por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pode ser menos triste, mas não pode ser mais linda ...


Estrada Branca
Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Estrada branca, Lua branca, Noite alta, Tua falta
Cminhando, Caminhando, Caminhando, Ao lado meu
Uma saudade, Uma vontade, Tao doída, De uma vida,
Vida que morreu
Estrada passarada, Noite clara,
Meu caminho é tao sozinho, Tao sozinho, A percorrer
Que mesmo andando para a frente,
Olhando a lua tristemente
Quanto mais ando, Mais estou perto de você
Se em vez de noite fosse dia,
e o sol brilhasse e a poesia
Em vez de triste fosse alegre de partir
Se em vez de eu ver só minha sombra, Nessa estrada
Eu visse aolongo Dessa estrada, uma outra sombra A me seguir
Mas a verdade, É que a cidade,
Ficou longe, ficou longe
Na cidade, Se deixou meu bem-querer
Eu vou sozinho sem carinho,
Vou caminhando meu caminho
Vou caminhando com vontade de morrer

Feliz Aniversário, Peixoto!




Belíssima voz.Repertório de todos os tempos!
Grande amigo, nosso abraço!

O Doutor do baião - Humberto Teixeira - Por : Norma Hauer


Foi a 3 de outubro de 1979 que Humberto Teixeira faleceu aqui no Rio de Janeiro. Segundo se soube, ele estava em seu apartamento na Barra quando passou mal; telefonou a sua irmã dizendo "estou tendo um enfarte". Quando ela chegou a sua casa já o encontrou sem vida.

HUMBERTO TEIXEIRA ficou conhecido como " o Doutor do Baião", tal a quantidade de músicas que compôs com Luiz Gonzaga. Este era uma pessoa modesta e que só tratava aquele que fez os versos de seus grandes sucessos, como Doutor Humberto.

Com Luiz Gonzaga, são os maiores sucessos de Humberto, como "Baião" (o primeiro); "Paraíba";"No Meu Pé de Serra"; "Qui nem Jiló"; "Baião de Dois";Mangaratiba";"Assum Preto" e, dentre inúmeros outros, o mais famoso"Asa Branca".

Foi de Humberto Teixeira o primeiro sucesso de Francisco Carlos :"Meu Brotinho", tão importante na carreira do cantor que ele ficou conhecido como El Broto".

Aqui quero deixar a letra de uma das primeiras composições de Humberto. É um
samba-sinfônico, gravado por Déo e o Coro dos Apiacás. Não fez o merecido sucesso, mas é muito bonito.

SINFONIA DO CAFÉ

Vem dos montes abexins ou do Yemen...
Das lendas de Omar ou do pastor...
Floresceu em terras várias e distantes,
Mas aqui, somente aqui, conheceu o esplendor!
Bonito de ver!
Que lindo de ver, que orgulho de olhar!
O homem bendiz
A terra onde brota a riqueza sem par!
E canta feliz,
Nos meses de abril,
fazendo a "derriça"
Colhendo os rubis do Café do Brasil!

Café que nasce até nas serras
Que viceja nas terras
Onde dão a copaíba e o jacarandá!
Café que fez a glória de Palheta,
O valoroso bandeirante que nos trouxe
De bem longe,
O ouro-verde para o Grão-Pará!
Café que todo mundo bebe!
Ó fonte de riquezas mil!
Café que fez famosa a Paulicéia
E espalhou aos quatro ventos
E através dos sete mares
A grandeza do nosso Brasil!
Do nosso Brasil!
Tive o privilégio de receber de Humberto a gravação dessa composição (em 78 rotações) assim que foi lançado. E ele ainda não era o "Doutor do Baião".


Ainda na voz de Déo, com o Coro dos Apiacás, foi gravado outro samba-sinfônico:"Terra da Luz", uma apologia ao Ceará, estado natal de Humberto Teixeira, em que lembrando os primeiros repúdios ao mercado de escravos, ele dizia que o Ceará não permitia que os navios negreiros se aproximassem da "Terra da Luz".

Humberto Teixeira foi deputado federal e, nessa condição, foi responsável pela "Lei Humberto Teixeira" que propunha o envio de grupos brasileiros aos Estados Unidos e à Europa para divulgar nossa música, antes pouco conhecidas no exterior.

Dalva de Oliveira, Jorge Goulart, Nora Nei, foram alguns dos cantores brasileiros que foram à Europa, cumprindo os dizeres da lei. Em Londres, com Roberto Inglês, Dalva lançou o baião "Kalu", somente de Humberto.

Para mim, uma das mais belas letras de exaltação à mulher é da valsa "Poema Imortal", de Humberto e Lauro Maia, gravado por Orlando Silva, que por coincidência "se encontrou" com Humberto na data de seu aniversário: 3 de outubro.

Norma

Sputinik - Dia 4 de Outubro de 1957 - Por Norma Hauer



Lembro-me bem quando foi lançado o primeiro Sputinik e do ódio dos americanos que foram obrigados a aceitar a então União Soviética, como pioneira na corrida espacial. Outro ódio dos americanos foram o lançamento do primeiro homem ao espaço (Iuri Gagarin) e da primeira mulher (Valentina). Além da cadela Laika, que foi o primeiro ser vivo a ser enviado ao espaço.

Mas essa foi uma vítima. .


Na ocasião, estava em moda o samba "Conceição", gravado por Caubi Peixoto. Assim, gozavam-se os americanos, que vinham anunciando seu primeiro satélite (o "Pioner"), como um grande feito. Assim, o "Pioner" foi como a "Conceição":"se subiu, ninguém sabe, ninguém viu".


Algum tempo depois, os brasileiros sempre aproveitando algo atual, para fazer “gozação” fizeram um filme com o nome de “O Homem do Sputinic”, com Oscarito.

Por coincidência estava na agência da Caixa Econômica da Praça da Bandeira quando filmaram a parte em que o homem do Sputinic (Carlitos) tentava “empenhar” o “objeto“ encontrado em seu quintal .


Norma


Mário Reis - O Precursor da Bossa Nova -Por : Norma Hauer


Foi a 4 de outubro de 1981 que faleceu o cantor MÁRIO REIS, que seria o verdadeiro precursor da "bossa-nova", por seu modo diferente de cantar, em plenos anos 30.

MÁRIO REIS foi "descoberto" por Sinhô, que viu que ali "nascera" o cantor perfeito para interpretar suas músicas.
Em 1927 as gravações, antes mecânicas, passaram a ser elétricas, dando condições ao aparecimento de cantores diferentes de Vicente Celestino (o maior "vozeirão" desta terra) ou Francisco Alves (o "Rei da Voz"). Nas gravações mecânicas eram necessários os "dós de peito", caso contrário, as vozes não apareciam. As gravações elétricas apareceram como "milagrosas" e aí surgiu Mário Reis.

Seu primeiro disco, em 78 rotações, gravado em 1927 foi "Carinhos do Vovô".
Aquela vozinha,muito afinada, chamou atenção de Francisco Alves que lhe propôs um desafio: cantariam juntos. E não é que deu certo? Começaram com "Nem é Bom Falar" e "De que Vale a Nota sem o Carinho da Mulher", de Ismael Silva. Daí para o sucesso de uma dupla inusitada foi um passo.

Passando a se apresentar solo, Mário Reis gravou um samba que se tornou um dos clássicos do carnaval de todos os tempos: de Bidê (AlcebÍades Barcelos) e Marçal (Armando Marçal), "Agora é Cinza".

Você partiu, saudade me deixou...
Eu chorei.
O nosso amor foi uma chama
Que o sopro do passado desfaz.
Agora é cinza
Tudo acabado e nada mais."

