por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



domingo, 11 de julho de 2021

"SOLIDÃO" (autor anônimo)

 “SOLIDÃO” (autor anônimo)

SOLIDÃO é quando a gente se retira da multidão e “se faz” companhia. Quando a gente se livra da engrenagem e troca o medo de “ser só” pela coragem de “estar só”. SEJA AMIGO DA SOLIDÃO. Aceite seus convites, passeie com ela. Desmistifique-a. Não fuja dela, não tenha medo. Desassombre-se. Ouse a solidão e fique em boa companhia.

SOLIDÃO é exercício, é visitação, pausa, contemplação. É inspiração e conhecimento. É pouso e também voo. Marque encontros com você mesma. Experimente. Dê-se um tempo. Surpreenda-se.

Afinal, num mundo tão leviano e vulgar, que julga pelas aparências e endeusa espertalhões turbinados e boçais, a solidão pode ser proteção e não contágio. Num mundo obcecado por juventude, sucesso e consumo, a solidão pode ser liberdade e não fracasso.

Você já se tocou que existem curas, recordações, ideias, lembranças que só podem vir à tona quando estamos sós. Mesmo os momentos compartilhados só serão inesquecíveis se uma parte nossa estiver inteiramente só para aprender tudo que apenas a nós mesmos revelará e tocará. Existe uma pessoa que só conheceremos se conseguirmos ficar sós: nós mesmos.

SOLIDÃO é requisito para nascer e para morrer. Que me desculpem os desesperados, mas solidão é fundamental para se viver.

sábado, 10 de julho de 2021

JUS AO NOME: "SAFADÃO" - José Nílton Mariano Saraiva

 JUS AO NOME: “SAFADÃO” – José Nílton Mariano Saraiva

É repugnante, asqueroso e de enojar as pessoas probas e sérias, o comportamento de determinadas figuras públicas que se valem do “estar na mídia” (mesmo que momentaneamente) para incorrerem de forma sub-reptícia nas mais abjetas e ilegais atitudes, dignas de integrantes de alguma organização mafiosa italiana.

Por aqui, o exemplo recente é de um tal “Safadão” (a própria alcunha já sugere não ser grande coisa) que, por ser integrante de uma determinada categoria (artística ???) incompreensivelmente incursa no rol dos habilitados a se imunizarem antes do mortal comum, ao ser chamado para se vacinar em um determinado local, não aceitou e saiu a procurar um outro onde disponível estivesse a vacina da sua preferência, conseguindo-a mais à frente (segundo divulgado pela mídia).

Pra completar, levava a tiracolo a companheira de momento, que mesmo sem idade suficiente para tal (nem profissão definida ou reconhecida que a habilitasse) e, portanto, tomando o lugar de alguém mais necessitado, recebeu também sua vacina.

O detalhe é que, embora haja sido vacinada no período da manhã, ao ser flagrada e questionada sobre a grave irregularidade, ela e o companheiro alegaram (desonestamente) estar se valendo de um tal “xepão”.

Para os que guardam pouca familiaridade com o termo “xepão” em termos imunológicos, são aquelas vacinas que “sobram” ao final do dia, MAS QUE TÊM QUE SER APLICADAS NO MESMO DIA, ate que em pessoas não agendadas (ou seja, são aplicadas obrigatoriamente entre o crepúsculo do dia e a chegada da noite).

Como, no caso específico, a aplicação se deu no meio da manhã, não há uma outra palavra pra defini-la: o casal SAFADÃO incorreu em SAFADEZA explícita.

O Ministério Público vai adotar alguma providência ???

"CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS" - José Nílton Mariano Saraiva

“CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS” - José Nílton Mariano Saraiva

Está mais que provado que uma das causas determinantes do “festival pedófilo” que permeia na Igreja Católica tem tudo a ver com a insistência da manutenção do ultrapassado dogma do “celibato” (dentre outros).

