por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Igreja, a grande madrasta - Leonardo Boff
Do livro: Índia, um olhar amoroso. De Jean Claude Carrière.
Dois pedaços de madeira que flutuam no oceano
encontram-se e se separam um instante depois.
Assim também tu e tua mãe, tu e teu irmão, tu e
tua mulher, teu filho e tu.
Chamas teu pai, tua mulher, teu amigo,
mas não é mais do que um encontro no caminho.
Esse mundo é uma roda que gira,
uma passagem no grande oceano do tempo, onde nadam
dois tubarões: a velhice e a morte.
Nada é permanente, nem teu corpo.
Nada retorna e nada permanece.
Prazer, dor, o destino tudo estabelece.
O que desejas, tens.
O que não desejas, tens.
Ninguém entende por quê.
Nada garante a felicidade do homem.
Onde estou? Para onde irei? Quem sou? Por que?
E por que deveria chorar?
Extraído do Mahabarata em adaptação do original
por Jean Claude Carrièrre.
Colaboração de Ismênia Maia
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Flechas
Uma Mineiridade n´Alma - José do Vale Pinheiro Feitosa
Selvageria contra Lula foi "ensinada" pela imprensa

Por luisnassif, dom, 30/10/2011 - 19:29
Autor: Weden
Não há porque o jornalista Gilberto Dimenstein se espantar com a falta de educação de leitores da Folha em relação à doença de Lula. Nem pode se supreender quando olhar as caixas de comentários dos portais do Estadão, do Globo e da Veja, por exemplo.
A selvageria, que se esconde muitas vezes sob o manto do anonimato, nada mais é do que a continuidade do primitivismo jornalístico praticado por muitos dos seus próprios colegas de trabalho, seja na Folha, seja nos outros veículos acima citados.
O modo como os blogueiros selvagens da Veja - com especial atenção aos dois leões de chácara Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes - se referem ao ex-presidente, e o ódio que eles encarnam, não é muito diferente do modo como alguns representantes de uma classe média deseducada - felizmente, minoritária - se refere àquele que saiu do poder com 80% de aprovação.
Exercícios de falta de educação e decoro jornalístico podem ser encontrados em editoriais - um espaço que, por definição, deveria representar a voz respeitosa dos veículos - do Globo, da Folha e do Estadão, com xingamentos e referências sem escrúpulos a Luis Ignácio da Silva.
Assim como a repulsa mostrada por comentaristas e parajornalistas contra os eleitores de Lula resultou num clima de xenofobia e preconceito jamais observado publicamente neste país, a voz carregada de nojo e ódio de uma Lucia Hipólito - que não conseguiu esconder o júbilo pela doença de Lula - ou de um Arnaldo Jabor, ou ainda de um Merval Pereira, produzem seus ecos no comportamento de leitores que não conheceram a civilidade e as regras de comportamento do espaço público.
Autores desqualificados produzem ou pelo menos atraem leitores desqualificados. Antes de se envergonhar dos leitores, Gilberto Dimenstein deveria se envergonhar de alguns nomes que compartilham com ele o mesmo ambiente midiático.
Cogito - por Torquato Neto
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.
"Verbos do amor"- por socorro moreira
Noite dos encontros por acaso, de uma velha amizade, surpreendida por beijos!
Noite de receber mensagens, olhar a cidade de uma roda gigante, acompanhada de carinho e medo.
Escrever cartinhas e versos de amor, mandar recadinhos por tabela, insinuar com o olhar ou o andar, que a tâmara está madura... Comer a maça do amor!
Um par de namorados caminha
ou dança de mãos dadas.
Suspiram, ouvindo a mesma canção
Inventam apelidos, no diminutivo
Sentem ciúmes, arengam,
e se despedem querendo ficar
Os passionais matam ou morrem
Os tímidos declaram paixão,
sem temer a rejeição!
Alguns têm até diário ...
Agenda para armazenar momentos.
Um filme, perfume, o primeiro beijo,
O segundo amasso, e a dor da saudade!
Tenho meio século de encantamentos
Existem prendas, que ainda me pertencem.
Existem amores extintos, noutro incêndio
Só lembro que o coração salta do peito
As pernas ficam bambas, o olhar se ilumina,
a boca fica seca , as orelhas pegam fogo,
e um friozinho na barriga, avisa que estamos vivos!
É como uma febre, sem a moleza do corpo.
É febre tesão de encontrar no outro
Algum tesouro, que não seja ouro
Apenas a adrenalina da paixão!
Qualquer ilusão à toa, nos apraz!
