por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Atualizar a Paz - Emerson Monteiro


Nada mais fora de moda que pensar em guerra, agressão e tristeza. Andar nas calçadas sujas sem os horizontes da tranquilidade. Seguir as burrices dos traçados obscuros. Pisar as flores, invés de olhar por onde pisa. De cabeça nas nuvens, sair machucando o coração dos pedestres no leito das estradas. Chegar onde, visar o quê, em que direção sonhar, quando o mundo gira bonito no espaço? Os pássaros cantam nas campinas. Meninos brincam leves e soltos nos jardins.
Falar mal por quê? Para, esquecidos das oportunidades boas, rodar a roleta da sorte e perder toda vez, no final de todas as batalhas. Fama de mau e chegar de olhos vesgos nas portas dos presídios. Andar fugindo das fiscalizações da consciência. Tudo isso a preço de coisa alguma. Só remorsos posteriores fecham o beco dos dramas abandonados nas esquinas do passado.
Sim, entoar o coro das harmonias universais em nome da falta de jeito. Amargurar várias e dores antigas no centro do peito, dentro dos pulmões amargurados de fumaça. Desencontros não falam na paz dos territórios da alma. Contar histórias diferentes, por tudo isso. Buscar amigos, cultivar a boa vizinhança, o que coisa alguma justifica dores de outros partos. Discutir por picuinhas, desfazer das outras criaturas em face do orgulho, da inveja e do ciúme, quanto despautério. E por causa dos dinheiros que correm soltos também não esclarece o motivo da ausência da paz em tantos sentimentos, neste mundo bonito e desprezado pela falta dos planos na paisagem das manhãs ensolaradas.
Paz, harmonia, desejos de construções coletivas. Amar, meus irmãos! O que Jesus tão bem nos ensinou através das práticas, neste mesmo chão das raras possibilidades. Jesus, o Mestre da Paz, no meio dos séculos da guerra dos poderosos. Jesus, a lição viva da Luz na sociedade dos homens. Criar núcleos de solidariedade, fraternidade que produz futuros certos e filhos envoltos nos sonhos das realizações plenas. Atualizar o gosto bom da Justiça no seio das comunidades. Equilibrar as energias e lembrar as alternativas puras da Verdade e o crescimento.
Escolher lado limpo nos costumes, corrigir os vícios e trabalhar a correção do comportamento de todos, a começar de um em um; somar os valores que revelarão as novidades da Virtude. Tarefas individuais expõem métodos para transformar a face do Universo no rosto de cada pessoa. Uma chance para a Paz no mais íntimo ser da Criação.
Dar o primeiro passo, fazer o primeiro gesto, hora essencial de buscar o melhor, portanto e por tudo. Nos céus, a Esperança, modos outros que descobrirão as imensas qualidades que habitam acesos os espaços da nossa querida Humanidade.

O Paraíso de Vittorio Di Maio


"O cinema é o modo mais direto de entrar em competição com Deus."

(Federico Fellini)

Idos de 1926, Fortaleza. Praça do Ferreira, o coração da capital cearense. À tarde um velhinho , carregando tropegamente o peso dos seus setenta e quatro verões, pobremente vestido, tentava evitar a queda que se prenunciava a cada passo dado, arrimando-se numa tosca bengala. De repente, a gravidade, por fim, fez valer a sua força e o ancião tomba na calçada do antigo “Art Noveau”. Os transeuntes demoraram a perceber que não se tratava de um tombo qualquer, aos poucos , desinteressadamente, notaram: o velhinho não mais fazia parte do mundo dos vivos, fora fulminado por um ataque cardíaco. Ali permaneceu, exposto à curiosidade pública, totalmente anônimo e desprovido de recursos, uma das mais históricas figuras da cultura brasileira. Por ironia do destino,pobre, findava seus dias na mesma calçada em que deu à luz à sétima arte em terras de Alencar.

Chamava-se Vittório di Maio. Nascera em Nápoles na Itália em 1852. Sabe-se lá porque aportou no Brasil, o certo é que por aqui chegou em fins do Século XIX. Os primórdios do Cinema tinham acontecido em Paris em 1895, com os Irmãos Lumière e no ano seguinte já se tinha repetido a experiência inovadora no Rio de Janeiro. O Cinema nacional, no entanto, começaria com aquele napolitano magricela. Em 1º. De Maio de 1897, na Cidade de Petrópolis, no Teatro Cassino-Fluminense, Vittorio di Maio, exibiu, no seu “Cinematógrafo”, os primeiros filmes feitos em terras tupiniquins. Quatro Curtas-Metragens, neles apareciam: uma artista circence, uma apresentação infantil de um colégio do Andaraí, o terminal de bondes de Botafogo e a chegada de um trem na estação de Petrópolis. Di Maio fez-se expositor ambulante, mas fundou Cinemas em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul , na Bahia e os vento do destino terminaram por ligá-lo definitivamente ao Ceará. Vittorio talvez tenha sido levado a interiorizar a sétima arte por conta da forte concorrência que terminou surgindo no Sul e Sudeste, só na década seguinte à apresentação pioneira e histórica de Petrópolis surgiram mais de 20 salas de espetáculos no Rio e outras tantas em Sâo Paulo.

O certo é que Di Maio chegou em terras cearenses em 1907. Por aqui já se ensaiavam, na capital, os primeiros rudimentos de Cinema : o Bioscópio que foi introduzido em Fortaleza por um outro italiano : chamado Paschoal. Ele exibia pequenos rudimentos cinematográficos como : “Jubileu da Rainha Vitória” e “Os Pombos de São Marcos”. Outros Bioscópios se seguiram : um trazido por Arlindo Costa, colocado num paredão existente na Rua Major Facundo; um outro na Praça do Ferreira e outro num prédio onde depois funcionou a Faculdade de Farmácia do Ceará. No Crato, no mesmo período, aqui já chegou a novidade, trazida por Luiz Gonzaga – o Gozaguinha que foi o nosso primeiro fotógrafo . Gonzaguinha fora a Fortaleza comprar material fotográfico e trouxe a novidade para o Crato. Instalou a “Lanterna Mágica” na primeira sede do Grupo Teatral “Os Romeiros do Porvir” que fora fundado por Soriano de Albuquerque em 1902 e de que Gonzaguinha fazia parte. A sede existia num casarão da Rua Miguel Limaverde e causou frisson na cidade, uma vez que a magia tinha que acontecer no escuro e facilitava os namoros, as apalpadelas, numa vila ainda profundamente provinciana.

Pois no mesmo 1907, Di Maio, trazia consigo uma verdadeira evolução da sétima arte : “O Animatógrafo” e fundou, em Fortaleza, o nosso primeiro Cinema ,nos fundos da Maison Art Nouveau, no mesmo local onde, vinte anos depois , cairia fulminado pelo enfarte. Em 1909 duas outras salas foram erguidas em Fortaleza : o Cine Rio Branco, por Henrique Mesiano e o Cassino Cearense por Júlio Pinto.

Há exatos cem anos, em 03 de junho de 1911, Di Maio ligou definitivamente seu nome à história do Cariri, inaugurando em Crato o “Cinema Paraíso”, o primeiro de todo interior do Ceará. Apenas dezesseis anos após a primeira exibição mundial de um filme, o Crato já possuia um cinema. A sala situava-se na Praça da Sé, defronte ao prédio do Museu, onde antigamente funcionou a Biblioteca Municipal e, ultimamente, uma botique e os bares “Guardinha” e “João Penca”. A tela ficava do lado oposto ao do Museu e a sala de projeção num sobrado pequenino que olha para a Fundação J. De Figueiredo Filho. Segundo Florisval Mattos : “inaugurou o cinema Paraíso o filme Borboletas Douradas. Um dos assistentes contou-me que as borboletas apareciam voando, e, quando pousavam, invés de borboletas eram mulheres…”.

