por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 11 de julho de 2021

PÂNICO NOS QUARTÉIS - Leandro Demori (The Intercept Brasil)


O que temem os oficiais das Forças Armadas? Por que estão nervosos soltando notas golpistas? Por que mostram desespero em entrevistas?

Eu respondo: porque sabem que o rastro da corrupção na compra de vacinas pode chegar no general Braga Neto, ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro.

É preciso estar atento às falas dos senadores na CPI. Não às bombásticas e pensadas como meme de rede social, mas às que verdadeiramente importam. Os senadores estão ouvindo muita gente e recebendo muita documentação. Omar Aziz, por exemplo.

Ele tentou arrancar de Roberto Ferreira Dias o nome de quem dava as ordens na cadeia de pessoas que, agora se sabe, criaram as condições ideais para roubar dinheiro público enquanto brasileiros morriam sem vacina.

Dias chegou no Ministério da Saúde pelas mãos de Abelardo Lupion, ligado à Cida Borgheti, mulher de Ricardo Barros, o líder do governo na Câmara. Barros está implicado nos casos Covaxin e Sputnik (revelado pelo Intercept ontem).

Dias, ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, não respondia apenas a políticos, mas também a militares. Acima dele estava Élcio Franco, militar. E acima de Franco, Eduardo Pazzuelo, militar. E quem comandava o comitê de crise contra a covid-19 criado pelo governo Bolsonaro? O general Braga Neto.

Dias, na CPI, disse que dois dos três coordenadores comandados por ele foram trocados por ordem superior, ordem de Élcio Franco, sem motivo informado. Um de logística e outro de finanças. E mais não disse.

Aziz estava tentando arrancar de Dias uma confissão, esperava que, com a pressão da CPI, o ex-diretor entregasse o esquema no qual aparenta ser um mero executor. Como não conseguiu, o próprio Aziz deu a senha: revelou que Dias fez um dossiê “para se proteger”, disse que sabe “onde e com quem” o dossiê está e garantiu que Dias “recebeu várias ordens da Casa Civil por um e-mail”.

O governo Bolsonaro é um governo militar, com mais de 6000 fardados pendurados na máquina. Muitos nas altas bocas de cargos de diretoria. Muitos em ministérios. ENTRE ELES, COMO ESTÁ FICANDO CADA VEZ MAIS CLARO, HÁ UMA PARCELA DE LADRÕES. A CPI está aí para apurar e oferecer embasamento para que as instituições cheguem nos culpados.

As Forças Armadas podem lidar com isso como desejarem, mas a sociedade não vai permitir que bandidos saiam impunes, vistam eles ternos ou fardas.

A "FOTOGRAFIA" - José Nílton Mariano Saraiva

A "FOTOGRAFIA” - José Nílton Mariano Saraiva

Não deve existir coisa pior do mundo para o ser humano do que ser pego no “flagra”, no exato momento do cometimento de algum deslize ou da materialização (prática) de um ato excrescente, não tão convencional, que vá de encontro aos bons costumes e à normalidade.


E quando tal situação (ou momento) é “imortalizada pela fotografia” e posteriormente veiculada em primeira página num veículo de penetração nacional (como um jornal de grande circulação, por exemplo), o constrangimento de quem o praticou deve ser algo amazônico, capaz até de fazê-lo recolher-se durante um tempo, até que a poeira baixe e os ânimos serenem. Pelo menos pra quem tem um mínimo de SEMANCÔMETRO.


Pois bem, como é de conhecimento público, nas eleições para a Prefeitura de Fortaleza normalmente o clima é pau puro, briga feia, embate acirrado, jogo bruto e pra lá de pesado, com acusações de ambas as partes.


Pois, à época, despedindo-se do cargo, a então prefeita Luizianne Lins lançou seu candidato, que concorreria com o candidato do governador do Estado (Cid Gomes).


No meio do embate, como fiel da balança e alvo de todas as atenções, quem findou levando a melhor foi o eleitor dos bairros periféricos da capital, porquanto caminhões e mais caminhões, com carradas de “dinheiro vivo”, teriam sido distribuídos na noite anterior ao pleito. E aí, por uma apertada margem de votos (presumivelmente comprados) o candidato apoiado pelo senhor Governador do Estado acabou por suplantar o indicado da prefeita.


