por José do Vale Pinheiro Feitosa




Viva junto à alma mais próxima e compreenda que a proximidade é a medida da distância. Que a distância que os separa é este movimento maravilhoso da matéria e da energia. A maravilha é apenas esta surpresa porque esta proximidade é tão diminuta entre os dois e é a inesperada distância.

José do Vale P Feitosa



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Nunca aprendi a babar ovo / Nem cuspir no prato em que comi - Aloísio

Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi


Garanto uma coisa a vocês
Defendo a verdade e me comovo
Quem me ensinou foi meu povo
Sou mais brabo que o bem-te-vi
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

Não vim aqui cantar de galo
Nem tão pouco me esconder aqui
Faço tudo pra acertar de novo
Por isso digo, volto a repetir
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

A gente vendo tantas asneiras
O cabra ajoelhando aos pés do chefe
Por mim este cabra não promovo
Eu mando ele pra fora daqui
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

Quem muito abaixa a cabeça
Acaba no fim mostrando a bunda
Aqui vai também meu desaprovo
Isto pra mim eu não escolhi
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

Estando findando minhas rimas
Deixo patente o desagrado
Puxando o saco eu não trovo
Isso com meu pai eu aprendi
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi


Aloisio

Vencedora do Grammy - Melhor música do ano!

Notícias!


Os vencedores do Grammy

O grupo country Lady Antebellum foi a surpresa da noite de premiações


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Justin Bieber não levou nenhum Grammy para casa. Mas por outro lado, o grupo Lady Antebellum levou cinco e o Arcade Fire ganhou o principal troféu da noite: o de Melhor Álbum do Ano.

No entanto, o destaque mesmo foi Mick Jagger em sua primeira apresentação na premiação. O vocalista dos Rolling Stones cantou “Everybody Needs Somebody To Love”, de Salomon Burke.

Lady Gaga, que chegou ao Grammy dentro de um casulo e apresentou seu novo single, ganhou o troféu de Melhor álbum pop vocal.

Veja os principais vencedores:

Melhor performance pop de dupla ou grupo
“Hey, soul sister (live)” – Train

Melhor performance country feminina
“The house that built me” – Miranda Lambert

Melhor álbum de rock
“The resistance” – Muse

Melhor álbum pop vocal
“The fame monster” – Lady Gaga

Melhor grupo country
Lady Antebellum

Melhor música country
“Need You Now” – Lady Antebellum

Melhor álbum country
“Need you now” – Lady Antebellum

Música do ano
“Need you now” – Lady Antebellum, escrita por Dave Haywood, Josh Kear, Charles Kelley & Hillary Scott

Artista revelação
Esperanza Spalding

Melhor álbum de rap
“Recovery” – Eminem

Gravação do ano
“Need you now” – Lady Antebellum

Álbum do ano
“The suburbs” – Ar

* Revista Alfa

Torci por Bebel Gilberto...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sobre Direitos Autorais...

Imagem/Internet

Lendo alguns textos pela internet e fazendo algumas pesquisas, encontrei um artigo escrito por Eliane Yachouh Abrão [formada e pós graduada em Direito pela USP, especialista com mais de 30 anos de atuação no Direito de Propriedade Imaterial, inclusive com destacada formação no exterior], falando sobre direitos autorais que eu achei simplesmente perfeito. E como é um assunto que interessa a todos nós, vejam o link logo abaixo.
Aqui no blog, como é um texto bem amplo, retirei apenas um parágrafo.
***
O que é e o que não é Direito Autoral

“A Internet não representa nenhuma mudança nos direitos autorais: todo livro, toda melodia, todo poema, toda obra, enfim, que todo mundo sabe que foi feita por outro que não você, que tem dono, tem de ser usada com respeito ao conteúdo e à integridade, e se o dono o consentir. O que é respeitar? É não modificar a obra, nem fazer modificações que alterem o pensamento de seu criador, quando se utilizar da obra em nome dele. É, também, não usar ou comercializar nada que não lhe pertença, sem pedir a devida e necessária autorização da pessoa física que a criou, ou da jurídica que adquiriu por contrato a condição de autor (o que, juridicamente, se chama de titularidade).A regra vale para qualquer mídia, e a Internet é só mais uma (nova) mídia.”

O que é e o que não é Direito Autoral /por Eliane Yachouh Abrão, São Paulo, Brasil, publicado Mercado Global, 4º Trimestre/2002, nº 112, p. 64/71

Toca Eremita- socorro moreira


!!

Toca, eremita!

A chave do meu interior...
Onde está?
Em qual lixeira da vida
Deixei ficar?
Tranquei parte dos meus anos
Tranquei parte dos meus sonhos
Violei coração,
Deixei passear
Minhas canções preferidas...
Arranhei meus vinis...
E o som do Tom,
Repete, insistente:
“Começou a consequência”,
Inevitável de você...”“.
Enjoada de todos os fumos
Refresco pensamentos e falhas...
Minha toca não tem chave, nem porta...
Ela é tosca, fincada no mato,
Que em mim cresceu

Newton Mendonça



Newton Ferreira de Mendonça (Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 22 de novembro de 1960) foi um pianista, compositor, violinista e gaitista brasileiro.

