por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



quarta-feira, 2 de abril de 2025

 

O “BANANINHA” CONSPIRADOR – José Nílton Mariano Saraiva

Arrogante e pavio curto desde sempre, o então Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, que o conhecia na intimidade e sabia das suas “qualidades” (éticas e morais), o premiou com a alcunha de “bananinha” (insignificante, pequeno, sem importância).

Na realidade, frouxo e covarde, como o próprio pai, seu exemplo maior, o é, Eduardo “Bananinha” Bolsonaro pelo menos honrou tal conceito ao, agora, se mandar (fugir) do Brasil, às pressas, ao imaginar que seria enjaulado (preso) por determinação do Ministro Alexandre de Moraes, do STF.

É que, tal qual o pai, que havia em ato público chamado o ministro e “canalha” e também dito que, na condição de Presidente da República, a partir daquele instante não mais obedeceria a qualquer determinação do STF, para, depois, suplicar clemência e perdão ante a perspectiva de ser preso (o que acontecerá muito em breve) o indigitado “bananinha”, que lá atrás chegara a afirmar que bastaria um cabo e um soldado para fechar o STF e que o ministro não passava de um “ditador”, hoje assumiu a condição de perigoso conspirador e, traindo seus eleitores, foi morar na terra que o clã Bolsonaro tanto admira.

Fato é que, aqui e alhures, devido à morosidade que envolve o processo, já começa a ser questionada esta leniência do ministro Alexandre de Moraes para com os Bolsonaro (pai e filho), com a população desconfiada se medidas efetivas vão ser tomadas.

Porque, se não forem, se houver um mínimo recuo do STF em relação a essa questão tão emblemática (tentativa de golpe de Estado), este (STF) restará desmoralizado ad aeternum, até porque a impunidade não pode se estender para sempre.

Alguma dúvida sobre ???

quarta-feira, 26 de março de 2025

NÃO É PELO BATOM NA ESTÁTUA, DÉBORA!


Nem pela cagada de Dona Fátima de Tubarão no banheiro do Supremo. Tampouco pelo esfaqueamento absurdo da tela de Di Cavalcante ou pela quebra do relógio histórico do século XVII, presente da corte francesa para Don João VI. Não é o quebra-quebra real e a violência da horda que invadiu os prédios em 8 de janeiro de 2023, na praça dos Três Poderes, que estão sendo julgados.

O quebra-quebra material foi a demonstração de força e desejo dos que participaram do ato. Isso seria um prejuízo monetário (que eles devem pagar e não ficar na nossa conta).
Mas o que está em julgamento é o crime imaterial da quebra da democracia para a implantação de uma ditadura. Esse é o verdadeiro crime em julgamento.

O crime material apenas anunciou o desejo de romper com a democracia. E este é o pior crime que alguém pode cometer por suas implicações na vida cotidiana dos cidadãos de um país que entra em uma ditadura.

A suspensão da democracia – os mais velhos lembram – permite que muitos crimes possam ser cometidos na vigência de uma ditadura. Os discordantes são colocados fora lei, presos e muitos executados sem julgamento. Já vivemos isso, O filme “Ainda estou aqui” pode mostrar aos mais novos o que foi aqueles tempos de trevas.

Imaginemos aquela mesma horda que invadiu a representação material da democracia no 8 de janeiro, vencedores. O que não seriam capazes de fazer com os discordantes? Não teríamos o julgamento que eles estão tendo com direito de defesa. Mas não querem a condenação e alguns se defendem dizendo que fizeram uma pixação com um simples batom para uma pena excessiva. E já encontram defensores na própria esquerda e nos julgadores, o que é pior.

Não custa lembrar que palavras são símbolos. “Perdeu, mané” escrito por Débora, reproduzindo uma frase do Ministro Barroso, significava a virada de jogo esperada e que ele seria destituído, quando não entregue a horda para um “justiçamento” típico de multidões enraivecidas. O ódio provocou aquele movimento que veio do acampamento nos quartéis sem ser detido.

