por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
domingo, 8 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
O "jeitinho" - José Nilton Mariano Saraiva
A
exoneração do Secretário de Segurança Pública do Estado do Ceará é a “prova
provada” da hipocrisia (e dissimulação) que vige no meio político.
Escolha
pessoal e intransferível da família Ferreira Gomes, desde o princípio o então
coronel da polícia mostrou que não era do ramo, que não tinha aptidão para a
coisa, que se constituía um autêntico peixe fora d’agua, que não passava de um
blefe e, enfim, que era um incompetente em potencial em termos de gestão e
comando.
E
o resultado não poderia ser diferente: durante sua catastrófica permanência à
frente da Secretaria de Segurança, a bandidagem deitou e rolou, fez e desfez,
casou e batizou. Tanto é que os assaltos a ônibus aumentaram 155,9% e os homicídios
dolosos no Estado 17,5%, quando comparados com o mesmo período do ano passado; além
do que, em 08 meses do ano corrente, tivemos 24 assaltos (com explosões) em
bancos, ou uma média de 03 por mês.
De
outra parte, sabe-se que quando convidado a assumir a pasta, o coronel da
polícia Francisco Bezerra era um ilustre desconhecido da maioria dos cearenses,
já que nunca houvera militado na arena política, assim como em qualquer outro
setor de maior visibilidade; era, por assim dizer, um zero à esquerda, uma
nulidade em termos de apresentação pessoal, já que com um currículo inexistente.
Pois
não é que agora, a fim de não dar a mão à palmatória, já que a cobrança por um
mínimo de segurança tornou-se uma grita generalizada em todo o Estado, o “padrinho”
(arrependido) do senhor Secretário (o Governador do Estado) houve por bem
substituí-lo, sem que antes haja elaborado um tal “jeitinho”, espécie de saída honrosa
(caricata) para o dito-cujo: assim, o coronel tira o time não por
incompetência, ou porque haja transformado a segurança no calcanhar de Aquiles
do Governador, mas, sim, porque irá concorrer a uma vaga para Deputado Estadual
nas próximas eleições.
Qual
o “curral eleitoral” que o Governador do Estado irá cooptar para que
descarregue seus votos numa nulidade, não se sabe: o certo é que, se o afilhado
“pegar corda” e resolver mesmo concorrer, Sua Excelência corre o risco de “quebrar
a cara” novamente, já que a derrota será fragorosa.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Antes tarde... - José Nilton Mariano Saraiva
O
sentimento de desconfiança da população brasileira para com os políticos com
assento no Congresso Nacional atingiu um nível de descrédito tal que, de certa
forma, causou surpresa a atitude do presidente da Câmara Federal, em Brasília, em
sugerir, colocar em votação e conseguir aprovar em tempo recorde a emenda que acaba
com excrescência conhecida por “voto secreto”, nas votações naquele recinto.
Como
se sabe, através do uso de tão imoral artifício, eles, os políticos, livravam a
cara um do outro quando da perspectiva de perigo iminente individual (a
cassação do mandato, por exemplo), assim como se ajudavam mutuamente quando se
colocava em pauta projetos tidos como imorais, mas que os beneficiariam a
partir de.
Só
que, como nós eleitores não tínhamos como saber quem houvera votado contra ou a
favor do desejo popular, recaia sobre todos eles a suspeita de nos ter ludibriado,
daí o repúdio geral contra esse corporativismo nojento.
No
entanto, como a repercussão da votação que livrou da cassação o “deputado-bandido-presidiário”
Natan Donadon foi extraordinária, descredenciando-os ainda mais ante à população,
houve como que uma espécie de “despertar” para a realidade, e daí, pra tirar a
suja e tentar reverter o impacto negativo (inclusive em termos internacionais),
resolveram as tais lideranças dos
diversos partidos por acabar de vez com a excrescência (espera-se que o Senado
Federal a ratifique).