Vida que segue, compreensivelmente, dia seguinte, as manchetes (garrafais) dos jornais matutinos da capital se referiam ao seu resultado, destacando a minguada vitória de um praticamente noviço na política cearense, o médico e deputado Roberto Cláudio, criação da equipe de marqueteiros da máquina governamental (sim, porque se pessoalmente trata-se de uma figura afável, esteticamente é um autêntico desastre: baixinho, careca, redondo de gordo e pesando quase 200 quilos).


Muito mais que a manchete do jornal em si, o que chamou a atenção foi a “FOTOGRAFIA” de meia página, publicada para ilustrá-la: nela, com um sorriso de orelha a orelha e claramente turbinado por alguma substância milagrosa (qual ???), o assessor do Governador, ex-prefeiturável, ex-governamentavel, ex-tudo e, por fim, secretário de Governo, senhor Ferrúcio Feitoza, deixara de lado a formalidade do terno e gravata e carregava nos ombros, sozinho e até com certa facilidade, o peso-pesado Roberto Cláudio e seus quase 200 quilos.


Foi o bastante para se compreender o repentino destaque conseguido pelo senhor Ferrúcio Feitoza que, de uma hora pra outra passara a ser “vendido” como um dinâmico e moderno gestor, modelo de executivo a ser cortejado e imitado; não passava, na realidade, segundo se veiculou à época, de um monumental puxa-saco, bajulador dos poderosos.


Pra seu azar, meses após, através das “redes sociais” (sempre elas) o senhor Ferrúcio Feitoza foi novamente “flagrado” e como sempre sorridente, dessa vez dentro do carro do amigo Governador do Estado, Cid Gomes (evidentemente que no banco de carona), num desses passeios em que o chefe do executivo cearense se permitia realizar sem a companhia do motorista particular e todo o seu séquito de seguranças.


O detalhe curioso: como que para corroborar o pejorativo “juízo de valor” a seu respeito, que houvera sido emitido lá atrás, na época da eleição, o senhor Ferrúcio Feitoza levava no colo, dedicando extremado atenção, carinho e zelo, o “cachorrinho” do chefe (ninguém sabe se levou alguma mijada) . Bendita “fotografia”.


Mas, aqui pra nós, PUXA vida, haja SACO.



"SOLIDÃO" (autor anônimo)

 “SOLIDÃO” (autor anônimo)

SOLIDÃO é quando a gente se retira da multidão e “se faz” companhia. Quando a gente se livra da engrenagem e troca o medo de “ser só” pela coragem de “estar só”. SEJA AMIGO DA SOLIDÃO. Aceite seus convites, passeie com ela. Desmistifique-a. Não fuja dela, não tenha medo. Desassombre-se. Ouse a solidão e fique em boa companhia.

SOLIDÃO é exercício, é visitação, pausa, contemplação. É inspiração e conhecimento. É pouso e também voo. Marque encontros com você mesma. Experimente. Dê-se um tempo. Surpreenda-se.

Afinal, num mundo tão leviano e vulgar, que julga pelas aparências e endeusa espertalhões turbinados e boçais, a solidão pode ser proteção e não contágio. Num mundo obcecado por juventude, sucesso e consumo, a solidão pode ser liberdade e não fracasso.

Você já se tocou que existem curas, recordações, ideias, lembranças que só podem vir à tona quando estamos sós. Mesmo os momentos compartilhados só serão inesquecíveis se uma parte nossa estiver inteiramente só para aprender tudo que apenas a nós mesmos revelará e tocará. Existe uma pessoa que só conheceremos se conseguirmos ficar sós: nós mesmos.

SOLIDÃO é requisito para nascer e para morrer. Que me desculpem os desesperados, mas solidão é fundamental para se viver.

sábado, 10 de julho de 2021

JUS AO NOME: "SAFADÃO" - José Nílton Mariano Saraiva

 JUS AO NOME: “SAFADÃO” – José Nílton Mariano Saraiva

É repugnante, asqueroso e de enojar as pessoas probas e sérias, o comportamento de determinadas figuras públicas que se valem do “estar na mídia” (mesmo que momentaneamente) para incorrerem de forma sub-reptícia nas mais abjetas e ilegais atitudes, dignas de integrantes de alguma organização mafiosa italiana.

Por aqui, o exemplo recente é de um tal “Safadão” (a própria alcunha já sugere não ser grande coisa) que, por ser integrante de uma determinada categoria (artística ???) incompreensivelmente incursa no rol dos habilitados a se imunizarem antes do mortal comum, ao ser chamado para se vacinar em um determinado local, não aceitou e saiu a procurar um outro onde disponível estivesse a vacina da sua preferência, conseguindo-a mais à frente (segundo divulgado pela mídia).