Dona Fátima, na sua simplicidade escatológica gritava que o movimento de 8 de janeiro cagava e andava para a justiça nesse país. O que seria de nós se a consequência do cocô de Dona Fátima tivesse gerado um GLO (Garantia da Lei e da Ordem) e Lula tivesse entregado o governo aos militares ansiosos pelo poder e muito deles organizadores da marcha? Lula seria dependurado num poste junto a Alkmim e Xandão para enterrar a democracia no terror da ditadura.

O assassino de Di Cavalcante e o quebrador de relógio mostraram que a arte não serve pra nada como pregam as ditaduras que todas as vezes no poder começam queimando livros. Machadadas quebraram e destruíram documentos expostos significando que a história é completamente desnecessária nas ditaduras. Foi mostrado ali o que seria de nossa sociedade se eles tivessem vencido. Tudo não seria o que é agora, nem essas míseras linhas seriam escritas.

Entenderam a gravidade dos crimes que Débora, Fátima e seus companheiros cometeram? Não era uma pixação ou uma cagada de protesto. A sociedade estaria na merda por muito tempo e as ideias pixadas e condenadas. Os piores crimes teriam sido cometidos. É essa consequência dos seus atos que eles devem entender.

Portanto, O CRIME FOI GRAVE. SEM ANISTIA.

Texto do Edmar Oliveira

sábado, 22 de março de 2025

BOLSONARO PRECISA APRENDER PORTUGUES – Ruy Castro


Ele e os seus serão julgados conforme a lei, o que a ditadura que admiram não permitia aos adversários

Bolsonaro precisa aprender português. Quer ser absolvido de crimes que diz não ter cometido. Como ser absolvido de algo de que não se é culpado?

Outro dia subiu a um palanque para pedir anistia para os inocentes que tocaram o terror em Brasília no 8/1 na tentativa de induzir o Exército a dar um golpe. Mas é possível anistiar inocentes?

E ele não admite que se condene a 17 anos uma doce velhinha de Bíblia na mão, saída de seu burgo na roça, apenas porque ela se deixou iludir pelas mentiras que ele próprio disseminou. Como ela poderia saber que estaria em tão más companhias quando lhe ofereceram um passeio a Brasília com tudo pago e uma aprazível temporada num camping diante de um quartel?

O general Braga Netto também deveria ver sua prisão preventiva como uma saison de merecidas férias. Afinal, não está numa cela gradeada e úmida, entre bandidos carentes e mal-intencionados. Está muito bem instalado num quarto com armário, frigobar, TV, ar-condicionado e banheiro exclusivo, no quartel da 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, em Deodoro, Zona Oeste do Rio, a 50 quilômetros de seu antigo apartamento em Copacabana.

Muito melhor do que as celas do tempo de seu chefe nos anos 1970, o general Sylvio Frota, em que os presos políticos, em vez daqueles confortos, só dispunham de pau de arara, máquina de choques, cadeira do dragão, estupros e eventual "suicídio".

Bolsonaro e seus seguidores estão convencidos de que vivemos numa ditadura comandada por Alexandre de Moraes. É refrescante saber que ele e os seus se converteram à democracia, depois de tantos anos louvando a ditadura, cujo defeito foi não ter matado tanta gente como eles gostariam.

E, convictos da parcialidade da Justiça contra eles, deveriam ficar aliviados por saber que serão julgados conforme a lei, em tribunais reconhecidos, com ampla possibilidade de defesa, mil recursos e transmissão pela TV e pela internet. Os réus da ditadura não tinham essa colher de chá.

Isso quando sobreviviam para chegar a réus.

sexta-feira, 21 de março de 2025

 A POLÍCIA FEDERAL PEGOU JAIR - Celso Rocha de Barros


Bolsonaro pediu 'Me chama de corrupto!', PF chamou
Bolsonaro gostava de provocar pedindo: "Vai, me chama de corrupto!". A Polícia Federal chamou. Segundo a PF, Mauro Cid, ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, vendia clandestinamente joias doadas ao Brasil e entregava o dinheiro para o ex-presidente.

