por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 18 de dezembro de 2011

Flor de Lótus- colaboração de Corujinha Baiana


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No dia em que a flor do lótus desabrochou
a minha mente vagava e eu não a percebi.
***
Minha cesta estava vazia
e a flor ficou esquecida.
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Somente agora, e novamente,
uma tristeza caiu sobre mim.
***
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
de um perfume no vento sul.
***
Essa vaga doçura
fez o meu coração doer de saudade.
***
Pareceu-me ser o sopro ardente do verão
procurando completar-se.
***
Eu não sabia então,
que a flor estava tão perto de mim.
***
Que ela era minha
e que essa perfeita doçura
tinha desabrochado no fundo do meu coração.
***
( Rabindranath Tagore )
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*Rabindranath Tagore escritor, poeta e músico indiano ( 7/05/1861-07/08/1941 ). O primeiro asiático a receber o Prêmio Nobel de Literatura , em 1913.
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www.algosobre.com.br/biografias/rabindranath-tagore.html
http://www.starnews.2001.com.br/lotus/lotus/_gallery.htm
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Se eu soubesse que tu virias ... Por Rosa Guerrera


Se eu soubesse que tu virias,
eu juro que teria te esperado...

Se eu soubesse...
Se eu adivinhasse que em teus braços
conheceria o verdadeiro amor ,
Jamais teria deixado
que pousasse no meu rosto
o mais leve beijo,
o mais leve ardor.

Ah se eu soubesse que tu virias !
Se eu imaginasse que o amor
tivesse no seu âmago
esse gosto híbrido,
esse queimor doce , profundo,
essa ânsia sutil e morna ...

Eu juro meu amor
Que teria guardado só para ti
as mais profundas inocências
da minha meninice.

Ari Monteiro- Por Norma Hauer


No dia 20 de dezembro de 1905, nasceu ARI MONTEIRO, compositor que, dentre outras músicas, lançou algumas enaltecendo São Jorge.

O famoso Dicionário de Ricardo Cravo Alvin relaciona uma série de composições de ARI MONTEIRO e o nome dos diversos cantores que as gravaram, mas não cita nenhuma das muitas que Carlos Galhardo gravou. Aliás, quem mais compôs com Ari Monteiro também não é citado: Roberto Martins.
Carlos Galhardo gravou "apenas" 34 composições de ARI MONTEIRO. Nenhuma foi relacionada por Ricardo Cravo Alvin. Dessas, a maioria tem Roberto Martins como co-autor.
Iniciando uma série de músicas sobre São Jorge, Carlos Galhardo gravou em 1946 "São Jorge; no ano seguinte "Dentro da Lua"; em 1948 "23 de Abril"; e em 1955 "Novamente Abril" , todas de Ari Monteiro (duas com Roberto Martins). Apenas "Meu São Jorge" (1951) não leva o nome de Ari Monteiro.

Para o carnaval, Galhardo gravou "Cadê Zazá?", "Até Moscou";"Dias de Festa";"Neste Mundo e no Outro"; "Canta Vagabundo";"Alegria da Cidade";"Laurindo"...

Também são de Ari Monteiro, "Noites de Junho"; "Pecado Original";"Domingo Feliz";" "Papai do Meu Coração";"Tempos de Criança";"Prece";"Olhos Divinos";"Por
que Cantam os Passarinhos?"...

ARI MONTEIRO fez dupla com outros compositores, como Irani de Oliveira;
Peterpan; Newton Teixeira; Arnaldo Passos, tudo gravado por Carlos Galhardo.

É incrível! Nenhuma delas consta do Dicionário de Ricardo Cravo Alvin!

Completando a falta de informação de Ricardo Cravo Alvin, quero registrar uma bela composição de ARI MONTEIRO e Peterpan, de nome

MISTÉRIOS DA NOITE"
Tarde morre o dia,
Triste como sempre...
Cedo a noite vai chegar.
Maior será então
A minha grande mágoa,
Meus olhos já estão
Ficando rasos dágua.

