por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Colaboração de Luis Eduardo



O DESPONTAR DO CÉU
Uma mensagem de Polaris canalizada por Talyaa Liera/Karen Murphy
Quinta-feira, 03 de fevereiro de 2011

Está começando.
O mundo de magia que você tem criado, trazido à vida, está começando a tomar forma este mês.
Este é o mês em que algumas das dificuldades e incertezas surgidas no final de 2010 e início de 2011 começam a se dissolver, deixando novas formas e novos desígnios gloriosos em seu lugar.
A vida que você está criando começa agora.
Você sabia disto, certo?
Você sabia que este resultado viria de seus trabalhos, da sua labuta, do seu intenso questionamento e de suas profundas ansiedades.
Você sabia, mesmo que você não tenha perseverado.
Você não estaria agora aqui, absorvendo isto, começando a receber os presentes que você está se dando.

É um olhar rápido nos céus.

Sentir-se em paz com as escolhas de vida que você está fazendo é soberano e é uma das recompensas que vêm neste mês, mesmo se o sentimento for somente passageiro.
Você sabia disto, não sabia?
Essas coisas continuarão mudando, emergindo e expandindo?
A vida não é estática.
Ela não fica parada.
Não, suas experiências constantemente estão mudando conforme você cria o que vem a seguir, e a seguir, e a seguir.
Quanto mais você se sente bem com este estado de fluxo constante, mais você se abre para os presentes que você constantemente está se dando.
Esteja presente, então, este mês para a dádiva que você receberá em algum ponto do mês de sentir-se em paz – verdadeiramente em paz – com suas escolhas de vida.
Utilize depois essa sensação como um critério para trazer você de volta ao centro quando a vida parecer estar rodopiando incontrolavelmente, um redemoinho, deixando você ofegante.
Utilize esta sensação que você criará para si como um guia, um retorno ao equilíbrio, que permite que você recupere a perspectiva quando mais precisar dela.

O céu é semelhante a isso.


Equilíbrio. Perspectiva. Senso de inteireza. Sensação de perfeição, mesmo que só para esse momento.

Você pode sentir isto?
Você pode sentir os potenciais disto em sua vida?
Para o ano que vem?

Este mês fixa o tom para o resto do ano.
A abertura que você sente agora – se você escolher assim – irá proporcionar um lugar de descanso, um espaço de conservação para Seja Lá O Que você pretenda criar para o resto do ano.
Então escolha sabiamente.
O que continuará nas estações vindouras?
O que funciona agora para você?
Quais mudanças – grandes ou pequenas – são necessárias para ajudar você a alcançar aquilo que você procura?
Na verdade, qual é A mudança que você pode fazer agora mesmo que apoia sua criação?
Dispense um momento, agora mesmo.
Por que esperar?
NESTE momento pode começar a sua jornada.

Feche seus olhos e visualize seu futuro.
Veja seu Eu-por-vir, seis meses após na estrada.
Convide sua criação para se reunir a você.
Veja-a, sorria para ela.
Então olhe mais profundamente:
O que mudou?
Qual foi a pequena coisa que mudou para você?
Permita que isto tome formato e forma no seu olho mental.
A mudança pode ser simbólica, metafórica.
Simplesmente observe a pequena coisa.
Então volte para o Agora.
Tome nota e permita a mudança que você criará para o jardim que cresce dentro de sua vida através da sua imaginação, magia, e visualização.


O que Esperar Deste Mês

Pessoal

O mês começa agitado para muitas pessoas, uma transição ao deixar o ano anterior e entrar firmemente no ano seguinte.
Se você estiver se sentindo cru e pouco desenvolvido, pode ser que você esteja mantendo resistência à mudança e à criação que você deseja fazer.
Tente imaginar como seria estar em um estado de franca e descompromissada aceitação e fluxo.
Mesmo que seja só por um momento.
O que você poderia sentir em seu corpo, seu coração?
O que poderia mudar em seus padrões de pensamento?
Conforme o mês prosseguir, você sentirá alterações ocorrendo nos padrões de como você considera seu Eu enquanto você se firma mais na nova realidade que você está começando a criar.
Procure por validação em relances desse novo Eu ao passar por um espelho, ou nos números de relógios quando você tem determinados pensamentos a respeito do seu caminho, ou em faces na multidão, nas cores que aparecem enquanto você passa pela multidão, ou determinado sentimento de sabedoria e retidão.

Afirmação: Eu SOU capaz de criar a magia na vida que eu busco para mim.


Relacionamentos

Este mês pode ser desafiador para alguns na questão de relacionamentos.
O impulso, o desejo é de conectar-se mais profundamente com os que existem em sua vida, mas as areias inconstantes do Eu podem gerar um senso de precariedade que pode servir para minar as tentativas de aumentar a proximidade.
Seja paciente; o caminho que você está seguindo através do profundo trabalho interior do Eu provará ser frutífero em seus relacionamentos, mas provavelmente não no começo do ano.
Entenda que você não é o único neste caminho e tente manter compaixão e amor por aqueles que o cercam que podem estar tão crus, tão agitados e tão compenetrados no caminho de autoinvestigação quanto você.
Seja amável.
Dê amor.
Esteja preparado para receber amor de modos que você não esperava.

Afirmação: Eu ESTOU criando o amor que eu desejo.


Comunidades

Conforme o mundo lentamente se afasta do isolamento e se aprofunda mais na conectividade, há desavença. Reação.
Este é um processo prolongado, mas que produz um resultado inesperado este mês.
Da mesma maneira que a revolta egípcia paralisou o mundo no fim do mês passado e entrou neste mês, mais sinais de um desassossego crescente com o que É e como nós nos relacionamos um com outro em comunidade – ou pela ausência dele – continuarão aparecendo.
Entenda que para a maioria há pequena motivação política para mudança; o impulso vem de um desejo de ser visto e reconhecido como humano.
A política é simplesmente o método conveniente para criar mudança, uma causa para se apegar.
Espere neste mês por uma nova revelação de total violação dos direitos humanos e uma revolta necessária como resultado.
Também espere por uma revolta geral para uma mudança significante, que de um tempo para cá tem se manifestado como a decadência de direitos e liberdades individuais e de um ponto de vista de proteção pública (manifestada como um aumento de policiamento).

Você pode combater isto aumentando suas conexões pessoais com a comunidade local.
Auxilie um vizinho.
Leve comida para aqueles que passam necessidade.
Organize uma arrecadação de roupas quentes.
Cante com amigos.
Cozinhe com outros.
Plante alguma coisa.
Crie arte com outros.
Expanda sua esfera de energia pessoal para o mundo de uma maneira consciente que pareça divertida.

Afirmação: Eu SOU a mudança que eu busco criar em meu mundo.


Política global

A revolta egípcia criará um efeito dominó energético que provavelmente não terá efeitos tangíveis até setembro.
Porém, enquanto isso, governos continuam sendo severos e mantendo o que parece ser o controle em um mundo que muda continuamente.
É uma batalha perdida, mas isto não será verdadeiramente evidente por anos.
Até então, espere por desassossego político continuado combinado com controles governamentais aumentados e leis draconianas.

Afirmação: Eu SOU capaz de manter espaço para as mudanças no mundo chegarem.