O Cinema marcou definitivamente a vida da nossa cidade. Foi o primeiro veículo de mídia visual que tivemos. Sucederam-se outras salas de espetáculos: O Cassino Sul Americano em 1918, O Cine Moderno em 1934 , o Cine Araripe nos Anos 50 e o Cine Educadora já nos anos 60. Di Maio nem percebeu, em vida, a revolução que trouxe para as terras de Frei Carlos. De repente a magia começou a nos despertar para o mundo com suas possibilidades e complexidades. Mudaram os costumes, o escurinho propiciou todo um clima para os namoricos dos nossos avós. Muitas gerações terminaram profundamente marcadas pelo encanto da telona, basta ver a invejável quantidade de cineastras que saíram das terras de Frei Carlos : Hélder Martins, Ronaldo Correia de Brito, Jéfferson Albuquerque,Francisco Assis, Hermano Penna, Rosemberg Cariri, Luiz Carlos Salatiel, Bola Bantim, Pedro Ernesto Osterne, Petrus Cariri, José Roberto França,Glauco Lobo, Virgínia, Fernando Garcia, Francioli Luciano, Wanderley Vancillus,Franklin Lacerda, Alexandre Lucas, Émerson Monteiro, Luiz José e tantos, tantos outros.

Hoje a cidade que foi o berço do cinema em todo interior do estado, não possui mais uma sala de espetáculo sequer. O cinema hoje é para ser apreciado por uma elite nas fechadas salas de shopping ou sob a redução impensável do DVD e do Blue-Ray.Di Maio foi totalmente esquecido por uma região que tem uma amnésia toda preferencial por nossos vultos realmente importantes. A maior homenagem que podemos prestar a Di Maio neste centenário do cinema no Cariri seria reabrir nosso novo Cine Teatro Moderno para exibição de filmes clássicos nacionais e estrangeiros, com porta aberta. Aí, quem sabe assim , o filme da nossa cidade terminasse com um final apoteótico e feliz e o Cinema Paraíso , cem anos depois, nos transformasse numa Cidade Paraíso.

J. Flávio Vieira

Um tempo de plantar e um tempo de colher - José do Vale Pinheiro Feitosa

Não encontro realidade nas marcações do tempo. Pelo menos como metáfora de um tempo de plantar e um tempo de colher. Como regra de agricultura pode ser, não para a vida moderna que é atabalhoada. Misturam-se as metáforas, os sentidos, os desejos, as vontades e tantos outros sentimentos, pois vivemos a era dos sentimentos.

A realidade é que já nem existe a sequência do primeiro plantar e o depois colher. Na verdade tudo se resumiu a colher. Seja como expropriação ou como privilégio, seja como suores do trabalho que nunca chega para a suficiência de vida de uma colheita. A verdade é que não se sabe bem onde fica a plantação, no tempo e no espaço.

Em Crato com uma fatia de presunto de Santa Catarina, tirando de uma bolsa fabricada na China notas do Banco Central, impressas na Casa da Moeda, para pagar um lanche cujo trigo do pão veio da Argentina. Sem contar que o caixa enquanto fazia o troco com um fone de ouvido, balbuciava algo num inglês sofrível, tão distante dos falares de sua nascente cidade de Aiuaba.

Foi esta visão do fim das marcações do tempo que tanto horror causou aos americanos tão logo descobriram o risco em que se encontravam. Aliás, um parêntese, mas no tom: os EUA nos anos 60 enviavam para a América Latina, por um programa chamando Aliança para o Progresso, toneladas de comidas e roupas que já não usavam mais. O nordeste se encheu de tudo e muita gente da emergente classe média e das fazendas mais aquinhoadas comeu muito chedar com estranhamento de outro sabor e uma espécie de trigo que usavam para sopas.

Mas retornando ao horror americano. Eles perceberam que o mundo imediato já não dependia da autonomia de ninguém. Não se plantava e nem se colhia nada. Todos estavam como ligados a um fluxo de distribuição que funcionava com a fragilidade de uma irrigação sanguínea. Bastava cortar a artéria principal que tudo iria à falência dos organismos.

Na minha opinião, não bem explorada cientificamente, mas por suposição, isso explica a abundância de filmes de catástrofe dos anos 70 e 80. Qual era o mote central: era a interrupção da cadeia de distribuição de recursos essenciais à vida. Daí eles estimavam um retorno da civilização ao reino predador dos animais, um padrão repetitivo da herança puritana das colônias: com o crescimento do mal no espírito humano.

Enfim, a ausência do tempo de plantar e um tempo de colher se recolheu ao imaginário poético e a uma literatura de auto-ajuda que prima pelo vazio de sentido e por uma abundância de endorfinas.

"PEQUENO GRANDE GESTO" - José Nilton Mariano Saraiva

E de repente, de uma área não muita afeita a manifestações da espécie, porquanto povoada por “machões sarados”, aparentemente embrutecidos, e ainda por cima praticantes de um esporte onde o contato físico forte e ríspido é uma constante, uma atitude inusitada, um laivo de ternura e afeto, um “pequeno grande gesto”, que parece ter passado despercebido pela maioria dos que o vivenciaram, ao vivo ou via telinha (pelo menos não se ouviu ou se leu nada, a respeito).
Deu-se na frienta noite londrina, no novo e monumental estádio de Wembley, por ocasião da partida final da Copa dos Campeões da Europa, quando se enfrentaram as tradicionais e caras esquadras do Barcelona (Espanha) e Manchester United (Inglaterra), dois dos maiores expoentes do mundo futebolístico da atualidade.
Aos fatos.
Quase ao final do aguardado confronto, que mobilizou adeptos do futebol em todo o mundo (aos 43 minutos do segundo tempo) com o jogo já definido e o título assegurado em favor do excepcional Barcelona (3 x 1), o técnico Guardiola (ex-jogador do próprio clube), numa atitude de grandeza e desprendimento, resolve prestar uma justa homenagem ao seu correto “capitão”, o aguerrido zagueiro Puyol, que, lesionado, não tivera condição de adentrar ao gramado, de início; então, faltando dois minutos para o término da pugna, convoca-o a substituir um companheiro, com o claro intuito de, naquele momento maior, no ápice daquela gloriosa jornada, braçadeira de capitão no braço, fazê-lo erguer o troféu de campeão e, consequentemente, aparecer para a posteridade nas TVs de todo o mundo, ao vivo e a cores, e na primeira página dos principais jornais do mundo, dia seguinte.
Providenciada a substituição, daí a pouco o juiz determina o término da partida. E foi então, no momento da premiação, ante um batalhão de fotógrafos e centenas de canais de televisão de todo o mundo, que deu-se o inusitado, aquilo que denominamos um “pequeno grande gesto”, pelo espontaneidade e nobreza do ato: o guerreiro Puyol, evidentemente que fugindo do script armado pelo técnico Guardiola, mostra toda a sua humildade e excelência de caráter, ao abdicar de tamanha honraria e delegar ao discreto companheiro Abidal (lateral esquerdo), o privilégio de erguer o troféu, como se fora o verdadeiro “capitão” da equipe catalã.
Explica-se: meses atrás, Abidal fora desenganado pelos médicos, em razão da descoberta de uma grave e normalmente letal enfermidade (“câncer” no fígado) e fora afastado sumariamente das atividades esportivas; agora, após um tratamento pra lá de penoso, ali, ante um estádio ocupado por 80 mil pessoas e com a partida sendo transmitida pra bilhões de telespectadores em todo o mundo, além da confiança do técnico Guardiola em escalá-lo e mantê-lo durante toda a partida, Puyol, o “capitão” de todos eles, que entrara ao final do jogo unicamente pra “exercitar o que lhe conferia a patente”, humilde e simbolicamente transferia pra ele, Abidal, o privilégio de erguer o troféu de campeão.
Uma cena de cortar corações e levar qualquer um às lágrimas (embora alguns teimem em afirmar que “homem que é homem não chora”).
Pois, acreditem, não resistimos à cena e “abrimos o berreiro” (e prestamos esse depoimento, sem nenhum constrangimento).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SIDERAL - por Stela Siebra

LUA EM AQUÁRIO

Esta é uma lua inusitada, desprendida e vanguardista. Mas rebelde também. A pessoa com Lua em Aquário ama a liberdade e a independência, demonstra gosto por vestes exóticas, idéias avançadas e um comportamento inconvencional.
Caracteriza-se pelo livre pensar e pelo distanciamento emocional. Nada de apegos e demonstrações afetivo-emocionais, pois considera desconcertantes os relacionamentos com dependências emocionais e tem dificuldade de criar vínculos familiares e de intimidade.
Prefere sentir-se inserida na grande família humana, engajada em causas sociais e humanitárias, já que considera os laços de amizade e fraternidade prioritários em sua vida. E sua reação emocional está além dos sentimentos individuais.

É importante para você, que tem Lua em Aquário, participar de grupos ou instituições de caráter humanístico, onde melhor poderá expor seus pensamentos e partilhar suas crenças sociais.
Por ser um signo do elemento Ar, Aquário tende a racionalizações. É por isto que a lua aquariana desprende-se e distancia-se tão facilmente dos sentimentos, chegando a demonstrar uma certa frieza emocional.
Na realidade, a lua em Aquário tem dificuldade em vivenciar relações seguras e estáveis e, por isso defende-se da intimidade e das experiências emocionais.

A sua necessidade substancial é expressar a essência original da sua individualidade, sem criar atritos com as pessoas ao seu redor. Você quer ser livre para expressar sua singularidade e para se relacionar com um grande número de pessoas.
Porém, para alimentar sua essência lunar, você precisa de vínculos mais íntimos, precisa de amigos que respeitem suas necessidades emocionais e sua liberdade interior.

E precisa, sobretudo, usar a intuição para localizar quais são essas suas necessidades e, ainda, aprender a ser amigo de si mesmo, para que suas relações externas sejam mais satisfatórias e todos possam sintonizar-se com a mesma melodia emocional.

INFORME NO AZUL SONHADO


SOCORRO MOREIRA

IRÁ SE AUSENTAR

POR ALGUNS DIAS


Ouroboros por João Marni

Imune ao próprio veneno, do qual depende para alimentar-se, nunca pressurosa e sempre à sorrelfa, rastejando porque perdeu as pernas, morde. Estive pensando em por qual razão N. Senhora pisa descalça a serpente e a subjuga. Decerto não tem mais medo. Se o teve foi antes, quando engravidou ainda adolescente, e dos olhos atravessados das pessoas. Concebida, zelou pelo fruto com o maior amor de uma mãe. São assim as mulheres, vivendo pelos filhos mesmo sem a reverberação dos seus corações, tratando-os pelo “Inho”: meu filhinho, meu amorzinho, meu inocentizinho...

Não compreendo então porque esbarramos a todo o instante com gente estranha, de língua bífida, talhada assim no capricho pelas lâminas da inveja, da maledicência e da incompetência. Sangue ruim. Ainda bem que longe de generalizações. Imagino se nossa Venerada Descalça vacilasse na vigilância diuturna da gente: “a coisa” sairia por ai, mordendo a todos nós até que não existíssemos mais. Por falta do que fazer, a rastejante se extinguiria também, começando a engolir-se pelo próprio rabo. As cobras bem que não merecem este comentário, mas todos sabemos que não é só em maio que andam juntas. Um perigo!

O milagre é que há tanto a ser feito, Ouroboros, na busca da tal felicidade... Prepararmo-nos para largarmos o couro, crescermos assim a cada estação, deixando para trás tantas coisas desnecessárias e que permitimos no dia a dia que colem na gente esses adornos horríveis que jamais serão moda no paraíso... Até parece que evoluímos no caminho certo, mas estamos mesmo é piorando à medida dos anos sem fim. Nunca nos contentamos, estamos sempre obedecendo à ordem do querer mais, olhando o quintal do vizinho e, à guisa de ajudar, o invadimos e o tomamos. Precisamos renovar a pele, buscando sempre novas amizades e evitando aquelas que já sabemos serem venenosas. Maravilhoso seria se imitássemos o comportamento das crianças, levando a vida menos a sério, esbanjando alegria e a inocência que nunca deveriam ter saído da gente.

A esperança talvez esteja na fortaleza dos corações amorosos e sensatos. Lá, não penetrarão as unhas e os olhos enormes dos muitos de nós. Mas onde estão?

João Marni de Figueiredo

"Às ruas" - José Nilton Mariano Saraiva

Já não dá pra ignorar o óbvio ululante: que em razão da falta do decisivo e imprescindível "componente político", o “chefe” do poder executivo municipal do Crato não tá com nada em termos de relacionamento com o “chefe” do poder executivo estadual; não é necessário se ser nenhum expert na matéria, pra observar que se ergueu entre os dois uma espécie de muro muito alto, autentico paredão, aparentemente intransponível, impeditivo de qualquer avanço; que uma antipatia mútua estabeleceu-se entre os dois homens que comandam os dois poderes, criando arestas irremovíveis; e que, principalmente, não dá pra ficar alheio que quem mais perde com isso (sob qualquer perspectiva que se analise) é o município do Crato e sua população, já que obliterados das decisões governamentais (afinal, só um dos “chefes” é que detém o poder de uso da “caneta”).
A “coisa” chegou a tal ponto, escancarou de vez, materializando-se definitivamente a má vontade do “chefe” para com o “subordinado” (em termos de estrutura estadual), que o irascível sobralense que exerce o Governo do Estado circulou no Crato anonimamente, não dando a mínima para o prefeito da cidade, não se fazendo anunciar antecipadamente, como sói acontecer em ocasiões da espécie, numa falta de respeito e consideração explícitas.
E agora, num arrufo de prepotência e arrogância desvairadas, manifesta Sua Excelência seu desejo de “fechar o caixão” do Crato definitivamente, mostrar quem é quem ou quem manda onde, acabar de vez com qualquer perspectiva de conversa ou acordo, ao insistir e persistir em implantar o nauseabundo e repugnante "lixão do Cariri" (com sessenta por cento da "matéria" oriundos de Juazeiro do Norte e os quarenta por cento restantes das demais cidades), em uma das nossas mais aprazíveis localidades (Ponta da Serra), quando os estudos de viabilidade apontam como melhor local para tal atividade uma área isolada do município de Caririaçu (se tal acontecer, e o distrito de Ponta da Serra – alô, Antonio Correia - for mesmo “PREMIADO” com tal “BENEFÍCIO”, até a nossa bendita água, cantada e decantada em verso e prosa, será seriamente afetada, já que o lençol freático restará contaminado, ad finem); sem se falar na praga de urubus, ratos, baratas e o escambau, além do mau cheiro e da poluição provocada pela horda de “catadores” prontos a chafurdar o local, transformando-o numa pocilga a céu aberto (com todos os malefícios à saúde daí advindos).
Isto posto, acreditamos necessário se estruturar imediatamente um movimento suprapartidário, congregando clubes de serviço/instituições diversas (Lions, Rotary, Maçonaria, CDL, etc), associações comunitárias, sindicatos, a mídia em geral e a própria Câmara Municipal, visando convocar ÀS RUAS (vapt-vupt) a população da cidade, objetivando “mostrar ao rei” que o Crato tem dono, sim (sua população), que merece respeito, e que não aceitaremos se por de quatro em obediência à vontade “imperial” de um alienígena (sobralense) sem nenhum compromisso com a cidade; enfim, há que se estampar nosso repúdio claro e veemente diante tamanha e tão grotesca agressão. E não aceitar, em hipótese alguma, que tal crime seja cometido.
Na oportunidade (e pra que não se cometa nenhuma injustiça com o Governador do Estado), bem que se poderia outorgar o título de “persona non grata” ao cratense (???) Camilo Santana, Secretário de Estado e atual “queridinho” do chefe do executivo cearense (a ponto de ser cotado por Sua Excelência para ser candidato à Prefeitura de Fortaleza) que, ao invés de pelo menos tentar ajudar sua terra-mãe, só tem lhe trazido desgosto, contratempo e decepção, já que omisso e navegante da contramão da história (estão lembrados do imbróglio da “relocalização” do nosso Parque de Exposições, tendo o próprio à frente ???).
Portanto, ÀS RUAS, cratenses, antes que o pior aconteça.