Pra completar, levava a tiracolo a companheira de momento, que mesmo sem idade suficiente para tal (nem profissão definida ou reconhecida que a habilitasse) e, portanto, tomando o lugar de alguém mais necessitado, recebeu também sua vacina.

O detalhe é que, embora haja sido vacinada no período da manhã, ao ser flagrada e questionada sobre a grave irregularidade, ela e o companheiro alegaram (desonestamente) estar se valendo de um tal “xepão”.

Para os que guardam pouca familiaridade com o termo “xepão” em termos imunológicos, são aquelas vacinas que “sobram” ao final do dia, MAS QUE TÊM QUE SER APLICADAS NO MESMO DIA, ate que em pessoas não agendadas (ou seja, são aplicadas obrigatoriamente entre o crepúsculo do dia e a chegada da noite).

Como, no caso específico, a aplicação se deu no meio da manhã, não há uma outra palavra pra defini-la: o casal SAFADÃO incorreu em SAFADEZA explícita.

O Ministério Público vai adotar alguma providência ???

"CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS" - José Nílton Mariano Saraiva

“CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS” - José Nílton Mariano Saraiva

Está mais que provado que uma das causas determinantes do “festival pedófilo” que permeia na Igreja Católica tem tudo a ver com a insistência da manutenção do ultrapassado dogma do “celibato” (dentre outros).

Em sã consciência, é difícil imaginar que um homem “normal”, mas que instruído a “EVITAR OLHAR NOS OLHOS DA MULHER”, não sinta o sexo manifestar-se vez por outra (mesmo que involuntariamente). Ora, se até os animais possuem o instinto do sexo, o que dizer do ser humano, ante a profusão de “beldades” que desfilam por aí, inclusive no recinto das Igrejas, durante suas celebrações ??? Evidentemente, não dá pra segurar (literalmente) ou refrear o desejo, daí a monstruosa e bestial busca por satisfazer suas necessidades sexuais com crianças inocentes (pedofilia). E aí o pecado passa a ser hediondo, com direito a “PASSAPORTE VIP PARA O INFERNO”.
Configura-se, pois, ato grotesco e incompreensível, por parte da igreja católica, a absurda exigência que aqueles que com ela “CONTRAEM MATRIMÔNIO”, assumam o compromisso de lhes ser fiel, inclusive e principalmente via celibato, até mesmo porque, em outras seitas, religiões ou ajustamentos religiosos, os pastores, numerários, padres ou seja lá o que for, têm permissão de paquerar, namorar, casar, ter filhos e por aí vai.
Então, por qual razão não na Igreja Católica ??? Por que “CASTRAR” aos seus integrantes a “BENÇÃO” de ser pai ??? Afinal, não foi o próprio senhor que ordenou o “CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS” ???
Eis que, meses atrás, em pleno Ceará, como se fora um “estranho no ninho”, um dos mais fervorosos e ortodoxos defensores da Igreja Católica (EX-SEMINARISTA), num átimo de sinceridade e certamente depois de muita reflexão, resolve expor publicamente seu sonho de adoção de uma espécie de “abertura lenta, gradual e segura” dessa mesma Igreja, ao colocar na mesa as seguintes ponderações (ipsis litteris):
“Por que não colocar para os Papas uma regra já existente para os Bispos, qual seja a aposentadoria automática aos 80 anos ???. Afinal, dirigir uma organização com mais de um bilhão de seguidores é uma tarefa que, além das qualidades espirituais e intelectuais, exige também muita aptidão física. E esta última condição torna-se difícil de ser encontrada num ancião”.
E mais: “A renúncia do Papa Bento XVI me encheu de esperanças para o futuro. Não custa sonhar em grandes mudanças para a Igreja. Em primeiro lugar, SONHO COM A EXTINÇÃO DO CELIBATO. Isto permitiria a ordenação de maior número de sacerdotes, que estariam mais presentes no meio das comunidades carentes...” e “desejo também a ORDENAÇÃO DE MULHERES. Quantas Teresa de Calcutá poderiam surgir ???”.
No mais, é esperar e torcer para que o substituto do Benedito XVI (Papa Chico) consiga inserir a Igreja Católica no mundo real, contemporâneo, cibernético, atual, através da paulatina revisão dos seus dogmas milenares.
Para tanto, a “DEMOLIÇÃO” do celibato já seria um bom começo.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

AINDA SOBRE O "LIVRÃO" - José Nilton Mariano Saraiva

AINDA SOBRE O “LIVRÃO” – José Nilton Mariano Saraiva. 