Pois quando anoitece
Muito mais padece
Quem tiver no coração a sombra da tristeza.
Não sei o mistério que a noite tem,
Que faz crescer no coração da gente
A saudade de alguém.

Essa não foi gravada. Está apenas"gravada em minha memória".

Em que data Ari Monteiro faleceu ?

Norma

Amanhã é o primeiro aniversário de Laura!

Que ela seja feliz por toda sua longa vida!

* Laura é neta do escritor José do Vale Feitosa


Natal em Fortaleza- Colaboração de Ismênia Maia- fotos de T.Lisieux






Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo de realizações de todos os desejos de saúde, paz, fraternidade. Não esqueçam o motivo principal desta festa: o nascimento de Jesus em cada coração aberto para a compaixão.

Nos ombros do destino- Lançamento em Crato, no dia 17.01.2012


Geraldo Ananias Pinheiro nasceu em Santana do Cariri (CE), em 17.4.1951. Cresceu no Sítio Almécegas, município do Crato (CE), onde viveu até os 19 anos. É funcionário aposentado do Banco do Brasil. Ex-professor da Fundação Educacional do Distrito Federal. Matemático, advogado, pós-graduado em Direito Público e escritor. É sócio efetivo-acadêmico do Instituto Cultural do Cariri (Matrícula C30SL-01/2009 — Cadeira nº 30 – Secção Letras – Patrono Tomé Cabral Santos).

Exerce a atividade de Assessor Executivo na União Pioneira de Integração Social (UPIS), em Brasília (DF).

Além de diversas matérias literárias publicadas, é também autor dos livros de contos e crônicas Foi Assim... e Réstias do Tempo e do romance Levado ao Vento (Editora Thesaurus, 2006, 2008, 2010, respectivamente, Brasília-DF).

Esses feitos vêm lhe trazendo grandes alegrias e realizações. Tem recebido felicitações dos mais diversos recantos do País. Casado, três filhas, um filho e um neto, reside em Brasília desde quando migrou do Ceará. É uma pessoa religiosa, amiga, extrovertida, feliz. Seu hobby é escrever.

Adora a família e é fortemente ligado às suas origens. Tem como fonte de inspiração literária a gente e as coisas de sua terra.

E-mails para contato com o autor:
geraldo.ananias@terra.com.br
ge_ananias@hotmail.com


Livros do autor

Foi Assim...

Foi Assim...

Geraldo Ananias Pinheiro

Levado ao vento

Levado ao vento

Geraldo Ananias Pinheiro

Nos ombros do destino

Nos ombros do destino

Geraldo Ananias Pinheiro
Réstias do tempo
Réstias do Tempo


Aguardem convite oficial!

Peru da mamãe


ingredientes
Peru:
1 peru grande congelado (aproximadamente 4,2kg)
6 dentes grandes de alho
2 cebolas médias picadas bem miúdas
1 pitada de noz moscada
2 folhas de louro picadas
1 pitada de ervas finas
1 fio de azeite
2/3 de xícara de vinagre de vinho tinto
8 laranjas
1 litro de suco de laranja
1/2 colher de sobremesa de maisena
Água
Sal a gosto


Farofa:
6 pães velhos
2 cebolas médias
70g bacon picado
Fígado do perú picado
Uva passa a gosto
Azeitona a gosto
1/2 maço de cheiro verde
1 fio de azeite
preparo
Peru:
Deixe-o descongelando da noite para o dia na temperatura ambiente.
Limpe-o bem: lavar em água corrente, por dentro e por fora, tirar a glândula que fica logo acima do rabo. Importante:
não tirar a pele do pescoço e a do rabo que estão sobrando, ela será necessária.
Espremer as laranjas e juntar o suco e os gomos aos demais ingredientes (com exceção dos 1 litro de suco). Temperar o
perú em todas as partes com este molho por dentro e fora, deixar repousar enquanto se faz a farofa. Importante: deixar
o perú repousar com as costas para baixo.


