na CPI. Não às bombásticas e pensadas como meme de rede social, mas às que verdadeiramente importam. Os senadores estão ouvindo muita gente e recebendo muita documentação. Omar Aziz, por exemplo.

Ele tentou arrancar de Roberto Ferreira Dias o nome de quem dava as ordens na cadeia de pessoas que, agora se sabe, criaram as condições ideais para roubar dinheiro público enquanto brasileiros morriam sem vacina.

Dias chegou no Ministério da Saúde pelas mãos de Abelardo Lupion, ligado à Cida Borgheti, mulher de Ricardo Barros, o líder do governo na Câmara. Barros está implicado nos casos Covaxin e Sputnik (revelado pelo Intercept ontem).

Dias, ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, não respondia apenas a políticos, mas também a militares. Acima dele estava Élcio Franco, militar. E acima de Franco, Eduardo Pazzuelo, militar. E quem comandava o comitê de crise contra a covid-19 criado pelo governo Bolsonaro? O general Braga Neto.

Dias, na CPI, disse que dois dos três coordenadores comandados por ele foram trocados por ordem superior, ordem de Élcio Franco, sem motivo informado. Um de logística e outro de finanças. E mais não disse.

Aziz estava tentando arrancar de Dias uma confissão, esperava que, com a pressão da CPI, o ex-diretor entregasse o esquema no qual aparenta ser um mero executor. Como não conseguiu, o próprio Aziz deu a senha: revelou que Dias fez um dossiê “para se proteger”, disse que sabe “onde e com quem” o dossiê está e garantiu que Dias “recebeu várias ordens da Casa Civil por um e-mail”.

O governo Bolsonaro é um governo militar, com mais de 6000 fardados pendurados na máquina. Muitos nas altas bocas de cargos de diretoria. Muitos em ministérios. ENTRE ELES, COMO ESTÁ FICANDO CADA VEZ MAIS CLARO, HÁ UMA PARCELA DE LADRÕES. A CPI está aí para apurar e oferecer embasamento para que as instituições cheguem nos culpados.

As Forças Armadas podem lidar com isso como desejarem, mas a sociedade não vai permitir que bandidos saiam impunes, vistam eles ternos ou fardas.

A "FOTOGRAFIA" - José Nílton Mariano Saraiva

A "FOTOGRAFIA” - José Nílton Mariano Saraiva

Não deve existir coisa pior do mundo para o ser humano do que ser pego no “flagra”, no exato momento do cometimento de algum deslize ou da materialização (prática) de um ato excrescente, não tão convencional, que vá de encontro aos bons costumes e à normalidade.


E quando tal situação (ou momento) é “imortalizada pela fotografia” e posteriormente veiculada em primeira página num veículo de penetração nacional (como um jornal de grande circulação, por exemplo), o constrangimento de quem o praticou deve ser algo amazônico, capaz até de fazê-lo recolher-se durante um tempo, até que a poeira baixe e os ânimos serenem. Pelo menos pra quem tem um mínimo de SEMANCÔMETRO.


Pois bem, como é de conhecimento público, nas eleições para a Prefeitura de Fortaleza normalmente o clima é pau puro, briga feia, embate acirrado, jogo bruto e pra lá de pesado, com acusações de ambas as partes.


Pois, à época, despedindo-se do cargo, a então prefeita Luizianne Lins lançou seu candidato, que concorreria com o candidato do governador do Estado (Cid Gomes).


No meio do embate, como fiel da balança e alvo de todas as atenções, quem findou levando a melhor foi o eleitor dos bairros periféricos da capital, porquanto caminhões e mais caminhões, com carradas de “dinheiro vivo”, teriam sido distribuídos na noite anterior ao pleito. E aí, por uma apertada margem de votos (presumivelmente comprados) o candidato apoiado pelo senhor Governador do Estado acabou por suplantar o indicado da prefeita.


Vida que segue, compreensivelmente, dia seguinte, as manchetes (garrafais) dos jornais matutinos da capital se referiam ao seu resultado, destacando a minguada vitória de um praticamente noviço na política cearense, o médico e deputado Roberto Cláudio, criação da equipe de marqueteiros da máquina governamental (sim, porque se pessoalmente trata-se de uma figura afável, esteticamente é um autêntico desastre: baixinho, careca, redondo de gordo e pesando quase 200 quilos).


