CANTIGA DE FEIRA
(Para o amigo Didi Moraes)
(Letra e Música: Ulisses Germano)
I
Quando a chuva cai do céu
Eu escuto a batucada
Dos pingos que caem ao léu
No ritmo da levada
Surge então a melodia
Transformada em sinfonia
Regida na madrugada
II
O andamento é apressado
II
O andamento é apressado
O trovão é o tambor
E as teclas do telhado
Pinta o som de toda cor
Aumentando a pancada
Como é bom a chuvarada
Gerando frio e tremor
III
Aprendi que o relâmpago
Chega antes do trovão
E que o pára-raio é imã
Pega a faísca co'a mão
Nos livrando do infortuito
Do grande curto-circuito
Que despenca do clarão
IV
Conheci Cego Aderaldo
E também Cego Oliveira
Patativa é nosso saldo
Sendo assim, queira ou queira
Tenho Hermeto como abrig
Dominguinho é meu amigo
Já toquei com ele na feira
V
V
Deixo aqui o meu recado
E também minha bacia
Bote nela algum trocado
Não aceito água fria
Eu não peço, estou cantando
E assim vou trabalhando
Sem nenhuma mordomia
Crato, 270311
Um comentário:
Ulisses,
Parabéms!!!
Grande poesia, e bela homenagem a estes ícones da música brasileira.
Abraços
Aloísio
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