Viveu entre 1933 a 1939 em Porto Alegre, onde estudou violino, e Aquidauana (MS). Aos 13 anos, iniciou seus estudos de piano clássico.

Em 1942 se juntou ao seu amigo de infancia, Antônio Carlos Jobim, com quem compôs várias canções que viriam a se tornar clássicos da Bossa Nova.

Boêmio, passou a maior parte das noites dos anos 50 tocando piano em boates de Copacabana.

O primeiro sucesso surgiu com "Foi a Noite", considerado por muitos especialistas como o início da bossa nova.

O grande sucesso aconteceu dois anos depois, quando João Gilberto gravou "Desafinado" e "Samba de Uma Nota Só". Seguiram-se "Meditação", "Caminhos Cruzados", "Discussão" e "Só Saudade".

Aos 33 anos, teve um enfarte fulminante, falecendo sem colher os frutos de sua parceria com Tom Jobim.

BISAFLOR CONTA HISTÓRIAS NO AZUL SONHADO – por Stela Siebra Brito

Florbela casou-se muito jovem. Teve oito filhos, dezenove netos e cinco bisnetas, que, carinhosamente, a chamam de Bisaflor.
Bisaflor contou histórias para os filhos, depois foram os netos que se aninharam no seu colo e adormeceram embalados pelas aventuras da turma do Sítio do Pica Pau Amarelo, de príncipes e princesas, dragões, caiporas, saci pererê, bruxas, ogros.
Depois vieram as bisnetas que agora se deleitam com as narrativas de Bisaflor: histórias de sapo que virou príncipe, de jabuti que foi a festa no céu, de macaco que enganou onça e por aí vai.
Recentemente a anciã foi convidada para contar histórias em um blog coletivo. E hoje, com muita alegria, Bisaflor conta uma história No Azul Sonhado.


A ONÇA E O BODE

Esta história aconteceu antigamente, muito antigamente, quando tudo no Brasil era quase só mata.
A onça queria fazer uma casa, mas todo dia adiava o projeto, até que um dia, finalmente, decidiu-se e foi procurar um terreno; encontrou um bom lugar, roçou o mato. Satisfeita com esse primeiro passo, saiu perambulando por aí afora, quem sabe procurando comida.
O bode também decidiu fazer uma casa e ficou muito alegre quando encontrou o terreno roçado pela onça:
- Ora, ora, que lugar bom pra fazer minha casa!
Tratou logo de cortar madeira, enfincou as forquilhas no chão e dando-se por satisfeito com o trabalho foi-se embora.
No outro dia chega a onça e vendo o trabalho feito pelo bode, diz:
- Alguém está me ajudando, ah, só pode ser Tupã que está me ajudando! Agora vou fazer minha parte.
E falando assim, a onça tratou de colocar as vigas nas forquilhas e a cumeeira e depois foi embora.
O bode quando voltou admirou-se e pensou que estava sendo protegido por Tupã. Colocou os caibros na casa e partiu.
Quando a onça voltou no outro dia se espantou muito mais e, satisfeita com o andamento rápido da construção da casa, colocou as ripas e os enchimentos e retirou-se em busca de alimentação.
É a vez do bode agora que chega e vai logo envarando toda a casa. Depois volta a onça e faz a cobertura. O bode veio e tapou, a onça veio e... Assim, cada um fazendo uma parte, mas sem nunca se encontrarem, aprontaram a casa.
Quem se mudou primeiro foi a onça, que armou um jirau como cama e lá se meteu.
Quando o bode chegou e encontrou a onça tão bem instalada lhe disse:
- Ah, não! Esta casa é minha, amiga. Fui eu quem enfincou as forquilhas, botei os caibros, envarei e tapei.
A onça nem se abala e bem deitada na sua cama responde:
- Não amigo, a casa é minha. Encontrei o terreno, rocei, coloquei as vigas, a cumeeira, as ripas, o enchimentos, o sapé, fiz tudo isso, a casa é minha.
O bode questiona, a onça questiona, debatem, mas por fim, a onça, muito astuta, já pensando em comer o bode, propõe que dividam a casa. O bode concorda em morar na mesma casa com a onça, mas, como está com medo, arma sua rede bem longe do jirau.
No dia seguinte a onça avisa para o bode que quando ele a vir franzindo o couro da testa, “tome sentindo, porque este é o sinal que eu estou com raiva”. O bode também revela o sinal da sua mudança de humor: “é quando, amiga onça, eu balanço minhas barbinhas ali nas goteiras e dou espirros; quando você me vir fazendo isso, fuja que não estou pra brincadeira”.
A onça ouviu o bode, mas não se alterou, resolveu sair em busca de alimento, caçou um grande bode, matou, trouxe pra casa, e atirando-o no chão, sugeriu que o bode esfolasse e tratasse o animal morto.
O bode ficou abalado quando viu aquilo, pensando com seus botões: “ela matou um grande assim, imagine eu...”, mas disfarçou seu receio.
No dia seguinte ele falou para a onça:
- Amiga onça, hoje quem vai buscar de comer sou eu.
E partiu para o mato, andou, andou, andou até avistar uma onça grande e gorda. O bode, então, disfarçou e começou a tirar cipós do mato. A onça grande foi-se chegando e, achando estranho aquilo, perguntou:
- Amigo bode pra quê tanto cipó?
- Pois sim! Não tá sabendo não, é? O negócio é sério, o mundo vai se acabar, vem um dilúvio aí...
A onça grande ficou logo alterada, com medo do fim do mundo, e o bode aproveitando-se disse:
- Pois trate de arranjar escapatória, amiga onça, venha se amarrar, que eu já me vou.
A onça grande escolheu uma árvore de tronco grosso e pediu ao bode que a amarrasse, o que ele fez com grande prazer. Foi enlinhando-a com os cipós e amarrando-a bem firme, até certificar-se de que não tinha outro jeito pra onça a não ser morrer. Matou a onça a cacetadas e arrastou o corpão pesado para casa. Lá chegando disse:
- Aqui está, se quiser, esfole e trate.
A onça não acreditava no que estava vendo, ficou muito espantada. E agora era assim: o bode com medo da onça, a onça com medo do bode, nos cuidados um com o outro, até o dia em que o bode ficou nas biqueiras da casa, tomando ar fresco, olhou de soslaio pra onça e ela estava com o couro da testa franzido. O bode sentiu medo, balançou as barbas, soltou um espirro. A onça pulou do mundéu, largou-se em grande carreira, ao mesmo tempo em que o bode também se precipitou em louca correria.
E dizem que ainda hoje eles correm, cada um pra um lado; quem viaja pelos sertões adentro conta que nessas andanças têm encontrado a onça em louca dispara e o bode noutra direção, um com medo do outro.
Dizem... Eu conto porque assim ouvi do meu pai, que escutou a história contada por seu pai, que ouviu da avó, que escutou de uma velha índia, e por aí vai, muitos já contaram e outros ainda contarão, não tem fim.

"Blue Star" Pra Sauska

Linda , linda ! Jerry Adriani gravou a versão, lembra ? "Depois do seu adeus a minha vida se acabou ..."


"All in One" !-por socorro moreira







Maria alimentava o coração , nos romances e histórias em quadrinhos. Desde pequena acontecia-lhe um interesse platônico , que logo se desfazia. Mas seu corpo de menina , cedo se transformou. Aos 12 anos já era uma mocinha , e não achava nenhuma graça nos folguedos infantis.Espreitava na calçada , a passagem de Raul, que já tinha jeito de homem, e até fumava Capri; usava camisa de duas cores, cabelo abrilhantinado, perfume não identificado ...
Arriscava um olhar, arriscava segurar o olhar, e admitia que aquele lá seria o seu primeiro amor, efetivado.
A pergunta clássica não demorou a chegar. Num gaguejo inocente e medroso , disse sim, e começou a namorar.
Noites frias de Junho , na quadra Bi-Centenária.Uma corrida nos intervalos para um riso perto, e umas meias palavras. Um pegado de mãos no cinema das 4h. Um tempo roubado da vida, num banco de praça , ou nas encostas de um pé de eucaliptos.
A paixão pode ser suave , mas é sempre imperativa. Esperar terminar os estudos, deixar crescer as afinidades, planejar o futuro parecia-lhe um fim de linha inatingível.
Quando se é adolescente só existe o presente. Quando ficamos adultos o futuro é uma ameaça constante... Quando amadurecemos, voltamos a ser crianças !
Maria era amante dos livros, mas odiava a ideia de ficar pra titia.
Depois de idas e vindas, Raul seguiu sua estrada. Continuou os estudos na capital, deixando a menina com a cabeça nos travesseiros, entre sonhos, diários, cartinhas e lágrimas de saudade.
Aos 16 anos , ela sabia o que queria , mas já renunciava a todos os quereres. Entregou pros altos seu destino.
Aceitou o que foi chegando no caminho: pedaços de desejos insatisfeitos ; desperdício de potencial.; acomodação estóica...
Final feliz é conto de fadas . Conversa pra boi dormir.
Não acreditar que a gente pode inverter a roda do destino faz o destino acontecer, aleatoriamente , e sem o cor-de-rosa da alegria.
Aos 18 anos os sonhos morriam !

" La Mer " - Uma Música Inesquecível

Composição imortal (1943 )de Charles Trenet, num arranjo magistral e renovado de Ray Connif e sua sensacional Orquestra.




A HISTÓRIA NÃO-OFICIAL - por Ulisses Germano


 Desenho de Ziraldo



 QUEM VESTIU A CARAPUÇA
NO SACI PERERÊ?


Eu vi Saci Pererê
Deixar o feijão queimar
E fazer um fuzuê
Pelo prazer de assustar

Sendo assim, fomos achados sem querer. Cabral não sabia que existiam terras na outra margem do oceano. Então as caravelas desviaram seu caminho das Índias e num borrifar do destino  e as naus cabralinas descobriram “terra a vista!”.  À vista também foi o escambo, as trocas de mercadorias. Na Carta de Pero Vaz de Caminha sobre o achamento do Brasil, está escrito este intrigante contato entre o índio brasileiro com semi-deuses do velho mundo e seus presentes exóticos:

“(...) E daqui mandou o capitão Nicolau Coelho e Bartolomeu Dias que fossem em terra e os deixassem ir com seu arco e setas, e isso depois que fez dar a cada um sua camisa nova, sua CARAPUÇA VERMELHA...”

Gostaria que o leitor prestasse um pouco mais de atenção em relação a palavra “Carapuça”. Segundo o pai dos burros mais famoso do Brasil, Dicionário Aurélio, carapuça é uma palavra de origem italiana que significa “barrete cônico”. Descascando o texto de Caminha descobriremos que o sinônimo de “barrete” é  “cobertura que se ajusta à cabeça e que ordinariamente é feita de tecido mole e flexível; gorro, gorra.” Conclui-se, obviamente, que um dos primeiros objetos presenteados pelos portugueses ao silvícolas foi um “barrete” vermelho, isto é , um gorro vermelho que mais adiante, segundo a imaginação de alguns estudiosos no assunto, iria pertencer ao lendário menino Saci Pererê. 
++++ +++++ ++++

Quem vestir a carapuça
Irá logo dar um salto
Fuçando o dedo na fuça
Do cidadão incauto
Pode parecer bisonho
Porque ninguém furta o sonho
No arroubo do assalto

(Do cordel -A História do Espinho que furou o olho de Lampião - Ulisses Germano)



noite

noite maior do que tudo
e mal cabe na aba do sonho
tão sem tamanho!

entre sombras de telhados
uma igreja no claro
assombração com o som cortante
dos carros que passam
passam passam passam
passar é destino

acima um arco marca
um ponto contra a fragilidade de tudo
tudo atando nossa pele à superfície
áspera das coisas
cadeiras, copos, corpos
tudo em nós escuros
tudo um tanto escuro tudo

os bêbados e seus tropeços
cadê?
os fumantes, os amantes,
de agora e de antes,
cadê?

deslizam em país de mentira
país de argila,
os pés embebidos de escuro
olhos consumidos de susto
na solidão da noite
ilusão de quem foge do sono
perscrutando estrelas
quando não pode vê-las
no poema

Separando as sílabas-Por: Rosemary Borges Xavier

Como é fácil separar a palavra Sertão
Olha o resultado que dá: Ser tão

Não furtamos ... herdamos !- por socorro moreira



Conversávamos no dia de ontem, eu e Zélia ( minha irmã) sobre as pequenas heranças artísticas e patológicas das famílias, incluindo a nossa.
O falar cedo e explicado x o não falar , e falar enrolado foi o primeiro ponto de análise, compreensão e riso.
Minha mãe , l0go ilustrou a conversa , confessando que aos nove anos , ainda possuía um dialeto próprio, intraduzível. Foi quando chorou um dia e uma noite , querendo da mãe sua " pôa, pôa". Anoiteceu, e de candieiro na mão , vovó Bibia , ainda procurava incansável, o tal objeto,pra agradar a filha.
Abriu por fim um velho baú, e saiu tirando peça por peça...Quase no final, quando puxou uma combinaçãozinha de cetim , a minha mãe gritou feliz : achei minha pôa, pôa !!! Vestiu, e foi dormir tranquila.
Melhor foi quando ganhou dois periquitos pra cantar um bendito. Cantava desafinado, e tão engraçado, que valia uma sessão de terapia do riso. Alguns dos nossos, repetiu na infância essa dificuldade, que modernamente , com ajuda dos fonaudiólogos, foi-se resolvendo.
Pior são as consequências patológicas : aneurismas, diabetes, pedras na vesícula e rins, alergias, depressão, etc,etc.
Meu pai mesclou o nosso conteúdo genético ( já herdado também) de todas as artes, e alguns vícios. Mas, acho que é desse jeito que a nossa cultura se reproduz , e se alicerça.
Zélia e Verônica tão por aí, como exímias artesãs !
E todos os dias , descubro algo diferente sobre a minha mãe : um namorado do passado, uma aptidão que começou a se desenvolver, e não seguiu adiante... Como o dom de tocar bandolim e violino. Disse-me que sabia ler com facilidade em pentagramas, mas cantava desafinado...E chegava a juntar gente pra ouvi-la, quando nas aulas de canto, solfejava. As pessoas riam, (magando) , e ela não perdia o rebolado, achando sempre que estava arrasando !
Olhando a fotografia dos meus pais, no dia do seu noivado,, acho em mim alguns dos seus traços. Numa crescente projeção me vejo agora, e por mais 10, 20 anos, se eu chegar até lá...!
Tenho o suor dos Lima, no bigode; o espírito teimoso e personal dos Moreira, e o caminhado miudinho de Chico Nunes, além de outros trejeitos.
Em síntese, "somos todos irmãos por parte de Adão e Eva..." Sendo assim não dá pra criticar , algum defeito, num cidadão comum.
Vamos trocando de espelhos !

Colaboração de Fátima Figueiredo


A FAXINA
Martha Medeiros


Estava precisando fazer uma faxina em mim...Jogar fora alguns pensamentos indesejados,Tirar o pó de uns sonhos,lavar alguns desejos que estavam enferrujando.....Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei...Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchasGuardadas num livro que não li.Peguei meus sorrisos futuros  e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste...Mas lá havia outras coisas... belas!!!
Uma lua cor de prata...o choro de meus filhos ao nasceremseus primeiros passos,os abraços....aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo.....o pôr do sol.... uma noite de amor
Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.Sentei no chão,Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima -pois quase não as uso - e também joguei fora!
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o quefazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.
Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…..
Como foi bom!!!
Recolhi com carinho o amor encontrado,dobrei direitinho os desejos,perfumei na esperança, passei um paninho nas minhas metase deixei-as à mostra.Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância;
em cima, as de minha juventude, e...pendurado bem à minha frente,coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...

SOBRE OS RIOS


Todo rio que eu conheço
Se recusa a ser canal
Seu viver é no apreço
Não tem a intenção do mal
Se o planeta é uma bolha
Nós só temos uma escolha:
Trabalhar o racional.

Ulisses

D'Arte-fotos...Pachelly Jamacaru

Clic na imagem para ampliar!


Direitos reservado.

Sempre aos Domingos !



Porque é domingo, viajei no cinema antigo... Revi rostos nunca esquecidos, lembrei enredos, guardados na memória. Fui cinéfila desde criança. Aliás, todos da minha geração, assistíamos tudo que chegava de estréia, nos cinemas do Crato. Meu pai, manualmente, fazia os famosos cartazes, em quadro-negro, faixas, cartolina e nanquim.. Pra completar, colecionava Cinelândia, que acabavam folheadas pelas crianças. Todos os filmes que não consegui assistir naquela época, eu os cato, hoje, um por um.

A Flor que não morreu com Audrey Hepburn
O Bebê de Rosemary com Mia Farrow
Até o último alento com Natalie Wood
A Noviça Rebelde com Julie Andrews
Doutor Jivago com Julie Christie
Confidências à meia noite com Doris Day
Um anjo sobre a terra com Romy Schneider
Casablanca com Ingrid Bergman
Melodia Imortal com Kim Novak
Um raio deSol com Marisol
A Malvada com Bette Davis
Gigi com Leslie Caron
Gilda com Rita Haworth
A Felicidade não se compra com Elizabeth Taylor
Os Girassóis da Rússia com Sofia Loren
Um Homem e uma Mulher com Anouk Aimée
Irma la Douce com Shirley MacLaine
A Condessa Descalça com Ava Gardner
Safári na África com Capucine
Trapézio com Gina Lollobrígida
Dívida de Sangue com Jane Fonda ...

Uma mulher nota dez teria na época, os olhos de Liz; o talento de Jeanne Moreau; o pescoço de Audrey Hepburn; o charme de Anouk Aimée, a sensualidade de Brigitte Bardot; a boca de Shirley Maclaine; a voz de Doris Day, a boca de Candice Bergman: o sorriso de Romy Schneider e as pernas de Leslie Caron, ou senão, a beleza perfeita da Ava Gardner !

Todas eram divas, estrelas, e a gente colecionava fotos, num álbum de figurinhas:
Virna Lisi, Mônica Vitti, Catherine Deneuve, Ingrid, Bergman, Vivien Leigh, Janete Leigh, Rita Haworth, Katherine Hepburn, Melina Mercury, Anne Brancroft, Sandra Dee, Débora Kerr, Silvana Mangano, Marilyn Monroe, Liza Minnelli, Anita Ekberg ,Sarita Montiel , Joan Crawford, Florence Marly, Debbie Reynolds, Marlene Dietrich , Shirley Temple, Florinda Bolkan , Simone Signoret, e muitas outras!





Kim Novak





Kim Novak, nome artístico de Marilyn Pauline Novak (Chicago, 13 de fevereiro de 1933) é uma atriz estadunidense.

Kim Novak resistiu às pressões da Columbia Pictures, estúdio ao qual tinha contrato, para que adotasse o nome artístico de Kit Marlowe, e apenas concordou com a mudança de Marilyn para Kim para evitar que as pessoas a confundissem com a também atriz Marilyn Monroe.

Em 1957 fez uma greve em protesto contra o salário que recebia na época.

Afastada do cinema, atualmente cria cavalos e lhamas no Oregon e na Califórnia.

Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em 6336 Hollywood Boulevard.

wikipédia

Richard Wagner



Wilhelm Richard Wagner (Leipzig, Alemanha, 22 de maio de 1813 — Veneza, Italia, 13 de fevereiro de 1883) foi um maestro, compositor, diretor de teatro e ensaista alemão, primeiramente conhecido por suas óperas (ou "dramas musicais", como ele posteriormente chamou). As composições de Wagner, particularmente essas do fim do período, são notáveis por suas texturas complexas, harmonias ricas e orquestração, e o elaborado uso de Leitmotiv: temas musicais associados com caráter induvidual, lugares, ideias ou outros elementos. Por não gostar da maioria das outras óperas de compositores, Wagner escreveu simultaneamente a música e libreto, para todos os seus trabalhos.

wikipédia

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A ciência do próximo passo - Emerson Monteiro

Às vezes acontece parar o barco, isso na firme intenção de acertar e vencer os pensamentos da dúvida em relação ao que cabe fazer nas ações imediatas do percurso. Nessas horas, torna-se necessário saber agir e preencher o momento seguinte, independente de poder distinguir o duvidoso e o certo, sob as névoas das situações. Mas não existe a alternativa de não querer prosseguir, ir em frente. É a tal síndrome do próximo passo que quem vive atravessa a todo segundo, chova, ou faça sol, porquanto viver significa persistir na marcha.
Bem aqui, pois, entram no campo as lições dos que estudaram este assunto de seguir, de dominar as condições, dentro dessa linha inevitável dos caminhos constantes, onde agir representa quebrar os selos da porta do tempo, lacrada antes de nelas chegarmos. O direito universal de avançar, contudo, impõe leis para um desempenho satisfatório, quais sejam elas: evitar destruir as possibilidades dos outros, praticar conhecimentos adquiridos e confiar ao desconhecido nossas apreensões. No entanto, numa espécie de compensação, se deve saber colher o que plantou, no campo das práticas desenvolvidas no combate. Natural usar da justiça, porquanto a natureza ensina querer a si aquilo que oferecer aos demais, norma elementar do justo merecimento.
À medida que descobre os segredos da sabedoria, neste mundo perigoso, se anda nas estradas com a produção de resultados positivos. O valor que denominam cultura quer dizer tradição do conhecimento, guardada para posteriores experiências em forma de trabalho e técnicas.
O passo seguinte nada mais impõe do que praticar os modelos ensinados pelos outros e adquiridos por nós próprios durante as nossas ações. Parar, silenciar um pouco e tomar decisões exigem concentração, reflexão e atitudes verdadeiras.
Escolher o jeito ideal só no decorrer das jornadas se aprende e transmite, na ciência de caminhar pela vida afora. Tantos, milhões até, acertam e empreendem iniciativas de proveito, o que também todos podem cumprir de igual maneira. Resta somar tristezas, alegrias, fracassos e sucessos, para montar a solução dos enigmas e das ocasiões. Neste procedimento, reunir coragem e disposição de trabalhar, outra das leis essenciais ao bom êxito dos planos de voo. Acrescentar boa vontade, amizade, humor, convicção, prazer, iniciativa, emoção; descortinar o tempero dos pratos deliciosos que, por isso e bem preparados, reservam as estações dadivosas das existências mais felizes.

Por Socorro Moreira

Por um fio tênue e tenso
te susténs intenso.

(Assis Lima)



Não vivi o dia de ontem.. Estive stand by. O telefone tocou e eu escutei de longe, sem forças, nem vontade pra atende-lo. Não suporto mais notícias ruins.Pensei até em desligá-lo em definitivo.
Amanheceu de novo. Da janela do meu quarto sinto a claridade natural, o vento fresco das manhãs, que ainda não foram aquecidas pelas lareiras de Outubro..Victor optou em permanecer no mesmo endereço.Vou atrás de mudar as cores das paredes e portas, alterar o visual do ambiente com plantinhas, e novos adereços. A poeira das coisas estável anima a minha tosse.
Abro o guarda-roupa e sinto vontade de encurtar todos os meus vestidos; de transformar em bermudas, as minhas calças Compridas Por que não aprendi a fazer roupas de bonecas?
Meu pretenso amor folga em mim. Vejo-o de longe, numas conversas bonitas, e fico numa felicidade silenciosa, como ela deve ser, pra permanecer.
São 5,30 da manhã. Vou começar o dia diferente: tirar o carro da garagem, fazer feira no mercado, ir à costureira, ou, se duvidar, encarar estrada pra Mauriti ou Várzea-Alegre. Ir a busca de um céu, cheio de nuvens, onde a poesia esteja celebrando a vida.
Dá-me teu sorriso? Quero morde-lo!

um Bonsai de Casa por Joao marni


Pelo  menos por três vezes, vi cada um deles: “O pai da noiva” e “ Casamento grego”. Comum aos dois filmes, a alegria em família e a camaradagem, especialmente a dedicação do genitor pela filha única.

Ao final, em ambos, uma festa espetacular de casamento. Hilariantes. No segundo fiquei mais emocionado, pois o velho grego tirou do envelope a certidão de compra de uma casa para o casal. Vizinha à deles! É o que seguramente faria, se pudesse. Moraríamos todos num condomínio em família. Alguém poderia argumentar que proximidades assim não dão certo, e tal... Mas acho que discordâncias e até confusões são melhores trabalhadas, entendidas e resolvidas em consangüinidade. Ainda não consegui essa que seria mais uma das minhas realizações; mas espere! Estou começando! Minha neta Maria Alice havia pedido a mim uma casa de bonecas. Num desses lances de pura sorte, nossos amigos Maurílo e Lôra iriam se desfazer de uma. Fiquei com o melhor que havia dos escombros, desmontada a casa com muito zêlo. Cuidei de escolher o local da construção no nosso jardim, após as discussões de praxe com a avó.