Em sã consciência, é difícil imaginar que um homem “normal”, mas que instruído a “EVITAR OLHAR NOS OLHOS DA MULHER”, não sinta o sexo manifestar-se vez por outra (mesmo que involuntariamente). Ora, se até os animais possuem o instinto do sexo, o que dizer do ser humano, ante a profusão de “beldades” que desfilam por aí, inclusive no recinto das Igrejas, durante suas celebrações ??? Evidentemente, não dá pra segurar (literalmente) ou refrear o desejo, daí a monstruosa e bestial busca por satisfazer suas necessidades sexuais com crianças inocentes (pedofilia). E aí o pecado passa a ser hediondo, com direito a “PASSAPORTE VIP PARA O INFERNO”.
Configura-se, pois, ato grotesco e incompreensível, por parte da igreja católica, a absurda exigência que aqueles que com ela “CONTRAEM MATRIMÔNIO”, assumam o compromisso de lhes ser fiel, inclusive e principalmente via celibato, até mesmo porque, em outras seitas, religiões ou ajustamentos religiosos, os pastores, numerários, padres ou seja lá o que for, têm permissão de paquerar, namorar, casar, ter filhos e por aí vai.
Então, por qual razão não na Igreja Católica ??? Por que “CASTRAR” aos seus integrantes a “BENÇÃO” de ser pai ??? Afinal, não foi o próprio senhor que ordenou o “CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS” ???
Eis que, meses atrás, em pleno Ceará, como se fora um “estranho no ninho”, um dos mais fervorosos e ortodoxos defensores da Igreja Católica (EX-SEMINARISTA), num átimo de sinceridade e certamente depois de muita reflexão, resolve expor publicamente seu sonho de adoção de uma espécie de “abertura lenta, gradual e segura” dessa mesma Igreja, ao colocar na mesa as seguintes ponderações (ipsis litteris):
“Por que não colocar para os Papas uma regra já existente para os Bispos, qual seja a aposentadoria automática aos 80 anos ???. Afinal, dirigir uma organização com mais de um bilhão de seguidores é uma tarefa que, além das qualidades espirituais e intelectuais, exige também muita aptidão física. E esta última condição torna-se difícil de ser encontrada num ancião”.
E mais: “A renúncia do Papa Bento XVI me encheu de esperanças para o futuro. Não custa sonhar em grandes mudanças para a Igreja. Em primeiro lugar, SONHO COM A EXTINÇÃO DO CELIBATO. Isto permitiria a ordenação de maior número de sacerdotes, que estariam mais presentes no meio das comunidades carentes...” e “desejo também a ORDENAÇÃO DE MULHERES. Quantas Teresa de Calcutá poderiam surgir ???”.
No mais, é esperar e torcer para que o substituto do Benedito XVI (Papa Chico) consiga inserir a Igreja Católica no mundo real, contemporâneo, cibernético, atual, através da paulatina revisão dos seus dogmas milenares.
Para tanto, a “DEMOLIÇÃO” do celibato já seria um bom começo.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

AINDA SOBRE O "LIVRÃO" - José Nilton Mariano Saraiva

AINDA SOBRE O “LIVRÃO” – José Nilton Mariano Saraiva. 

“Antígona julgava que não haveria suplício maior do que aquele: ver os dois irmãos matarem um ao outro. Mas enganava-se. Um garrote de dor estrangulou seu peito já ferido ao ouvir do novo soberano, Creonte, que apenas um deles, Etéocles, seria enterrado com honras, enquanto Polinice deveria ficar onde caiu, para servir de banquete aos abutres. Desafiando a ordem real, quebrou as unhas e rasgou a pele dos dedos cavando a terra com as próprias mãos. Depois de sepultar o corpo, suspirou. A alma daquele que amara não seria obrigada a vagar impenitente durante um século às margens do Rio dos Mortos”. (Antígona, personagem de Sófocles, mestre da tragédia grega). 

****************************************

A citação acima é só uma pequena amostra da sua grandiosidade. Nas suas exatas 500 (quinhentas) páginas, 30 centímetros de comprimento, 23 de largura, 04 de espessura e pesando cerca de 2,0 kg, não restam resquícios de dúvida: “Direito à Memória e a Verdade”, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, é um “LIVRÃO”, na mais completa acepção do termo.

Impresso em 2007, com tiragem inicial de 3.560 exemplares, foi reimpresso em 2008, com 5.000 exemplares, perfazendo, pois, 8.560 exemplares. Trata-se, pois, de uma obra tanto rara quanto histórica e que poucos têm o privilégio de ter em seu acervo.