Juazeiro recebe, em um ano, 70 mil livros



Num esforço concentrado entre Elmano Rodrigues (foto), da Fundação Enoch Rodrigues, e Franco Barbosa, assessor técnico da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, Juazeiro recebeu, neste sábado, 28 de maio de 2011, mais 35 mil livros, vindos diretamente de Brasília, doados por diversas instituições, como: a Escola de Administração Fazendária, ESAF, Ecocâmara, Câmara dos Deputados, Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Fundação Assis Chateaubriand, Chico Aquino, da Assessoria da Presidência da Câmara dos Deputados, etc.

Há um ano, Elmano Rodrigues, que já faz este trabalho para todo Brasil, começou a juntar livros para o projeto UMA BIBLIOTECA EM CADA COMUNIDADE, que tem como objetivo instalar, no ano do Centenário em Juazeiro do Norte, 20 bibliotecas. Neste sentido, em setembro do ano passado, vieram de Brasília 35 mil livros, somando agora mais 35 mil. São esforços desse cearense que nasceu em Farias Brito, reside há 30 anos em Brasília e é funcionário da Editora da Universidade de Brasília. O trabalho de Elmano Rodrigues começa receber apoio da mídia nacional e das instituições, e de mais de 50 editoras de Brasília. O projeto das bibliotecas comunitárias agora recebeu o apoio da Escola de Administração Fazendária, com doações de mais de 100 prateleiras, e 700 bibliocampos.

Segundo Franco Barbosa, a princípio os bairros de Juazeiro do Norte que serão beneficiados são Aeroporto, João Cabral, Frei Damião, São José, Parque Antônio Vieira, Betolândia, Jardim Gonzaga, Horto, Limoeiro, Tiradentes, Socorro; e, na Zona Rural, Sitio Popo, Carás, São Gonçalo e Gavião.

RECICLAGEM

A Prefeitura de Juazeiro do Norte tem uma preocupação especial com a formação de profissionais especializados para suprir as necessidades do mercado de trabalho na Região em diversas áreas, especialmente em reciclagem, dando uma contribuição especial para a preservação do meio ambiente, colocando como exemplo o belo trabalho que vem sendo realizado pela Universidade Patativa do Assaré no Bairro Vila Nova, que já vem atraindo a atenção de setores de áreas governamentais que já começam a contribuir no desenvolvimento e fomento das instituições, tornando-as autossustentáveis.

A Universidade Patativa do Assaré em parceria com a Prefeitura Municipal abriu a primeira biblioteca comunitária do Bairro Aeroporto, com mais de 4 mil títulos. E o acesso da comunidade aos livros, segundo Palácio Leite, diretor da instituição, é uma prioridade. “As bibliotecas comunitárias devem ficar sob a custódia de instituições confiáveis. Não é qualquer associação comunitária que vai receber uma biblioteca. É preciso que o trabalho com a comunidade seja eficiente, e acessibilidade aos livros seja constatada”, enfatiza Franco Barbosa

MÁRIO LAGO - por Norma Hauer


Ele partiu no dia 30 de maio de 2002.
Há 9 anos !

"SERÁ" esquecido? Quem é ele ?

Será que amor é isto ?
Será que amar é assim.
Será que amor vive disto?
Será que amar é ruim?

Quem compôs essa estrofe com tantas perguntas?
Ele : MÁRIO LAGO !!!

A primeira gravação dessa valsa começa exatamente com essa estrofe. Posteriormente, foi modificada, com mais perguntas e menos lógica. Ambas gravações são de Carlos Galhardo, que lançou essa valsa na Rádio Record de São Paulo, em uma de suas excursões àquela cidade.

MÁRIO LAGO, em matéria de arte, só não foi pintor. Começou escrevendo peças para teatro, passou a compositor, escreveu para rádio-teatro, escreveu diversos livros encenou como rádio-ator, cine-ator e, por último, tele-ator.

Pertenceu ao elenco das Rádios Mayrink Veiga e Nacional de onde foi demitido pelo golpe militar de 1964. Foi preso e escreveu um livro com o nome de "Primeiro de Abril", sobre sua prisão.
Esse livro narra, fazendo "gozação", de como se deu sua prisão e as "bobagens" ditas pela "otoridade" que foi prendê-lo, em sua residência.
"Sargentão" exagerado e "burro".
Seu livro na "Rolança do Tempo" é uma narrativa de como foi sua vida como radialista e compositor, cujo primeiro grande sucesso foi gravado por Orlando Silva :"Nada Além"e, na outra face do disco de 78 rotações, "Enquanto Houver Saudades", ambas em parceria com Custódio Mesquita.

NADA ALÉM

Nada além
Nada além de uma ilusão
Chega bem
Que é demais para o meu coração
Acreditando
Em tudo que o amor mentindo sempre diz
Eu vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz.

Se o amor só nos causa sofrimento e dor
E melhor bem melhor a ilusão do amor.
Eu não quero e não peço
Para o meu coração
Nada além
De uma linda ilusão.

Mas sua primeira gravação deu-se na voz de Mário Reis representando um "dedo duro": Menina, eu Sei de uma Coisa". Quando, em 1964, ele foi "dedurado" na Rádio Nacional, sentiu "na pele" o mal que um "dedo duro" pode fazer.

Menina, eu sei de uma coisa,
Que pode sua vida encrencar
Se você não fizer camaradagem
Me desculpe , mas eu vou espalhar.

Como sucessos de Mário Lago, na qualidade de compositor, podemos citar "Devolve"; "Não Quero Saber"; "Atire a Primeira Pedra";"Ai que Saudades da Amélia"; "Aurora"; “Será?... alguns escritos sozinho outros com parceiros, como Ataulfo Alves.

