por José do Vale Pinheiro Feitosa
Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.
José do Vale P Feitosa
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Sob suspeita - José Nilton Mariano Saraiva
É bem verdade que novos ares vem experimentando o nosso Ministério Público, com promotores jovens e independentes “ousando” um pouco mais (vide um Fausto de Sanctis, juiz paulista) mas que esbarram nas nossas caducas leis e códigos processuais (que necessitam passar por uma reciclagem urgente, disso não tenhamos dúvida), além do que “cultura” estabelecida ainda vá demorar um pouco a ser abolida, via aposentadoria de alguns dos nossos viciados e inoperantes “magistrados”, claramente adeptos de certas conveniências e jeitinhos, e sem maiores preocupações com a defesa da cidadania. E não é difícil identifica-los: é só atentarmos para a atuação dos pseudos “paladinos da Justiça” com assento em nossa corte maior: o Supremo Tribunal Federal (STF). Mas um dia chegaremos lá, embora cause calafrios tomar conhecimento do abaixo exposto:
Um poder de costas para o país – Marco Antonio Villa
A Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas - parte delas em branco - recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu "pela excelência dos serviços prestados" o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista.
A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram "uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano." Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada. Silêncio absoluto. Por que? E a triste ironia: a juíza foi assassinada em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil.
Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza, o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do Judiciário. Seu presidente, Cézar Peluso, ocupou seu tempo nas últimas semanas defendendo - como um líder sindical de toga - o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões.
A proposta do aumento salarial é um escárnio. É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode ser imputada à falta de funcionários. De acordo com os dados disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578 cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente para um tribunal com 11 juízes. Mas, também de acordo com dados fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro. Ficam no ar várias perguntas: como abrigar os quase 3 mil funcionários no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade?
Causa estupor o número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435. O leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte destes vigilantes é de seguranças pessoais de ministros. Só Cézar Peluso tem 9 homens para protegê-lo em São Paulo (fora os de Brasília). Não é uma exceção: Ricardo Lewandovski tem 8 exercendo a mesma função em São Paulo.
Mas os números continuam impressionando. Somente entre as funcionárias terceirizadas, estão registradas 239 recepcionistas. Com toda a certeza, é o tribunal que melhor recebe as pessoas em todo mundo. Será que são necessárias mais de duas centenas de recepcionistas para o STF cumprir suas tarefas rotineiras? Não é mais um abuso? Ah, abuso é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou em 2010, R$16 milhões. O orçamento total do STF foi de R$518 milhões, dos quais R$315 milhões somente para o pagamento de salários.
Falando em relatório, chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a revista "Manchete". O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega: "Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch." Peluso é o Bloch da vez. Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que o "a experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial".
No relatório já citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução, explicando a importância das atividades do tribunal. E concluiu, numa linguagem confusa, que "a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente". Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar com aquele bordão inesquecível: "Fala sério, ministro!"
As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os três Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, É INEGÁVEL QUE O JUDICIÁRIO É O PIOR DELES. E deveria ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento. É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade. Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão.
Pra não dizer que não falei de azul - Por José do Vale Pinheiro Feitosa
Etérea- por Socorro Moreira
Existe tanta solidão na dor do mundo...
Existe solidão na própria felicidade
E o dia a dia esperando o destino ,
no recreio entre duas aulas principais:
O sono letárgico , e o suspiro final.
Vivo o plantão dos meus mistérios.
Palcos paralelos , espetáculo estranho
Simbiose de tristeza e desafeto.
Rodopio minha própria valsa ,
numa vertigem etérea ...
Desfaleço no imaginário ,
e permaneço no vazio da paz.
Varal- por José Flávio Vieira
Oficialmente Velho Leonardo Boff
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Jarbas Passarinho falando sobre Jair Bolsonaro no site Terra Magazine - José do Vale Pinheiro Feitosa
Jarbas Passarinho: "Nunca pude suportar Jair Bolsonaro"
"Um híbrido fértil" (Jarbas Passarinho)/Reprodução Para o ex-ministro Jarbas Passarinho, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) "irrita muito os militares" |
Claudio Leal
O repórter pronunciou o nome "Jair Bolsonaro" e, do outro lado da linha, o ex-ministro Jarbas Passarinho abusou do fôlego de 91 anos para bendizer o deputado federal: "Ah, esse homem eu nunca pude suportar!".