Mário Reis abandonou as gravações durante vários anos, até que foi convidado para participar de um espetáculo teatral, a ter lugar no Theatro Municipal, de nome "JouJoux e Balagandans". Depois gravou um único LP com músicas que foram antigos sucessos seus e retirou-se definitivamente da vida artística residindo, até o fim de sua vida, no Copacabana Pálace. Ele era de família rica e nunca viveu de suas interpretações em palcos ou em discos.

Recordar Mário Reis na data de hoje, quando se completam 26 anos de seu falecimento, é fazer um passeio pelo passado da música popular brasileira,da qual ele
foi um importante baluarte.
Norma



Andei a pé pela cidade, como gosto de fazê-lo. Sol ardente de Outubro, cabeça refrigerada no tempo.
Santo Dumont, a rua da minha tia Ivone. Olhei para o interior da casa, onde ela morou tantos anos. Procurei na vizinhança, Dona Madalena, Seu Pedro Felício, Dona Zélia, Evangelina, Dona Nadir... Tudo virou comércio. E eu fiquei pensando como aquelas casas conjugadas, tão pequenas, abrigavam tanta gente.
Não existia o limite para hospedar parentes e amigos. O feijão sempre era suficiente. As redes eram armadas na cozinha, corredor, em cima das camas, mas tinham o cheirinho limpo das alfazemas ,jogadas nos baús dos guardados. Hora de almoço, jantar, merenda, era uma festa de doces nos tachos, e sequilhos nas latas.
Não lembro que faltasse à classe média a grana do básico. Os moradores da Batateira, que ajudavam nos serviços da casa, faziam sua feira com fartura nas quantidades: café em grãos, arroz, feijão de corda, farinha de mandioca, farinha de milho, goma, rapadura para substituir o açúcar, toucinho, corredor de boi para acompanhar o pirão.
Ganhávamos presentes seus, como cana, ovos caipiras, frutas diversas, feijão e milho verde. Se não tínhamos eletros-domésticos, eles também não. Os tecidos que iam parar nas mãos das modistas e alfaiates, faziam talvez uma pequena diferença. Entre a chita e a cambraia de linho, viviam as classes sociais: pobre e média!
O estudo era gratuito. As escolas públicas possuíam grandes mestras. Criei-me sem entender a preocupação de uma nota promissória, cheque especial, e dívidas no cartão de crédito. As pessoas tinham a paz dos não-endividados. Vestiam repetidamente o mesmo vestido, sabiam esperar com paciência, as quatro festas do ano para a renovação do guarda-roupa: Padroeira, Natal, S.João e o dia do aniversário. Ano Novo pegava carona no Natal, e representava um dia, quase como outro qualquer.
Eu sinto saudades dos quitutes que eram servidos nas festas de aniversários: galinha caipira desfiada, farofa dos miúdos, pastel de carne, canudinhos, sequilhos, sonhos, bolo de carimã, beijinhos de coco, salto de cortiça, refresco de maracujá... Balas, chicletes e chocolates, no quebra-panela. Guardo o cheiro e o colorido dos papéis de beijos. Saudades dos meus avós, pais, irmãos menores, primos, tios, e colegas de escola.
Tudo passa. O leiteiro, o carteiro, o lenhador, o menino dos pirulitos, a zoada da máquina Singer pregando as sianinhas.
Os banhos, quebrada a frieza, nas tardes do dia a dia. Meu caderno de caligrafia; Meu livro de leitura, meu mata-borrão... Onde estão? Virou lixo, virou chão?

Hoje voltei aos tempos das cadeiras na calçada, das ruas mal iluminadas, e adormeci no colo de Donana.

4 de Outubro




A Quatro de outubro é o Dia dos Animais, a mesma data em que se festeja o dia de São Francisco de Assis. E não é coincidência, pois esse santo é o protetor dos animais. Ele sempre se referia aos bichos como irmãos: irmão fera, irmã leoa. São Francisco de Assis também amava as plantas e toda a natureza: irmão sol, irmã lua... São expressões comuns na fala do santo, um dos mais populares até os nossos dias.

Nascido na cidade de Assis, em 1182, Francisco (quando ainda não era santo) tentou ser comerciante, mas não teve sucesso. Nas cruzadas, lutou pela fé, mas com objetivos individuais de se destacar e alcançar glórias e vitórias.

Até que um dia, segundo contam livros com a história de sua vida, Francisco recebeu um chamado de Deus, largou tudo e passou a viver como errante, sem destino e maltrapilho. Desde então, adotou um estilo de vida baseado na pobreza, na simplicidade de vida e no amor total a todas as criaturas.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/outubro/dia-dos-animais.php

Violeta Parra



Violeta del Carmen Parra Sandoval (San Carlos, 4 de outubro de 1917 — Santiago do Chile, 5 de fevereiro de 1967) foi uma compositora, cantora, artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista daquele país e fundadora da música popular chilena.

Janis Joplin



Janis Lyn Joplin (Port Arthur, 19 de Janeiro de 1943 — Los Angeles, 4 de Outubro de 1970) foi uma cantora e compositora norte-americana. Considerada a "Rainha do Rock and Rol], "a maior cantora de rock dos anos 60" e "a maior cantora de blues e soul da sua geração", ela alcançou proeminência no fim dos anos 60 como vocalista da Big Brother and the Holding Company e, posteriormente, como artista solo, acompanhada de suas bandas de suporte, a Kozmic Blues e a Full Tilt Boogie.

Influenciada por grandes nomes do jazz e do blues como Aretha Franklin, Billie Holiday, Tina Turner, Big Mama Thornton, Odetta, Leadbelly e Bessie Smith], Janis fez de sua voz a sua característica mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 60. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira. Morta em 1970 devido à uma overdose de heroína, Janis lançou apenas quatro álbuns: Big Brother and the Holding Company (1967), Cheap Thrills (1968), I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969) e o póstumo Pearl (1971), o último com participação direta da cantora.

wikipédia

Na Rádio Azul


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dorothy Lamour, com amor te matei, sereia.....José do Vale Pinheiro Feitosa


Dorothy Lamour é uma das mais belas canções do Pessoal do Ceará. Composta por Petrúcio Maia e Fausto Nilo, ambos os conheci nos finais dos anos 60 no ambiente da faculdade de Arquitetura em face da resistência ao arraso que o AI5 nos fizera. O Petrúcio Maia veio ao Crato em 1967 para fazer contatos com os estudantes locais. O Joaquim deve lembrar-se dele: louro, com uma barba rala, magro, recurvado para frente e com um tipo muito desconfiado. O Fausto Nilo logo depois disso foi embora para Brasília onde começou uma das mais importantes carreiras de compositor, igualável em termos de número de gravações, da diversidade dos artistas que cantaram suas canções a Chico Buarque e Noel Rosa. Fausto Nilo fez parceria com um número enorme de músicos, especialmente nordestinos além de ter pertencido à era de ouro do Carnaval Baiano dos anos 70 e 80.

Apologia a Outubro. Por Liduina Belchior.



Assim como cada idade tem seus encantos, todo mês possui os seus. Portanto o nosso Outubro é recheado de datas lindas, que são comemoradas com o mais fino sentimento. Dia 4 é o dia de São Francisco de Assis, que despojou-se de toda sua riqueza material, para ir ao encontro dos pobres, tornando-se um deles. Por amar os animais, conviver e cuidar dos mesmos, neste dia 4 também se comemora o dia deles. Os nossos "irmãos" irracionais. No dia 12 de outubro, celebra-se o dia da Mãe do Brasil: A nossa morena e querida Imaculada Conceição Aparecida, cuja imagem foi encontrada por pescadores na região de Guaratinguetá - São Paulo. Nesta mesma data, comemora-se também o dia das Crianças. Ser humano puro, inocente, em crescimento/desenvolvimento, que por ser pequenino ainda, carece do nosso apoio, do nosso cuidado, do nosso amor e da nossa paciência. A criança do adulto ( a nossa criança interior) nos faz companhia, está sempre por perto e é salutar que vez ou outra fiquemos a sós com ela, deixando vir à tona, toda simbologia do universo infantil. Meditemos sobre cada data e vivenciemos o seu lado espiritual. O mês de outubro é rico em espiritualidade.


