por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



terça-feira, 7 de junho de 2011

Sobre a "aposentadoria" - José Nilton Mariano Saraiva

Preparar-se antecipadamente, focando principalmente os aspectos psicológico (ocupação do ocioso tempo disponível) e financeiro (capacidade de atendimento às novas demandas), sob pena de não o fazendo, à frente colher frustrações e desenganos, eis aí a tarefa prioritária dos que rompem as amarras do vínculo empregatício e se aposentam após anos e anos de labuta diária, almejando, a partir de então, compreensivelmente, o “aproveitar a vida” com intensidade, qualidade e sem pressa.
Há, no entanto, óbices a serem vencidos: 1) em razão do “teto-limite” estabelecido pelo Governo Federal (INSS) para o “benefício previdenciário” jamais equiparar-se à remuneração percebida por aqueles que têm uma renda um pouco mais expressiva que o salário mínimo, corre-se o risco de “sobrar dias ao final do mês” (faltar grana pra pagar as contas); 2) como o índice de reajuste desse mesmo “benefício previdenciário” já se nos apresenta defasado há bastante tempo, não guardando consonância com os índices de reajuste dos preços dos produtos em geral, torna-se evidente que a remuneração do aposentado brasileiro experimenta dia-a-dia um corrosivo desgaste ou achatamento, via diminuição do seu poder de compra; 3) por conseqüência, fica ele impossibilitado de levar uma velhice serena, tranqüila e sem problemas, como mereceria (e aqui os gozadores de plantão se aproveitam para, num misto de ironia e sarcasmo, cunhar a expressão “melhor idade”, ao se referirem ao período pós laborativo - a aposentadoria).
Pois é exatamente nesse estágio que se destaca, por fazer a diferença em favor dos que dela fazem uso, a questão da “Previdência Complementar” (gerenciada pelos chamados Fundos de Pensão) que tem por objetivo a fundação de reservas para benefícios futuros e (como o próprio nome sugere) possibilita um necessário “complemento da renda” aos seus usuários (para se ter uma idéia da defasagem, normalmente o “benefício complementar” é maior que o “benefício previdenciário”).
A questão é tão importante, que o próprio Governo Federal trata de estimular a adesão aos Fundos de Pensão (nas empresas estatais a adesão é compulsória), principalmente tendo em vista a sua pujança e capacidade de indução na formação de poupança, assegurando um grande volume de recursos internos (a custos baixos e de longo prazo), adequados ao financiamento de obras estruturantes pelo setor público; isso aquece a economia, estimulando a geração de emprego e renda (só pra exemplificar, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é hoje um dos principais parceiros do Governo Federal em obras de grande vulto).
Só que, apesar de tal estímulo governamental, lamentavelmente, no Brasil como um todo, os números ainda não são lá tão animadores: apenas e tão-somente 2,3 milhões de pessoas, das 92,3 milhões que compõem a População Economicamente Ativa (PEA) se encontram ao abrigo da Previdência Complementar (posição de maio/2010), numa demonstração inequívoca do pouco caso ou desconhecimento da sua necessidade por parte daqueles que deveriam ser os seus maiores interessados: os empregados.
E a demonstração de que ainda engatinhamos no manuseio e uso efetivo de tão importante ferramenta econômica pode ser facilmente constatada quando observamos a frieza dos números, em relação aos países desenvolvidos: enquanto aqui a aplicação no setor contempla pífios R$ 510 bilhões, correspondente a 16,0% do PIB (posição de maio/2010), na Holanda o montante atingido representa 110% do PIB e em países como o EUA, França, Inglaterra, Espanha, Canadá e Japão o volume desses recursos chega a 60% dos PIBs respectivos.
No entanto, como o rincão é promissor e de retorno garantido para quem nele investir, a esperança é que as campanhas educativas sobre o tema surtam o efeito desejado, possibilitando uma maior adesão dos empregados vinculados às empresas particulares a essa nova realidade, de forma que a Previdência Complementar cumpra com os seus dois nobres objetivos sociais: complemente o ganho dos que se aposentam, possibilitando-lhes uma melhora na qualidade de vida; e, atue como forte indutor do processo desenvolvimentista do país, aliando-se a governo no atendimento aos grandes projetos geradores de emprego e renda.

Valeu !

Nutricionista lista os dez piores alimentos para o corpo humano.- (recebido por e-mail)



10º lugar: Sorvete. Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista Michelle Schoffro Cook adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso
9º lugar: Salgadinho de milho. De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios

8º lugar: Pizza. A nutricionista Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue

7 º lugar: Batatas fritas. Contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agra

6 lugar: Salgadinhos de batata. Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena

5º lugar: Bacon. Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão

4º lugar: Cachorro-quente. Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal

3º lugar: Donuts (rosquinhas). Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada

2º lugar: Refrigerante. Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas

1º lugar: Refrigerante Diet. “É a minha escolha para o pior alimento de todos os tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte

“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.

DOLORES DURAN - por Norma Hauer




Ontem foi MAYSA, hoje outra grande compositora:DOLORES DURAN.

DOLORES DURAN nasceu em 7 de junho de 1930 e, como poucas mulheres ficou conhecida como compositora, apesar de a pioneira Chiquinha Gonzaga haver nascido no século 19, brilhou com intensidade, mas também por pouco tempo.

A NOITE DE MEU BEM

Não se pode pensar nela, sem pensar em uma das mais belas letras de nossa música popular.