Recebemos esse presentão do conterrâneo caririense, residente em Brasília, Elmano Rodrigues Pinheiro, (que sequer conhecemos pessoalmente), mas que atendeu ao apelo que lhe dirigimos e nos dignou com um exemplar.

Trata-se, em verdade, de parte da história do Brasil passada a limpo. Uma análise profunda das arbitrariedades e abusos ocorridos no tempo do “regime militar brasileiro” (de 1964 a 1985), abordando o seu Contexto Histórico, as Ditaduras no Cone Sul, as Fases do Regime Militar no Brasil, a Resistência, a Distensão, a Anistia e o Fim do Regime Militar.

Como “recheio”, a biografia/história detalhadíssima de 477 (quatrocentos e setenta e sete) brasileiros que se insurgiram e participaram ativamente daquele período negro da história brasileira, dentre os quais: Frei Betto, Carlos Lamarca, Iara Iavelberg, Vladimir Herzog, Marilena Villas Boas, José Genuíno, Carlos Marighella, Rubens Paiva, Bergson Gurjão e por aí vai.

Ao final (a partir da pagina 463), como suculenta sobremesa, a historiografia pormenorizada das principais “organizações de esquerda do Brasil”, que tiveram papel decisivo na história do país (PCB, PCdoB, AP, ACN, MR-8, VPR dentre tantas outras).

Definitivamente, o “LIVRÃO” não é superlativo apenas por suas dimensões e peso, mas, sim, pelo conteúdo ímpar expresso em seu bojo.

Ao fazer tal registro, não poderia deixar de externar de público (já o havíamos feito via e-mail, à época do recebimento) agradecimentos sinceros ao Elmano Rodrigues Pinheiro (recentemente falecido) pelo “presentaço”, e por nos ter dado a oportunidade de conhecer mais de perto tão relevante período da nossa história recente. 

Definitivamente, somos um privilegiado..

 

sábado, 3 de julho de 2021

"DE VOLTA À VIDA" - José Nilton Mariano Saraiva

 “DE VOLTA À VIDA” - José Nilton Mariano Saraiva

Pintor famoso, sessentão, aposentado, família constituída, estabilizado na vida, eis que, de repente, se vê tomado por um profundo desejo de “sumir do mapa”, dar um basta naquele vazio imenso e doído que, sem mais nem menos, dele se apoderou.

“Depressão” e depressão da braba, que o leva até a adquirir uma arma visando acabar logo com aquilo – para, quem sabe ? - encontrar um pouco de sossego, paz. Na hora de apertar o gatilho, no entanto, reflui, não tem coragem de fazê-lo; e aí, resolve sair pelo mundo no rumo que a “venta” (nariz) apontar. Logo se põe na estrada, sem qualquer compromisso com horário ou destino, dia ou noite.

Numa parada momentânea, em meio a uma chuva torrencial, batidas no vidro do carro lhe revelam o rosto apreensivo de uma jovem, encharcada pela tempestade. Mesmo a contragosto, aceita dar-lhe carona, “pra qualquer lugar”, conforme lhe determina a nova companhia.

De pronto, à sisudez do sessentão deprimido, contrapõe-se o comportamento irrequieto e questionador daquela adolescente que poderia ser sua filha e que, aos poucos, paulatinamente, consegue fazê-lo “se abrir”. Contribui para tanto, o fato de também ela ter saído de casa, expulsa pela mãe e padrasto, e não saber (ou não ter) pra onde ir.

Ao contrário do que normalmente acontece em dramas análogos, aqui o “velho” (mais de 60 anos) não tenta aproveitar-se da “jovem” de 17 anos, belíssima e desamparada. Pelo contrário, aos poucos cria uma afeição paternal tão grande por ela, de tal forma que chega a enfrentar alguns marginais (de rifle em punho) que tentavam abusá-la.

No dia a dia, Marylou (esse o nome da jovem) inocentemente se sente à vontade para chamá-lo de “velho”, reclamar da “cafonice” das suas roupas e por aí vai. E ele, que ultimamente não suportava nem ouvir a voz da própria esposa, passivamente aceita tudo, no maior bom humor. Chega, até, a sorrir das trapalhadas em que ela se envolve (principalmente no quesito comida).