Estou de férias nos primeiros quinze dias do ano novo e a maior parte desse tempo vou dedicar à construção da casa de Maria Alice. Já comprei e instalei a “piscina” da sua morada quando aqui vier em folguedos, porque duvido que ela queira sair: Uma caixa d’água de 250l enterrada até próximo à borda. Seu novo endereço terá cerca de 13m² de um só vão, onde poderá brincar de dona de casa e de professora. Espero que repreenda bem seus bonecos quando esses não lhe obedecerem enquanto mãe de fantasia, e que grite quando seus alunos não estiverem atentos aos seus ensinamentos. Afinal, deixar rolar é dar oportunidade para o arrependimento, no choro depois, na casa grande.

Uma janela e porta na frente, com duas outras janelas, uma em cada lateral. Um luxo! Que cresça assim, feliz da vida, com tantos mimos. Caiu no terreiro certo. Que estude e seja gente grande e independente, e que lhe cause espanto e indignação o que os homens públicos fazem com as pessoas que moram em barracas improvisadas, de paus e lonas de plástico, negras feito os corações daqueles.

Que peça a Deus que me perdoe por esse excesso. É que amo muito a meus netos, presentes e futuros, e nada é caro para a visão do paraíso no sorriso deles. Deus é avô? Se for, estou perdoado.
Crato -ce

"Rhapsody in Blue " - Uma música Inesquecível






Uma das mais lindas composições ( 1924 ) do famoso compositor americano George Gershwin.Foi tema do filme do mesmo nome ( 1945 ), e fêz parte da trilha de vários outros filmes.O maravilhoso e multi- premiado musical "Sinfonia de Paris",com Gene Kelly e Leslie Caron, tem um pas-de-deux,simplesmente fantástico, com a música "An American in Paris" ( que,por sinal, dá nome ao filme ) desse grande músico.

"O Paraíso dos Avós"

A casa de Maria Alice fica situada na Pça Maria Olga , que pertence ao jardim dos avós : João Marni e Fátima. Não é de chocolate, nem de taipa ...É uma casinha em miniatura, de verdade !Tudo muito simples mas de uma beleza incrível. Com certeza materializa o desejo infantil de ter uma casinha de bonecas , num tempo experimental, que a infância permite. Os adultos estavam lá compartilhando da alegria.
Jobin ,  o cachorro de Maria Alice, fez a festa .
Um dia de sábado deveras inesquecível! 
Os anjos-de-guarda marcaram presença , e se revezarão , numa eterna vigília.

Inspiração!

Imagem/Internet

E assim, se inspira o poeta...
Através dos seus sonhos e de palavras feito luz.
O sentimento atravessa o peito e num ímpeto, grita sorrindo!
E grita aos berros num lamento.
E grita de choro num dado momento.
E grita na dor de uma saudade. Uma dor contida, desmedida...
Ou sussurra aos quatro cantos sem cantos os seus prantos.
Ou de emoção, paixão, ou comunhão com o universo.
O sentimento vem lá do fundo da alma.
A imaginação brota de onde?
Dalgum canto que nem sei...

Mara*

Sobre o Pífano- por Ulisses Germano



"O pífano na realidade é uma fusão da flauta indígena com a flauta trazida pelos portugues e jesuítas. Defendo esta tese pois é sabido que a flauta dos nossos índios possuiam poucos recursos (três quadro furos) e as flautas trazidas já no tempo das caravelas eram de 7 furos como conhecemos atualmente. O atrito cultural contribuiu para os surgimentos de novos instrumentos adaptados por nossos músicos da Pindorama e, posteriormente, da Terra dos Papagaios."

CORAÇÃO ESTRADEIRO (ao mestre Dominguinhos) - Por Marcos Barreto de Melo

nesse cavalo de aço
sem arreio, sem espora
levo um sorriso, um abraço
viajando mundo a fora
sou andante sanfoneiro
nasci pra tocar baião

meu coração estradeiro
tá sempre alegre, feliz
vivo cantando o amor
e a vida da minha gente
andando sem paradeiro
por este imenso país

caminhoneiro disfarçado
enfrento qualquer estrada
na seca ou na invernada
sigo o roteiro traçado
dias e dias sem lar
só pra meu povo cantar

trago no peito a sanfona
que num acorde dolente
faz renascer a saudade
da terra pura e pungente
ou de uma antiga paixão
que ficou lá no sertão

rodando, cortando chão
na poeira do sertão
ou numa grande cidade
vou cumprindo a missão
sem esquecer a lição
com a mesma simplicidade

cada fronteira cruzada
é uma etapa vencida
é mais um passo na vida
mas, é também despedida
uma saudade incontida
de quem ficou na estrada