Só pra lembrar João Donato, e sair desse texto,
Conjugando com Abel Silva, Verbos do Amor,
e cantando com Piaff um Hino ao Amor!
socorro moreira
domingo, 6 de novembro de 2011
O APITO DO VIGIA
Sinaliza sua presença
Mas por dentro ele se agita
Com medo que o medo vença
O vigta da minha rua
Apita tanto que sua
A testa, o bigode e a crença
Ulisses Germano - Crato-CE.
POÉTICA DA INVEJA
Aquele que não tem mérito
Jamais será invejado
A inveja é um sentimento
Que já nasce introjetado
Em calúnia e artifício
É o ócio do ofício
De quem se sente humilhado
VISÃO DE JOSENIR LACERDA
A inveja é uma fera
Da adulação é irmã
Uma espreita, na espera
Outra se faz guaridã
Ambas falsas, traiçoeiras
Inimigas verdadeiras
Sob a máscara de fã
(Do Cordel POÉTICA DA INVEJA de Josenir Lacerda e Ulisses Germano)
Carta Aberta ao Vereador George Macário - José do Vale Pinheiro Feitosa
A arte criativa que transfigura o mau destino - por Stela Siebra
Esses versos formam a última estrofe do poema "À sombra das araucárias", do poeta pernambucano Manuel Bandeira.110 ANOS DE NASCIMENTO DA POETISA CECÍLIA MEIRELES - por Stela Siebra
leitura registrei, entre outras, a seguinte:
“Lembro que nesta época li muitos livros de Malba
Tahan e, mais tarde, toda obra de Machado de Assis. Apaixonei-me por Manuel
Bandeira e por Cecília Meireles, com quem tinha, unilateralmente, lógico, uma
relação de muita proximidade. O aniversário de Cecília (7 de novembro) era dois
dias antes do meu e ela morreu exatamente no dia 9 de novembro quando eu estava
completando 15 anos. Para mim, era como se o mistério transcendente do signo de
Escorpião nos unisse. Ainda hoje carrego esse sentimento de intimidade com a
alma de Cecília Meireles.”
E é assim até hoje: minha alma sempre encontra
abrigo na poética de Cecília Meireles.
Poderia transcrever aqui muitos dos seus poemas,
mas escolhi um que indaga sobre os pequenos mistérios da vida.
EPIGRAMA
Nº 9
O
vento voa,
a
noite toda se atordoa,
a
folha cai.
Haverá
mesmo algum pensamento
sobre
essa noite? sobre esse vento?
sobre
essa folha que se vai?
Colaboração de Stela Siebra de Brito
PARA O VEREADOR GEORGE HUGO MACARIO DE BRITO
Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto - Nina Crintzs
HOJE EU QUERO...- por Rosa Guerrera
Sonhos - por Socorro Moreira
Os sonhos são passeios nas madrugadas
quando uma realidade paralela
parece mostrar o outro lado da vida
Nos sonhos a matéria não pesa
É como voar e enxergar de um mirante
É como chegar junto
de quem está sempre distante
No mundo onírico os vivos e os mortos se misturam
Falam a mesma linguagem,
e sorriem dos mesmos motivos.
Os desejos reprimidos
criam asas
ousam uma aproximação noturna
quando o travesseiro acaricia a nossa cabeça
da realidade nua e crua.
Dormir pra sonhar
Viver pra esperar
que os sonhos aconteçam !
Lauro Maia - compositor cearense
sábado, 5 de novembro de 2011
Diferenças
Recordações: O trem que eu conheci
Com licença... - José Nilton Mariano Saraiva
De uns tempos pra cá, no entanto, observamos que aquele espaço começou a mudar de rumo, que o enfoque foi sendo paulatinamente modificado, que, enfim, não mais atendia ao que buscávamos (certamente que em razão da mudança em sua "direção").
Como não somos de ficar em cima do muro, guardar conveniências ou sair por aí ensaboado (escorregadio), externamos, aqui e agora, nosso profundo desconforto com uma recente postagem – desrespeitosa, abjeta e desprezível – e da qual peremptoriamente discordamos em gênero, número e grau, procurando atingir essa autentica “instituição” cratense, o honrado, competente e íntegro José do Vale Pinheiro Feitosa.
Com licença... “tamos” indo (continuaremos no Cariricult e No Azul Sonhado).
José Nilton Mariano Saraiva
O ESPINHO QUE FUROU O OLHO DE LAMPIÃO - Ulisses Germano
Que está a venda no Canto do Senadinho - morada do espinho que furou o olho de lampião:
Eu levo a vida sozinho
Sem ninguém pra me ajudar
Eu não possuo padrinho
Nem ninguém prá bajular
Sou espinhento e certeiro
Viajei o mundo inteiro
Sou do Crato-Ceará
Ulisses Germano
Crato-CE