Assunto: União Cariri - Convite]
Enviada: 03/10/2011 11:09


Prezados Amigos (as),
A UNIÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CARIRI, convida para a festa anual de confraternização de todos os filhos do Cariri a se realizar no Nautico Atletico Cearense, no dia 5 de novembro de 2011, a partir das 22:00 horas. A festa será animada pela banda Brasa Seis.
Esperamos você.

A DIRETORIA

Os ingressos para o II Encontro da União Cariri já estão a venda.

Contatos:

Wilton Soares(DEDÊ) (85) 9613-3936
José Alexandre:8872.8308
Delano Freitas: 9903.2283
Paceli Luna:8895.9032
Leto Rocha: 9603.0750



Será verdade ??? – José Nilton Mariano Saraiva

Na briga intestina (e mau cheirosa) pelo poder, entre os integrantes do PSB do Ceará (agremiação que abriga atualmente o Excelentíssimo Senhor Cid Gomes, Governador do Estado), a novidade – segundo o ex-presidente (???) do partido, Sérgio Novais - é que o irmão do governador, senhor Ciro Gomes, atualmente desempregado, seria nomeado “consultor político” da agremiação, percebendo um salário de mais de R$ 22.000,00 (vinte dois mil reais) mensais.
Em represália, aliados do Governador acusam o senhor Sérgio Novais de ter sacado da conta bancária do partido mais de R$ 100.000,00 (cem mil reais) sem que se saiba para que.
Será verdade ???
Será ÉTICO E MORAL tudo isso ???

o jardineiro

Trata bem das tuas plantinhas.
Não te esqueças de lavar as raízes.

Se de fato vais mesmo plantá-las
então muda a água do jarro.

Não as deixes afogadas
em uma água turva.

Se cultivas plantinhas
não esqueças -

troca a areia,
muda a água,
faz nelas
cafunés.

Não as deixes solitárias
de pé, em um terreno árido
ou afogadas em água lodosa.

Afaga tuas plantinhas.
Apara os cabelos delas.

Não as deixes furiosas.
Sob toda fúria há tanta tristeza.

Vai à tua varanda,
conversa com tuas plantinhas.

Não as ouves?

Precisas de uma gota de amor
dentro de cada ouvido.

Nega Maluca


* Ingredientes
* 3 ovos
* 1 e 1/2 xícara ( chá ) de açúcar
* 2 xícaras ( chá ) farinha de trigo
* 1 xícara ( chá ) de chocolate em pó ou achocolatado
* 1/2 xícara ( chá ) de óleo
* 1 colher ( sopa ) de fermento em pó
* 1 pitada de sal
* 1 xícara ( chá ) de água quente

* Cobertura:
* 4 colheres ( sopa ) de leite
* 1/2 xícara ( chá ) de chocolate em pó
* 1 colher ( sopa ) de manteiga
* 1 xícara ( chá ) de açúcar


* Modo de Preparo

1. Bata os ovos com o açúcar, óleo, achocolatado e farinha, depois adicione a água quente e por último o fermento em pó
2. Asse em forno com temperatura média por 40 minutos, desenforme quente

1. Cobertura:coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo até que levante fervura, despeje ainda quente em cima do bolo

1. Informações Adicionais A receita pode ser preparada também no microondas em forma própria para esse forno. O tempo de espera é de 7 a 9 minutos na potência alta. Aguarde 20 minutos e desenforme
Uma cobertura de brigadeiro também fica divina.

 info@tudogostoso.com.br.





Minhas notícias...


Embora costume fazer registros de comportamentos, músicas e filmes de outros tempos, tenho absoluta consciência do meu presente, e sei desfrutá-lo.
Ontem foi um dia especial. Depois de muito tempo reenfrentei a estrada numa pequena viagem. Fui desenvolvendo a velocidade e consegui , com segurança, atingir a média de 80 km/h. Na chegada, o encontro com a única tia que me resta: Auri Moreira Montoril. Reconheceu-me  de imediato. Vacilou, quando achou que o Victor era meu marido. Mas falamos dos seus pais (meus avós), como se eles ainda existissem.
Estou num processo de fechamento ou mudança de ciclo, assumindo o time dos mais velhos da família.
A gente nunca imagina o quanto de felicidade, sentimento, emoção, e até solidão, existe numa linda senhora de 92 anos... Até visitá-la!
Estou com o coração leve, e muito feliz!
Até muito em breve, tia Auri!

EMILINHA BORBA- por Norma Hauer


´ASSIM SE PASSARAM 6 ANOS...
E ela partiu em 3 de outubro de 2005

Antes foram 10, mais 10, mais 10... Viver seu tempo, foi viver a mais bonita e alegre fase de nossa musica popular e de nosso rádio.

ESTA CANÇÃO
NASCEU PRÁ QUEM QUISER CANTAR
CANTA VOCÊ,CANTAMOS NÓS ATÉ CANSAR..
É SÓ BATER...
E DECORAR...
PARA RECORDAR
VOU REPETIR O SEU REFRÃO
PREPARE A MÃO...
BATA OUTRA VEZ ...
ESTE PROGRAMA PERTENCE A VOCÊS...

É a Rádio Nacional.
É o Programa César de Alencar que vai começar; as filas já têm início na Praça Mauá para que tenhamos lugar naquele auditório onde o frenesi toma conta de todos nós, sejamos o "povão", sejamos de todas as camadas sociais, sejamos os que querem se divertir ouvindo as bonitas interpretações da "Favorita da Marinha, a eterna Rainhja do Rádio, a querida EMILINHA BORBA. Ah, como era bom o rádio em sua fase de ouro!...

E o carnaval ?
"Chiquita bacana, lá da Martinica,
Se veste com uma casca de banana nanica..."

Tomara que chova, três dias sem parar..."

E lá se vai Emilinha Borba e seu séqüito de fãs sinceras, acompanhando-a em qualquer parte onde se apresenta.

"Uma vez lá em Cuba, dançando uma rumba,
Disseram que eu era...Escandalosa!"

É um carnaval que não volta mais: começava nos cassinos e foi em um cassino que
Emilinha desabrochou para o canto. Emilinha, entretanto era quase uma menina, mas já prometia ser um ícone de Virgem, seu signo de nascimento. Talvez isso a tenha tornado um ídolo popular. Em seu primeiro disco seu nome nem sequer consta da etiqueta. Cantou com Nilton Paz:

"Ioiô dá o braço p'ra Iaiá,
Iaiá dá o braço p'ra Ioiô.
O tempo de criança já passou, oi,
Pirulito que bate bate,
Pirulito que já bateu...
Quem gosta de mim é ela,
Quem gosta dela sou eu.

E aquela voz feminina, quase infantil, que "dialogava" com Ioiô. De quem era?

Era de Emilinha Borba!

Passou a ser a "Favorita da Marinha", tendo como seus fãs marinheiros e fuzileiros navais; mas também as "meninas", que os invejosos denominavam "macacas de auditório", não a abandonavam. Para elas, que todos os sábados se acotovelavam para ingressar na Rádio Nacional, Emilinha era a única. Do outro lado, Marlene era sua rival. Isso dentre suas fãs, porque as duas eram amigas. Quem não era fanático por uma, ou outra, apreciava ambas. Emilinha partiu antes, mas ambas são imortais, ambas marcaram nosso carnaval e também o então chamado "meio de ano", quando Emilinha cantava "Se queres Saber";"Dez Anos";"Cachito", alguns baiões...

"Paraíba masculina,
Mulher macho sim senhor..."