Esta, além de ter Ataulfo como parceiro, também o teve como intérprete.

“AI QUE SAUDADES DA AMÉLIA”

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Não vê que eu sou um pobre rapaz

Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai meu Deus que saudade da Amélia
Aquilo sim que era mulher

Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado dizia:
Meu filho o que se há de fazer?

Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia que era a mulher de verdade


MÁRIO LAGO completou 90 anos em 26 de novembro de 2001 e em uma festa comemorativa de seus 90 anos ele disse que chegaria aos 100, mas não chegou nem aos 91, falecendo em 30 de maio de 2002.

Exatamente neste ano ele comemoraria seu Centenário, mas não chegou até aqui. Entretanto, seu talento continua porque sua marca ficou registrada em tudo em que ele atuou, principalmente como compositor e escritor.

Norma

terça-feira, 31 de maio de 2011

um poema é pouco

um poema
é muito pouco
numa cidade tão grande

às vezes as horas passam
com uma rapidez defeituosa
além das palavras
com uma rapidez cansada
que há nas falas

numa cidade tão
grande não nego
um poema é quase nada
que se acaba
por entre as mãos
se desmancha no sol
se cobre com o pó dos telhados
de prédios cansados de olhares hostis

um poema é quase nada
em meio a tanto silêncio
cá entre nós a mais perfeita fronteira
que nunca se apaga

deveriam escrevê-lo
em minúsculas pedras
em cuja forma os olhos descrevem
as ondulações de um fio
mas para quem sabe vê-las
e vê-las é libertar-se do rio
que corre por dentro
com suas margens de vazio

altina siebra Para Socorro Moreira




Prezada amiga,

um misto de tristeza e saudade me envolveu ao saber da partida de D. Valdenora para outros caminhos que Deus lhe designou.
Conheci sua mãe nas minhas idas à casa de D. Ivone, de quem era cunhada. Apesar de ter convivido tão pouco com ela e de ter-me ausentado do Crato há bastante tempo, lembro, perfeitamente, do seu sorriso aberto, seu timbre de voz marcante e da espontaneidade e alegria ao comunicar-se com todos. Ela pertencia, como minha mãe e outras mães de muitos dos colaboradores do Azul Sonhado, à geração das Mães e Esposas em tempo integral. Preocupavam-se com tudo relacionado a orientação e educação dos filhos, sem esquecer da formação religiosa. Preparava o caldinho do marido com ressaca ou do chá para quando estava doente; o lanche e comida preferida de cada rebento, a roupa engomada, os sapatos engraxados, as unhas cortadas, a cabecinha limpa; além de dar conta da feira, da administração da casa e, ainda ter tempo de ser professora.
Com D. Valdenora vai um tempo gostoso do Crato, onde as famílias se visitavam e tiravam uma prosa nas calçadas de suas casas.
De tudo isto vocês, familiares, nada esquecerão, mas o que a fará mais presente em seus dias será o exemplo e todos os ensinamentos que lhes transmitiu e que se perpetuará por todas as gerações. Ela será eterna e estará velando por todos que ama.
Você, amiga, é da estirpe de sua mãe, lutadora, guerreira, saberá, portanto, superar, com dignidade, esta ausência física dela.
Que Deus a tenha!.

Um abraço fraterno

Tininha

abraço-te

soube agora da dor que sentes
da memória em chamas
então Sacerdotisa,
abraço-te com o mais
profundo carinho
...



Meus sentimentos.


do teu amigo,
Domingos Barroso.

A divina conformação - Emerson Monteiro

Na Palestina, depois que Jesus fora executado e as coisas pareciam retornar à antiga normalidade, um dos seus apóstolos, o de nome João, não se aquietava, a procurar canto, qual dizem dos que lutam e nada conseguem para aceitar as situações difíceis.

Durante semanas, sua vida era só amargura, sofrimento por cima de sofrimento. A ferida aberta com a perda do Mestre parecia crescer cada dia um pouco mais. Aonde seguisse, levava consigo a saudade imensa da presença divina, fugindo-lhe do ânimo o gosto de pelejar, e ninguém conseguia consolá-lo. Tornara-se, por isso, a maior preocupação dos amigos e familiares.

Alguém lembrou, então, de Maria de Nazaré, a quem devesse procurar, na busca de palavras de conforto, pois se revelara exemplo perfeito de resignação face à inominável tragédia que também lhe vitimara.

Destarte, João viajou ao lugar em que morava a mãe de Jesus.

Numa demorada conversação dos dois, a santa mulher indicou a João que chegasse ao Mar da Galiléia, porquanto, nas suas margens, acharia motivo suficiente de recobrar forças e firmeza de tocar adiante a vida.

João aceitou o conselho e buscou as praias daquele mar, em que permaneceu algum tempo. Relembrava os passeios felizes de vezes anteriores, absorto nos transes da dor. Certa tarde, preso à beleza das águas azuis, se deixava inundar de gratas recordações, quando avistou, deslizando em sua direção, no fino espelho das ondas, o vulto magnânimo de Jesus.

Um perfume de incenso raro, nessa hora emanava pelo ar, idêntico ao que experimentara junto da cova em que depositaram o santo corpo do Mestre, nas proximidades de Jerusalém.

Perante o inesperado fragor, quis esmorecer sob o peso das emoções ali vividas. Fechou os olhos, na mais fervorosa contrição, e ouviu nos refolhos da alma lacerada, translúcido, o falar do Verbo de Deus:

– Estimado João, jamais queira imaginar que habito longínquas paragens afastadas de quem amo. Saiba, no entanto e sempre, que quando alguém chamar com sinceridade ao seu lado estarei, na eternidade dos verdadeiros sentimentos, contra qualquer obstáculo; pois não há distância entre os que se amam.

Dali em diante, tocado pelos eflúvios da revelação inesquecível, o apóstolo se rendeu ao abençoado reencontro e entregou-se ao poder da conformação, para realizar o trabalho evangélico que viera cumprir na Terra.

Meus Sentimentos, socorro.

Querida amiga,

Sinta-me pertinho de você neste momento de saudade.
Por tudo que sei a respeito de D Valdenora, sei que cumpriu
na íntegra sua doce missão.

Abraços: Liduina.

POR EDILMA ROCHA SARAIVA


Mamãe Valda

Os filhos sabem,
que num momento difícil
podem chegar de mansinho
e contemplar a figura da mãe.
Ficam ali calados
num porto seguro...
Para os adultos
o seu olhar é ainda o mesmo de antes
embora existam rugas e cabelos brancos.
E quando no final do corredor comprido
aquela antiga cadeira está vazia...
Ficou ali apenas
a lembrança do afago de suas mãos
e o calor dos seus braços..
A figura da mãe se foi...
O tempo ficou diferente
o dia comprido,
a dor sufocada no peito
numa sensação esquisita...
Isso é dor!
A hora do adeus... e até breve...
Envolto no azul sonhado
a lembrança da mãe Valda...
Momento para refletir na razão da vida
e no seu tempo tão curto...
Ficaram os exemplos,
de luta, determinação e renúncia...
Naquele porta retrato
a imagem eternizada
Mamãe Valda !

EDILMA




O anjo de Guarda- Por Mônica Buonfiglio




Seu anjo de guarda pessoal está junto de você desde seu nascimento, e ali permanecerá até a hora de seu desencarne. É ele quem irá orientar você em seu próximo estágio de aprendizado do Eu superior, para um possível retorno à Terra.