Mudanças da Terra

Junto com a ocorrência de mudanças pessoais, reverberações ecoam ao redor do mundo.
Apavorado ultimamente por relatórios de números maciços de animais que morrem de repente?
Prepare-se para mais, muitos mais relatórios semelhantes com o passar dos meses.
Além disso, vários portais estarão abrindo ao redor do globo, começando neste mês, que criarão abertura para repentinos desaparecimentos humanos e ocorrências semelhantes às ocorrências do Triângulo das Bermudas.
Conforme a energia aumenta em movimento ao redor do globo, realidades modificadas tornam-se mais a norma.

Como navegar estas mudanças e ajudar a apoiar a evolução do planeta?
Simplesmente estando aberto para a mudança.
Percebendo que a instabilidade é a norma.
Usando sua imaginação para visualizar o futuro, mas ficando livre da expectativa.
Amando seu Eu em expansão e o caminho em que você está.

Afirmação: Eu AMO a magia que eu estou criando para o mundo.


Mudanças Espirituais Globais

Cante um Kum-baía-yah cósmico este mês enquanto você se conecta mais profundamente às energias amorosas que estão começando a ficar mais evidentes.
Sinta seu coração se expandindo agora, já que você está ficando mais afinado com os ritmos do Universo.
Globalmente, o planeta está se preparando este mês para a festa que virá: aumento de aberturas, portais de tempo-espaço de realidade, visitações, e despertar espontâneo (até mesmo em um nível de massa, às vezes).
A visualização feita neste mês ajuda a preparar o palco para os meses vindouros.

Afirmação: Eu ESTOU conectado ao batimento do coração do planeta.


fonte: http://spiritlibrary.com
Tradução: SINTESE
http://blogsintese.blogspot.com

* Comentário de Luis Eduardo:

Então, Socorro, estes textos falam numa possibilidade não discutida noutros âmbitos. Eles nos dizem que não nos preocupemos, até que aquelas pessoas que não entenderam nada, que foram desonestas, assassinas, as maiores torpes, só acordarão do outro lado – após a morte para o plano terreno – após um tratamento completo, durante o qual se manterão dormindo. Não falam em sofrimento. E entendo que as experiências terrenas – que eles dizem que se passam num plano absolutamente ilusório – são apenas “passatempo” dentro da eternidade, uma existência durando o que seria um segundo de tempo, dentro da nossa percepção atual. De todo modo, nossa Origem amorosa, será que nos criaria para sofrer? Será que ela fosse sádica, por exemplo? Claro que não! Tem mais lógica para mim que todas as experiências sejam finalmente benéficas, e que mesmo aquelas que supomos ruins, a fome e a doença na África, na atualidade; o “holocausto nazista”; o genocídio dos índios americanos, do norte ao sul, pelos europeus; tudo isso imagino que são simples experiências, e que as pessoas que foram vitimadas aceitarem cumprir tal papel, até porque não lhes terá custado, mas de alguma maneira, num âmbito de experimentação, mas beneficiado – de alguma maneira, que não sei no momento dizer...

José Maria de Abreu - Por Norma Hauer






MAIS UM CENTENÁRIO= 1911-2011

BOA NOITE, AMOR !

Foi a 7 de fevereiro de 1911 que, na cidade de Jacareí, nasceu o pianista e compositor JOSÉ MARIA DE ABREU, co-autor, com Francisco Matoso, de uma das músicas que mais marcou o repertório de Francisco Alves: "Boa Noite, Amor".
José Maria de Abreu fez uma sólida parceria com Francisco Matoso, que, porém, morreu muito moço (30 anos) a partir foi daí ele passou a ser parceiro mais constante de Jair Amorim.
Seus pais eram músicos; assim ele aprendeu violão com seu pai e piano com sua mãe.
Compôs, ainda com 11 anos, o hino de seu grupo escolar, em cuja orquestra executava o trompete.

Em 1928 mudou-se para São Paulo e teve sua primeira composição gravada por Francisco Alves:"Recordando". Ali regeu a Orquestra Boa Vista e compôs o Hino da Revolução Paulista, de 1932, de nome "Vencer ou Morrer".

Veio para o Rio de Janeiro em 1933 e aqui venceu um concurso realizado pelo jornal "A Noite", com um samba de nome "Promessa", gravado por Gastão Formenti.
Entre os anos de 1933 e 1938 foi pianista da Rádio Mayrink Veiga, anos em que compôs "Velho Amor", com Francisco Matoso, gravado por Silvinha Melo; "Fui Feliz", gravado por Orlando Silva; "Morena Sereia", também gravado por Orlando Silva, com as Irmãs Pagãs; "Na Bahia", parceria com Noël Rosa, gravada por Bibi Ferreira, que fez parte do filme ""Cidade Mulher"; "Coração, porque soluças?", gravação de Gastão Formenti; "Horas Iguais", também parceria com Francisco Matoso, gravação de Orlando Silva .

Carlos Galhardo gravou de José Maria de Abreu, as valsas "Mais Uma Valsa, Mais Uma Saudade", (co-autoria de Lamartine Babo) ;"Junto de Ti, Estou no Céu (com Oswaldo Santiago ) e "Dois Corações em Tempo de Valsa", co-autor:Francisco Matoso.

Fazendo parceria com Jair Amorim e sendo pianista da Rádio Clube do Brasil, compôs para Orlando Silva,"Brigamos, Outra Vez".

Um samba seu que fez grande sucesso em 1938, com o Bando da Lua, foi regravado em 1982 por Gal Costa:"Pegando Fogo".

José Maria de Abreu faleceu em 11 de maio de 1966, com apenas 55 anos.
Norma

Perfil - Ana Arraes vai comandar PSDB na Câmara...- Colaboração de Joaquim Pinheiro




Perfil: Ana Arraes vai comandar PSB na Câmara com coragem herdada do pai

Denise Rothenburg

Publicação: 06/02/2011 08:22 Atualização:

Tirando de letra: Com a política no sangue e o sobrenome Arraes, não foi difícil para ela circular no Parlamento (Carlos Moura/CB/D.A Press )
Tirando de letra: Com a política no sangue e o sobrenome Arraes, não foi difícil para ela circular no Parlamento
Numa manhã de julho de 1964, o comandante-geral do IV Exército, general Olímpio Mourão Filho, recebeu a visita da jovem Ana Lúcia. De fala mansa e educada, ela pediu: “Vou me casar e o senhor deve saber como é importante para uma filha a presença do pai. Por isso, estou aqui”. O general mostrava-se reticente. Há poucos dias, naquele nascedouro da ditadura militar no Brasil, Mourão tinha declarado que, se dependesse dele, “comunista não saía da cadeia”. Quando Mourão disse que entendia a situação porque também tinha uma filha, outro general reagiu dizendo que, se houvesse manifestação no casamento, estariam todos presos. A jovem de olhos vivos não aquiesceu: “Não estou pedindo a presença de um preso político. Estou pedindo o direito de uma filha: que seu pai compareça ao casamento”, declarou a moça, com a mesma firmeza com que havia acompanhado o pai, Miguel Arraes, na política. O casamento de Ana Lúcia Arraes com Maximiniano Campos Acioly foi celebrado na capela da Base Aérea de Recife, em 9 de agosto de 1964, cercada por soldados. O governador cassado, Miguel Arraes, chegou num avião da FAB e, mal terminou a cerimônia, foi novamente recolhido à prisão em Fernando de Noronha.