Nos últimos anos, sentindo que o povão deixava de ser personagem para ser espectador no Carnaval, passou a apresentar-se no tablado que a Prefeitura voltou a montar na Cinelândia (Cinelândia?) onde todos têm sua vez.

O de 2005 foi o derradeiro.

Da Cinelândia, da mesma Câmara dos Vereadores ela partiu a 3 de outubro de 2005, para a viagem sem volta, depois de venerada pela última vez antes de se tornar UMA
SAUDADE.

Norma

ORLANDO SILVA- Norma Hauer


O dia era 3 de outubro, o ano 1915 ; nessa data nasceu um dos maiores fenômenos da música popular de nossa terra: ORLANDO SILVA.
Desde suas primeiras gravações já deixou sua marca. Estreou na extinta Rádio Cajuti, levado por Francisco Alves que, em 1934, tinha um programa na emissora. Chico Alves apoiou-o logo de saída para que ele "derrubasse" o prestígio de Silvio Caldas, por ter a voz semelhante à de Sílvio. Só que ele surpreendeu: não só passou a ter mais prestígio que Sílvio, como até Chico Alves "balançou" com o fenômeno ORLANDO SILVA.
Suas primeiras gravações na RCA Victor foram duas composições de Cândido das Neves:"Lágrimas" e "Última Estrofe". Antes, gravara na Colúmbia um “gingle” para o lançamento do "Chope da Brahma", exatamente com esse título e da autoria de Ari Barroso. É... muito antes de Zeca Pagodinho, um cantor então iniciante fez apologia da Brahma . Embora os tempos fossem outros (não havia televisão) o lançamento foi
um sucesso. Estreando, em seguida, na Victor, Orlando gravou aquelas composições de Cândido das Neves e, em seguida, "No Quilômetro 2". A Victor, como se tratava de um cantor novo, fez mais fé neste samba, lançando-o primeiro no mercado discográfico. Só que sua interpretação nas músicas de Cândido das Neves mostraram sua grande sensibilidade como cantor e apareceram mais do que "No Quilômetro 2".
Foi, porém, com "Lábios que Beijei", de J.Cascata e Leonel Azevedo" que ele ficou conhecido em todo o Brasil como "O Cantor das Multidões", cognome que lhe foi dado por Oduvaldo Cosi depois de uma apresentação sua no Largo da Concórdia, em São Paulo.
Quase tudo que Orlando Silva gravou foi sucesso, tanto no terreno romântico, como no carnaval

O dia era 3 de outubro, o ano 1915 ; nessa data nasceu um dos maiores fenômenos da música popular de nossa terra: ORLANDO SILVA.
Desde suas primeiras gravações já deixou sua marca. Estreou na extinta Rádio Cajuti, levado por Francisco Alves que, em 1934, tinha um programa na emissora. Chico Alves apoiou-o logo de saída para que ele "derrubasse" o prestígio de Silvio Caldas, por ter a voz semelhante à de Sílvio. Só que ele surpreendeu: não só passou a ter mais prestígio que Sílvio, como até Chico Alves "balançou" com o fenômeno ORLANDO SILVA.
Suas primeiras gravações na RCA Victor foram duas composições de Cândido das Neves:"Lágrimas" e "Última Estrofe". Antes, gravara na Colúmbia um “gingle” para o lançamento do "Chope da Brahma", exatamente com esse título e da autoria de Ari Barroso. É... muito antes de Zeca Pagodinho, um cantor então iniciante fez apologia da Brahma . Embora os tempos fossem outros (não havia televisão) o lançamento foi
um sucesso. Estreando, em seguida, na Victor, Orlando gravou aquelas composições de Cândido das Neves e, em seguida, "No Quilômetro 2". A Victor, como se tratava de um cantor novo, fez mais fé neste samba, lançando-o primeiro no mercado discográfico. Só que sua interpretação nas músicas de Cândido das Neves mostraram sua grande sensibilidade como cantor e apareceram mais do que "No Quilômetro 2".
Foi, porém, com "Lábios que Beijei", de J.Cascata e Leonel Azevedo" que ele ficou conhecido em todo o Brasil como "O Cantor das Multidões", cognome que lhe foi dado por Oduvaldo Cosi depois de uma apresentação sua no Largo da Concórdia, em São Paulo.
Quase tudo que Orlando Silva gravou foi sucesso, tanto no terreno romântico, como no carnaval

Já com "Rosa" aconteceu algo que só anos mais tarde chegou ao conhecimento do público.Essa também era uma música dos anos 10, que não tinha letra. Orlando, achando-a lindíssima, pediu a Pixinguinha para gravá-la. E o fez, aparecendo no disco somente o nome de Pixinguinha. Mas...aí surge Paulo Tapajós, um dos maiores pesquisadores de música popular que este país já teve. Paulo, entrevistando Pixinguinha para um depoimento no Museu da Imagem e do Som, perguntou-lhe "Pixinga, você não é letrista, quem compôs a letra de "Rosa"? Pixinguinha confessou que foi um rapaz modesto (Octavio de Souza), que já falecera e que trabalhara nas oficinas da Central do Brasil, ali, onde hoje é o "Engenhão".
Só a partir daí ficou-se sabendo o nome do letrista de uma das mais bonitas letras
que fizeram parte de nossa música. E isso graças a Paulo Tapajós.
Não sei se esses casos constam de algum site sobre ORLANDO SILVA ou sobre Pixinguinha, mas o caso de "Rosa" ouvi-o do próprio Paulo Tapajós

Ainda sobre a música "Rosa", gostaria de informar que essa era a de que mais sua mãe gostava. Depois de seu falecimento, Orlando não podia cantar essa melodia sem chorar. Ele era muito sentimental e adorava sua mãe. Assim era difícil, para ele, cantar "Rosa".
Só para citar, algumas gravações de Orlando que marcaram muito sua carreira: "Nada Além" e "Enquanto Houver Saudades", ambas de Mário Lago e Custódio Mesquita (as primeiras da parceria);"Súplica"(aquela, cuja letra não tem rima); "Caprichos do Destino"; "Por quanto Tempo ainda";"Dá-me tuas Mãos"; "Por Ti"; "Uma Lágrima, uma Dor, uma Saudade"; "Lágrimas de Rosa"; "Página de Dor"; "Apoteose do Amor"; "A Jardineira"; "O Pranto Meu Ninguém Vê"; "Cidade Brinquedo" e "Cidade Mulher"(ambas exaltando o Corcovado): "O Meu Pranto Ninguém Vê"... estas últimas para os carnavais nos quais ele era sempre o mais ouvido.

A data de seu falecimento (7 de agosto) foi seguida à do Papa Paulo VI (dia 6). Assim, a cidade amanheceu de luto, como é comum acontecer quando morre um chefe de estado. Que aconteceu?
O féretro de Orlando deixou a sede do Flamengo, no Morro da Viúva, onde foi velado, seguido de um séquito de fãs, admiradores e jornalistas, para o Cemitério de São João Batista.
Do alto do Morro do Pasmado, a bandeira a tremular a meio pau, mais parecia uma homenagem a ORLANDO SILVA.
Hoje seu corpo encontra-se no Cemitério de São Francisco Xavier, para onde foi trasladado por ordem de sua esposa Lourdes, que por sinal faleceu pouco tempo depois.

Só para lembrar, a letra de seu primeiro grande sucesso:

LÁBIOS QUE BEIJEI

Lábios que eu beijei,
Mãos que eu afaguei
Numa noite de luar assim.
O mar na solidão bramia
E o vento a solicitar pedia,
Que fosses sincera para mim.

Nada tu ouviste
E logo partiste
Para os braços de outro amor.
Eu fiquei chorando,
Minha mágoa cantando
Com a estátua perenal da dor.

Passo o dia soluçando com meu pinho
Carpindo a minha dor sozinho
Sem esperança de vê-la jamais...
Deus, tem compaixão deste infeliz.
Porque sofrer assim ?
Compadecei-vos de meus ais.