Os anjos são seres inteligentes, lembra-se? Então, para entrar em contato com seu anjo da guarda, você não pode se fragilizar perante ninguém, e deve pensar. Mas pensar em coisas boas, é claro. Quando pensa, você está com Deus, e faz uma ligação com o elo mental de seu anjo. O que acontece então? Segundo os textos angelicais, os anjos não têm memória. Existe um lugar chamado memória káustica, que armazena todos os pensamentos da humanidade. Seu pensamento demora dois dias para chegar até essa dimensão. Quando, finalmente, o anjo recebe seu apelo, ele começa a trabalhar para a obtenção daquilo que você pediu, fazendo com que tudo aconteça aqui na Terra, como se fossem coincidências. Por isso, é muito importante não comprar briga com qualquer pessoa.

Nossos anjos, além de inteligentes, são também muito sensíveis. Quando agimos com infidelidade, nós os magoamos muito. Ele saem de perto de nós e vão para o plano astral, esperando o momento em que paramos de sofrer. Uma atitude positiva diante da vida facilita muito o trabalho deles. Aliás, uma atitude positiva diante da vida facilita tudo, e não só nosso contato com eles e o desempenho de seu trabalho. Quando estamos otimistas, nossas auras se expandem e o contato fica mais fácil. Através de nossos sonhos ou de nossas mentes, nosso anjo nos intuirá para o caminho certo, aquele que devemos seguir.

A melhor maneira de conversarmos com nosso anjo da guarda é sendo criativo. Não fique "mendigando" para o seu anjo. Converse com ele como se estivesse conversando com uma criança, sem pressionar nem cobrar resultados.

Existem muitas formas de se pedir algo ao nosso anjo de guarda. Você pode fazer uma prece (apenas pensar ou falar em voz baixa o que você deseja), ou fazer uma oração (falar em voz alta).

Pode-se, também, usar o correio angelical, que é feito da seguinte forma: primeiro defina o pedido ou pedidos a serem feitos. Depois, redija uma carta, dirigindo-a a seu anjo de guarda: "Ao meu anjo de guarda (nome do anjo) ou ao anjo supremo". Coloque nela os seus pedidos, enumerando-os, caso você queira. Não se esqueça de incluir a frase: "Para o bem de todos os envolvidos". No final da carta, escreva: "Bendito é o meu desejo, porque ele é realizado". Feito isso, abra sua Bíblia no salmo 91, e coloque ali a carta com os pedidos, deixando-a ficar por sete dias. Faça as orações que desejar, durante os sete dias, lembrando-se que toda oração é boa, se feita com fé. No oitavo dia retire a carta e queime-a. O ato de queimar o papel faz com que você invoque as forças dos elementais do fogo, e a fumaça transforma seu pedido em essência, levando-o para outra dimensão. Jogue as cinzas embaixo de uma árvore frondosa ou em um jardim.

Monica Buonfiglio

A maior saudade - Por : Rosa Guerrera



...A maior saudade que existe, não é aquela da infância que se foi nem dos amigos que partiram, nem da carícia de nossos pais ...hoje tão longe de nós .A maior saudade é aquela que se estampa no espelho da vida retratando a nossa realidade nos dias de hoje. É a SAUDADE do abraço que não demos, das nossas mãos que se fecharam no momento do perdão, saudade do sorriso que negamos, das palavras que faltaram, das canções que esquecemos de cantar ... Saudade do colorido que apagamos, das poesias que rasgamos, do jardim onde deixamos murchas rosas e orquídeas, do rio que nos esquivamos de mergulhar, do sol que não soubemos aproveitar o seu calor. Saudade das estradas que não nos interessamos em desbravar, dos tempos que partiram e não soubemos vivê-los.. Enfim, a maior de todas as saudades, é aquela quando a gente reflete, e finalmente entende que tudo isso possui apenas um nome : Saudade de NÓS.

rosa guerrera
foto : Fábio Vasconcelos

Clausura - Por Rejane Gonçalves



Fiquei guardado dentro das paredes redondas sem ver o mundo e descobri que, por mais que me pusesse na ponta dos pés aguacentos, os tijolos estariam ainda a um palmo acima de mim.
Antes do confinamento, uma camada de lama fina, mingau ocre, por vezes vermelho, marrom, estagnava-se ao meu redor e não ligava a mínima para minhas intromissões em seus domínios. Eu podia brincar com as flores do cajueiro, que despregadas pelo vento, deslizavam naquela gelatina escura, andar sobre ela, ou até entrar nela, mexê-la para lá e para cá como se eu fosse uma colher de pau a desandar um angu.
Desenvolvi nesse tempo um apurado senso de observação, que me fazia saber de imediato a quem pertencia o pé que deixara suas marcas nas margens já meio endurecidas da lama, se era de homem ou de mulher, se andava apressado ou devagar. Houve dias em que nomeei, com todas as letras, o dono ou a dona do pé. Tornei-me com a anuência de todos um profundo conhecedor de pegadas.
Meu olho tem cílios que se expandem, muitas vezes ultrapassam a fina camada de lama e desenham um círculo azulado e lacrimoso em torno dela. Do alto, é como ver um ovo a fritar, quebrado numa frigideira, a gema no centro, a clara densa, derramada por sobre a gema e por todos os lados, um lençol que embora cumprisse a sina de cobrir, o fizesse com transparências.
Quando recolho os cílios, deixo nos lugares, por onde eles se estenderam, berços de umidade que podem servir de nascedouro e abrigo às plantinhas diáfanas, às penugens verdes que farão cócegas nos pés das mulheres que se debruçam sobre mim e abrem minhas pestanas, para ver se estou vivo ou morto. Elas seguram pequenas panelas arredondadas, mergulham essas panelas dentro de mim, uma, duas, três, várias vezes. Dias há em que são muitas as mulheres. Não me dão descanso. Nem me sobra um tempo para fechar e abrir o olho, umedecê-lo, descansá-lo. Depois da saída da última mulher eu fico parado, me privo de qualquer movimento, evito a formação de bolhas, fujo das ondulações. Sereno. Porque me assalta o pavor do olho seco. Um olho precisa estar molhado, disto eu bem sei, nem que seja à custa de colírios.
Desde que fiquei preso no meio desse muro redondo, não tenho mais contato com a lama, não afago as flores empapadas do cajueiro e quase mulher nenhuma, ou mesmo homem me procuram. Ao terminar a construção da pequena muralha, os operários tocaram-me com o respeito próprio dos devotos e no meio deles um, que parecia chinês, não parava de fazer reverências, de sorrir, em frente à ponta da muralha que se unira com unhas e dentes à outra ponta. Estava finalmente concluída. E eu protegido. Preservado.
No meio da mata silenciosa, viúva de tantos animais, semi-vestida, cada dia mais nua, eu era apenas um olho. Um olho d’água. Livre.


Rejane Gonçalves

Estudos mostram que oração ajuda na cura de doenças graves- Colaboração de Stela Siebra Brito




A influência da fé na cura das mais diversas doenças é uma realidade entre médicos de todo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de 10 anos exige-se que todos os programas de residência para psiquiatras incluam no currículo questões religiosas e espirituais. No Brasil, embora a questão ainda seja tratada com cautela, muitos médicos já admitem ter testemunhado casos impressionantes que a ciência não tinha como explicar.