E quem é ela? Seu nome era Adiléia da Silva Rocha, um nome grande para uma pessoa que ficou conhecida apenas como DOLORES DURAN.

Viveu pouco, não compôs muito, mas agradou a todos com sua ternura, não antiga, mas eterna.

Foi no bairro da Saúde (não muito saudável) que ela nasceu e ali mesmo, ainda pequena passou a tomar parte nas festas populares cantando como gente grande

.Impulsionada por um amigo, apresentou-se, ainda muito jovem no Programa "Calouros em Desfile", que Ari Barroso mantinha na Rádio Tupi e onde era o "bicho-papão" dos calouros.

Cantou e venceu com um bolero "Vereda tropical", interpretando-o em português e espanhol. Agradou e recebeu nota 5, que Ari não dava a qualquer um.

Dai para a frente,passou a se apresentar em boates de Copacabana e, melhor ainda: tornou-se compositora e apresentava suas próprias músicas.

Foi um sucesso maravilhoso.

Era "Castigo"; "Fim de Caso"; "Manias"; Noite de Paz"; "Idéias Erradas"...Mas o que mais marcou sua carreira foi a belíssima "A Noite de Meu Bem"....na qual ela tudo queria para "enfeitar a noite de seu bem".

Viveu pouco, abusou de noitadas, de barbitúricos e de bebida, vindo a falecer em 24 de outubro de 1959, com apenas 29 anos. Morreu Dolores, ficou sua fama

Enfeitou a noite de seu bem do outro lado da vida.


MAYSA - por Norma Hauer



Maysa Figueira Monjardim nasceu em São Paulo no dia 6 de junho de 1936. Ficou conhecida como Maysa Matarazzo, depois como Maysa Monjardim e, finalmente como MAYSA.

Nascida numa família tradicional do Espírito Santo, que se transferiu para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro, mais precisamente para o bairro de Botafogo.

Depois de quase um século, quando Chiquinha Gonzaga despontou para a música popular, apareceu MAYSA. Nesse intervalo surgiram poucas mulheres compositoras.

Uma foi Rosa Floresta, mas pelo que sei só compôs uma música e não ficou conhecida.

Contemporânea da compositora e cantora Dolores Duran, Maysa compôs 26 canções, todas gravadas por ela.

Maysa interpretava de maneira muito singular, personalista, com toda a voz, sentimento e expressão. Um canto gutural, ensejando momentos de solidão e de grande expressão afetiva.

Um dos momentos antológicos desta caracterização dramática foi a apresentação, em 1974, de Chão de Estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa). Grande sucesso!

Como atriz Maysa trabalhou no teatro, televisão, com participações especiais nas novelas “O Cafona”, ao lado de Francisco Cuoco, “Bravo!”, com Carlos Alberto, na Rede Globo, e em “Bel-Ami”, na TV Tupi.

Em 1977, um trágico acidente automobilístico na Ponte Rio-Niterói encerrava (aos 41 anos) a carreira e o brilho da estrela, que foi um dos maiores mitos da música brasileira.

No ano de 2009 a Rede Globo apresentou a vida de MAYSA em uma mini-série, dirigida por seu filho Jayme Monjardim.

Norma

Poetas Velhos [Paulo Leminski]


Bom dia, poetas velhos.
Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei.

Dia vai vir que os saiba
tão bem que vos cite
como quem tê-los
um tanto feito também,
acredite.

Nara Leão



Nara Lofego Leão Diegues (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) foi uma cantora brasileira.


Paulo Leminski




Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989) foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô.

Dolores Duran


Dolores Duran, nome artístico de Adiléia Silva da Rocha, (Rio de Janeiro, 7 de junho de 1930 — Rio de Janeiro, 24 de outubro de 1959) foi uma cantora e compositora brasileira.

Você Sabia?

A estréia de Dolores, em disco, aconteceu em 1952, quando gravou dois sambas para o Carnaval de 1953: "Que bom será", de Alice Chaves, Salvador Miceli e Paulo Marques e "Já não interessa", de Domício Costa e Roberto Faissal. 

A Noite do Meu Bem

Dolores Duran

Composição : Dolores Duran
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero paz de criança dormindo
E abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de irmãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah, eu quero o amor, o amor mais profundo
Eu quero toda beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de irmãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah, como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda pureza que eu quero lhe dar

Love is blue - José do Vale Pinheiro Feitosa

Músicas que contam uma história. Normalmente a cronologia simultânea com que ela veio à tona pelas rádios. Era uma época assim de inverno. Quando a abundância multiplica tanta coisa que nos sabemos em muda.
E a muda, que tem a potência de uma árvore, ou seja, aquilo totalmente diferente do que era. E que por ser total, nunca mais repetira o que foi. Assim me encontrava nas ruas de Fortaleza, a lembrança que no flash me veio, no ano de 1968.

Estava só. Todos os amigos haviam ficado na distância. Os irmãos, parentes e o pai. Parecia-me umas férias deles, mas não era. Eu não mais voltaria e eles também se foram. Mas, então, flash, era na antiga rua Guilherme Rocha, calçada de pedestre, quando o centro era a vida social da cidade.

Lojas importantes e uma casa de disco tocando Love is Blue com Paul Mauriat cujo som conhecera um ano antes e estava muito forte na audiência. Como esta música guarda um tempo só nós sabemos.