Farofa:
Picar a cebola em pedaços bem miúdos. Ralar o pão no ralador grosso.
Fritar o bacon na própria gordura e separar. Fritar o fígado do perú no óleo que saiu do bacon e separar. Juntar todos os
ingredientes (inclusive o óleo do bacon) numa bacia e misturar bem. Verifique o sal.
Continuação do Peru:
Com a farofa feita, podemos recheá-lo com a mesma. Encher bem o perú e fechar com a pele que está sobrando. Prender
com palitos de dente. Encher, inclusive, a parte do pescoço com a farofa. Prender a pele também com palitos.
Em uma forma de metal de aproximadamente 15cm de altura (ou a mais profunda possível) colocar o perú com o peito
virado para baixo. Colocar o suco de laranja de forma que o perú seja coberto em sua maior parte.
Levar o perú ao forno 300 graus máximo coberto com 2 folhas de papel alumínio.
Após 20 minutos, diminuir a potência da parte superior do forno.
A cada 1 hora de cozimento, retirar o perú do forno e regar com o caldo.
Após 3 horas, virar o peru com o peito para cima.
Continuar retirando o perú do forno e regando com o caldo.
Quando o perú estiver cozido, retirar o caldo em sua maior parte e levar ao fogo.
Em uma panela média, misturar o caldo junto com a maisena diluída em água aos poucos. Deixar engrossar e regar o
peru novamente com o caldo. Voltar ao forno por 5 minutos e servir com arroz branco.


Paladar

Pavê Clássico


ingredientes
20 biscoitos champagne
500 ml de leite
1 colher (sopa) de essência de baunilha
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
2 colheres (sopa) de açúcar
Para o 1° creme:
2 xícaras de leite
100g de açúcar
½ xícara de leite condensado
4 gemas
1 colher (sopa) cheia de maisena
1 pitada de sal
1 colher (café) de essência de baunilha
Para o 2° creme:
2 xícaras de creme de leite fresco
1 xícara de açúcar
3 claras
preparo
Para o 1° creme, ferva o leite, metade do açúcar e o leite condensado. Bata as gemas com a maisena, o restante do açúcar e a baunilha. Tempere esta mistura com o leite fervendo e volte tudo ao fogo para engrossar o creme. Reserve. Para o 2° creme, bata as claras com metade do açúcar e reserve, bata o creme de leite com a outra metade do açúcar e reserve. Junte os dois. Para montar o pavê, umedeça os biscoitos no leite com açúcar e chocolate em pó e espalhe no fundo de uma travessa de vidro. Espalhe sobre eles o 1° creme, e por último o 2° creme.

Paladar

Vários dos nossos amigos/colaboradores aniversariam nos próximos dias.

Feliz aniversário, Sagitarianos!

Dia 18 ( hoje), a cantora e compositora Auci Ventura
Dia 20( terça-feira) , o médico e escritor Zé Flávio
Dia 21 (quarta-feira), a fotógrafa Nívia Uchôa; os médicos e escritores João Marni e José do Vale Feitosa.
Eu prepararia uma festa para esse povo, se todos estivessem perto!


Nosso grande abraço !