Nessa movimentação de muamba, Cid teria sido ajudado por seu pai, um general do Exército brasileiro. Em uma mensagem obtida pela PF, Cid diz que seu pai estava com US$ 25 mil, originários da venda das joias, prontos para serem entregues a Bolsonaro. Cid acrescenta que seria melhor fazer a entrega em mãos, sem passar pelo sistema bancário. Se isso tudo for verdade, Jair Bolsonaro é ladrão. Ele vê um negócio que não é dele, pega pra ele, sai correndo.

Ainda segundo a Polícia Federal, Jair colocou toda a estrutura da Presidência para trabalhar para seu esquema. Por exemplo, o pai de Cid, general Mauro Lourena Cid, estava nos Estados Unidos na qualidade de chefe do escritório da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em Miami. Um dos kits de joias roubados teria sido levado por Mauro Cid aos Estados Unidos no avião presidencial, quando Bolsonaro foi à Cúpula das Américas em junho de 2022.

Ou seja: segundo a PF, o presidente da República do Brasil aproveitou que estava indo se encontrar com Joe Biden para contrabandear joias roubadas que seriam entregues a um general brasileiro, para que ele as vendesse em Miami.

Sinceramente, a menos que o Brasil colonize Marte, não sei se tem como a gente perder a reputação de república de bananas depois dessa.

A responsabilidade jurídica me obriga a reconhecer que sempre é possível que Jair não seja ladrão. Talvez os bolsonaristas tenham descoberto uma conspiração comunista e combinado que, sempre que quisessem se referir ao complô sem despertar suspeitas, diriam "Roubamos joia vamo vendê tudo kkk". Talvez o general Lourena Cid tenha entendido errado o que queria dizer "promoção de exportações": Paulo Guedes pode tê-lo tornado um adepto tão fanático do livre-comércio que o general concluiu que o muambeiro é só a vanguarda do neoliberalismo.

E Bolsonaro, que nega tudo, já declarou que disponibilizará seus dados bancários para provar sua inocência nesse caso em que seus supostos cúmplices disseram que o dinheiro seria entregue em mãos.

Na verdade, ser ladrão nem seria o pior defeito de Jair Bolsonaro.
Seu golpismo e sua tendência a promover assassinatos em massa durante a pandemia foram incomparavelmente mais nocivos ao Brasil. No fundo, o fato de Jair ter envolvido oficiais das Forças Armadas brasileiras –incluindo um general– em roubo de joias é até pior do que a mutreta em si.

Mesmo assim, a revelação de que Jair é ladrão ajudaria a quebrar o transe em que esteve parte do público brasileiro nos últimos anos.
Quando você mostrava aos bolsonaristas os cálculos de especialistas deixando claro que pelo menos 100 mil pessoas morreram durante a pandemia porque Bolsonaro se recusou a comprar vacinas, ouvia que "pelo menos ele não é corrupto". Muita gente tolerou seu golpismo porque achava que os movimentos das instituições para se defenderem de Jair eram jogadas "do sistema" contra um presidente que não roubava.

Talvez agora esse transe acabe.

 

O terno marrom (Dr. Demóstenes Ribeiro *)

                                                      (para a Dona Zaíra – minha mãe – in memoriam )

     Éramos uma família rural, sobrevivente de um tempo remoto e deslocado no mundo desde o fim da escravidão. Sem mais vassalo, nem mais senhor nem sinhazinha... Ninguém sabia fazer nada, veio a derrocada, vendeu-se a fazenda por uma ninharia e se deu a fuga prá cidade.