Hoje quando a Socorro foi e voltou do Recife e o Blog dela é azul nada como este Love is Blue por audição.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Abraço- por socorro moreira


De volta
Cabeça esvaziada
Coração leve,mas enlutado

E chega o amigo do abraço
Abraço sem aperto,abraço aconchego
Ligeiro, formal
Com pressa de separação

Abraço encantado
Revela
No mistério da pele
A comichão da emoção

Disfarço no abraço
O olhar grudento da paixão...

Sonho criança
Abraço de mãe
Zeloso, preocupado
Abraço que não solta a cria
No mundo do desamparo

Amar e Amar. Por Liduina Belchior.

Amarei sob um claustro
Meditarei sobre este AMOR
E escutarei o silêncio monástico
E ouvirei palavras sem som.
Porque na calada do sentimento
Escutarei tudo que necessitar,
pois existe no silêncio uma
profunda sabedoria.
Os anjos não falam, mas estão
por perto numa ronda incansável
e interminável. E o trabalho deles
é o mais silencioso possível.
Grande abraço e um lindo início
de semana: Liduina.

Notícias sobre o nosso livro

Estive com Stela e Joaquim, na cidade de Recife. Passamos uma vista no prelo do nosso livro.Após uns últimos retoques ele será imprimido.
Em julho poderemos comemorar  o lançamento do primeiro produto material do "Azul Sonhado".
Aguardem a nossa programação definitiva.




Abraço a presença amiga de todos vocês!


Por socorro moreira



sensível
a qualquer tipo de carinho
sorriso , mimo ...
rostos distantes
parecem contas
de colares partidos
olhares , bocas ...
pérolas escapadas de mim
sem adereços
esqueço endereços
acendo velas
ilumino lembranças

o vento traz
o vento leva ...

A paz do Mosteiro de São Bento
(presente de Stela)
Ficou em mim.

Moreira da Silva



Antônio Moreira da Silva (Rio de Janeiro, 1 de abril de 1902 — Rio de Janeiro, 6 de junho de 2000) foi um cantor e compositor brasileiro, também conhecido como Kid Moringueira.

MÁRCIO GOMES- por Norma Hauer



Hoje, ele está completando 37 anos, pois nasceu em 5 de junho de 1974, aqui no Rio de Janeiro.

Desde cedo demonstrou interesse pela música tradicional de nosso cancioneiro, dedicando-se a esse repertório clássico.

Conheci-o há cerca de 10 anos quando ele, muito moço, apresentou-se no SESI da Tijuca, interpretando o repertório de Francisco Alves.

Sua bonita voz, chamou atenção de um público da meia-idade saudoso da boa música do reperório famoso dos cantores da era áurea do rádio. E mesmo jovens estão acompanhando sua carreira, já vitoriosa.

Durante todo este tempo, vem-se aperfeiçoando no cancioneiro clássico internacional, tendo gravado, recentemente, um CD só com tangos e fados tradicionais.

Sua apresentação, em outubro de 2010, no Canecão, chegou a deixá-lo emocionado por conseguir lotar o grande auditório daquela casa de espetáculo, hoje desativada

Ele possui "um vozeirão", uma figura bonita e simpática e, naturalmente, um grande futuro.

É isso que esperamos dele e fazemos votos para que enriqueça ainda mais seu reperório com os belíssimos clássicos de nossa música popular e traga um público jovem para ouvir o que de mais belo existe em nossa música de qualidade.

A Márcio Gomes, nossos parabéns por esta bela data.

ELES NASCERAM EM UM 5 DE JUNHO IVON CURI- JORGE FERNANDES E AUGUSTRO CALHEIROS- por Norma Hauer



No dia 5 de junho, esses três vultos de nossa música popular estariam completando mais um aniversário:

IVON CURI nascido em dia 5 de junho de 1928; AUGUSTO CALHEIROS em 5 de junho de 1891 e JORGE FERNANDES em 5 de junho de 1907.

IVON CURI, o mais novo dos três, marcou nossa música com muitos sucessos, sendo que começou no estilo da Maurice Chevalier, cantor francês bastante conhecido aqui no Brasil nos anos 30 e 40.

Mas começou gravando "J'Attrendrai", sucesso de Jean Sablon, outro cantor francês. Depois, tomou seu jeito pessoal e inimitável.

Conheceu o sucesso quando passou a fazer parte do elenco da Rádio Nacional Também atuou na TV Globo, como humorista e cantor. Sua carreira, com inúmeros sucessos foi longa

IVON CURI faleceu em 24 de maio de 1995, sem completar 55 anos, pois faleceu em seu inferno zodiacal, já que nascera em 5 de junho DE 1928.

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JORGE FERNANDES também atuou na Rádio Mayrink Veiga, a emissora mais importante dos anos 30.

Foi Jorge Fernandes quem gravou o primeiro jingle apresentado no rádio, no Programa Casé, então na Rádio Philips. Era um jingle de uma padaria na Rua Voluntários da Pátria, imaginado por Casé e composto por Nássara.

Jorge Fernandes não gravou muito, mas marcou sua presença no rádio, que ele abandonou muito cedo.

Foi Jorge Fernandes quem primeiro gravou “Pierrô”, de Joubert de Carvalho, anos mais tarde gravado por Sílvio Caldas, já na fase dos LPs.

A música que mais marcou sua carreira foi da autoria de Oswaldo de Souza:

QUERER BEM NÃO É PECADO,.

“Quem disser que o amor ofende.

Erra bem em seu recado

É o amor que salva a gente

Querer bem não é pecado.

O amor foi por Deus determinado,

Logo se Deus determina,

Querer bem não é pecado.”

Jorge Fernandes faleceu aqui no Rio em 19 de março de 1989, aos 82 anos.

5 jun (23 horas atrás)

Norma

ELES NASCERAM EM UM 5 DE JUNHO -2-

JORGE FERNANDES também atuou na Rádio Mayrink Veiga, a emissora mais importante dos anos 30.

Foi Jorge Fernandes quem gravou o primeiro jingle apresentado no rádio, no Programa Casé, então na Rádio Philips. Era um jingle de uma padaria na Rua Voluntários da Pátria, imaginado por Casé e composto por Nássara.

Jorge Fernandes não gravou muito, mas marcou sua presença no rádio, que ele abandonou muito cedo.

Foi Jorge Fernandes quem primeiro gravou “Pierrô”, de Joubert de Carvalho, anos mais tarde gravado por Sílvio Caldas, já na fase dos LPs.

A música que mais marcou sua carreira foi da autoria de Oswaldo de Souza:

QUERER BEM NÃO É PECADO,.

“Quem disser que o amor ofende.

Erra bem em seu recado

É o amor que salva a gente

Querer bem não é pecado.

O amor foi por Deus determinado,

Logo se Deus determina,

Querer bem não é pecado.”

Jorge Fernandes faleceu aqui no Rio em 19 de março de 1989, aos 82 anos.



Norma

ROMEU GENTIL - por Norma Hauer


JORNAL DE ONTEM


“Para mim, você é Jornal de ontem
Já li,. Já reli
Não serve mais...”

Mais um Centenário

Ele nasceu aqui no Rio de Janeiro, na saudosa e famosa Praça Onze em 3 de junho de 1911. Seu nome: Romeu Scovino, mas ficou conhecido como ROMEU GENTIL.
Aos 16 anos, como autodidata, começou a aprender viola e tocá-la em serenatas.
Como compositor, sua primeira gravação deu-se na voz de Arnaldo Amaral, em 1938; teve o nome de “Estou Sentido com Você”. No ano seguinte gravou e obteve seu primeiro sucesso: o samba “Que Calor”, na voz de Patrício Teixeira.
Como cantor, apresentava-se no Programa Picolino, de Barbosa Júnior, na extinta e saudosa Rádio Mayrink Veiga. Isso em 1942.
Mas foi mesmo como compositor, fazendo parceria com vários colegas, que despontou no meio artístico. Seu mais constante parceiro foi Paquito, que conheceu em 1950.
“Tomara que chova,
Três dias sem parar
A m,inha grande mágoa
É que lá em casa não tem água,.
Nem pra se lavar”.

Emilinha Borba , no carnaval de 1955, despontou com grande sucesso ao gravar o samba “Tomara que Chova” da dupla Paquito e Romeu Gentil que, no mesmo estilo, compôs “Jacarepaguá” e “Daqui não Saio” gravados pelos “Vocalistas Tropicais” , que também marcaram o carnaval.
Ainda Emilinha gravou e obteve sucesso com o samba “A Água Lava Tudo”.

“Você notou
Que eu estou tão diferente
Você notou
Que eu estou tão diferente...
“A água lava, lava, lava tudo
Só não lava a língua dessa gente”.

No ano de 1948, em estilo diferente, em parceria com Elizário Teixeira, Orlando Silva gravou “Jornal de Ontem”.

Em 1959 Jackson do Pandeiro gravou “O Boi da Cara Preta” e em 1964, foi gravado por Jorge Veiga, talvez o último sucesso da dupla :”Bigorrilho”.

Romeu Gentil faleceu em 15 de outubro de 1983, aqui no Rio de Janeiro, aos 72 anos.

Norma
Ainda estou querendo dormir no meu  silêncio, mas sinto-me acordada para um recomeço.
Agradeço a todos pelas manifestações de carinho.

Grande abraço, queridos!

Pensamento para o Dia 06/06/2011


“Assim como todas as partes do corpo formam um organismo, da mesma forma todos os seres são como vários membros de Deus. Quando há uma lesão na perna, é o olho que derrama lágrimas. O mesmo tipo de relação íntima existe entre Deus e todos os seres, da mesma forma que existe entre os diferentes membros do corpo. Devemos perceber que nossas alegrias e tristezas são os reflexos de nossas próprias ações; elas não são causadas pelos outros. Culpar os outros ou a Deus por nossas dores é um grande erro. Você é seu próprio testemunho. Tudo neste mundo é reação, reflexo e ressonância. ”
Sathya Sai Baba

Não trovejo o amor, apenas sou ele - José do Vale Pinheiro Feitosa

Pela vereda andava solitário. Borboletas flutuando entre um lado e outro, canários cantando nos galhos acima como se a vida fosse o que é mesmo. Muitos moles de eventos e fenômenos, tanta existência quais a quantidade e a variedade de partículas.

Normalmente andando na vereda isso é parte. Não se aparta de nós. Não existe um sentido e tampouco destila um sentimento. É parte como um modo de anunciar que existem, mas na verdade nem parte é, tudo o mais não é mais, é inclusivo, inerente a nós mesmo. Não se pode chamar de parte.

Quando um poeta descobre a parte da vida como ela é, e a divulga em seu canto de trovas, já perdeu um naco importante de si mesmo. Pensando nisso como escreveu Roberto Carlos: eu tenho o amor maior do mundo. Como é grande o meu amor por você e neste exato instante, ele já não o tinha mais, era um canto apenas para encher o coração dos outros. Era água de moringa. Conteúdo que se vai com o copo, mas mata a sede.