sábado, 17 de dezembro de 2011


FOTO MOSTRA A CORAGEM DA MULHER

Minha amiga Edênia Marul, ex-coordenadora do Centro Cultural do BNB em juazeiro, atualmente morando em Salvador, mandou e-mail com uma foto da Presidente Dilma em 1970, como ré, respondendo por crime contra a Segurança Nacional, como as autoridades de então enquadravam os que eram contra o regime militar. A foto é sugestiva: a ré, combatente contra a ditadura, barbaramente torturada, hoje é presidente do Brasil, eleita com os votos de 56% dos brasileiros. Sucedeu Lula, outro perseguido da ditadura. Lula, por sua vez, substituiu Fernando Henrique Cardoso, aposentado compulsoriamente e exilado durante o governo militar. Depois da redemocratização (1984), a corrente política que apoiou e participou da ditadura militar elegeu um único Presidente, Fernando Collor de Melo, que governou pouco mais de 3 anos. Antes dele, considerando da redemocratização anterior (1945), chegaram ao poder pelo voto uma só vez, 1960, com Jânio Quadros cujo governo durou apenas 7 meses. Resumindo, nos últimos 66 anos, a facção mais à direita e reacionária, comandou legitimamente o governo menos de 4 anos. Mandaram outros 20 anos graças ao golpe militar. Não foi a toa que logo depois do assalto ao poder (em 1964) eliminaram eleições diretas. Um dado estatístico dá pista de como os governos dos generais eram distante da população brasileira que pretendiam representar: na eleição e 1989, a primeira escolha direta de presidente pós 64, os identificados como seguidores do regime de exceção obtiveram pouco mais de 15% dos votos (Maluf, 9%, Guilherme Afif, 5%, Aureliano Chaves 1%). Voltando à foto, há um detalhe bem significativo. Dilma, apesar da prisão e das torturas sofridas, apresenta-se com postura corajosa, cabeça erguida e olhar firme. Do outro lado da bancada, os oficiais representantes do Estado, na condição de juízes militares encarregados de julgá-la, estão de cabeça baixa e escondem os seus rostos com mão, certamente envergonhados do papel que lhes foi imposto.

Eternizada!


Há uma luz... - Por José de Arimatéa dos Santos

Foto: José de Arimatéa dos Santos

Magistral Abidoral.

Suspeito que sou, nem por isso mesmo, deixaria aqui de fazer menção ao Show de Abidoral Jamacaru.

Ninguém mais do que eu tem acompanhado a trajetória deste compositor Magistral. Desde os Festivais, o Grupo Nessa Hora, até os dias de hoje. Pouparia até de fazer os comentários já previsíveis do: Abidoral é isto, Abidoral é aquilo, mas ressaltaria apenas que dentre tantos que estendem a voz por tantos, Abidoral nunca deixará de ser isto e nem aquilo que seja o que de melhor simboliza nossa musicalidade. Inovador, renovador, autêntico, conciso, inteligente, visionário e atual.

Denominamos de “ícone” a isto e ou aquilo que alguém por excelência atinja e faça-se destacar pela unicidade.

Autoral, plural, fenomenal, magistral, musical, universal e para sempre... O Jamacaru Abidoral.




Não tinha ângulo para mostrar todos os músicos, mas em nome de todos, Parabéns!



Não Abidoral, deixe os aplausos por nossa conta!


Fotos: Pachelly Jamacaru

III Natal Solidário - Emerson Monteiro

Será no dia 25 de dezembro, às 14h, no Estádio Mauro Sampaio Castelo Branco, o Romeirão, em Juazeiro do Norte, a realização da festa dos Anjos Solidários – Cevema relativa ao III Natal Solidário. O exemplo dos dois anos anteriores já oferece à instituição beneficente lugar expressivo junto às populações carentes, que, decerto, comparecerá em apreciável multidão para comemorar o nascimento de Jesus, numa bem sucedida iniciativa.

Após esforços desenvolvidos durante todo o ano visando arrecadar recursos destinados a prêmios distribuídos em sorteios sucessivos e demais atrações do grande evento, a data permanecerá na lembrança de todos pelo brilho de que se revestirá, vistos os preparativos desenvolvidos e a organização que caracterizam o grupo filantrópico coordenado pelos empresários Luiziane e Tadeu Alencar, responsáveis por práticas permanentes. Com isto visam, sobretudo, dar testemunho do serviço fraterno aos juazeirenses, unindo a iniciativa privada e o poder público em demonstrações coletivas de solidariedade.

A fórmula de gerar benefícios sociais desenvolvida pelos Anjos Solidários durante todo o ano vem surtindo seus efeitos promissores, ocasionando a aproximação das classes aquinhoadas com os que ainda não usufruem das benesses da justiça comunitária.