Muito mais que a manchete do jornal em si, o que chamou a atenção foi a “FOTOGRAFIA” de meia página, publicada para ilustrá-la: nela, com um sorriso de orelha a orelha e claramente turbinado por alguma substância milagrosa (qual ???), o assessor do Governador, ex-prefeiturável, ex-governamentavel, ex-tudo e, por fim, secretário de Governo, senhor Ferrúcio Feitoza, deixara de lado a formalidade do terno e gravata e carregava nos ombros, sozinho e até com certa facilidade, o peso-pesado Roberto Cláudio e seus quase 200 quilos.


Foi o bastante para se compreender o repentino destaque conseguido pelo senhor Ferrúcio Feitoza que, de uma hora pra outra passara a ser “vendido” como um dinâmico e moderno gestor, modelo de executivo a ser cortejado e imitado; não passava, na realidade, segundo se veiculou à época, de um monumental puxa-saco, bajulador dos poderosos.


Pra seu azar, meses após, através das “redes sociais” (sempre elas) o senhor Ferrúcio Feitoza foi novamente “flagrado” e como sempre sorridente, dessa vez dentro do carro do amigo Governador do Estado, Cid Gomes (evidentemente que no banco de carona), num desses passeios em que o chefe do executivo cearense se permitia realizar sem a companhia do motorista particular e todo o seu séquito de seguranças.


O detalhe curioso: como que para corroborar o pejorativo “juízo de valor” a seu respeito, que houvera sido emitido lá atrás, na época da eleição, o senhor Ferrúcio Feitoza levava no colo, dedicando extremado atenção, carinho e zelo, o “cachorrinho” do chefe (ninguém sabe se levou alguma mijada) . Bendita “fotografia”.


Mas, aqui pra nós, PUXA vida, haja SACO.



"SOLIDÃO" (autor anônimo)

 “SOLIDÃO” (autor anônimo)

SOLIDÃO é quando a gente se retira da multidão e “se faz” companhia. Quando a gente se livra da engrenagem e troca o medo de “ser só” pela coragem de “estar só”. SEJA AMIGO DA SOLIDÃO. Aceite seus convites, passeie com ela. Desmistifique-a. Não fuja dela, não tenha medo. Desassombre-se. Ouse a solidão e fique em boa companhia.

SOLIDÃO é exercício, é visitação, pausa, contemplação. É inspiração e conhecimento. É pouso e também voo. Marque encontros com você mesma. Experimente. Dê-se um tempo. Surpreenda-se.

Afinal, num mundo tão leviano e vulgar, que julga pelas aparências e endeusa espertalhões turbinados e boçais, a solidão pode ser proteção e não contágio. Num mundo obcecado por juventude, sucesso e consumo, a solidão pode ser liberdade e não fracasso.

Você já se tocou que existem curas, recordações, ideias, lembranças que só podem vir à tona quando estamos sós. Mesmo os momentos compartilhados só serão inesquecíveis se uma parte nossa estiver inteiramente só para aprender tudo que apenas a nós mesmos revelará e tocará. Existe uma pessoa que só conheceremos se conseguirmos ficar sós: nós mesmos.

SOLIDÃO é requisito para nascer e para morrer. Que me desculpem os desesperados, mas solidão é fundamental para se viver.

sábado, 10 de julho de 2021

JUS AO NOME: "SAFADÃO" - José Nílton Mariano Saraiva

 JUS AO NOME: “SAFADÃO” – José Nílton Mariano Saraiva

É repugnante, asqueroso e de enojar as pessoas probas e sérias, o comportamento de determinadas figuras públicas que se valem do “estar na mídia” (mesmo que momentaneamente) para incorrerem de forma sub-reptícia nas mais abjetas e ilegais atitudes, dignas de integrantes de alguma organização mafiosa italiana.