O amor é inseparável de você mesmo, mesmo sempre sendo pelo outro, mas o outro já não é mais o outro e nem você, tampouco uma amálgama dos dois, é o amor e se dê satisfeito por que a palavra é isso mesmo na essência. Eu não sinto amor, não qualifico o amor, não eu não trovejo o amor, apenas sou ele.

“Feito Espetacular” - José Nilton Mariano Saraiva

Apesar do indisfarçável pavor que provoca em boa parte da população de todos os quadrantes do planeta, a viagem de avião ainda é, indubitavelmente, o meio mais prático, eficaz, seguro e rápido de se deslocar a grandes distâncias (continentais ou sobre o oceano, a passeio ou negócios), assim como se constitui no mais eficiente instrumento no transporte de toneladas de cargas de toda espécie (de produtos primários ou industrializados) que diuturnamente movimentam e fazem girar a economia mundial.
No entanto, os mais pessimistas (ou seriam medrosos ???) relutam em utilizá-la, ao se apegarem a uma particularidade (real e um tanto quanto macabra), que ronda e é característica das viagens aéreas: na perspectiva ou em caso de acidente, mui dificilmente sobrevive alguém pra contar a história (apesar de serem raríssimos os acidentes, se levarmos em conta a relação “quilometragem/número de vôos X ocorrências verificadas”), conforme comprovam as estatísticas disponibilizadas.
No entanto, como normalmente num mesmo vôo os aviões transportam dezenas ou centenas de pessoas, tal ocorrência (acidente) quando acontece é potencializada ao extremo, explorada em toda sua magnitude, em razão da comoção que provoca, pela perda irreparável que impinge às muitas famílias envolvidas, em face da solidariedade que desperta até em quem não tem nada a ver com o problema e, principalmente, pela dificuldade de se descobrir as causas que o provocaram.
O retrato emblemático do acima exposto foi o acidente ocorrido dois anos atrás com um portentoso avião da companhia francesa Air France, quando fazia o longo percurso Rio de Janeiro - Paris (mais de 10 horas de vôo) e que, subitamente, sem maiores explicações ou problemas aparentes, sumiu dos radares, despencou lá de cima e desapareceu no momento em que empreendia a longa travessia sobre o Oceano Atlântico, em plena noite.
Dia seguinte, tomando por base a hora precisa da decolagem, a velocidade da aeronave em vôos transatlânticos, a rota traçada previamente e o último contato mantido com os operadores em terra, chegou-se à conclusão da possível área, na imensidão do oceano, em que provavelmente houvera ocorrido um acidente, logo infelizmente confirmado com o aparecimento de pequenas partes da aeronave e alguns corpos a boiarem.
A partir de então e após dois longos anos de detalhados estudos, delimitação e avaliação da uma área específica na vastidão do Atlântico, uma nova tecnologia para uso em casos da espécie foi acionada, via utilização de um mini-submarino, equipado com câmaras fotográficas e acionado por controle remoto em terra, capaz de perscrutar o fundo do mar (cerca de quatro mil metros abaixo), à procura das duas “caixas-pretas” (cada uma do tamanho de uma caixa de sapato), onde o áudio da conversa do piloto e co-piloto na cabine de comando, assim como os dados técnicos do vôo se achavam armazenados.
E o que antes parecia uma “missão impossível”, aconteceu: as “caixas-pretas” não só foram localizadas, mas resgatadas (e muito bem conservadas) possibilitando que da leitura de seus dados se chegasse à triste conclusão que, lamentavelmente, uma sucessão de procedimentos equivocados dos teoricamente experientes pilotos (também conhecida no jargão aeronáutico como “falha humana”) houvera sido determinante para a morte das 228 pessoas que se achavam a bordo; é que, em razão da siberiana temperatura exterior (mais de 20 graus negativos) teria havido o congelamento de um ou dois dos sensores responsáveis pela medição da velocidade e altura, e a aeronave fora direcionada equivocadamente e de forma ascendente para o “olho do furacão” (tempestade), quando em situações da espécie a recomendação ou prioridade seria adotar uma trajetória de descida (como já ocorrera e fora revertida, anteriormente).
Fato é que, em razão do compreensível lamento por tantas vidas ceifadas prematuramente, de certa forma ficou obscurecido o “feito extraordinário” de o homem ter conseguido algo que muitos consideravam uma missão impossível: via tecnologia por ele produzida, ir às profundezas do oceano (quatro mil metros do nível do mar, inacessível ao ser humano) e de lá trazer respostas confortadores e convincentes não só para as famílias enlutadas, mas pra toda a humanidade (sem se falar que os corpos já começaram a ser resgatados).
Fica a lição.

Mensagem-Por: Rosemary Borges Xavier

“São irmãos a luz e o calor, quer se nos mostrem juntos, numa união indefectível, quer mutuamente se façam o sacrifício de sua própria existência. A afinidade e o magnetismo casam-se nos mistérios do mundo mineral. A ponta inquieta do ímã procura incessantemente o pólo. A planta eleva-se apaixonada para a luz. A Terra volta para o Sol o seu rosto matinal. Estende o crepúsculo o seu manto sobre a noite e os tépidos perfumes dos vales aquecem os pés gelados da noite. Em aproximando-se a aurora, o beijo do orvalho deixa o seu traço na corola entreaberta das flores. Átomos e mundos são levados por um só impulso universal. Na atmosfera mil ondulações se entrecruzam, mil variedades de força se combinam. Noite e dia, tarde e manhã, em todas as direções, o mesmo movimento simultaneamente insensível e grandioso, que a nossa vista não apreende e que, aberrante de qualquer avaliação numérica, se vai exercendo no laboratório do cosmos. Pois o resultado desse movimento é A Vida.”