Para aquela menina que, aos 17 anos, enfrentou os generais para ter a presença do pai num dos dias mais importantes de sua vida, liderar, hoje, os 38 deputados do PSB ou mesmo os 68 do bloco PSB-PCdoB-PTB é bem mais fácil. Filha de um dos políticos mais importantes do seu tempo e mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Ana Arraes só subiu à ribalta da política em 2006, aos 59 anos, quando o filho deixou o Congresso para concorrer ao governo do estado. Foi candidata porque o partido considerou necessário ter o sobrenome Arraes no palanque, já que Eduardo não carrega a grife política na sua assinatura. Quando ele nasceu, em agosto de 1965, o nome Arraes era sinônimo de perseguição.

Dona Ana, como alguns a chamam, só teve notícias do pai quando Eduardo nasceu porque um amigo da família o viu desembarcando no aeroporto Santos Dumont, quando Arraes foi transferido para o Rio de Janeiro, até seguir para o exílio, na Argélia. A reaproximação da família só ocorreu mesmo em 1979, quando Arraes voltou ao Brasil e foi para a casa da filha.

Nos palanques
A convivência mais próxima levou dona Ana de volta aos palanques. Ela só se formou em direito depois que o marido morreu, em 1998. Em 2006, quando foi candidata, o pai não estava mais vivo para ver a filha obter 178,4 mil votos e estrear no Congresso. “Quando me elegi, falei para Eduardo: ‘Pronto. E, agora, o que eu faço?’ Ele apenas beijou minha mão e disse: ‘Você vai tirar de letra’”, conta

Com a política no sangue e o sobrenome Arraes, não foi difícil para ela circular no Parlamento. Na Comissão de Defesa do Consumidor, Ana Arraes já chegou com a lista de municípios pernambucanos que não tinham acesso à telefonia celular. Apresentou um projeto de desoneração da cesta básica e ainda participou da Comissão Especial da Reforma Tributária. Aprendeu rápido sem deixar de andar pelo sertão nordestino nos fins de semana. Tomou tanto gosto que percorreu 120 mil quilômetros na campanha do ano passado, o que ajudou a multiplicar a votação de 2006. Foram 387.581 votos em 2010, colocando-a entre as campeãs em todo o Brasil.

Hoje, a casa de dona Ana em Brasília é cenário de encontros políticos importantes, como as conversas entre o PSB e José Eduardo Dutra nos tempos de montagem do governo Dilma. A eleição da primeira mulher presidente da República empolgou a advogada ao ponto de ela se apresentar para uma das vagas da Mesa Diretora. Não conseguiu porque surgiu a liderança, aonde ela chega com ares de quem deseja contornar a disputa velada entre o filho e os Ferreira Gomes — Cid e Ciro —, do Ceará, e desonerar a cesta básica. “Temos que estar de olho na pauta do povo. Não é possível um quilo de açúcar ter 40% de tributo.”

Mas com um jeito de quem quer chegar sem alarde, da mesma forma que chegou, há 46 anos, ao general Mourão. E que ninguém se engane: se precisar, ela arregalará os olhos e responderá com firmeza, como fez com o outro general. Afinal, Ana Arraes não pegou em armas como Dilma, mas também enfrentou a ditadura.


Autor: Hildo Evaristo

O fogo da Cidade do Samba como alegoria das águas que inundaram o Crato. - José do Vale Pinheiro Feitosa

Nestes segundos de agora o fogo consome a Cidade do Samba, aqui no Rio. Um pavilhão que abrigava quatro barracões das escolas prestes a desfilar se tornou chamas que amedrontam e uma coluna de fumaça que turva a manhã no centro da cidade.

Não tem como separar que o fogo ali é portentoso como necessidade da ajuntada imensa de materiais combustíveis. Onde há combustível estocado é que existe sempre uma faísca em busca de cumprir o destino. O fogo que consome os barracões como expressão simbólica daquilo que justifica tais estruturas.

O carnaval faz parte da natureza do fogo. Tornando cinzas aos materiais arcaicos dos mofados hábitos sociais, da imensa separação de classes. O carnaval é a centelha que demonstra claramente o quanto é fugaz a ordem diária do mundo. Uma ordem que é um grande armazém de materiais de combustão.

Agora as autoridades darão declarações otimistas. Tudo será melhor. Nada faltará. Os esforços serão maiores que o fogo. Tudo fantasia. O fogo ainda consome. As imagens darão novo sentido ao próximo desfile. Alguma coisa haverá para sustentar as escolas incendiadas. No carnaval será salvo o que se pode. Inclusive os resultados.

E do fogo à água. A água que tomou o destino do vale apertado em que a história implantou a cidade de Crato. Esta depressão que existe como recipiente das águas transcendentes que de anos em anos irão preencher o natural vão a si destinado. E as autoridades falarão palavras vãs.

Existe uma realidade que não se resume a criar uma vala ali onde o curso das águas será intenso. A cidade passará mais alguns anos falando desta chuva que pulou o cotidiano para demonstrar o quanto a pasmaceira social e administrativa pública são e serão ineptas com tais volumes.

Administrar uma realidade complexa é mais que um foco de algum MBA em administração. O foco não é nada se não tomar ciência que afinal tudo é para o bem comum. Que em tais circunstâncias não existem salvados em especiais. E que as contradições explodem como o fogo dos barracões das escolas de samba.

Aqui nas imediações do fogo que consome a cidade do Samba, sinto o quanto as águas que rolaram nas ruas brandas da cidade, eram maiores e bem superiores ao cotidiano que não imagina além da ordem do imediato. Os fenômenos mediatos sempre existiram e continuarão se expressando. Fortes e devastadores como a realidade.

Não se tome alguma culpa no aquecimento global. O desastre está muito mais próximo nalgum prédio público e nas residências das famílias que precisam olhar muito além dos morros que cercam a cidade. Sem perder a vista deles, mas indo até os ciclos amplos que se repetirão com chuvas iguais ou maiores que estas.

Manifesto dos Atingidos Pela Rede Globo *




Apenas 6 famílias estão no comando dos principais meios de comunicação no Brasil. Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky são os clãs que comandam o oligopólio midiático no País.

Um seleto grupo composto pelas Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Rede Brasil Sul (RBS) e Companhia Brasileira Multimídia (CBM) é o responsável pela concentração de maior parte de toda a circulação diária de notícias impressas em todo o Brasil, algo em torno de 56% de tudo o que é veiculado de informação impressa que circula no território nacional.

Não obstante, apenas três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, são as sedes dessas empresas de mídia.

Uma característica que revela a “vocação” concentradora da estrutura dos meios de comunicação no Brasil é a atuação e a influência marcante de um único conglomerado midiático em âmbito nacional e internacional: a Rede Globo, de propriedade da família Marinho.

O conglomerado é líder com 263 veículos próprios ou afiliados – mais que SBT e Record juntos, em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

A Globo detém ainda 33,4% do total de veículos ligados às redes privadas nacionais de TV e controla o maior número de veículos em todas as modalidades de mídia: 61,5% de TVs UHF; 40,7% dos jornais; 31,8% de TVs VHF; 30,1% das emissoras de rádio AM e 28% das FM.