Segundo revela o Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, estudos científicos em torno da cura pela fé começaram com o médico americano Harold Koenig . Ele e sua equipe concluíram que, ao rezar, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças. 'Acreditam que não estão sozinhos na batalha e que Deus está cuidando pessoalmente deles. Isso os protege do isolamento psicológico que domina a maioria dos doentes.

Em um estudo com 455 idosos internados, Koenig observou que a média de internação dos que frequentavam a igreja mais de uma vez por semana era quatro dias. Já os que iam raramente ou nunca chegavam a passar até 12 dias hospitalizados.

Outra pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina de Dartinouth, revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre os que não participavam de atividades religiosas. Em seis meses, 21 morreram. Já todos os 37 que se declararam extremamente religiosos tiveram alta.

O médico Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que o estresse é responsável por pelo menos 60% das doenças que atingem o homem moderno. Além disso, faz o organismo produzir o agente inflamatório interleucina-6, que está associado a infecções crônicas, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

Segundo o médico, ao rezar ou meditar seguidas vezes, o paciente atinge um estado de relaxamento capaz de reduzir o impacto dos hormônios no organismo. A oração continuada desacelera os batimentos cardíacos, o ritmo de respiração, baixa a pressão sanguinea e reduz a velocidade das ondas cerebrais, melhorando a condição física. Ele comprovou que pessoas que raramente iam à igreja tinham altos níveis de interleucina-6 no sangue, enquanto nos frequentadores assíduos esses índices eram significativamente mais baixos.

Diário de São Paulo – 16/09

Um ramalhete especial! Assinado: seus colegas do S.João Bosco.


Senti-me criança, aprendendo a lidar com a dor da perda. Lembrei o rostinho de todos os meus colegas de tempo de escola.De repente o medo da orfandade se dissipou: era fato!
Não importa a idade , a impressão é que estamos soltas de um útero amoroso, e que temos o nosso próprio destino.
O sentimento mais especial que existe é a amizade.
Diferente do amor (exceto o incondicional), que tem presente, passado e futuro, enquanto verbo.
Mas falemos de eternidade. O amor incondicional e os amigos, caminham juntos eternidade afora.
No plano material, olho os  bisnetos da minha mãe, e sinto que ela é deveras eterna, em todos os planos. 

Socorro

Recebi o inesperado : carinho em profusão. Sinto que não sou, nem estou sozinha. Obrigada, queridos!

Cara Socorro,

ficamos todos abatidos com sua perda.Difícil imaginar que acabamos por perder uma das únicas pessoas que podíamos contar para tudo nessa vida. Mas sei que vc mais uma vez encontrarà forças para sobrepassar mais esse obstáculo. Força !

 Zé Flávio e Fabiana

Socorro,

Meus sentimentos.

Agraço,

Emerson.

Oi menina.

Eu até que teria algumas palavras, tais como: " Lamento ter que dizer: - enfim ela descansou" ou ainda:
"Agora temos mais uma mãezinha no céu intercedendo por nós." Palavras que, infelizmente, nem amenizam a
dor nem matam saudades. Então, esqueçamos as palavras, conte comigo sermpre e sinta meu abraço bem
forte, extensivo a toda a família. Qeu Deus lhes dê forças pra enfrentar com sabedoria a falta que ela fará.
Beijos, com carinho e com saudades.

Mariade Jesus Andrade
Tomei conhecimento da sua dor e é por isso que aqui estou para te abraçar.Sei ,entretanto, que uma criatura como você , tão abençoada, forte no amor e na poesia vai saber lidar muito bem com essa perda. Não é um momento fácil mas certamente uma das maiores oportunidades que temos para crescermos na confiança e na esperança em Deus. Estou de cá pedindo a Ele proteção e conforto para você e toda sua família.
Meu carinho é todo seu
Abraços
Márcia

Socorro,
também estou sem palavras com o falecimento de dona Valda. Pode parecer clichê, mas a vida é mesmo assim. Espero que Deus cubra todas vocês com muito conforto e abnegação, pois essa é a Sua vontade. Estou rezando por ela.
Qualquer coisa, estou aqui.

Luiz Pereira

Socorro,

Cheguei há 5 minutos de Barbalha e na hora em que entrei em casa o telefone tocou. O primeiro ímpeto foi sair e lhe procurar para dar um abraço, mas não consegui saber onde vc estava. Em todo caso, receba nossa solidariedade junto com a absoluta certeza que D. Valdenora está em local bom e em excelentes comapnhias. Abraços

Joaquim Pinheiro


Cheguei! Convocado pela ausência manifesta na voz da filha. Que a filha é como finalidade de uma mãe. De uma mãe em expansão, sobretudo amor. Amor é o lento mover de grãos ao soprar do desejo de permanência no tempo e no espaço. A permanência que também é mover-se num teatro de eventos inventados e outros manifestados. O tempo que é esta regra de finitude. O espaço que é constituído partes da permanência e do tempo. E os três juntos e mais suas fusões são a filha que ama a mãe que ama a filha e ama a mãe. Neste eterno mover-se de grãos soprado no interregnos dos lapsos de presença. Ou seja, da ausência manifesta na voz da filha.



Com palavras e sentimentos,



José do Vale, Tereza, Raul, Ruy, Sofia, Laura e Claudia.



SOCORRO, QUERIDA AMIGA E PRIMA, RECEBI A NOTICIA DO PASSAMENTO DA NOSSA ESTIMADA E CARINHOSA VALDA, O RONALDO ME AVISOU POR TELEFONE.
ESTOU TRISTE.
A CLÃ DOS LIMA LÁ DO CÉU RECEPCIONOU ELA COM CARINHOSA ALEGRIA:, TIA BIBIA, BAZINHA, MAMAE ROSALIA, ALDENORA, ROSALI. ALMERY. FLAVIO, HUMBERTO, RIBAMAR, MAE CANDINHA, NOSSA ELEGANTE SINHÁ, TIO CHIQUINHO, MOREIRINHA, MEU PAI VICENTE, TIO DIÉ, TIO LIMA, E TANTOS OUTROS DA CLÃ PERSONAGENS QUE PERTECERAM E PERTECEM A NOSSA HISTORIA DE FAMILIA ESTÃO AO SEU LADO LHE GARANTIDO PAZ, E VIDA ESPIRITUAL TRANQUILA DE LUZ E AMOR FRATERNO NO AFETO DO NOSSO PAI JESUS E NO AMOR DO ESPIRITO SANTO.

MEU CARINHOSO E FRATERNO ABRAÇO DE APOIO E SAUDADE, A VOCÊ, CATARINA, VERÔNICA , ZÉLIA, ALFREDO E TODOS OS DEMAIS DA FAMILIA.

BEIJOS E ABRAÇOS FRATERNOS DE LOURDES, ANDRE VICENTE E FAMILIARES.

Edmar Lima Cordeiro

Abracei pessoalmente inúmeros amigos, e seria impossível citar tantos nomes.
Descobri que tenho tantos primos afastados... Mas eles estavam lá pela "Tia" querida; os amigos da minha mãe, o povo da Batateira , a quem ela acolhia, e cuidavam dela, ao lindo de todo tempo de vida .

A DOR PESSOAL JUNTA-SE Á DOR DE TODOS QUE A AMAVAM. 

IMAGINO-A , AGORA, LUZ INTENSA ... A MOSTRAR-ME O MEU PRÓPRIO CAMINHO. 
ACHO QUE NESTE MÊS QUE SE APROXIMA FALAREMOS DA VIDA, SEU CURSO NORMAL, RELEVANDO AS PERDAS E TRANSMUTANDO AS DORES.

O "AZUL SONHADO"- QUE SEJA SEMPRE UM PORTO DE INFORMAÇÕES, E ENCONTROS  FELIZES!

Abraços.

As manifestações de solidariedade e carinho, muito me comoveram!




israel batista disse...

Querida Socorro meu pesar o nosso Deus que é nosso criador há de te confortar, força querida você supera essa, conte com os ombros amigos desses nossos bogueiros que admira muito esse blog
30 de maio de 2011 00:17

Magali de Figueiredo Esmeraldo disse...

Querida Socorro,

O nosso abraço de solidariedade.

Carlos e Magali
30 de maio de 2011 12:30

Marcos Barreto de Melo disse...

Socorro,

Estou solidário a você neste momento dificil de sua vida.
Abraço,

Marcos
30 de maio de 2011 14:27

Anônimo disse...

Hoje uma chama se apagou. Uma chama que brilhava em seu silêncio de amor. Uma luz que se fez mãe. Uma mãe que trazia, em suas mãos, a marca do tempo. Os sacrifícios que a vida lhe fez dedilhar. Mãe de olhar sereno. Mãe de abraço macio. Mãe abnegada.


Dizem que mães são anjos. Que protegem, que olham, que cuidam, que se doam. Um dia, com a missão cumprida, Deus vem levar de volta esses anjos, para que os dias lhe sejam menos dolorosos, para marcar o tempo dessa caminhada pelo mundo e para que este se constitua apenas numa testemunha de sua passagem terrena pela vida.


Mas eis que chega o dia de voltar para o Pai. É um chamado definitivo. A hora de ter de volta em si esse universo imenso, essa certeza infinita e tardia de que somos parte desse todo e que é hora do retorno, do adeus ou da chegada.


E novamente segue esse anjo para outras paragens. Livre. Transparente ser que somos, sob as bênçãos do Pai.


Um abraço filial a esta que foi mãe a vida inteira – Dona Valda ( Valdenora)




Claude – por todos os que fazem o Cariricaturas

30 de maio de 2011 15:34

Rosemary Borges Xavier disse...

Socorro,
Não nos conhecemos pessoalmente (mas um dia irei aí), pois sempre penso: o porque de estar compartilhando algo com pessoas que nunca convivi, não sei se terei respostas. Estou aqui deixando um abraço à você e a todos os seus, olhando a foto ao lado, vejo um laço eterno que nunca se desfazerá. No Universo não tem porta, não tem janela, não tem teto, não tem chão, não tem parede,mas tem a mão do Criador, estendida, para nos dar o apoio deste retorno. Feliz é quem vem e quem volta levando uma bagagem de VIDA. PAZ no teu coração, que assim seja.

Rose
30 de maio de 2011 16:17

Anônimo disse...

Minha amiga, receba meus sentimentos por sua perda que considero minha também. Nos sentimos sós durante nossa vida em várias ocasiões, mas quando perdemos nossos pais é que conseguimos dimensionar a real solidão. Por favor, lembre-se que estamos, eu e seu inúmeros amigos, para lhe acompanhar por sua tão bonita passagem por aqui.
Tudo que ouvi sobre sua mãe mostrou o grande ser humano que ela foi e a matriarca que sempre será nos corações de seus filhos, netos e bisnetos.
Um grande beijo
Beatriz
30 de maio de 2011 17:24

Dihelson Mendonça disse...

NOTA:

A morte de um familiar dessa magnitude é uma tragédia imensa. Há poucos dias eu perdi a minha prima mais querida, que era como uma irmã para mim, pois crescemos juntos, e até hoje ando abalado com isso. Posso compreender perfeitamente a dor dos familiares, pois já perdi o meu PAI também em situação de sofrimento terrível.

Nessa hora difícil, levo minhas condolências à todos os membros da família, especialmente à Socorro Moreira, e creio que posso falar pelos nossos outros irmãos do Blog do Crato, ao mesmo tempo em que quero lembrar que para nós que temos fé, que acreditamos, existe um criador e nós somos as criaturas. Temos que crer no que dizem as escrituras sagradas, que para Deus, todos estão vivos, e um dia ressucitaremos.

Com certeza, D. Valdenora está no seio do pai, em lugar aonde o sofrimento não poderá mais alcançá-la. E nosso Deus, em sua imensa bondade, há de agora, recebê-la em sua nova morada celestial, com o convívio de todos os que foram antes, até o dia em que nós outros nos reuniremos também, afinal, esta aqui é apenas uma dentre nossas muitas existências.

Nesse momento de dor, de aflição, desejamos que Deus dê aos familiares a conformação, a esperança e a Fé. Essa dor nunca passará totalmente, mas com o tempo virá a certeza de que ela não morreu, de que apenas mudou de endereço e que continua velando por todos os seus filhos, com a mesma dedicação, guiando-os pelo caminho da retidão e do amor.

Desejamos Força e Fé nessa hora difícil a todos os familiares.

Hoje uma chama não se apagou, ela apenas mudou de endereço, de lar, e foi para um lugar bem melhor do que esse nosso mundo de sofrimentos, de angústias, para um lugar reservado aos justos, para viverem com alegria e plenitude ao lado de Deus. É preciso crer acima de tudo, que a morte não existe, e que apenas trocamos de corpos e de planos.

Dihelson Mendonça
Em nome do Blog do Crato.
www.blogdocrato.com
30 de maio de 2011 18:57

Aloísio disse...

Socorro,

Minha solidariedade neste momento de perda irreparável, mas sempre hão de vir forças para superar esta grande dor.

Abraços
Aloísio
30 de maio de 2011 19:06

Emília disse...

Socorro, Pai de Bondade, a toma no teu colo, consola, nessa hora em que perde seu maior e eterno amor.
Um abraço de mainha, e um abraço meu, todo especial!
30 de maio de 2011 21:57

José de Arimatéa dos Santos disse...

Socorro,
Nesse momento tão difícil para você eu só tenho uma palavra:
Força!
30 de maio de 2011 23:41
socorro moreira disse...

Amigos,

Sinto-me comovida , agradecida e confortada com tantos abraços de amizade e soloidariedade.

Qualquer hora , volto ao meu normal.
O espírito de luto é substituído pelo de "luta", como bem colocou Zé do Vale.

Abraços em todos vocês.
31 de maio de 2011 08:34
A primeira casa em que morei, quando cheguei ao Crato foi na casa de dona Valdenora. Que pessoa doce! Me recebeu como se recebe um filho. Me senti logo em casa. Sempre me impressionou a capacidade de receber e acolher que algumas pessoas têm. D. Valda foi grande exemplo disso. E também de força, determinação, compreensão e aceitação da vida. Uma pessoa de fé! uma pessoa de bem e do Bem.
Uns dias atrás me lembrei do Crato que gosto, com tanta saudade... vontade de ver as pessoas, falar sobre o tempo e a vida... Assuntos de quem mora na mesma rua... E pensei em D. Waldenora. Não sei porque, vi sua imagem simpática, atenciosa. Tive vontade de falar com ela...
Junto meu sentimento, ao sentimento de suas filhas e filho, netos e netas, e todos os familiares, e agradeço por termos merecido conviver com pessoa tão querida. D. Val, doadora de vida. É assim que a vejo.
Minha irmã, meu coração está de luto!

João Nicodemos