“Antígona julgava que não haveria suplício maior do que aquele: ver os dois irmãos matarem um ao outro. Mas enganava-se. Um garrote de dor estrangulou seu peito já ferido ao ouvir do novo soberano, Creonte, que apenas um deles, Etéocles, seria enterrado com honras, enquanto Polinice deveria ficar onde caiu, para servir de banquete aos abutres. Desafiando a ordem real, quebrou as unhas e rasgou a pele dos dedos cavando a terra com as próprias mãos. Depois de sepultar o corpo, suspirou. A alma daquele que amara não seria obrigada a vagar impenitente durante um século às margens do Rio dos Mortos”. (Antígona, personagem de Sófocles, mestre da tragédia grega). 

****************************************

A citação acima é só uma pequena amostra da sua grandiosidade. Nas suas exatas 500 (quinhentas) páginas, 30 centímetros de comprimento, 23 de largura, 04 de espessura e pesando cerca de 2,0 kg, não restam resquícios de dúvida: “Direito à Memória e a Verdade”, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, é um “LIVRÃO”, na mais completa acepção do termo.

Impresso em 2007, com tiragem inicial de 3.560 exemplares, foi reimpresso em 2008, com 5.000 exemplares, perfazendo, pois, 8.560 exemplares. Trata-se, pois, de uma obra tanto rara quanto histórica e que poucos têm o privilégio de ter em seu acervo.

Recebemos esse presentão do conterrâneo caririense, residente em Brasília, Elmano Rodrigues Pinheiro, (que sequer conhecemos pessoalmente), mas que atendeu ao apelo que lhe dirigimos e nos dignou com um exemplar.

Trata-se, em verdade, de parte da história do Brasil passada a limpo. Uma análise profunda das arbitrariedades e abusos ocorridos no tempo do “regime militar brasileiro” (de 1964 a 1985), abordando o seu Contexto Histórico, as Ditaduras no Cone Sul, as Fases do Regime Militar no Brasil, a Resistência, a Distensão, a Anistia e o Fim do Regime Militar.

Como “recheio”, a biografia/história detalhadíssima de 477 (quatrocentos e setenta e sete) brasileiros que se insurgiram e participaram ativamente daquele período negro da história brasileira, dentre os quais: Frei Betto, Carlos Lamarca, Iara Iavelberg, Vladimir Herzog, Marilena Villas Boas, José Genuíno, Carlos Marighella, Rubens Paiva, Bergson Gurjão e por aí vai.

Ao final (a partir da pagina 463), como suculenta sobremesa, a historiografia pormenorizada das principais “organizações de esquerda do Brasil”, que tiveram papel decisivo na história do país (PCB, PCdoB, AP, ACN, MR-8, VPR dentre tantas outras).

Definitivamente, o “LIVRÃO” não é superlativo apenas por suas dimensões e peso, mas, sim, pelo conteúdo ímpar expresso em seu bojo.

Ao fazer tal registro, não poderia deixar de externar de público (já o havíamos feito via e-mail, à época do recebimento) agradecimentos sinceros ao Elmano Rodrigues Pinheiro (recentemente falecido) pelo “presentaço”, e por nos ter dado a oportunidade de conhecer mais de perto tão relevante período da nossa história recente. 

Definitivamente, somos um privilegiado..

 

sábado, 3 de julho de 2021

"DE VOLTA À VIDA" - José Nilton Mariano Saraiva

 “DE VOLTA À VIDA” - José Nilton Mariano Saraiva

Pintor famoso, sessentão, aposentado, família constituída, estabilizado na vida, eis que, de repente, se vê tomado por um profundo desejo de “sumir do mapa”, dar um basta naquele vazio imenso e doído que, sem mais nem menos, dele se apoderou.

“Depressão” e depressão da braba, que o leva até a adquirir uma arma visando acabar logo com aquilo – para, quem sabe ? - encontrar um pouco de sossego, paz. Na hora de apertar o gatilho, no entanto, reflui, não tem coragem de fazê-lo; e aí, resolve sair pelo mundo no rumo que a “venta” (nariz) apontar. Logo se põe na estrada, sem qualquer compromisso com horário ou destino, dia ou noite.