Tua imagem permanece imaculada
Em minha retina cansada
Por chorar por teu amor.
Lábios que beijei,
Mãos que eu afaguei
Volta, dá lenitivo a minha dor

Norma

domingo, 2 de outubro de 2011

Essa é pra dançar ou lembrar?

Um achado, nas alegrias do passado


Orlando Silva


Orlando Garcia da Silva nasceu no Rio de Janeiro em 03 de Outubro de 1915, desde pequeno gostava de cantar, mas nunca chegou a estudar música ou canto. Em 1934, o compositor Bororó  se apresentou a Francisco Alves, que o convidou a cantar em seu programa na Rádio Cajuti. Nesse mesmo ano gravou seu primeiro disco, na Columbia. em 1954 conquistou o titulo de Rei do Rádio. Nessa mesma época, fazia o programa Doze Badaladas. Em 1955 voltou a Odeon, permanecendo até 1959, e reconquistou a popularidade com o lançamento do LP Carinhoso.

A Poesia de Geraldo Urano


a fera ronda pobres e ricos
quer estrangular paramaribo
alcançar vênus e marte
abrir um precipício
oferece-me ouro e fama
uma jovem bonita
eu corro para santana
conto as coisas a um velho amigo

a fera não dorme
nem de dia nem de noite
engolindo estrelas ela vai marchando
um azul triste no céu
um verde triste no mar
uma flor soluça
no coração de gibraltar

não venha a mim
sou uma pequena alegria
uma escada curta
uma nuvem como as outras
no céu da tarde
não venha a mim
sou apenas um tocador de gaita
uma flor da água
um cisne procurando a palavra
você sabe
não é qualquer um
que traz os sinais
mas um especialmente
tem muita gente nervosa
com as cores do mar
eu sou apenas um gaiteiro

Leila Diniz, uma mulher inesquecível - Por : Rosa Guerrera



Bonita, sensual, provocante, rebelde, corajosa e talentosa atriz Leila Diniz revolucionou os anos 70 no mundo feminino brasileiro.Conhecida como a mulher defensora do amor livre e do prazer sexual , Leila rompeu conceitos e tabus então existentes , através de suas idéias e atitudes .Nascida em Niterói no ano de 1945 , muito jovem formou-se no magistério e foi ser professora primária num subúrbio carioca, casando logo após com o cineasta Domingos de Oliveira, surgindo assim a oportunidade de ingressar no teatro e em tele novelas. Separada depois de 3 anos do marido , Leila ingressou no cinema , tendo participado de 14 filmes .Sempre foi uma mulher que apesar de muito jovem , era considerada por muitos por sua ousadia e por detestar convenções , como um mito de liberdade feminina.Foi criticada, difamada , chamada de “vulgar” por homens e mulheres da época , principalmente quando se deixou fotografar grávida de oito meses, usando um biquíni numa praia carioca. Sempre se considerou uma mulher de atitude, e sem constrangimento dizia um palavrão ou falava de sua vida pessoal. Deu entrevistas marcantes á imprensa e jamais se importou em causar qualquer tipo de recriminação fosse de quem fosse.Casada pela segunda vez com Ruy Guerra , Leila apaixonou o mundo cinematográfico e teatral com o seu talento e o seu jeito sincero de ser. Numa entrevista concedida ao Pasquim , Leila disse uma frase que então lhe trouxe sérios problemas de censura.Ao ser questionada sobre o amor , Leila proferiu a seguinte frase , considerada então “vergonhosa” para a época : “Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo.”..... Sua trajetória pela vida infelizmente foi bastante curta.Morreu num desastre aéreo no dia 14 de junho de 1972, quando voltava de uma viagem a Austrália aos 27 anos de idade, deixando uma filhinha de nome Janaina, que foi criada pelo casal Chico Buarque de Holanda e Marieta Severo seus maiores amigos. Sua rebeldia, seu talento, a sua defesa em favor do amor livre e seus palavrões jamais serão esquecidos.Leila Diniz foi e será para sempre o símbolo da mulher livre . Minha homenagem a sua luta e as suas conquistas.


rosa gurrera

Rainer Maria Rilke


O torso arcaico de Apolo

Não conhecemos sua cabeça inaudita
Onde as pupilas amadureciam. Mas
Seu torso brilha ainda como um candelabro
No qual o seu olhar, sobre si mesmo voltado

Detém-se e brilha. Do contrário não poderia
Seu mamilo cegar-te e nem à leve curva
Dos rins poderia chegar um sorriso
Até aquele centro, donde o sexo pendia.

De outro modo erger-se-ia esta pedra breve e mutilada
Sob a queda translúcida dos ombros.
E não tremeria assim, como pele selvagem.

E nem explodiria para além de todas as fronteiras
Tal como uma estrela. Pois nela não há lugar
Que não te mire: precisas mudar de vida.

(Tradução: Paulo Quintela)



Ah, Se Eu Pudesse
Composição: Roberto Menescal E Ronaldo Bôscoli
Ah!, se eu pudesse te buscar sorrindo
E lindo fosse o dia, como um dia foi
E indo nesse lindo, feito para nós dois
Pisando nisso tudo que se fez canção

Ah!, se eu pudesse te mostrar as flores
Que contam suas cores para a manhã que nasce
Que cheiram no caminho quem falasse
As coisas mais bonitas para a manhã de sol

Ah!, se eu pudesse, no fim do caminho
Achar nosso barquinho e levá-lo ao mar
Ah!, se eu pudesse tanta poesia
Ah!, se eu pudesse, sempre, aquele dia

Ah!, se eu pudesse te encontrar serena
Eu juro, pegaria sua mão pequena
E juntos vendo o mar
Dizendo aquilo tudo, quase sem falar

Pérola da MPB_ composição de Roberto Menescal e Aldir Blanc


Eu e a música
Roberto Menescal e Aldir Blanc

All the way be free, you should care for me
Dreaming day by day, eu acho essa papo todo okay
Por que tenho mil canções na alma

Canto em cabaret, muito tenderly, only you and me
Lições que eu aprendi com a Sapoti
Meu som viaja numa boa de Las Vegas até Piraí
Não esqueci que na platéia quando chove
Não pinta nem The man I Love
E então num tempo triste o coração
Ameaça desistir e eu digo: Cara, I know
É tudo uma questão de calma, Body and Soul
Fica firme aí e Never Let Me Go
Essas coisas são parte do show

All the way be free, you should care for me...

Não esqueci que se a platéia está demais
The Man I Love Round Midnight
Do bar tem olhos só pra mim
Eu sou a maior, eu sou Sara "Von"
Eu não tenho fim
E o refletor parece o sol
Iluminando a estrela Unforgetable

It is wonderful ser Lady Singing The Blues
Ah! Eu quero morrer no calor dessa luz
Eu me sinto feliz
De poder transmitir
O abraço do Menescal e do Aldir

Cris Delanno e Roberto Menescal: bom demais!


TODO PONTO DE VISTA É A VISTA DE UM PONTO

TODO PONTO DE VISTA É A VISTA DE UM PONTO

Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura.
A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.
Sendo assim, fica evidente que cada leitor é coautor. Porque cada um lê e relê com os olhos que tem. Porque compreende e interpreta a partir do mundo que habita.

(trecho extraído de querência de Mckenie/Padula, Sossego. MG. Verão de 1997)

Curtas. Liduina Vilar

Janelas abertas à natureza
convidando a brisa, as aves e as flores,
a adentrarem com toda realeza,
e harmonizarem o espaço com seus valores.

sábado, 1 de outubro de 2011

Encontro Caririense da SOBRAMES


A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores estará realizando, de 07/10/2011 a 09/10/2011 , o Encontro Caririense da SOBRAMES - Ceará. No Crato a vasta Programação ocorrerá no próximo dia 08/10 ( Sábado), no Salão de Atos da Urca , segundo Programação abaixo.