Até
porque, em atendimento a um dos parlamentares que não houvera concordado com o
resultado e recorrera ao Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Roberto
Barroso, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão do plenário da Câmara
que produziu tão vexatória e desmoralizante decisão, “anulando” a sessão que a
produziu (deveremos ter uma nova votação e, aí, sim, já com o voto em aberto, o
“deputado-bandido-presidiário” deverá ser cassado).
Fato
é que, por cima de pau e pedra, aos trancos e barrancos, os ajustes vão sendo
processados em nossas caducas legislações, incluindo até a Constituição Federal,
há pouco tempo promulgada.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Falta "gestão e comando" - José Nilton Mariano Saraiva
Durante
os 08 (oito) primeiros meses do ano corrente (jan/ago), no Estado do Ceará foram
dinamitados nada menos que 24 (vinte e quatro) estabelecimentos bancários, tanto
em Fortaleza e região metropolitana como no interior. Ou seja, tivemos uma
média de 03 (três) assaltos por mês ou, mais precisamente, 01 (um) assalto a
cada 10 (dez) dias (ontem foi a agência do Banco do Brasil de Boa Viagem e hoje
a de Pindoretama).
Na
capital, especificamente, o clima é de medo e apreensão, por conta da ação
quase que diária de marginais, não só assaltando, mas, também matando inocentes,
deixando a população em clima de permanente alerta, com medo até de sair de casa.
Convidado
a comparecer ao plenário da Assembléia Legislativa para discorrer sobre o
assunto, o afilhado dos Ferreira Gomes que está Secretário de Segurança do
Estado, um certo coronel da polícia, pintou um quadro totalmente alheio à
realidade, porquanto, na sua avaliação, a situação é de plena normalidade. E como
o governo tem maioria na Assembléia, os “deputados-cordeirinhos” não o
questionaram, não o debateram, aceitando passivamente as mentiras por eles
expostas.
E
o pior é que a coisa parece ter se intensificado ainda mais a partir do momento
em que o irmão (desempregado) do governador do Estado, senhor Ciro Gomes (reconhecendo
intimamente que a coisa estava sem comando), afirmou que iria prestar uma “ajuda
informal” ao senhor Secretário de Segurança do Estado, numa tentativa de moralizar
a pasta.
No
entanto, pela volúpia com que os bandidos passaram a agir a partir de então, parece
até que a fama de “valentão” do dito-cujo não assusta nem o mais amador deles, porquanto
o caos se faz presente a cada dia que passa.
Pergunta-se:
até quando teremos que ficar trancados em nossas casas gradeadas, enquanto a
bandidagem passeia livremente pelas ruas da cidade, pintando e bordando, fazendo
e desfazendo, por falta de gestão e comando numa área tão crítica ???
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Edelson Diniz – Mais incentivos para as artes visuais
Artista que despontou nos Salões de Outubro na década de oitenta no Crato,
Edelson Diniz tem propriedade no que faz
e fala. Criativamente inquieto, tem um trabalho que nos remete a cultura e a
religiosidade popular. Para o artista, no Cariri existe uma produção de
qualidade, mas alerta que o campo das
artes visuais precisa de incentivos para qualificar e difundir o que se faz por aqui.
Alexandre Lucas - Quem é Edelson Diniz?
Edelson Diniz - Pra ser sincero, acho estranho dizer quem eu
sou, sou estado de espírito, ás vezes artista, ás vezes bandido...
Alexandre Lucas – Como ocorreram seus primeiros contatos com a
arte?
Edelson Diniz - Foi com um irmão meu, ele desenhava quando eu era
criança, só que nunca se dedicou, seguiu outro rumo. Dai me senti a vontade pra
me apropriar do talento dele e aliar ao que eu ainda hoje tento fazer.

Alexandre Lucas – Quais as suas influências artísticas?
Edelson Diniz - Eu diria que tudo pode me influenciar, não
existe um cardápio de influências no meu processo de criação e construção.
Notoriamente pode se perceber certa apropriação de traços, cores e formas do
nosso folclore e da religiosidade popular, acho que é o mais evidente na
maioria dos meus trabalhos.
Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória:
Edelson Diniz – Despontei nos Salões de Outubro em Crato, nos anos 80,
participei ativamente dos Movimentos OCA – Officinas de Cultura e Artes, Movimento
Xá de Flor. Depois fui funcionário da Secretaria de Cultura de Juazeiro por
quase 15 anos, foi de lá onde surgiu muita influência, uma vez que eu
desenvolvia um trabalho com os grupos folclóricos. Hoje, produzo e tento
sobreviver na medida das possibilidades do meu trabalho.
Alexandre Lucas - Como você caracteriza o seu trabalho?
Edelson Diniz - Múltiplo
Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?
Edelson Diniz - Não vejo relação prática entre política e
cultura, a cultura oficial inviabiliza muitas vezes a produção e criação
artística, vejo um certo excesso de teoria.
Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?
Edelson Diniz - Não sei se contribuo socialmente com meu
trabalho, minha única meta, é encher os olhos de quem aprecia o que faço e
mostro. Pode ser que influencie de alguma forma em alguém, mas não existe uma
preocupação de focar uma contribuição.
Alexandre Lucas – Como você ver a produção das artes visuais na
Região Metropolitana do Cariri?
Edelson Diniz - A qualidade é boa, temos grandes artistas, a
produção poderia ser melhor, se houvesse mais incentivos, uma política pública
prática, que sugerisse infraestrutura para qualificar e difundir o que se faz
por aqui.
Alexandre Lucas – O Salão de Outubro fez história na região do
Cariri. Fale sobre o significado desse movimento para as artes no Cariri.
Edelson Diniz - Significou muito na época em que acontecia, o
formato era abrangente, o acesso era fácil, e a receptividade era a melhor,
diria que é o alicerce de todos os movimentos que hoje existem aqui no Crato
hoje em dia. Quem está à frente desses novos movimentos, passaram pelo Salão de
Outubro.
Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?
Edelson Diniz - Pretendo fazer uma sugestão de um projeto para iluminar e ornamentar a cidade
do Crato no próximo final de ano, sugiro que sejam criados critérios para
avaliação de projetos, tipo ver o lado técnico, pesquisa de arte etc, . Fica
sugestão.
domingo, 1 de setembro de 2013
Casa Grande & Senzala
Dr. Umberto Hernandez ficará na
história do Cariri como um dos primeiros
Neurocirurgiões a se radicar na
nossa região com um continuado e profícuo exercício que salvou incontáveis
vidas. Numa época em que já proliferavam as motos como meio popular de transporte e sua consequência inevitável, os
politraumatismos, a Neurocirurgia , estrategicamente, postava-se na fronteira
entre a Vida e a Morte. Dr. Umberto
vinha de Cuba, já maduro, com uma larga experiência no seu ofício e trouxe
consigo outras louváveis virtudes: uma profunda visão social da Medicina; uma
ética acima de qualquer mácula; uma enorme aversão a qualquer tentativa de
exploração da sua digna atividade; o desprendimento e a humildade de formar
outros profissionais qualificados. Consta que depois de um trabalho diuturno e benéfico, por longos anos,
terminou sendo denunciado por alguns de seus pares e precisou retornar ao seu
país.
Lembrei-me
dele nos dias atuais quando se gera enorme polêmica com a vinda de outros
profissionais estrangeiros no Programa Governamental Mais Médicos. Gostaria de dar minha visão, um pouco na
contra corrente do pensamento médio institucional, no que tange à questão.
Temos enormes disparidades na distribuição de profissionais num Brasil, onde ¾ dos médicos se alojam estrategicamente,
e não por mero acaso, nas regiões Sul e Sudeste. A tônica da Medicina desde o Século XX tem sido, claramente, uma atenção
direta com a forma Terapêutica e um afastamento da sua face Preventiva.