À medida que outras lideranças compreendam a importância de práticas semelhantes, haverá mais sensibilidade nas relações entre os extremos sociais, isto alimentando a possibilidade cristã da fraternidade verdadeira.

Deste modo, os Anjos Solidários – Cevema convida todos os cidadãos de Juazeiro do Norte a comparecer ao Estádio Romeirão, na tarde do dia 25 de dezembro do corrente ano, no objetivo de vivenciar a bela festa natalina de 2011, com isto repetindo os bons resultados obtidos nas vezes passadas.

Enquanto almeja aos caririenses votos plenos de Felicidades neste Natal, seguido de um Ano Novo pródigo das melhores realizações, na Luz do Amor e da Bondade ensinadas pelo Divino Mestre Jesus.
Passageiro de um mundo passageiro
Passageiro desse mundo ligeiro
Passageiro do mundo do dinheiro
Passageiro aprendiz de feiticeiro
Passageiro derradeiro justiceiro
Passageiro da bola sem goleiro
Passageiro passageiro passageiro...
Por que tudo passa tão ligeiro?

(Ulisses Germano)


Porque estamos de passagem, companheiro!

Frase antológica (Mário Quintana)

Inserta numa das últimas postagens do Zé Flávio, uma frase que entendemos possa ser classificada como antológica (não fosse Mário Quinta um gênio), daí sua repetência:

“Os espelhos partidos têm muito mais luas”...

Mário Quintana

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Dê um tempo" - José Nilton Mariano Saraiva

Se você tá de férias nessa época do ano e planeja dá uma “arribada” até a capital cearense, dê um tempo, postergue, adie, esqueça que ela existe, nomeie uma outra data ou até uma outra cidade. De Fortaleza... desista, fuja, evite !!!
É que, embora as decantadas marés dos bravios mares cearenses estejam mansas que só, temos uma outra onda braba, verdadeiro tsunami, que enche o saco, a paciência, causa arrepios e estressa qualquer ser humano que se preze: ao vivo, a materialização do inferno, no caótico trânsito de Fortaleza.
Com poucas ruas pra tanto carro (e não adianta tentar encontrar alguma via alternativa desocupada, pois estão todas entupidas de motoristas estressados), os gigantescos congestionamentos são inevitáveis, e aí prevalece o mau humor, a afobação, a impaciência, o desejo de passar por cima de quem se acha à frente e aí, haja impropérios e, dedão na buzina, capaz de ensurdecer qualquer um.
Hoje mesmo inventamos de dá um pulo na “fábrica de dinheiro” montada pelo Tasso Jereissati em pleno coração do parque do Cocó, sem nenhuma preocupação com o tal de meio ambiente: o Shopping Iguatemi (e como achou pouco, “Sua Excelência” ergueu agora, ao lado, uma torre de uns 15 andares, de onde, do escritório localizado na cobertura, fica mangando da “liseira” que faz tilintar seu caixa ininterruptamente, 24 horas por dia).
Mas, retomando o fio da meada; em dias normais, com o trânsito fluindo normalmente, não levamos mais que 07 a 10 minutos pra cobrir o percurso Bairro de Fátima (onde moramos) até o Iguatemi, na maior tranqüilidade do mundo. Pois, hoje, na ida, levamos mais de 01 hora e meia e, na volta (já noite), cerca de 50 minutos.
Trata-se, pois, de um autêntico teste pra testar suas coronárias, de um medidor eficaz se os seus nervos estão mesmo no lugar e, enfim, uma maneira pra que você descubra se tem alguma vocação pra Buda (não é ele que tinha a tal “paciência de JÓ” ???).
Se quiser tentar (se arriscar)... é só vir pra cá !!!
Mas, depois, não diga que não foi avisado.