(Extraído do livro: Deus na Natureza-p.86-87-Camille Flammarion-tradução de M. Quintão-7.ed.-Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2002)

domingo, 5 de junho de 2011

Meio ambiente - Por José de Arimatéa dos Santos

Água
Florestas
No Pará e Rondônia
Povos da floresta
Seres humanos assassinados
Igual Chico Mendes
Verdadeiros heróis
Solo
Cidade e campo
Animais
Energia
Desenvolvimento sustentável
Mais do que necessária
Nova consciência
Ecológica
Foto: José de Arimatéa dos Santos

A floresta o que nos dá-Por: Rosemary Borges Xavier

Como vamos conseguir respirar o mais puro ar, se temos apenas gás carbônico a nos contaminar.
Salvemos as nossas florestas, pois é tudo que nos resta.
Elas são os nossos filtros, transformam o lixo em luxo.
Saciando a nossa fome, são as verdadeiras fábricas.
Estão no mundo para nos dar sombra (protegendo nossas peles), de quando o sol emite os seus raios mais fortes.
Embelezam a nossa vida, pois está sempre colorida, renovando a roupagem, mudando a paisagem.
Perfumam-nos o ânimo. Sendo assim, sentimos mais leveza para caminhar diante das asperezas.
Tiramos dela a matéria prima para construir nossos utensílios, nossos abrigos, nossas vestimentas, as mais variadas invenções.
As futuras gerações necessitam das florestas para poder se sustentar, então, vamos todos aprender, os recursos preservar, fazendo assim estes se renovar.

A estrela





A ESTRELA


Faz mil anos
uma estrela caiu no meu jardim

Brilha
com os pássaros da alvorada

Chora
com as crianças infelizes
e os desamparados da vida

Distribuo seus pedaços
em forma de poemas
pelos quatro cantos do mundo



sábado, 4 de junho de 2011

INTRANSINSTINTIVAMENTE - por Ulisses Germano



INTRANSINSTINTIVAMENTE

O pensamento, feitor de todas as coisas
Creadas pela humanidade
Falha, limitado, diante da intuição
Que sem veleidade ou vaidade
Afirma peremptoriamente:
-O amor não é nada além de si mesmo
- Intransinstintivamente-
Ele não morre, escorre feito água
E molha quem se deixar se molhar
E perdoa quem se deixar se perdoar
Na deixa de se deixar levar
No indizível gesto renovado
Que sobrevive repetidas vezes
Nas canções poéticas que embalam
A vontade de viver plenamente
O restim de vida em todos nós

Ulisses Germano


Paz e Amor!


Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol...”.
 Chico Xavier

Puxa... Como andei afastada desse mundo tão azul...

Socorro, querida... Só agora fiquei sabendo da partida da sua mãe [Carla me ligou]. Nem tampouco sabia que Caio estava por aqui. Mas amiga... Estou contigo nesse momento de dor e de saudade! O vazio deixado será alimentado pela mãe dedicada e fiel que D. Valda sempre foi, e pelas tão belas e doces recordações. Sinta-se abraçada! Agradeça a Deus o privilégio de ter convivido com uma pessoa tão iluminada quanto foi a sua mãe. Um abraço e beijo apertados!

Mara

A falta de apetite-Por: Rosemary Borges Xavier

De corrupção em corrupção se enche um caminhão.
Que pega a contra mão e sai atropelando de montão, a grande população.
E por isto falta feijão na mesa de Seu João.

Por João Nicodemos


Um abraço

No calor de um abraço
A saudade se desfaz
Solidão afrouxa o laço
O coração encontra a paz.

O valor do abraço amigo
Sabe bem quem o recebe
Mas quem dá também percebe
Que o abraço é um abrigo:

Cessa a dor de quem padece
de tão bom, rejuvenesce
Cala o pranto de quem chora

Ganha um abraço quem dá
Melhor presente não há
por isso lhe abraço agora!

João Nicodemos
www.poemasdonicodemos.blogspot.com/
http://www.youtube.com/user/jotanikos1
www.artedenicodemos.blogspot.com/

As crises econômicas - José do Vale Pinheiro Feitosa

As flores estão no jarro,
Um copo d´água no parapeito,
Os arranjos para a noitada,
Desses miados ao celular,
Como se tudo estivesse arranjado,
Para os amanhãs normais.

São amanhãs torturantes,
Incertezas aos borbotões,
A linha mestra rompida,
A manada disparada,
E nem sabe onde está,
A fera que se anuncia.

Quando no próximo semestre,
Os gregos correrem dos troianos,
A dívida para três gerações,
Os americanos sem emprego,
Os europeus afugentando migrantes,
Os árabes mastigando ditadores,
O próximo semestre promete.

Secar as flores no jarro,
Despejar a água do copo,
Calar os celulares,
Turvar os amanhãs,
Desta longa tortura
Das crises econômicas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

URCA receberá acervo de periódicos da Câmara dos Deputados

O campus da URCA estará recebendo um dos maiores acervos de periódicos do Brasil, o acervo de periódicos da Câmara dos Deputados. Aproximadamente 100 caixas já chegaram ao Crato no mês passado, e uma carreta sairá de Brasília levando outra parte do acervo, que dotará o Cariri talvez como o maior do Estado do Ceará.