Formamo-nos médicos para tratar as pessoas e não para prevenir os males que por
acaso podem ser evitados. Por trás disso tudo, claro, existe um grande e forte
movimento empresarial clínico- hospitalar e toda indústria farmacêutica,
para quem a Doença é sempre um vultoso
negócio. Durante todo o Século XX, a lógica eminentemente capitalista relegou a
prevenção ao subsolo e nomes como Osvaldo Cruz, Adolfo Lutz, Carlos Chagas, passaram a fazer parte de um
passado heroico e ultrapassado. A distribuição dos médicos, formados para
tratar quem pode pagar, fixou-se, prioritariamente, nas regiões mais ricas e litorâneas.
Os poucos que se aventuraram a , como
bandeirantes, adentrar o interior pobre do país, foram sempre vistos de forma preconceituosa
por seus colegas dos locais mais abastados: com poucas condições, estariam praticando uma Medicina atrasada,
própria de séculos anteriores. Por sua vez, a forte e importante onda
tecnicista que envolveu a atividade médica durante todo o Século XX, com
avanços importantíssimos e indiscutíveis
, não só aumentou a distância entre o praticado na capital e no interior, mas fez , também, com que os
médicos se tornassem cada vez mais técnicos e menos missionários. E o técnico é bem mais cartesiano, não lhe
passa pela cabeça a possibilidade de dois mais dois não serem exatamente
quatro.
O
SUS, no final dos anos 80, tentou dar uma reviravolta nesta ordem de priorização
do terapêutico ,em detrimento do profilático. Nasceu, no entanto, dentro destas
dicotomias inevitáveis : um sistema de viés socialista tentando ser instalado
num país de forte tendência neoliberal;
necessitando de médicos e profissionais com ampla visão generalista e
formando médicos especialistas e com forte formação terapêutica; buscando profissionais hipocráticos e se defrontando com médicos de
boa formação técnica , mas pragmáticos e amplamente antenados com o
Mercado. O sonho igualitário de trazer
Saúde para todos os brasileiros topou na exiguidade de recursos de um país em
desenvolvimento. Verba pouca foi destinada prioritariamente para a Atenção
Básica, levando ao colapso da Atenção Secundária. Mesmo assim, com todos os
percalços, conseguimos, com ações mínimas , abater drasticamente a Mortalidade
Infantil , a Desnutrição, as Doenças de Controle Vacinal, levando a um
invejável aumento na Esperança de Vida.
É
com essa visão particular e mais ampla que , como médico há mais de trinta anos
trabalhando no interior do Brasil, que vejo como inequívoca a necessidade de
contratação de médicos , seja lá de onde for, para trabalhar nos grotões desse
país. Vi luminares da Medicina Uspeana , dizendo que o médico não iria, por
nenhum dinheiro desse mundo, trabalhar nos locais mais miseráveis, porque lá,
sem nenhum recurso, não teria o que fazer e se desesperaria. Discordo
completamente dessa visão de Avenida Paulista. Estão querendo passar para todos
que os profissionais no interior desse Brasil nada estão fazendo, pois não têm
às mãos um Pet Scan ou uma Ressonância Magnética. Querem me convencer que Dr.
Leão Sampaio em Barbalha, nada representou; que Dr. Cícero em Campos Sales
teria sido dispensável; que Dr. Gouveia em Iguatu foi uma excrescência;
que Dr. Montalverne Guarany em Sobral era
perfeitamente descartável. Permitam-me
discordar dessa visão estreita e tosca. Cabe-nos lutar para que um dia , todos
os rincões desse país tenham as mesmas condições de acesso à Saúde , mas não é
justo que até lá profissionais médicos sejam impedidos de fazer o pouco que
estiver ao seu alcance para minimizar a dor, o sofrimento, mesmo cientes que
poderiam, sim, fazer muito mais, se assim condições existissem. Se se reparar
bem, não temos no Cariri os mesmo
recursos de Forteleza, Fortaleza não tem os mesmos de São Paulo e São Paulo,
por sua vez , perde para os dos EUA. Tudo é perfeitamente relativo. Jogar no lixo a vocação missionária hipocrática é o mesmo que arrancar a sagrada túnica de sacerdote que historicamente vestimos e nos imantou de um poder mágico e encantado.