Sala C r a t o



08 de outubro , Sábado



09:00-10:00hConferências: “Dr. Leão Sampaio – o Homem que não aprendeu a dizer não”


“O Cariri no Contexto do Ceará”


Presidente: Dr. Vladimir Távora Fontoura Cruz


Palestrante: Dr. Napoleão Tavares Neves



10:00-10:15h - Cafezinho



10:15-11:15h - Temas Livres


Presidente: Dr. José Luciano Sidney Marques


Secretário: Dr. Paulo Ronalth Peres Melo



11:15-12:00h – Palestra: Ariano Suassuna: Vida e Obra


Presidente: Dr. Antonio Tomaz Ribeiro Ramos


Palestrante: Dra. Fátima Calife (PE)



12:00-14:00h – Almoço livre.



14:00-15:45hTemas livres


Presidente: Dr. Vanius Meton Gadelha Vieira


Secretária: Dra. Auxiliadora Vieira Mota



15:45-16:00h - Cafezinho



16:00-17:00hConferência: “Padre Cícero”.


Presidente: Dr. José Maria Chaves


Conferencista: Dr. Wellington Alves de Souza



17:00-18:00h Palestra: “Zé de Matos e o Universo da Poesia Popular Caririense no Século XIX”.


Presidente: Dra. Celina Côrte Pinheiro de Sousa


Palestrante: Dr. José Flávio Vieira



Noite Livre


Participe !

Fim de semana... "xô, estresse" - José Nilton Mariano Saraiva

BALINHAS DE MENTA: A freira estava andando pela rua quando de repente uma loira lhe ofereceu carona. Muito agradecida, ela aceitou e entrou no carro. Uma reluzente Ferrari vermelha com banco estofado de couro e reclinável, ar condicionado, televisão, o escambau... - Que belo carro a senhora tem! - comentou a Irmã. - Deve ter trabalhado ardentemente para tê-lo comprado, não é mesmo? - Não foi bem assim não, Irmã! - Respondeu a loira - Na verdade eu ganhei de um empresário que dormiu comigo por um tempo!!! A freira fica um pouco chocada, mas não diz nada. Então ela olha para o banco traseiro e vê um belo casaco de vison, só disponível nas melhores boutiques de Paris: - O seu casaco de peles é muito bonito! Deve ter custado uma fortuna, hein? - Na verdade não me custou nadica de nada, diz a jovem. Ganhei por causa de algumas noites que eu passei com um jogador de futebol!!!. Então a freira não falou mais nada, emudeceu, calou, silencio total durante toda a viagem. Chegando ao convento ela foi para os seus aposentos tomar um revigorante banho quente... quando, de repente, alguém bate na porta. - Quem é? - pergunta ela do banheiro. - Sou eu! Padre Afonso! Ela sai do banho, veste o seu roupão, vai até a porta e diz: - Quer saber de uma coisa? Vai te fuder, seu FDP !!! Você e suas balinhas de menta!!! Liso miserável !!!
IGREJA CHIQUE: Naquela igreja chique, daquele bairro chique, naquela chique e próspera cidade do interior, aquela dondoca chique vai se confessar: - Padre, eu pequei. O senhor me conhece, sabe que nunca traí o meu marido. Acontece que apareceu aqui na cidade um homão lá da capital, um pedaço de mau caminho. O senhor sabe, né? A carne é fraca... O padre passa-lhe um sermão e como penitência manda que ela deixe uma oferta de duzentos reais para as obras da igreja. Logo depois, uma outra madame vem com a mesma história a respeito do tal galã da capital. Novo sermão e a penitência sobe para quinhentos reais de contribuição para as obras da igreja. E nos dias seguintes foi uma verdadeira romaria no confessionário, sempre com socialites que haviam chifrado os maridos com o forasteiro bonitão. E o padre estipulando a penitência, em forma de grana, muita grana...mais, sempre mais. Depois de uma semana de tanta penitencia, o padre já ia dizendo à pessoa que acabara de ajoelhar-se no confessionário: - Pode falar, minha filha: cometeu adultério como o tal garanhão. Foi aí que uma voz masculina o interrompeu, bruscamente: –Não, padre, eu sou o próprio ! O tal garanhão ! – Ah, meu filho, é você. Já sei, arrependeu-se e resolveu confessar os seus pecados, não é? - Não, senhor, padre, tô fora! Vim só avisá-lo que se quiser continuar com essa vidinha mansa terá que me dar a Ferrari vermelha que o senhor acaba de comprar e mais 50% do valor das penitências...senão eu mudo de paróquia. Viraram sócios. Foi a partir daí que nasceu a tal da "rachadinha".
RESSARCIMENTO: O sujeito chega para o padre e pergunta:-Padre o senhor acha correto alguém lucrar com o erro dos outros?-É claro que não meu filho!-Então me ressarce a grana que eu te paguei pra fazer meu casamento, e o batizado dos meus dez filhos, seu espertinho.
SEXO ANTES DO CASAMENTO: Perguntaram pro padre: - Padre, o que você acha do sexo antes do casamento? - Se não atrasar a cerimônia, podem usar até a sacristia!!
UMA COCA E DOIS BISCOITOS: O padre estava dando confissão. Já cansado da mesma ladainha de sempre, tinha pregado dentro do confessionário uma lista com todos os pecados possíveis e imagináveis com as correspondentes penitências. Então, quando chegava o fiel e dizia: - Padre, traí minha mulher – ele nem titubeava; olhava a lista, procurava adultério e vendo ao lado a devida penitencia, respondia: - Quatro Pai-Nosso e dez Ave-Marias! Um dia, no meio dessa lenga-lenga, deu nele uma vontade imensa de ir ao banheiro, “arriar a massa”, descarregar o pirão. Não tinha solução. Tinha que sair dali de qualquer maneira, urgente, se possível voando. Como a fila de fiéis para confissão estava imensa, ele abriu a porta do confessionário, chamou o faxineiro da igreja que estava por ali e pediu que este ficasse no seu lugar. Era simples, disse o padre: -Basta você escutar o pecado, procurar a penitencia, e dizê-la ao fiel e pronto! O faxineiro ficou ali escutando. Vinha um e dizia: - Padre, roubei dinheiro na minha empresa! O faxineiro pensava:"Vamos ver quanto o padre dá pra “roubo". Procurava na lista e respondia: - Meu filho, reze seis Pai-nosso e Cinco ave-maria. Vá em paz !!! Outro entrava e dizia: - Padre, dei porrada na minha mulher. O faxineiro pensava: Vamos ver quanto o padre dá pra “porrada na mulher". Procurava na lista e respondia: - Meu filho, reze oito Pai-Nosso e dez Ave-maria. Vá em paz !!! Até que chegou um, mais apreensivo, que disse: - Padre, padre, fiz “sexo oral” com minha mulher!!! O faxineiro procurou na lista e não achou nada sobre sexo oral. Não sabendo o que fazer, abre a porta do confessionário e pergunta pro coroinha que esta por perto: - Ei, Edgarzinho, você sabe quanto o padre dá pra sexo oral??? Ao que o menino responde: - Essa é fácil, fácil. Tô acostumado de ganhar: uma Coca-Cola e dois biscoitos !!!!