A maioria dos principais grupos regionais de mídia são afiliados da Globo e seu conglomerado é o único presente em todos os tipos de veículos de comunicação. Até 2007, sem contar as afiliadas, a Rede Globo possuía 20 emissoras próprias, apesar de a lei brasileira permitir apenas 10 concessões por operador.

Naturalmente, a Rede Globo de Televisão abocanha mais da metade do mercado publicitário brasileiro destinado ao meio televisivo, ou seja, quase 80% do total destinado às emissoras de TV aberta, além de liderar os índices de audiência em praticamente todos os horários.

Organizações Globo é o termo usado para denominar o conglomerado de várias empresas brasileiras concentradas especificamente na área de mídia e comunicação. É o maior conglomerado de mídia da América Latina e o terceiro maior do mundo, ficando atrás apenas da The Walt Disney Company e da CBS Corporation.

Criada em 1965 em pleno Regime Militar, cinco anos após entrar no ar, já em 1970, era líder absoluta de audiência. À época, estavam também no ar as Redes Excelsior – que saiu do ar em 1970 – a Tupi – que sairia do ar em 1980 – e a Record e a Cultura, que como a Rede Globo estão no ar até hoje.

A emissora dos Marinho conquistou o espaço deixado pela Excelsior, além de ter recebido a quantia de US$ 5 milhões do Grupo Time Life, para a compra de equipamentos novos e modernos para a época.

Em seus 45 anos de existência, a Rede Globo especializou-se em fazer telenovelas, que são vendidas atualmente para mais de trinta países. Produzidas em vários gêneros, comédias, românticas, atuais e de época, ambientadas no Rio de Janeiro, em São Paulo, no campo, no litoral, as novelas da Globo produzem de imediato fenômenos de "massificação do comportamento", que podem ser verificados de maneira empírica e simples sem necessidades de um protocolo ou estudo experimental.

Alguns críticos também apontam as telenovelas como uma das causas da derrocada do cinema brasileiro desde a década de 1980.

De acordo com o livro “Muito Além do Jardim Botânico, de Carlos Eduardo Lins da Silva”, um dos grandes responsáveis pela liderança de audiência da Globo foi Walter Clark, que entre outras coisas, criou o chamado ‘sanduíche’ na programação, onde entre duas novelas deveria haver um jornal, neste caso o Jornal Nacional, que entrou no ar em 1º de setembro de 1969. Para garantir o Ibope, a novela das 19h tinha um estilo bem leve, quase cômico, e o das 20h, dramático. Estratégia perfeita e que se mantém até hoje.

Para Clark, não bastava ser líder de audiência. Era preciso criar o hábito de assistir a Globo. Coincidentemente, o JN estreou no período de maior endurecimento do Regime Militar, em 1969. O Ministério das Comunicações foi criado neste mesmo ano. O que interessava à ditadura era a chamada “Integração Nacional”. O JN foi o primeiro transmitido em rede. O tom formal e frio, com informações que interessavam diretamente ao regime, deu ao jornal o apelido de “porta-voz da ditadura”.

Uma declaração do então presidente Emílio Garrastazu Médici – o mais autoritário artífice do regime ditatorial sobre a sociedade – deu o tom do que era o JN: “Sinto-me feliz, todas as noites, quando ligo a TV para ler o jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos, em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranqüilizante, após um dia de trabalho.”

Em comprovada associação com a criminalidade da ditadura, a Globo também bancou falsas notícias dos assassinatos de Vladimir Herzog, Fiel Filho, Stuart Angel e centenas de outros opositores ao regime, sempre tendo como verdade os laudos criminosamente falsos do médico parceiro da ditadura, Harry Shibata.

Em 1993, Simon Hartog, documentarista britânico, através do Channel 4, emissora pública do Reino Unido, realiza o filme Beyond Citizen Kane (Muito Além do Cidadão Kane), focado na análise da relação da mídia e o poder no Brasil.

O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar brasileira, sua parceria com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), algumas práticas vistas como manipulação feitas pela emissora de Marinho (incluindo um suposto auxílio dado a uma tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa do movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício como um evento de comemoração ao aniversário de São Paulo, e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello (frente a Luís Inácio Lula da Silva), além de uma controversa negociação envolvendo ações da NEC Corporation e contratos governamentais à época em que José Sarney era presidente da República.

A primeira exibição pública do filme no Brasil ocorreria no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando, em caso de desobediência, multar a administração do MAM-RJ. O secretário de cultura acabou sendo despedido três dias depois.

Até hoje uma decisão judicial proíbe a exibição de Beyond Citizen Kane no Brasil.

O último episódio de ilegalidade cometido pela Rede Globo em conluio com os poderes constituídos na política brasileira veio a tona em janeiro de 2011 quando um deslizamento de terra de grandes proporções deixou mais de 700 mortos na cidade de Teresópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro.

Enquanto os veículos da Rede Globo denunciavam o descaso do governo federal e cobrava mais investimentos para a prevenção de enchentes, a imprensa alternativa tornava público que no dia 20 de outubro de 2010 o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, desviou R$ 24 milhões do FECAM (Fundo Estadual de Conservação do Meio Ambiente) com a finalidade de construção pela Fundação Roberto Marinho do Museu do Amanhã no Cais do Porto no Rio de Janeiro.

Diante dos fatos e de inúmeras outras ocorrências de irregularidades cometidas pela Rede Globo, que aviltam a democracia e mancham a história do próprio jornalismo, ficam as perguntas: é justa a renovação da concessão pública da poderosa TV Globo? Ela ajuda a formar ou a deformar a sociedade brasileira? Ela informa ou manipula as informações? Ela atende os preceitos constitucionais que proíbe o monopólio da mídia e exige que a comunicação social promova a produção da cultura nacional e regional e a difusão da produção independente e que tenha finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas?

É hora de a sociedade brasileira assumir definitivamente uma postura crítica e transformadora da situação em que se encontram os meios de comunicação no País.

Para tanto exigimos:

– A retratação pública da Rede Globo de Televisão diante da sociedade brasileira e principalmente da população do Rio de Janeiro, com conteúdo a ser inserido na grade de programação da emissora com alcance em todo o território nacional.

– Auditoria independente a ser realizada pelo MPF e sociedade civil que reveja as concessões a operadoras que já possuam o limite de concessões permitidas por lei.

– Fim do monopólio da Globo sobre o setor da TV Paga.

_ Obrigatoriedade de programas regionais e de produção independente em pelo menos 1/3 da programação diária das emissoras de TV que operam no território Nacional.

– Maior controle da sociedade sobre programas de Reality Shows com conteúdos eróticos, consumistas e de azar, como o Big Brother Brasil que, uma vez produzidos, devem ser exibidos apenas em horários de baixa audiência durante a madrugada.

– A criação de um imposto de contrapartida a ser pago pela Rede Globo e demais Emissoras que operam no Brasil. Que a arrecadação por este mecanismo seja revertida em programas de apoio a iniciativas alternativas e populares de comunicação como as rádios e TVs livres e comunitárias e também na construção de cidades cenográficas em vilas e favelas do Brasil em caráter de compensação de danos e transferência direta de renda aos setores mais explorados quanto marginalizados pelas atuações das redes de comunicação de massa no Brasil.