Acredito
que, no presente momento – mesmo sujeito à cara trombuda dos meus pares-- a
contratação médicos estrangeiros é uma
necessidade imperiosa e, mais, é
preferível os cubanos pela forte formação em Medicina Social. Aprenderam a ,
com medidas simples, combater a miséria.
Seus achaques são bem mais próximos das nossas centenárias chagas. Sempre é bom
lembrar que os Indicadores de Saúde do seu país são os melhores das Américas
todas. Pasmem, ganham do Canadá ! Muitos dirão que estas conclusões são perfeitamente ideológicas,
mas todas as que se contrapõem a elas também o são. Os opositores babam de
fúria, não contra os profissionais, mas contra Fidel. Se os médicos que aqui
desembarcaram viessem dos EUA ou da Inglaterra seriam recebidos com flores e
fogos de artifício.
As
vaias que irromperam em Fortaleza contra os médicos cubanos denotam ,
totalmente, a nossa falta de foco. Almofadinhas, não somos acostumados às
manifestações públicas, coisa de proletários. Os colegas aqui chegaram num
projeto governamental. Não têm nenhuma culpa das nossas desavenças. Éticamente
devem ser tratados com educação e lhaneza. Os gritos de “Escravos!” “Escravos!” que ecoaram na Escola de Saúde
Pública vieram dos amplificadores da “Casa Grande” . A Senzala não merece
atendimento de médicos, já tem seus rezadores e meizinheiros. Já não basta ?
J. Flávio Vieira
"Catherine" - José Nilton Mariano Saraiva
Os que hoje se situam na faixa
dos 60 anos certamente hão de recordar do bom ator “yanque” Kirk Douglas,
fichinha carimbada em grandes filmes sobre o velho oeste americano, com seus
índios e mocinhos se engalfinhando em batalhas tão cruentas como memoráveis. Mas,
como a marcha inexorável do tempo não perdoa quem quer que seja, rico ou
pobretão, famoso ou não, Kirk Douglas teve que, paulatinamente, ceder seu lugar
a uma nova geração de atores.
E ai todos tivemos (inclusive o
próprio) o grato prazer de conhecer e constatar que seu filho, Michael Douglas,
houvera se tornado um “artista” de mão-cheia (muito mais competente que o pai)
porquanto, além do talento hereditário, eclético no atuar e com mais presença
em cena devido ao porte físico avantajado (quase 2 metros) e um bem delineado corpo
nas academias da vida; assim, logo logo estabeleceu-se.
Para o mulherio, então, foi um
autentico achado, uma descoberta de outro mundo, daí a “caça” permanente,
obstinada e diuturna visando “laçar a fera”, de qualquer jeito; e como o cara
mostrou-se um garanhão insaciável, um autêntico atleta sexual, muitas e muitas mulheres
(e que mulheres) privaram da sua alcova. O exemplo emblemático da “qualidade”
pode ser visualizado na atual esposa, a escultural atriz britânica Catherine
Zeta-Jones (nascida em Swansea, País de Gales, em 25.09.69), um autêntico
“supersônico”.
Pois bem, rico, belo e disputado
(apesar de casado), eis que a o destino lhe reservou uma surpresa nada agradável:
numa rotineira consulta médica, à procura de debelar uma “coceira” na garganta,
Michael Douglas (fumante inveterado), recebeu a infausta notícia de ser
portador de um “câncer” na região.
Transparente e corajoso fez
questão de, pessoalmente, dividir com gregos e troianos a sua situação, botando
a boca no trombone; e, como não poderia deixar de ser, a partir do “velho”, da
esposa e da família, a solidariedade fez-se presente das quatro esquinas do planeta
Terra; comoção generalizada.
Mas... o Michael Douglas é um ser
humano e, como tal, tem seus momentos de “apagão”, seus pecados, suas fraquezas,
suas idiossincrasias e, assim, sua pessoal e desabrida explicação para o que
ocorrera provocou um baita estrago: segundo ele, seu câncer na garganta, na
verdade, teria sido provocado pelo costumaz exercício do “sexo oral”, com uma
mulher portadora do temível vírus HPV (detectável via “papanicolau”); sim,
senhores, o nosso ídolo era adepto e praticante habitual de tal “esporte”.