"Óleo de peroba" - José Nilton Mariano Saraiva

Era previsível e por isso mesmo cantamos a pedra, com convicção, em postagem de ontem (Cacete: lá e cá): o Governo do Ceará (através dos aliados da Assembléia Legislativa Estadual) publica nesta data nos principais jornais de Fortaleza, matéria paga, de página inteira (alguém, aí do outro lado da telinha, tem idéia de quanto custa o espaço de toda uma página, num jornal de grande circulação ??? certamente que um preço escorchante e proibitivo, pois não ???) tentando justificar a criminosa agressão da Polícia Militar do Ceará aos professores que reivindicavam, passivamente, melhorias salariais. Como se sabe, a deprimente ocorrência teve como palco as próprias dependências internas daquela “casa do povo” e as imagens, além de veiculadas em horário nobre pelo principal telejornal do Brasil (dessa vez não puderam abafar), ganharam também o mundo, via Internet.
Através da matéria hoje veiculada (sem assinaturas), numa completa e estapafúrdia inversão de valores a “Mesa Diretora” daquela Casa tira o braço da seringa ao tentar transferir a “...pessoas alheias ao funcionamento da Casa e infiltradas no seio da categoria do magistério” a responsabilidade pela ocorrência lamentável e grotesca, quando as imagens mostram, sim, que os excessos foram cometidos pela Polícia Militar do Ceará, que os feridos são professores e que o sangue jorrou, e em profusão.
Esquece de informar, entretanto, a “Mesa Diretora”, que além das pauladas, socos e pontapés recebidos, os professores foram agraciados, em seguida, com um “mimo” extra: a aprovação, sem choro nem vela, imposto de cima pra baixo pelo Governo do Estado, do reajuste salarial (rebaixado) contra o qual se insurgiram e daí a luta e a greve dos barnabés.
E “Sua Excelência” (o Governador do Estado) ainda tem a desfaçatez de aparecer na telinha tecendo loas e jogando confetes à sua política educacional. Haja “óleo de peroba” pra tanta cara de pau.

Recebido por e-mail


www.ctarvoredavida.com.br / Resp.SocioAmbientalCultural
PAHL - Plano de Ação de Humanos Livres

"É uma coisa muito útil estar apto a combinar a ternura do Amor com a
austeridade do dever.
A nova vida não será acovardada por oposições.
Ela não será acovardada por um jugo, mas dará largura a receptividade.
É tempo de conhecer o planeta e apoiá-lo.
As pessoas não podem ser acalentadas calculando quantos anos ainda há
antes que o sol esteja extinto.
Um grande número de variadas condições pode transtornar todos os cálculos.
Um ser ávaro tem um selo em sua face.
Este ser não está ligado ao coração.
E para o ser ávaro, o mundo sutil é somente uma fonte de tormentos e dúvidas".
Do livro : Comunidade - Fundação Avatar - 1926

"O segredo da manifestação é desapegar-se da necessidade de manifestar algo.
Quando há intenção desapegada - podemos criar tudo."

Alfajor Argentino



Ingredientes

Massa:

- 250 g de manteiga
- 1 xícara (chá) de açúcar (160 g)
- 3 gemas
- 2 ½ xícaras (chá) de amido de milho (250 g)
- 1 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo (180 g)
- ½ xícara (chá) de Cacau em Pó (36 g)
- 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
- 1 colher (chá) de fermento em pó
- 1 colher (café) de aroma de baunilha
- 1 colher (sopa) de conhaque
- raspas de 1 limão

Recheio:

- 400 g de doce de leite pastoso
- 1 colher (sopa) de conhaque

Cobertura:
- 750 g de Cobertura de Chocolate Branco picado

Modo de Preparo

1. Prepare a massa: bata a manteiga e o açúcar e, sem parar de bater, acrescente as gemas uma a uma, até obter um creme esbranquiçado e leve. Acrescente então o amido de milho, a farinha, o cacau, o bicarbonato, o fermento, o aroma de baunilha, o conhaque e as raspas de limão. Misture até formar uma massa homogênea, cubra com filme plástico e leve à geladeira por cerca de 10 minutos.

2. Polvilhe uma superfície limpa e seca com farinha de trigo e abra a massa com a ajuda de um rolo até ficar com uma espessura de 3 mm, como massa de biscoito. Corte a massa em quadradinhos de 2,5 cm. Acomode-os em uma assadeira untada e enfarinhada. Preaqueça o forno a 180ºC e asse por cerca de 15 minutos ou até começar a dourar. Retire do forno e com a ajuda de uma espátula, coloque os quadrados sobre uma grelha para esfriar.

3. Para o recheio, reduza o doce de leite: coloque-o em uma panela e leve em fogo médio mexendo sempre, para não grudar, por 5 minutos ou até que o doce esteja bem firme. Junte o conhaque e mexa bem. Espalhe o recheio sobre a massa fria e, em seguida, feche-a, formando uma espécie de "sanduíche".

4. Cobertura: derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas, na potência média por cerca de 4 minutos, mexendo na metade do tempo. Transfira para um outro refratário limpo e seco, coloque este sobre uma travessa com água fria. Mexa continuamente, resfriando-o por igual. Você saberá o ponto certo para banhar quando colocar uma porção de chocolate sob os lábios e sentir que ele está "frio". Com o auxílio de um garfo, mergulhe cada alfajor no chocolate temperado, escorra os excessos e leve à geladeira por 5 a 10 minutos, o suficiente para secar. Sirva em seguida ou guarde envoltos em celofane ou filme plástico. Conserve os alfajores em lugar fresco e arejado.


Fonte: Garoto

Recbido por e-mail


A revolta do Ipê

Um Ipê Amarelo foi cortado e seu tronco foi transformado em um poste.
Após o poste ser fincado na rua, foram instalados os fios da rede elétrica.
Eis que a árvore se rebela contra a maldade humana e resolve não morrer.
Mas a reação foi pacífica, bela e cheia de amor.
Rebrotou e encheu-se de flores.

Assim é a natureza…vencedora !

Porto Velho – Rondônia – Brasil

Clausura - Por Rejane Gonçalves



Fiquei guardado dentro das paredes redondas sem ver o mundo e descobri que, por mais que me pusesse na ponta dos pés aguacentos, os tijolos estariam ainda a um palmo acima de mim.
Antes do confinamento, uma camada de lama fina, mingau ocre, por vezes vermelho, marrom, estagnava-se ao meu redor e não ligava a mínima para minhas intromissões em seus domínios. Eu podia brincar com as flores do cajueiro, que despregadas pelo vento, deslizavam naquela gelatina escura, andar sobre ela, ou até entrar nela, mexê-la para lá e para cá como se eu fosse uma colher de pau a desandar um angu.
Desenvolvi nesse tempo um apurado senso de observação, que me fazia saber de imediato a quem pertencia o pé que deixara suas marcas nas margens já meio endurecidas da lama, se era de homem ou de mulher, se andava apressado ou devagar. Houve dias em que nomeei, com todas as letras, o dono ou a dona do pé. Tornei-me com a anuência de todos um profundo conhecedor de pegadas.
Meu olho tem cílios que se expandem, muitas vezes ultrapassam a fina camada de lama e desenham um círculo azulado e lacrimoso em torno dela. Do alto, é como ver um ovo a fritar, quebrado numa frigideira, a gema no centro, a clara densa, derramada por sobre a gema e por todos os lados, um lençol que embora cumprisse a sina de cobrir, o fizesse com transparências.
Quando recolho os cílios, deixo nos lugares, por onde eles se estenderam, berços de umidade que podem servir de nascedouro e abrigo às plantinhas diáfanas, às penugens verdes que farão cócegas nos pés das mulheres que se debruçam sobre mim e abrem minhas pestanas, para ver se estou vivo ou morto. Elas seguram pequenas panelas arredondadas, mergulham essas panelas dentro de mim, uma, duas, três, várias vezes. Dias há em que são muitas as mulheres. Não me dão descanso. Nem me sobra um tempo para fechar e abrir o olho, umedecê-lo, descansá-lo. Depois da saída da última mulher eu fico parado, me privo de qualquer movimento, evito a formação de bolhas, fujo das ondulações. Sereno. Porque me assalta o pavor do olho seco. Um olho precisa estar molhado, disto eu bem sei, nem que seja à custa de colírios.
Desde que fiquei preso no meio desse muro redondo, não tenho mais contato com a lama, não afago as flores empapadas do cajueiro e quase mulher nenhuma, ou mesmo homem me procuram. Ao terminar a construção da pequena muralha, os operários tocaram-me com o respeito próprio dos devotos e no meio deles um, que parecia chinês, não parava de fazer reverências, de sorrir, em frente à ponta da muralha que se unira com unhas e dentes à outra ponta. Estava finalmente concluída. E eu protegido. Preservado.
No meio da mata silenciosa, viúva de tantos animais, semi-vestida, cada dia mais nua, eu era apenas um olho. Um olho d’água. Livre.