     Mas como sobreviver? Meu pai delirou, se desfez do sítio Pau D’Arco e comprou uma casinha na cidade. Trouxe a mulher e os filhos, mas passava o dia inteiro no baralho onde perdeu o pouco que restou. No desespero, fugiu pro Maranhão e morreu por lá. A minha mãe, coitada, mantinha as aparências com cinco filhas, um filho doente, um arruaceiro, um malandro e um ou outro agregado que vez por outra aparecia por lá.

      Nas noites de angústia, me lembrava da minha infância feliz e do rio Salgado, onde aprendi a nadar com um tronco de bananeira, e alimentava a fantasia pueril de um dia tocar bandolim.

     Mas Deus não nos desamparou por inteiro. Não sei como, um comerciante de bom coração se casou com uma das minhas irmãs, e não mais sofremos tanta necessidade.

     Certo dia ele abrigou um sobrinho adolescente e o empregou na sua loja. Humilde, mas de valor, o rapaz com o tempo passou a gerente. Eu trabalhava no caixa, nos dávamos bem e começamos a namorar. Logo estaríamos casados: o amor e as suas conveniências – teríamos onde morar e eu ajudaria a minha mãe.

     Ele se mostrou um comerciante fino, lutou como um leão e começou o seu próprio negócio. Aos domingos, levava os meninos à igreja e assistia a missa de terno e gravata: uma das minhas melhores lembranças. Nossos filhos foram saudáveis e a vida, um relativo sucesso As mulheres me invejavam e eu era muito enciumada.

     A sua loja se tornou a maior da cidade. Nos dias de feira os sertanejos a freqüentavam, mas também nos outros dias todo o mundo passava por lá. As mulheres o adoravam e os alfaiates o recomendavam.

     Um deles, o Zé Leôncio, especialista em ternos, tinha um xodó com a Chica. Morena vaidosa, sempre de saia justa, batom vermelho e lenço colorido na cabeça, como se fosse um turbante. Tornou-se exclusiva do alfaiate e causava ódio nas donas-de-casa.

      Almir, um mulato delicado e de calça muito apertada, colecionava fotonovelas - Capricho, Fascinação, Sétimo Céu -, e as emprestava à moçada. Gostava de costurar para os rapazes e de tomar as suas medidas, principalmente as do gancho.

     E o Nezinho fazia a roupa do povão. Baixinho, usava brilhantina no topete e tinha um bigode ralo. Com fita métrica sobre os ombros, caderneta no bolso e lápis na orelha, costurava de todo o jeito, fosse qualquer a eventualidade. A sua mulher, Gerolina, peituda e de bunda respeitável, vivia prá cima e prá baixo. Quase não parava em casa.

     O meu marido era assediado e não podia ver um rabo de saia. Alegre e gentil com as mulheres, vez por outra cantarolava ‘’Amada amante”. E Gerolina passava sempre na loja para comprar alguma coisa ou ver as novidades. Nezinho pouco se importava, mas eu não gostava nem um pouco do assanhamento dela.

     Num fim de tarde de um feriado, a loja quase fechada, de longe eu vi que ela entrara. Não me viram. Cheguei sem ruído e fiquei no depósito, atrás de uma pilha de colchões. Os sem-vergonhas se agarraram e o meu marido dizia: ‘’vai, meu amor, tira a roupa, não tem ninguém, não ...’’ Gerolina arfava e sussurrava, ‘’não é perigoso? Nezinho pode chegar...``  E a voz rouca do meu marido, ``não se preocupe, se aparecer a gente dá um terno pra ele...’’

     Então, quase de imediato, pela a porta entreaberta, veio a voz fina e anasalada: ‘’mas só se for marrom!’’

     Gerolina se vestiu às pressas e eu não segurei a gargalhada.


(*) Dr. Demóstenes Ribeiro é médico cardiologista, natural de Missão Velha, atuante e residente em Fortaleza-CE.

sexta-feira, 14 de março de 2025

 E eis que o tal Facebook nos prestigia, republicando uma nossa postagem de 04 anos atrás, que compartilhamos com todos.