Por aqui, o exemplo recente é de um tal “Safadão” (a própria alcunha já sugere não ser grande coisa) que, por ser integrante de uma determinada categoria (artística ???) incompreensivelmente incursa no rol dos habilitados a se imunizarem antes do mortal comum, ao ser chamado para se vacinar em um determinado local, não aceitou e saiu a procurar um outro onde disponível estivesse a vacina da sua preferência, conseguindo-a mais à frente (segundo divulgado pela mídia).

Pra completar, levava a tiracolo a companheira de momento, que mesmo sem idade suficiente para tal (nem profissão definida ou reconhecida que a habilitasse) e, portanto, tomando o lugar de alguém mais necessitado, recebeu também sua vacina.

O detalhe é que, embora haja sido vacinada no período da manhã, ao ser flagrada e questionada sobre a grave irregularidade, ela e o companheiro alegaram (desonestamente) estar se valendo de um tal “xepão”.

Para os que guardam pouca familiaridade com o termo “xepão” em termos imunológicos, são aquelas vacinas que “sobram” ao final do dia, MAS QUE TÊM QUE SER APLICADAS NO MESMO DIA, ate que em pessoas não agendadas (ou seja, são aplicadas obrigatoriamente entre o crepúsculo do dia e a chegada da noite).

Como, no caso específico, a aplicação se deu no meio da manhã, não há uma outra palavra pra defini-la: o casal SAFADÃO incorreu em SAFADEZA explícita.

O Ministério Público vai adotar alguma providência ???

"CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS" - José Nílton Mariano Saraiva

“CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS” - José Nílton Mariano Saraiva

Está mais que provado que uma das causas determinantes do “festival pedófilo” que permeia na Igreja Católica tem tudo a ver com a insistência da manutenção do ultrapassado dogma do “celibato” (dentre outros).

Em sã consciência, é difícil imaginar que um homem “normal”, mas que instruído a “EVITAR OLHAR NOS OLHOS DA MULHER”, não sinta o sexo manifestar-se vez por outra (mesmo que involuntariamente). Ora, se até os animais possuem o instinto do sexo, o que dizer do ser humano, ante a profusão de “beldades” que desfilam por aí, inclusive no recinto das Igrejas, durante suas celebrações ??? Evidentemente, não dá pra segurar (literalmente) ou refrear o desejo, daí a monstruosa e bestial busca por satisfazer suas necessidades sexuais com crianças inocentes (pedofilia). E aí o pecado passa a ser hediondo, com direito a “PASSAPORTE VIP PARA O INFERNO”.
Configura-se, pois, ato grotesco e incompreensível, por parte da igreja católica, a absurda exigência que aqueles que com ela “CONTRAEM MATRIMÔNIO”, assumam o compromisso de lhes ser fiel, inclusive e principalmente via celibato, até mesmo porque, em outras seitas, religiões ou ajustamentos religiosos, os pastores, numerários, padres ou seja lá o que for, têm permissão de paquerar, namorar, casar, ter filhos e por aí vai.
Então, por qual razão não na Igreja Católica ??? Por que “CASTRAR” aos seus integrantes a “BENÇÃO” de ser pai ??? Afinal, não foi o próprio senhor que ordenou o “CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS” ???
Eis que, meses atrás, em pleno Ceará, como se fora um “estranho no ninho”, um dos mais fervorosos e ortodoxos defensores da Igreja Católica (EX-SEMINARISTA), num átimo de sinceridade e certamente depois de muita reflexão, resolve expor publicamente seu sonho de adoção de uma espécie de “abertura lenta, gradual e segura” dessa mesma Igreja, ao colocar na mesa as seguintes ponderações (ipsis litteris):
“Por que não colocar para os Papas uma regra já existente para os Bispos, qual seja a aposentadoria automática aos 80 anos ???. Afinal, dirigir uma organização com mais de um bilhão de seguidores é uma tarefa que, além das qualidades espirituais e intelectuais, exige também muita aptidão física. E esta última condição torna-se difícil de ser encontrada num ancião”.
E mais: “A renúncia do Papa Bento XVI me encheu de esperanças para o futuro. Não custa sonhar em grandes mudanças para a Igreja. Em primeiro lugar, SONHO COM A EXTINÇÃO DO CELIBATO. Isto permitiria a ordenação de maior número de sacerdotes, que estariam mais presentes no meio das comunidades carentes...” e “desejo também a ORDENAÇÃO DE MULHERES. Quantas Teresa de Calcutá poderiam surgir ???”.
No mais, é esperar e torcer para que o substituto do Benedito XVI (Papa Chico) consiga inserir a Igreja Católica no mundo real, contemporâneo, cibernético, atual, através da paulatina revisão dos seus dogmas milenares.
Para tanto, a “DEMOLIÇÃO” do celibato já seria um bom começo.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