Nessa parceria da Fundação Enoch Rodrigues/ECOCÂMARA/Câmara dos Deputados, os responsáveis pela iniciativa vêm procurando dar ao Cariri um referencial de pesquisa que possa suprir a Região da pouca atenção que recebeu durante todos esses anos, levando aos estudantes um suporte que dê condições de um trabalho com mais subsídios.

Além da preocupação de Elmano Rodrigues Pinheiro, somou-se a inquietude do Prof. Jackson Antero, sempre atento às necessidades da Universidade, tão carente de tudo.

Aos poucos foram ganhando a confiança das autoridades e da população de Brasília, e hoje já têm firmado ótimas parcerias, que se transformam em ganhos bastante expressivos, motivo de destaque em congressos e na imprensa, quando tratados assuntos ligados à difusão cultural e à formação de bibliotecas comunitárias pelo Brasil.

Quando a Fundação Assis Chateaubriand, do grupo Diários Associados, procurou para fazer doação de acervos, foi que começaram a perceber a importância do trabalho do cearense Elmano Rodrigues.

Hoje, com a Arca das Letras do Ministério do Desenvolvimento Agrário ajudando com acervos, a ESAF - Escola de Administração Fazendária auxiliando os órgãos públicos com doação de mobiliário, e centenas de pessoas que procuram diariamente trazendo incentivo, é que o responsável por tão expressiva ação cultural, nessa luta, coloca tudo de seu próprio bolso para cobrir despesas, acreditando no sucesso da empreitada.

Para Elmano Rodrigues, suas providências lhe permitem uma felicidade imensa, quando vê os amigos dos mais diversos quadrantes nacionais fazendo a divulgação do seu trabalho, porque sabe que outras pessoas receberão essa corrente positiva em prol dos nossos semelhantes nos distantes rincões do solo pátrio.

A Cesta Básica de Cultura e Conhecimento é uma prova cabal disso tudo, pois já contempla com 60 obras dezenas de autores que em breve farão parte das 10 mil Arcas das Letras espalhadas por todo o Brasil.

E a caminhada continuará fornecendo o pão do espírito para aqueles que tanto dele necessitam.
A linha e o linho
Gilberto Gil


É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia-a-dia

E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O ziguezague do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão

A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha, e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza

Vamos ouvir boa música?

"CALDO DE BILA" - José Nilton Mariano Saraiva

Independentemente da raça, cor, sexo, religião, ideologia, credo, preferência clubística ou política, os milhões de adeptos de uma “geladinha” (cerveja) ou da “marvada” (cachaça), detêm a exclusividade de uma certeza absoluta: dia seguinte à farra homérica, quando se excedem no consumo e acordam com aquele terrível “gosto de cabo de guarda-chuva na boca”, nada mais apropriado pra curar a “ressaca braba” (que às vezes dá vontade até de morrer), do que “forrar o estômago” com um revigorante e bendito caldo (de mocotó, carne moída ou costela de boi), no capricho e tinindo de quente, capaz não só de matar todos os vermes que “encontrar na descida”, como também “levantar ou por de pé até defunto”.
Mas... há que se ter cuidado com os “caldos da vida”.
Sim, porque existem duas espécies de caldo:
1) o “caldo verdadeiro”, original, genuíno, que é aquele bem preparado, repleto de temperos e condimentos, capazes de lhe dar cheiro, sabor e “sustância”, e ainda operar o milagre de fazer seu usuário “renascer” das cinzas, a ponto de, sob o pretexto de “lavar o peritônio”, tirar o gosto ali mesmo com uma outra geladérrima, recomeçando a farra; e,
2) o “outro caldo”, o caldo falso, o caldo de araque, que é aquele que é só uma espécie de água morna, desprovido de temperos e condimentos, sem gosto, sem cheiro, sem poder revigorante e, enfim, sem nenhuma serventia, capaz até de “bater e voltar”, ou seja, de fazer com que o seu usuário “bote os bofes pra fora”, na hora. Esse, por suas características peculiares, findou sendo designado pelos biriteiros da vida com a alcunha de “caldo de bila” (portanto, quando você ouvir a expressão “caldo de bila”, lembre-se de que é algo fraco, inútil, sem serventia).
E a “expressão” pegou de uma maneira tal, foi tão bem assimilada por gregos e troianos, que quando queremos manifestar nosso descontentamento com algo ou alguém que não corresponde às nossas expectativas, em qualquer competição ou atividade, imediatamente professamos: é “mais fraco que caldo de bila”.
Tomemos como exemplo a Fórmula 1, um esporte por demais admirado no mundo todo e que, para nós brasileiros, num determinado momento da história, foi motivo de orgulho e respeito, quando tínhamos a nos representar nos mais diferentes autódromos dos quatro cantos do planeta os Emerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna da vida.
Afinal, quem não lembra das manhãs de domingo em que renunciávamos à praia, clubes, açudes, cinemas ou um outro divertimento qualquer, só pra ficar por duas horas frente à telinha, beliscando uma cervejota com tira-gosto de panelada e vibrando com o “pé-pesado” ou as ultrapassagens sensacionais dos nossos “homens voadores”, campeões mundiais em seguidas temporadas ??? Quem não lembra dos pegas fantásticos e espetaculares entre Fittapaldi X Jack Stuart, Piquet X Mansel, Senna X Prost, Senna X Piquet, dentre outros ???
Foi então que o destino nos pregou aquela peça terrível, aquele momento dantesco, nos levando prematuramente o Ayrton Senna, numa calma manhã de domingo, durante uma corrida aparentemente tranqüila, na Itália, após a quebra da barra de direção de seu carro, a mais de 200 quilômetros por hora.
Imediatamente a TV Globo, em razão principalmente dos milhões de dólares despendidos na transmissão de cada corrida, e temendo a perda dos exuberantes patrocínios, tratou de “fabricar” da noite pro dia um substituto para o Senna; como não havia muitas opções naquele momento, literalmente foi “decretado” pela cúpula da Globo e nos imposto goela abaixo, que um jovem piloto paulista, novato na Fórmula 1, seria o novo “ídolo” da torcida brasileira; e foi assim que tomamos conhecimento da existência de Rubens Barrichello, logo batizado pelo chefão de esportes da emissora (Galvão Bueno) de “Rubinho” (certamente que numa tentativa de torna-lo mais “palatável” ante os aficionados da categoria).
Daí pra frente todos nós sabemos a história de cór e salteado: apesar do hercúleo esforço da Globo em alavanca-lo, do generoso espaço lhe disponibilizado, de lhe arranjarem inclusive um lugar na disputadíssima e então imbatível Ferrari (à época detentora dos mais possantes e velozes carros da categoria), o que se via nas pistas era um piloto atabalhoado, lento, medroso, excessivamente burocrático, sem qualquer pegada, além de potencial e exímio “quebrador” de carros, os quais não conseguia “ajustar” nunca (quantas vezes vimos o tal “Rubinho” em desabalada carreira durante as corridas - SÓ QUE A PÉ E NA CONTRAMÃO - em busca do carro reserva ???).
Sem carisma, desprovido de simpatia, sempre com uma desculpa pronta para os recorrentes fracassos nas pistas, inventor de uma comemoração pra lá de ridícula (uma tal de “sambadinha”) quando ocasionalmente ganhava alguma corrida, Barrichello aos poucos foi se eclipsando, sumindo, escafedendo-se.
Hoje, competindo por uma equipe de nível médio (Willians), Barrichello ainda assim conseguiu a proeza de fazer com que a Globo optasse por uma estranha e incrível “inversão de valores”: é que, à falta de resultados (quase sempre fica lá na rabeira, quando não quebra), o locutor global trata de potencializar o fato de “Rubinho” às vezes ficar entre os 10 que obtiveram melhor classificação nos treinos, além de insistir e persistir em nos informar ser ele é o piloto que disputou mais de trezentas (300) corridas de Fórmula 1 (olvidando, no entanto e propositadamente, de nos cientificar dos resultados ou da relação entre o número de vitórias obtidas e os grandes prêmios disputados).
Por essa e outras é que poderíamos associar Rubens Barrichello ao nosso famoso “caldo de bila”: não fede, não cheira, não tem gosto, não propicia qualquer serventia ou bem-estar.