*************************************Suas lembranças no Facebook

Jose Nilton, nós pensamos em você e nas lembranças que compartilha aqui. Achamos que você gostaria de recordar este post de 4 anos atrás.

Jose Nilton Mariano Saraiva

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O “GARANHÃO HOLANDÊS" - José Nilton Mariano Saraiva

 

Visualmente, ele não tem nada de especial ou que chame a atenção da mulherada: barriga tipo tanquinho, óculos fundo de garrafa e um tanto quanto desengonçado devido à altura, o holandês Ed Houben de repente virou celebridade, tornou-se um verdadeiro pop star, atração por onde anda, em razão da nova e interessante profissão que adotou: potencial “reprodutor humano” (tanto que apareceu no “Fantástico”, da Globo).

 

Sem cobrar nada, mas unicamente imbuído em “prestar favor”, ele vem ajudando mulheres de todo o mundo a engravidar, naquilo que ele considera “um dever moral”.

A condição é uma só: que a “operacionalização” se dê através do método tradicional, ou seja, via prática do “ato sexual”.

 

Magnânimo, para Ed não há nenhum tipo preferencial de mulher: pode ser alta ou baixa, negra ou branca, gorda ou magra, rica ou pobre, olhos verdes ou castanhos, cabelo liso ou pixaim e por aí vai (ele "traça" todas, sem qualquer preconceito).

 

E a “coisa” parece que “pegou” de vez e de uma forma tal, porquanto o distinto garante que já engravidou mulheres na Holanda, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Inglaterra, Itália, Israel, França, Áustria, Canadá e Vietnã (de tais encontros, assegura que já vieram ao mundo mais de 100 filhos).

 

Pois bem, a fama do distinto é tanta que meses atrás Ed “pintou no pedaço” (Brasil) a fim de atender pedidos de mais de 100 (cem) mulheres no eixo São Paulo-Brasília-Rio de Janeiro (e a próxima parada, já agendada, será na longínqua China, onde já foi requisitado por dezenas de mulheres).

Todo gabola e picado pela mosca azul, o cosmopolita "GARANHÃO HOLANDÊS" garante que a qualidade e a quantidade dos seus espermatozoides são acima do normal, mas que... “essa rotina é muito estressante, já que eu perco um tempão nisso” (será que tá “abusando da fruta"???).

 

E atenção para o detalhe: o único custo para as mulheres que têm interesse em “encomendar” um rebento robusto e saudável é fornecer-lhe passagem (ida e volta) e estadia em hotéis cinco estrelas. Só isso, nada mais.

 

E aí, será que Ed Houben deixou algum fruto por aqui ??? As mulheres cearenses ficaram satisfeitas ???

sábado, 8 de março de 2025

 O SUPERPODER DA CHINA · 

A China construiu um reator de "energia infinita" enquanto os EUA discutem sobre moinhos de vento. Sua descoberta de US$ 1,3 bilhão gera 60.000 anos de energia usando materiais que jogamos fora. O que os especialistas chamam de "a revolução energética que irá remodelar o poder mundial". 

Vamos dividir: A China descobriu um milhão de toneladas de tório no complexo de mineração de Bayan Obo, na Mongólia Interior. Este único depósito poderia abastecer a China por 60.000 anos. As implicações vão muito além do que a maioria das pessoas percebe. 

Os resíduos de mineração de suas minas de ferro contêm tório suficiente para abastecer casas americanas por mais de 1.000 anos. A China tem de 3 a 4 vezes mais tório do que as reservas mundiais de urânio. Não se trata apenas de energia, mas de poder geopolítico. E a estratégia da China revela suas verdadeiras ambições. 

Ao contrário do urânio, o tório não requer enriquecimento para uso em reatores. Isso simplifica a preparação do combustível. Reduz os riscos de proliferação. Cria uma oportunidade perfeita para independência energética. Mas aqui está o que torna a abordagem chinesa revolucionária: Eles operam um reator experimental de tório e sal fundido de 2 MW no Deserto de Gobi desde 2021. 