Desafeto de Passarinho, Bolsonaro protagoniza uma polêmica comportamental e política desde que declarou seu desapreço por um hipotético namoro de seu filho com uma negra, em entrevista ao programa humorístico "CQC".
Provocado por uma pergunta da cantora Preta Gil, filha do compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, o capitão reformado do Exército deu uma pedrada: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu". Bolsonaro responderá a um processo por racismo, movido por 20 deputados.
Grudou-se ao congressista de extrema direita o mito de que representa a alma das Forças Armadas. Passarinho pega a contramão e desconstroi o discurso de Bolsonaro. "Ele irrita muito os militares", garante. Para definir seu interlocutor ideal, recorre, ora vejam só, à escritora francesa Simone de Beauvoir.
- Já tive com ele (Bolsonaro) aborrecimentos sérios. Ele é um radical e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. Eu não suportava os radicais da esquerda e não suporto os da direita. Pior ainda os da direita, porque só me lembram o livrinho da Simone de Beauvoir sobre "O pensamento de direita, hoje": "O pensamento da direita é um só: o medo". O medo de perder privilégios.
Ex-ministro do Trabalho, da Educação e da Previdência no regime militar, além de ocupar o ministério da Justiça no governo democrático de Fernando Collor, Jarbas Passarinho presidiu o Congresso Nacional e personalizou uma parcela dos militares moderados. No governo Costa e Silva (1967-1969), ele participou da reunião do AI-5, marco da restrição às liberdades individuais no País, em dezembro de 1968. Adiante, no governo Médici (1969-1974), foi o primeiro ministro militar - na realidade, um híbrido, com carreira civil - a admitir, publicamente, a existência de tortura, em entrevista ao repórter Reali Júnior.
Conhecido por sua habilidade para o diálogo com a esquerda e a direita na ditadura, o tenente-coronel reformado vive atualmente em Brasília e passou por problemas de saúde em 2009 e 2010. Depois de um ano de repouso, voltou a escrever artigos para a imprensa. Nesta entrevista a Terra Magazine, aceitou falar, a contragosto, daquele que Nelson Rodrigues poderia chamar de "personagem da semana": Jair Bolsonaro, um homem que ele nunca conseguiu suportar.
Uma grande alegria!
Hoje recebi a visita do casal amigo, Carlos e Magali.
É quando se descobre a falta que faz,a presença física dos amigos.Trouxeram-me um presente enviado por Henrique Cruz. Aprovadíssimo !
Agradeço o carinho dos três!
Estou num dia de exaustão. Embalo meus pertences.
Literalmente de malas prontas, sem sair do canto.
Carlos e Magali, outros encontros virão...Com mesa e cadeiras!
Henrique, aguardo oportunidade de retribuição!
Abraços , queridos!
Por José do Vale Pinheiro Feitosa
Quando se pega a história de alguém a partir do seu momento, geralmente se esquece que muito daquela trajetória poderia ser outra. Antes como possibilidade e depois como fato consumado.
A canção de maior sucesso da dupla até hoje foi “Você Abusou”, de 1973, que fazia parte do LP Mudei de Idéia, cuja canção título teve sucesso, mas não como a citada. Esta canção teve sucesso internacional, foi gravada na França com nome de “Fais comme l'oiseau", de Michel Fugain e virou hino do Partido Socialista francês. O compositor francês assinou como sendo o autor da música e a dupla teve que entrar na justiça, ganhando a causa. Ela tem versões em espanhol e japonês, além de gravações de Célia Cruz, Sérgio Mendez e Stevie Wonder.
Vejam como o Francês Michel Fugain de fato teve um lapso de memória sobre a autoria do Você abusou: o "Fais comme l'oiseau", sou como um pássaro é cópia fiel do você abusou. Ainda hoje ao se buscar a lírica da música está nos sites internacionais como de autoria dele.
Aqui um sabor muito especial com este Toró de Lágrimas. É como muitos corações se sentem na solidão do amor perdido.
Com o Pasquim indo para cima, a dupla fez esta música com todos os ingredientes do movimento estudantil.
E por último esta Teimosa com os suspiros ritmados de voz tão próprios da dupla.