AINDA SOBRE O "LIVRÃO" - José Nilton Mariano Saraiva

AINDA SOBRE O “LIVRÃO” – José Nilton Mariano Saraiva. 

“Antígona julgava que não haveria suplício maior do que aquele: ver os dois irmãos matarem um ao outro. Mas enganava-se. Um garrote de dor estrangulou seu peito já ferido ao ouvir do novo soberano, Creonte, que apenas um deles, Etéocles, seria enterrado com honras, enquanto Polinice deveria ficar onde caiu, para servir de banquete aos abutres. Desafiando a ordem real, quebrou as unhas e rasgou a pele dos dedos cavando a terra com as próprias mãos. Depois de sepultar o corpo, suspirou. A alma daquele que amara não seria obrigada a vagar impenitente durante um século às margens do Rio dos Mortos”. (Antígona, personagem de Sófocles, mestre da tragédia grega). 

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A citação acima é só uma pequena amostra da sua grandiosidade. Nas suas exatas 500 (quinhentas) páginas, 30 centímetros de comprimento, 23 de largura, 04 de espessura e pesando cerca de 2,0 kg, não restam resquícios de dúvida: “Direito à Memória e a Verdade”, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, é um “LIVRÃO”, na mais completa acepção do termo.

Impresso em 2007, com tiragem inicial de 3.560 exemplares, foi reimpresso em 2008, com 5.000 exemplares, perfazendo, pois, 8.560 exemplares. Trata-se, pois, de uma obra tanto rara quanto histórica e que poucos têm o privilégio de ter em seu acervo.

Recebemos esse presentão do conterrâneo caririense, residente em Brasília, Elmano Rodrigues Pinheiro, (que sequer conhecemos pessoalmente), mas que atendeu ao apelo que lhe dirigimos e nos dignou com um exemplar.

Trata-se, em verdade, de parte da história do Brasil passada a limpo. Uma análise profunda das arbitrariedades e abusos ocorridos no tempo do “regime militar brasileiro” (de 1964 a 1985), abordando o seu Contexto Histórico, as Ditaduras no Cone Sul, as Fases do Regime Militar no Brasil, a Resistência, a Distensão, a Anistia e o Fim do Regime Militar.

Como “recheio”, a biografia/história detalhadíssima de 477 (quatrocentos e setenta e sete) brasileiros que se insurgiram e participaram ativamente daquele período negro da história brasileira, dentre os quais: Frei Betto, Carlos Lamarca, Iara Iavelberg, Vladimir Herzog, Marilena Villas Boas, José Genuíno, Carlos Marighella, Rubens Paiva, Bergson Gurjão e por aí vai.

Ao final (a partir da pagina 463), como suculenta sobremesa, a historiografia pormenorizada das principais “organizações de esquerda do Brasil”, que tiveram papel decisivo na história do país (PCB, PCdoB, AP, ACN, MR-8, VPR dentre tantas outras).

Definitivamente, o “LIVRÃO” não é superlativo apenas por suas dimensões e peso, mas, sim, pelo conteúdo ímpar expresso em seu bojo.

Ao fazer tal registro, não poderia deixar de externar de público (já o havíamos feito via e-mail, à época do recebimento) agradecimentos sinceros ao Elmano Rodrigues Pinheiro (recentemente falecido) pelo “presentaço”, e por nos ter dado a oportunidade de conhecer mais de perto tão relevante período da nossa história recente. 

Definitivamente, somos um privilegiado..