Numa parada momentânea, em meio a uma chuva torrencial, batidas no vidro do carro lhe revelam o rosto apreensivo de uma jovem, encharcada pela tempestade. Mesmo a contragosto, aceita dar-lhe carona, “pra qualquer lugar”, conforme lhe determina a nova companhia.

De pronto, à sisudez do sessentão deprimido, contrapõe-se o comportamento irrequieto e questionador daquela adolescente que poderia ser sua filha e que, aos poucos, paulatinamente, consegue fazê-lo “se abrir”. Contribui para tanto, o fato de também ela ter saído de casa, expulsa pela mãe e padrasto, e não saber (ou não ter) pra onde ir.

Ao contrário do que normalmente acontece em dramas análogos, aqui o “velho” (mais de 60 anos) não tenta aproveitar-se da “jovem” de 17 anos, belíssima e desamparada. Pelo contrário, aos poucos cria uma afeição paternal tão grande por ela, de tal forma que chega a enfrentar alguns marginais (de rifle em punho) que tentavam abusá-la.

No dia a dia, Marylou (esse o nome da jovem) inocentemente se sente à vontade para chamá-lo de “velho”, reclamar da “cafonice” das suas roupas e por aí vai. E ele, que ultimamente não suportava nem ouvir a voz da própria esposa, passivamente aceita tudo, no maior bom humor. Chega, até, a sorrir das trapalhadas em que ela se envolve (principalmente no quesito comida).

O divisor de água, no entanto, se dá quando ela (que pensava ser ele um “pintor de paredes”) vê alguns de seus trabalhos e, de tão impressionada, o estimula a “fazer mais”. Ela mesma, na praia, serve de modelo (bem comportada). E aí ele redescobre, na pintura, o prazer pela vida, sente que “está vivo”.

De repente, a notícia estampada no jornal, de que a mãe se encontra à beira da morte em razão das agressões do padrasto, leva a “jovem” a fazer o caminho de volta, na companhia, é claro, do “velho”. Que aproveita para reatar com a esposa.

Durante a longa permanência da mãe na UTI, pra não deixar Marylou desamparada, de comum acordo com a “revigorada” esposa, ele consegue na Justiça a “guarda” daquela menina que praticamente lhe trouxe de volta à vida.

No final, com a mãe restabelecida e o padrasto preso, os dois retornam às origens: numa despedida pra lá de dolorosa para os dois, tão grande a afeição nascida, Marylou volta pra casa da mãe; o “velho” (Taillandier é o seu nome) pra sua casa, sua família.

Renascido, por uma menina que lhe trouxe de volta à vida e que, a partir de então, considerará sua filha.

Sem dúvida, “SEJAM MUITO BEM-VINDOS” é um cativante filme e digno de se ver.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

ELMANO RODRIGUES PINHEIRO - José Nilton Mariano Saraiva

 ELMANO RODRIGUES PINHEIRO - José Nilton Mariano Saraiva

Surpresos, tomamos conhecimento do falecimento, nesta data (02.07.21), do conterrâneo caririense Elmano Rodrigues Pinheiro (era natural de Farias Brito, vizinho ao nosso Crato, que ele tanto venerava), que não tivemos o prazer de conhecer pessoalmente, mas a quem ficamos devendo um grande favor.

Para que todos entendam, e até como uma espécie de homenagem póstuma, pedimos licença aos leitores para fazer-lhe uma singela homenagem: “repostar” um texto que lhe dedicamos, meses atrás, quando da sua “data maior” (aniversário).

Nesta oportunidade, à família apresentamos nosso profundo pesar.

****************************************************

ELMANO - O HOMEM QUE “PRESENTEIA” LIVROS – José Nilton Mariano Saraiva

Embora sem conhecê-lo pessoalmente (espero algum dia ter o prazer de), anos atrás, via Internet, contatamos o ilustre conterrâneo (embora nascido em Farias Brito é cratense indo e voltando), Elmano Rodrigues Pinheiro, em Brasília, pra saber da possibilidade dele nos orientar como poderíamos adquirir o livro "DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE (COMISSÃO ESPECIAL SOBRE MORTOS E DESAPARECIDOS)”, editado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, já que sabedores ser ele funcionário da editora da Universidade de Brasília.

Dias após, ainda via Internet, Elmano nos orientou a procurarmos num determinado endereço, aqui em Fortaleza, um caminhoneiro oriundo de Brasília e que chegaria à nossa capital dentro em breve.