O divisor de água, no entanto, se dá quando ela (que pensava ser ele um “pintor de paredes”) vê alguns de seus trabalhos e, de tão impressionada, o estimula a “fazer mais”. Ela mesma, na praia, serve de modelo (bem comportada). E aí ele redescobre, na pintura, o prazer pela vida, sente que “está vivo”.

De repente, a notícia estampada no jornal, de que a mãe se encontra à beira da morte em razão das agressões do padrasto, leva a “jovem” a fazer o caminho de volta, na companhia, é claro, do “velho”. Que aproveita para reatar com a esposa.

Durante a longa permanência da mãe na UTI, pra não deixar Marylou desamparada, de comum acordo com a “revigorada” esposa, ele consegue na Justiça a “guarda” daquela menina que praticamente lhe trouxe de volta à vida.

No final, com a mãe restabelecida e o padrasto preso, os dois retornam às origens: numa despedida pra lá de dolorosa para os dois, tão grande a afeição nascida, Marylou volta pra casa da mãe; o “velho” (Taillandier é o seu nome) pra sua casa, sua família.

Renascido, por uma menina que lhe trouxe de volta à vida e que, a partir de então, considerará sua filha.

Sem dúvida, “SEJAM MUITO BEM-VINDOS” é um cativante filme e digno de se ver.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

ELMANO RODRIGUES PINHEIRO - José Nilton Mariano Saraiva

 ELMANO RODRIGUES PINHEIRO - José Nilton Mariano Saraiva

Surpresos, tomamos conhecimento do falecimento, nesta data (02.07.21), do conterrâneo caririense Elmano Rodrigues Pinheiro (era natural de Farias Brito, vizinho ao nosso Crato, que ele tanto venerava), que não tivemos o prazer de conhecer pessoalmente, mas a quem ficamos devendo um grande favor.

Para que todos entendam, e até como uma espécie de homenagem póstuma, pedimos licença aos leitores para fazer-lhe uma singela homenagem: “repostar” um texto que lhe dedicamos, meses atrás, quando da sua “data maior” (aniversário).

Nesta oportunidade, à família apresentamos nosso profundo pesar.

****************************************************

ELMANO - O HOMEM QUE “PRESENTEIA” LIVROS – José Nilton Mariano Saraiva

Embora sem conhecê-lo pessoalmente (espero algum dia ter o prazer de), anos atrás, via Internet, contatamos o ilustre conterrâneo (embora nascido em Farias Brito é cratense indo e voltando), Elmano Rodrigues Pinheiro, em Brasília, pra saber da possibilidade dele nos orientar como poderíamos adquirir o livro "DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE (COMISSÃO ESPECIAL SOBRE MORTOS E DESAPARECIDOS)”, editado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, já que sabedores ser ele funcionário da editora da Universidade de Brasília.

Dias após, ainda via Internet, Elmano nos orientou a procurarmos num determinado endereço, aqui em Fortaleza, um caminhoneiro oriundo de Brasília e que chegaria à nossa capital dentro em breve.

E aí, recebemos, em mãos, o presentão: um autêntico "livrão/livraço", com exatas 500 páginas, medindo 30 x 23 x 04cm, pesando 02/03 k, (TRATANDO SOBRE OS PRESOS DA DITADURA MILITAR) que, admitamos, teria muitas dificuldades e custaria uma fortuna se tivesse que ser enviado pelos Correios.

À época, impossibilitados de agradecer pessoalmente, achamos por bem registrar de público, pela mesma Internet, a nossa satisfação. E aí, esboçamos e publicamos, nos blogs da vida para os quais contribuímos, o texto abaixo.

***************************

ELMANO - O HOMEM QUE “PRESENTEIA” LIVROS - José Nilton Mariano Saraiva

Dentre as muitas variáveis que caracterizam o pleno exercício da cidadania, o acesso à leitura deveria constituir-se peça necessária, primordial e absolutamente imprescindível.

E, na contemporaneidade, quando a competição por um lugar ao sol é das mais acirradas, evidente que a falta de leitura impossibilita o acesso de muitos a um outro mundo, obsta-o de ter uma visão mais abrangente da realidade, escraviza-o à criminosa permanência na longa noite da escuridão da ignorância.

Não há, pois, atitude mais nobre e digna do que possibilitar aos que não têm condição, a perspectiva de descortinar um novo horizonte, de abrir novas portas, de agregar valores outros. E isso é feito, primordialmente, através da leitura.

Assim, é motivo de tremenda satisfação saber que um “matuto” de Farias Brito, que morou no Crato, viveu no Rio de Janeiro e estabeleceu-se profissionalmente em Brasília, resolveu, por conta própria, ser uma espécie de “multiplicador” da cultura, “inusual farol” de um porto seguro.

É que, ao galgar o conceituado posto de produtor gráfico na Universidade de Brasília, Elmano entendeu ser chegada a hora de disseminar bibliotecas e distribuir livros pelo Brasil afora, doar-se de corpo e alma aos menos favorecidos, possibilitar-lhes o acesso à cidadania através do saber, do conhecimento.

E tudo isso, anonimamente, sem propaganda, sem alarde, sem fazer barulho nenhum, sem contar com qualquer verba de quem quer que seja. Trabalho de formiguinha: solitário, persistente, incansável, sofrido, mas... gratificante.

Certamente que apegado e imbuído àquela filosofia de “fazer o bem sem olhar a quem”, adotou o revolucionário e estimulante lema de que “o livro precisa ir onde o leitor está”, daí já ter distribuído livros para mais de 200 (duzentas) bibliotecas nordestinas (dentre as quais cerca de 50 do seu querido Ceará), perfazendo um total de mais de um milhão de livros doados. Que outros sejam estimulados a seguir seu exemplo.

O nome da “fera” ???

Elmano Rodrigues Pinheiro: O “HOMEM QUE PRESENTEIA LIVROS”.

E que em função de tão dignificante missão, merece o reconhecimento e aplausos de todos nós.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

"LADROAGEM" COMPROVADA - José Nilton Mariano Saraiva

“LADROAGEM” COMPROVADA - José Nilton Mariano Saraiva


400.000.000 (doses de vacina) x U$ 1,00 = U$ 400.000.000,00;
U$ 400.000.000,00 x R$ 5,00 = R$ 2.000.000.000,00.

Observem que nos números acima existem duas espécies de moeda envolvidas: a americana “dólar” e o nosso fragilizado “real”.

Ou, para ser mais didático: se numa operação comercial você consegue “receber por fora” U$ 1,00 (um dólar) em cima de uma das 400.000.000 (quatrocentas milhões) de doses da vacina, embolsará U$ 400.000.000 (quatrocentos milhões de dólares) que, convertidos para o “Real”, ao câmbio da época, representaria uma significativa “propina” de R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais).

Em qualquer país sério do mundo tal operação levaria os “beneficiários” de citada arquitetura direto para a cadeia, por tratar-se da materialização de uma imoral e superlativa propina.

Ainda mais, se levarmos em conta que tal operação seria feita com um certo “intermediário”, que a fabricante da vacina peremptoriamente diz não reconhecer (ou seja, pagaríamos e jamais receberíamos).

Por aqui, no entanto, como a "maracutaia" foi descoberta antes de se fechar o negócio, os idiotas que a engendraram estufam o peito com a desculpa fajuta que, como não houve pagamento nenhum, não houve crime. Ou seja, SOMOS TODOS UNS OTÁRIOS.

Agora, imaginem se não houvesse corrupção nesse governo genocida de milicianos.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

"NEGACIONISMO" EM ALTA - José Nilton Mariano Saraiva

 “NEGACIONISMO” EM ALTA – José Nilton Mariano Saraiva


Faça o que eu FALO; não faça o que eu FAÇO.

Essa, a essência que se pode extrair da mensagem transmitida ao povo de Manaus pela pediatra cearense Mayra Pinheiro, uma das assessoras comissionadas do Ministério da Saúde, por ocasião do caos instaurado naquela cidade por conta do rastro fúnebre deixado pelo CORONAVÍRUS, que resultou nas dantescas cenas que assistimos, com pessoas morrendo sem poder respirar face à grave crise da falta de oxigênio naquela cidade, provocada pela doença.