 

sábado, 3 de julho de 2021

"DE VOLTA À VIDA" - José Nilton Mariano Saraiva

 “DE VOLTA À VIDA” - José Nilton Mariano Saraiva

Pintor famoso, sessentão, aposentado, família constituída, estabilizado na vida, eis que, de repente, se vê tomado por um profundo desejo de “sumir do mapa”, dar um basta naquele vazio imenso e doído que, sem mais nem menos, dele se apoderou.

“Depressão” e depressão da braba, que o leva até a adquirir uma arma visando acabar logo com aquilo – para, quem sabe ? - encontrar um pouco de sossego, paz. Na hora de apertar o gatilho, no entanto, reflui, não tem coragem de fazê-lo; e aí, resolve sair pelo mundo no rumo que a “venta” (nariz) apontar. Logo se põe na estrada, sem qualquer compromisso com horário ou destino, dia ou noite.

Numa parada momentânea, em meio a uma chuva torrencial, batidas no vidro do carro lhe revelam o rosto apreensivo de uma jovem, encharcada pela tempestade. Mesmo a contragosto, aceita dar-lhe carona, “pra qualquer lugar”, conforme lhe determina a nova companhia.

De pronto, à sisudez do sessentão deprimido, contrapõe-se o comportamento irrequieto e questionador daquela adolescente que poderia ser sua filha e que, aos poucos, paulatinamente, consegue fazê-lo “se abrir”. Contribui para tanto, o fato de também ela ter saído de casa, expulsa pela mãe e padrasto, e não saber (ou não ter) pra onde ir.

Ao contrário do que normalmente acontece em dramas análogos, aqui o “velho” (mais de 60 anos) não tenta aproveitar-se da “jovem” de 17 anos, belíssima e desamparada. Pelo contrário, aos poucos cria uma afeição paternal tão grande por ela, de tal forma que chega a enfrentar alguns marginais (de rifle em punho) que tentavam abusá-la.

No dia a dia, Marylou (esse o nome da jovem) inocentemente se sente à vontade para chamá-lo de “velho”, reclamar da “cafonice” das suas roupas e por aí vai. E ele, que ultimamente não suportava nem ouvir a voz da própria esposa, passivamente aceita tudo, no maior bom humor. Chega, até, a sorrir das trapalhadas em que ela se envolve (principalmente no quesito comida).

O divisor de água, no entanto, se dá quando ela (que pensava ser ele um “pintor de paredes”) vê alguns de seus trabalhos e, de tão impressionada, o estimula a “fazer mais”. Ela mesma, na praia, serve de modelo (bem comportada). E aí ele redescobre, na pintura, o prazer pela vida, sente que “está vivo”.

De repente, a notícia estampada no jornal, de que a mãe se encontra à beira da morte em razão das agressões do padrasto, leva a “jovem” a fazer o caminho de volta, na companhia, é claro, do “velho”. Que aproveita para reatar com a esposa.

Durante a longa permanência da mãe na UTI, pra não deixar Marylou desamparada, de comum acordo com a “revigorada” esposa, ele consegue na Justiça a “guarda” daquela menina que praticamente lhe trouxe de volta à vida.

No final, com a mãe restabelecida e o padrasto preso, os dois retornam às origens: numa despedida pra lá de dolorosa para os dois, tão grande a afeição nascida, Marylou volta pra casa da mãe; o “velho” (Taillandier é o seu nome) pra sua casa, sua família.

Renascido, por uma menina que lhe trouxe de volta à vida e que, a partir de então, considerará sua filha.

Sem dúvida, “SEJAM MUITO BEM-VINDOS” é um cativante filme e digno de se ver.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

ELMANO RODRIGUES PINHEIRO - José Nilton Mariano Saraiva

 ELMANO RODRIGUES PINHEIRO - José Nilton Mariano Saraiva

Surpresos, tomamos conhecimento do falecimento, nesta data (02.07.21), do conterrâneo caririense Elmano Rodrigues Pinheiro (era natural de Farias Brito, vizinho ao nosso Crato, que ele tanto venerava), que não tivemos o prazer de conhecer pessoalmente, mas a quem ficamos devendo um grande favor.