Se tal declaração foi recebida
por muitos como “corajosa”, por revelar ao mundo uma sua faceta não conhecida (e
nada edificante), para a bela esposa, Catherine Zeta-Jones, representou uma
afronta pessoal, desrespeito intraduzível, uma espécie de acusação descabida:
afinal, em sendo ela a esposa daquele autentico “deus” grego, já há bastante
tempo, teoricamente, dela, ele teria contraído o tal vírus em suas relações
heterodoxas.
O resultado é que o pedido de
divórcio (anunciado nesta última quarta-feira, 28.08.13) já foi por ela
formalizado e, se conseguir vencer a doença, Michael Douglas vai ter que “lambuzar-se”
em outra fonte.
Fato é que, agora, doente e sem
asas (já que desprovido do “supersônico”), Michel Douglas ainda terá que conviver
com uma cobrança inevitável: “ô, cara, por que fizestes tamanha maldade com a
bela e doce Catherine” ???
sábado, 31 de agosto de 2013
"FLORES RARAS" - José Nilton Mariano Saraiva
“Flores
Raras” (baseado em fatos reais) é a tal prova cabal de que nós, brasileiros, já
conseguimos, sim, produzir com extrema competência, filmes adultos, sérios e -
mais importante - de qualidade indiscutível.
Produzido
e dirigido pelo consagrado Luiz Carlos Barreto (em parceria com a esposa) e tendo
no papel principal uma Glória Pires madura e simplesmente exuberante, trata da intensa
e sofrida relação homossexual entre a arquiteta carioca Lota de Macedo Soares
(Glória Pires), uma das responsáveis pela construção do Aterro do Flamengo, no
Rio, e a poetisa americana Elisabeth Bishop.
É
que esta, buscando fugir do estresse do dia-a-dia de Nova Iorque, decide
aceitar o convite de uma contemporânea de faculdade (que se mudara para o
Brasil), para conhecer o Rio de Janeiro. Extremamente tímida, introvertida e
recatada, em aqui chegando se surpreende ao notar que a ex-colega “vivia” com uma
outra mulher, Lota Macedo.
Despachada,
autoritária e mandona, Lota Macedo não fazia nenhuma questão em esconder sua
atração por pessoas do mesmo sexo. E a paixão por Elisabeth foi instantânea,
como que a adivinhar que por detrás daquela timidez, introversão e recato
excessivos se escondia um autentico “vulcão”. E não deu outra: na primeira
saída a sós (por ela provocada) e num recanto paradisíaco (Teresópolis), um inesperado
beijo na boca e... deu-se a erupção, fiat lux.
Daí
pra frente a paixão só cresceu, ao ponto do ciúme da ex-amante ter que ser debelado
com a adoção de uma criança e a abertura definitiva e sem rodeios do jogo: sim,
a bola da vez, agora, era Elisabeth (que com ela passou a dividir a cama).
Viveram
intensamente a paixão e cresceram profissionalmente em suas respectivas
atividades (Elisabeth chegou a ganhar o concorrido prêmio Pulitzer, por um
poema que lá atrás houvera dedicado a Lota) até que deu-se a “fadiga do
material”: convidada para lecionar numa faculdade americana, Elisabeth resolve
aceitar, mesmo com a não concordância e o protesto veemente da companheira (que
chega a lhe oferecer mundos e fundos, tal o medo de perde-la).
Acostumada
a mandar, desmandar e jamais ser questionada, com a viagem da companheira à sua
revelia, Lota Macedo acusa o golpe: entra em um penoso processo depressivo,
alimentado pela saudade, daí o consumo excessivo de álcool. Suas cartas não têm
resposta, simplesmente porque a ex, que fora rejeitada, não as encaminha. A
degradação é visível e impressionante (que maquiador fabuloso).
Após
certo tempo, ao tomar conhecimento, por acaso, do estado crítico da ex,
Elisabeth (já com outra amante, uma aluna bem mais nova) se manda de lá pra cá,
a fim de socorrê-la; e aí, novamente juntas, as duas descobrem que “não dá mais
liga”, alguma coisa se perdera pelo caminho, o sonho acabara, esvaíra-se, escafedera-se.
Alfim,
por não admitir o fracasso, e visando livrar-se daquele calvário que já lhe
atormentara excessivamente, Lota Macedo põe fim à própria vida ao ingerir um generoso
coquetel de medicamentos com whisky. Mesmo condoída e consciente de ter sido responsável
por aquele ato extremo, Elisabeth volta para os braços da amante americana.
Resumindo:
independentemente dos preconceitos que decerto hão de surgir, um filme adulto,
sério e que merece ser visto com extremada atenção. E com um adendo: é
brasileiro, sim, com locação na sua maior parte em Teresópolis, contando com
uma atipicidade: os diálogos em inglês e legendado em português.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
"Xepa" indigesta" (II) - José Nilton Mariano Saraiva
Nessa questão que trata da
negativa de cassação do mandato do Deputado Federal Natan Donadon, por parte
dos seus pares, é necessário que se saiba o seguinte:
513 parlamentares compõem a
Câmara dos Deputados, em Brasília. Regimentalmente, para que um deles tenha o
mandato cassado, necessário que metade (256) mais 01 (257) concordem com a
penalidade. Como 141 não compareceram em plenário, evidentemente que influíram
de forma decisiva para que tal não ocorresse.
Isso porque, como 233 votaram
favoravelmente, faltaram 24 votos para atingir os 257, sacramentando a
cassação. Desses 24 votos que faltaram, a bancada cearense contribuiu com 07
votos (ou 29%). A razão de não comparecerem, ninguém sabe, mas o certo é que
tinham conhecimento da matéria e da importância das respectivas
presenças.
É necessário, pois, que o eleitor
cearense saiba o nome dos “distintos”, a saber: Antonio Balhmann (PSB), Artur
Bruno (PT), Genecias Noronha (PMDB), José Linhares (PP), Manoel Salviano (PSD),
Mário Feitoza (PMDB) e Vicente Arruda (PR).
"Xepa" indigesta - José Nilton Mariano Saraiva
Condenado
em última instância pelo Supremo Tribunal Federal a 13 anos de prisão, por ROUBO
QUALIFICADO, e já recolhido há dois meses à penitenciária da Papuda, em Brasília,
o Deputado Federal, por Rondonia, Natan Donadon, foi julgado ontem por seus
pares da Câmara dos Deputados, em atendimento ao parecer da Comissão de
Constituição e Justiça daquela corte, favorável à cassação do seu mandato.
Só
que, escudados e protegidos pela abjeta e imoral “votação secreta” (onde o
parlamentar-votante não precisa se identificar), prevaleceu o corporativismo
criminoso, e o bandido acabou não tendo o mandato cassado, como era de se
esperar. Para tanto, contribuíram a ausência de 108 deputados e a abstenção de
41 outros, a fim que o quórum regimental de 257 votos fosse atingido.
Composta
por 513 parlamentares, a Câmara Federal é uma das instituições líderes no
repúdio da população, por conta da comprovada desonestidade da maioria dos seus
membros (se muito, e olhe lá, uns 10% encaram a atividade parlamentar com seriedade)
enquanto os demais estão atolados até o pescoço em negócios escusos, maracutaias
e prevaricação, daí o “rabo-preso” e o conseqüente apoio a colegas mafiosos.
E
a falta de seriedade e o sarcasmo são tão grandes que, apesar de ter chegado ao
recinto algemado e saído idem, o bandido Natan Donadon gozou com a cara de
todos nós ao reclamar, na tribuna (rindo), que a “xepa” (comida) servida no presídio
precisava ser melhorada.
É
ou não um tremendo cara-de-pau ???
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