Defensora abusada e intransigente de primeira hora de um tal “tratamento precoce” e do uso da cloroquina no trato do coronavírus (uma bandeira do Bozo, seu chefe, daí sua ascensão meteórica no governo federal), na ocasião a doutora foi transferida com todo o seu staff de Brasília para Manaus (sem data de retorno), com o objetivo precípuo de “evangelizar” sua população no tocante aos supostos benefícios propiciados pelo uso de uma droga comprovadamente ineficaz a tal mister, conforme diagnóstico da Organização Mundial da Saúde e cientistas de todo o mundo.

Para tanto, a doutora chegou a disponibilizar (no mês de janeiro/21), um certo “aplicativo” (TrateCov) desenvolvido por sua equipe no Ministério da Saúde (sob sua coordenação), cujo objetivo seria auxiliar médicos no diagnóstico da Covid 19 (mais tarde, quando do depoimento na CPI, covardemente tratou de tirar o braço da seringa, ao creditar tal aplicativo aos técnicos da sua equipe, como se não fosse a responsável pela sua liberação).

No entanto, tão logo lançado, tal programa foi duramente criticado por médicos e até por programadores que, ao analisarem o código do programa descobriram que bastava atingir uma certa pontuação, baseada em sintomas genéricos, para que o aplicativo recomendasse invariavelmente a utilização do coquetel cloroquina,
hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, como solução. Ou seja, uma farsa grotesca, empulhação pura, mero jogo de cartas marcadas (ficou conhecido como o “kit-covid”).

A repercussão foi tão negativa que o Conselho Federal de Medicina não teve outra alternativa a não ser pedir a retirada imediata do TrateCov do ar. E assim foi feito, sem choro nem vela ou ranger de dentes, e sem maiores contestações.

Ironicamente, o “prego no caixão” do kit-covid a própria doutora Mayra Pinheiro tratou de fincar, sem nenhum constrangimento, ao disponibilizar o delicado braço para tomar a vacina e, não, utilizar-se do receituário (fajuta) que houvera prescrito para os pobres de Manaus.

Fato é que, o silêncio sepulcral da nossa corrupta mídia sobre tão surpreendente gesto, de certa forma esconde a mensagem íntima que a doutora Mayra Pinheiro convenientemente esqueceu de transmitir às pobres e desvalidas “cobaias” de Manaus: faça o que eu FALO; não faça o que eu FAÇO.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

"IMUNIZADA", SIM SENHOR - José Nilton Mariano Saraiva

 “IMUNIZADA”, SIM SENHOR - José Nilton Mariano Saraiva


A “capitã”, traiu o “capitão”, assim, sem mais nem menos ??? Mas, como, se até ontem eram almas gêmeas, carne e unha, professavam o mesmo ideário, a mesma ideologia, o mesmo modus operandi mafioso, a mesma idiossincrasia ???

Afinal, não foi a “capitã” que, a mando do “capitão”, formou uma tropa de choque (todos ganhando diárias suculentas) e deslocou-se de Brasília até Manaus, no auge da crise de falta de oxigênio, para, como médica de confiança do “capitão”, prescrever e propagar a cloroquina como solução definitiva para combater o coronavírus ???

Não foi a “capitã” e sua equipe que criaram um certo aplicativo para combater a pandemia e cujo resultado final era, sempre e sempre, a recomendação expressa do uso da cloroquina no combate ao corona ???

É estranho, pois, que agora a “capitã cloroquina”, defensora intransigente do uso de tal medicamento como tratamento precoce da Covid, nos apareça sorridente exibindo o cartão de vacinação, comprobatório de que está imunizada .

Será que o “capitão” não considerará isso uma insubordinação e finde por penalizar a “capitã” ??? Afinal, se ELE tomou a cloroquina (conforme afirmou), ELA também teria a obrigação de fazê-lo (até por solidariedade).

Mas, e se a vacina que a “capitã” recebeu tiver sido a chinesa, como explicar isso ao distinto público, já que o “capitão” não aceita nada produzido por “comunistas” ???

Com a palavra a “doutora cloroquina” (Mayra Pinheiro).