* Este manifesto não tem autoria. Foi produzido a partir de colagens de textos buscados na internet, seu conteúdo é livre e está aberto para acréscimos e considerações. Também não carece de assinaturas.
--
Confira o documentário Muito Além do Cidadão Kane: http://video.google.com/videoplay?docid=-1439668035631806019#

Juliette Gréco





Marie-Juliette Gréco, conhecida por Juliette Gréco (Montpellier, França, 7 de Fevereiro de 1927) é uma cantora e atriz francesa.

VAGA-LUME - Marcos Barreto de Melo

na noite escura

vejo um lume a vagar

um vaga-lume a passar

sinto falta do luar

Partida...

Imagem/Internet
Num determinado momento e hora estaremos partindo.
Sem malas, sem as melhores roupas para aqueles melhores momentos, sem o nosso kit festa, bolsinha de maquiagem...
Sem aquela bolsa cheia de não sei o quê mais pesada que duas barras de ouro...
Num determinado momento e hora estaremos partindo.
Sem a nossa família, sem os nossos melhores amigos, sem o nosso animalzinho de estimação, aquele perfume que lembra os velhos tempos, o nosso melhor cd de músicas...
Sem o nosso maior e grande amor.
Estaremos partindo sim. E mesmo sem querer. E mesmo que nos agarremos aos lençóis ou aos abraços. Mesmo que oremos e façamos inúmeras promessas. Mesmo que choremos contidamente ou aos berros. E mesmo que o soluço seja forte e insistente.
Mesmo assim, iremos sim!
O tempo vai passar e só lembrança ficou.
O tempo vai passar, e a gente passou.
Um dia aqui. Num outro, ali. Já num outro dia, estaremos lá.
É certo. Exato. É a mais pura e absoluta certeza!
Um a um...
É só uma questão de tempo.

Mara

domingo, 6 de fevereiro de 2011

deixa o menino brincar
















OLHA O MENINO


Eu só quero que Deus me ajude
E o menino muito mais também
Pois a rosa é uma flor
A flor é uma rosa
E o menino não é ninguém

Olha o menino ui
Olha o menino ui, ui, ui, ui

Há seis mil anos 
o homem vive feliz 
fazendo guerra e asneiras
Há seis mil anos 
Deus perde tempo 
fazendo flores e estrelas

Olha o menino ui
Olha o menino ui, ui, ui, ui

Eu sou um homem sincero 
porque nasci cresci e vivo livre
Eu sou um homem sincero 
que quero morrer nascer 
e viver livre

Olha o menino ui
Olha o menino ui, ui, ui, ui

(Jorge Ben)


Foto: Chagas. Menino no Largo de São Bento. 

Beira do Rio - Por Geraldo Lemos


Estou sentado à beira do Canal. Muita sujeira, grande poluição. Nada, nada d’ água, Nenhuma atração.

Meninos brincando, não os vejo. O cheirinho de enchente, também não sinto. Como fomos felizes e não sabíamos.

Recordo-me do nosso Rio das Piabas.

Pedras grandes que serviam de molduras para as moças tirarem retratos e pularmos, nos dias de enchentes.

Tudo começava com o cheiro forte que somente nossas enchentes o tinham. Depois, a característica zoada das águas que penetrava em nossos corações, pelos ouvidos. A meninada traçava seu plano de fuga, enquanto os pais calculavam os perigos.

Recordo-me de papai, com lanterna em mãos, nos mostrando a água barrenta entrando em nosso quintal. Sua fúria era tão grande que levava as bananeiras e outras plantas ali existentes. No entanto, era a Nossa Enchente; a oportunidade de banhos, às escondidas.

Cedinho, acordávamos, para olhar sua destruição que ia da ponte das piabas ao canavial do Brigadeiro. Às vezes, alagava a Rua da Pedra Lavrada, Mons. Esmeraldo e Praça de S. Vicente.

Quantos barcos de papel navegavam, nas sarjetas! Quantos tripulantes (besourinhos) os carregavam. Nós éramos verdadeiros meninos, sem malícia e brinquedos de avançada tecnologia.

Após a enchente; surgiam os poços para banhos: Poço dos Homens (só tomavam banhos adultos), Poço das mulheres (todas de vestidos ou maiôs longos); mas sempre havia garotos olhando-as, maliciosamente, entre o arvoredo. Poço do Ingá. Galhos altos e o tradicional pulo, com o fruto, na boca. Poço da Barreira. Quase morri afogado. O melhor que existia era o salto dos trilhos da ponte de S. José. Era uma grande aventura. Todos fugiam de casa para o banho. Calção não havia. Deixávamos as roupas escondidas nas margens do rio. Quantas vezes os colegas não as escondiam?Que sufoco para encontrá-las! No entanto, nossa cadela Night, pretinha como o próprio nome o diz, garantia a segurança das nossas, minha, de Emídio, de Anchieta e outros amigos que nos pediam a custódia das suas.

De repente, surgiam o cabo Quintino, soldado Morais ou detetive Norberto ou Cabral, Soldados Joaquim Preto e Zé da Escan. Todos corriam, ouvindo as vozes enérgicas: ”vou dizer a seu pai”.

Não havia lixo hospitalar. Mergulhávamos e saíamos com esparadrapo vindo do esgoto do hospital, pregado na testa; ninguém ficava doente.

Já divaguei muito. O tempo passou, mas, ainda guardo, na memória, o que este canal nos roubou.

Moradores da rua da Palha e do Pernambuquim,os que moravam após a Ponte Nova, corriam atrás de seus pertences, levados pela enxurrada.Lá estava Vicente Pirulito; Engraça “Tapioqueira”;João e Vicência Bantim, Luís da Livraria;Pedro Seleiro e outros,.comandando o tradicional resgate .

Recordo-me do ”Judas”, feito por Zé Bastos, na Ladeira dos Tamanqueiros. Fazia-se a quinta; roubavam galinhas dos poleiros, na véspera, para tira-gosto, os caretas desfilavam, nas ruas pedindo ajuda para a festa. A queima era no Domingo de Aleluia. Era tudo bonito, sem droga, só pinga. A primeira parada era em frente ao Palácio do Bispo, com a bênção de D.Francisco, após ouvir o violão de Seu Luís da Livraria. Como tínhamos medo do Careta com o seu chicote!

Para coroar minhas eternas recordações do Famoso Rio das Piabas, convido-os a assistir, nas suas areias lavadas e firmes, a estreia do Circo do Javém, apresentador, trapezista, malabarista e palhaço, que encerrava o espetáculo com a célebre frase: ”Por favor, venham, amanhã, se não eu morro de fome.”

Quem quisesse assistir o espetáculo, gratuitamente, só precisava acompanhá-lo, de pernas de pau, quase da altura das casas, e ser carimbado, no braço/(eu, Emídio e Anchieta, preferíamos,nas costas, para nossas irmãs não verem) e mostrá-lo, na portaria do Circo.

Ele gritava: ”O palhaço o que é?” Nós: É ladrão de mulher.

-“Oi, arrocha

-Arrocha.

Geraldo Lemos

Julho/2009


"A Cor Azul e o Blues "



"Blue" em inglês , além de significar a cor azul , também significa o adjetivo "triste". - E o que tem a ver o "blue - triste" com o "blues" ritmo musical próprio dos negros americanos ?


A ORIGEM DO BLUES
"O blues? Ora, o blues faz parte de mim… Quando cantamos o blues, abrimos o coração, expressamos nossos sentimentos através da música. Talvez a gente esteja magoada e simplesmente não possa reagir. Aí a gente canta ou simplesmente cantarola com a boca fechada."
Alberta Hunter

No campo da música, as cidades de Chicago e New York são reconhecidas por terem difundido o modelo musical que se tornou a raiz de outros gêneros, hoje, fundamentais para a cultura musical da América. Mas é importante destacar que o Blues não nasceu em Chicago ou New York, e sim no Mississippi, estado localizado na região Sudeste dos Estados Unidos e caracterizado pelo grande número de fazendas que, no período da escravidão, manteve milhares de escravos ao seu poder.

O surgimento do Blues é muito discutido por estudiosos da música e de áreas afins desse conhecimento. Alguns afirmam que o Blues teve sua raiz nas músicas religiosas. Muggiati assegura que o Blues surgiu especialmente da realidade prática das work-songs – que eram praticadas nos campos de trabalho do Sul do Mississippi e nos centros urbanos, através dos escravos vendedores de produtos – e que sua única ligação com a música religiosa, são os acordes básicos derivados da harmonia européia. Corrobora com essa visão a afirmação de Vilela ao ressalvar que “a maior influência européia talvez seja a da religião: “o grande despertar”, movimento protestante sectário, democrático, frenético e igualitário.

Surgido no início do século XIX, forneceu a estrutura harmônica com a qual se construiu o Blues”. O que explica essa ligação são a proibição da prática religiosa africana aplicada na escravidão e a evangelização forçada dos mesmos, ocorrida no início do século XIX. Assim, os africanos tiveram que se adequar a cultura européia para conseguir, de certa forma, praticar sua cultura.

O blues como atitude específica de grupo está envolto em mistérios, seja na origem do termo ou no próprio surgimento do gênero musical. Para tanto, Muggiati apresenta um breve e importante resumo do trabalho de grandes pesquisadores, a fim de esclarecer o sentido:

A expressão to look blue, no sentido de estar morrendo de medo, ansiedade, tristeza ou depressão, já era corrente em 1550. Na época pós-elizabetiana, ou, mais precisamente, como registraram os lexicógrafos a partir de 1616, era costume empregar o termo blue devils para designar espíritos maléficos. Em 1787, os blue devils passaram a simbolizar um estado de depressão emocional, enquanto a palavra no plural, blues, aparecia em 1822 relacionada às alucinações provocadas pelo delirium tremens [...] Nos anos 1830 ou 1840, dizer que a pessoa tinha os blues significava que estava aborrecida; em 1860, já significava infelicidade. (MUGGIATI, 1995, p. 15).

Como o próprio nome sugere, Blues é um gênero musical dramático que em seu inicial sentido expressa medo, ansiedade, tristeza, depressão, aborrecimento e descontentamento. Não há documentação que comprove uma data exclusiva para o seu surgimento, entretanto, sua origem está associada ao fim da escravidão, pois, uma vez que os africanos encontravam-se em condições escravagistas, jamais haveria liberdade para expor ressentimentos perante o grupo dominante.
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REFERÊNCIAS
Coleção: Mestres do BLUES. Barcelona, Espanha: Altaya, 1995.
COSTA, Emília Viotti da. Da Senzala à Colônia. São Paulo, SP: Difusão Européia do Livro, 1966.
FEINSTEIN, Eliane. Bessie Smith: Imperatriz do Blues. Rio de Janeiro, RJ: José Olympio, 1989.
MUGGIATI, Roberto. Blues – da lama à fama. São Paulo, SP: Editora 35, 1995.
MUGGIATI, Roberto. O Que é Jazz. São Paulo – SP: Editora brasiliense, 1983.
SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
VIELA, Ney. Jazz uma arte indomável. Leituras da História. São Paulo, SP, n.15, p. 54-63, 2008.
.
http://www.teiacultural.com.br/v4/?p=2285


W.C.Handy é considerado "o pai do blues" e B.B. King o "Rei ..."e se consagrou em razão de ter colocado a guitarra solo como elemento central, criando um estilo de forma pura e melódica com características únicas.

Elvis Presley teve sua origem enraizada no blues.

Outros grandes intérpretes desse gêgero foram: Sara Vaughn, Bessie Smith e Louis Armstrong.

www.brasilescola.com.br

Dona Zica





Dona Zica, pseudônimo de Euzébia Silva do Nascimento (6 de fevereiro de 1913 - 22 de janeiro de 2003), sambista da velha guarda da Estação Primeira de Mangueira, foi a última mulher do sambista Cartola. Foi um grande símbolo do carnaval carioca. Participou da novela Xica da Silva. Sua biografia foi escrita pela escritora pernambucana Odacy de Brito Silva. Dona Zica, morreu aos 89 anos de problemas cardiovasculares, é figura inesquecível na história da nossa música.

Era bastante amiga de Dona Neuma, outra grande personalidade da Mangueira.

Dona Zica já tinha mais de 40 anos de idade quando se casou com Cartola (Angenor de Oliveira), em 1954. Eles se conheciam desde jovens mas nunca haviam namorado. Zica casou-se com 19 anos com seu primeiro marido, teve seis filhos, um adotivo. Ficou viúva duas décadas depois. Cartola também se casara, porém não tivera filhos,era estéril,enviuvara, vivera mais de 10 anos longe da Mangueira. Um dia, voltou e começou a querer namorar a Zica. Casaram-se e viveram juntos 26 anos, até a morte dele, em 1980.

A escola de samba da Mangueira foi fundada em 1928, sendo a segunda escola da história do Rio, fusão de cinco blocos carnavalescos.

wikipédia


A MULHER DO LADO



"Cada vez que morro de amor, ressuscito mais cínica" .
Do filme "A mulher do lado".
Frase lembrada pela colaboradora "Altar Virtual"

O ESTETOSCÓPIO DE FREUD

DISTANCIE O OLHAR DO MONITOR



O que for a profundeza do teu ser,
assim será teu desejo.
O que for o teu desejo,
assim será tua vontade.
O que for a tua vontade,
assim serão teus atos.
o que forem teus atos,
assim será teu destino. 
 Brihadaranyaka Upanishad IV, 4.5


E a diferença entre o neurótico, o psicótico e o psiquiatra?
O neurótico constrói o castelo de areia no ar,
o psicótico mora nele,
e o psiquiatra cobra o aluguel.
 
Jerome Lawrence

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PENSAMENTO NO CIMENTO DE UM CANTEIRO DE OBRAS... por Ulisses Germano

Foto do engenheiro e irmão Waldeberto Júnior

A Academia não ensina sabedoria
Patativa que o diga
No labutar de sua enxada
A Academia não ensina sabedoria
Louis Althusser que o diga
No matutar de sua jornada

Ulisses Germano

Pé D'Água em Flor - por Ulisses Germano

Compus em 2007 um xote que falava sobre as águas do Cariri. Não é preciso ser profeta pra poder profetizar...