A cultura e a diversidade - Por José de Arimatéa dos Santos

O Brasil tem a sua diversidade cultural
Se estamos no sul do país
Veremos as ricas tradições gaúchas, catarinenses e paranaenses
Logo no sudeste
O carnaval do Rio é insuperável
Mas tem o caipira e sua música
Além da moqueca dos capixabas
E o mineiro e o seu queijo
Norte do país
E Caprichoso e Garantido
Dão o tom da festa amazônica
Tem também o carimbó
E as tradições de Rondônia, Amapá, Roraima
Brasília e o seu rock
Além de Goiás e Mato Grosso
E beleza de música bem regional
E o nordeste
É só festa
E agora que o desenvolvimento começa a desembarcar
Forró gonzagueano,
Maracatu do carnaval pernambucano
Axé dos baianos
Cultura de um país maravilhoso
Essa é a grande diversidade!

O múltiplo de mim-Por: Rosemary Borges Xavier

De repente percebo que sou o múltiplo de mim mesma, sem deixar de ter a minha essência.

(ROSEMARY)
(YRAMESOR)
(ROSE - MARY)
(MARY- ROSE)
(ROSE)
(MARY)
(ROSA MARIA)
(MARIA ROSA)
(MARY MAR)
(MAR MARY)
(MARIA MAR)
(MAR MARIA)
(ROSEMARY BORGES XAVIER)
(YRAMESOR SEGROB REIVAX)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Curtas. Por Liduina Vilar.


Não tenho tempo para sofrer...
E sofro com o coração feliz.
Sabendo pois que este processo
me faz crescer...
Sou com imenso prazer,
deste tema, uma sempre aprendiz.

Informando-Por Rosemary Borges Xavier

Estamos trazendo esta informação, pois, estão acontecendo alguns problemas comigo e outros internautas quando postamos os comentários nos blogs, ao invés de nossos nomes, aparece anônimo, mas há solução, pelo menos comigo encontrei-a, estou acessando blogs, através da Navegação InPrivate, esta é até mais segura, para quem não conhece este comando aí vai o local:
Estando em uma página de qualquer destes navegadores (Internet Explorer, Mozilla Fire fox, Ópera, etc), o internauta clica aí em ferramentas, este ícone está na barra logo após favoritos e antes de ajuda, aparece logo abaixo da barra de endereços, ao abrir aparecerá o comando Navegação Inprivate, só é clicar,vai abrir uma nova janela, então é só digitar ou procurar no endereço, o site que deseja navegar. Boa sorte!!!