POEAMASSOMOS - por Ulisses Germano



Somos a soma do que somos
Passageiros desse mundo ligeiro
Resultado daquilo que fomos
Moradores de um grande bagageiro
Que no presente não mais somos
Já que a particularidade do eterno
Consiste num instante do agora


Somos o que a gente sente e(m) mente
Nos jogos das comparações
Entre o infinitamente grande e pequeno
Todos os tempos cabem num só tempo
Sem início e sem fim a vida se iniciou
No começo de um instante que já existia

Somos o que somos na soma do que fomos
Uma humanidade em desunanimidade
Programados pela tradição,  pela propaganda
Que acostuma a gente a aceitar o que não é,
Isto é, um modelo de cultura
Uma  virtude encalacrada
No juízo do orgulho
Que se apropria da razão
 Como se própria fosse a razão
Que é comum a todos

Somos aquilo que somos
Aquilo que reverberamos 
O que odiamos e o que amamos
A soma de todos os danos dos anos
Aquilo que realmente somos
Sonho do império dos romanos
Manos, no mano a mano, desumanos
Presos ao medo, ao orgulho, a inveja
E a indiferença que alimenta a ignorância
Somos a ânsia de ansiar felicidade
Sem entender o sofrimento
Somos um batimento com sentimento
Somos a esperança a cada momento
Em pensamento, palavra e ação
poemassomos
poetassomos

...................................................
Ulisses Germano
Crato-CE.
Quem nunca se perdeu do próprio juízo nunca vai entender o que é sair do prejuízo!

ROBERTO CAMPOS: PEDESTAL DE BARRO

Alguém disse que a história é a versão dos vencedores. Claro que a afirmativa não é verdade absoluta, pois, se fosse, teríamos que admitir que, às vezes, a mentira prevalece. Em um primeiro momento, quem está por cima tem maior controle da situação e domina os meios de comunicação. Nesta posição, propaga os pontos de vista que lhe são favoráveis e obviamente esconde as ações negativas. Nesta perspectiva, o regime militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1984 enalteceu seus “milagres”, mas usou a mão pesada da censura para esconder os pecados. Tentou transformar vilões em heróis porque tinha que salvar as aparências e mostrar imagem de eficiência para dar a entender que os rumos adotados estavam corretos e comandados por brasileiros inteligentes, dignos e patriotas. O objetivo era camuflar o modelo como benéfico para a nação quando na verdade servia a uma minoria. Um dos comandantes da política econômica do regime e responsável pelo modelo implantado, Roberto Campos, era vendido como gênio, cristão, caráter ímpar, honesto e tudo quanto é louvação. No entanto, com a recente revelação de documentos (antes considerados secretos), pesquisadores descobrem fatos que mostram outra faceta da personalidade do ministro do primeiro governo pós 64. Os secretos revelam que Roberto Campos, juntamente com outros diplomatas brasileiros, se envolveu diretamente na famosa Operação Condor, convênio firmado pelas ditaduras da América do Sul para perseguir (em muitos casos dar fim) a seus inimigos políticos. No caso específico de Roberto Campos, na função de embaixador brasileiro em Londres, deu proteção ao Capitão Alfredo Astiz, torturador e assassino do regime militar argentino. O militar, comprovadamente, assassinou fundadoras do movimento Mães da Praça de Maio, duas freiras francesas e uma turista sueca, confundida com uma militante política. Sem contar as inúmeras outras acusações que a justiça argentina não conseguiu comprovar. Nos anos oitenta, o argentino foi detido na Inglaterra. A Suécia e a França pediram sua extradição para julgá-lo pelos crimes contra as citadas francesas e a sueca. O Reino Unido e a Argentina estavam com relações diplomáticas rompidas, e o embaixador brasileiro atuou nos bastidores para que o criminoso fosse devolvido ao seu país. Anos depois, com a revogação da lei da anistia promulgada pelos militares de Buenos Aires, o Capitão foi preso, julgado e hoje cumpre pena de prisão perpétua, tal a gravidade dos crimes por ele cometidos. Mais detalhes: Revista Istoé, nº 2.194, 30.11,2011