Pé D'Água em Flor

Daqui a pouco vai cair um pé d'água
Uma chuva grossa de fazer doer
O raio avisa e o trovão confirma
E a chapada adorna o aviso do chover

Vai ter batata, feijão verde e de corda
Milho verde, macaxeira, pequi e sapoti
Mas se o pé d'água descer muito pesado
Morador desavisado não vai ter pra onde ir

As coisas certas não dependem da sorte
Quem quiser driblar a morte é melhor se prevenir
A água abraça e também abate
Eu já vi pé de abacate na chuva grossa cair

*** *** ***
Mais valiosa que o petróleo e a gasolina
é a á g u a
Lúcida e transparente
Solvente universal de todas as máguas...
Música põe ordem no tempo
Água põe ordem na vida

*** *** ***

Por que não falar de futebol? - Por José de Arimatéa dos Santos

Futebol é a paixão do brasileiro e de muita gente no mundo a fora. E essa paixão começa já na infância quando já ganhamos a nossa primeira bola. A maioria das vezes a escolha do time que vamos torcer para a vida toda depende da fase de determinado clube. Hoje as coisas no futebol estão muito diferentes de quando comecei a a entender de futebol. Naquela época tínhamos os ídolos futebolísticos caracterizados no camisa 10. Todo mundo queria ser o camisa 10, pois representava o craque, ídolo ou melhor jogador. Sou de um tempo de Rivelino, Zico, Roberto Dinamite, ... Só grandes jogadores e jogos com estádios lotados e grandiosos espetáculos. O futebol brasileiro era o único que víamos. Não existia essa coisa de camisa de Barcelona, Inter de Milão ou Milan. As camisas eram de clubes brasileiros e os jogadores jogavam aqui e faziam carreira praticamente num único clube. Ai daquele que se transferisse para o time rival!
Interessante que as torcidas rivais se respeitavam e a violência entre torcedores era mínima. Futebol é um esporte mágico e como tal a torcida deve ser de respeito e brincadeira. Nada de violência. Noventa minutos de espetáculo tanto no campo de futebol e na arquibacanda. Aplauso e reclamação, mas tudo dentro da civilidade e ao final do jogo a confraternização pelo futebol jogado. O futebol é mágico e cheio de lugares comuns como: "o futebol é uma caixinha de surpresa", "a bola pune", "são onze contra onze" e outras maravilhosas pérolas. O futebol une toda uma nação e transforma cada brasileiro num treinador que discute e arma seu time no melhor esquema tático. E todo final de semana ao fim do domingo vai deitar com a alegria da vitória de seu time do coração ou com a cabeça inchada por mais uma derrota. Futebol é vida. Futebol significa empate, derrota ou vitória. Isso é a vida.
Foto: José de Arimatéa dos Santos

Ilusões de um cachorro - Emerson Monteiro

Indagado qual a razão de o cachorro ser o melhor amigo do homem, com propriedade um sábio respondeu: - Porque ainda não conhece o dinheiro. Ah! Os bens materiais, quantas cogitações equivocadas podem ocasionar no bloco das vaidades humanas. Tal vê, também, os comportamentos animais, acho que nas fases de preparação de outras vivências da natureza. Sei não, pois há tantos mistérios a desvendar, da terra ao céu, que causa ânsias e vertigem.
O cachorro da minha casa, por exemplo, este apresenta manias bem típicas dos bichos da espécie, com o agravante das arrogâncias dos cachorros de raça, valentões, pretensiosos, dos que olham de cima as pessoas. Sempre que abro a porta para sair na varanda, ali está ele, o verdadeiro dono do pedaço. A segunda coisa que faz depois de balançar o toco do rabo, trazido assim mutilado, segundo explicaram, para manter o padrão da raça, a segunda coisa, mostrar a língua e lamber o focinho, tomando gosto, qual abríssemos a porta toda vez só para lhe levar alimento.
Acha-se o dono absoluto de toda a extensão territorial da casa e do muro que a cerca. Mija por todo canto, costume estudado pelos especialistas caninos que adotam para demarcar o espaço das suas pertenças. Nesse ponto, mora o título deste comentário, o motivo das ilusões dos cachorros, por pensarem possuir o mundo inteiro onde mijam descaradamente. Caso consiga escapar até a rua, sai mijando tudo que aparece à frente, semelhante ao que providencia cada vez que chego com o carro, renovando mijadas nos pneus, parachoques, lataria, reforçando o instinto que alimenta de proprietário exclusivo do transporte que adquirimos com relativa dificuldade. Ele nem de longe imagina o que de antipatia isso acarreta no dono, essa pretensão de garantir só para si um direito que corresponde à família inteira.
Os passarinhos que pastam pelas imediações em volta da casa, a seu modo, sofrem na pele essa inclinação possessiva do cão alienado em constante vigilância. Corre e late desesperado quando sanhaços, sabiás, anuns, garrinchas, griguilins, pardais, vinvins, lavandeiras, aventuram catar insetos e sementes no chão. Vez em quando aparece pássaro morto na varanda, prática parecida com a dos humanos, únicos animais que matam e abandonam a vítima. Os outros assassinam apenas no propósito da sobrevivência.
As ilusões do cachorro chegam ao domínio de causar mais constrangimento aos seus donos. Caso saia a telefonar na varanda, quem aparece, ele, atento na escuta de toda a conversar, quebrando qualquer sigilo, semelhante aos agentes secretos deste mundo. Até hoje, porém, não descobrir de como se beneficia da escuta privilegiada.
Sua agressividade patrimonial, no entanto, restringe as visitas que de raro recebemos, seleção prévia que ele mesmo estabelece. Resultado, alguém bate no portão e eu corro apressado a prender dito chefe provincial, o que deixa a impressão do tanto de analogia dos bichos com os humanos, tão cheios de ilusões de honras e posses, durante a curta jornada desta vida, surpreendidos, inevitáveis, nas folhas que, secas, voam dos calendários.
O SILÊNCIO

Convivência entre o poeta e o leitor, só no silêncio da leitura a sós. A sós, os dois. Isto é, livro e leitor. Este não quer saber de terceiros, não quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silêncio...

Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo

os dedos de um gênio- Por Domingos Barroso


Bach não alivia essa dorzinha de cabeça.
O sol hoje fez promessa.

Pagou todos os pecados da noite
sobre meus ombros.

O meu trabalho de ogro
é de feiticeiro:

com um escudo
e uma lança
às montanhas

(depois desço
aos pântanos)

Bach é uma ótima aspirina.
(vai passando levemente
minha dorzinha de cabeça)

Bach teve a fronte latejando
ao compor suas sonatas?

(se deixá-lo tocando a noite toda
minhas botas sonâmbulas sobem
ao telhado e paqueram estrelas)

( por Domingos Barroso )

"Água pra que te quero!"- Nívia Uchôa


DAS UTOPIAS

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana - Espelho Mágico

Domingo amoroso...

Será ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Como os "eternamente do contra" não dão trégua e já estão querendo atribuir à administração Dilma Rousseff a responsabilidade pela falta de energia em Estados do Nordeste (por poucas horas), numa dessas noites passadas (comparando-a inapropriadamente com o "verdadeiro apagão" da era FHC), é bom atentar para a notícia abaixo (atentem para os horários das ocorrências).