Seu Instituto de Xangai validou tecnologias importantes, como ligas resistentes à corrosão. Isso não é teórico, já está acontecendo. E eles estão fazendo isso a uma velocidade vertiginosa. 

Até 2029, a China planeja comissionar um reator térmico/elétrico maior, de 60 MW. Eles estão integrando a produção de hidrogênio com energia renovável. Os TMSRs operam em pressão atmosférica, eliminando riscos de explosão. Mas há uma ambição ainda maior: 

Eles estão projetando o KUN-24AP, um navio movido a energia nuclear com capacidade para 24.000 contêineres, usando tecnologia de tório. A China não está pensando apenas em usinas de energia, ela está reinventando indústrias. Entretanto, a resposta da Europa tem sido bastante diferente. 

A ênfase da UE em energia renovável após Fukushima sufocou a pesquisa sobre tório. Os experimentos franceses com designs de sal fundido da década de 1950 parecem primitivos comparados às iniciativas chinesas. Uma petição de 2023 pedia a adoção do tório, mas a UE continua sem se comprometer.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

 A TENTATIVA DE GOLPE “EM DETALHES” -  José Nílton Mariano Saraiva

Se os irracionais e sectários integrantes da gadolândia bolsonarista certamente pensavam em desacreditar a delação do ex-ajudante de ordens (popularmente conhecido por baba-ovo), Tenente-Coronel Mauro César Cid, na perspectiva de que poderia ser transcrita e divulgada de forma adulterada, o ministro Alexandre de Moraes quebrou-lhe os chifres ao divulgar, na íntegra, o vídeo/áudio da própria delação.

De princípio, o próprio Mauro César Cid assegura que está ali por vontade própria, que não foi pressionado ou induzido a falar o que não queria e, enfim, que se pronunciaria sobre o que viu e ouviu, durante meses, no decorrer na tentativa de golpe de estado patrocinada por Bolsonaro e seus generais(zinhos) de estimação.

E, muito embora seja um apaixonado pelo chefe (Bozo) ao ponto de ter na sala do seu apto um poster gigante do próprio, as revelações são demolidoras, contundentes e indesmentíveis, porquanto ele próprio um dos integrantes da quadrilha. 

Inconformado, declara que só quem perdeu foi ele, porquanto os generais integrantes da quadrilha (todos na faixa de 65/70 anos) já estavam com a vida ganha, tanto em termos financeiro, como em termos de patente do exército), enquanto que ele, com 45 anos, teve sua vida pessoal e profissional destroçada.

E aí, é um desfilar de tramas sujas e sórdidas, entre quatro paredes, envolvendo Bolsonaro, Augusto Heleno, Braga Netto, Sérgio Cavaliere, Mário Fernandes, Anderson Torres, Marília Ferreira de Alencar, Paulo Sérgio Nogueira e todo um séquito de graduados da corporação, visando atentar contra o Estado Democrático de Direito e se manter no poder, na marra, já que derrotados pelo sufrágio universal do voto.

Como o espaço não comporta tudo que ali está contido, recomenda-se, a quem interessar possa, que tratem de ler a citada delação a fim de formarem um juízo de valor sobre o perigo que passamos.

Alfim, só uma “palhinha” sobre um dos cabeças da tentativa de golpe, o General Braga Netto:

O colaborador (Mauro César Cid) recorda-se de um vídeo em que o General Braga Netto conversa com manifestantes em frente ao Quartel do Exército e afirma para os mesmos terem esperança porque ainda não havia terminado e algo iria acontecer. Sobre esse vídeo o colaborador reafirma que tanto o então Presidente Jair Bolsonaro quanto o General Braga Netto esperavam que algo pudesse acontecer para convencer as Forças Armadas a darem o golpe e por isso incentivavam a manutenção das mobilizações em frente aos quartéis.