E aí, recebemos, em mãos, o presentão: um autêntico "livrão/livraço", com exatas 500 páginas, medindo 30 x 23 x 04cm, pesando 02/03 k, (TRATANDO SOBRE OS PRESOS DA DITADURA MILITAR) que, admitamos, teria muitas dificuldades e custaria uma fortuna se tivesse que ser enviado pelos Correios.

À época, impossibilitados de agradecer pessoalmente, achamos por bem registrar de público, pela mesma Internet, a nossa satisfação. E aí, esboçamos e publicamos, nos blogs da vida para os quais contribuímos, o texto abaixo.

***************************

ELMANO - O HOMEM QUE “PRESENTEIA” LIVROS - José Nilton Mariano Saraiva

Dentre as muitas variáveis que caracterizam o pleno exercício da cidadania, o acesso à leitura deveria constituir-se peça necessária, primordial e absolutamente imprescindível.

E, na contemporaneidade, quando a competição por um lugar ao sol é das mais acirradas, evidente que a falta de leitura impossibilita o acesso de muitos a um outro mundo, obsta-o de ter uma visão mais abrangente da realidade, escraviza-o à criminosa permanência na longa noite da escuridão da ignorância.

Não há, pois, atitude mais nobre e digna do que possibilitar aos que não têm condição, a perspectiva de descortinar um novo horizonte, de abrir novas portas, de agregar valores outros. E isso é feito, primordialmente, através da leitura.

Assim, é motivo de tremenda satisfação saber que um “matuto” de Farias Brito, que morou no Crato, viveu no Rio de Janeiro e estabeleceu-se profissionalmente em Brasília, resolveu, por conta própria, ser uma espécie de “multiplicador” da cultura, “inusual farol” de um porto seguro.

É que, ao galgar o conceituado posto de produtor gráfico na Universidade de Brasília, Elmano entendeu ser chegada a hora de disseminar bibliotecas e distribuir livros pelo Brasil afora, doar-se de corpo e alma aos menos favorecidos, possibilitar-lhes o acesso à cidadania através do saber, do conhecimento.

E tudo isso, anonimamente, sem propaganda, sem alarde, sem fazer barulho nenhum, sem contar com qualquer verba de quem quer que seja. Trabalho de formiguinha: solitário, persistente, incansável, sofrido, mas... gratificante.

Certamente que apegado e imbuído àquela filosofia de “fazer o bem sem olhar a quem”, adotou o revolucionário e estimulante lema de que “o livro precisa ir onde o leitor está”, daí já ter distribuído livros para mais de 200 (duzentas) bibliotecas nordestinas (dentre as quais cerca de 50 do seu querido Ceará), perfazendo um total de mais de um milhão de livros doados. Que outros sejam estimulados a seguir seu exemplo.

O nome da “fera” ???

Elmano Rodrigues Pinheiro: O “HOMEM QUE PRESENTEIA LIVROS”.

E que em função de tão dignificante missão, merece o reconhecimento e aplausos de todos nós.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

"LADROAGEM" COMPROVADA - José Nilton Mariano Saraiva

“LADROAGEM” COMPROVADA - José Nilton Mariano Saraiva


400.000.000 (doses de vacina) x U$ 1,00 = U$ 400.000.000,00;
U$ 400.000.000,00 x R$ 5,00 = R$ 2.000.000.000,00.

Observem que nos números acima existem duas espécies de moeda envolvidas: a americana “dólar” e o nosso fragilizado “real”.

Ou, para ser mais didático: se numa operação comercial você consegue “receber por fora” U$ 1,00 (um dólar) em cima de uma das 400.000.000 (quatrocentas milhões) de doses da vacina, embolsará U$ 400.000.000 (quatrocentos milhões de dólares) que, convertidos para o “Real”, ao câmbio da época, representaria uma significativa “propina” de R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais).

Em qualquer país sério do mundo tal operação levaria os “beneficiários” de citada arquitetura direto para a cadeia, por tratar-se da materialização de uma imoral e superlativa propina.

Ainda mais, se levarmos em conta que tal operação seria feita com um certo “intermediário”, que a fabricante da vacina peremptoriamente diz não reconhecer (ou seja, pagaríamos e jamais receberíamos).

Por aqui, no entanto, como a "maracutaia" foi descoberta antes de se fechar o negócio, os idiotas que a engendraram estufam o peito com a desculpa fajuta que, como não houve pagamento nenhum, não houve crime. Ou seja, SOMOS TODOS UNS OTÁRIOS.

Agora, imaginem se não houvesse corrupção nesse governo genocida de milicianos.