SEM VOCÊ ...- por Rosa Guerrera
Mário Lago - Arley Pereira
Krakatoa

Primeiro ano da Residência Médica. Recém saídos do Internato, os médicos carregavam consigo toda a ansiedade e insegurança do início da profissão, mas , por outro lado, a certeza de que era possível dar um cangapé na falida estrutura da Medicina brasileira e construir um mundo melhor que o proporcionado pela geração anterior. Sem utopia, não se vive! Hospital Público de referência, na capital, sobrevivia em meio aos inúmeros contrastes. De um lado, um Corpo Clínico da mais refinada qualificação, do outro as deformidades típicas dos países de terceiro mundo : a falta quase contínua dos mais elementares insumos. Os residentes, uns 30, com aquele ofuscante brilho nos olhos de início de carreira, se subdividiam nas inúmeras especialidades: Clínica Médica, Cirurgia, Ortopedia e Oftalmologia. Os homens, naquele ano, eram feios de fazer dó : pareciam uns papangus. As mulheres, mais jeitosas, com exceção de uma ou outra mais fraquinha de feição, como comentavam os meninos. Havia, no entanto, uma Residente da Oftalmo que era lindíssima: uns dois metros, olhos azuis, curvas que lembravam a estrada de Petrópolis. Os residentes a comparavam ao Krakatoa : alta, linda, em plena erupção, mas perfeitamente inacessível à maioria dos mortais. Nada mais congruente que um colírio daquele naipe escolhesse a área de oftalmologia, pensava a tropa !
Com o desenrolar dos dias, os meninos se foram apaixonando alternada e seguidamente por Ludmilla – assim se chamava e o nome sensual já lhe fora colocado quase como uma premonição. Aceravam, faziam o cerca-lourenço, soltavam a lábia que não era suficiente para derrubar um Airbus daquela envergadura e , depois, diante na negativa, caiam num estado de desolação de fazer pena. Aos poucos, os rapazes desconfiaram que Ludmilla se fazia de gostosa e difícil por uma causa muito pragmática. Devia ser muito interesseira, conhecia perfeitamente o farto e rico material que possuía e não pretendia queimar as fichas com qualquer pé rapado. O grande problema ali é que a Residência parecia laje de rio : era uma liseira generalizada! Os carros da galera eram geralmente populares e com largos anos de estrada, muitos já nem pagavam IPVA.
Pois bem, um belo dia, Ludmilla comentou, em tom de deboche, a Getúlio, um residente de cirurgia, que inclusive já tinha sido preterido por ela, que não lhe faltava mais nada. Pois , no último fim de semana, o Crizélido, o mais feioso da turma, residente da Ortopedia, depois de umas cervejinhas, não lhe dera uma cantada? Era só o que me faltava! Um chaverinho daqueles ! Feio que só briga de foice no escuro ! O Getúlio se indignou junto com ela ( meio por ciúme, meio prá encompridar conversa) e pinicou o oratório do colega:
--- Mas menino, num falta mais nada mesmo! Um sapo às avessas daqueles ! Ludmilla, e o pior : eu conheço aquilo desde menino! Ele nasceu lá no Mato Grosso, em Dourados, na minha cidade. O pai é podre de rico, tem fazenda prá tudo quanto é canto. Ele mesmo tem uma BMW lá! Mas aqui o sovina passa por pobrezinho, por miserável. Tem um Gol velho caindo aos pedaços, divide tudo quanto é conta com a gente. Diz que é para não dar na vista, pois tem medo de ser seqüestrado, o salafrário !
Ninguém compreendeu bem o desenrolar dos fatos. Após a descasca de Getúlio, estranhamente, já no outro final de semana, Crizélido e Ludmilla estavam aos beijos e abraços. O namoro pegou fogo e já no final do primeiro ano da Residência, ela apareceu grávida: parece que esqueceu de tomar os comprimidos. Casaram logo depois. Terminaram e voltaram para Dourados onde um Hospital montado pelo pai de Crizélido já os aguardava. Vivem felicíssimos: é “mor” prá cá, “mor” prá lá !
Mais uma vez parece ter se confirmado a máxima rodrigueana: Dinheiro compra tudo, até Amor Verdadeiro ! Quanto a Getúlio, além da Cirurgia, ganhou uma nova profissão: o de Conselheiro às Avessas ! Dizem que foi ele quem deu cordas para Kadaffi não abdicar e, a pedido de Lula, foi ele quem convenceu o Zé Serra que era ele( bonito e simpático) o candidato ideal do PSDB a Presidência da República.
J. Flávio Vieira
Pensamento para o Dia 24/11/2011

Dia Nacional de Ação de Graças
Recomeçar é continuar...- por socorro moreira
FRAGMENTOS DA POÉTICA DA VAIDADE - por Ulisses Germano
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