Rejane Gonçalves

Alcides Gonçalves - por Norma Hauer



Ele nasceu em Porto Alegre a 1º de outubro de 1908.
E quem é ALCIDES GONÇALVES ? Músico e compositor, nasceu e faleceu em Porto Alegre, mas durante alguns anos fez parte da Orquestra da Rádio Nacional, aqui no Rio de Janeiro, para onde veio em 1939 e também da de Radamés Gnatalli, no Copacabana Palace.

Suas composições não foram em grande número, mas marcaram sucessos aqui no Rio, principalmente na voz de Francisco Alves, que gravou "Cadeira Vazia"

"entra meu amor, fica à vontade
e diz com sinceridade,
o que deseja de mim..."

ou ainda
"Quem há de dizer,
que quem vocês estão vendo
naquela mesa bebendo
é meu querido amor...;

ou mesmo "
"vocês estão vendo aquela mulher de cabelos brancos,
vestindo farrapos, calçando tamancos..."

Mas isso não é de Lupicínio Rodrigues? É ! Alcides Gonçalves foi para Lupicínio o que Vadico foi para Noel Rosa, Alberto Ribeiro para Braguinha, ou Otávio de Souza para Pixinguinha: O PARCEIRO NUNCA CITADO.
Mas estão lá, também são parte da história de algumas músicas daqueles compositores.

Com "Triste História", ao lado de Lupicínio, Alcides Gonçalves venceu um concurso realizado pela Prefeitura de Porto Alegre. A primeira composição da dupla, entretanto, foi "Pergunta a Meus Tamancos".

Depois de alguns anos aqui no Rio de Janeiro, regressou a sua terra natal (Porto Alegre) onde faleceu em 9 de janeiro de 1987, aos 78 anos.

Norma

Maravilhoso!!!


Céu e João Donato no Rock in Rio

João Donato acena para a plateia durante apresentação conjunta com a cantora Céu, no Palco Sunset; a parte dele do repertório contou com "Bananeira" e "Mosquito"

Renatinho foi ao circo, poesia infantil de Vicente Guimarães






Renatinho foi ao circo

E voltou entusiasmado;

Estava alegre e feliz,

Mas um pouco impressionado.



Gostou muito dos atletas,

Também do malabarista,

Deu vivas ao domador,

Palmas ao equilibrista.



Mas quando a casa chegou,

Depois da grande função,

Foi contar ao papaizinho

Sua nova resolução:



– Quando eu crescer, quero ser

Um palhacinho brejeiro,

Para dar a cambalhota

No centro do picadeiro.




Em: João Bolinha virou gente, de Vicente Guimarães (vovô Felício), Rio de Janeiro, Editora Minerva, sem data.

———


Vicente de Paulo Guimarães, [Vovô Felício] ( Cordisburgo, MG, 1906 – 1981) — Poeta, contista, biógrafo, jornalista, autor de Literatura Infanto-Juvenil (1979), funcionário público, educador, membro da Academia Brasileira de Literatura (1980), prêmio Monteiro Lobato -ABL (1977). Em 1935, Vicente criou em Belo Horizonte a revista “Caretinha”, dedicada a jovens leitores; dois anos depois, foi o responsável pelo suplemento infantil do jornal “O Diário”. Um dos projetos de sucesso foi a revista “Era uma vez”, que começou a circular em 1947. Criou também no mesmo ano a Revista do Sesinho, para divertir e educar as crianças.

Para Stela Siebra, a nossa Bisaflor- encantadora contadora de histórias!



Brincando no passado- por socorro moreira




Parece que foi ontem... Eu tinha seis anos e fazia o primeiro ano do curso primário. Estudar poesia pra vencer a timidez empolgou toda uma geração. Lá estávamos nós, no auditório da Rádio Educadora para estudar  poesia com a professora Sarita Felício. Lembro de meninas como Magali, Regina, Miriam Calou, Socorrinha Calou...

Incrível é que, pela primeira vez não encontrei no Google o procurado: as poesias!
Conto com a ajuda de Magali, para lembrar algumas delas, como:
As ruguinhas do papai (J.de Diê Filho?); A Boneca (Madalena Correia ?) e Enfermeira de Jesus (Vicente Guimarães?), e outras...!
Como se pode confiar numa memória de textos perdidos há 54 anos?

“Papai tem duas ruguinhas
Lá no alto do nariz
Pequeninas franzidinhas
Que se cortam como um x
Quando apronto uma das minhas
Travessura de petiz
E vejo aquelas ruguinhas
Desisto de fazer bis
Desisto de puro medo
Porque elas em segredo-
As ruguinhas sabem tudo
E vem aí pelo espaço
Um formidável cascudo! “


Outra que nem sei se recordo por inteiro é “A BONECA

“Eu conheço uma boneca
Bem levadinha da breca
Que comigo se parece
O pai vive para agradá-la
A mãe então nem se fala
Só em vê-la se enternece
E com um semblante tristonho
Vive como num sonho
A tal boneca faceira
(...)
Fez-se amiguinha das fadas e da gata borralheira
(...)
Nem sabe ler
Pois é cedo pra aprender
Estas coisas do primário
Ainda está no jardim
Onde o proveito é sem fim
Para chegar ao abecedário
(...)
E agora ouça-me bem
Este segredo é só meu
Não diga pra mais ninguém
Que a bonequinha
Sou eu!”

Enfermeira de Jesus

Encontrando a porta aberta
Ligeirinha e muito esperta
Sem ninguém para atender
Entrou a linda Rutinha
No quarto da mamãezinha
“Para em tudo remexer...”

Justo nesta época ganhei uma boneca grande , que andava, fechava e abria os olhos, chorava. Veio numa caixa enorme. Estava vestida de enfermeira e acompanhava-lhe uma malotinha branca com o instrumental para curativos. Perfeita! Com certeza já não existem bonecas como aquelas de antigamente.
Minha mãe juntou por um ano, réis, numa lata de querosene.
Foi comprada no armarinho do Sr.José Vilar, e custou um conto de réis.
Que sacrifício os nossos pais não fizeram para nos proporcionar um sorriso de alegria? Brinquei com a boneca até que ela deixou de existir: Perdi suas meias de nylon, a touca do cabelo, os sapatinhos, perdeu o choro, quebrou um braço, a perna... Mas, na minha memória, ela permanece enrolada em papel de presente e laço de fita... É inteira e linda!

Música O Professor - Tania Maya


O Professor
                   Tania Maya
                                          
Quem com pó de giz
Um lápis e apagador
Deu o verbo a Vinícius
Machado de Assis, Drummond?

Quem ensinou piano ao Tom?
Quem pôs um lápis de cor
Nos dedos de Portinari,
Picasso e Van Gogh?
Quem foi que deu asas a
Santos Dumont?

Crianças têm tantos dons
Só que, às vezes, não sabem
Quantos só se descobrem
Porque o mestre enxergou
e incentivou...

É, só se faz um país com professor
Um romance, um croquis, com professor
Um poema de amor, dim dim
Um país pra ensinar seus jovens eh
É, só se faz...
Um romance, um croquis, com professor
Um poema de amor, dim dim...

Quem com pó de giz...