por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

 “MODUS OPERANDI” INCONVENCIONAL - José Nílton Mariano Saraiva 

Nas administrações Juraci Magalhães e Antônio Cambraia a cidade de Fortaleza experimentou um surto de desenvolvimento inquestionável; e, para corroborar isso, à época a muito bem bolada propaganda oficial anunciava que para se constatar o progresso vigente na cidade bastava “abrir a janela”; lá estavam viadutos, parques, novas ruas, praças, etc. 

Uma dessas obras e de grande utilidade social, foi o Parque Parreão I, localizado no Bairro de Fátima (vizinho à Rodoviária, entre as avenidas Borges de Melo e Eduardo Girão) porquanto um local destinado a prática de caminhadas, atividades físicas, reencontro de amigos e por aí vai; enfim, um agradável e aprazível local para onde acorriam os moradores do Bairro de Fátima e de diversos outros bairros do entorno, principalmente nas manhãs, ao entardecer e nos finais de semana.

Compreensivelmente, a fim de registrar para a posteridade sua marca, a administração de então fincou numa das laterais do parque um modesto pedestal, encimado por uma placa onde registrado estavam os nomes do prefeito e secretário responsáveis (Juraci Magalhães/Antônio Cambraia), data da inauguração (03 DE SETEMBRO DE 1993) e outras informações básicas.

Após a administração dessa dupla, o Parque Parreão I, por descaso e falta de manutenção, enfrentou um desgastante e corrosivo processo de degradação, com o consequente afastamento daqueles que o frequentavam, tendo em vista a invasão do pedaço por desocupados e marginais de alta periculosidade. 

Eis que, mais à frente, na administração Roberto Cláudio, houve a “recuperação” do Parque Parreão I, só que com um detalhe ESTARRECEDOR e de uma DESONESTIDADE a toda prova: mantido o pedestal original, a placa com os nomes de Juraci Magalhães e Antônio Cambraia foi imediatamente substituída por uma outra (ainda está lá), onde os frequentadores tomam conhecimento que o Parque Parreão I foi “INAUGURADO” EM 16 DE SETEMBRO DE 2014, na administração do prefeito Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra, tendo como secretário da prefeitura um tal Samuel Antônio Silva Dias e chefe da regional IV o senhor Francisco Airton Morais Mourão (isso, 21 anos depois da inauguração verdadeira). 

Além do desrespeito flagrante e patente a um dos maiores prefeitos de Fortaleza (já falecido), tal atitude simbolizou e simboliza ainda hoje uma irresponsável e abusada tentativa de APROPRIAÇÃO INDÉBITA, porquanto os fortalezenses que usam o Parque Parreão I (já há mais de 03 décadas) sabem que o próprio foi idealizado, projetado e inaugurado pela dupla Juraci Magalhães/Antônio Cambraia (no dia 03 de Setembro de 1993, é necessário que se repita; portanto, 21 anos antes).    

Conclusão: pra resgatar a inquestionável verdade, e acabar de vez com a imoralidade cometida lá atrás pelo modus operandi ilegal, imoral e amoral do então prefeito Roberto Cláudio, bem que o prefeito atual (Evandro Leitão) poderia recolocar a placa original (com os dados corretos) e, ao seu lado, aí sim, num outro pedestal, uma outra placa informando da “REINAUGURAÇÃO” (e não “INAUGURAÇÃO”) do Parque Parreão I, na administração Roberto Cláudio. 

A dúvida atroz e merecedora de atenção de todos os munícipes, é: afinal, de quantas outras obras (de vulto ou não), inauguradas por antecessores, o senhor Roberto Cláudio desonestamente assumiu a paternidade ???

Nenhum comentário: