por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
domingo, 11 de março de 2012
por socorro moreira
Com ele sabia brincar-
Brincar de se encantar
O feitiço voltava
O fogo incendiava ...
A paixão - O que é paixão?
Nem os sentidos conseguem explicar.
Na pira do desejo
- A exaustão!
Maturada pelo tempo
Derrama a ternura
Que ficou no ar
Chuva de lembranças
Acalantam
Amores adormecidos
Respiros, suspiros
Nos sonhos do sono
Tapioca Pudding - José do Vale Pinheiro Feitosa
Recado pro meu pensamento...- por socorro moreira
Pedro Bandeira em livro
Dentro da Programação da Semana do Padre Cícero, que acontecerá entre os dias 18 a 24de março, será lançado o livro “O poeta Pedro Bandeira mostra Juazeiro ao Mundo”, no dia 22, às 19h00, no Memorial Padre Cícero, e contará com apresentações artísticas: performance de André de Andrade e repentistas contextualizando o trabalho de edição do mais novo livro sobre a poesia do poeta repentista Pedro Bandeiras de Caldas, que está sendo coordenado pelo prof. Mestre em Ciências da Educação, Franco Barbosa que também é escritor. O evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura, Secretaria de Turismo e Romaria, de Juazeiro do Norte, e Fundação Memorial Padre Cícero.sábado, 10 de março de 2012
Sol de um novo dia - Por José de Arimatéa dos Santos
Lá no céu reluzente
O sol, símbolo inclemente
Da certeza da continuidade da vida que transparece
Todo o movimento da física
Num mundo biológico
Que a existência prova o lógico
Da possibilidade da união com o mundo da metafísica
| José de Arimatéa dos Santos |
Juntos numa sinfonia
De igualdade e sintonia
Que embelezam a vida sem desamor
Ah! Desejo que o sol sempre
Possa brilhar nos corações
Da humanidade com muitas ações
De solidariedade e justiça solenemente
Convite!
14 de abril! Hugo Linard e Orquetra, no Crato Tênis Clube
O Príncipe Harry vai à Lapa? - José do Vale Pinheiro Feitosa
Quem é Hugo Linard? José do Vale Pinheiro Feitosa
Non, Je Ne Regrette Rien
Non, Je Ne Regrette Rien
Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.
Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
C'est payé, balayé, oublié,
je me fous du passé.
Avec mes souvenirs,
j'ai allumé le feu.
Mes chagrins mes plaisirs,
je n'ai plus besoin d'eux.
Balayés mes amours,
avec leurs trémolos.
Balayés pour toujours
je repars à zéro...
Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal, tout ça m'est bien égal.
Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Pour aujourd'hui
ça commence avec toi
Non, Je Ne Regrette Rien (Tradução)
Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!
Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)
Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!
Varridos os amores
E todos os seus "tremolos" (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.
Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!
Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!
Começa com você
sexta-feira, 9 de março de 2012
Corais e Gaviões

Sabe-se muito do velho Gonzagão cujo centenário se comemora esse ano: da sua genialidade musical, do seu pioneirismo em levar a mais pura música nordestina para grande mídia, do seu poder invejável de abrir os microfones do mundo para a voz do povo do Nordeste, impulsionando a carreira de incontáveis artistas , desta face oculta do Brasil. Estes dias, descobrimos mais uma. Como os grandes artistas , Luiz Gonzaga carregava consigo o dom da profecia. Apareceu-nos como um Nostradamus de Sanfona. Quando cantou nossa cidade como “Cratinho de Açúcar/Tijolo de Buriti” , certamente profetizava nossa total fragilidade frente ao poder corrosivo da água e da chuva. Pois não deu outra! Bastou um chuvinha de nada, num ano de seca, para nossas encostas derreterem como sorvete no sol. E lá se foi , água abaixo, de novo, o Canal do Rio Grangeiro! O que , de resto, não se mostrou como nenhuma novidade. Depois da tragédia do ano passado, já não precisávamos do poder visionário do velho Lula, para fazer previsões. Estava escrito !
É que a obra de reconstrução era tão peba, tão visivelmente tacanha que alimentou todo um ano de lorotas e fofocas na nossa cidade. Um menino de dois anos passava com a mãe perto do Canal, há alguns meses, quando começou a chorar. A genitora acreditou que o bichinho estava com fome, queria gagau, até o menino se esgoelar morrendo de medo, apontando para o Canal: ---Vai cair, mamã! Vai descer! AHHHHHHHHHHHHH! O Cego Marcolino ,que mora pras bandas das Cacimbas, em dezembro, passando na ponte da Ladeira da Integração, nem precisou da luz dos olhos para concluir: --Eita trabalhinho fio duma égua, vamos simbora que não agüenta nem uma nublina ! E O grande guitarrista Batista que mora na beira do precipício e na enxurrada 2011 viu sua casa destruir-se numa noite, retornara para a mesma moradia no fim do ano . Quando observou a reforma velha que estavam fazendo, com umas telas de galinheiro e umas pedras soltas, começou imediatamente a fazer um curso de surfista e agora, nas festas , canta sua música predileta : --“Menina eu vou prá Califórnia/ Viver a vida sobre as ondas...” . Até os pacientes do CAPS, que frequentemente passam na beira do Canal , a caminho do tratamento naquele ambulatório, já tinham comentado aos psiquiatras que rezassem para não ficar nem nublado, pois a obra não agüentava um merejo. Depois da chuva e da derrocada da construção, os enfermeiros acharam interessante a previsão que lhes pareceu anteriormente uma alucinação, um delírio dos pacientes. Como adivinharam que ia cair? Eles responderam de forma conclusiva : --E quem é que não sabia? Não esqueçam: nós somos doidos, não somos burros não ! O professor Carlos Rafael divulgou que a razão é muito simples e está afeita aos livros de Odontologia: Precisavam fazer um tratamento de Canal e resolveram tapar a obturação com miolo de pão ! Deu no que deu ! E, entre risos e chacotas, se comenta que o próprio nome da construtora: Coral, já dizia tudo! Nome de cobra . E mais , onde se encontram os corais, amigos, onde ? Num é no fundo das águas, não?
O grande problema é que junto desta comédia cicla sua irmã siamesa: a tragédia. Famílias novamente desamparadas, prejuízos financeiros que não terão ressarcimento por quem de Direito e o grande caos urbano no trânsito da cidade que já andava praticamente a pé e agora terá que rastejar. Os dois milhões e meio que desceram junto com as águas do Rio Grangeiro serão debitados do bolso de cada um de nós, com ou sem chacota, viu? Resta o consolo: junto com as paredes das obras mal feitas costumam ,historicamente, se dissolver, também, carreiras políticas e projetos mirabolantes de perpetuação no poder. O povo termina por não suportar seu eterno destino de cachimbo e , com freqüência, veste a fantasia de fumo de Arapiraca e parte para o revide. E já agora em outubro vamos ter um novo Quarup, não é ?
Nestes dias, vi conversando dois pedreiros ,numa construção aqui próximo a minha casa, e tive um prenúncio da cobrança que virá. Um deles dizia que o grande problema do canal tinha sido as telas de galinheiro com pedras soltas dentro, que se chama gabião, postas para empatar a descida de água em velocidade, troncos, pedras enormes, ladeira abaixo e em curto espaço de tempo.
--- O problema, compadre, foram os Gabiões !
O outro, no entanto, pareceu ter uma visão bem mais holística da questão. A culpa da tragédia não estava nos pedreiros e engenheiros, mas escondia-se, sorrateiramente, nas ordens vindas do palácio.
--- Que nada ,compadre, o culpado de tudo isso são os Gaviões !
J. Flávio Vieira
Colaboração de Ismênia Maia
Dúvidas da Páscoa!!!!
- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... Bem... É uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano,
comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição.
- Martaaaaa , vem cá !
- Sim?
- Explica para esse garoto o que é ressurreição para eu poder ler o meu Jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus,
três dias depois de ter sido crucificado. Ele Ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu ?
- Mais ou menos...
- Mamãe, Jesus era um coelho?
- O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho!
- Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado!
- Jorgeeeeeee, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos.
Até parece que não lhe demos uma educação cristã!... Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola?
-Deus que me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no Catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!
- É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus.
É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito.
Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa-me ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era... Era melhor, sim... Ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né?
- Que dia ele morreu?
- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
- Que dia e que mês?
- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso?
Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois!
- Não, três dias depois.
- Então morreu na Quarta-feira.
- Não, morreu na Sexta-feira Santa... Ou terá sido na Quarta-feira de cinzas?
- Ah, garoto, vê se não me confunde ! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, porque amarraram um Monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no Sábado?
- Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- Uiiii...
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho.
Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai, coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!
Luis Fernando VeríssImo