Para que todos entendam, e até como uma espécie de homenagem póstuma, pedimos licença aos leitores para fazer-lhe uma singela homenagem: “repostar” um texto que lhe dedicamos, meses atrás, quando da sua “data maior” (aniversário).

Nesta oportunidade, à família apresentamos nosso profundo pesar.

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ELMANO - O HOMEM QUE “PRESENTEIA” LIVROS – José Nilton Mariano Saraiva

Embora sem conhecê-lo pessoalmente (espero algum dia ter o prazer de), anos atrás, via Internet, contatamos o ilustre conterrâneo (embora nascido em Farias Brito é cratense indo e voltando), Elmano Rodrigues Pinheiro, em Brasília, pra saber da possibilidade dele nos orientar como poderíamos adquirir o livro "DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE (COMISSÃO ESPECIAL SOBRE MORTOS E DESAPARECIDOS)”, editado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, já que sabedores ser ele funcionário da editora da Universidade de Brasília.

Dias após, ainda via Internet, Elmano nos orientou a procurarmos num determinado endereço, aqui em Fortaleza, um caminhoneiro oriundo de Brasília e que chegaria à nossa capital dentro em breve.

E aí, recebemos, em mãos, o presentão: um autêntico "livrão/livraço", com exatas 500 páginas, medindo 30 x 23 x 04cm, pesando 02/03 k, (TRATANDO SOBRE OS PRESOS DA DITADURA MILITAR) que, admitamos, teria muitas dificuldades e custaria uma fortuna se tivesse que ser enviado pelos Correios.

À época, impossibilitados de agradecer pessoalmente, achamos por bem registrar de público, pela mesma Internet, a nossa satisfação. E aí, esboçamos e publicamos, nos blogs da vida para os quais contribuímos, o texto abaixo.

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ELMANO - O HOMEM QUE “PRESENTEIA” LIVROS - José Nilton Mariano Saraiva

Dentre as muitas variáveis que caracterizam o pleno exercício da cidadania, o acesso à leitura deveria constituir-se peça necessária, primordial e absolutamente imprescindível.

E, na contemporaneidade, quando a competição por um lugar ao sol é das mais acirradas, evidente que a falta de leitura impossibilita o acesso de muitos a um outro mundo, obsta-o de ter uma visão mais abrangente da realidade, escraviza-o à criminosa permanência na longa noite da escuridão da ignorância.

Não há, pois, atitude mais nobre e digna do que possibilitar aos que não têm condição, a perspectiva de descortinar um novo horizonte, de abrir novas portas, de agregar valores outros. E isso é feito, primordialmente, através da leitura.

Assim, é motivo de tremenda satisfação saber que um “matuto” de Farias Brito, que morou no Crato, viveu no Rio de Janeiro e estabeleceu-se profissionalmente em Brasília, resolveu, por conta própria, ser uma espécie de “multiplicador” da cultura, “inusual farol” de um porto seguro.

É que, ao galgar o conceituado posto de produtor gráfico na Universidade de Brasília, Elmano entendeu ser chegada a hora de disseminar bibliotecas e distribuir livros pelo Brasil afora, doar-se de corpo e alma aos menos favorecidos, possibilitar-lhes o acesso à cidadania através do saber, do conhecimento.

E tudo isso, anonimamente, sem propaganda, sem alarde, sem fazer barulho nenhum, sem contar com qualquer verba de quem quer que seja. Trabalho de formiguinha: solitário, persistente, incansável, sofrido, mas... gratificante.

Certamente que apegado e imbuído àquela filosofia de “fazer o bem sem olhar a quem”, adotou o revolucionário e estimulante lema de que “o livro precisa ir onde o leitor está”, daí já ter distribuído livros para mais de 200 (duzentas) bibliotecas nordestinas (dentre as quais cerca de 50 do seu querido Ceará), perfazendo um total de mais de um milhão de livros doados. Que outros sejam estimulados a seguir seu exemplo.

O nome da “fera” ???

Elmano Rodrigues Pinheiro: O “HOMEM QUE PRESENTEIA LIVROS”.

E que em função de tão dignificante missão, merece o reconhecimento e aplausos de todos nós.