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A tempestade solar e o blackout no Nordeste

Apesar do recente apagão do Nordeste ter como provável causa o acionamento do sistema de proteção em uma subestação no município de Jatobá, em Pernambuco, as causas que levaram ao apagão podem ter sido provocadas por um repentino pulso eletromagnético ocorrido às 23h36 (hora do Nordeste), provocado por uma tempestade solar. Em boletim recebido do SWPC, Centro de Previsão de Tempo Espacial dos EUA, às 02h36 UTC (23h36 no Nordeste e 00h36 em Brasília), magnetômetros instalados em Boulder, no Colorado, registraram um repentino pulso eletromagnético de 8 nanoTeslas ("Tesla" é a unidade de medição de campos magnéticos). Exatamente nesse mesmo instante, quase toda a região Nordeste do Brasil ficou às escuras. Segundo relatos feitos no site Painel Global, diversos carros e luzes também apresentaram funcionamento errático e intermitente, além de muita interferência nas estações de rádio.
O pulso eletromagnético detectado nos EUA teve origem após uma explosão solar ocorrida no dia 31 de Janeiro, quando uma grande quantidade de massa coronal foi ejetada da estrela. A maior parte dessas partículas seguiu em direção ao espaço, enquanto uma pequena parcela atingiu o campo magnético terrestre e pode ter provocado auroras nas latitudes médias e altas.
Ainda é muito cedo para se afirmar com certeza se de fato o pulso eletromagnético foi o responsável por fazer "cair" o sistema elétrico em diversos Estados, mas os relatos de interferências em estações de rádio associados ao exato momento que o pulso foi detectado contribuem para essa possibilidade.
É importante destacar que o desvio apontado nos magnetômetros de Boulder às 23h36 não são capazes de avaliar a intensidade do campo eletromagnético induzido nas redes de energia elétrica. Eles apenas indicam um desvio anômalo no campo magnético da estação e que este foi provocado por um pulso eletromagnético repentino provocado por uma explosão solar.
Para fins de comparação, o pulso eletromagnético registrado teve intensidade de 8 nanoTeslas. A maior tempestade solar já registrada ocorreu em setembro de 1857 e teve a intensidade estimada em 110 nanoTeslas. Essa tempestade ficou conhecida como "Evento Carrington".

ACABA FESTA - Marcos Barreto de Melo

eu ontem fui convidado
pra festa de casamento
da filha de Chico Bento
com o Zeca de Conrado

festa boa e animada
de tudo na mesa tinha
pato, peru e galinha
sarapatel e buchada

numa quadra de latada
a sanfoninha chorava
e a moçada animada
ao som do fole dançava

foi quando chegou Mororó
e mandou parar o rojão
com o tacho cheio de goró
vazando pelo ladrão

falou bem alto e zangado
e o povo ouviu assustado
quando ele disse, hoje eu mato
furo, sangro e tiro o fato

chamo o doutor de safado
xingo a mãe do delegado
dou tapa até em soldado
mas, não vou ficar parado

eu deixo o noivo amarrado
pra brincar mais sossegado
e com a mulher dele abraçado
vou dançar esse xaxado
grudado sem farrapar
até o dia clarear

MOLHO DE PIMENTA



Ingredientes

1 quilo de pimentas maduras
1 quilo de tomates maduros (procure utilizar orgânicos: as pimentas e os tomates)
5 dentes de alho ou uma cebola média (escolha um deles!)
uma folha de louro
uma cc de pimenta-doreino
1/2 copo de cachaça (se possível use artesanal e não essas cheias de químicos)
1/2 copo de vinagre de vinho branco
1 CS de sal marinho
1 CS de açúcar cristal
Como fazer

Selecionar todos os ingredientes, batê-los no liquidificador ou processador e passar por uma peneira fina.
Levar a ferver para obter homogeneização.
Envasar em vidros esterelizados e tampá-los.

Papo, antes de papar...


ORA PIMENTAS, ORA BANANAS !



Victor me diz que , quando os neurônios estão morrendo eles liberam informações. Fiquei preocupadíssima.
Sempre permeei o mental com o manual. Por isso gosto tanto de ir pra cozinha , botar a mão na massa e deixar a panela ferver.Cozinhar é um prazer !
Sou atenta às pequenas dicas. Sempre capto uma informação preciosa . Esta semana eu colhi duas, maravilhosas !
Conversando com Dona Almina , ela me dizia como fazer bananas passas em casa. Minha família é alta consumidora desse doce.
Pois então... : ela raspa a parte branca da banana prata e leva ao forno quente (APAGADO), e deixa lá , até dá o ponto.
Para o forno ficar quente ela aproveita-o para fazer um bolo ou um assado. Vou experimentar !
A outra dica foi da Gabí ( minha vizinha italiana). Ela chegou com um saco de pimentas de cheiro e disse:
Frite-as inteiras , no azeite.Quando estiverem escurecidas estão prontas. Deliciosas como petiscos e para incrementar qualquer massa ou salada.
Conferi ! Delicioso !
Nos dias de chuva gosto de comida pegando fogo.
Baião, Maria Isabel, mucunzá, feijoada, galinha caipira, pirão de costelas ,CALDO VERDE, SOPA DE INHAME etc.
"Comer é a alegria do Zen". Comer bem é a felicidade !

Tenham todos um excelente Domingo !

François Truffaut




François Truffaut (Paris, 6 de Fevereiro de 1932 — Neuilly-sur-Seine, 21 de Outubro de 1984) foi um cineasta francês. Um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX, em quase 25 anos de carreira como diretor Truffaut dirigiu 26 filmes, conseguindo conciliar um grande sucesso de público e de crítica na maior parte deles. Os temas principais de sua obra foram as mulheres, a paixão e a infância. Além da direção cinematográfica, ele foi também roteirista, produtor e ator.

Junto com Jean-Luc Godard, Truffaut foi uma das mais influentes figuras do novo cinema francês e inspirou cineastas como Steven Spielberg, Quentin Tarantino, Brian De Palma e Martin Scorsese.

WIKIPÉDIA

A poesia de Everardo Norões

A MÚSICA

Para Isaac Duarte

Sem pedir licença,
insinua-se pelos cômodos,
invade os espelhos,
derrama suas jarras de luz.
Vejo-a
pelos canteiros da casa,
na nitidez dos bordados
de minha mãe,
no brilhar de tua íris
quando os deuses descem
para beber a insensatez
das águas.
Depois,
ela se transforma em seios,
goiabas,
espigas.
E nua, adormece,
enquanto a lua brinca
entre meus dedos
e lagartixas
passeiam pelas pedras do pátio...



Aço e Flor

Quem nunca viu
que a flor, a faca e a fera
tanto fez como tanto faz,
e a forte flor que a faca faz
na fraca carne,
um pouco menos, um pouco mais,
quem nunca viu
a ternura que vai
no fio da lâmina samurai,
esse, nunca vai ser capaz.


Leminski

Tuas Mãos - Pablo Neruda





Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.

A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.

Pablo Neruda

"Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância."

(Simone de Beauvoir)