Marcos Barreto de Melo

Indômita incompetência - José Nilton Mariano Saraiva

É algo abjeto, vergonhoso, nojento e, incrivelmente, repetitivo. Tal qual abutres famintos e insaciáveis, que se banqueteiam com a carniça pútrida, eles estão pouco ligando para as mais elementares e comezinhas regras de civilidade e humanismo. Nem que a porca torça o rabo, o importante é marcar presença, sair bem na foto, arrotar alguma frase de efeito que possa adiante ser aproveitada em proveito próprio e, enfim, fazer barulho, pôr-se em evidência. Legislando em causa própria, a determinação é cada um buscar puxar brasa para a própria sardinha, cuidar de ativar o próprio fogo, aparecer por cima de pau e pedra, independentemente dos meios ou métodos utilizados em tal mister.
Esse, sem tirar nem acrescentar, o quadro dantesco e surreal propiciado por políticos sem um pingo de escrúpulo ou vergonha na cara, após a enxurrada que se abateu sobre o Crato. E, dúvidas não tenham, o “disse-me-disse”, o puxa-encolhe, a forçação de barra vai continuar por semanas a fio.
Não é de estranhar, pois, que, por enquanto, duas versões, absolutamente díspares e antagônicas tenham emergido após o autentico dilúvio que quase risca o Crato do mapa: de um lado, dourando a pílula, rasgando seda e promovendo um verdadeiro carnaval fora de época, os simpatizantes e empregados da prefeitura da cidade, cujo chefe (prefeito) teria garantido, firmado, reafirmado e assegurado o irrestrito e absoluto apoio do Governo Federal à reconstrução do que foi levado pela enchente, através da liberação das verbas necessárias para tal, em razão, principalmente, dos contatos feitos e projetos apresentados em Brasília (por ele, prefeito, e comitiva); de outro, a posterior, extemporânea e abusada manifestação pública de alguns dos “nobres” Deputados Estaduais, em pleno recinto da Assembléia Legislativa, desdizendo tudo o que houvera sido dito pelo prefeito e assessores e protestando veementemente contra o presumível descaso desse mesmo Governo para com a grave ocorrência, já que o senhor Ministro da Integração Nacional teria afirmado desconhecer o problema e, até, “debochado” da situação, em função de divergências de cunho político.
Fato é que, prego batido e ponta virada, o prefeito e assessores (não mais que repentinamente guindados à condição de “pop-stars” e entusiasticamente saudados e aplaudidos pelos áulicos de plantão) voltaram de Brasília de mãos abanando e cantando amor febril, com a recomendação de, se quiserem algo de concreto, ELABORAR UM MÍNIMO E CONSISTENTE PROJETO, realista e substancioso, capaz de justificar a montanha de dinheiro que estavam a reivindicar (chegou-se a ventilar um estapafúrdio valor “entre 50 e 100 milhões de reais”, ninguém sabe com base em que ou em quais parâmetros).
No frigir dos ovos, o que sobressai disso tudo é a tentativa de aproveitamento de uma tragédia que se abateu sobre milhares de pessoas, objetivando alavancar projetos de cunho pessoal; é a tentativa frustrada de transformar apadrinhados políticos sem qualquer expressão em super-heróis, sumidades instantâneas; é a desfaçatez em querer fazer crê que graças à intervenção de uma burocrática primeira-dama uma vida teria sido salva da enchente (e só por conta disso, conforme flagrante expeditamente captado pelo fotógrafo oficial); enfim, vige o sentimento de espetacularizar outras manifestações tão grandiloquente quanto ocas e vazias.
Só que, comprovado restou, uma atávica e indômita incompetência grassa nos quadros da prefeitura, daí o fracasso da “missão Brasília”, já que incapazes de elaborar e estruturar pelo menos um simplório projeto digno do nome, bastante para sensibilizar quem tem a “chave do cofre” (apresentem um projeto consistente e viável que verbas não faltarão, já dizia o presidente Lula da Silva). Será pedir muito ???
Quanto às pobres e indigitadas vítimas ??? Que se explodam, à espera de uma nova tromba d’agua, quando tudo recomeçará, “ad eternum” !!!

Sinto tua alma por perto,
percebo a tua saudade,
será que penso errado
ou vives fugindo de ti?

Personalidade Feminina - por Socorro Moreira

Eneida acompanhada da avó Emlia, a mãe Zuleika...


Elegância


Sobriedade, simplicidade
Postura, atitude
Beleza, inteligência,
Esposa de Dr.Jósio Alencar Araripe,
Seu nome : Eneida Figueiredo !
Eneida om os pais : José de F.Filho / Dona Zuleika,e filhos...


*Trabalhamos como professoras do Colégio Estadual na década de 70, atuando em cadeiras diferentes ( lógica x humanas). Conversávamos sobre a vida, prazerosamente, nos intervalos das aulas.
Carinho sempre!
Saudades!

Fotos do acervo de Flamínio Araripe ( filho de Eneida)
inspiração
é chumbo,

trocado
não dói. 

(João Nicodemos)
“Azul Sonhado”, catando prosa e verso, conquistou seu espaço, neste primeiro mês de atividades.
O que seria deste céu, sem o chão da amizade, bordado por tantas estrelas?

Já somos mais de 50 colaboradores. Já somos plurais. ”Somos todos iguais neste azul!”


Bom dia !


Homenageando este grande nordestino, que hoje completa idade nova .
Parabéns, Dominguinhos !